Projeto AMPLA
A AMPLA está buscando 125 crianças que tenham seqüelas como: * lábio-leporino e fenda palatina.
Para realizar gratuitamente a cirurgia de reparação. Se você conhece alguém que tenha alguma dessas deficiencias,
Por favor, informe o telefone da Ampla (21) 2562-2822,
Ou o site
http://www.operacaosorriso.org.br
Uma humanidade solidária, amorosa... construída com todos incluídos num mundo menos elitista, preconceituoso, autoritário e desigual, por la vida... siempre!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
PAC
Os investimentos do PAC como forma de enfrentar a crise neoliberal.
Com isso, temos a extensão da linha do metrô até Novo Hamburgo. Também, o planejamento já terminado para a construção do metrô da zona norte de Porto Alegre.
E mais, finalmente teremos uma linha para o aeromóvel em Porto Alegre (esse, galera, só acredito vendo!).
Com isso, temos a extensão da linha do metrô até Novo Hamburgo. Também, o planejamento já terminado para a construção do metrô da zona norte de Porto Alegre.
E mais, finalmente teremos uma linha para o aeromóvel em Porto Alegre (esse, galera, só acredito vendo!).
Mortadelas
Vá devagar: têm muito sal e aditivos
Você pode consumir, mas moderadamente.
Os aditivos podem prejudicar a saúde e o bolso.
Para ler mais, vá até o endereço eletrônico da ProTeste, revista da Associaçào Brasileira de Defesa do Consumidor, http://www.proteste.org.br/
Lendo o artigo da revista, fevereiro de 2009, sobre as mortadelas, descobri que não tenho tanta vontade assim de comer carnes de diferentes animais de açougue (vaca, porco, galinha, etc... esse etecetera me deixou preocupado), até 60% de carnes mecanicamente separadas (podendo conter restos de ossos e outros... novamente, voltei a me preocupar), miúdos comestíveis (estômago, coração, língua, fígado, rins, miolos... gente, não sei de vocês, mas eu não sabia) e pode ter, ainda, (meu Deus, tem mais!) pele e tendões (no limite máximo de 10%... eu estou no meu limite) e gorduras.
Os fosfatos que naturalmente estão presentes na carne, são também adicionados com o objetivo de aumentar a capacidade de retenção da água. Na opinião da revista o uso de fosfato é enganoso e dispensável, pois faz a retenção artificial da água. Faz com que a carne fique mais pesada, ou seja, acaba pesando no bolso do consumidor.
E prefira comprar a peça inteira para fatiar em casa. Acharam, em todos os supermercados pesquisados, indícios de falta de higiene na manipulação do produto ou manutenção em condições impróprias.
Tem mais pessoal, leiam a reportagem completa ou se associem.
No endereço acima, os associados vão encontrar os resultados da pesquisa. A revista aponta A Melhor do Teste e a Escolha Certa (aquela que tem a melhor relação qualidade/preço).
Vou adiantar os resultados para vocês: A melhor do teste foi a mortadela Aurora (R$4,10 a R$7,40). E o título de a escolha certa vai para a Sadia Sadilar (R$3,50 a 6,30).
Você pode consumir, mas moderadamente.
Os aditivos podem prejudicar a saúde e o bolso.
Para ler mais, vá até o endereço eletrônico da ProTeste, revista da Associaçào Brasileira de Defesa do Consumidor, http://www.proteste.org.br/
Lendo o artigo da revista, fevereiro de 2009, sobre as mortadelas, descobri que não tenho tanta vontade assim de comer carnes de diferentes animais de açougue (vaca, porco, galinha, etc... esse etecetera me deixou preocupado), até 60% de carnes mecanicamente separadas (podendo conter restos de ossos e outros... novamente, voltei a me preocupar), miúdos comestíveis (estômago, coração, língua, fígado, rins, miolos... gente, não sei de vocês, mas eu não sabia) e pode ter, ainda, (meu Deus, tem mais!) pele e tendões (no limite máximo de 10%... eu estou no meu limite) e gorduras.
Os fosfatos que naturalmente estão presentes na carne, são também adicionados com o objetivo de aumentar a capacidade de retenção da água. Na opinião da revista o uso de fosfato é enganoso e dispensável, pois faz a retenção artificial da água. Faz com que a carne fique mais pesada, ou seja, acaba pesando no bolso do consumidor.
E prefira comprar a peça inteira para fatiar em casa. Acharam, em todos os supermercados pesquisados, indícios de falta de higiene na manipulação do produto ou manutenção em condições impróprias.
Tem mais pessoal, leiam a reportagem completa ou se associem.
No endereço acima, os associados vão encontrar os resultados da pesquisa. A revista aponta A Melhor do Teste e a Escolha Certa (aquela que tem a melhor relação qualidade/preço).
Vou adiantar os resultados para vocês: A melhor do teste foi a mortadela Aurora (R$4,10 a R$7,40). E o título de a escolha certa vai para a Sadia Sadilar (R$3,50 a 6,30).
