Aumento dos professores e a inversão da lógica de esvaziamento do Estado
Somos andando

O reajuste oferecido pelo governo Tarso ao magistério e aprovado ontem por ampla maioria em assembleia do Cpers mostra a que veio o governador. Com um estado quebrado, as condições de oferecer aumento ou abrir concurso são mínimas, mas as mais diversas categorias de servidores públicos enfrentam defasagem salarial, e a falta de profissionais na estrutura do Estado é crônica. Ou seja, é preciso fazer alguma coisa.
Os 10,91% já aprovados, que antecipam as ações judiciais da Lei Britto e incorporam metade da parcela autônoma ao vencimento básico, estão bem longe do ideal. Não chega ao piso salarial nacional do Magistério, prometido por Tarso para até o final do governo. O piso, aliás, ainda está muito longe do ideal, infelizmente.
Vivemos em uma sociedade que sofreu um processo muito grande de desvalorização de seus profissionais mais essenciais, que desrespeita não só esses profissionais, mas toda a sociedade, que sofre com a negligência e a piora no atendimento público. Atingiu o Brasil e sobrou para o Rio Grande do Sul, que enfrenta por mais tempo essa situação. O resultado é um cenário de baixa qualidade dos serviços públicos, que começa a ser revertido. E, pelo que se viu no Gigantinho ontem e pelo que registra a pesquisa Ibope sobre o governo Tarso, a inversão dessa lógica conta com amplo apoio dos gaúchos.
———–
Foto: Divulgação Cpers