segunda-feira, 14 de maio de 2012

um beijo... um dossiê...


Cerra megalô:
Dilma faz o que ele faria

Conversa Afiada





Saiu no Estadão uma entrevista histórica do Padim Pade Cerra.


(O Estadão não pergunta sobre a Privataria, sobre a Delta nas marginais (sic) de São Paulo, sobre o Perillo, sobre o Leréia … … nada … gente fina é outra coisa.)

Na pagina A12, depois de traçar considerações óbvias sobre a cidade de São Paulo, ele assegura que a Dilma deve o sucesso de seu Governo à campanha dele em 2010 (aquela da bolinha de papel, do aborto no Chile pode …).

Aí os dois repórteres, educadíssimos, do Estadão perguntam perplexos: mas, o que, por exemplo, jenio ?

E ele responde, na maior cara de pau:

“Juros, infraestrutura (deve ser aquele cano que ele prometeu levar do Espirito Santo ao Ceará – PHA) e mesmo a liberdade de imprensa (!!! – PHA).”

Notável !

A quantos patrões a Dilma já telefonou para pedir a cabeça de jornalista independente e blogueiro sujo ?

E tem mais, amigo navegante.

O jenio (com “j” , por favor, revisor. Obrigado) do Cerra diz que decidiu ser candidato para “impedir descontinuidade dramática em São Paulo”.

Um jenio !

Ele desconsidera um dos pilares do regime democrático, a alternância de poder.

Em São Paulo tem que ser como na Rússia.

Só quem pode governar é o PSDB.

O Putin.

O Conversa Afiada tem outra explicação.

Cerra é um fenômeno genuinamente paulistano.

Como o Minhocão, a estátua do Borba Gato.

Como Jânio, ele fez das campanhas eleitorais uma forma de ganhar a vida.

E como Maluf, uma forma de preservar o patrimônio.

Sobre essa última observação, recomenda-se a leitra de um livro de baixa tiragem (no PiG (*)): A Privataria Tucana.


Em tempo: tomara que ele acredite na pesquisa do Globope.

Em tempo2: sobre o Aécio, ele diz que mantém uma “relação cordial”. Imagine o que ele não faz contra quem mantém uma relação de ódio. Quantos dossiês ele e o Itagiba não seriam capazes de produzir em Minas, se a relação não fosse “cordial” ?

Paulo Henrique Amorim

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