terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pérez Esquivel: “O Paraguai vive um golpe de Estado"


“Paraguai vive golpe de estado encoberto”, afirma Prêmio Nobel da Paz

Para Esquivel, o golpe de estado foi “encoberto com um verniz de institucionalidade” | Foto: Santiago Trusso
Da Redação do SUL 21
Adolfo Pérez Esquivel, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1980, emitiu um comunicado aos membros do Serviço de Paz e Justiça do Paraguai, nesta quinta-feira (22), sobre a situação política do país e dos camponeses presos pelo massacre em Curuguaty.
“O Paraguai vive um golpe de Estado encoberto com um certo verniz de institucionalidade”, afirmou o militante de direitos humanos argentino, referindo-se à situação estabelecida no país desde 22 de junho, com o golpe parlamentar que depôs o governo de Fernando Lugo.
Pérez Esquivel falou do caso dos 12 camponeses presos pelas mortes ocorridas em 15 de junho, quando mais de 400 policiais invadira as terras de Marina kue para desalojar os camponeses que haviam as ocupado.
Esquivel afirmou que “nenhum dos camponeses quer fazer uma greve de fome, eles são motivados pelas injustiças e pelas contínuas violações dos direitos do povo paraguaio”, referindo-se especificamente aos quatro camponeses que faziam, até sexta-feira (24) passada, uma greve de fome por sua liberdade. Nesse sentido, o Nobel recordou que é responsabilidade do Estado garantir a vida de cada cidadão e respeitar seus direitos.
Os quatro camponeses processados pelo massacre de Curaguaty encerraram a greve na sexta-feira (24), após dois meses, quando lhes foi concedida a prisão domiciliar.
Com informações do E’a – Periódico de Interpretación y Análisis 
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