quinta-feira, 13 de maio de 2010

Lula goza Serra: agora ele quer baixar os juros que não baixou no Governo


E o Serra ousa falar mal dos juros e da Santa Sé



No SBT, Lula deu uma gozada no Serra: “Serra agora sabe tudo que não sabia durante o governo” …

Agora, José Serra diz que baixaria os juros mais do que o BC baixou.

A propósito da política de juros do Governo Lula/Dilma e do Governo FHC/Serra, Bernardo Joffily fez, no Vermelho, , uma comparação muito interessante:

“A Selic (taxa básica de juros) do BC foi criada no governo Fernando Henrique, que teve Serra do princípio ao fim como ministro, primeiro do Planejamento, depois da Saúde. A Selic de Lula, ou mais exatamente de Henrique Meirelles, presidente do Banco, por certo foi mais alta do que devia (que o digam os sindicatos de trabalhadores, e também os capitalistas do chamado setor produtivo, unânimes em criticá-la). Mas empalidece diante das taxas delirantes de FHC.”

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Justiça e PF investigarão pesquisas

A evidente seriedade da representação do Movimento dos Sem Mídia à Procuradoria Geral Eleitoral foi reconhecida e as pesquisas eleitorais feitas e por fazer neste ano eleitoral serão auditadas.

É uma vitória da sociedade e uma derrota para aqueles que pretenderam ludibriá-la através de uma estratégia injusta, ilegal e imoral.

A imprensa (Globos, Folhas, Vejas, Estadões e congêneres) acusa os institutos Sensus e Vox Populi; a imprensa alternativa acusa o instituto Datafolha e o Ibope. Veremos, agora, quem tem razão.

Abaixo, reproduzo a nota que enviei a vários meios de comunicação, inclusive à Blogosfera. Em seguida, faço um último comentário

A quem possa interessar:

Conforme informações obtidas pelo Departamento Jurídico do Movimento dos Sem Mídia — MSM – na tarde desta 3a. feira, 11/05/2010, em Brasilia – DF, a Vice-Procuradora Geral Eleitoral do Ministério Publico Eleitoral Federal, Dra. Sandra Cureau, acolheu a representação de nossa Organização no sentido de que as pesquisas feitas e por fazer em 2010 pelos institutos de pesquisa Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi, sejam auditadas.

A Procuradoria determinou em despacho que “se extraiam cópias na íntegra da Representação Eleitoral do MSM e da lista de adesões dos cidadãos brasileiros que a apoiaram, remetendo os documentos à Superintendência da Polícia Federal em Brasília – DF, para que a Polícia Federal proceda a Abertura de inquérito Policial para apurar suposta prática de Crime Eleitoral de Realização e Divulgação de Pesquisa Eleitoral Fraudulenta”.

O processo junto à Procuradoria Geral Eleitoral – DF recebeu o número 4559.2010-33

Atenciosamente,

Eduardo Guimarães

Movimento dos Sem Mídia

Presidente

O MSM, com sua ação na Justiça, poderá mudar a história desta eleição ao impedir que pesquisas eleitorais sejam usadas para enganar o eleitorado. A menos que os que andaram cometendo fraude decidam desafiar a lei...

Cumprimento, pois, a todos os que, ao meu lado, ao lado do nosso diretor jurídico, Antonio Donizeti, enfim, ao lado do Movimento dos Sem Mídia, firmaram a lista de apoios à iniciativa de nossa organização. Posso garantir que as cerca de duas mil assinaturas virtuais pesaram muito na decisão da Justiça Eleitoral

Esta é, legitimamente, uma vitória da democracia brasileira.

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Dilma desmonta demagogia de Serra no RS

“A ponte não é urgente, é fundamental”, diz Dilma no Painel RBS

Pré-candidata ressaltou que a obra demandará estudos aprofundados

Durante o debate de uma hora e 30 minutos na sede do Grupo RBS, na Capital, a pré-candidata à presidência, Dilma Roussef (PT), afirmou que pretende construir a Ponte do Guaíba, mas que a obra demandará estudos aprofundados. Ela enfatizou que “a ponte não é urgente, é fundamental”.

— Só tem um jeito de fazer a ponte no dia seguinte: é usar o meu projeto, meu estudo de viabilidade técnica. A ponte não cai do céu — disse Dilma, em referência à declaração do também presidenciável José Serra (PSDB).

Na quarta-feira passada, quando Serra participou do programa, assumiu o compromisso de fazer a obra. A ex-ministra explicou que é preciso discutir o traçado da ponte e diz que o projeto ainda apresenta problemas que precisam ser corrigidos.

— Vou ter duas pontes de duas mãos desaguando o tráfego na BR-116. Precisamos cuidar para não transferir gargalo da ponte para a rodovia.

A pré-candidata preferiu não opinar sobre temas como simpatia ao governo do venezuelano Hugo Chávez e discorreu sobre Educação, Saúde, Segurança Pública e reforma tributária.

Clique aqui para ler a matéria completa no site do Zero Hora

Em tempo: no mesmo programa, na semana passada, o Serra disse que vai fazer a ponte no primeiro dia de governo.

Em tempo, por mim: será que os jornais da RBS darão o mesmo destaque de capa para Dilma?




terça-feira, 11 de maio de 2010

FERNANDO PESSOA

Biografar o Serra é mole, basta ler o Livro do Desassossego, está por lá, nas páginas do Fernando Pessoa
"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos fasciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes,repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava de ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados".

SONETOS

PLENA MULHER, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
Que antiga noite o homem toca com seus sentidos?

Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos
e dois corpos por um só mel derrotados.

Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia

corre pelos tênues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra um raio.

Pablo Neruda

Conversa Afiada

Começaram a abandonar o Tucanic


Do amigo navegante do Conversa Afiada, Coyotte:

Enviado em 11/05/2010 às 12:59

Já começaram a abandonar o navio “Tucanic”

Prefeitos do DEM, PSDB e PP lotam evento com Dilma no Rio. A imprensa não comenta

Em evento numa churrascaria da Baixada Fluminense, a pré candidata à Presidência do PT, Dilma Rousseff, atraiu gregos e troianos. Organizado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e pelo candidato ao Senado Lindberg Farias (PT), a reunião com prefeitos do Rio teve a participação de governantes dos partidos da aliança PMDB-PT, mas também da oposição, como DEM, PSDB e PP.

