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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

fala sério, o seu ódio é maior que preservar as riquezas dos netinhos e netinhas?


O golpe é para "privatizar tudo"


Blog do Miro






Por Altamiro Borges



Animados com a possibilidade do impeachment da presidenta Dilma, alguns tucaninhos começam a abrir o bico e a revelar as verdadeiras razões deste golpe. Em artigo publicado na Folha desta quinta-feira (17), a economista Elena Landau, que foi apelidada de "musa das privatizações" durante o triste reinado de FHC, escancara os interesses que movem esta conspiração. Para ela, "é hora de privatizar" - de preferência, entregando o patrimônio público e as riquezas nacionais para o capital estrangeiro.


A entreguista Elena Landau, conhecida por seu doentio complexo de vira-lata, teve papel de destaque no criminoso processo da "privataria tucana" - tão bem descrito no livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr.. Ela foi assessora da presidência do BNDES e diretora do "Programa Nacional de Desestatização" do governo FHC. Ela faz parte do grupo de economistas ultraneoliberais da PUC-RJ, que tem entre os seus expoentes figuras como Armínio Fraga, Pérsio Arida, Gustavo Franco e André Lara Resende. Ela também tem sólidas ligações com o império, tendo estudado no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), um antro mundial das teses destrutivas e regressivas do neoliberalismo.


Com este currículo, Elena Landau tornou-se a musa dos tucanos e porta-voz dos interesses de rapina das corporações estrangeiras. A partir da vitória de Lula, em outubro de 2002, a economista caiu no ostracismo e passou a cuidar dos seus negócios. Só voltava à tona nas campanhas eleitorais, ajudando na elaboração dos programas dos candidatos derrotados do PSDB - José Serra, Geraldo Alckmin e, no ano passado, do cambaleante Aécio Neves. A Folha tucana, sempre tão generosa, até garantiu um palanque para a economista neoliberal, mas sem maior repercussão. Agora, com a ofensiva golpista pelo impeachment de Dilma, Elena Landau adquire novamente "prestígio".

No artigo intitulado "É hora de privatizar", ela demonstra que mantém o bico tucano afiado. Do seu palanque, ela critica o pacote fiscal apresentado nesta semana pelo governo federal. Ele seria muito tímido. "Os ajustes propostos não atacam erros fundamentais que levaram ao descalabro nas contas, entre eles o gigantismo do Estado, e pouco avança neste campo. A privatização não foi mencionada uma vez sequer". Para ela, "a privatização é parte da solução dessa crise. Ela não depende, na maioria dos casos, de apoio do Legislativo. Apenas da vontade política do Poder Executivo".

Após passar um período de esquecimento, ela até tenta se jactar dos seus feitos no desastroso reinado de FHC. Vaidosa, ela se gaba do "sucesso" do Programa Nacional de Desestatização. Só não diz que parte do patrimônio público foi vendida a preço de banana - é só lembrar da entrega da Vale - e que, mesmo assim, o país ficou de joelhos por três vezes diante do FMI e quase quebrou totalmente. FHC e Landau, entre outros privatistas e entreguistas, foram escorraçados do governo pelo voto popular. Agora, eles desejam voltar ao poder através de um golpe para concluir o serviço sujo da privatização.

"A crise abre oportunidade para nova rodada de privatizações... A lista de ativos federais, estaduais e municipais a serem vendidos pode e deve ser ampliada. Há oportunidades na área de distribuição de gás, transportes e saneamento. A quantidade de empresas e o montante de recursos a serem arrecadados é grande. Some-se ainda o plano de desinvestimento da Petrobras e os valores duplicam. O PND (Plano Nacional de Desestatização) precisa sair de sua longa hibernação e o BNDES deve recuperar sua vocação para coordenar o projeto de desestatização nacional, com lei específica e regras claras. A gravidade da crise não permite tergiversação", conclui a economista neoliberal.


*****


Leia também:

- As mulas-sem-cabeça de Aécio e Marina

- Daniel Dantas, o símbolo da privataria

- A "privataria tucana" será investigada?

- A "privataria tucana" e o silêncio da mídia

- Os paraísos fiscais e a "privataria tucana"

- Para entender a "privataria tucana"

terça-feira, 21 de julho de 2015

Você conhece esse misterioso José de la Silvia?


Quem é o “JS”
da Odebrecht, Dr Moro ?


José de la Silvia é um mexicano na Califórnia … Quá, quá, quá !



Conversa Afiada







Como se sabe, diante daquele inusitado fenômeno meteorológico de dinheiro chover, o Dr Moro trabalha com explicável morosidade.

E, agora, diante de “JS” ?

Será que ele pensa que se trata de um “José da Silva” qualquer ?

Ou o mexicano José de la Silvia que trabalha como garçom na sede da Chevron, em San Ramon, na Califórnia?

Eis o que se extrai do DCM:



CELULAR DE ODEBRECHT MOSTRA CONTATOS COM ALCKMIN, CUNHA E “JS”



Do Estadão:

Relatório da Polícia Federal sobre o celular de Marcelo Bahia Odebrecht apreendido na 14ª fase da Lava Jato revelam o amplo leque de políticos, da base do governo e da oposição, com os quais Marcelo Odebrecht tinha algum contato, sua preocupação com a operação da Polícia Federal e, sobretudo, seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.

O maior empreiteiro do País utilizava em seu aparelho e siglas como GA (referência ao governador Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (neste caso a Polícia Federal utilizou uma tarja preta para não identificar o contato), FP (a PF usou também uma tarja preta para não identificar o contato) e algumas mais óbvias como ECunha, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

Há também referência direta ao ex-presidente Lula e a outros apelidos como “Dida”, para se referir a Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, e “Beto”, em referência ao secretário nacional de Justiça Beto Ferreira Martins. Na análise de 31 páginas, a Polícia Federal limita-se a transcrever as anotações da agenda do empreiteiro.

Em duas ocasiões, como revela a análise do material apreendido na residência de Marcelo Odebrecht, há registros na agenda do celular de encontros com políticos. Ele teria se reunido com Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, em outubro de 2014, e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), em 21 de novembro do ano passado, já depois da Juízo Final, etapa da Lava Jato que levou à prisão outros executivos de grandes empreiteiras do País. O detalhamento do encontro com o vice-presidente, contudo, aparece coberto por uma tarja preta no relatório.


Em tempo: esse Bessinha … O Cerra deve adorar ele …- PHA




sábado, 4 de julho de 2015

tudo é um esforço para entregar o pré-sal... e ocê paralisado!


A corrida para entregar o pré-sal





Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:


Da Agência Senado, agora há pouco:


Ao chegar ao Senado nesta quarta-feira (1º), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que os senadores vão priorizar a apreciação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015, do senador José Serra (PSDB-SP), que retira a obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora exclusiva e possuir participação mínima de 30% nos consórcios de empresas que venham a ser contratados, mediante licitação, para exploração e produção de petróleo no pré-sal e em áreas estratégicas.

“Nós vamos fazer um esforço para que esse projeto seja apreciado hoje, e, se for o caso, fazermos, em torno do conteúdo do projeto, uma negociação, um acordo. Eu acho que nós devemos definitivamente deliberar sobre essa questão da obrigatoriedade dos 30% da Petrobras”, anunciou Renan.

Enquanto o governo Dilma, sem reação, definha, os abutres correm para bicar os despojos.

Nem mesmo o figurino do ajuste neoliberal consegue seguir quando se trata dos gastos, pois o Congresso – todo dia assistimos – tornou-se um distribuidor de benesses a três por quatro, sem entrar no mérito de serem ou não justas para com os beneficiários.

Contar que o declínio da atividade econômica – em grande parte derivado dos investimentos e despesas do Governo – vá, depois de ir ao fundo do poço, reverter-se em crescimento econômico, pressupõe ter “gordura para queimar” em sustentação política.

Não são necessárias pesquisas para que se veja que não há.

E quando o organismo está fraco, os vírus do oportunismo se instalam e se reproduzem velozmente.

Embora a intenção seja oposta, as chances de preservar o pré-sal sob o mínimo controle brasileiro talvez até acabe sendo – tomara, embora o quadro não seja bom – pelo apressamento da votação.

Seis ou sete meses de absoluta inapetência pela política, por um silêncio que, de tanto tempo que demora a ser quebrado que, quando o é, já perde boa parte da credibilidade da contestação e por uma falta quase total daquilo que Lula pediu à presidenta e ao PT – notícias boas – cobram um preço pesado.

O próprio Lula tem dificuldades em se posicionar e participar mais da disputa política, porque é evidente a falta de sintonia entre a equipe dirigente e suas opiniões, mais até do que a da própria Presidenta.

Nem mesmo nós, que defendemos o governo Dilma pela sua legitimidade eleitoral e por seus compromissos remanescentes com um projeto nacional, inclusivo e desenvovimentista temos dificuldade em explicar tamanha paralisia.

Queira a sorte que não se tenha desgastado a esperança de sermos um país à altura do nosso povo a ponto de votarem hoje a entrega do pré-sal.