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Musculação
Todos os homens e mulheres acima dos 45 anos, após um exame médico minucioso e regular, anual (no mínimo), deveriam se dedicar a alguma atividade física. Não apenas como uma forma curativa qualquer, mas como uma atitude preventiva. O mundo da educação física tem apresentado muitas alternativas para nós, os cinquentões, sessentões e, também, aos septuagenários e, porque não, aos octogenários. Temos a caminhada (deixe a corrida de lado, um conselho...), a ginástica (muitos nomes nas academias, jump, aeróbica... procure aquelas com menor impacto nas articulações), os alongamentos, a musculação (minha escolha, estou achando ótimo levantar sem dores nas costas, nas pernas, nos braços, na nuca...), a natação (ótima para quem não tem rinite), a hidroginástica, a dança (não só de salão), yoga. Sei lá, vá procurar o que melhor se adapata ao seu corpo, personalidade e capacidade de resistir a tentação de não fazer nada.
Claro, que tudo acompanhado por uma alimentação saudável e, também, com a orientação de um professor de educação física. O abastecimento tem que ser equilibrado entre as farinhas, as carnes magras, as verduras, legumes e frutas. Muito líquido. Eu, particularmente, tenho a minha fórmula. Mantenho sempre um garrafa de água geladinha (1litro) me esperando. Costumo espremer um limão e misturo com essa água (importante: não adicione açúcar). Ao iniciar e terminar minhas atividades físicas bebo dessa sopa benta. Encontre a sua fórmula, é importante repor os líquidos perdidos durante a sua atividade escolhida.
Alguns e algumas de nós, ainda têm escolha.
O mundo ainda não conseguiu apresentar alternativas para aqueles homens e mulheres que passaram a sua vida produtiva nas nossas ruas varrendo, capinando, juntando lixo. Burros de carga. Outros entram em nossas casas para os pequenos consertos, enquanto senhoras cuidam das nossas crianças e casas. Para esses, ainda não encontramos alternativas possíveis.
Mas você, está aí definhando na preguiça, por quê? Não tem tempo? Não tem vontade? Amanhã... hoje, não?
Desçam da cadeira do papai e da mamãe. É fácil!
Depois da empreitada voltem para a sua cadeira de balanço e tomem um bom chimarrão (quase nada de quente!).
Claro, que tudo acompanhado por uma alimentação saudável e, também, com a orientação de um professor de educação física. O abastecimento tem que ser equilibrado entre as farinhas, as carnes magras, as verduras, legumes e frutas. Muito líquido. Eu, particularmente, tenho a minha fórmula. Mantenho sempre um garrafa de água geladinha (1litro) me esperando. Costumo espremer um limão e misturo com essa água (importante: não adicione açúcar). Ao iniciar e terminar minhas atividades físicas bebo dessa sopa benta. Encontre a sua fórmula, é importante repor os líquidos perdidos durante a sua atividade escolhida.
Alguns e algumas de nós, ainda têm escolha.
O mundo ainda não conseguiu apresentar alternativas para aqueles homens e mulheres que passaram a sua vida produtiva nas nossas ruas varrendo, capinando, juntando lixo. Burros de carga. Outros entram em nossas casas para os pequenos consertos, enquanto senhoras cuidam das nossas crianças e casas. Para esses, ainda não encontramos alternativas possíveis.
Mas você, está aí definhando na preguiça, por quê? Não tem tempo? Não tem vontade? Amanhã... hoje, não?
Desçam da cadeira do papai e da mamãe. É fácil!
Depois da empreitada voltem para a sua cadeira de balanço e tomem um bom chimarrão (quase nada de quente!).
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A Origem das Coisas
Dê um tempo para si mesmo e acesse o endereço abaixo.
http://www.unichem.com.br/videos.php
Você assistirá o vídeo Uma Verdade Inconveniente.
Depois de assistir ao vídeo fiquei matutando sobre para quem é inconveniente este vídeo. Matutei, pensei, juntei os prós e os contras, arquitetei fórmulas de acusar os governos, as grandes corporações, comecei por juntar as provas. e não são poucas. De repente, olhei para os meus lados, isso mesmo, para os escassos metros quadrados em que estou agora, fiquei assustado. Meus Deus, como acumulei coisas desnecessárias. Lixo histórico da minha vida. Coisas que já estão fora de uso, se algum dia tiveram algum uso. Eu sou um desses caras. Aquela seta amarela do vídeo sou eu, sou uma seta. Fui transformado em uma seta amarela de consumo. Pior, me deixei metamorfosear, sou o camaleão do consumo. Quando entro nas lojas, as minhas necessidades vitais vão sendo transformadas, na medida que aparecem novas bugigangas para devorar. Sou construído pelo fogo da transformação das minhas vontades de ter, ter, ter, e ter mais. Claro, que como citado no vídeo, tenho dois empregos. Trabalho 60 horas por semana. Estou na contramão da história? Trabalho 12 horas por dia e, nas minhas horas de folga, vejo televisão, faço compras (geralmente, no supermercado. Essas lojas facilitam nossa vida, está tudo ali: alimentos, roupas, cadeiras, mesas, computadores, pratos, talheres... Lembram de mais algum produto que esqueci? Viu? Está tudo ali!).