Dos 92 prefeitos do Rio, 86 compareceram ao evento que teoricamente era de agradecimento ao governo Lula e à Dilma, chamada de mãe do PAC, pelos investimentos no Estado. Do DEM havia pelo menos três governantes, José Rechuan Júnior, de Resende, José Luiz Mandiocão, de Rio Bonito, e Adilson Faracao, de São José do Vale do Rio Preto. Do PSDB, pelo menos dois: Darci dos Anjos Lopes, de Seropédica, e Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor.

Outro partido que ainda não faz parte da coligação nem do candidato pelo PSDB à presidência da República, José Serra, nem de Dilma, mas também mandou muitos representantes foi o PP do senador Francisco Dornelles. Pelo menos oito deles compareceram ao evento: Rafael Miranda, de Cachoeiras de Macacu, Guga de Paula, de Cantagalo, Sérgio Soares, de Itaboraí, Carlos Pereira, de Tanguá, Gilson Siqueira, de Cardoso Moreira, Luis Carlos Ypê, de Itatiaia, Antonio Jogaib, de Porciúncula, e Roberto de Almeida, de Miguel Pereira.

Seria chover no molhado, por Marcos Rolim*

Acompanhei com atenção a sessão do STF sobre o pleito da OAB a respeito da Lei da Anistia. A lei, como se sabe, nunca mencionou crimes como a tortura. Ela perdoou os ?crimes políticos e conexos?, ponto. A pergunta, então, era: a tortura, o estupro, o assassinato de presos, a ocultação de cadáveres são crimes ?conexos?? Pois o STF, por sete votos a dois, disse que sim, que esses crimes estão cobertos pela anistia. Bem, não sei em que mundo vivem os ministros do Supremo, mas, no planeta Terra, tais delitos não são políticos ou ?conexos?.

O mais impressionante não foi o resultado, mas a linha de argumentação empregada. Por ela, a anistia representou uma ?ampla negociação? entre governo e oposição na época. A hipocrisia tem lá suas regras e se sabe que rende homenagens à virtude. Natural, então, que os ministros afirmem sua ?repulsa? à tortura no exato momento em que sepultam a possibilidade de processar torturadores. A mentira, entretanto, precisa ser chamada pelo seu nome. A Lei da Anistia não foi o resultado de negociação alguma. Paulo Sérgio Pinheiro ? ex-secretário de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique ? lembra que em 1979, pouco antes da votação no Congresso, as oposições organizaram o ?Dia Nacional de Repúdio ao Projeto de Anistia do governo?. Em São Paulo, a OAB realizou ato público para repudiar a autoanistia em curso. E como foi o resultado da votação no Congresso? A lei foi aprovada com 206 votos da Arena, o partido da ditadura. O MDB votou maciçamente contra o projeto com 201 votos (!). Este foi o ?ambiente de ampla negociação? ao qual fizeram referência os ministros do STF, ponderação logo referendada por grande parte da mídia.

Há, ainda, outra mentira histórica: toda a direita no Brasil afirma que ?crimes foram cometidos pelos dois lados?. Há, em qualquer hipótese, entretanto, uma diferença básica: todos os que pegaram em armas contra a ditadura ? um princípio consagrado pelo direito internacional ? foram mortos ou presos e/ou torturados e/ou exilados e/ou perseguidos; mas nenhum torturador, assassino ou estuprador a serviço do regime militar foi responsabilizado. Os militantes da esquerda armada que sobreviveram são conhecidos, possuem nome e endereço. Seus algozes são sombras e o Brasil não sabe seus nomes. A depender do STF, nunca saberá. O governo Lula e o PT deram suficientes demonstrações de covardia. O primeiro, sustentou oficialmente a pizza através da Advocacia-Geral; o segundo, calou-se, como era conveniente. A imprensa não pôde observar isto, porque já havia montado um escarcéu sobre o Programa de Direitos Humanos e acusado o governo de querer revisar a Lei. Aliás, a mídia sequer se interessou em saber por que o ministro Toffoli não apareceu na sessão. Justiça seja feita, Tarso Genro foi um dos poucos a se manifestar com dignidade sobre o tema; mas foi só. Em 1971, logo após a troca de 70 presos políticos pelo embaixador suíço, um cinegrafista americano tomou vários depoimentos dos brasileiros recém chegados ao Chile. Isto virou um documentário disponível em http://www.linktv.org/programs/brazil-a-report-on-torture. Tanto quanto sei, é o único registro do tipo feito naquela época. O conjunto é impressionante. Maria Auxiliadora Lara Barcellos e Frei Tito estão entre os entrevistados. Ambos se suicidariam no exílio alguns anos depois. Vale a pena acompanhar os relatos. Seria chover no molhado, eu sei, se o molhado não fosse sangue.

*Jornalista

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ministério da Saúde:”Lástima e retrocesso para o jornalismo brasileiro”

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

08/05/2010

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação à edição desta sexta-feira (7 de maio) do Boletim “Mais Brasília”, com Alexandre Garcia (07/05), o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde contesta e esclarece as seguintes informações:

1. A infecção pelo HIV não restringe os direitos sexuais nem os direitos reprodutivos dos cidadãos. Como o próprio Alexandre Garcia afirmou na sua coluna, “a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Não permitir que pessoas que tem HIV/aids tenham filhos é tirar delas o direito à cidadania. Negar isso é violar os direitos humanos fundamentais.

2. É a segunda vez que o jornalista discrimina as pessoas que vivem com HIV/aids em suas declarações. Uma lástima e um retrocesso para o jornalismo brasileiro. A primeira vez pressupõe desinformação, a segunda é uma clara demonstração de preconceito. Com o avanço da terapia antirretroviral no Brasil, há comprovado aumento da sobrevida e melhora significativa na qualidade de vida dos soropositivos. O diagnóstico não é mais uma sentença de morte. Pelo contrário, essas pessoas hoje fazem planos, querem casar e constituir família.

3. A afirmação de que o Ministério da Saúde está estimulando pessoas com HIV a engravidarem é equivocada. A decisão de constituir família é pessoal. No caso das pessoas que vivem com HIV, o Ministério da Saúde deve fornecer informações que possibilitem ao profissional de saúde orientar cada pessoa que deseje ter filhos com as informações mais precisas – sempre embasadas na melhor evidência científica disponível. Países como a Itália e a Inglaterra publicaram, recentemente, recomendações semelhantes. Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) precisam saber sobre os métodos e riscos envolvidos nessa decisão, pois eles possuem esse direito – se assim desejarem – e já o fazem. Não cabe ao governo interferir no desejo da mulher de ter ou não filhos, mas sim permitir que essas mulheres que querem ser mães tenham seus filhos nas condições mais seguras para elas, para seus parceiros e para seus futuros bebês. Isso não é uma novidade. Em 2008, por exemplo, 3 mil mulheres sabidamente soropositivas engravidaram, comprovando essa realidade. O que se percebe na fala do jornalista é um preconceito descabido e uma desinformação que não condiz com o veículo sério do qual ele é porta-voz.