Porque o Legislativo brasileiro, à sombra de um Judiciário que paralisa mais o país que qualquer ajuste neoliberal sonharia em fazer, aproveita o momento para monstruosidades impensáveis há seis ou sete meses.

E nada hoje, infelizmente, faz crer que não será pior em mais alguns meses.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

a Petrobras financiar a Odebrecht para a Odebrechet comprar a Petrobras !


PHA oferece a
Moro uma delação​


Já ouviu falar na Petrobrecht do Fernando Henrique, Dr Moro ?



Conversa Afiada







O ansioso blogueiro ficou muito impressionado com a bomba desferida pelo Ricardo Melo, ao revelar de forma irremediável o “método” Moro de investigar, prender e condenar guantanamente.

Como em Guantánamo, os presos do Moro ficarão presos por treze anos, sem direito a julgamento.

Porque, como se sabe, ele baixou o seu próprio Ato Institucional e, com ele, submeteu o PiG e o Judiciário.

Diante dessa avassaladora hegemonia, o ansioso blogueiro resolveu delatar !

Com prêmio ou sem prêmio.

Breve, com a publicação de seu livro “Quarto Poder – o outro lado da História” (ou será o “Primeiro Poder ?), da editora Hedra, o ansioso blogueiro revelará quem lhe passou o documento que chamou de “Petrobrecht”.

Ocorreu no imaculado Governo do FHC, quando não se comprava reeleição nem, depois dele, fazendola em Buriti, MG.

Jamais de la vie !

Nos tempos virginais de FHC, o presidente da Petrobras, indicado pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães, era o Joel Rennó.

Rennó e Emilio Odebrecht, então, como agora, comandante em chefe da Odebrecht, assinaram um contrato que resultaria no que o Jornal da Band veio a chamar de “Petrobrecht”.

Consistia, singelamente, em a Petrobras financiar a Odebrecht para a Odebrechet comprar a Petrobras !

Entendeu a secreta essência, amigo navegante ?

A Petrobras financiaria a Odebrecht e com o dinheiro obtido da Petrobras, a Odebrecht compraria a Petrobras – o todo ou uma parte importante, a área petroquímica – a que, até hoje, com a Braskem, é a mais lucrativa do grupo.

A denúncia sistemática do Jornal da Band desmontou a patranha.

Não sem antes Emilio Odebrecht procurar a Bandeirantes e ela, então, sob a liderança do vice-presidente José Roberto Maluf, resistir bravamente e dar apoio a seus dois jornalistas – o ansioso blogueiro, editor e apresentador do Jornal da Band, e seu redator chefe, Ricardo Melo.

(Corre-se aqui sério risco: o Moro mandar prender o Ricardo também, por suposto conluio…)

Como o Fernando Henrique, sob a batuta disciplinadora de Andrea Matarazzo na SECOM, praticava uma “mídia super-técnica”, a Petrobras, de pronto, cancelou o patrocínio do Jornal da Band.

O ansioso blogueiro coloca-se à inteira disposição do Dr Moro para prestar os esclarecimentos necessários.

Ou, enviar-lhe, gratuitamente, um exemplar de seu modesto livro.

(Que dispensa equivocado e suspeito prefácio, numa obra suspeita e equivocada.)



Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O Pré-Sal é nosso! Mesmo que os tucanos queiram dar aos gringos, lembram da Vale?


Auditoria confirma afirmação de Dilma sobre Pasadena, mas notícia fica “só para assinantes”






20 de maio de 2015 | 17:53 
Autor: Fernando Brito






Se você comparar o espaço no noticiário para a confirmação da fala de Dilma Rousseff sobre não terem sido levadas ao conhecimento do Conselho de Administração cláusulas que, segundo ela, a fariam opor-se ao negócio e toda a extensão das “zentas” matérias que diziam que “ela sabia” dá uma proporção parecida com a de um lenço e o Estado do Amazonas.


Pois hoje, o insuspeitíssimo Valor Econômico (sociedade Globo-Folha) publica a matéria só para seus assinantes.


Como eu prefiro correr o risco de “violar a privacidade” do Valor a deixar que uma notícia com esta importância fique oculta, reproduzo os principais trechos do trabalho dos repórteres Letícia Casado e Fernando Torres, com a colaboração de Claudia Schuffner.


“Relatório do comitê de auditoria da Petrobras sobre a aquisição nos Estados Unidos da refinaria de Pasadena em 2006, elaborado como resultado de investigação interna da companhia, reconhece pela primeira vez diversas irregularidades no processo e coloca praticamente toda a responsabilidade nas costas do ex­diretor da área internacional Nestor Cerveró, preso desde janeiro por causa das investigações da Operação Lava­Jato. O relatório também corrobora a versão da presidente Dilma Rousseff, que comandava o conselho de administração da estatal na época e alegou depois que aprovou a compra com base em um resumo executivo apresentado por Cerveró, sem duas cláusulas da negociação, conhecidas como “Marlin” e “Put Option”. Segundo a versão de Dilma, caso tivessem sido mencionadas, as cláusulas a teriam levado a ficar contra a transação. O documento, apresentado em 14 de novembro de 2014 ao Conselho de Administração da estatal,confirma esta omissão.”


(…)


O Valor teve acesso ao relatório feito pelo comitê, que procurou resumir um documento de 113 páginas preparado pela Companhia. O comitê de auditoria recomendou ao conselho de administração abrir processo civil contra 11 brasileiros relacionados no relatório e processo investigatório nos Estados Unidos para apurar eventuais práticas de fraude ou corrupção.


E muito relevante:


“O relatório do comitê de auditoria foi concluído em 24 de outubro de 2014 e apresentado três semanas depois ao conselho. Portanto, os conselheiros tomaram conhecimento sobre os resultados da investigação depois de a então presidente da estatal Graça Foster e do ex­presidente da estatal José Sergio Gabrielli terem prestado depoimentos no Congresso e de terem sido questionados sobre a compra da refinaria no Texas.”


Portanto, não eram informações disponíveis na ocasião e suas falas.


O relatório, segundo o Valor, aponta diversas falhas no negócio, com discrepâncias nos valores – muitíssimo menores do que as que têm sido levantadas na mídia – mas só com o acesso às datas de cada estimativa seria possível verificar se, com a variação dos preços e margens de lucro do refino, o tamanho das diferenças é imprudência ou má-fé e o peso que têm sobre a qualidade do negócio, conduzido pelo ex-diretor Nestor Cerveró.




________________________

Recordar é educar a si mesmo no presente




Venderam por 3 o que Valia 100 e hoje Vale 200!





quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Tá na sua mão escolher: braZil ou BraSil!

O Brasil de 200 bilhões de barris.
Que querem entregar

 
 
O pré-sal reativou a Quarta Frota americana. Daqui a pouco desembarca – PHA
 
 
Conversa Afiada
           



O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Metri, veiculado pelo Correio da Cidadania:

Brasil de 200 bilhões de barris



(Veiculado pelo Correio da Cidadania​ a partir de 25/02/15)

Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania

O setor do petróleo fornece um farto material para a constatação da ganância humana. Com a pretensão de trazer alguma explicação para o que acontece nestes dias com o Brasil, sem existir preocupação alguma da mídia para explicar, defendo a tese de que ocorreu uma rápida ascensão do nosso país no ranking daqueles atrativos para o capital internacional. Até 2006, era um país com abundância de recursos naturais, território e um razoável mercado consumidor. Mas ele não possuía petróleo em quantidade suficiente para se tornar grande exportador. Era fornecedor de minérios e grãos não tão valiosos no mercado internacional quanto o petróleo. Implícito está que o preço do barril irá subir brevemente para algum valor, pelo menos, em torno de US$80.

A partir dos anos 90, o Brasil perdeu graus de soberania e passou a ser um exemplar subalterno do capital internacional. Por exemplo, tem uma lei complacente de remessa de lucros, permite livre trânsito de capitais, não protege a empresa nacional genuína, tem uma política de superávit primário e câmbio que tranquiliza os rentistas, permite a desnacionalização do parque industrial, oferece a subsidiárias estrangeiras benefícios fiscais e creditícios, tem uma mídia hegemônica pertencente a este capital, que aliena a sociedade, e possui uma defesa militar incipiente. Assim, pode-se dizer que, após 1990, a sociedade brasileira passou a ter uma maior sangria de suas riquezas e seus esforços para o exterior. Este era o Brasil subalterno, que só tinha 14 bilhões de barris de petróleo, suficientes somente para 17 anos do seu consumo.

Em 2006, descobre-se o Pré-Sal, que pode conter de 100 a 300 bilhões de barris de petróleo, dos quais 60 bilhões já foram descobertos – e em menos de dez anos. Ao mesmo tempo, começou-se a recuperar a proteção à industria nacional, com a proibição da compra de plataformas de petróleo no exterior. Também, decidiu-se recompor as Forças Armadas, com o desenvolvimento de submarinos e caças no país, e, também, novos equipamentos de defesa para o Exército. Recentemente, decidiu-se desenvolver um avião militar de transporte de carga.