E a invenção do cartão de crédito? É uma facilidade, vamos, não minta! Eu praticamente não lembro como são essas cédulas antiquadas de troca, o dinheiro. Ele não circula mais nas minhas mãos. É verdade! O fruto do meu trabalho, daquelas 12 horas diárias, vai para o banco que administra os meus recursos. O banco me avisa quando ultrapassei os limites do meu crédito, mas se eu achar importante, ou não, eles podem aumentar o meu crédito. E, assim, sem sair de casa e com um simples toque no teclado do computador, posso continuar a consumir. E o dinheiro? Faz um bom tempo que não o vejo, mas não posso esquecer as minhas senhas de acesso. Cheque e dinheiro fazem parte do meu passado.
Um dia essas lojas me fizeram sentir que era um dinossauro, que viveu o tempo das moedas, comprar carne no açougue, balas no boteco da esquina e do famoso caderninho da venda. Estou escutando minha mãe, Mauro, vai comprar pão e pede para o seu Ivo colocar no cardeno! O caderno era o nosso cartão de crédito plastificado dos dias de hoje. A diferença é que o dono do armazém nos trancava o crédito se não fosse feito o pagamento da semana. Sem dinheiro sem compras. O jeito era ir até os secos e molhados da outra rua e abrir outro caderninho. E comprar comida.
Nos dias de hoje, continuamos comprando alimento, cada vez mais industrializados e envenenados, mas também uma infinidade de produtos que não precisamos pra sermos humanos. Tudo que nos faz humanos está ao alcance das mãos, o desejo da vida simples.
A vida simples me parece com um bom carro, uma tela plana, uma casa na praia, um laptop com muita memória e um shopping perto de casa. Isso é fundamental. Não sei viver sem o burburinho e o entra e sai das lojas. Juro que se pudesse me mudava para uma daquelas lojas. Isso, um condomínio dentro do shopping. Talvez, possamos colocar escolas, farmácias, sei lá, me ajudem, o que podemos querer mais dentro dos nossos shopping, mas veja bem, só o que ainda não temos! Não seria maravilhoso? Nosso sonho de consumo!
Opa! Sonho de consumo? Seta amarela, lixo, matas destruídas, água poluída, ar irrespirável, calor e frio com intensidade malucas. Será que esse mundo aguenta mais um pouquinho? Eu preciso de um tempinho para me acostumar. Ah, não tem tempo? Puxa, é sério, mesmo? Difícil de acreditar.
Em todo caso, vou tentar fazer a minha parte! E você?
http://www.unichem.com.br/videos.php
Você assistirá o vídeo Uma Verdade Inconveniente.
Depois de assistir ao vídeo fiquei matutando sobre para quem é inconveniente este vídeo. Matutei, pensei, juntei os prós e os contras, arquitetei fórmulas de acusar os governos, as grandes corporações, comecei por juntar as provas. e não são poucas. De repente, olhei para os meus lados, isso mesmo, para os escassos metros quadrados em que estou agora, fiquei assustado. Meus Deus, como acumulei coisas desnecessárias. Lixo histórico da minha vida. Coisas que já estão fora de uso, se algum dia tiveram algum uso. Eu sou um desses caras. Aquela seta amarela do vídeo sou eu, sou uma seta. Fui transformado em uma seta amarela de consumo. Pior, me deixei metamorfosear, sou o camaleão do consumo. Quando entro nas lojas, as minhas necessidades vitais vão sendo transformadas, na medida que aparecem novas bugigangas para devorar. Sou construído pelo fogo da transformação das minhas vontades de ter, ter, ter, e ter mais. Claro, que como citado no vídeo, tenho dois empregos. Trabalho 60 horas por semana. Estou na contramão da história? Trabalho 12 horas por dia e, nas minhas horas de folga, vejo televisão, faço compras (geralmente, no supermercado. Essas lojas facilitam nossa vida, está tudo ali: alimentos, roupas, cadeiras, mesas, computadores, pratos, talheres... Lembram de mais algum produto que esqueci? Viu? Está tudo ali!).
E a invenção do cartão de crédito? É uma facilidade, vamos, não minta! Eu praticamente não lembro como são essas cédulas antiquadas de troca, o dinheiro. Ele não circula mais nas minhas mãos. É verdade! O fruto do meu trabalho, daquelas 12 horas diárias, vai para o banco que administra os meus recursos. O banco me avisa quando ultrapassei os limites do meu crédito, mas se eu achar importante, ou não, eles podem aumentar o meu crédito. E, assim, sem sair de casa e com um simples toque no teclado do computador, posso continuar a consumir. E o dinheiro? Faz um bom tempo que não o vejo, mas não posso esquecer as minhas senhas de acesso. Cheque e dinheiro fazem parte do meu passado.
Um dia essas lojas me fizeram sentir que era um dinossauro, que viveu o tempo das moedas, comprar carne no açougue, balas no boteco da esquina e do famoso caderninho da venda. Estou escutando minha mãe, Mauro, vai comprar pão e pede para o seu Ivo colocar no cardeno! O caderno era o nosso cartão de crédito plastificado dos dias de hoje. A diferença é que o dono do armazém nos trancava o crédito se não fosse feito o pagamento da semana. Sem dinheiro sem compras. O jeito era ir até os secos e molhados da outra rua e abrir outro caderninho. E comprar comida.
Nos dias de hoje, continuamos comprando alimento, cada vez mais industrializados e envenenados, mas também uma infinidade de produtos que não precisamos pra sermos humanos. Tudo que nos faz humanos está ao alcance das mãos, o desejo da vida simples.
