quarta-feira, 27 de julho de 2016

31 de julho não é sobre o PT, é sobre o seu papel na história

Já imaginou se...


baitasar


O próximo dia 31 de julho não é sobre o PT. Claro que é difícil separar tanto e tudo que foi feito em uma década, mas pense em você. Em que lado da história você vai querer estar?

Quer estar ao lado do SUS e da luta para que os seus serviços tenham mais qualidade? Ou você acredita que a sua saúde vai estar garantida pelos planos de saúde privados? 

E a sua solidariedade com as pessoas que vão morrer por falta de médicos, remédios e vagas em hospitais? Piedade ou caridade não vai ajudá-las. 

E os tratamentos mais caros? Condenamos e xingamos quando sabemos que o SUS trata doenças muita caras nos outros, mas e quando nós precisamos? E todos precisamos!

Não esqueça: caso a saúde nos postos e UPAS da sua cidade não funcione, procure as respostas com o prefeito da sua cidade.

Quer estar ao lado da Universidade Pública e do Ensino Médio Público ou da educação privada? Você acredita que universidade é só para os ricos e aqueles que podem pagar? 

Você acredita que apenas os jovens ricos é que devem estudar no exterior? 

Isso de Ciência Sem Fronteiras é besteira de petista? 

Você também votaria em candidato que afirma que seguro saúde e aposentadoria por invalidez tem que acabar?

O PROUNI é um exagero? É um exagero esse sonho de universidade para todos?

Aham... você está do lado da Caixa Federal para os Ricos? Não sei se você sabe, mas o Temer Interino 6% congelou os recursos do Minha Casa, Minha Vida e liberou crédito para comprar imóveis de até R$ 3 Milhões! É o seu caso? Você é rico.

Isso... e muito mais foi tirado da população brasileira em apenas 2 meses de interinidade!

Aposentadoria aos 75 anos que foi vetada pela Presidenta Dilma e o interino 6% Temer derrubou junto com o congresso. Agora, as chances de você aposentar aumentaram... só aos 75 anos.

Não esqueça de se pronunciar sobre o regime único da previdência. Claro, não será único para os juízes e deputados e senadores. Hehehehehe, inocente útil da plutocracia.

Acabar com a CLT também está no centro dos desejos da plutocracia. Os ricos. Fiesp. Fiergs. Donos de Televisões. Donos de jornais. Donos de rádios. Eles sonham fazer do Brasil um país deles. 

Você está ao lado da extinção do 13º? Pois é, pense melhor. 

Lembra da votação sobre a destinação dos recursos do pré-sal? Afinal, você quer ou não que os recursos do pré-sal fiquem na saúde e na educação do Brasil? Parece que não é a intenção do interino 6% Temer. 

E o petróleo é Nosso ou dos americanos do Obama da Hilary ou do Trump? Você está do lado de quem? Afinal, você quer que os recursos do pré-sal fiquem na saúde e na educação dos EUA?

E de todas as conquistas saímos do mapa da fome do mundo!

Parece pouco? E você está ao lado da fome?

Aqui, vou me permitir copiar as palavras do senhor Franklin Tavares III,  que não conheço, mas concordo com a urgência de sairmos do mapa da alienação e ignorância



















Pois é, entendeu por que o dia 31 de julho não é pelo PT?

Vamos pra rua no dia 31 de julho defender tudo que conquistamos, algumas destas conquistas se diz que foi contra a vontade do PT.

Mas conquistamos!

Por quê?

Porque há democracia num governo eleito pelo voto e apenas repressão num governo golpista!

Vamos todos e todas para as ruas no dia 31 de julho! Pela democracia! 

O caminho do golpe estamos experimentado há 60 dias! 

Vamos dizer NÃO ao golpe!

Continuemos ao lado da História que respeita a todos e todas!






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Chegou o dia: acabam de propor o fim da universidade gratuita


Gazeta do Povo


UFPR: para O Globo, a própria existência da universidade pública é uma injustiça



O jornal O Globo sugeriu em editorial neste fim de semana aquela que talvez seja a medida mais grave de desmonte do estado de bem-estar social brasileiro – construído a duras penas durante as últimas décadas. Em função da crise econômica, o jornal sugeriu que simplesmente se acabe com o ensino superior gratuito. Assim: acabe-se, ponto.

A medida, de acordo com o editorial, serviria para duas finalidades diferentes. A primeira, diminuir o peso da educação para o Estado (a velha discussão sobre o gigantismo do Estado brasileiro e sobre a necessidade de diminuir impostos). Por outro lado, dando um aspecto “humanitário” à proposta, diz que isso acabaria com uma injustiça.

Leia mais: Sindicatos repudiam proposta

O argumento sobre a redução da carga tributária é mais inteligível, até por estar sendo debatido o tempo todo. O outro, que tenta vender como fim da injustiça aquilo que seria uma injustiça em si mesmo, é mais curioso e menos comum. Segundo o jornal, o grande problema é que quem fica com as vagas na universidade gratuita são os mais ricos. Os pobres são levados a pagar ensino privado de qualidade muitas vezes duvidosa (é O Globo quem diz, não eu).

A premissa do argumento tem uma certa verdade. Destinar as vagas do ensino gratuito aos mais ricos é injusto. A solução é bizarra. Ao invés de permitir que os mais pobres tenham acesso (mesmo que fosse em detrimento dos ricos), jogue-se tudo fora. O bebê junto com a água do banho. Décadas de investimento em uma educação pública de qualidade em função de um sistema de seleção imperfeito.

Para O Globo, a solução seria o sistema inteiramente privado, com bolsas para os mais pobres. Se essa fosse uma proposta séria, se o argumento humanitário fosse realmente a razão, e não o aspecto econômico, não faria sentido. Quem vai conseguir, dentre os pobres, as bolsas nas faculdades privadas que restariam? Os que têm melhor desempenho, os mesmos que hoje entram nas públicas gratuitas.

O argumento econômico também é frágil. Se a ideia fosse dar bolsas (públicas?) vê-se que o custo poderia ser enorme. Seria para todos, universal? Então o imposto seria ainda mais caro. Seria para poucos? Então seria excludente, e não humanitário. Nesse segundo caso, os mais pobres continuariam destinados a faculdades que o próprio jornal considera inferiores. Ou seja, não se resolve problema algum.

O que está verdadeiramente em jogo é um projeto de país. O desmonte de uma estrutura de inclusão que vem sendo posta em xeque nos últimos anos em detrimento de um Estado menor e mais leve – e também mais desigual.

Nos últimos anos, vêm surgindo repetidamente ideias de que a Previdência deve ser privada. De que o SUS deve diminuir. E de que o ensino gratuito, agora, é injusto. Ao mesmo tempo, propostas que realmente aumentam o atendimento aos brasileiros mais pobres, como o ProUni e o Pronatec geralmente vistas com desconfiança.

É preciso chamar as coisas pelos seus nomes. O que a proposta do fim do ensino superior público traz em si não é o fim de uma injustiça. É a ideia de que a injustiça se dá de qualquer jeito e de que devemos simplesmente deixar que ela ocorra sem pôr as mãos no nosso bolso para ajudar quem fica de fora do sistema. É a meritocracia que protege o bolso contra o assalto de quem nunca teve nada e quer ter chance de competir em condições de igualdade.

Se há algo que luta contra a injustiça nesse país é o acesso a uma educação de qualidade para todos. Se o Estado não servir para isso, servirá apenas para muito pouco. Para muito menos do que precisamos.
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