4. Desde meados da década de 1990, seguindo padrões internacionalmente estabelecidos, o Ministério da Saúde dispõe de um conjunto de diretrizes para prevenção da transmissão vertical do HIV. Essas medidas buscam a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos de brasileiros e brasileiras. Estudos nacionais e internacionais comprovam que, quando todas as medidas preventivas são tomadas – uso de medicação antirretroviral durante pré-natal e parto, inibição da lactação e tratamento do bebê por seis semanas – a chance de transmissão do HIV da mãe para o bebê é reduzida para menos de 1%. Ao afirmar que a iniciativa “é uma maluquice”, o jornalista demonstra desconhecer os avanços científicos que reduzem a possibilidade de transmissão do HIV para o filho. O comentarista também deveria saber que o simples fato de “respingar sangue” de uma mulher infectada pelo HIV, durante o parto, não é suficiente para que ocorra transmissão do vírus. O controle da infecção em ambientes hospitalares pressupõe rotinas com precauções universais, não só em relação ao HIV, mas também no que se refere a outras doenças. Além disso, vários artigos científicos sobre o assunto foram publicados recentemente, mostrando a correlação entre transmissibilidade do HIV quando a carga viral é indetectável no sangue, no esperma e nos fluidos vaginais. Tais estudos tornam mais claros os riscos, dependendo da situação clínica de cada indivíduo.

5. Reduzir o número de crianças infectadas pela transmissão vertical, como vem acontecendo no Brasil, tem sido um avanço. O Ministério da Saúde conta com o apoio da emissora para dar à população a informação correta, sem preconceitos, de forma inclusiva, permitindo que essas pessoas exerçam a sua cidadania. Uma declaração discriminatória, como feita pela jornalista Alexandre Garcia, traz um enorme prejuízo para as pessoas que vivem com HIV/aids.

Atenciosamente,

Mariângela Simão
Diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

DIREÇÃO DO DMAE/POA TENTA MANIPULAR FUNCIONÁRIOS




A Direção do DMAE/POA/RS está coletando assinaturas em apoio a reestruturação do Departamento, mas não apresenta claramente as suas reais intenções. O tal projeto é na verdade um “Cavalo de Tróia” sobre a qual não conhecemos os detalhamentos da repercussão dos seus efeitos na nossa vida profissional e seus reflexos nas atividades desenvolvidas pelo DMAE.

O pouco que conhecemos da proposta de reestruturação que está sendo encaminhada, extingue setores importantes, acaba com Fgs e a tal propalada GDO não será dada a todos. Ao contrário do que diz a direção do DMAE não há um processo de horizontalização da estruturação do DMAE e sim uma concentração de poder ainda mais acentuada do que já existe hoje, com a transferência de renda dos que ganham menos para os que ganham mais. Se houvesse por parte da atual direção do DMAE um mínimo de respeito ao histórico de serviços prestados pelo funcionalismo e ao comprometimento do corpo funcional com as suas atribuições, teria uma outra postura. Faria uma ampla discussão com toda a categoria envolvendo o SIMPA e CORES e a sociedade para construção de um projeto verdadeiramente amplo e representativo.

Mas da forma como está sendo imposta a discussão, questionamos quais são os verdadeiros interesses que envolvem e a quem servem este projeto de reestruturação?

A democracia está sendo atacada quando há um verdadeiro assédio moral ao corpo funcional quando somos muitas vezes constrangidos a assinar um documento de apoio a dita reestruturação. Neste processo muitas chefias preocupadas única e exclusivamente com a sua carreira e ganhos pessoais vendem a categoria ao interesses escusos da atual direção do DMAE.

Não se deixe intimidar, não assine nenhum documento que possa comprometer de forma irreversível seus interesses e direitos funcionais.

Exigimos a imediata retirada do projeto de reestruturação do DMAE.

FORA A PRIVATIZAÇÃO DO DMAE!!!

NÃO A TERCEIRIZAÇÃO!!!

CONCURSO PÚBLICO JÁ!!!

POR UM DMAE PÚBLICO E UNIVERSAL!!!!


Participe da Assembleia do Núcleo DMAE para tratar da data-base

Data 11/05 - Terça-feira

Horário 18:30

Local: Sede do SIMPA

Aqui as trapalhadas de Serra durante a visita à FENASOJA no RS!