O Brasil, que já vinha participando do Mercosul, amplia sua interação soberana em outros fóruns internacionais, como a Unasul, a Celac e os Brics, contrariando interesses geopolíticos dos Estados Unidos. Recentemente, um banco e um fundo monetário dos Brics foram criados. Ocorreu no período, também, a mudança da política externa do Brasil, que buscou a aproximação com os países em desenvolvimento da África, do Oriente Médio e de outras regiões, sem hostilizar os Estados Unidos, a Europa e o Japão. A presidente Dilma propôs aos países da ONU uma ação conjunta para conter a espionagem internacional, que tem participação da CIA e da NSA, do governo dos Estados Unidos.

Com a descoberta do Pré-Sal, abandona-se o modelo das concessões, que permitia a quase totalidade do lucro e todo o petróleo irem para o exterior. Adota-se o modelo do contrato de partilha para esta área, que é melhor do que a concessão. No contrato de partilha, uma parte adicional do lucro, acima do royalty, vai para o fundo social e parte do petróleo vai para o Estado brasileiro. Decidiu-se também escolher a Petrobras para ser a operadora única do Pré-Sal, o que é importante para maximizar a compra de bens e serviços no país. No leilão de Libra, foi formado um consórcio com a participação de duas petrolíferas chinesas, fugindo-se ao esquema de só participarem empresas ocidentais. No final do ano de 2014, quatro campos do Pré-Sal, que somam cerca de 14 bilhões de barris, foram entregues diretamente à Petrobras, sem leilão, o que contrariou as petrolíferas estrangeiras que desejavam vê-los leiloados.

A partir da descoberta do Pré-Sal, a Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos é reativada em 2009, o presidente norte-americano Barack Obama vem ao Brasil em 2011 e seu vice-presidente se transforma em figura fácil de ser encontrada aqui. Ele se reúne diretamente com a presidente da Petrobras, o que é muito estranho. O governo norte-americano procura levar a qualquer custo a presidente Dilma para uma visita oficial aos Estados Unidos, com direito a jantar na Casa Branca, considerada uma honraria sem igual. Por esta e outras razões, FHC gostaria muito de o Pré-Sal ter sido descoberto no seu mandato, mas ele só se preocupava em preparar a Petrobras para a privatização. Surpreendentemente, meu candidato a um prêmio das Nações Unidas para grandes promotores da paz no mundo, Edward Snowden, nos informa que até os telefones da presidente Dilma foram interceptados pela inteligência estadunidense.

O tempo passa e chega o momento de nova eleição presidencial no Brasil. O capital internacional de forma geral e, especificamente, o capital do setor petrolífero, com grande influência na Casa Branca, quiseram aproveitar esta eleição para mudar algumas regras de maior soberania, estabelecidas nos últimos anos, inclusive as do Pré-Sal. Além disso, o capital internacional quer eleger um mandatário do Brasil mais subserviente. Assim, explica-se a campanha de muito ódio e enorme manipulação executada pela mídia deste capital no período eleitoral. Possivelmente, a NSA e a CIA, utilizando empresas estrangeiras aqui estabelecidas, devem tê-las incentivado a contribuir com recursos para eleger os seus candidatos em 2014, formando uma bancada no Congresso Nacional que é um misto de entreguistas com alienados corruptos, porém, muito fiéis aos doadores de campanha.

Com o acontecimento independente da descoberta dos ladrões na Petrobras, aliás, muito bem-vindo pelos estrategistas do roubo do petróleo nacional, o terceiro turno da campanha presidencial tomou corpo na mídia, assim como a tarefa de confundir a população para acreditar que a Petrobras rouba dinheiro do povo e não são os ladrões ocupantes de cargos nela que roubam.

Com uma Petrobras fraca, de preferência até privatizada, fica mais fácil levar o petróleo do Pré-Sal. Um fato importante é que, no governo FHC, existiram denúncias que a Polícia Federal e o Ministério Público pareceram ser ineptos e a mídia criminosamente benevolente com o governo. Uma destas denúncias foi a de compra de votos para a reeleição, que, mesmo com um réu confesso declarando ter recebido dinheiro para votar a favor da reeleição, nada teve de apurada; já a mídia, deu divulgação mínima e o Ministério Público não apresentou denúncia à Justiça.

Enfim, para o bem ou para o mal, tudo mudou de figura. Morreu o Brasil de só 14 bilhões de barris de petróleo. Ele terá, brevemente, uma reserva de 200 bilhões de barris, que corresponderá a uma das três maiores do mundo e irá requerer muitas medidas de soberania, se é que a sociedade brasileira deve usufruir desta riqueza. Assim, agora, na visão do capital internacional, o Brasil não chega a estar se tornando um país antagônico, como China, Rússia, Irã e Venezuela, mas está criando regras e tomando medidas hostis a este capital. Está-se no estágio da busca da cooptação dos poderes e do controle da população pela mídia do capital.

Contudo, a população não está, na sua imensa sabedoria, acreditando tanto na mídia. Se a população não der apoio para o plano do impeachment da presidente, novas tramas poderão acontecer, como uma “primavera brasileira para tirar os ladrões da Petrobras do governo”. Eventualmente, será um golpe de Estado dado pelo Congresso com o apoio da mídia. O povo precisa não dar apoio à quebra do regime democrático e não apoiar também governantes que permitam a perda do Pré-Sal.

Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br/



Em tempo: no ato em defesa da Petrobras, em que disse a Dilma “diz que ganhou a eleição!”, Lula contou que criou o braço de Defesa da Unasul em resposta à recriação da Quarta Frota. - PHA

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ocê não medita nem pensa... humhum... tá dominado!?


Onde se passa o “Leviatã”?
Em Minas !



Foi tudo dominado: a Política, o Judiciário, a Polícia e a Religião (e o PiG).


Conversa Afiada





Na foto, um campo de pouso no interior do Espírito Santo




Além de ler Sermões de Vieira e o Piketty, o ansioso blogueiro também vai ao cinema.

E assistiu ao magnífico “Leviatã”, do russo Andrey Zvyagintsev, que ganhou a Palma de Ouro de Cannes do ano passado.

É tanto o “Leviatã” de Jó quanto o “Leviatã” de Hobbes.

É a história do controle de uma pequena cidade russa por um prefeito corrupto, que serve aos poderosos com a descarada cumplicidade do Judiciário, da Policia e da Religião.

O prefeito Vadim cobiça a propriedade do personagem principal, Kolia, para, ali, em nome de um ricaço, instalar um resort.

Kolia resiste, mas Vadim consegue o que quer: Kolia vai preso, a mulher dele se desestrutura psicologicamente e o melhor amigo e advogado o trai miseravelmente.

Ninguém escapa.

Nenhuma instituição, nenhuma !

A foto de Putin aparece na parede do gabinete do prefeito safado.

Assim como há menções a Yeltsin, o presidente bêbado, e os líderes da União Soviética.

Mas, a política aparece lá atrás, sutil.

O murro na cara é a descrição de um fenômeno universal, que os brasileiros do Maranhão conheceram.

E os de Minas Gerais também.

Quer assistir ao Leviatã ?

Procure conhecer os detalhes da história do helicoca.

Minas Gerais fica (ou ficava …) numa península próxima ao Mar de Barents: o Espírito Santo !

Clique aqui para ver que os delegados da Polícia Federal, que enterraram o helicoca na Rússia, foram pra cima do Eduardo Cunha.

Parece o Samba do Crioulo Doido, mas não é.

É a Rússia.

É o Brasil !

Em tempo: meditação inútil, à saída do “Leviatã”. Quando o cinema brasileiro vai fazer um filme assim? Quando tiver um romancista como Dostoievski, Tolstoi? E quando se livrar da submissão à Globo Filmes!



Paulo Henrique Amorim

domingo, 18 de janeiro de 2015

“as Sete Irmãs”


"O caso Mattei" - o filme sobre as petroleiras


Diário Gauche







Petrobrás: um filme a ser revisto (assista acima, na íntegra)


Quanto à Petrobras, há um filme para ser visto. Chama-se 'O caso Mattei', de 1972. É dirigido por Francesco Rosi, e tem Gian Maria Volonté no papel título.Artigo de Flávio Aguiar (publicado originalmente no portal Carta Maior, em 02/jan/2015)

O Financial Times publicou recentemente um artigo onde se afirma que, dentre as companhias petrolíferas do mundo, a Petrobrás arrisca tornar-se uma “pária”, diante das acusações de corrupção interna e externa. Processada por um fundo abutre nos Estados Unidos, a Petrobrás passa por um momento em que, além das investigações (adequadas), enfrenta ataques demolidores no plano nacional e internacional.

O artigo do FT, além de noticiar as investigações, ressoa também o desejo (“wishful thinking”) de que a estatal brasileira venha a ser isolada, quebrando-lhe a espinha, e de quebra a espinha do governo brasileiro e do próprio Brasil, incômodo besouro que não deveria voar segundo as leis da ortodoxia econômica, mas que no entanto avoa, passando, apesar das dificuldades, por uma fase melhor do que a maioria dos países europeus, envoltos em crises de identidade, de empobrecimento galopante, de ascensão da extrema-direita e de perda de prestígio. Os ataques vão continuar e recrudescer, sobretudo desde que a ortodoxia europeia entrou em indisfarçável pânico diante da possibilidade de que o Syriza ganhe as próximas eleições nacionais na Grécia e arranque o país dos grilhões da “austeridade”. Se tiver sucesso, vai ser uma “catástrofe”...

