domingo, 2 de março de 2014

não acredita? segue o link "Uma imensa frase"


JANIO SOBRE BARBOSA:
“FEITO PARA ISSO, SIM !”


“Juiz que se respeite não pune um ser humano por sua própria inércia em julgá-lo.”

Conversa Afiada




Janio de Freitas descreve o momento espantoso em que o Presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, com a singela frase “feito para isso, sim”, confirma a hipótese de Lewandowski, Barroso e Zavascki de que inflacionou a pena de Dirceu para evitar a prescrição:


UMA FRASE IMENSA


(…)

O ministro mal concluiu a hipótese, porém, quando alguém bradou no Supremo Tribunal Federal: “Foi feito para isso sim!”. Alguém, não. O próprio presidente do Supremo Tribunal Federal e presidente do Conselho Nacional de Justiça. Ninguém no país, tanto pelos cargos como pela intimidade com o caso discutido, em melhor situação para dar autenticidade ao revelado por sua incontinência agressiva.

(…)

Restam, pois, motivos políticos. E nem isso importa para o sentido essencial do que “foi feito”, que é renegar um valor básico do direito brasileiro –a combinação de prioridade aos direitos do réu e segurança do julgamento– e o de fazê-lo com a violação dos requisitos de equilíbrio e coerência delimitados em leis.



NAVALHA



Como diz amigo navegante:

“Apanhando da Folha e do Estadão, Barbosa sente o sabor do utilitarismo pigal (*) … Ele não tem nenhuma condição de envergar a toga de ministro da Suprema Corte. Juiz que se respeite não pune um ser humano por sua própria inércia em julgá-lo. Isso é medieval! Alô, Corte Interamericana de Direitos Humanos !!!”

Em tempo: a defesa de Barbosa se enfraqueceu: o Ataulfo Merval de Paiva (**) parece estar em férias do Carnaval.

Em tempo2: Janio lembra que o Ministro Marco Aurélio (Collor de) Mello considerou que a questão “era prescrita”. Portanto, a “quadrilha” caiu por 7 a 4.

Em tempo3: o julgamento do mensalão (o do PT, porque o tucano jamais será julgado) mudou mais o STF do que o PT.




Clique aqui para ler “Bomba ! A prova da manipulação de Barbosa”.

Aqui para ler “Até a Folha joga Barbosa ao mar”.

E aqui para ler “Dias: os fatos e a frieza de Barroso”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos, estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia. E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.
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