A vida simples me parece com um bom carro, uma tela plana, uma casa na praia, um laptop com muita memória e um shopping perto de casa. Isso é fundamental. Não sei viver sem o burburinho e o entra e sai das lojas. Juro que se pudesse me mudava para uma daquelas lojas. Isso, um condomínio dentro do shopping. Talvez, possamos colocar escolas, farmácias, sei lá, me ajudem, o que podemos querer mais dentro dos nossos shopping, mas veja bem, só o que ainda não temos! Não seria maravilhoso? Nosso sonho de consumo!
Opa! Sonho de consumo? Seta amarela, lixo, matas destruídas, água poluída, ar irrespirável, calor e frio com intensidade malucas. Será que esse mundo aguenta mais um pouquinho? Eu preciso de um tempinho para me acostumar. Ah, não tem tempo? Puxa, é sério, mesmo? Difícil de acreditar.
Em todo caso, vou tentar fazer a minha parte! E você?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Maneiras de educar! Tem como medir?
Ainda sobre as formas de avaliação externa da escola!
Recebi o texto abaixo do professor Fernando Carlos, desconheço o autor, mas achei que ilustra algumas reflexões que venho escrevendo neste blog, sobre a avaliação externa da escola. Não sou contra qualquer forma de avaliação, desde que sejam construídas com a comunidade.
COMO EDUCAR: Marcas de Batom no Banheiro...
Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas de 12 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom...
Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram...
No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho!
Moral da história: Há professores e há educadores...
Comunicar é sempre um desafio! As vezes precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.
Recebi o texto abaixo do professor Fernando Carlos, desconheço o autor, mas achei que ilustra algumas reflexões que venho escrevendo neste blog, sobre a avaliação externa da escola. Não sou contra qualquer forma de avaliação, desde que sejam construídas com a comunidade.
COMO EDUCAR: Marcas de Batom no Banheiro...
Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas de 12 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom...
Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram...
No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho!
Moral da história: Há professores e há educadores...
Comunicar é sempre um desafio! As vezes precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.
Maximo Gorki
"A ciência e a literatura têm muito em comum; em ambas a comparação e o estudo são de fundamental importância; o artista, como o cientista, necessita de imaginação e intuição". M. Gorki, Como aprendi a escrever, 1984, p 13. Estamos avaliando nossas crianças dentro e fora da escola, para saber se elas aprendem a ler e fazer contas. Atributos básicos para o mercado. Essa é a característica básica da escola pública deste século? Aperfeiçoar corpos e almas para o mercado? É mais fácil... talvez, não precisamos nos preocupar além de letras e números. Mas e a imaginação e a intuição, onde é possível encontrá-las? Certamente, não está nesta escola de letras e números, muito menos, nas avaliações que se metem a medir o ensino. Qual ensino? Qual educação? O primeiro argumento é que a escola pública não tem a vocação de descobrir e fortalecer artistas. Então, qual a sua vocação? Espero que não seja a disposição de alimentar o gado para o abate. Mas, enfim, parece que só nos é possível sonhar, a realidade é outra. Também, não lembro destas avaliações medirem o cotidiano dos conflitos em sala de aula. Embate dos que lutam por suas idéias e que precisam aprender a não desistir delas. Qual é a prova externa que mede a mediação com esses alunos de imaginação e intuição diferente da lógica do mercado? Eu sei, inclusive, a lógica da mídia perdeu a imaginação e a intuição, suas pautas, via de regra, são condicionadas pelo mercado. Nossos políticos perderam a imaginação e a intuição, também, estão a disposição do mercado, tudo cabe dentro da mesma cesta. A minha intuição sussurra que essa história não é bem assim, não vai terminar da melhor maneira para os excluídos e mantidos fora dos acordos. A minha imaginação faz alarido e quer mostrar-me que pode ser diferente, aliás, já houve tempo em que foi diferente. Basta ouvir algumas histórias.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Cachorros e madames
Sinceramente, não sei qual o sentimento de amor que faz das madames e seus cachorrinhos um exemplo de má educação. Senão, vejamos: é proibido levar seus animais as areias da praia com banhistas, mas os peludos estão por lá; os bichos vendo tanto espaço querem correr, saltar, latir, xixi, cocô... E, também, não vejo nenhuma madame juntando o cocô do animalzinho. A maioria não morde, mas sabe como é, o seguro morreu de velho. Mas eles estão por lá, disputando as areias com os banhistas. Cuidado, ai de você, se fizer algum comentário sobre a impossibilidade do animalzinho estar por ali. Será chamado de desumano, insensível, truculento e instado a ver que o bichano não está a fazer mal a ninguém. Outra manhã de férias e descanso, estava nas areias, curtindo o mormaço do céu nublado e a cor marrom das águas do nosso mar agitado, quando uma madame levou seu cãozinho para o banho. O coitado do bicho não queria nada com aquelas águas, nem eu. Nisso estávamos de acordo: eu e o animal. A madame o puxava pela guia. Fiz um comentário para o minha filha, na intenção de educá-la: Coitado, além de não estar certo trazer o animal, o bicho não quer. Imediatamente, do guarda-sol ao lado, saiu outra madame a discursar sobre a minha incapacidade ver a beleza da amizade entre os animais e os seres humanos. Olhei espantado para minha filha: Estamos cercados. E decidi que não iria me retirar da discussão. A disputa verbal já tinha alguns minutos, quando percebi a madame e o seu cachorrinho discutindo. Não conheço quase nada de cachorro ou gatos ou elefantes, mas percebi que o bicho se preparava para o seu cocô. A madame o puxava pela guia e o proibia de fazer suas necessidades. E o coitado obedeceu. Foi se aliviar no cômoro de areia. A madame me lançou um olhar triunfante. Eu levantei e decidi não sentar mais naquelas areias. Passo minhas manhãs ou tardes caminhando pela orla. Acho que sai ganhando.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Aluguel na praia