Quanto à Petrobrás, há um filme para ser visto ou revisto. Chama-se “O caso Mattei”, é dirigido por Francesco Rosi (“O bandido Giuliano”, dentre outros), foi lançado em 1972 e tem Gian Maria Volonté no papel-título, o do engenheiro italiano Enrico Mattei, assassinado (hoje isto está judicialmente aceito, embora sem apontar os culpados) em 1962, num atentado contra o avião em que ia da Sicília para Milão e que matou também o piloto e um jornalista que o acompanhava.

Enrico Mattei (1906 – 1962) foi o engenheiro nomeado presidente da companhia Agip (Azienda Generale Italiana Petrolio), fundada por Benito Mussolini, para fechá-la. Ao invés disto, Mattei, convocando técnicos demitidos no pós-guerra, reativou-a, dinamizou-a e refundou-a sob o nome de Ente Nazionale Idrocarburi (ENI), empresa estatal que existe até hoje, sendo uma das mais dinâmicas da hoje combalida economia do país e uma das responsáveis pelo “renascimento italiano” dos escombros do fascismo na década de 50.

O motivo desta decisão surpreendente e que contrariou inúmeros interesses naquele momento, dentro e fora da Itália, foi a descoberta de um memorando em que um dos técnicos demitidos registrara a descoberta de jazidas de petróleo e gás no vale do rio Pó, perto de Milão, em terras pertencentes ao Estado. Em 1947 as prospecções confirmaram o memorando, encontrando não muito petróleo, mas muito gás, o suficiente para fornecer energia para a nova industrialização do norte do país.

Mas o esforço de Mattei não se limitou a isto. Ele projetou a ENI no cenário internacional, e aí seus maiores problemas começaram. Já havia problemas internos, que o filme de Rosi debate intensamente, centrando-se, entre outros temas, na discussão sobre o papel do Estado na recuperação econômica da Itália.

Jornalistas ortodoxos (parece um outro país que conhecemos...) criticaram violentamente o “estatismo” de Mattei, que não cedeu as reservas descobertas à exploração pela iniciativa privada, ressalvando que as empresas particulares eram benvindas – para fazer suas próprias prospecções em outras terras, vizinhas ou não, reguardando a propriedade estatal para a ENI.

Mas foi no plano externo que os problemas de avolumaram desmesuradamente. Tratava-se de um momento (década de 50) em que o cartel das “Sete Irmãs” (uma expressão cunhada por Mattei) dominava completamente o mercado petrolífero mundial, fazendo acordos lupinos e vorazes com governos corruptos e colonialistas dos países produtores no Oriente Médio e no norte da África, com condições abjetas, e simplesmente depondo governos que a eles e elas não se sujeitavam, como no caso da Pérsia, futuro Irã, em que o governo nacionalista de Mossadegh foi derrubado em 1953 sob a desculpa de “salvar o país do comunismo”.

As Sete Irmãs eram: a Anglo-Persian Oil Company (hoje British Petroleum, BP*), a Standard Oil of California (SOCAL), a Texaco-Chevron*, a Royal Dutch Shell*, a St. Oil of New Jersey (Esso), a St. Oil of New York (SOCONI) (hoje Exxon Mobil*) e a Gulf Oil. As assinaladas com o (*) existem até hoje e estão ativas no plano internacional.

Mattei tomou várias iniciativas que contrariaram o interesse do cartel e de quem a ele estava ligado, dentre elas:

1) Começou a percorrer os países do Oriente Médio e do norte da África oferecendo melhores condições contratuais. Alvos: Argélia (então ainda um “protetorado” francês), Tunísia (idem), Marrocos, Pérsia (hoje irã) e Egito. Objetivo: assinar acordos na base de 50%/50% na repartição dos lucros.

2) Realizou um acordo de compra de petróleo da então União Soviética, contrariando e enfurecendo a OTAN. Um memorando então secreto do National Security Council dos Estados Unidos considerava Mattei alguém “irritante” e um “obstáculo”.

3) Apoiou o movimento de independência da Argélia, atraindo a ira da organização terrorista francesa Organisation Armée Secrète (OAS), a mesma que tentou matar o General De Gaule, dentre outros atentados. Com isto contrariou também o próprio serviço secreto francês, o Service de Documentation Exterieure et de Contre-Espionage (SDECE).

Mattei criou uma espécie de fábula, no estilo de La Fontaine e Esopo, para explicar o que estava acontecendo:

“Um pequeno gato chega onde alguns cachorrões estão comendo num pote. Os cachorrões o atacam e o expulsam. Nós, italianos, somos como este pequeno gato. No pote há petróleo para todos, mas alguém não quer deixar que cheguemos perto dele”.

Mattei era uma figura pública, no centro da captação financeira do momento. De fato, tornou-se “irritante” e um “obstáculo”. E num momento em que, na Itália do pós-guerra, as várias versões da Máfia tinham se tornado investidoras no mercado financeiro. Não só lá: nos EUA também.

O desfecho deu-se num vôo da Sicília para Milão. Hoje se admite oficialmente que houve um atentado, provavelmente por uma bomba colocada no avião, acionada por algo como o acender de um isqueiro na cabine (sempre fui contra fumar em vôos). O avião caiu, e sabe-se que vários indícios e evidências foram “lavados” no local, ou não tomados em consideração, como o de que o corpo de Mattei tinha cravados vários fragmentos de metal – o que só uma explosão podia explicar.

O assassinato – hoje oficialmente admitido – aconteceu num momento em que isto era comum como “aggiornamento” ao mundo da Guerra Fria: recordemos o de Patrice Lumumba, no Congo, e a morte suspeita do Secretário Geral do ONU, Dag Hamarskjold, também numa queda de avião, no mesmo Congo, hoje objeto de nova investigação. Sem falar nos inúmeros golpes de direita na América Latina.

Além de focar uma tragédia, o filme de Rosi teve a sua própria. Durante a preparação do roteiro o diretor pediu ao jornalista Mauro de Mauro que fizesse uma investigação sobre Mattei. De Mauro tinha uma biografia interessante e complicada. Apoiara os fascistas de Mussolini e depois, quando os ventos mudaram, tornou-se membro da Resistência. Isto lhe garantiu inúmeros contatos, mas também lhe trouxe o hábito de falar demais, com todo mundo.

De Mauro foi à Sicília, e de lá, num dos últimos contatos com amigos, disse que tinha descoberto “a história de sua vida”. “Algo que iria abalar a Itália”.

Aparentemente, segundo um destes amigos, “falou a coisa errada para a pessoa certa e a coisa certa para a pessoa errada”. Foi sequestrado e morto pela Máfia siciliana. Seu corpo nunca foi encontrado. Dois dos investigadores de sua morte – o Coronel Alberto Della Chiesa e o Capitão Giuseppe Russo – foram mortos também pela Máfia. O episódio é evocado no filme.

Em 1997 o “Caso Mattei” foi reaberto, à luz das declarações do “capo” Tomaso Buscetta, duas vezes preso no Brasil e duas vezes extraditado para a Itália. Buscetta foi o primeiro a admitir que Mattei fora morto por ordem da Máfia Siciliana. A versão hoje predominante é a de que esta o matara a pedido da “Cosa Nostra”norte-americana que, como o NSC, considerava Mattei um “obstáculo irritante”, por atrapalhar seus investimentos petrolíferos junto a algumas empresas das Sete Irmãs. O envolvimento destas nunca foi comprovado, sequer investigado – exceto pela sugestão do filme de Rosi.

O caso de De Mauro foi a julgamento em 2011, no de Salvatore Rine, o único mafioso sobrevivente que teria um envolvimento com seu desaparecimento e morte. Rine foi absolvido por falta de provas, e o veredito apontou “assassinato com autores desconhecidos”, um final melancólico para a justiça italiana.

Embora com pontos análogos, a situação da Petrobrás hoje é diferente. Ela não é mais “um pequeno gato”. Virou um cachorrão. O próprio FT publicou não faz muito uma lista do que consdera hoje “as Sete Irmãs”: a Saudi Aramco, a China NP Corporation, a Gazprom, a National Iranian Oil Co., a PDVSA venezuelana, a Petronas da Malásia, e a Petrobrás. Há diferenças gritantes em relação às antigas “Sete Irmãs”: elas não formam um cartel. Tanto quanto se sabe, não patrocinam golpes de estado. E algumas das antigas “Sete” continuam em operação, com seus métodos nada ortodoxos.

Quanto à Petrobrás, o seu problema é que hoje ela descobriu o novo “grande pote”. Ou seja, o Pré-Sal. Isto pode desequilibrar (reequilibrar?) o mundo petrolífero em vários sentidos. O Brasil pode se tornar membro da OPEP. Pode trazer autonomia em matéria de petróleo não só para si mas para a América do Sul como um todo. E o petróleo ainda tem vida longa como fonte de energia.

