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domingo, 30 de agosto de 2015

Vídeo emocionante: Pepe Mujica na UERJ

Mujica Ao Vivo na UERJ



"No deje robar la libertad."
"La libertad no se vende, la libertad se gana e se gana haciendo algo por los demás."
"Esto se llama solidaridad"
"Los pobres de África no son de África! Son los nuestros!"
"Desarrollo con la felicidad para todos!"
"La generosidad es la mejor negocio para la humanidad."
"Y lo peor negocios son los bancos."
"No puedes gastar tu vida trabajando, trabajando, trabajando para pagar cuentas."
"Nunca habrá un mundo mejor si no luchamos por mejorar nosotros mismos."
...












sexta-feira, 27 de setembro de 2013

“sonho de paz para a humanidade”


Mujica critica sociedade capitalista em discurso na Assembleia da ONU


SUL 21





No discurso, que durou 40 minutos, Mujica também elogiou a utopia “de seu tempo”, mencionou sua luta pelo antigo sonho de uma “sociedade libertária e sem classes” e destacou a importância da ONU, que se traduz para ele um “sonho de paz para a humanidade” | Foto: Reprodução

Do Opera Mundi

O presidente do Uruguai, José Mujica, criticou duramente o consumismo durante seu discurso na 68º Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (24). “O deus mercado organiza a economia, a vida e financia a aparência de felicidade. Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos frustração, pobreza e autoexclusão”, afirmou.

No discurso, que durou 40 minutos, ele também elogiou a utopia “de seu tempo”, mencionou sua luta pelo antigo sonho de uma “sociedade libertária e sem classes” e destacou a importância da ONU, que se traduz para ele um “sonho de paz para a humanidade”.

Aos jornais uruguaios, Mujica prometeu um “discurso exótico” e fugiu do protocolo ao dizer que “tem angústia pelo futuro” e que nossa “primeira tarefa é salvar a vida humana”. “Sou do Sul (…) e carrego inequivocamente milhões de pessoas pobres na América Latina, carrego as culturas originárias esmagadas, o resto do colonialismo nas Malvinas, os bloqueios inúteis a Cuba, carrego a consequência da vigilância eletrônica, que gera desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego a dívida social e a necessidade de defender a Amazônia, nossos rios, de lutar por pátria para todos e que a Colômbia possa encontrar o caminho da paz, com o dever de lutar pela tolerância”.

A humanidade sacrificou os deuses imateriais e ocupou o templo com o “deus mercado, que organiza a economia, a vida e financia a aparência de felicidade. Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos a frustração, a pobreza, a autoexclusão”. No mesmo tom, ressaltou o fracasso do modelo adotado no capitalismo: “o certo hoje é que para a sociedade consumir como um americano médio seriam necessários três planetas. Nossa civilização montou um desafio mentiroso”.

Para o presidente, o atual modelo de civilização “é contra os ciclos naturais, contra a liberdade, que supõe ter tempo para viver, (…) é uma civilização contra o tempo livre, que não se paga, que não se compra e que é o que nos permite viver as relações humanas”, porque “só o amor, a amizade, a solidariedade, e a família transcendem”. “Arrasamos as selvas e implantamos selvas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com remédios. E pensamos que somos felizes ao deixar o humano”.

Paz e guerra

“A cada 2 minutos se gastam dois milhões de dólares em insumos militares. As pesquisas médicas correspondem à quinta parte dos investimentos militares”, criticou o presidente ao sustentar que ainda estamos na pré-história: “enquanto o homem recorrer à guerra quando fracassar a política, estaremos na pré-história”, defendeu.

Assim, criamos “este processo do qual não podemos sair e causa ódio, fanatismo, desconfiança, novas guerras; eu sei que é fácil poeticamente autocriticarmos. Mas seria possível se firmássemos acordos de política planetária que nos garantam a paz”. Ao invés disso, “bloqueiam os espaços da ONU, que foi criada com um sonho de paz para a humanidade”.

O uruguaio também abordou a debilidade da ONU, que “se burocratiza por falta de poder e autonomia, de reconhecimento e de uma democracia e de um mundo que corresponda à maioria do planeta”.

“Nosso pequeno país tem a maior quantidade de soldados em missões de paz e estamos onde queiram que estejamos, e somos pequenos”. Dizemos com conhecimento de causa, garantiu o mandatário, que “estes sonhos, estes desafios que estão no horizonte implicam lutar por uma agenda de acordos mundiais para governar nossa história e superar as ameaças à vida”. Para isso é “preciso entender que os indigentes do mundo não são da África, ou da América Latina e sim de toda humanidade que, globalizada, deve se empenhar no desenvolvimento para a vida”.

“Pensem que a vida humana é um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico é acima de todas as coisas, impulsionar e multiplicar a vida e entendermos que a espécie somos nós” e concluiu: “a espécie deveria ter um governo para a humanidade que supere o individualismo e crie cabeças políticas”.



*com Vanessa Silva, do Portal Vermelho


quarta-feira, 13 de junho de 2012

o futebol nem tem tanta importância, mas os personagens...

