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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

RBS/Grobobo... Nossas diferenças são inconciliáveis


Resposta ao jornal da Globo que tentou me contratar. 

Por Leo Mendes



Diário do Centro do Mundo


Postado em 22 Sep 2016
por : Leonardo Mendes







Fui convidado a escrever uma coluna no jornal Diário Catarinense, do grupo RBS, braço da Globo no sul do país. Abaixo a minha resposta, em forma de carta aberta:

Queridxs amigxs da RBS/Globo,

confesso que fiquei bastante feliz com o convite, mas sou obrigado a decliná-lo.


É uma questão de princípios: eu não trabalho para empresas que atentam contra a democracia e que atuam de modo tão sujo quanto a Globo, a serviço de ideais tão mesquinhos.

Confesso também que perguntei quanto vocês estariam dispostos a me pagar, apenas por curiosidade, e peço desculpas por isso.

É que eu assisti esses dias ao filme Nove Rainhas, em que um dos personagens diz que não faltam garotos de programa, o que falta é potencial de investimento.

Digamos que por 1 milhão de reais eu aceitaria o cargo, por dois meses. E depois passaria a vida me purificando da experiência de trabalhar para a Globo.

Sabia que o valor oferecido não seria esse, e que eu não aceitaria, por isso peço desculpas por ter feito vocês perderem tempo elaborando uma proposta.

Eu prefiro vender o meu corpo na esquina mais imunda, a vender meu trabalho como jornalista a uma empresa como a Globo.

Não julgo aqueles que o fazem, e inclusive tenho grandes amigxs nessa empresa, que considero pessoas maravilhosas.

Acredito que essxs amigxs acreditem que a Globo pode mudar, que elxs possam ajudar nessa mudança.

Já eu acredito que o jornalismo da Globo não tem salvação, e é uma questão de tempo perder a pouca credibilidade que lhe resta, junto à parcela mais ignorante da sociedade, ou seja, a classe média que vai às ruas com a camisa da CBF contra a corrupção.

Um avanço civilizatório fatalmente acabará com isso, e a família Marinho terá que aceitar que não lhe resta futuro no jornalismo, talvez apenas no entretenimento e dramaturgia (a série Justiça é ótima).

Por isso entrar para o time de jornalistas da Globo, para mim seria lutar contra esse avanço civilizatório.

Eu espero ainda poder comemorar o fim do Jornal Nacional, o fim do Diário Catarinense, a venda de toda a estrutura jornalística a disposição da família Marinho e de seus comparsas.

A Globo é hoje a minha Bastilha. Sua queda é a minha vitória.

Nossas diferenças são inconciliáveis.

Sinceramente,









Leo Mendes



quarta-feira, 27 de julho de 2016

uma encenação meia boca


O que levou Temer a usar o filho de 7 anos numa operação de marketing rasteiro. 
Por Kiko Nogueira


Diário do Centro do Mundo



Postado em 27 Jul 2016


por : Kiko Nogueira










A biografia de Michel Temer acaba de cruzar com a de Fernando Henrique Cardoso em mais um aspecto lamentável — e não me refiro à vocação golpista.

No mês passado, numa entrevista à Al Jazeera, FHC evocou o filho Tomás para provar ao jornalista Mehdi Hasan que era um cidadão de bem.

“Essa senhora [Mírian Dutra] tem um filho. Ela diz que é meu”, disse ele. “O DNA provou que não é. De qualquer jeito, eu gosto do cara. Eu banquei sua educação o tempo todo com meu dinheiro, usando o Banco Central. Eu mandei dinheiro para o cara.”

O rapaz surgiu na discussão por obra e graça do velho, que se amparou nele como uma tábua de salvação moral.

Na terça, 26, o interino, tentando ver se conseguia transmitir uma imagem de normalidade, provavelmente preocupado com o resultado trágico das pesquisas, resolveu expor estupidamente o filho Michel, de 7 anos.

Temer mandou seus assessores — e eles obedeceram — avisarem a imprensa que estaria na escola dele com a mulher, Marcela.

Um dos golpes mais baixos no manual da busca pela popularidade. E a imprensa amiga obedeceu e cobriu e mostrou.

Era o primeiro dia de aulas do pequeno Michel. Ele saiu antes dos colegas para encontrar os pais e todos poderem posar para as câmeras. De longe, Temer acenava para os fotógrafos enquanto orientava o caçula sobre como proceder diante dos paparazzi de casa.

Alguém lhe questionou se ele passaria a fazer aquilo todos os dias. Temer, solerte, respondeu: “Só hoje! Só hoje!”. O sujeito estava representando um papel que não vai mais se repetir. Michel Jr. deve estar achando que o pai fez aquilo numa boa, por puro amor e consideração, e que repetiria o gesto.

No tumulto, uma mãe gritou para os profissionais da mídia: “Vai ser todo dia essa palhaçada?”. “Vão atrás dos corruptos, ele é só uma criança”, falou outra. Elas seriam, depois, informadas que o Planalto havia convocado a galera e que podiam ficar tranquilas. O tempo de ir atrás dos corruptos passou.