A cachorrada ao redor está alçada. A externa, para por os dentes na reserva, impedindo que seus dividendos sejam usados para beneficiar a educação e a saúde dos brasileiros, favorecendo ao invés a “saúde” e o “bem estar” dos mercados internacionais. A interna, para lucrar com a entrega à voracidade internacional deste patrimônio nacional.

O filme de Rosi repartiu a Palma de Ouro do Festival de Cannes com “A classe operária vai ao Paraíso”, de Elio Petri. Está no youtube. No anúncio, diz que o filme tem legendas em português. Na versão que vi, não tem. Mas é compreensível para um falante de português ou espanhol.

Não perca.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

1999, ou seja, logo após a reeleição comprada de FHC!


Não há mais clima para golpe. Dilma vence 3º turno




Por Miguel do Rosário, postado em novembro 21st, 2014







Hoje eu vinha com a faca nos dentes, mas mudei de ideia.

Cansei de falar em golpe, e tenho a impressão que a atmosfera de terceiro turno arrefeceu.

O fantasma do golpe foi esmagado pelo próprio desespero da mídia.

A tese que ventilei por aqui, de que Dilma sairia fortalecida desse escândalo, como a presidenta republicana que permitiu a investigação a fundo de problemas históricos de corrupção em nossa maior estatal, está se confirmando.

A mídia bem que tentou, mas não conseguiu colar no escândalo o carimbo “Exclusivo PT”.

Ele atinge todos os partidos e todas as grandes empreiteiras.

Empreiteiras estas que fazem obras em todas as prefeituras e em todos os estados brasileiros, governados por todos os partidos.

Empreiteiras que também financiam a grande mídia.

A imprensa alternativa, os blogs, nunca levaram um centavo das empreiteiras.

A grande imprensa levou bilhões.

O escândalo da Petrobrás atinge toda a classe política, e em especial os principais partidos, a começar pelo PSDB.

Por exemplo, o maior corrupto do “petrolão”, até o momento, é um senhor chamado Pedro Barusco, que prometeu devolver US$ 100 milhões aos cofres públicos.

Ele era subordinado a Henrique Duque, que a imprensa quer vender apenas como “ligado ao PT”.

Ora, Duque está na Petrobrás desde 1978. Desde 2000, era Gerente de Contratos da área de Exploração e Produção.









Sobre Barusco, não encontrei sua biografia, mas é sintomático que ele, logo após se aposentar, tenha ido dirigir a área de operações da Sete Brasil, a poderosa companhia responsável por fornecer sondas de exploração para a Petrobrás.

Quem é o principal acionista da Sete Brasil? O banco BTG Pactual, cujo dono é o tucano André Esteves, o qual, segundo reportagem do Globo, pagou a viagem de lua de mel de Aécio Neves e esposa.

Descobriu-se também que Gilmar Mendes, quando advogado geral da União, nomeado por FHC, defendeu exatamente o que se tornou a fonte maior de corrupção na Petrobrás: a realização de contratos sem licitação. Mendes também não ofereceu nenhuma proposta para aumento da transparência.

Hoje Mendes posa de paladino da ética na grande imprensa, bravateando frases de efeito.

Não é possível partidarizar o escândalo.

A ladainha da mídia, de que tudo é culpa de PT, não cola mais.

Não se combaterá a impunidade no país prendendo-se exclusivamente petistas.

Que se condene e prenda os petistas corruptos!

Mas será que nunca veremos um tucano preso?

Até quando o PSDB seguirá sendo blindado pela mídia, pelo Judiciário e pelo Ministério Público?

Sonegação, helicóptero com meia tonelada de pó, assassinato de modelo, afundamento de plataforma, compra de reeleição, privataria, construção de aeroporto em terras da família, ossada humana em fazenda.

Não faltam escândalos tucanos!

Mesmo o que a mídia chama de “petrolão”, tentando quase infantilmente repetir o case de sucesso do “mensalão”, começou em 1999, ou seja, logo após a reeleição comprada de FHC!

Por isso, é tão bem vindo o artigo do empresário tucano Ricardo Semler, publicado na Folha de hoje.

Semler reitera que o mérito pelas investigações atingirem a profundidade que se vê, pegando peixes graúdos da estatal e do setor privado, é da presidenta Dilma.

“É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.”

(…)Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.”

O tucano, num corajoso ataque à hipocrisia da nossa mídia, afirma ainda que a corrupção não se limita a empresas públicas.

“O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.”

O que se espera das pessoas cujo bom senso ainda não foi devastado pelo ódio partidário, é um pacto pela democracia, dando tempo e espaço para a presidenta Dilma concluir o processo de depuração da Petrobrás.

Ela prometeu em sua campanha que não “sobraria pedra sobre pedra”.

É o que está acontecendo.

Passada a tempestade, o Brasil sairá mais forte e mais limpo.

A Petrobrás adotará protocolos mais transparentes e seguros para impedir a corrupção, deixando para trás o afrouxamento das regras imposto por FHC e defendido por Gilmar Mendes.

Não há mais clima para golpe.

Até mesmo as paranoias sobre um suposto golpe no tribunal eleitoral, a ser dado por Gilmar Mendes, me parecem agora infundadas.

Agora só falta o governo fazer as mudanças que todos esperam, a começar pela comunicação.

Ontem o presidente Obama anunciou medidas que protegerão mais de 5 milhões de imigrantes ilegais nos EUA.

Assistindo a alguns canais de TV fechada, zapeei pela Fox, onde âncoras republicanos atacavam a iniciativa, e pela MSNBC, onde analistas democratas a defendiam.

Em todos os canais, porém, o presidente Obama tinha espaço. Ele aparece falando, longamente, explicando sua política.

Na MSNBC, a âncora entrevista um dos secretários de imprensa da Casa Branca, um gordinho simpático e bem humorado.

Aí eu fiquei pensando novamente que o governo brasileiro deve ser o único do mundo que não tem um porta-voz, não tem um secretário de imprensa, não tem ministros políticos, não tem um relações públicas.

E a imprensa brasileira é a única do mundo que censura o próprio governo do país.

A quem interessa esse tenebroso apagão político do governo?

Esperemos que o escândalo da Petrobrás, onde a mídia, em especial a Globo, ainda tenta construir uma narrativa diabólica, sirva ao menos para que o Executivo acorde para a necessidade de construir canais mais democráticos de comunicação com a sociedade.

Informação de qualidade e acesso ao governo eleito são direitos humanos e políticos de todo o brasileiro.

Não adianta o Mercadante dar entrevista à Miriam Leitão, na Globonews, uma tv fechada à qual poucos brasileiros tem acesso.

É preciso ocupar, democraticamente, as tvs abertas, as rádios, e as redes sociais, e combater o mal do novo século: a desinformação.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Essa eleição é Brasil ou a turma da petrobraX

O dia que a PetrobraS começou a virar PetrobraX




Em homenagem a Rubens Paiva e tantos outros que desapareceram Não quero esquecer. E para nossos filhos, filhas, netos e netas não podemos desistir.








Obs.: Os textos são daqui, daqui, e daqui. Um pirulito para quem adivinhar o nome do Presidente da República que queria vender a Petrobras e o partido político que lhe sustentava as ideias. E você lembra quem se apoiava em seus ombros?

As eleições de 2014, 2018, 2022... são e sempre serão sobre a Petrobras e o pré-sal. Dúvida? Venezuela, Iraque , Líbia...







Conversa Afiada de 29.08.2012

"... Uma pergunta nunca suficientemente explorada pela mídia, que professa a mesma fé nas virtudes do laissez-faire, quase grita na mesa: ‘Onde estaria o Brasil hoje se a condução do país na crise tivesse sido obra dos sábios tucanos?’

As ressalvas feitas por FHC no evento de banqueiros desta 3ª feira deixa a inquietante pista de que seríamos agora um grande Portugal, ou uma gigantesca Espanha – um superlativo depósito de desemprego, ruína fiscal e sepultura de direitos sociais, com bancos e acionistas solidamente abrigados na sala VIP do Estado mínimo para os pobres.

Em tempos de eleições, quando candidatos de bico longo prometem fazer tudo o que nunca fizeram, a fala de FHC enseja oportuna reflexão."










________________________



A Opinião do baitasar tem lado, 
o lado da educação e da saúde



Essa eleição de 2014, depois em 2018, 2022... é... e sempre será sobre a Petrobrás e o Pré-Sal. E nós, professores e professoras, precisamos decidir se queremos melhorar nossos salários, ou não! Afinal, já está dito pela Dilma 13 que o dinheiro do Pré-Sal é Educação e Saúde! E além de tá dito, virou lei! Lembram? E foi a turma do Aécio que não queria aprovar essa lei! Disto ocês lembram? Ah, essa grande e ética e imparcial e incorruptível imprensa não informou ocês? Pois é, né? Pense bem nisto, ocê querem os dinheiro do Pré-Sal por aqui? Ou se indo para... ocê sabe pra onde! É só pensar no Iraque, nas Arábias, na Venezuela, na Líbia... Sorria, pois ocê continua sendo manipulado pela imprensa e pela turma do Aécio ( a turma da PetrobraX)!

domingo, 14 de setembro de 2014

"o tiro de bazuca dado no próprio pé"

Vote nas lágrimas de Marina e quem vai chorar por último será você


Blog da Cidadania






Posted by eduguim on 13/09/14

A eleição presidencial começou mesmo em 13 de agosto último, nem duas horas após o anúncio da morte de Eduardo Campos – o irmão dele já se oferecia para ser vice na chapa de Marina Silva, quem, no mesmo dia, já começava a fazer seus cálculos políticos.