Em torno de 50 a 70% das casas de veraneio, no litoral norte do RS, destinadas ao aluguel, nos meses de janeiro e fevereiro, encontram-se fechadas. Não têm veranistas para elas ou os veranistas não têm os recursos para as altas diárias cobradas? Talvez, a crise do capital mundial tenha colocado um freio no consumidor de sol, areia e bronzeados. Não acredito! Quem sabe, a fúria de ganhar além do razoável nas diárias do aluguel, tenha retraido esse consumidor de bermudas e bikinis? Mas as estradas continuam repletas nos finais-de-semana, para onde vai essa gente toda? As casas ocupadas na semana têm recebido um maior número de visitantes nos sábados e domingos, o chão fica repleto de colchões. Assim, as areias não perdem as belezas naturais de janeiro e fevereiro. Eu, da minha parte, passo o ano a flertar com as caminhadas pelas areias do nosso litoral. Algumas feitas no amanhecer, mas, na maioria das vezes, me vou pelo entardecer a marchar pelo costado das águas. Claro, tudo está na depedência do churrasco e a ceva da noite anterior. Em todo caso, tem sobrado mais espaço em nossas praias. O veranista de férias agradece!
Retorno
Retornando depois de alguns dias afastado de qualquer convívio com a velocidade de informação da internet. Amigos e amigas, depois de passados os primeiros dias de choque, com tremores e suores, sobrevivi. Foi muito bom estar desconectado deste ciber espaço. Mas, também, é gostoso estar de volta. O mundo continua com suas precariedades e soluções discutíveis. Nada mudou, talvez, algumas coisinhas...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Pablo Neruda
Tuas mãos
Quando tuas mãos saem,
amado, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?
Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.
A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,c
ruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.
Quando tuas mãos saem,
amado, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?
Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.
A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,c
ruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.
A Revolucionária Cubana
Meu querido, passei o dia pensando em como posso me tornar uma pessoa melhor, não, talvez não tenha sido isso. Passei pensando em como posso contribuir para que as coisas sejam, funcionem, melhor. Não, também não foi isso. Acho que pensei todo o dia na miséria humana, nas "crises" ideológicas das pessoas do poder, no início do ano letivo, no meu amor desenfreado por ti, nos livros que li nestes últimos dias. Todos livros acompanhados de duras realidades, mas com seus protagonistas ou escritores firmes no propósito de não perder a esperança em outro mundo, com justiça social e solidariedade, outro mundo possível. Talvez devesse ler algo mais pessimista, para que me sinta melhor, pois assim com tanta disposição em tentar a transformação da sociedade, até me sinto mal. Tenho a sensação que não estou podendo fazer nada para isto. Pelo menos, quando saía nas ruas gritando palavras de ordens, me sentia mais "produtiva". Mas em fim, há que ter esperança nesse tal de mundo novo, homem novo, mulher nova, sociedade nova. Assim foi constituída minha natureza histórica, não consigo ser niilista, nem estou disposta. Nem no amor consigo desistir e mantenho minha esperança em um dia poder caminharmos de mãos dadas, tomarmos mate nas praças, ler um livro e comentá-lo "a la minuta", ir-nos ao cinema, compartilharmos filmes, fotos, toalhas e sabonetes. Acho que nossa sociedade almejada é aquela onde as coisas simples que nos fazem humanos estariam sempre ao alcance da nossas mãos.
Cecília Meireles
Meu Sonho
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar…
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar…
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
Ferreira Gullar 4
a rotação
da mão que busca entre os pentelhos
o sonho molhado os muitos lábios
do corpo
que ao afago se abre em rosa, a mão
que ali se detém a sujar-se
de cheiros de mulher,
e a rotação
dos cheiros outros
que na quinta se fabricam
junto com a resina das árvores e o canto
dos passarinhos?
da mão que busca entre os pentelhos
o sonho molhado os muitos lábios
do corpo
que ao afago se abre em rosa, a mão
que ali se detém a sujar-se
de cheiros de mulher,
e a rotação
dos cheiros outros
que na quinta se fabricam
junto com a resina das árvores e o canto
dos passarinhos?
Canoas - 8 anos uma ilha taparacha
Homens e mulheres precisam humildade, sensibilidade, razão, e a inquietude do amor, para perceberem a própria participação nesta teia de vida. Não praticam atos isolados sem importância. Inventam as partes do todo, padrões de sociedade das pessoas, bichos, plantas, terras, ar e águas. Práticas corruptas não se desfazem separadas do todo. O pensamento cartesiano nos torna pacatos, fechados em nós mesmos e obsoletos. Difícil separar, isolar e julgar práticas individuais ou de grupos a parte do fazer da sociedade dos homens e das mulheres. Os acusadores não são diferentes daquilo que apontam, apenas têm a oportunidade do teatro acusatório. Será preciso ter uma prática diferente. Uma prática participativa. Coletiva. Toda análise reducionista impede a clareza e compreensão da importância das partes no todo, e em si mesmo, um caminho inverso que cria e recria monstros. Essa rede de amor e ódio joga tensões e torções em suas performances. Minha matéria dialética não permanecerá, mas, lá adiante, no lembramento do anúncio provocante, permanecerei o taparacha.