Que tipo de homem coloca sua criança de 7 anos como peça de um plano de marketing mequetrefe? Quem ele pensa que engana? Alguém pensou no moleque ou está combinado que ele serve apenas para enfeitar o museu de cera de Michel, assim como mamãe?

E por que a imprensa compareceu em peso a essa encenação meia boca?

Numa entrevista com Dilma, eu quis saber se ela esperava que o vice decorativo a fosse trair e se o confrontou quando a conspiração ficou clara. Dilma disse que o interpelou e que não achava que ele fosse capaz de fazer o que fez “por um motivo não mencionável”.

A cada demonstração da elasticidade do caráter de Temer, esse motivo não mencionável cresce e fica mais misterioso e feio.







domingo, 8 de novembro de 2015

eu já falei vixinho, vosmecê credita nas mentira da grobobo porque quer... foi ensinado assim, como se ensina pitbull


O arrependimento “slow-motion” de Lauro Jardim. Ofensa hoje, desculpas em um mês




POR FERNANDO BRITO · 08/11/2015








A coluna de hoje de Lauro Jardim um ato de arrependimento com aquele inconfundível sabor de “tomei processo e vou perder”.

É o pedido de desculpas por ter dito, em sua estréia no jornal dos Marinho que o delator Fernando Baiano Soares disse ter pago despesas do filho de Lula, Fábio.

Jardim sabia faz tempo que isso era uma mentira, mas só o corrigiu agora, passados 28 dias.

Se foi aconselhado a agir assim pelos advogados é algo que não elite a falta de espontaneidade que, de fato, está contida num pedido de desculpas sinceras.

Aliás, é evidente que os advogados da empresa entraram no circuito, porque orientaram a dar uma chamada de primeira página do tamanho prudente para que não fosse obrigado a fazer o desmentido com o mesmo escandaloso destaque que deu à mentira.

Os 28 dias do ciclo de arrependimento do jornal e do jornalista mostram-lhes a insinceridade.

São lágrimas de crocodilo, nada mais.

Aliás, para O Globo publicar a verdade, em relação a Lula, só obrigado ou na iminência de ser obrigado pela Justiça.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ocê não paga mais IRPF por causa do Bolsa Família... ocê paga mais imposto por causa da grobobo e amigas! Eita panelaço de bobo!


DCM FAZ VÍDEO-DOCUMENTÁRIO DE 18 MINUTOS SOBRE A SONEGAÇÃO DA GLOBO


DCM






O portal DCM realizou um documentário sobre o escândalo da sonegação da Globo na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

O serviço de inteligência da Receita auditou as contas. Em 2006, chegou-se à conclusão de que a emissora deixou de recolher impostos que, à época, com multa e correção, chegavam a 615 milhões de reais.

assista o vídeo:






via DCM

terça-feira, 21 de outubro de 2014

enquanto isso o leitor-cego da veja (treinado para sê pitbul) não sabe de nada, inocente... não vê nada, não...


Alô, Folha: favor informar que madame que pegou dinheiro no BB é tucana…



21 de outubro de 2014 | 13:47 
Autor: Fernando Brito





A Folha dá matéria sobre um suposto financiamento irregular dado à senhora Val Marchiori pelo Banco do Brasil, por influência do presidente da instituição, Aldemir Bendini.

Se foi, Bendini – que é funcionário de carreira e não alguém colocado lá dentro por partidarismo – deve tomar as punições cabíveis e o empréstimo ser imediatamente anulado.

Mas quem é a “locomotiva social” que pegou a bufunfa?

Ah, é socialite.

Ah, é da Band.

Ah, é da Veja, onde é blogueira limpinha.

E onde promove Aécio Neves!

Que beleza!

E eu que sou maltratado pra cachorro no BB, apesar de não ter nenhum papagaio pendurado lá!

Por ter exercido um cargo público, o de Chefe de Gabinete do Ministério do Trabalho, me colocaram, sem eu pedir, num cadastro restrito no qual nunca pedi para entrar do qual, para tentar sair, tive de escrever uma carta dizendo que não sou do Governo e não faço nenhum negócio com o Governo.

Estava louco para dizer isso, mas não queria atingir a imagem do Banco do Brasil, de onde sou cliente há 19 anos e sempre fui muito bem tratado até entrar no Governo.

E os leitores da Folha – que não contou a eles que a dona Marchiori é tucanérrima – dizendo que é mais um escândalo do “Petê”, como eles escrevem…

É da elite que sempre consegue seus jeitinhos à custa do Estado brasileiro.

Agora, já pensaram se ele fosse – “toc, toc, toc…” – petista ou dilmista? E ainda por cima “blogueira suja”?

