quinta-feira, 27 de março de 2014

O preço da “ajuda financeira”

Internacional
Ucranianos começam a pagar a conta: gás 50% mais caro


publicada quinta-feira, 27/03/2014 às 10:30 e atualizada quinta-feira, 27/03/2014 às 13:32


Escrevinhador




Do Opera Mundi

O preço da “ajuda financeira” do FMI (Fundo Monetário Internacional) à Ucrânia deve sair caro. O governo do país irá aumentar em 50% o preço do gás à população a partir do dia 1º de maio, uma medida exigida pelo FMI para fornecer o pacote de empréstimo a Kiev, revelou nesta quarta-feira (26/03) o operador de gás nacional.

Para os industriais, o aumento será de 40% e se aplicará a partir de 1º de junho, informou Yuri Kolbuchin, um dos diretores da companhia de gás nacional Naftogaz, no momento em que o governo espera firmar ainda nesta quarta-feira um acordo com o fundo de entre 15 e 20 bilhões de dólares. Além disso, disse Kolbuchin, haverá aumentos adicionais de forma progressiva até 2018.

No domingo (23/03), a diretora do FMI, Christine Lagarde, disse esperar que o acordo seja finalizado em “nos próximos dias”. Em declarações dadas em Pequim, na China, Lagarde afirmou que o plano é necessário para “estabilizar” a economia da Ucrânia, mas não deu detalhes sobre o empréstimo.

“Nós temos que ter certeza de que a Ucrânia, economicamente, não irá tombar … Meu maior medo agora é o estado da economia e da necessidade de todos nós oferecermos o apoio que eles precisam”, disse a chefe de diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton em evento organizado pela organização German Marshall Fund no final de semana.

Economia

O novo governo da Ucrânia, que tomou o poder quando o presidente Viktor Yanukovich foi deposto depois de meses de protestos de rua, disse que precisa desesperadamente de dinheiro para cobrir as despesas, incluindo as importações de gás e evitar um possível default da dívida.

No ano passado, a economia ucrania registrou um crescimento nulo, enquanto em 2012, o PIB (Produto Interno Bruto) havia crescido apenas 0,2%. No final de novembro, Yanukovich disse que as condições “draconianas” do FMI para outorgar um novo crédito foram a gota d’água para que ele suspendesse a assinatura do Acordo de Associação com a União Europeia.



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