A partir dali, a mídia transformou Marina em viúva-honorária do falecido. Durante mais de uma semana, TV, internet, rádio, revistas, jornais e o que mais se puder imaginar inundaram a sua vida, leitor, com imagens da viúva política de Campos ostentando expressão de dor que só ela sabe afetar.

E, de quebra, vestindo preto.

Por alguma razão que este que escreve jamais compreendeu, Globo, Folha, Veja e Estadão acreditaram que a disparada de Marina se daria às custas dos votos de Dilma e não dos de Aécio, porque a pessebista seria “de esquerda” como a petista.

Tolinhos…

Marina, porém, como foi previsto aqui tantas vezes, tornou-se problema imediato de Aécio, não de Dilma. Assim, tal qual vampira sugou os votos do tucano até deixá-lo literalmente exangue, eleitoralmente.

Fico só imaginando a cara desses apalermados da mídia corporativa ao perceberem o tiro de bazuca que haviam dado no próprio pé.

Eis, então, que, confiante na estupidez do eleitorado, a mídia desanda a espancar aquela em quem ainda não confiava – justamente por caírem na dela e acreditarem-na “de esquerda” –, na esperança de ressuscitar o tucano abatido em voo baixo.

Volto a ver, em pensamento, a expressão abobalhada que se estampou nas fuças dos “doutores” em tudo que infestam a imprensa brasileira.

Agora, os “geniais” apalermados e abobalhados barões da mídia tiveram mais um plano infalível: transformar em agressão torpe, baixaria, golpe abaixo da cintura Dilma meramente travar o debate político sobre as propostas vacilantes da adversária.

Querem impedir que Dilma reaja ao que fez Marina no debate da Band, que aconteceu não faz nem um mês, quando a verdinha espancou os dois principais adversários enquanto estes se encolhiam ante a agressão de alguém recém-canonizada.

Apesar dos fatos sobre quem começou a troca de críticas, a capa da Veja desta semana e as da Folha de São Paulo dos últimos dias inventaram uma santinha esmagada pela truculência de uma Dilma mostrada como destemperada, covarde e todos os outros adjetivos necessários à caricatura.

Será que vou precisar resgatar a montanha de matérias da própria grande mídia reconhecendo que quem começou a pancadaria foi Marina no debate da Band ou a mídia golpista de direita prefere reconhecer já que Marina chorar agora por simplesmente ser criticada, logo após ter partido para cima dos que só revidam, não passa da mais pura vigarice?

Quão trouxa é o eleitorado brasileiro? Já se viu que não tanto quanto pareceu no momentum da passagem de Eduardo Campos.

Aos poucos, as pessoas foram se posicionando – mais rapidamente no lado de Marina e mais lentamente no lado de Dilma –, e o país se dividiu em igualdade de partes. Como se disse aqui tantas vezes, esta eleição será decidida por margem exígua, talvez por uma casa decimal.

Nesse quadro, a eleição pode caminhar para uma loteria. Afinal, há muito trouxa no Brasil capaz de votar em lágrimas ou em viúvas de araque que chegam a fazer “selfie” sobre o caixão do “cônjuge” recém-saído desta para melhor.

Se o pior suceder, se ficar provado que a maioria do povo brasileiro é composta por trouxas e se, assim, os trouxas vencerem a eleição presidencial, quem irá chorar por último serão eles. Muito poucos irão ganhar em um governo de banqueiros e barões da mídia.

"há a certeza de que, a não ser para Marina"

Janio: Bláblárina mente !



De um embusteiro a uma especialista em inverdades.


Conversa Afiada




De Janio de Freitas, na Fel-lha (*):


(…)


Não se imaginava que a Marina Silva tão contida, como se toda travada por poderosas forças interiores, ou, sabe-se lá, celestiais (“Deus não quis que eu estivesse naquele avião”), fosse capaz de tamanha desinibição para dizer coisas como esta raridade: “Um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras”. “Para assaltar”? A desonestidade dessa afirmação, feita em sabatina há três dias no “Globo”, não tem limite nem para trás.

Funcionário de carreira, Paulo Roberto Costa fez sua ascensão na Petrobras durante o governo Fernando Henrique, nomeado então para sucessivos postos e funções relevantes, que vieram a culminar no governo Lula. É um mistério o momento em que começou sua corrupção. Mas há a certeza de que, a não ser para Marina, nenhum partido e nenhum governo dos dois presidentes promoveu Paulo Roberto Costa “para assaltar”.

Diante de tamanha e perversa difamação, não surpreende a facilidade com que Marina diz inverdades bondosas a seu respeito, atribuindo-se votos, pareceres e projetos no Senado que o Senado nunca ouviu ou leu. Sua agressividade tem este componente adicional: a inverdade. O que aquela sabatina tornou ainda mais perceptível (e registrado jornalisticamente).



(…)



Em tempo: foi Janio quem disse que Eduardo Campos era um embuste quando apoiava Dilma e quando fazia oposição a ela. – PHA

Clique aqui para ler “DataCaf: vai no primeiro turno !”.

E aqui para ler “Lula: Bláblá é quem tem que se explicar”.



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Quero mudança! Neca Presidente!


Chega de intermediário. Neca presidente!






Por Altamiro Borges

A candidata-carona Marina Silva, que sempre atirou pedra na vidraça dos outros com o seu figurino de musa da “nova política”, está irritada com as críticas a sua amiga Neca Setubal, herdeira do Itaú. A mídia rentista também esta indignada com os “ataques rasteiros” – logo ela que sempre foi tão imparcial e civilizada nas suas análises. Todo este chororô só confirma que a campanha de Dilma acertou no alvo e não deve recuar. Pelas suas propostas econômicas e pelas relações que mantém com os “agentes do mercado”, não é exagero afirmar que Marina Silva é a candidata dos banqueiros. Ela até poderia assumir esta posição e propor: "Chega de intermediários. Neca presidente"!

Como afirmou Dilma Rousseff na quinta-feira (11), a candidata do PSB não tem como esconder que a coordenadora do seu programa de governo representa os interesses do capital financeiro em sua campanha. “Não dá para vestir duas ROUPAS... Neca educadora é a Neca educadora. Agora, na medida em que eu sou herdeira do Itaú e defendo uma política que beneficia claramente os bancos, como a independência do Banco Central e a redução do papel dos bancos públicos, eu estou fazendo papel de banqueira e eu não estou falando sobre educação, criança ou creche”. A presidenta até foi cordial, fazendo o debate em alto nível, pela política. Ela também poderia explorar outras evidências desta sinistra relação.

As doações da herdeira do Itaú

Poderia citar, por exemplo, reportagem publicada na Folha tucana no final da semana passada. Segundo a matéria, redigida por Aguirre Talento e Fernanda Odilla, “a herdeira do banco Itaú Maria Alice Setubal, a Neca, doou cerca de R$ 1 milhão em 2013 ao instituto que a candidata Marina Silva (PSB) fundou para desenvolver projetos de sustentabilidade, bancando 83% dos custos da entidade no ano passado. Os recursos dela praticamente bancaram todo o funcionamento do Instituto Marina Silva, que recebeu apenas duas doações em 2013. O repasse feito por Neca cobriu os gastos com funcionários, manutenção, impostos e aluguel, além de um projeto para digitalizar o acervo da ex-ministra”.

Dilma poderia, ainda, questionar a origem dos recursos obtidos por outra empresa da candidata do PSB, criada em março de 2011, para gerir as suas palestras. Em três anos e três meses de existência, a firma teve um faturamento bruto de R$ 1,6 milhão. Até hoje Marina Silva se recusa a identificar os contratantes, mas há suspeitas de que Neca Setubal também tenha desembolsado parte da grana. Além disso, a herdeira do Itaú, a tal educadora, também contribuiu diretamente para campanhas eleitorais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, até agora ela doou R$ 470 mil a três candidatos a deputado federal (dois do PSB e um do PV) e a um senador (do PDT), além de R$ 200 mil para a campanha presidencial do PSB.

Defesa da pauta dos banqueiros

Estas e outras revelações só vieram à tona quando Marina Silva atropelou o cambaleante Aécio Neves, o candidato antes preferido dos barões da mídia. Elas afetam a imagem da candidata que se apresenta ao eleitor como “santa”, representante da “nova política”, e têm impacto direto nas pesquisas eleitorais, que já apontam aumento da sua taxa de rejeição. No Datafolha, por exemplo, o índice cresceu de 15% para 18% em poucos dias. Com pouco tempo para responder às críticas no programa eleitoral da TV, já que sua coligação é diminuta, ela apela para o chororô. E a mídia oposicionista, temendo um desastre já no primeiro turno, agora lhe dá uma forcinha – como na “reporcagem” da Veja desta semana.