Mas é aecista militante na Veja…

Aí pode, né…

quarta-feira, 10 de julho de 2013

enquanto você está na rua gritando contra os políticos... o processo está escondido

Sonegação milionária
A quem interessava sumir com processo da Globo? Por que Ministério Público não deu publicidade ao caso?


publicada terça-feira, 09/07/2013 às 22:53 e atualizada terça-feira, 09/07/2013 às 22:04

Escrevinhador






por Rodrigo Vianna

O silêncio dos (ex) jornalões diz tudo: o caso de sonegação da Globo tem um potencial muito mais explosivo do que as relações carnais entre o bicheiro Cachoeira e a redação da Veja. A Globo é acusada de sonegar 187 milhões de reais. Acusada por um auditor fiscal. Processo oficial na Receita Federal. A Globo recorreu e perdeu em instância administrativa. Com multa e juros, o valor a pagar passava dos 600 milhões de reais. Isso em 2006! Hoje, seria mais de um bilhão de reais! São vários mensalões…

O caso foi trazido à tona pelo blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário. Na sequência, blogueiros saíram atrás de mais detalhes. O Tijolaço mostrou as relações entre o caso global e as acusações contra Ricardo Teixeira e a FIFA. Este Escrevinhador contou no domingo que o processo da Globo por sonegação havia simplesmente desaparecido. Muitos internautas reagiram com incredulidade: lá vêm s blogueiros com teoria conspiratória… E não é que a conspiração era verdadeira? Na sequência, o VioMundo de Azenha trouxe a informação completa: uma funcionária da Receita foi processada e chegou a ser presa por retirar o processo de dentro do escritório da Receita Federal no Rio. A funcionária escapou da prisão graças a um Habeas Corpus no STF (cujo relator foi ele mesmo: Gilmar Mendes).

O círculo vai-se fechando. Fica cada vez mais claro que o problema da Globo não é com o valor sonegado nem com a multa. Não. O problema é o conteúdo do processo. O incansável Amaury Ribeiro Jr revela que até doleiros utilizados por esquemas mafiosos no Rio estariam citados no processo.

Vinte anos atrás, durante o impeachment de Collor, a sequência de apuração foi outra: Pedro Collor falou à Veja, a Folha e o Estadão completaram a investigação, e o tiro de misericórdia veio com o motorista Eriberto, na Istoé. Veja, Istoé, Folha e Estadão permanecem em silêncio agora, no caso Globo. A investigação passa por outro caminho: “O Cafezinho”, “Tijolaço”, “VioMundo”, “ConversaAfiada”, Stanley Burburinho e tantos outros nomes…

Se o governo do PT tem medo de enfrentar a Globo, os blogueiros e ativistas sociais correm pra revirar as entranhas do monstro e expô-las em público. Restam várias perguntas. E a mais óbvia é a que qualquer detetive de filme B costuma fazer: a quem interessava o sumiço do processo da Globo? A funcionária que o surrupiou agiu sob encomenda. Quem pagou?

O processo, garante-me o “garganta profunda” que viu o papelório, é uma bomba atômica contra a Globo e seus donos. José Roberto Marinho não é o único citado. Os outros irmãos também estariam lá. A volumosa investigação apresentaria, com didatismo, o “modus operandi” das “Organizações” Globo.

Mesmo sem uma linha publicada nos jornais e revistas (que costumam impor sua pauta a país), o Ministério Público Federal sentiu-se pressionado e soltou uma nota sobre o caso. Nota estranha, que finge explicar tudo mas não explica o principal: por que o MPF fez toda a investigação sobre o sumiço do processo da Globo em “sigilo”? Ninguém está pedindo que o MPF quebre o sigilo fiscal da Globo, mas trata-se de uma instituição que deve primar pela transparência, não pode agir no subterrâneo!

O MPF tinha obrigação de ter informado o país sobre o desaparecimento do processo (ocorrido há 6 anos). Não o fez. O MPF de Gurgel queria proteger a quem?

O MPF se diz “consternado” com o vazamento de informações. Não se mostra “consternado” com a sonegação de 600 milhões. Nem com o fato de a funcionária da Receita ter sido punida sozinha, sem que se aferisse quem encomendou o sumiço do papelório. A quem interessava sumir com processo que mostrava contas da Globo em paraíso fiscal?

Os blogs sujos declaram, “consternados”, que não possuem redações com editores e apuradores, nem verba para viagem, nem tampouco recursos para deixar repórteres semanas a fio debruçados sobre o caso. Mas possuem uma rede informal (e infernal, para desgosto dos poderosos do Jardim Botânico) de apuradores. As informações fluem pelas redes, há milhares de “repórteres” informais ajudando a apurar essa história. São brasileiros que já não suportam a arrogância da Globos e de seus jabores, kamels e mervais amestrados.

O povo gosta das novelas, reconhece a qualidade técnica da Globo, e sabe mesmo dar valor aos bons jornalistas que tentam cumprir seu papel na gigante da Comunicação brasileira. Mas o nosso povo está cansado de ser enganado e pautado pela Globo. Tudo isso sob o silêncio cúmplicede instituições como o MPF.

A história – completa – virá à tona. É questão de dias. O império midiático ficará nu.



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terça-feira, 9 de julho de 2013

doleiro, paraísos fiscais, pânico, manobra, atentado... onde está o dinheiro do IR?

