terça-feira, 21 de julho de 2015

Você conhece esse misterioso José de la Silvia?


Quem é o “JS”
da Odebrecht, Dr Moro ?


José de la Silvia é um mexicano na Califórnia … Quá, quá, quá !



Conversa Afiada







Como se sabe, diante daquele inusitado fenômeno meteorológico de dinheiro chover, o Dr Moro trabalha com explicável morosidade.

E, agora, diante de “JS” ?

Será que ele pensa que se trata de um “José da Silva” qualquer ?

Ou o mexicano José de la Silvia que trabalha como garçom na sede da Chevron, em San Ramon, na Califórnia?

Eis o que se extrai do DCM:



CELULAR DE ODEBRECHT MOSTRA CONTATOS COM ALCKMIN, CUNHA E “JS”



Do Estadão:

Relatório da Polícia Federal sobre o celular de Marcelo Bahia Odebrecht apreendido na 14ª fase da Lava Jato revelam o amplo leque de políticos, da base do governo e da oposição, com os quais Marcelo Odebrecht tinha algum contato, sua preocupação com a operação da Polícia Federal e, sobretudo, seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.

O maior empreiteiro do País utilizava em seu aparelho e siglas como GA (referência ao governador Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (neste caso a Polícia Federal utilizou uma tarja preta para não identificar o contato), FP (a PF usou também uma tarja preta para não identificar o contato) e algumas mais óbvias como ECunha, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

Há também referência direta ao ex-presidente Lula e a outros apelidos como “Dida”, para se referir a Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, e “Beto”, em referência ao secretário nacional de Justiça Beto Ferreira Martins. Na análise de 31 páginas, a Polícia Federal limita-se a transcrever as anotações da agenda do empreiteiro.

Em duas ocasiões, como revela a análise do material apreendido na residência de Marcelo Odebrecht, há registros na agenda do celular de encontros com políticos. Ele teria se reunido com Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, em outubro de 2014, e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), em 21 de novembro do ano passado, já depois da Juízo Final, etapa da Lava Jato que levou à prisão outros executivos de grandes empreiteiras do País. O detalhamento do encontro com o vice-presidente, contudo, aparece coberto por uma tarja preta no relatório.


Em tempo: esse Bessinha … O Cerra deve adorar ele …- PHA




O meu eu quero imediatamente


O vídeo que detona Eduardo Cunha





16 julho 2015







Reproduzo abaixo o vídeo comentado, com a delação contra Cunha, publicado há pouco pelo blog Conversa Afiada.

***

Vídeo bomba: como o Cunha tomou a grana

O meu eu quero imediatamente

O Conversa Afiada recebeu o vídeo com o depoimento do delator premiado Júlio Camargo ao juiz Moro da Vara de Guantánamo.

Aos 6′20, Júlio diz que o Eduardo Cunha o estava pressionando violentamente.

Aos 16′50, Júlio diz que Eduardo Cunha não queria conversa, queria receber.

Aos 7′45, deputada federal Solange faz um requerimento ao Ministério das Minas e Energia para ferrar a empresa de Júlio e o próprio Júlio.

Aos 12′46, ao tomar conhecimento do requerimento da deputada Solange o ministro Lobão reage: Isso é coisa do Eduardo.

E liga para Eduardo na frente de Júlio Camargo.

“Você está louco? Estou aqui com o Júlio”.

A partir dos 14′22, Júlio Camargo descreve o achaque. Ele se encontrou em um domingo, num edifício comercial do Leblon, na zona sul do Rio.

Eduardo Cunha exigiu US$ 5 milhões. Disse que Júlio estava demorando a pagar e ele não tinha mais como aguardar.

“Quero o meu imediatamente”.

Aos 23′10, Júlio diz ao juiz Moro que é preciso muito cuidado com Eduardo Cunha já que é um homem que ameaça através de terceiros e que disse que tinha 260 deputados sob o seu comando.




(Ele disse que tinha 260 deputados sob seu comando)



Navalha

É com o Pauzinho do Dantas e com esse Eduardo Cunha que o ministro do Supremo se encontra na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados para tratar do impeachment da Presidenta Dilma.

Viva o Brasil.

Golpe é isso aí.