Todo este chororô, porém, é “pura vigarice”, como já denunciou o blogueiro Eduardo Guimarães. Afinal, Marina Silva até agora não recuou em sua defesa da independência do Banco Central – que ficaria acima do governo democraticamente eleito pela sociedade –, da redução do papel dos bancos públicos ou do tripé neoliberal de arrocho monetário, austeridade fiscal e libertinagem cambial. Ao contrário. Ela insiste nestas teses neoliberais, que quase levaram o Brasil ao colapso no triste reinado de FHC. Ela também faz questão de endeusar Neca Setubal. “Por mais que seja satanizada, ela é a elite do país preocupada com educação, tecnologia e inovação”, afirmou nesta sexta-feira ao jornal Estadão.

As vítimas do Itaú – como os bancários demitidos, os clientes assaltados pelos juros escorchantes e os despejados dos seus imóveis – devem concordar plenamente com Marina Silva nesta avaliação tão generosa e rósea sobre a herdeira do maior banco privado do Brasil!


*****

Leia também:

- Vitimização de Marina é pura vigarice

- Dilma pode levar no primeiro turno?

- A oposição entra em "alerta vermelho"

- A polarização e a derrocada tucana

- Marina Silva e o "discurso do medo"

- Ibope confirma a irrelevância da mídia

- As queixas da oposição e o manchetômetro

- A "desconstrução" de Marina Silva

- O partido de Neca Setubal

sábado, 14 de junho de 2014

esse BraZil precisa ser derrotado mais uma vez


Quem é essa turma do vai tomar no c…

Revista Forum

Por Renato Rovai

junho 13, 2014

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Aécio, por acaso quem escreveu “pó pará, governador” foi um petista? 25.mai
Trensalão é tratado como se fosse apenas Ferrorama pelo PIG  18.jan
Midiazona decide que responsável pela corrupção tucana é o ministro do PT 23.nov


O Brasil é um país complexo e muito difícil de explicar, mas a sua elite não. Ela é previsível e está sempre no mesmo lugar. As elites do mundo não costumam ser muito diferentes, mas a brasileira é das piores.

Não à toa o Brasil foi o último país do planeta a acabar com a escravidão, não à toa somos um dos poucos países que só agora está vivendo um ciclo democrático de três décadas. Todos os outros nossos períodos de democracia duraram menos do que isso.



Na época da escravidão, essa elite também tinha lado

E todas as ditaduras e a escravidão longínqua que tivemos são obras da nossa elite. Que se julga o Brasil. Que se acha a dona do país. Que é altamente corrupta, mas que faz de conta que o que lhe move na política é a defesa do interesse público.

Os que xingaram Dilma na tarde de ontem de maneira patife e abjeta são os netos e bisnetos daqueles que torturam negros nas senzalas. São os filhos daqueles que apoiaram a tortura na ditadura militar. São os mesmos que há pouco fizeram de tudo para que não fosse aprovada a legislação da empregada doméstica e que nos seus almoços de domingo regados a champanhe francês e a vinho italiano sobem na mesa para gritar contra o Bolsa Família.

Essa elite que xingou Dilma daquela maneira no Itaquerão sempre envergonhou o país. E ontem só aprontou mais uma. Não foi um ponto fora da curva no processo histórico. E também não foi nada inocente.

Aécio Neves mais do que todos os outros candidatos que o PSDB já teve simboliza esse elite. É o típico bon-vivant, que nunca trabalhou na vida, que surfou até os 20 anos no Rio de Janeiro e que depois foi brincar de motocross até os 25 anos na montanhas de Minas Gerais, para só depois entrar na política e ir defender os interesses da família e de seu segmento social.

Ontem, Aécio deu uma entrevista ao Globo onde atiçava seu eleitorado a sitiar a presidenta da República. E ao mesmo tempo milhares de panfletos eram distribuídos na entrada do Itaquerão associando o PT à corrupção. Pra criar o clima do ataque à presidenta.

O mesmo Aécio que botou a polícia do Rio para invadir a casa de pessoas que ele suspeita estarem criticando-o na Internet. O mesmo Aécio que silenciou a imprensa de Minas Gerais e colocou-a de joelhos para os seus projetos pessoais.

Quem xingou Dilma não foi nem um punhado de inocentes e nem a massa ignara. Foi o pedaço do Brasil que odeia o brasileiro.

Para este pedaço do Brasil que é a cara de Aécio, tanto faz se o presidente é Dilma, Lula, José ou Maria. O que eles não aceitam e que o país não seja apenas um lugar para eles exercerem sua sanha dominadora.

E por isso que o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, as políticas de cotas, a legislação da empregada doméstica e alguns outros programas sociais são tão abominados por essa gente. Eles querem que o povo morra de fome. Querem que o povo vá tomar naquele lugar. O xingamento não é para a presidenta. É para o Brasil que a elegeu. Porque na democracia desses patifes, o voto deles teria que valer mais do que o do sertanejo ou da mulher que luta pela sobrevivência dela e dos filhos nas periferias das grandes cidades.

Os netos e bisnetos dos escravistas e os filhos dos que apoiaram a tortura na ditadura. É esse Brasil que nos envergonha do ponto de vista histórico que nos envergonhou ontem xingando uma presidenta legítima, uma chefe de Estado que tem atuado dentro dos limites da Constituição.

Esse Brasil precisa ser derrotado mais uma vez. Porque se o projeto petista tem seus limites e poderia ser muito melhor, o desses caras é o que há de mais asqueroso. É o vai tomar no cu.

terça-feira, 27 de maio de 2014

primeiro eles ensinam a odiar, se ocê se descuida acaba odiando


O teto do antipetismo

Posted by eduguim on 27/05/14 • Blog da Cidadania







Desde 2006, a cada eleição presidencial a cantilena oposicionista-midiática é a mesma: dessa vez, vai. Em 2006, o terremoto do mensalão fez a mídia e seu aparato político, a dita oposição, acreditarem que tinham “matado” Lula – politicamente, por mais que a vontade fosse literal. Em 2010, as teorias eram sobre como o mesmo Lula não conseguiria transferir votos a Dilma.

Em 2014, a aposta é na queda da aprovação a Dilma e ao seu governo. Uma queda que de fato ocorreu. Porém, o que os entusiastas dessa teoria parecem não enxergar – ou não querer enxergar – é que essa queda não se resume a Dilma; a classe política perdeu aprovação de forma generalizada, tanto à direita quanto à esquerda, passando pelo centro.

Poucos se dão conta de que, apesar de Dilma não ter mantido a aprovação estratosférica que chegou a ter – e que quem lê este blog sabe que, por aqui, sempre foi vista com reservas –, na última pesquisa Ibope, por exemplo, a presidente da República apareceu com impressionantes 52% de votos válidos contra 48% da oposição todinha somada. Incluindo nanicos.

Estudo recente feito por esta página mostrou que o desempenho dos pré-candidatos de oposição, ao menos até aqui, não difere em nada das três eleições anteriores. Aliás, aquele estudo revelou que o desempenho de Aécio Neves está até um pouco abaixo da média que costumam ter os candidatos do PSDB na pré-campanha.

Sim, Dilma apareceu com aprovação e desaprovação empatadas no último Ibope – respectivamente, 47% e 48%. Porém, a divulgação da avaliação só da presidente e a ocultação da de governadores e prefeitos esconde que essa desaprovação atingiu a todos os governantes. Nem por isso é crível que todos os outros chefes de governo não serão reeleitos.

Mas o mais impressionante é metade da opinião pública apoiar a presidente. Ela, seu padrinho político ou seu partido apanham todo dia na mídia. Supostas “más notícias” da economia tomaram jornais, telejornais, revistas, portais de internet, rádios. E o máximo que conseguiram foi dividirem o país?

Não vamos nos esquecer de que isso foi alcançado sob o silêncio quase absoluto de Dilma, quem, até que Lula concedesse entrevista a blogueiros pregando que reagisse, praticou quase uma autocensura, deixando que a mídia a esmagasse sem sequer esboçar reação.

O que aconteceria se Dilma não tivesse se autocensurado? Dificilmente teria perdido tanta aprovação. Só que vem aí a campanha eleitoral na tevê, quando ela, seu padrinho e seu partido terão espaço para dizer tudo aquilo que hoje não pode ser dito em pé de igualdade com o “noticiário” massacrante.

O que a mídia chama de “discurso do medo” apavorou tanto a mídia e a oposição simplesmente porque é um discurso muito forte. Por que é forte? Porque se baseia em fatos – quais sejam, no que ocorreu no passado e nas propostas oposicionistas do presente, como no caso das “medidas amargas” pregadas por Aécio Neves e Eduardo Campos.

Este blog acalenta a opinião de que a grande maioria dos brasileiros, incluindo a parte politizada, em média tem memória fraca. Esquece-se do clima que a mídia estabeleceu nas eleições presidenciais anteriores, do nível de ataques de 2006 e 2010. E também de que a força pré-eleitoral da oposição não era menor do que a de hoje.

Sim, Dilma está mais fraca do que estava Lula em eleições anteriores, mas a oposição também está.