Denúncias
Amaury Ribeiro Jr.: Globo usou doleiros para pagar direitos da Copa

Viomundo

publicado em 9 de julho de 2013 às 14:14




09/07/2013 06:41 – Atualizado em 09/07/2013 06:41

Processos contra a Globo podem reaparecer no Congresso

Amaury Ribeiro Jr. e Rodrigo Lopes – Hoje em Dia

Jurado de morte, um auditor aposentado promete entregar, nos próximos dias, ao Congresso Nacional, os mais de 10 mil volumes originais dos processos (criminal e civil) contra a Rede Globo por sonegação, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. Os processos sumiram dos prédios da Receita Federal às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2006.

Atentado

O desaparecimento do processo também foi confirmado por um auditor fiscal, que participou das investigações contra a Globo. Após tentar obter vantagem financeira com os processos, um auditor encarregado de fazer a operação limpeza, teria sofrido, meses depois, um atentado e passado a viver escondido. Agora aguarda de seu esconderijo o momento certo de finalizar a vingança contra TV Globo.

Manobra

Para abafar o sumiço do processo a cúpula da Receita, de acordo com a mesma fonte, teria montado às pressas outros dois processos clonados, com numeração diferente dos processos iniciais que receberam da receita a numeração 18.470011261/2006-14. Uma alta fonte da Receita garante que as cópias sumiram após o auditor fiscal Alberto Zile ter solicitado, além do civil, a abertura de um processo criminal contra os irmãos Marinho. A manobra tinha como principal objetivo a prescrição dos crimes, o que ocorre em cinco anos. Além do mais, o processo civil teria sido construído com inúmeras falhas, visando a nulidade processual.

Pânico

Ninguém na Receita sabe informar o destino desses processos que até hoje não foram encaminhados à Justiça. A mesma fonte dessa alta cúpula do Leão disse que os processos clonados não diminuem o pânico na Receita. Isso porque basta uma consulta ao site do Ministério da Fazenda – aberto para a consulta de qualquer cidadão – para se chegar à conclusão de que os processos originais deixaram suas digitais e mais: estão parados desde 2006 na Delegacia Fazendária do Rio. A Globo sequer chegou a recorrer ao Conselho Nacional de Contribuintes. Se tivesse recorrido, constaria nas consultas de processos (Comprot).

Paraísos Fiscais

A família Marinho tem mais um motivo para se preocupar. O processo também acaba revelando o submundo da emissora nos Paraísos Fiscais. Nesse processo, por exemplo, é acusada de utilizar empresas nas Ilhas Virgens Britânicas para pagar à Fifa pelos direitos de transmissão da Copa de 2002.

Doleiro

Em outras palavras, em vez de mandar legalmente a bolada por meio do Banco Central, a emissora recorreu a uma rede de doleiros comandada por Dario Messer, aquele mesmo que lavava o dinheiro de Rodrigo Silveirinha e líder da máfia dos fiscais do Rio de Janeiro que foi preso em 2003, depois de enviar milhões para o exterior.

Leia também:

Rodrigo Vianna: Processo da Globo pode ter “bomba atômica”

Leia os documentos revelados pelo Cafezinho e o livro Afundação Roberto Marinho

Parceiros da Globo preocupados com o ato do dia 11 em São Paulo

Tijolaço: Globo admite que sonegou, mas pagou

Jamil Chade: TV brasileira envolvida no suborno a Teixeira e Havelange

Globo reafirma que pagou dívida à Receita; MP aguarda informações

Barão pedirá que MP investigue sonegação da Globo

Feltrin: Globo não admite crime, mas diz que pagou

Miguel do Rosário: Globo cobrada em R$ 615 milhões por sonegação

sábado, 15 de dezembro de 2012

o último país do mundo a abolir a Escravidão

JUSTIÇA PÕE BATATA DA GLOBO
PARA ASSAR (NA ARGENTINA)


Será a Ley de Medios brasileira a Lei Áurea ?

Conversa Afiada




Como se sabe, o Brasil foi o último país do mundo a abolir a Escravidão.

Abolir, em termos, porque a Casa Grande continua de pé.

E seus capatazes em plena atividade.

O Brasil se comprometeu com a Inglaterrea a abolir o tráfico negreiro em 1850.

E levou 38 anos para abolir a escravidão, por obra e graça de D Pedro II, que, agora, historiadores visigoticos tentam reabilitar.

Na Inglaterra, a Ley de Medios virá com o apoio entusiasmado do Economist, aquela revista arqui-conservadora, que quer a Urúbologa no lugar do Mantega, segundo a respeitada enquete do Conversa Afiada.

Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, França, Equador … e agora a Argentina, onde a Magistratura considera constitucional o que o Legislativo vota.

(Aqui, como se sabe, o Legislativo legisla quando o Supremo autoriza.)

Vamos ver se a Ley de Medios será a nova Lei Áurea.

Viva o Brasil !

Clique aqui para ler na Carta Maior.



Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

a Seleção da mídia... esse carapááálida só engana quem quer ser enganda...


Pagot acusa a Veja. Silêncio na mídia!



