terça-feira, 26 de maio de 2026

Programa 20 Minutos

Miguel Nicolelis alerta para o colapso mundial


As grandes ameaças que rondam o mundo | Miguel Nicolelis | Programa 20 Minutos

No programa “20 Minutos” desta semana, recebemos um dos maiores neurocientistas do mundo, Miguel Nicolelis, para uma conversa indispensável sobre as grandes ameaças que rondam a humanidade. Longe do sensacionalismo, Nicolelis analisa com base científica os riscos reais que enfrentamos nas próximas décadas: desde o impacto descontrolado da inteligência artificial na autonomia humana, passando pela erosão da privacidade e da democracia por algoritmos de vigilância, até as consequências do colapso ambiental e das desigualdades tecnológicas. Com clareza e profundidade, ele desconstrói a ilusão de que o progresso técnico é automaticamente benéfico, alertando para como a concentração de poder e a ausência de regulação ética podem transformar inovações em instrumentos de controle em massa. Uma aula de consciência crítica sobre os caminhos que estamos escolhendo — ou deixando de escolher — como sociedade.






00:00:00 - Introdução
00:01:40 - Seleção brasileira
00:03:00 - Vivemos o período mais ameaçador do último século
00:06:45 - Ciência e tecnologia não são a mesa coisa
00:09:05 - Os perigos de tecnologia sem ética
00:12:22 - Nicolelis é ludista?
00:13:42 - A luta contra data-centers
00:18:45 - IA não dá lucro e não produz nada de útil
00:21:12 - A IA cria um regime totalitário
00:27:00 - O conheicmento matemático é limitado
00:31:30 - O perigo das mudanças climáticas
00:34:00 - O cérebro humano está adoecendo devido a inatividade física
00:40:15 - Como o sistema imunológico humano lidou com o COVID
00:45:03 - A ciência não está pronta para uma nova pandemia
00:46:32 - A mente humana é o maior perigo contra o ser humano
00:47:10 - Pedido de apoio
00:48:12 - Lewis Mumford e a ditadura da tecnologia
00:54:25 - A china utiliza a tecnologia com mais ética do que o ociente
01:03:30 - Como Nicolelis entrou no plano quinquenal chinês
01:05:33 - A ciência é respeitada na China
01:12:07 - A universidade nos EUA está sendo assassinada pela IA
01:13:40 - A IA destroi os emppregos e ameaça o futuro dos trabalhadores
01:15:42 - A política brasileira de atração de data-centers é vergonhosa
01:16:15 - Pedido de apoio
01:18:12 - Mongólia
01:19:50 - O embate entre religão e ciência
01:25:00 - O referêncial do observador da mecânica quântica deve ser o cérebro
01:26:13 - A extrema-direita não sabe nem o que é ciência, nem religião
01:28:45 - O cérebro não funciona como um computador
01:36:00 - A polêmica da Poliaminina
01:36:45 - A vida humana não tem condições de se estabelecer em outros planetas
01:40:01 - Existe vida fora da terra
01:41:50 - Posadismo e a Libelu
01:43:10 - A cosmologia cérebro-cêntrica e a origem de tudo
01:47:55 - A decadência dos EUA
01:51:25 - Qual o melhor país e época para ser cientista?
01:51:55 - Perguntas do público
01:55:25 - Jogo de Ping-Pong
02:02:05 - Indicações culturais



segunda-feira, 25 de maio de 2026

Conversando Política!

CASO BANCO MASTER FERE DE MORTE A FAMÍLIA BOLSONARO?


| Análise de Breno e Tom Altman

"Explodiu como uma bomba, no colo da direita, audio de Flavio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, do Banco Master, pedindo uma fortuna para o filme sobre seu pai. O candidato do PL foi pego com a boca na botija, e suas declarações acabaram seguidamente desmentidas. As pesquisas não demoraram a demonstrar o rombo no casco: embora o presidente Lula se mantenha com o mesmo percentual na intenção de votos, segundo o instituto AtlasIntel, Bolsonaro filho caiu pelas tabelas e a diferença entre ambos subiu para sete pontos. A grande dúvida: o buraco no casco da nau conservadora é danoso o suficiente para afunda-la? Muita gente acha que o bolsonarismo poderia estar com os dias contados, enquanto outros tanto acham que se trata de um fenômeno com raizes mais profundas e resistente a crises. O que todo mundo quer saber é se os ventos mudaram e se a disputa presidencial de 2026 inclinou-se ou não em favor do presidente Lula."

quinta-feira, 14 de maio de 2026

A gente tem muita conta para pagar este mês...

Escândalo cinematográfico de 134 milhões

e candidatura de Flávio Bolsonaro? Ainda não se viu o galinheiro todo!!

14/05/26 -





Prof. Marco Antonio Villa





DANIELA LIMA desmente FLÁVIO BOLSONARO 
e REINALDO AZEVEDO tritura após áudio vazado





Vazou! CIRO NOGUEIRA e VORCARO: 
O ESCÂNDALO que a DIREITA tenta esconder





ESTA NOITE FOI DESCOBERTO QUE VORCARO DESVIOU PRA EMPRESA DE EDUARDO MAIS DE MEIO MILHÃO




sexta-feira, 8 de maio de 2026

Conversando

 André Luiz Thiago

Hoje eu estava conversando com uma pessoa e, inevitavelmente, o assunto chegou na política.
E quando ela percebeu que eu sou de esquerda, soltou aquela frase pronta, repetida como um mantra por quem nunca parou pra pensar profundamente no Brasil:

“Mas o Lula tirou o pobre da fome e da pobreza?”