Déficit Zero
A Biblioteca Fechada
Onde encontrar pedaços partidos e perdidos no colo da paixão de aprender e ensinar?
O tempo e os seus ventos nos levam aonde nos querem ver chegar, mas não conseguimos ancorar.
Reconhecemo-nos impotentes para tornar iguais àqueles que a realidade social e econômica humanas tornou diferentes.
Qual a escola que a sociedade dos homens e mulheres, deste tempo, oferece às suas crianças? A nossa escola pública se apresenta como os colégios para crianças com privilégios sociais e econômicos?
Continuo me torturando com perguntas e respostas previsíveis. A estrutura social determina que as pessoas cumpram ou não seu destino!
Destino?
Nós somos o destino quando nos calamos e omitimos...
Os valores que a escola propõe às crianças são os apegos aos valores burgueses do individualismo, a promoção pessoal, a ascensão social mediante esforço próprio, a poupança, a segurança.
Pára, pára, grito no meu silêncio, estremeço o corpo e sacudo a cabeça tentando afastar tantas perguntas, é mais fácil responder um questionário de cem perguntas sobre matemática, decorando e exercitando muito, enchendo e enchendo folhas brancas de riscos, ou serão sinais, esses alunos e alunas nunca saberão da serventia humana de saber ler e escrever.
Mas sabem que precisam ler e escrever alguma coisinha para um emprego. Isto basta?
As questões fundamentais da humanidade não lhes pertencem e não são cultivadas, pois não existe prática coletiva entre nós.
Como praticar e teorizar uma práxis que não vivencio, nem sinto seu cheiro?
Pelo contrário, sinto um cheiro acre, áspero, fedentina insuportável do déficit zero porque a glória é conquistada em cima de corpos e sonhos. A pobreza não tem voz, nem tem vez, segue na coluna contábil dos gastos sem retorno. Paro minhas reflexões num curto-circuito, não estou atento a reunião e não entendo a correria, os risos, e as piadas, nem mesmo o mau cheiro, mas a biblioteca continua fechada.
Saudemos a escola pública com déficit zero.
Onde encontrar pedaços partidos e perdidos no colo da paixão de aprender e ensinar?
O tempo e os seus ventos nos levam aonde nos querem ver chegar, mas não conseguimos ancorar.
Reconhecemo-nos impotentes para tornar iguais àqueles que a realidade social e econômica humanas tornou diferentes.
Qual a escola que a sociedade dos homens e mulheres, deste tempo, oferece às suas crianças? A nossa escola pública se apresenta como os colégios para crianças com privilégios sociais e econômicos?
Continuo me torturando com perguntas e respostas previsíveis. A estrutura social determina que as pessoas cumpram ou não seu destino!
Destino?
Nós somos o destino quando nos calamos e omitimos...
Os valores que a escola propõe às crianças são os apegos aos valores burgueses do individualismo, a promoção pessoal, a ascensão social mediante esforço próprio, a poupança, a segurança.
Pára, pára, grito no meu silêncio, estremeço o corpo e sacudo a cabeça tentando afastar tantas perguntas, é mais fácil responder um questionário de cem perguntas sobre matemática, decorando e exercitando muito, enchendo e enchendo folhas brancas de riscos, ou serão sinais, esses alunos e alunas nunca saberão da serventia humana de saber ler e escrever.
Mas sabem que precisam ler e escrever alguma coisinha para um emprego. Isto basta?
As questões fundamentais da humanidade não lhes pertencem e não são cultivadas, pois não existe prática coletiva entre nós.
Como praticar e teorizar uma práxis que não vivencio, nem sinto seu cheiro?
Pelo contrário, sinto um cheiro acre, áspero, fedentina insuportável do déficit zero porque a glória é conquistada em cima de corpos e sonhos. A pobreza não tem voz, nem tem vez, segue na coluna contábil dos gastos sem retorno. Paro minhas reflexões num curto-circuito, não estou atento a reunião e não entendo a correria, os risos, e as piadas, nem mesmo o mau cheiro, mas a biblioteca continua fechada.
Saudemos a escola pública com déficit zero.
Doenças da Próstata
Cerca de metade dos homens com mais de 50 anos apresentam aumento da glândula prostática ou hiperplasia benigma, sem incluir as infecções da glândula (prostatite) nem os tumores prostáticos. Esta taxa evidencia claramente o impacto que as afecções da próstata, neste grupo etário, têm sobre a saúde.
Nas últimas décadas foi observado um aumento progressivo das doenças prostáticas, acompanhado pleo aumento da expectativa de vida e pelos melhores métodos diagnósticos. Os exames médicos de rotina e o maior conhecimento sobre as afecções relacionadas à próstata, entre outros fatores, mudaram o prognóstico da doença de forma crítica, e demonstraram, mais uma vez, que diagnosticar e tratar adequadamente é sempre a melhor opção.