Por Altamiro Borges

Em depoimento nesta semana na CPI do Cachoeira, Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Dnit, afirmou com todas as letras que o mafioso bancou reportagem na revista Veja para tirá-lo do cargo. “O contraventor [Carlos Cachoeira] mais um representante da Delta [Claudio Abreu] se uniram a um jornalista [Policarpo Júnior] para me derrubar”, desabafou. No Reino Unido, denúncias similares levaram Rupert Murdoch, imperador da mídia, ao banco de réus. No Brasil, o depoimento sequer virou notícia nos jornalões e nas emissoras de tevê.


Pagot deixou o governo em julho de 2011 em decorrência de denúncias contra o Ministério dos Transportes. Uma matéria da Veja foi o estopim da crise e da exoneração. O ex-diretor do Dnit foi acusado de superfaturar obras e receber propinas. “Foi um episódio amargo na minha vida. Sentia-me um morto vivo, um fantasma. Quando começo a me reestabelecer, tive a brutal notícia que um contraventor e um agente de uma empresa seriam os responsáveis pela reportagem que gerou o afastamento e posteriormente a exoneração”.

"Enfiei tudo no r... do Pagot", diz Cachoeira 

Questionado pelo relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), sobre as razões desta trama, Pagot afirmou que ela ocorreu devido a sua postura diante da construtora Delta, braço da quadrilha de Cachoeira. “Era pela atuação que vinha tendo ao Dnit, não dava vida boa a nenhuma empreiteira e prestador de serviço. Era muito exigente. Penso que por isso eles patrocinaram essa matéria jornalística para me tirar do Dnit”. Ele garantiu que a sua queda foi fruto de um complô envolvendo a quadrilha de Cachoeira, a Delta e a Veja!

Gravações da Polícia Federal reforçam esta tese. Numa delas, Carlinhos Cachoeira confirma para o diretor da Delta, Claudio Abreu, que “plantou” informações na Veja para favorecer a construtora. “Enfiei tudo no r... do Pagot”, gaba-se o mafioso ao telefone. Apesar dos fortes indícios da ligação da revista com o crime organizado, nada é feito para apurar os fatos. O depoimento de Pagot sequer aparece no noticiário. Nenhuma linha, nenhuma palavra, nada nos jornalões, revistonas e emissoras de rádio e televisão.

O pacto mafioso da imprensa

De forma seletiva, a mídia pinça apenas o que interessa aos seus propósitos políticos – como a afirmação de Pagot de que participou do esquema de arrecadação de fundos para a campanha de Dilma Rousseff. Ele também disse que a Dersa, então dirigida por Paulo Preto, um dos “arrecadadores” de Serra, tentou desviar dinheiro do Dnit para a campanha tucana. Mas isto não virou manchete. Assim como as denúncias contra a revista Veja também sumiram. Desta forma, os barões da mídia mantêm o seu pacto mafioso!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A revista “Veja”, antes da curiosa parceria com o bicheiro Cachoeira, era conhecida pela criatividade

Veja e o robô que não era robô
A revista lisérgica: Lucy in the Sky


publicada segunda-feira, 14/05/2012 às 16:02 e atualizada segunda-feira, 14/05/2012 às 17:18

Escrevinhador





Lucy in the Sky with Diamonds: jornalismo lisérgico

por Rodrigo Vianna

A revista “Veja”, antes da curiosa parceria com o bicheiro Cachoeira, era conhecida pela criatividade. Não deixa de ser uma boa qualidade no jornalismo: textos, títulos, ilustrações criativas são sempre benvindos. Desde que se baseiem em fatos.

Fatos não são o forte de “Veja”: dólares para o PT trazidos em caixas de whisky (que ninguém nunca viu), contas no exterior de gente ligada ao lulismo (jamais encontradas, mas noticiadas como verdadeiras), queda de Hugo Chavez em 2002 (comemorada antes da hora, com uma capa vergonhosa), grampo sem áudio (hoje, graças a outros grampos com áudio do esquema cachoeira, sabe-se porque o grampo sem áudio virou notícia na “Veja”)…

A lista é enorme, e não se restringe à política. A “Veja” é crédula. Acreditou no Boimate (um caso ridículo, em que um rapaz chamado Mario Sabino, então editor de “Ciência” da revista), uma brincadeira de primeiro de Abril de uma agência internacional. Por conta de tanta credulidade, a revista noticiou como verdadeio o cruzamento de boi com tomate. Genial. Tão genial que o rapaz depois viraria editor-chefe da revista. E, dizem, agora está próximo de embarcar na campanha de Serra.

A “Veja” – é bom lembrar – acredita em recomendar remédios (milagrosos) para emagrecer, na capa. De forma irresponsável. O remédio na verdade serve para diabetes, e sumiu das prateleiras. Uma história até hoje mal explicada.

A revista mais vendida do país, com pouco apego aos fatos, tornou-se também sisuda, malcriada, irascível. O fígado dos Civita e de seus rapazes deve doer demais. Eles deveriam relaxar um pouco. Na última edição até que tentaram. Para responder às críticas avassaladoras contra a estranha parceria Abril-Cachoeira - que levaram “Veja”, 4 semanas seguidas, para os “TTs” no twitter – os editores decidiram atacar. Acusaram o PT (Globo e Veja são os únicos órgaõs de comunicação do país, na companhia do Professor Hariovaldo, que acreditam piamente na existência dos “radicais do PT”) de comandar uma campanha orquestrada no twitter.