Eu fiquei alguns segundos em silêncio.
Porque às vezes a resposta não cabe numa discussão rápida.
Ela cabe na memória.
E eu respondi:

“Claro que tirou. Mas depende da idade de quem está falando.”

Quem tem menos de 30 anos talvez não consiga compreender totalmente o que era ser pobre no Brasil há 25 ou 30 anos. Não entender por ignorância. Entender porque simplesmente não viveu aquilo. Não viu o Brasil dos boias-frias, dos cortadores de cana, do operário metalúrgico destruído pelo trabalho pesado, da empregada doméstica que passava a vida inteira limpando a casa dos outros e morria sem nunca ter tido uma casa digna pra chamar de sua.
O pobre brasileiro daquela época não sonhava.
O pobre sobrevivia.
Estudar?
Pra maioria, estudar era luxo.
Universidade então parecia coisa de outro planeta. Filho de pobre fazia, no máximo, um curso técnico no Senai, quando conseguia. E isso já era considerado uma vitória gigantesca dentro de casa. Não existia essa conversa bonita de intercâmbio, faculdade particular financiada, cotas, expansão universitária, FIES, ProUni. O sistema educacional brasileiro foi construído durante décadas pra selecionar quem podia subir e quem deveria permanecer servindo.
E pobre aceitava isso porque aprendeu desde cedo que “cada um nasce pra uma coisa”.
Casa própria?
O pobre não escolhia onde morar. O pobre aceitava o que dava. Conjunto habitacional apertado, periferia sem asfalto, bairro sem saneamento, sem ônibus decente, sem segurança. A família inteira espremida em poucos cômodos, muitas vezes levantados aos poucos, no fim de semana, com ajuda de parentes e vizinhos.
Carro? Moto?
Isso era símbolo de classe média.
Pobre andava de ônibus lotado. Quando tinha dinheiro pro ônibus.
E muita gente que hoje fala com desprezo de políticas sociais esqueceu que existia uma época em que pra tomar leite mais barato a população acordava de madrugada pra enfrentar fila em associação de bairro. Esqueceu da inflação destruindo salário. Esqueceu da geladeira vazia no fim do mês. Esqueceu da humilhação de comprar fiado no mercadinho e pedir “pra anotar”.
O Brasil sempre foi especialista em fazer o pobre acreditar que sua dor era normal.
E talvez a maior inteligência do sistema tenha sido exatamente essa: permitir uma melhora na vida do pobre sem permitir que ele desenvolvesse consciência de classe.
Porque hoje muita gente mora num apartamento de 250 ou 300 mil reais. Tem carro. Tem moto. Tem televisão gigante na sala. Viaja parcelado. Tem filho na faculdade.
Mas continua sendo pobre.
Só que agora é um pobre convencido de que virou rico.
O sistema colocou na cabeça dessas pessoas que pobreza é apenas passar fome. E não é. Pobreza também é viver sem segurança financeira, trabalhar até adoecer, depender de salário pra sobreviver, ter medo do desemprego, parcelar comida, não conseguir acumular patrimônio real e continuar sendo explorado enquanto acredita que “venceu”.
O pobre brasileiro melhorou de vida, sim.
E melhorou muito.
Mas essa melhora não caiu do céu. Não foi bondade de empresário. Não foi milagre do mercado. Foi resultado de pressão popular, políticas públicas, acesso à educação, valorização do salário mínimo, programas sociais e inclusão econômica.
Tudo aquilo que durante décadas disseram que era “gasto”, “esmola” ou “coisa de comunista”.
O problema é que parte das pessoas ascendeu um pouco socialmente e começou imediatamente a odiar os pobres que ainda ficaram pra trás. Como se esquecer a própria origem fosse prova de sucesso.
Mas quem tem memória… lembra.
Lembra do pai chegando do trabalho com a mão destruída da fábrica.
Lembra da mãe pegando dois ônibus pra trabalhar como doméstica.
Lembra da marmita fria do boia-fria no meio do canavial.
Lembra do chão de terra.
Lembra da roupa doada.
Lembra da carne sendo comida só no domingo.
Lembra do medo constante de faltar tudo.
E principalmente: lembra que o pobre brasileiro nunca teve privilégios. O que ele teve, pela primeira vez na história, foi um pequeno acesso à dignidade.
E talvez seja exatamente isso que incomode tanta gente até hoje.

Ass : André Luiz Thiago também conhecido por André negrão

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Miguel Nicolelis explica por que a IA nem é inteligência nem é artificial

Reconversa



Reinaldo Azevedo conversa com o neurocientista Miguel Nicolelis sobre a complexidade do cérebro humano e o desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina. A discussão abrange a superação da teoria dos módulos cerebrais e a aplicação de exoesqueletos para pacientes com paralisia.






O médico, neurocientista e pesquisador Miguel Nicolelis é um dos maiores especialistas do mundo nos 86 bilhões de neurônios que formam o cérebro humano, o que o levou ao desenvolvimento das chamadas próteses neurais. Hoje professor emérito da Duke University, dedica-se a seu próprio instituto e sustenta que nenhum sistema será maior do que quem o criou. Mas ele vê, sim, problemas decorrentes da era digital. Algumas das facilidades que esta oferece ao homem comum também deixam marcas em seu cérebro que não são necessariamente boas. Mais: será mesmo que tanto as pessoas como os bichos podem entrar numa espécie de sintonia? Podem. Não é feitiçaria, misticismo ou religião.