Paulo Henrique Amorim


***


Antes, o C Af havia publicado:

CUNHA PEDIU US$ 5 MILHÕES A DELATOR

A tornozeleira está a caminho

No Globo:

DELATOR DA LAVA-JATO DIZ QUE CUNHA PEDIU PROPINA DE US$ 5 MILHÕES

Presidente da Câmara nega acusação e afirma que Júlio Camargo é um “mentiroso”

SÃO PAULO – O consultor Júlio Camargo afirmou à Justiça Federal, nesta quinta-feira, que foi pressionado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a pagar US$ 10 milhões em propinas referentes a dois contratos de US$ 1,2 bilhão de navios-sonda, assinados pela Petrobras entre 2006 e 2007. A informação foi confirmada ao GLOBO por três pessoas presentes no depoimento e consta em vídeos da oitiva gravados no âmbito da Operação Lava-Jato. Segundo Camargo, Cunha pediu US$ 5 milhões pessoalmente a ele.

Ao GLOBO, Cunha negou a acusação e afirmou que o delator é um “mentiroso”. O peemedebista também divulgou uma nota em que desafia o delator a provar as acusações. (...)



domingo, 19 de julho de 2015

A direção mudou


O “não me deixem só” de Cunha, segundo Janio de Freitas




19 de julho de 2015 | 08:23 
Autor: Fernando Brito






As décadas de janela na política permitem a Janio de Freitas ver o obvio que a muitos escapa.

Em seu artigo hoje, na Folha, resume a ópera: “Tudo que se passou na política desde a segunda posse de Dilma Rousseff esteve, e está, condicionado pelo retorno ao poder do grupo Collor, ocupante das presidências de Senado e Câmara com Renan Calheiros e Eduardo Cunha”.

A ele acumpliciaram-se a oposição tucana e a mídia, prontos a confraternizar com tudo o que pudesse abalar o resultado eleitoral.

As semelhanças que a leitura de Janio nos provoca, porém, vai mais adiante: a reação patética de Eduardo Cunha nos remete àqueles tempos do “não me deixem só” das bravatas sem sustentação política do ex-presidente, algo que a gente já sabe como termina.

Efeitos de um processo de degradação da política que vem de longe, desde o tempo de Sarney, quando os partidos começaram a ser degradados, até que o quadro parlamentar viesse a se tornar a mixórdia de hoje – e já de muitos anos – com o qual, porém, tem-se de conviver.

A incapacidade dos governos petistas de promover uma reforma política – incapacidade, porém, derivada em parte das reações do conservadorismo, a quem sempre interessa um parlamento corrupto e cúmplice dos interesses do dinheiro, tinham e teriam ainda mais se osp assos para implementá-la fossem para valer.


Na moda de collorir
Janio de Freitas


A direção mudou. Mas não muda o peso de verdade dado a umas poucas palavras acusatórias vindas, sem provas ou indícios, de pessoa com idoneidade inatestável.

E as instituições políticas se abalam, jornalistas falam de futuras retaliações e derrubadas entre Câmara e Presidência, políticos espertalhões pensam em um acordo de compensações com impeachment de Eduardo Cunha e impeachment de Dilma. Claro, Estado de Direito e democracia à brasileira.

Tudo que se passou na política desde a segunda posse de Dilma Rousseff esteve, e está, condicionado pelo retorno ao poder do grupo Collor, ocupante das presidências de Senado e Câmara com Renan Calheiros e Eduardo Cunha, discípulo que encantou PC Farias.

É apenas lógica a volta do próprio Fernando Collor à projeção, acompanhado, entre outros, de Pedro Paulo Leoni Ramos, que foi o seu encarregado de neutralizar a rede de informações e negócios do SNI, para maior tranquilidade das transações colloridas.

Deputados e senadores, com exceções exíguas, outra vez aceitaram bem o domínio e as práticas do collorismo. Associação, e em muitos casos sujeição, bem ilustrada no silêncio de Aécio Neves e do PSDB, capazes de pedir na Justiça a cassação do mandato presidencial com base em uma frase de delação premiada, mas emudecidos quando a mais grave das acusações a políticos cai sobre Eduardo Cunha.

Essa situação de Câmara e Senado não precisará esperar a comprovação ou negação da culpa de Eduardo Cunha para receber efeitos políticos importantes.