O malvado Rui Falcão (presidente do PT) teria chefiado tudo. Utilizando, vejam só, perfis falsos no twitter. Ou seja: os radicais lulopetistas utilizaram “robots” para atacar a revista dos homens bons da pátria. A “Veja” faz bem em gritar. Radicais! Mosquitos stalinistas! Formigas esquerdistas! Quem sabe esses gritos diminuam o ruído da cachoeira… Um dos “robots” lulopetistas a “Veja” decidiu nomear: tem o nome sugestivo de @Lucy_in_Sky_.

Pois bem. O twitteiro @página2 decidiu fazer o que Veja não gosta de fazer: checar informações. Descobriu que @Lucy_in_Sky_ existe sim! A entrevista da twitteira – que existe, contra a vontade da revista – pode ser lida aqui, no blog do Eduardo Guimarães.

O resumo de tudo isso é o seguinte: “Veja” dá destaque – de forma criativa – a fatos que jamais existiram. Em contrapartida, agora acusa (!?) de não existir pessoas que de fato existem!

Engraçadíssima a “Veja”. Deixou-se embalar pelo jornalismo lisérgico. Cachoeira já sabia: esses rapazes da marginal estão à frente de seu próprio tempo. Brigar com as redes sociais é, de fato, atitude muito inteligente!

Lucy in the sky with diamonds!!!



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sábado, 14 de abril de 2012

parece que a grobobo de boba não tem nada


Repórter da Globo também teria se envolvido com Cachoeira

Posted by eduguim on 14/04/12 • Blog da Cidadania



Chega a este blog informação que não surpreende porque explica fato que muitos podem estar notando, o de que a Globo, acima da Veja ou de qualquer outro tentáculo da mídia demo-tucana, lidera a difusão de distorções das investigações da Operação Monte Carlo que se traduz em tentativa de voltar a CPI do Cachoeira contra o PT e o governo Dilma.

A fonte que envia tal informação é a mesma que alertara este blog para os fatos de que não foram 15 e, sim, ao menos 18 celulares (no inquérito aparecem 16, fora um 17º que não aparece e foi dado a Demóstenes Torres) que o bicheiro distribuiu a comparsas, e de que a mídia começaria a tocar no assunto Veja/Cachoeira porque o volume de conversas comprometedoras tornaria inevitável a convocação, se não de Roberto Civita, ao menos de Policarpo Jr. pela CPI.

Ainda que a edição da Veja desta semana volte ao ataque e tente vender a teoria de que tudo o que envolve a revista não passaria de “cortina de fumaça” com a qual o PT estaria tentando desviar atenções do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, a revista está apenas se defendendo, haja vista que sua relação com o crime organizado explodiu na sexta-feira na grande imprensa através da Folha de São Paulo.

Segundo a fonte do blog, Folha e Estadão não teriam aparecido nas escutas da Polícia Federal, mas o forte empenho da Globo em inverter o foco da investigação e intimidar parlamentares que possam integrar a CPI que deve ser instalada na semana que entra se deve ao fato de que ao menos um de seus repórteres teria mantido vários contatos sugestivos com Cachoeira que estariam gravados.

Analisando o que os jornais, telejornais e blogs das Organizações Globo têm feito – o que inclui uso político de uma concessão pública de televisão, sem falar em rádios – logo se percebe que não mantêm o mesmo distanciamento que os dois jornais paulistas estão mantendo, ainda que suas preferências políticas estejam levando-os a encampar parte dos ataques ao PT e a aliados.

Na última sexta-feira, por exemplo, no Jornal Nacional, Willian Bonner faz um ar grave para anunciar escutas comprometedoras contra Agnelo Queiroz que mostrariam que ele ou um “segundo” no comando do governo do Estado teriam se encontrado secretamente com Cachoeira. O diálogo, no entanto, não mostra nada, absolutamente nada irrefutável.

Ainda assim, o blogueiro da Globo Ricardo Noblat anuncia, como se estivesse falando do clima, que Agnelo Queiroz já estaria cogitando renunciar. Isso logo em seguida a manifestação pública e veemente de apoio ao governador que 19 dos 24 deputados distritais do Distrito Federal fizeram na última quinta-feira.

Detalhe: não existe, até aqui, a menor razão para que o governador de Brasília pense em renúncia. Até o momento, nem mesmo seus assessores sofreram revelação de algo sequer parecido com o que o Jornal Nacional de sexta-feira mostraria em seguida às gravações que mostrou contra Queiróz.

Ao noticiar que foi negada pela Justiça o pedido de Demóstenes Torres de interrupção do inquérito da Operação Monte Carlo, o JN mostra gravação em que membros da quadrilha de Cachoeira falam em mandar dinheiro para festa da mulher do senador. Assim, na lata. Que alguém mostre algo parecido contra Queiróz ou qualquer outro governista.