Jéferson Fernandes (*) A visita do presidenciável José Serra à XVIII Fenasoja, que deveria marcar o prestígio do tucano numa das maiores festas agrícolas e de negócios da fronteira gaúcha, virou constrangimento. E não só para ele, mas também para a assessoria pemedebista na qual se destacava o deputado Osmar Terra.
Serra teceu considerações sobre saúde, segurança, educação e, claro, agricultura. O problema é que, ao denunciar a ausência do governo federal nessas áreas, ignorou solenemente as pesquisas que dão a Lula altos índices de aprovação na Grande Santa Rosa. E isto porque, goste-se ou não do PT, nunca antes uma administração federal foi tão presente na região.
Na saúde, um dos temas de Serra, enquanto Yeda não cumpre sequer sua obrigação constitucional, em Santa Rosa acontecem programas como Unidade de Pronto Atendimento de Saúde (pronto socorro 24h), Sistema de Atendimento Móvel de Urgência SAMU, ampliação do PSF e outros auxílios a hospitais. Tudo com verba federal. E o povo sabe.
Na Segurança, a crítica de Serra foi de que o governo Lula tem se esquivado deste tema, jogando a responsabilidade toda sobre os Estados. Ora, até os grãos de soja da feira sabem que a Bolsa Formação, criada por Lula, concede mais de 400 reais por mês para os praças da Brigada. Inclusive para os que atuam em Santa Rosa. Serra faria melhor papel se reconhecesse as virtudes do PRONASCI que, entre outras coisas, vem garantindo criação de novos presídios e investimentos em equipamentos. Se há algum ente ausente neste tema, é precisamente o governo do Rio Grande do Sul sob o comando da correligionária de Serra, Yeda Crusius, que reduziu fortemente os investimentos em segurança.
Na fala sobre agricultura, ficou evidente que sua opinião fora influenciada por Osmar Terra, pois o tucano repetiu o discurso que o deputado do PMDB fazia, lá em 2006, contra Lula. Ele renovou a tese de que o dólar baixo está prejudicando a comercialização da soja e a fabricação de máquinas agrícolas. Ora, a região da fronteira noroeste do RS vive um momento de ascensão da indústria metal mecânica em função do programa federal Mais Alimento e crescimento da economia nacional, bem como política de exportação acertada. Exemplo disso é que a empresa fabricante de colheitadeiras John Deere de Horizontina anunciou, no último mês de abril, a contratação de 250 novos profissionais para dar conta da demanda que está aumentando.
Mas foi no quesito educação que o ex-governador de São Paulo pisou definitivamente na bola. Fez um discurso falando da importância do ensino técnico e criticando, de novo, o governo Lula. – E se isto não aconteceu, foi por uma questão de prioridade, disse ele. De novo, culpa da assessoria, afinal, Serra deveria ter sido avisado de que na cidade onde estava, dois dias depois seria inaugurado um campus do Instituto Federal de Ensino Tecnológico, fruto da política do MEC de criar IFETs em cada município pólo regional. Além disso, o mesmo governo Lula que Serra criticava, garantiu que outras quatro escolas estaduais de ensino técnico de Santa Rosa estão recebendo mais de R$ 2 milhões de reais do governo federal para dinamizar as suas atividades educacionais.
O pior, contudo, é que o espaço que a Fenasoja destinou a Serra para a entrevista coletiva em que disparou os impropérios aí mencionados, era o mesmo que deveria ser usado, depois, justamente pelo pessoal do IFET. Mas a agenda do tucano atrasou. E na hora reservada para a atividade educacional, quando alguns alunos já se acomodavam na sala, a comitiva do pré-candidato chegou. Sem sequer um pedido de desculpas ou qualquer explicação, os alunos foram retirados do local pela assessoria de Serra para que ele pudesse receber a imprensa. Para ficar com as expressão do próprio candidato: – Questão de prioridade.
(*) Advogado

domingo, 9 de maio de 2010

João Cândido, petróleo, racismo e emprego


A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. Como um simbolismo adicional, um total de 120 operários dekasseguis foram trazidos do Japão, com suas famílias, para juntarem-se aos operários nordestinos que construíram o navio. Os primeiros não precisam mais morar longe da pátria; os outros, saem do canavial para a indústria e não precisam mais pegar o pau-de-arara, nem entoar com amargura a Triste Partida, de Patativa do Assaré, como um certo pernambucano teve que fazer na década de 50. Até que virou presidente.

Mulheres trabalhando como chefes de equipe de soldagem no Estaleiro Atlântico Sul, no município de Ipojuca, em Pernambuco, pronunciavam frases orgulhosas lembrando que não sabiam nem que esta também poderia ser uma tarefa feminina. O ex-pescador de caranguejo contava em depoimento agreste que antes do estaleiro não sabia direito como ganhar o sustento da família a cada dia que acordava. O ex-canavieiro, agora operário, destaca que não depende mais temporalidade insegura da colheita da cana e quando acorda já tem para onde ir, quando antes vivia a insegurança. Estes alguns dos vários depoimentos colhidos na inauguração do navio petroleiro João Cândido ao ser lançado ao mar pernambucano. Deixa em terra um rastro de transformação.

Inicialmente, na vida destas pessoas antes lançadas ao deus-dará de uma economia nordestina reprimida, desindustrializada. A transformação atinge os municípios mais próximos, pois no local onde foi construído o estaleiro, uma antiga moradora, Mônica Roberta de França, negra de 24 anos, que foi escolhida para ser a madrinha do navio, dizia que ali era um imenso areal, não tinha nada. Agora tem uma indústria e uma escola técnica para os jovens da região. E que só agora ela tem seu primeiro emprego na vida com carteira assinada.

Desculpas à Nação
Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o lançamento do João Cândido ao mar tem o mesmo alcance histórico do gesto de Getúlio Vargas quando deu forte impulso à nacionalização da indústria naval brasileira, na década de 30, por meio da empresa de navegação estatal. “Aqueles que destruíram a indústria naval tem que assumir sua responsabilidade e pedir desculpas à Nação”, disse Campos na solenidade que teve a participação de 5 mil pessoas aproximadamente, sobretudo dos operários.

O Navio João Cândido abre uma nova rota para a economia brasileira. Incialmente, porque a Petrobrás já não será obrigada a desembolsar cerca de 2,5 bilhões de reais por ano com o afretamento de navios estrangeiros. Há, portanto, um revigoramento do papel do estado na medida em que a reconstrução da indústria naval brasileira é resultado direto de encomendas da nossa empresa estatal petroleira. O que também permite avaliar a gravidade e o caráter antinacional das decisões que levaram um país com a enorme costa que possui, tendo montado uma economia naval de peso internacional respeitável, retroceder em um setor tão estratégico.

E isso quando nossa economia petroleira, há anos, já dava sinais de expansão, mesmo quando estavam no poder os que promoveram o espantoso sucateamento, a desnacionalização e a abertura da navegação em favor dos países que querem impedir nosso desenvolvimento. Este tema, certamente, não poderá faltar nos debates da campanha presidencial deste ano.

Almirante negro
A escolha do nome João Cândido também foi destacada na solenidade por meio do novo ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloy Moreira. Vale registrar que há pouco mais de um ano Lula participou de homenagem ao Almirante Negro inaugurando sua estátua na Praça XV, no Rio, que estava há anos guardada, supostamente porque não teria havido grande empenho da Marinha na realização desta solenidade. Pois bem, agora João Cândido não está apenas nas “pedras pisadas do cais”, com diz a maravilhosa canção de Bosco e Blanc. Está na estátua e está cruzando mares levando para o mundo afora o nome de um de nossos heróis.