Tanto mais que ele sentiu o golpe. Sua resposta de superioridade quando esteve na expectativa de uma visita policial substituiu-se, em apenas 24 horas, por um jorro de agressões patéticas, evidência de tombo e descontrole.

Eduardo Cunha não imaginaria, a sério, que o governo dirija o procurador-geral da República, nem Rodrigo Janot obrigou delator algum a difamar Eduardo Cunha. Nem o juiz Sergio Moro detém indevidamente o inquérito em que Eduardo Cunha é acusado da extorsão de US$ 5 milhões.

O enfraquecimento de Eduardo Cunha é imediato, embora parcial. Se a acusação não for eliminada no recesso parlamentar, a iniciar-se amanhã, os projetos induzidos na Câmara por seu presidente já serão recebidos, no Senado, sem a complacência interesseira ou temerosa dada a Cunha. O PSDB, por exemplo, não será o mesmo da semana passada.

Citar Eduardo Cunha já é meia lembrança de Renan Calheiros. O enfraquecimento de um alcança o outro.

Mas na Câmara é que a provável permanência da acusação tem o maior campo de influência. Cunha adiou para agosto a votação final de alguns projetos, convencido de que os deputados voltarão radicalizados pelos eleitores.

Mas as aprovações obtidas por Eduardo o foram acima de tudo por suas manobras e articulações. No caso de seu enfraquecimento, a esperteza encontrará, no mínimo, um ambiente incerto.

Para completar, a situação de Eduardo Cunha é muito mais complicada do que o enfrentamento a uma afirmação breve de delator bem premiado. Ele o prova, descontrolado a ponto, por exemplo, de desmentir-se em apenas horas. Mal acabara de repetir que passar à oposição -na qual, de fato, sempre esteve- não influiria na conduta de presidente da Câmara, correu a aprovar duas CPIs contra o governo.

Na porta do recesso. Desespero raivoso é isso aí.

sábado, 18 de julho de 2015

Essas são as faces de Cunha



As faces de CunhaConheça os 213 comandados do presidente da Câmara dos Deputados






Deputados
Infográfico
Entenda


O Brasil de Fato cruzou as votações de três temas importantes que passaram pela Câmara dos Deputados em 2015– terceirizações, financiamento de campanha e maioridade penal. Descobrimos quem é a base mais fiel ao Cunha, ou seja, os deputados federais que seguiram a posição dele em todas essas votações. Entenda
Conheça os deputados


Por estado





__________________
















Alceu Moreira

Baleia Rossi

Cabuçu Borges

Carlos Henrique Gaguim

Carlos Marun

Celso Jacob

Celso Maldaner

Daniel Vilela

Danilo Forte

Dulce Miranda

Edinho Bez

Edio Lopes

Fabio Reis

Fernando Jordão

Flaviano Melo

Geraldo Resende

Hildo Rocha

Hugo Motta

Laudivio Carvalho

Leonardo Picciani

Leonardo Quintão

Lindomar Garçon

Lucio Vieira Lima

Manoel Junior

Marcos Rotta

Marquinho Mendes

Marx Beltrão

Mauro Mariani

Mauro Pereira

Osmar Serraglio

Pedro Chaves

Rogério Peninha Mendonça

Ronaldo Benedet

Roney Nemer

Sergio Souza

Soraya Santos

Veneziano Vital do Rêgo

Walter Alves
Informe-se



A partir do infográfico abaixo, é possível observar alguns indicativos. Os dois partidos com deputados que mais seguem Cunha são PMDB e PSDB, contando com números muito próximos – 38 e 36, respectivamente. Em tese, o primeiro faz parte da base aliada, o segundo é o principal partido de oposição no Brasil. Essa ambiguidade pode ser verificada em toda a lista. Levando-se em conta as agremiações com dez ou mais parlamentares que seguem Cunha, apenas o PSB e DEM não fazem parte do governo, todos os outros compõe, inclusive, o ministério de Dilma. Destaca-se a prevalência de legendas do centro à direita. Em síntese, o presidente da Câmara articula uma “frente” parlamentar capaz de fazer avançar uma agenda considerada conservadora e que transcende a relação entre governo e oposição.



Entenda


O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi - e continua sendo -um dos protagonistas do noticiário político brasileiro em 2015. Sua carreira política, entretanto, começou muito antes do 1º de fevereiro que o elegeu presidente da Câmara dos Deputados.