Há, claro, a exceção do deputado do PT de Goiás Rubens Otoni, que aparece em vídeo concordando em não declarar doação de dinheiro oferecida por Cachoeira. Mas é um caso antigo, de 2004, que nada tem que ver com os fatos recentíssimos. De resto, até contra a empreiteira Delta o que se tem são apenas diálogos inconclusivos, ainda que sugestivos.

Eis, portanto, a explicação para a Globo estar liderando a tentativa midiática de ludibriar a opinião pública e de intimidar os membros da CPI para que não tentem trazer à luz escutas que envolvem a grande imprensa. A cabeça do Partido da Imprensa Golpista, pelo visto, também se banhou nas águas dessa Cachoeira de corrupção midiática.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

as quadrilhas e as mídias


A mídia a serviço das quadrilhas


Por José Carlos de Assis, no sítio Rumos do Brasil:

Décadas atrás li a autobiografia do general Reinhard Gehlen, o chefe da espionagem alemã no Leste europeu durante a Segunda Guerra, o qual, com o fim desta e a derrota de Hitler, salvou a própria cabeça e as cabeças de seus auxiliares mais próximos vendendo aos americanos seus arquivos e sua rede de contatos no coração da União Soviética. Tornou-se uma legenda, pela eficiência com que organizou, nas duas situações – sob Hitler, e sob os americanos -, sua excepcional rede de espionagem contra os soviéticos.



O fim da guerra deveria ter significado também o seu fim. Precavido, antes da derrocada final alemã enterrou algo como 50 barris de microfilmes em montanhas da Áustria para negociá-los com os vencedores. Deu certo. Gehlen acabou conquistando a confiança dos americanos, e da própria CIA, transferindo para eles sua lealdade e, principalmente, seus arquivos materiais e mentais. Na antiga função, notabilizara-se sobretudo por ter sob seu comando centenas de brilhantes jovens espiões, recrutados entre a elite dos exércitos alemães. Na nova, manteve esses critérios.

Cerca de 4 mil agentes do antigo Reich foram “transferidos” para os serviços de espionagem da nova Alemanha dirigidos por Gehlen. Foram fundamentais para a organização de um serviço de informação ocidental direcionado contra os soviéticos. Antes, não havia nenhum sistema de espionagem estruturado nesse sentido pelos americanos. Sem os serviços de Gehlen, e sem essa “transferência”, os Estados Unidos teriam uma tremenda dificuldade na condução ideológica de seu lado na Guerra Fria, que não se limitava apenas à espionagem, mas também à comunicação.

Essas reminiscências me vieram à mente com o fim da União Soviética, e com a pergunta óbvia: O que foi feito do imenso aparato de espionagem, informação e contra-informação soviético, deixado sem pai nem mãe enquanto o Estado se desestruturava no desgoverno Yeltsin? Sabemos que algo dele sobreviveu nas mãos de Putin, mas até que este antigo homem de informação assumisse o poder dezenas de milhares de espiões de dentro e de fora da União Soviética perderam privilégios e rendas, sendo forçados a buscar outros meios de vida.

Minha intuição é que essa rede universal de espionagem deserdada, não tendo em seu comando um general Gehlen que a negociasse em bloco com um novo patrão – os americanos não se interessariam, a não ser pelos cabeças -, tem sido comprada no varejo por duas estruturas poderosas, que podem pagar por ela: o sistema financeiro e a grande mídia. O sistema financeiro usa a espionagem privada para manipular e chantagear políticos na busca de decisões legislativas a seu favor. É uma forma agressiva de lobby, que funciona sobretudo nos Estados Unidos.

Quanto à utilização pela mídia de espiões descolados das estruturas formais de espionagem, tivemos a primeira evidência mundial com o caso Murdoch na Inglaterra: esse mega-empresário das comunicações, dono do Wall Street Journal, dentre outros jornais de direita, foi pego com a boca na botija ao empregar espiões para grampear personalidades de várias áreas na Inglaterra para chantageá-los com seu jornal de escâncalos. Isso sugere o cruzamento de interesses financeiros com interesses midiáticos espúrios, numa conspiração gigantesca, em escala global, contra a democracia.

No Brasil, estamos assistindo estupefatos ao descortinamento do conúbio inacreditável entre mídia e crime organizado: gravações feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça revelam que a maior revista do pais, “Veja”, teria sido regularmente pautada por bandidos que usam espiões privados, alguns egressos do antigo SNI, para muitas vezes forjar escândalos. Note-se que o SNI, Serviço Nacional de Informações, foi extinto por Collor anos atrás, e seus espiões, assim como os soviéticos, foram deixados à solta no mundo para quem pagasse melhor.