Navegar é possível
O novo petroleiro estatal, portanto, é uma prova real de que sim “navegar é possível”, como dizia uma faixa no ato. Navegar na rota inversa daquela que promoveu o desmantelamento da nossa indústria naval. Navegar na rota da revitalização e qualificação do papel protagonista do estado. Recuperar um curso que havia sido fundado lá durante a Era Vargas onde se combinava industrialização e nacionalização com geração de empregos e direitos trabalhistas. Se no período neoliberal foi proclamada a idéia de destruir a “Era Vargas”, agora, está não apenas proclamada, mas já colocada em marcha, a necessidade de reconstruir a partir dos escombros da ruína das privatizações - entulho neoliberal - tendo no dorso no navio-gigante o nome heróico do líder da Revolta da Chibata. Sem revanchismo, o episódio permite lembrar outra canção: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”

(*) Presidente da TV Cidade Livre de Brasília

CARTA MAIOR

sábado, 8 de maio de 2010

Desaparecem as palavras...

Elis Regina - Me Deixas Louca

Elis Regina em sua última apresentação na TV

Sobrepasto

PAULINHO DA VIOLA - Pecado Capital

Paulinho da Viola cantando Pecado Capital em show acústico.



Iguaria Leve

casa no campo/ caçador de mim/ espanhola

Um barzinho, um violão e Sá, Rodrix e Guarabira...

Refeição Caseira

Festival RTP 1978 - Entre-Act - Romaria



Festival RTP 1978 - Entre-Act - O Mestre-Sala Dos Mares

Estávamos lá pelos anos de 1976, 1977, 1978... a ditadura militar a pleno vapor aqui pelo Brasil. Daí a censura ter obrigado algumas nodificações pequeninas na letra desta música, por exemplo, troque marinheiro por feiticeiro... e por aí vai..


Quem foi João Cândido?

Leia sobre a Revolta da Chibata, em novembro, estaremos na distância de cem anos daqueles dias injustos para os marinheiros negros do Brasil!

Lula lança navio em homenagem ao almirante negro

Primeiro navio petroleiro do Brasil em 13 anos tem o nome do

marinheiro João Cândido

terça-feira, 4 de maio de 2010

Quem patrocina a Veja?

foo disse:

Repito o que publiquei em dezembro de 2009:

Quem patrocina a VEJA?

Que a VEJA é um panfleto sem pretensões jornalísticas, ninguém duvida. Mas às vezes a cara de pau surpreende.

Na última edição da revista (2144, de 23 de dezembro de 2009), VEJA publica um artigo intitulado “A hora de Serra”. Mostrando uma foto do governador sorridente, ao lado de Aécio, e com a legenda “Harmonia tucana”, o artigo diz:

“O governador de Minas, Aécio Neves, abre o caminho para que seu colega paulista seja o candidato do PSDB à Presidência em 2010. Mas o mineiro ainda pode aparecer nessa chapa”

O artigo diz que o mineiro é “muitíssimo bem avaliado em seu estado e festejado por políticos em todo o país”, enquanto “Serra personifica a esperança de alternância de poder no Brasil”.

Já Dilma, “passou a semana preocupada em apagar um incêndio criado pelo presidente Lula”, tendo que “cuidar para que a definição do seu companheiro de chapa não se transforme em pesadelo”.

O maior anunciante

O maior anunciante de VEJA dessa semana, com 20 (vinte!) páginas de anúncios pagos, foram as Sandálias Havaianas.

Ao anunciar em VEJA a empresa atinge, talvez, 1% da população de maior poder aquisitivo. Mas patrocinam um veículo de comunicação engajado em uma guerra contra um governo apoiado por 80% da população.

Minha proposta é a seguinte: se você apóia o presidente Lula, não compre Havaianas esse verão. Isso inclui, naturalmente, as compras de férias e natal.

Semana que vem, veremos outros anunciantes de produtos populares que patrocinam as mentiras de VEJA.

http://capitao-obvio.blogspot.com/2009/12/quem-patrocina-veja.html

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É isso mesmo que faço a um grande tempo, só não faz quem não quer... E você? Vai continuar parado aí? É isso aí...

Maromar

Resposta à matéria da VEJA “A farra da antropologia oportunista”

Do Blog do Mércio

Mais uma vez a revista VEJA traz em suas páginas matéria cheia de injúrias aos povos indígenas brasileiros.

Não pode passar despercebido ao mais desavisado e ingênuo leitor dessa revista o ranço, o azedume de preconceitos e vícios jornalísticos apresentados sobre a questão indígena brasileira. Porém a factualidade do texto também está comprometida por desvirtuamentos de pesquisa, compreensão e análise que certamente intencionam provocar uma impressão extremamente negativa da questão indígena em nosso país.

Os autores da matéria “A farra da antropologia oportunista”, ao que tudo indica jornalistas jejunos no trato de tais assuntos, parecem perseguir uma linha editorial ou um estilo jornalístico em que a busca de objetividade possível é relegada ao interesse ideológico de denegrir as conquistas dos segmentos mais oprimidos do povo brasileiro e demonstrar o seu favorecimento aos poderosos da nação. Primam por um estilo sardônico, próprio de jornalistas que fazem de seu ofício a defesa inquestionável do status quo social e econômico brasileiro, aludem a supostos fatos a partir de evidências descontextualizadas e apresentam citações sem a mínima preocupação com comprovação.

Falta-lhes sobretudo compreensão histórica da questão indígena brasileira, do papel da antropologia e da condição contemporânea da ascensão dos povos indígenas no Brasil e no mundo. Empatia às causas populares e gestos positivos em relação à ascensão das camadas sociais mais oprimidas da nação são atitudes ausentes nesse tipo de jornalismo.

Ao contrário, estão do lado dos que consideram a nação um quintal a ser usado (e abusado) ao seu bel prazer. Um repertório acanhado, porém virulento, de asserções deslocadas do processo histórico tenciona incutir no leitor uma visão de que os povos indígenas – e também os descendentes de quilombolas – estão aí para surrupiar as riquezas da nação dos destemidos fazendeiros, madeireiros, mineradores e empreiteiros da nação. A continuar esse processo não sobrarão terras nem riquezas naturais para a continuada exploração econômica da nação!

Os antropólogos estariam a serviço de uma espécie de subversão da realidade empírica, afeitos à criação imaginativa de identidades étnicas e dispostos a reverter o processo histórico nacional. Nem os mais afoitos de nós sonham com tamanho poder!

Já os índios e quilombolas estão em marcha guerreira para varrer do país aqueles que dariam sustento e sentido à nação.

É demais.

Apresento aqui o meu repúdio a esse tipo de jornalismo.

Denego-lhe o falso direito jornalístico de atribuir a mim uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante daquilo que penso sobre a questão indígena brasileira.