Alcides Ghiggia internado en estado reservado tras accidente de auto




El País Digital 

Alcides Ghiggia está internado en Médica Uruguaya luego de sufrir un accidente de tránsito en ruta 5. Un camión embistió el auto en el que viajaba en el cruce de la ruta con Eduardo Pérez en el kilómetro 12 de dicha ruta.

El exjugador de la selección y campeón del mundo en 1950 sufrió un traumatismo de cráneo y fractura en una pierna informaron a EL PAÍS digital desde Policía Caminera. Su estado es reservado.

Rubén Fernández, vocero de Policía Caminera, indicó que "las condiciones climáticas influyeron en el accidente".

Ghiggia de 85 años viajaba junto a su mujer y su cuñada ambas de 39 años. Las dos mujeres resultaros con politraumatismos y fueron trasladadas a un hospital.


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Carrasco do Brasil em 50, Ghiggia sofre acidente e fica em estado grave


Marca.Br


Uruguai - O ex-jogador uruguaio Alcides Ghiggia, carrasco do Brasil na Copa do Mundo de 1950, sofreu um acidente de carro nesta quarta-feira e está internado em estado grave. Ele sofreu um traumatismo craniano e fraturou uma perna.

De acordo com a imprensa local, um caminhão bateu no carro do ex-atacante em um cruzamento em Montevidéu. Segundo a polícia, "as condições climáticas influenciaram no acidente". A capital uruguaia tem enfrentado dias chuvosos ultimamente.

Ghiggia, de 85 anos, viajava com sua mulher e uma cunhada. As duas tiveram traumatismos e também estão hospitalizadas.

Ex-atacante uruguaio, Ghiggia entrou para a história do futebol brasileiro ao marcar o gol da vitória da Celeste sobre o Brasil na decisão da Copa do Mundo de 1950, calando o Maracanã.

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Gol de Ghiggia: Brasil x Uruguay - 1950






Yo hice un gol en una final de la Copa del Mundo Alcides Ghiggia


quarta-feira, 18 de maio de 2011

o computador não é milagre, mas um bom investimento em educação

Um computador por aluno: o exemplo do Uruguai



 


Chamou a atenção, durante o debate sobre educação e inclusão digital, hoje de manhã, as respostas aos meus tweets sobre o programa uruguaio de um computador por aluno do governo Pepe Mujica, exposto por Miguel Brechner. Mais de uma pessoa me disse que no Brasil os computadores nunca mais apareceriam.

Me dei conta do tamanho do nosso desafio cultural. O governo uruguaio não empresta os computadores; ele fornece a máquina para que o aluno utilize no seu aprendizado, na escola e em casa.
No fim do período escolar, ele ganha o computador.

Ou seja, a ideia é muito maior do que simplesmente o empréstimo de um computador. A ideia é o computador e a internet se incorporar ao nosso cotidiano, até ser uma coisa natural, como se sempre tivesse sido assim. É perfeitamente possível criar essa cultura no Brasil.

O povo brasileiro não é burro nem sacana. Não é diferente do resto do mundo. À medida que o uso de computadores for se disseminando, ele será como um caderno, algo óbvio. E o aluno e sua família saberão que aquele computador é importante, para o ensino e para o lazer. Exceções sempre há. No Brasil, no Uruguai ou no Japão.


No Uruguai, a família participa do processo de aprendizagem do aluno, porque o computador vai pra casa. Ou seja, a máquina é muito mais do que uma mera ferramenta de auxílio no ensino, é uma forma de inserção social pela informação. Ocorre uma inclusão digital multiplicada, não individual.

No nosso vizinho, aconteceu, segundo Miguel Brechner, exatamente o que eu comentava. O programa “Um computador por aluno” foi incorporado, e agora ninguém mais imagina o país sem ele. O que em 2006 era um privilégio – computadores e banda larga –, hoje é um direito. “O que antes era política de governo, hoje é política de Estado”, disse.



Toda criança, da primeira série até o fim do secundário, tem o seu computador. E, no final do aprendizado, ela fica com ele. Só tem que devolver se abandonar a escola. Já foram distribuídos 450 mil laptops até 2010. Em 2011, as escolas técnicas secundárias foram integradas, e mais 100 mil computadores chegaram aos alunos. Para suprir os novos ingressos, serão precisos 50 mil por ano.

De tudo isso, fica a reflexão sobre a importância da digitalização da sociedade e a forma de fazê-la.

Fica evidente que levar banda larga é fundamental, mas não é suficiente. Que um plano de banda larga que realmente mexa nas estruturas sociais e fomente a consolidação de uma sociedade mais justa através do acesso igual à informação e aos meios de produção de conteúdo deve vir acompanhado de um plano pedagógico. Fornecer os meios não é suficiente, é preciso capacitar as comunidades para o uso efetivo.

No caso uruguaio, o computador é um aliado na educação que inverte a lógica do ensino. O professor não é mais dono do conteúdo. A criança e a família buscam a informação em meios diversos e constroem sua própria verdade.

O computador não é milagre, ressalve-se. Mas, acompanhado de um bom investimento em educação, pode fazer uma grande diferença. O fato é que fica cada vez mais difícil imaginar uma forma eficiente de ensino sem ele e sem acesso à internet.