Boehringer Ingelheim
Nas últimas décadas foi observado um aumento progressivo das doenças prostáticas, acompanhado pleo aumento da expectativa de vida e pelos melhores métodos diagnósticos. Os exames médicos de rotina e o maior conhecimento sobre as afecções relacionadas à próstata, entre outros fatores, mudaram o prognóstico da doença de forma crítica, e demonstraram, mais uma vez, que diagnosticar e tratar adequadamente é sempre a melhor opção.
Boehringer Ingelheim
sábado, 10 de janeiro de 2009
Monsanto "compra"a FOX
Quer ver o que a grande mídia não revela? Clique abaixo!
http://www.viomundo.com.br/tv/monsanto-compra-a-fox/
http://www.viomundo.com.br/tv/monsanto-compra-a-fox/
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Ferreira Gullar 3
Nova Canção do Exílio
Minha amada tem palmeiras
Onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos
Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim
Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata
Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias
que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos
Minha amada tem palmeiras
Onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos
Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim
Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata
Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias
que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos
Ferreira Gullar 2
Nós, Latino-Americanos
Somos todos irmãos
mas não porque tenhamos
a mesma mãe e o mesmo pai:
temos é o mesmo parceiro
que nos trai.
Somos todos irmãos
não porque dividamos
o mesmo teto e a mesma mesa:
divisamos a mesma espada
sobre nossa cabeça.
Somos todos irmãos
não porque tenhamos
o mesmo berço, o mesmo sobrenome:
temos um mesmo trajeto
de sanha e fome.
Somos todos irmãos
não proque seja o mesmo o sangue
que no corpo levamos:
o que é o mesmo é o modo
como o derramamos.
Somos todos irmãos
mas não porque tenhamos
a mesma mãe e o mesmo pai:
temos é o mesmo parceiro
que nos trai.
Somos todos irmãos
não porque dividamos
o mesmo teto e a mesma mesa:
divisamos a mesma espada
sobre nossa cabeça.
Somos todos irmãos
não porque tenhamos
o mesmo berço, o mesmo sobrenome:
temos um mesmo trajeto
de sanha e fome.
Somos todos irmãos
não proque seja o mesmo o sangue
que no corpo levamos:
o que é o mesmo é o modo
como o derramamos.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Ferreira Gullar
Cantada
Você é mais bonita que uma bola prateada
de papel de cigarro
Você é mais bonita que uma poça d'água
límpida
Você é mais bonita que uma zebra
que um filhote de onça
que um Boeing 707 em pleno ar
Você é mais bonita que um jardim florido
em frente ao mar em Ipanema
Você é mais bonita que uma refinaria da Petrobrás
de noite
mais bonita que Ursula Andress
que o Palácio da Alvorada
mais bonita que a alvorada
que o mar azul-safira da República Dominicana
Olha,
você é tão bela quanto o Rio de Janeiro
em maio
e quase tão bonita
quanto a Revolução Cubana
Você é mais bonita que uma bola prateada
de papel de cigarro
Você é mais bonita que uma poça d'água
límpida
Você é mais bonita que uma zebra
que um filhote de onça
que um Boeing 707 em pleno ar
Você é mais bonita que um jardim florido
em frente ao mar em Ipanema
Você é mais bonita que uma refinaria da Petrobrás
de noite
mais bonita que Ursula Andress
que o Palácio da Alvorada
mais bonita que a alvorada
que o mar azul-safira da República Dominicana
Olha,
você é tão bela quanto o Rio de Janeiro
em maio
e quase tão bonita
quanto a Revolução Cubana
Cooperativa GiraSol
Você quer um comércio justo e consumo consciente?
Visite a Cooperativa GiraSol.
http://www.coopgirasol.com.br:80/
Visite a Cooperativa GiraSol.
http://www.coopgirasol.com.br:80/
Vô Rangel
Mantimentos para o almoço da gurizada, no Sítio do Vô Rangel. Encerramento do ano letivo de 2008, com os alunos e alunas do 1 ciclo, da EMEF Ver. Antônio Giúdice.
Amuletos e Simpatias
Para evitar impotência sexual
Coloque pedaços de casca de Catuaba, dentro de um litro de bom vinho, tome um gole antes das refeições. A casca de Catuaba deve ser retirada de baixo para cima, e pode tomar até a idade de Matusalém.
Simpatia retirada do livro Amuletos e Simpatias do professor Nathanael, Sul editores.
Coloque pedaços de casca de Catuaba, dentro de um litro de bom vinho, tome um gole antes das refeições. A casca de Catuaba deve ser retirada de baixo para cima, e pode tomar até a idade de Matusalém.
Simpatia retirada do livro Amuletos e Simpatias do professor Nathanael, Sul editores.
Amuletos e Simpatias
Seios em alta
Para evitar o problema com os seios caídos, passe uma colher de pau virgem sobre os seios, 9 vezes, de cima para baixo, e mais 9 vezes de baixo para cima. comece sempre pelo seio esquerdo e depois vá para o direito.
Simpatia extraída do livro Amuletos e Simpatias do Professor Nathanael, Sul editores.