Portanto, conclamo os editores da VEJA a rever sua visão miópica e estigmatizada do processo histórico brasileiro. Fariam bem ao seus leitores se se concentrassem na busca de objetividade jornalística e numa compreensão humanista, científica e hiperdialética da história do nosso país.

Atenciosamente,

Mércio Pereira Gomes, antropólogo, professor da Universidade Federal Fluminense e ex-presidente da Funai

Autor: luizhenriquemendes - Categoria(s): Cultura, Mídia Tags: , , , , ,

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E você? Ainda desperdiça seu dinheiro com esse tipo de jornalismo? Meus parabéns...

Maromar

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tum Tum Tum e Tambores de Minas no Unimúsica - Programação Cultural - UFRGS


Tum Tum Tum e Tambores de Minas


Déa Trancoso, acompanhada de sete percussionistas mineiras, apresenta no terceiro espetáculo do Projeto Unimúsica peças da cultura popular.

Data - Horário:
06/05/2010 - 20:00

Local: Salão de Atos da UFRGS

Depois de longos anos de pesquisa, a cantora Déa Trancoso propõe em seu primeiro disco próprio, intitulado Tum Tum Tum, uma viagem às origens do samba, desde os fundamentos do semba até as nuances que essa célula rítmica vinda do Congo e de Angola ganhou no Brasil. Mineira de Almenara, filha de seresteiros, Déa desenvolve trabalho influenciado pelos violeiros, cantadores e foliões do Vale do Jequitinhonha, reunindo catimbós, folias de reis, cocos, batucões, acalantos, lundus e congos. “O Congado da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário tem até cheiro. Dá pra ver a santa sendo carregada, balançando o escapulário no pescoço, gente querendo carregar e gente pedindo pra carregar”, comenta Egberto Gismonti sobre a faixa Beija-Flor, de Tum Tum Tum.

PL 388, VOTE NÃO

PL 388, VOTE NÃO

No corpo de email para o seu deputado segue uma sugestão de texto:

Caro Deputado

Encaminhamos esta mensagem, juntamente com diversas organizações e cidadãos, para expressar o grande receio e preocupação quanto a tramitação do Projeto de Lei 388, na CCJ, que "autoriza a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Estado do Rio Grande do Sul - FASE a alienar ou permutar imóvel situado no Município de Porto Alegre". Nesse momento em que a humanidade busca soluções para a crise ambiental das cidades, um projeto de tal magnitude, que elimina uma reserva verde, um espaço natural dentro da capital do gaúchos, uma área que corresponde a duas vezes o Parque Farroupilha, certamente compromete a estabilidade urbana de Porto Alegre, levando a cidade a um futuro incerto, na eminência de um colapso ambiental que afetaria toda a capital dos gaúchos. Dentro das 73 hectares, vivem cerca de 4 mil famílias, um total de aproximadamente 20 mil pessoas. Distribuídas nas comunidades Ecológica, Gaúcha, Prisma, União, Cruzeiro e dos Funcionários. A possível realocação destas comunidades acentua o processo de segregação espacial das cidades, como já observado aqui mesmo em Porto Alegre. Em precárias condições, a margem do Estado, sem serviços mínimos, vivem em construções irregulares, situadas em Áreas de Preservação Ambiental. Somos favoráveis a regularização das moradias, acompanhada de investimentos em infra-estrutura - saneamento, acessibilidade, contenção de encostas, por ser área de risco, e acima de tudo uma garantia de estancar novas ocupações em área de encostas, preservando os remanescentes de vegetação nativa e a paisagem. Os morro e matas existentes no âmbito do Município de Porto Alegre são patrimônio da cidade, conforme Lei Orgânica do Município de Porto Alegre, cap. VII, artigo 240. De acordo com a Lei Federal 4771/65 e Resolução CONAMA 303/02, no morro Santa Teresa há Áreas de Preservação Permanente vinculadas aos cursos d’água e nascentes, assim como as cotas de topo de morro. As áreas de vegetação nativa, 23 hectares de mata, predominante matas ciliares, que protegem os copos hídricos, mas também nas encostas do morro, tem espécies de até 10 metros de altura com acentuado grau de endemismo, além de 14 hectares de campos, também com espécies raras. Patrimônio natural que está ameaçado. Registra-se na área da FASE um total de 17 espécies com status de conservação em ambiente natural. Destas 13 constam da Lista Oficial de espécies da Flora do Rio Grande do Sul Ameaçadas de Extinção (Decreto Estadual nº 42.099, de 31 de dezembro de 2002), 1 na categoria provavelmente extinta, 3 na categoria em perigo e 10 na categoria vulnerável. As espécies encontradas na área são de extrema relevância para a conservação ambiental, fazem parte do contingente endêmico da flora insular que habita os morros de Porto Alegre, em nível de extrema raridade, estão oficialmente ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul. Acreditamos na necessidade de garantir, ampliar e qualificar os serviços e projetos desenvolvidos no âmbito institucional cobra-se das autoridades locais responsáveis, ações concretas de melhorias nas condições de vida, da infraestrutura disponível para os internos, educandos, e para os servidores. Acreditamos na importância do Sistema Nacional de Atendimento Sócioeducativo (SINASE), fruto de uma construção coletiva que envolveu governos e representantes de entidades dos menores e dos direitos humanos. Em seu documento base, está expressa a necessidade de uma política de descentralização. Mas isto significa o sentido de territorialização. Expandir as unidades de atendimento, ampliá-las, melhorá-las, sem fechar as preexistentes. A proposta do governo, em sua justificativa, usando de oportunismo, usando como escudo as necessidades dos menores, é no mínimo sórdida, cruel e lamentável. Devemos repudiar a iniciativa articulada do capital especulativo imobiliário que está sitiando a Orla do Guaíba, privatizando os espaços públicos e restringindo o livre acesso a população, mercantilizando a paisagem, degradando o meio ambiente. Não podemos permitir mais este prejuízo ao erário público. Diante destes fatos não estamos diante de uma questão ambiental e social, estamos falando de uma questão ética e moral. Pelos educandos, pelas comunidades, pelos servidores, pela preservação ambiental, pelo patrimônio público.
Vote NÃO AO PL 388.
Desta forma contamos com o Sr. para barrar iniciativas como esta.
Grato

PL 154, VOTE NÂO

PL 154, VOTE NÂO.