Mais da metade dos brasileiros que pretendem votar permanece ao lado de Dilma. É impressionante. Esse contingente está resistindo a um massacre da presidente empreendido ao custo de uma quantidade imensa de dinheiro que vem sendo despendido pelos grandes grupos de mídia. E, ainda assim, mais da metade do eleitorado votante resiste.

Segundo o Ibope, há cerca de 10% de indecisos. Porém, seria preciso uma mordaça em Dilma, em Lula e no PT para que todo esse contingente se decidisse pela oposição. Há o outro lado da moeda que as vítimas da avalanche midiática ainda não analisaram, mas que irão analisar quando os candidatos tiverem espaço na televisão e no rádio.

A grande esperança da direita midiática é a Copa. A aposta no caos, em alguma tragédia causada pelos grupos cada vez mais desmoralizados que prometem até atacar delegações estrangeiras, porém, é exagerada. Até a colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde, que se dedica a atacar Dilma, Lula e o PT todo dia, acha que quanto mais excessos os grupos que prometem que “não vai ter Copa” cometerem, mais apoio a Copa terá.

Tudo somado, esses 40% que hoje prometem votar em Dilma certamente ampliar-se-ão em um eventual segundo turno. E quem diz isso não é este que escreve, mas o pré-candidato Eduardo Campos, quem, na última segunda-feira, no programa Roda Viva, disse que Aécio inspira terror nos que se beneficiaram das ações do governo federal.

Eduardo parece estar descobrindo que, no bastante provável segundo turno, seu eleitorado não o seguirá, caso adira a Aécio. O PSDB, por razões óbvias, continua sendo visto como o partido dos ricos e dos que pensam que são ricos. Como em 2002, 2006 e 2010, caso haja segundo turno dificilmente ele obterá melhores resultados que Geraldo Alckmin e José Serra.

Aécio diz que se “especializou” em “derrotar o PT” em Minas Gerais, como se o seu desempenho em seu reduto eleitoral bastasse para se eleger presidente. Alckmin também se “especializou” em “derrotar o PT” em São Paulo e, ainda assim, foi surrado por Lula em 2006.

O antipetismo cresceu, sim, mas bem menos do que o “necessário”. Metade dos brasileiros não deu bola para o massacre de Dilma e a outra metade está muito dividida e dificilmente irá toda para a oposição. A parte que não for será mais do que suficiente para ela se reeleger. O antipetismo atingiu seu teto. E não é alto o suficiente para devolver o poder à elite branca.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

essa análise vale? ou é muito dispendiosa... odiosa... tendenciosa


Globo toma nocaute. 

Especialista em petróleo detona repórter da GloboNews ao vivo


Poços 10




Jean-Paul Prates, consultor na área de petróleo, comenta sobre o prejuízo da Petrobras na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e os outros problemas que a estatal vem passando.
“A conta do negócio Petrobrás/Pasadena não pode ser feita como se faz uma conta de padaria”

Tem dias em que o tiro sai pela culatra…

GloboNews – Especialista fala sobre os problemas e prejuízos da Petrobras | globo.tv

http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/t/todos-os-videos/…


sexta-feira, 28 de março de 2014

Essa turma não desiste, até quebrar tudo e... vender!


NASSIF: CERRA É
O “PAI” DA CPI


É como dizia o Ciro: ele é capaz de passar com um trator por cima da cabeça de quem, mesmo ?

Conversa Afiada





Saiu no Blog do Nassif, que nutre especial admiração pelo Padim Pade Cerra:



DEPUTADO LIGADO A SERRA ARTICULOU DENÚNCIAS CONTRA PETROBRAS


Luis Nassif

Em 2012, o deputado baiano Antônio Imbassahy – estreitamente ligado a José Serra – foi autor de quase vinte requerimentos de pedidos de informações à Petrobras.

Recebeu informações inéditas sobre as refinarias Pasadena, Okinawa, Abreu de Lima e SBM Offshore, contratos para encomendas de navios e plataformas pelo estaleiro Atlântico Sul, e também sobre reformas de refinarias, como a Repar, do Paraná.

Os documentos foram preservados, aguardando o período eleitoral.

Jutahi Magalhaes, José Serra e Imbassahy





Foram justamente esses documentos – secretos – que serviram de base para as reportagens dos últimos dias que deram pretexto para a criação da CPI.

Informações reservadas, fornecidas pela Petrobras ao Congresso, estão sendo utilizadas eleitoralmente, expondo a companhia à execração pública.

Ontem, a Folha publicou a matéria “Documento sobre Pasadena enviado ao Congresso foi violado” (clique aqui)

Dizia que documento reservado encaminhado em dezembro de 2012 pela Petrobras – com informações sobre a compra da refinaria Pasadena – teria chegado violado ao seu destino.

A denúncia partiu do próprio deputado Imbassahy em 18 de dezembro daquele ano. Ontem – segundo o jornal – Imbassahy foi procurado, confirmou o episódio “mas não quis dar detalhes”.


Clique aqui para ler “Conheça os que querem afundar a Petrobras”.

E aqui para ler “CPI tem dez traíras”.




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adendo do baitasar para algumas reflexões.





quarta-feira, 26 de março de 2014

os mesmos que ontem queriam vender a Petrobrás, ainda querem! e ocê vai votá neles? puxa! qui coragem...

Disputa política
Petroleiros reagem: Oposição e velha mídia tentam desmoralizar Petrobrás


publicada quarta-feira, 26/03/2014 às 11:21 e atualizada quarta-feira, 26/03/2014 às 11:44


Escrevinhador





Nota da direção da Federação Única dos Petroleiros- FUP
Não deixaremos sangrar a Petrobrás no ringue das disputas eleitorais

Mais uma vez, a Petrobrás volta a ser palanque de disputas políticas em ano eleitoral. Foi assim no governo Lula, foi assim em 2010 e não seria diferente esse ano, quando as pesquisas eleitorais refletem o apoio popular ao governo Dilma. Tensionada, a oposição, em conluio com a velha mídia, mira na Petrobrás para tentar desmoralizar a gestão pública da maior empresa brasileira.

Os mesmos PSDB e DEM, que quando governaram o país fizeram de tudo para privatizar a Petrobrás, trazem de volta à cena política antigas denúncias sobre refinarias adquiridas pela empresa no exterior e tornam a atacar as que estão em fase final de construção no Brasil. Quem acompanha a nossa indústria de petróleo sabe da urgência de reestruturação do parque de refino da Petrobrás, que, durante o governo do PSDB/DEM, foi sucateado e estagnado, assim como os demais setores da empresa.

Quando exercia o papel de governista (dos anos 90 até 2002), a oposição demo-tucana quebrou o monopólio estatal da Petrobrás, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino e ainda tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax. Foi nessa época que a empresa protagonizou alguns dos maiores acidentes ambientais do país e o afundamento da P-36.

São os mesmos neoliberais que insistem em atacar a gestão estatal que desde 2003 iniciou o processo que fará da Petrobrás uma empresa verdadeiramente pública e voltada para os interesses nacionais.

Vamos aos fatos: em 2002, a Petrobrás valia R$ 30 bilhões, sua receita era de R$ 69,2 bilhões, o lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e os investimentos não passavam de R$ 18,9 bilhões. Uma década depois, em 2012, o valor de mercado da Petrobrás passou a ser de R$ 260 bilhões, a receita subiu para R$ 281,3 bilhões, o lucro líquido para R$ 21,1 bilhão e os investimentos foram multiplicados para R$ 84,1 bilhão.

Antes do governo Lula, a Petrobrás contava em 2002 com um efetivo de 46 mil trabalhadores próprios, produzia 1 bilhão e 500 mil barris de petróleo por dia e tinha uma reserva provada de 11 bilhões de barris de óleo. Após o governo Lula, em 2012, a Petrobrás quase que dobrou o seu efetivo para 85 mil trabalhadores, passou a produzir 2 bilhões de barris de óleo por dia e aumentou a reserva provada para 15,7 bilhões de barris de petróleo.

Apesar da crise econômica internacional e da metralhadora giratória da mídia partidária da oposição, a Petrobrás descobriu uma nova fronteira petrolífera, passou a produzir no pré-sal e caminha a passos largos para se tornar uma das maiores gigantes de energia do planeta. Não aceitamos, portanto, que esse processo seja estancado por grupos políticos que no passado tentaram privatizar a empresa e hoje, fortalecidos por novos aliados, continuam com o mesmo propósito.

Se confirmados erros e irregularidades na gestão da Petrobrás, exigiremos que sejam devidamente apurados pelos órgãos de controle do Estado e pela Justiça. A FUP e seus sindicatos acompanharão de perto esse processo, cobrando transparência na investigação e responsabilização de qualquer desvio que possa ter ocorrido. No entanto, não permitiremos que sangrem a Petrobrás em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os defensores da CPI. Reagiremos à altura contra qualquer retrocesso que possa ser imposto à maior empresa brasileira, alavanca do desenvolvimento do país.

DIREÇÃO COLEGIADA DA FUP

Rio de Janeiro, 25 de março de 2014



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