Para evitar o problema com os seios caídos, passe uma colher de pau virgem sobre os seios, 9 vezes, de cima para baixo, e mais 9 vezes de baixo para cima. comece sempre pelo seio esquerdo e depois vá para o direito.
Simpatia extraída do livro Amuletos e Simpatias do Professor Nathanael, Sul editores.
Mudança Ortográfica
Como estamos em início de mudanças ortográficas e o Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) ainda não foi publicado, sugiro o uso on-line do Aulete. Esse portal já nos mostra as modificações ortográficas. Gostei de usar. Eis o endereço:
http://www.aulete.portaldapalavra.com.br/site.php?mdl=aulete_digital
http://www.aulete.portaldapalavra.com.br/site.php?mdl=aulete_digital
DOZE CONSELHOS PARA TER UM INFARTO FELIZ !!!
Recebi por e-mail o texto abaixo e resolvi publicá-lo. Não conferi a veracidade, mas ele em si me interessa. Quero refletir a partir dele a nossa coleção de erros como seres humanos. A sociedade do consumo desmedido recebemos de nossos pais. E daí? A estamos repassando aos nossos filhos e filhas um pouquinho piorada. Mais selvagem! No trânsito não dirigimos nossos carros, mas os usamos como armas de ataque; nos estádios de futebol não torcemos pela vitória do nosso time, mas pelo aniquilamento de todos que se manifestam contrários ali, naquele Coliseu. O nosso legado para as próximas gerações será a intolerância?
Dr. Ernesto Artur - Cardiologista
Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam dotando esse tipo de vida inconscientemente.
1.Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e
familiares são secundárias.
2.Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos..
3.Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para
casa e trabalhe até tarde.
4.Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
5.Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias,
conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários,
encontros, reuniões, simpósios etc.
6.Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila.
Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições
para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
7.Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogandoBola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.
8.Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é deferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)
9.Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para verse nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
10.Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dorde estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Elesvão te deixar tinindo.
11.Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes esedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
12.E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre suavida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.
Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.
Dr. Ernesto Artur - Cardiologista
Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam dotando esse tipo de vida inconscientemente.
1.Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e
familiares são secundárias.
2.Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos..
3.Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para
casa e trabalhe até tarde.
4.Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
5.Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias,
conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários,
encontros, reuniões, simpósios etc.
6.Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila.
Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições
para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.
7.Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogandoBola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.
8.Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é deferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)
9.Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para verse nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
10.Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dorde estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Elesvão te deixar tinindo.
11.Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes esedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
12.E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre suavida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.
Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Manualdo
Aquele Manualdo tranqüilo. Muito quieto. Por esses dias, indiferente no seu jeito acanhado de desfazer o que se fica a pensar dele. Cabelos muito lisos, muito escorridos, acompanhados de um farto bigode. Tapuio castiço. Não é o mesmo homem quando acorda todo apaixonado e preocupado com os suspiros da mulher, Amorzinho, o que foi, Ta tudo bem, querido. Aproxima-se da Cariciosa até colar-se. Sente a maciez das suas pernas. Achega-se com os lábios na nuca da amada. Um pequeno tremor da sua voz faz chegar um arrepio na dona de seu coração. Outro beijo no ombro a faz gemer, Tua falação dormida das coisas me assusta, Por que, Eu não consigo entender, Querido, tenho sonhos estranhos. Enquanto cochicham, sua mão esquerda, única em liberdade de uso, a direita se enfiou por baixo do corpo da Cariciosa e a segura com firmeza na nádega redonda e nua, desliza dos bicos até os pêlos, passa pelo umbigo, ora para cima ora para baixo, Sonhos bons, Muito lindos, Conta estes sonhos. Agora, os dedos se param nos pêlos e ficam a dar voltas, enrolando e desenrolando, Amorzinho, esquece, é tudo idéia do pensamento caído no sono, vamos dormir e depois criar os miúdos, Tá na minha hora, querida. Muito no contragosto retira as mãos e se ergue. É hora de se preparar para os empilhamentos.
Os 10 mandamentos do chimarrão
1. Não peças açúcar no mate.
2. Não digas que o chimarão é anti-higiênico.
3. Não digas que o mate está quente demais.
4. Não deixes um mate pela metade.
5. Não te envergonhes do ronco no fim do mate.
6. Não mexas na bomba.
7. Não altere a ordem em que o mate é servido.
8. Não condenes o dono da casa por tomar o primeiro mate.
9. Não durmas com a cuia na mão.
10. Não digas que o chimarrão dá cancêr na garganta.
2. Não digas que o chimarão é anti-higiênico.
3. Não digas que o mate está quente demais.
4. Não deixes um mate pela metade.
5. Não te envergonhes do ronco no fim do mate.
6. Não mexas na bomba.
7. Não altere a ordem em que o mate é servido.
8. Não condenes o dono da casa por tomar o primeiro mate.
9. Não durmas com a cuia na mão.
10. Não digas que o chimarrão dá cancêr na garganta.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Por que não leio a Veja
A Veja que se apresenta como uma das maiores do mundo é uma das provas da indigência da classe média brasileira. Isto sem citar os ricos cansados do Cansei! São leitores incapazes de perceber o péssimo jornalismo que a revista pratica. Reacionária, facciosa além do aceitável. E essa pretensa elite obtusa que repete o besteirol da revista da Abril, da Globo e dos jornalões, está a nos atrasar como nação.
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