Os primeiros passos do deputado federal carioca começaram nos momentos iniciais da redemocratização. Em 1989, Paulo César Farias, conhecido como PC Farias, o convida para se filiar ao PRN e assumir a tesouraria do comitê eleitoral de Fernando Collor no Rio de Janeiro, então candidato à Presidência da República. A atuação lhe valeu a presidência da Telerj. A passagem de Cunha pela companhia rendeu denúncias posteriores de irregularidades em contratos públicos e licitações.

Cunha foi um dos personagens secundários na queda de Collor. O irmão do então presidente da República acusa PC farias, tesoureiro da campanha presidencial, de operar no governo um esquema de corrupção cujo volume, na época, foi estimado em R$ 1 bilhão de reais. Collor cai em 1992. Cunha é um dos investigados no “Esquema PC”, e é afastado da Telerj em 93. Farias seria encontrado morto com a namorada em 1996.

Após a saída do político da estatal de telefonia, Cunha se aproxima de Francisco Silva, então deputado federal mais votado do Rio e dono de uma rádio evangélica. Em 1994, se filia ao PPB, hoje PP. Por indicação de Silva, Cunha se torna presidente da Companhia Estadual de Habitação na gestão de Anthony Garotinho. Fica no cargo por seis meses, sendo afastado por denúncias de contratos sem licitação e favorecimento de empresas inexistentes.

Em 2001, Cunha assume, por meio de uma articulação de Garotinho, como deputado na Alerj, o que dificulta as investigações contra ele. Em 2002, é eleito deputado federal. Em 2003, troca o PP pelo PMDB. É reeleito em 2006 e 2010.

Em “paralelo” à política, pela proximidade com Francisco Silva, Cunha se torna evangélico e radialista. Sua voz torna-se famosa no segmento. Isso explica parte de sua popularidade no Rio de Janeiro – em 2014, foi o terceiro candidato deputado federal mais votado, com 232.708 votos, o que equivale a 3% de todo o eleitorado fluminense . Outra parte da explicação é o fato de que se trata de um dos políticos com maior capacidade de arrecadação para campanhas. No último pleito, gastou mais de 6 milhões de reais para se eleger, de acordo com o que declarou para o Tribunal superior eleitoral..

Desta forma, Cunha garante a fidelidade de deputados eleitos por conta das ajudas financeiras para suas campanhas e pelo quoficiente eleitoral. Obviamente, há um outro lado. Cunha se compromete com as pautas de seus financiadores: a terceirização, o perdão da dívida das seguradoras e o próprio financiamento empresarial de campanha são bandeiras do presidente da Câmara.

As pautas de Cunha, seu próprio histórico político – do partido de Collor, passando pela legenda herdeira da ditadura até a agremiação que liderou a oposição oficial ao regime militar – e a confusão ideológica que reina no sistema político brasileiro apontam para o fato de que as bandeiras defendidas por ele transcendem bancadas partidárias e a própria noção de oposição e situação, governo e oposição.

Nesse cenário, Cunha conseguiu importantes vitórias. Utilizando-se de manobras, recolocando em votação questões que havia perdido, ele foi capaz de obter maiorias expressivas. Conseguiu, algumas vezes torcendo a legalidade, aprovar sua agenda conservadora em questões fundamentais para a sociedade brasileira. Não é forçoso dizer que Cunha tem desestabilizado as relações entre os poderes da República.

Entretanto, Cunha não faz tudo isso sozinho. Para descobrir quem são os parlamentares que compõem a base mais fiel à ele, o Brasil de Fato cruzou as listas de votação de três importantes e polêmicos temas que ocorreram no primeiro semestre de 2015:
a terceirização, combatida pelas organizações sindicais como sinônimo de precarização e retirada de direitos;
o financiamento empresarial de campanha, contrariando os anseios das organizações da sociedade civil que defendem uma reforma política que garanta a diminuição da influência do poder econômico e a redução da maioridade penal, que legou a Cunha o título de inimigo número um da juventude brasileira.

O resultado: 213 parlamentares seguiram Eduardo Cunha em todas as três votações. Pertencem a diversos partidos, de vários estados, parte da base aliada e da oposição. Essas são as faces de Cunha.