Envie para seus deputados está sugestão de texto:

Caro Deputado do RS

Estamos encaminhando esta mensagem de forma coordenada e articulada. Estimulando organizações e cidadãos a expressarem sua vontade e preocupação quanto a tramitação do Projeto de Lei 154, que altera o Código Estadual do Meio Ambiente, dentre outros dispositivos. Gostaríamos muito de contar com a sua contribuição, votando não. Neste momento em que a humanidade busca soluções para a crise ambienta um projeto de tal magnitude, com as tais alterações propostas, certamente comprometeria o futuro da sociedade gaúcha, levando a um futuro incerto, na eminência de um colapso ambiental que afetaria a produção agrícola e desencadearia uma crise economia sem precedentes no Estado. entendendo que a produção necessita da conservação, não são inimigas. A preservação, preserva o produtor. Preserva seus direitos. Lhe permiti a independência produtiva. Entendemos a importância das atividades produtivas, sobretudo da agricultura de alimentos saudáveis, e reafirmamos que este setor da produção deve ter uma atenção especial. Desta forma contamos com o Companheiro para garantir que iniciativas como estas, o PL 154, não se crie nestes Pampas.

Assembléia Legislativa/RS

Amigos e amigas,

Convocamos a todos e todas que puderem a comparecer na próxima terça-feira, 4/05, 09 horas, 4º andar da Assembléia Legislativa/RS, na Comissão de Constituição e Justiça, pois devido a pedido de preferência feito pelo Dep. Záchia, o famigerado PL 154/2009 (aquele que altera todo o Código Estadual de Meio Ambiente Gaúcho) será novamente apreciado e provavelmente votado. O PL 154 encontrava-se parado na AL, após a grande mobilização da coletividade, especialmente das entidades ambientalistas gaúchas.

Tal pedido é uma estratégia para dividir as atenções, pois, neste dia, também estará em pauta o PL 388 (aquele que autoriza a alienação da área da FASE-Padre Cacique em Porto Alegre - vejam mais nas postagens dos dias 08 de janeiro e de 24 de abril deste blog). Trata-se de uma área de 73 hectares, situada na Avenida Padre Cacique, área de grande valor imobiliário, por ser foco da expansão do capital especulativo imobiliário para Copa 2014, e integra o projeto de ocupação/privatização da Orla do Guaíba.

É um descalabro, um atentado a coletividade tais propostas.

Além disso, enquanto Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS) convocamos a todos e todas que participem de nossa ação via internet (Ciberativismo).

Toda a coletividade conta com sua mobilização. Passe adiante...
Coordenação Executiva (biênio 2009-2011)
Núcleo Amigos da Terra Brasil – Instituto Biofilia – Centro de Estudos Ambientais

Tentando reagir ao sono

Direito de resposta


Aos Editores da revista Veja:

Na matéria “A farra da antropologia oportunista” (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), seus autores colocam em minha boca a seguinte afirmação: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original” .

Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de “montado” ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante.

Grato pela atenção,

Eduardo Viveiros de Castro
Antropólogo – UFRJ

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/02/direito-de-resposta-7/

Postado no O Pensador da Aldeia

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Nada de novo que já não se venha denunciando!
Ainda não está cansado de sustentar este tipo de jornalismo? Então continue indo até a banca...

Maromar

PARA REFLETIR

A esperança e o preconceito: as três batalhas de 2010

Simone de Beauvoir disse que "a ideologia da direita é o medo". O medo foi o grande adversário de todas as campanhas de Lula. Desta vez, o fato de Lula ser governo desfaz grande parte das ameaças que antes insuflavam o temor entre os setores populares. O grande adversário dessa campanha não é mais o medo; tampouco é Serra, candidato de poucas alianças, sem programa e que esconde seu oposicionismo no armário. O grande adversário são os que estão por trás do tucanato e o utilizam como recurso político de uma guerra elitista, preconceituosa, autoritária e desigual. O artigo é de Arlete Sampaio.

Arlete Sampaio

A campanha de 2010 não é apenas uma, mas pelo menos três grandes batalhas combinadas. Uma disputa política, dos que apóiam as conquistas do governo Lula contra aqueles que sempre as atacaram e agora se esquivam de dizer o que pensam e o que representam. Uma disputa econômica, dos que defendem o protagonismo brasileiro e sabem da importância central do estado na sustentação do crescimento, contra os que querem eletrocutar nossas chances de desenvolvimento com a proposta de "choque de gestão" e de esvaziamento do papel do estado. Finalmente, uma disputa ideológica entre, de um lado, a esperança de um país mais justo, igualitário e sem medo de ser feliz, contra, do outro lado, a indústria da disseminação de preconceitos.

Na disputa política, a popularidade do presidente Lula criou uma barreira que a oposição prefere contornar do que confrontar. Serra não quer aparecer como aquilo que ele realmente é: o anti-Lula. O mesmo anti-Lula que ele próprio foi em 2002 e que Alckmin fez as vezes, em 2006. Daí a tentativa de posar como "pós-Lula". A oposição irá para a campanha na vergonhosa condição de fingir que não é oposição, que concorda com o que sempre atacou, que quer melhorar o que tentou, a todo o custo, destruir. Os eternos adeptos da ideia de que o Brasil não pode, não dá conta e não consegue, agora, empunham o discurso de que o Brasil pode mais.

Diante do fato de que alguém precisa assumir o impopular ataque ao governo e ao presidente, para alvejar a candidatura governista, surgiram duas frentes. A mais aberta e declarada é realizada pela imprensa mais tradicional, a que tem relações orgânicas com o grande empresariado brasileiro e com uma elite política que a ela é comercialmente afiliada.

Na ânsia de conseguir, contra Dilma, o que não conseguiu em 2006 contra Lula, esta imprensa tomou para si a tarefa de tentar derrotar ambos. Para tanto, tem enveredado em um padrão autoritário que significa um retrocesso claro até se comparado a seu comportamento na época da ditadura. Naquela época, a ditadura era a justificativa de suas manchetes. Hoje, não. Se não fosse pela democracia e pela mídia regional e alternativa, a situação seria igual à vivida quando era mais fácil ter notícias fidedignas a partir da imprensa internacional do que pela grande imprensa brasileira.

Um exemplo: o tratamento dado à participação do presidente Lula na cúpula nuclear em Washington. Dois dos mais tradicionais jornais brasileiros (Estadão e Folha) deram manchetes idênticas ("Obama ignora Lula..."), numa prova não de telepatia, mas de antipatia. Um editorial ("O Globo", 14/4) chegou a dizer que "Lula isola Brasil na questão nuclear".. Se contássemos apenas com esses jornais, teríamos que apelar à Reuters, ao Wall Street Journal, ao Financial Times ou à Foreign Policy para sabermos que a China mudou de posição por influência do Brasil e declarou oficialmente sua opção pelo diálogo com Teerã.

Seria demais pedir que se reproduzisse, por exemplo, o destaque dado à cúpula dos BRICs, que no jornal Financial Times e na revista Economist foram bem maiores do que o conferido à cúpula de Washington. Até hoje, porém, o fato de nosso país estar galgando a posição de polo dinâmico da economia mundial, de modo acelerado, é visto com desdém pelos que não acreditam que o Brasil pode mais.

A questão nuclear teve a preferência porque cai como uma luva à tentativa de trazer para 2010 a questão do terrorismo, além de demonstrar a relação que existe entre as campanhas anti-Dilma, declaradas e mascaradas. A questão do terrorismo é um curioso espantalho invocado pelos próprios corvos (para usar uma imagem apropriada ao lacerdismo que continua vivo na direita brasileira e em parte de sua imprensa). A diferença sobejamente conhecida e reconhecida entre guerrilha e terrorismo e o fato de que os grupos armados brasileiros sempre se posicionaram contra o terrorismo como forma de luta política são esquecidos. Durante a ditadura, os grupos armados eram acusados de terroristas pela mesma linha dura que arquitetava explodir um gasoduto no Rio e bombas no Riocentro para inventar terroristas que, de fato, não existiam. A parte da imprensa que, por conta própria, reedita o autoritarismo faz jus ao título de "jornalismo linha dura".

No campo da política econômica, a batalha será igualmente ferrenha e desigual, apesar dos feitos extraordinários de Lula. Seu governo é de fato o primeiro na história do País a conseguir combinar crescimento econômico, estabilidade (política e econômica) e redução das desigualdades. Segundo estudos, o Brasil conseguiu avançar em termos sociais em ritmo mais acelerado do que o alcançado pelo estado de bem-estar social europeu em seus anos dourados. Mesmo isso não tem sido suficiente para abalar a aposta de alguns setores da elite econômica de que a principal tarefa a ser cumprida é a de tornar o Brasil o país com o estado mais acanhado dentre os BRICs. São os que querem o Brasil mirando o Chile, e não a China, em termos econômicos. Para alguns, que sempre trataram o Brasil como um custo em sua planilha, não importa o tamanho do país, e sim o tamanho de suas empresas.

O que se vê até o momento não é nada diante do que ainda está por vir, dado o espírito de "é agora ou nunca" da direita em sua crise de abstinência. Os ataques declarados são amenos diante da guerra suja que tem sido travada via internet, por mercenários apócrifos que disseminam mensagens preconceituosas.

Dilma é "acusada" de não ter marido, de não ter mestrado, de não ter sido parlamentar. As piores acusações não são sobre o que ela fez, mas sobre o que ela não fez. As mais sórdidas são comprovadas mentiras, como a de ter sido terrorista.

Simone de Beauvoir disse que "a ideologia da direita é o medo". O medo foi o grande adversário de todas as campanhas de Lula, e ele foi vencido em duas, dentre cinco. Desta vez, o fato de Lula ser governo desfaz grande parte das ameaças que antes insuflavam o temor entre os setores populares. O grande adversário dessa campanha não é mais o medo; tampouco é Serra, candidato de poucas alianças, sem programa e que esconde seu oposicionismo no armário. O grande adversário são os que estão por trás do tucanato e o utilizam como recurso político de uma guerra elitista, preconceituosa, autoritária e desigual.

A oposição cometeu o ato falho de declarar que "o país não tem dono", mostrando que ainda raciocina como na época em que vendeu grande parte do patrimônio público e tratou o Brasil como terra de ninguém. Mas, por sorte, o país tem dono, sim. É o povo brasileiro. E, mais uma vez, é apenas com ele que contaremos quando outubro vier.

Arlete Sampaio é médica, foi vice-governadora do DF (1995-1998), deputada distrital (2003-2006) e secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, na gestão de Patrus Ananias (2007-2009).

O QUE VOS IMPEDE DE VER?


Pai dos BRICs anuncia primavera de crescimento para o Brasil


Saiu no Estadão, pág. B14, artigo de Jim O’Neill, de título “O mundo avança lentamente para um futuro melhor”.

“Agora prevemos um crescimento de 4,3% para este ano (do PIB mundial), e de 4,4% para o próximo. O crescimento real do PIB mundial nos últimos 25 anos foi de aproximadamente 3,7%, portanto, estamos significativamente acima disto …”

“ … (por causa da) emergência das chamadas economias dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), é que acreditamos que a tendência de crescimento mundial é possivelmente alta. “

“As economias dos três mais populosos países da Ásia, China, Índia e Indonésia, estão mostrando sinais de uma tendência de crescimento maior. Esses três países sozinhos representam cerca de 3 bilhões de pessoas”

“No que se refere à China e à Índia, é concebível que, nos próximos anos, ambas possam crescer perto de 10% … fundamentalmente graças à demanda interna”.

(Em outro ponto, O’Neill já disse que a principal novidade no Brasil é o papel da demanda interna sobre o crescimento – PHA)

“O Brasil exibe inúmeros sinais de uma vitalidade à qual a qual sua grande população não está costumada.”

“Para vocês, no Brasil, o inverno se aproxima, mas não impedirá que desfrutem dos sinais cada vez mais claros de uma saudável primavera. Aproveitem !”

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O que vos impede de ver que vivemos um País menos desigual? O que vos impede de admitir que fomos melhor governados nestes oitos anos que nos quinhentos dos vossos candidatos? O que vos impede de admitir que não ficastes mais pobre nestes oito últimos anos? O que vos impede de reconhecer que a nossa situação é sustentável no longo prazo se continuamos a redistribuir sonhos e realidade? Acho que nada vos impede de respeitar isto tudo... basta que abris os olhos!

Talvez, isso seja pedir demais.

Continuais a sustentar iedas, fogaças, serras e fhcs, por certo, a sola de vossos sapatos são os remédios do Diabo e os venenos de Deus que buscais oferecer enquanto caminhais solitariamente pelos atalhos elitistas, preconceituosos, autoritários e desiguais da vida.

Maromar