Em relação à “Veja” havia outros indícios de utilização de espiões, como tem sido bem documentado pelos jornalistas Luís Nassif e Paulo Henrique Amorim. Com minha experiência de mais de 30 anos de jornalismo ativo, e tendo eu próprio sido um dos introdutores do jornalismo econômico investigativo na área econômica no início dos anos 80 – portanto, ainda sob a ditadura -, desconfio de reportagens com excesso de detalhes cronológicos, minuto a minuto – como recentemente fizeram com José Dirceu. Nenhum repórter consegue esses detalhes relativamente a fatos passados a não ser pela mão de um espião. Alguém os colhe, e a maioria que os colhe, colhe-os para vender. Como outras revistas de direita, “Veja” paga pelo material, na medida em que rende aumento de circulação, pondo um laranja para assinar. Tudo se faz, claro, sob o manto protetor da liberdade de imprensa!

* Economista e professor, presidente do Intersul, autor, junto com o físico-matemático Francisco Antonio Doria, do recém-lançado “O universo neoliberal em desencanto”, pela editora Civilização Brasileira.

PT: vamos ficar só esperneando?


Todos os caminhos levam a uma gigantesca operação-abafa

Posted by eduguim on 02/04/12 • Blog da Cidadania





É compreensível que gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat esteja tentando vender a teoria de que as provas dos crimes do senador Demóstenes Torres não podem ser usadas porque, devido ao cargo que ocupa, só poderia ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal ou sob sua autorização.

Chega ao blog informação de que Demóstenes estaria fazendo ameaças à mídia, aos seus pares do DEM e até a pelo menos um membro do STF no sentido de que, caso seja estraçalhado, levará muitos ex-amigos consigo para o cadafalso.

O senador bandido está disposto a tudo para não perder o mandato simplesmente porque, sem imunidade parlamentar, dificilmente deixará de ir fazer companhia ao seu amigão Carlinhos Cachoeira lá no PF Hilton.

Demóstenes estaria ameaçando revelar que veículos como a Veja saberiam de suas atividades criminosas e que nada revelavam porque ele os municiava com informações contra o PT, entre outros favores que lhes prestaria na “Câmara Alta”.

Enquanto isso, DEM, PSDB, editora Abril e Globo estariam propondo acionar sua bancada no STF para trocar a decapitação política de Demóstenes pelo adiamento do julgamento do mensalão, que deveria ocorrer em maio. Até porque, após o STF se pronunciar pela impunidade de Demóstenes, não teria como julgar o mensalão.

Aliás, no que depender do STF, Demóstenes pode ficar tranqüilo. O fato de que até há pouco havia a decisão de julgar o mensalão ainda neste semestre revela que a Suprema Corte de Justiça do país se deixa intimidar pela mídia. Julgar um caso como esse em ano eleitoral, é uma aberração.

Não se pode esquecer, também, que a decapitação e a previsível verborragia posterior de Demóstenes intimidam ao menos um membro do Supremo, Gilmar Mendes, acusado de, em conluio com o demo, ter criado a farsa do grampo sem áudio. Imagine, leitor, se, caído em desgraça e preso, Demóstenes conta que ele e o juiz forjaram aquilo.

O que pode melar tudo são as escutas não reveladas, que já se sabe que mal começaram a ser vazadas. Segundo este blog vem apurando, ao menos a Veja está enrolada até o pescoço. E haveria muito mais não só contra a Veja, mas contra todos os que se envolveram no consórcio político-midiático que imperou na década passada.

Ainda assim, já estão sendo estabelecidas as bases para um acordão. O julgamento do mensalão em ano eleitoral seria uma tragédia para o PT e o aprofundamento das investigações sobre o envolvimento da Veja com Demóstenes e Cachoeira atingiria do Supremo ao resto da mídia tucana.

Acabaremos todos com caras de palhaços, pois. Impotentes diante do apodrecimento da República, assim como no caso da Privataria Tucana. Eles acabarão se entendendo por instinto de sobrevivência. Enquanto um lado tiver munição pesada contra o outro, nada mudará. E só nos restará espernear.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Separando o joio do trigo... hehehehe


Jornalista (da Veja) precisa
de uma OAB. Kotscho tinha razão


Conversa Afiada




Jatene não é Abdelmassih !





O amigo navegante acompanha as ligações da revista Veja com atividades virtuosas: a tentativa de invadir um quarto de hotel; a publicação de escuta ilegal feita por um contraventor; sem falar na celebre reportagem escrita pelo próprio Daniel Dantas, o banqueiro apanhado num vídeo no jornal nacional.




É aquela reportagem escrita a quatro mãos pelo banqueiro condenado e por um celebérrimo editor da Veja, em que o presidente Lula, o Ministro da Justiça – Marcio Thomaz Bastos, o advogado mais caro do Brasil – e o ínclito delegado Paulo Lacerda apareciam como detentores de contas em paraísos fiscais.

Foi essa reportagem que deu origem ao jantar na casa do senador Heráclito Fortes – que não ganha uma ação judicial contra este ansioso blogueiro -, com a presença do banqueiro condenado, de Thomaz Bastos, e do Zé , hoje Ministro da Justiça (?) – clique aqui para ver por que os amigos de Dantas o chamam, carinhosamente, de Zé.

No âmbito da Satiagraha, que está para ser legitimada no Supremo – leia aqui “O Supremo vai tirar Dantas da cadeia três vezes ?” – há um capítulo sobre o conluio entre “jornalistas“ e as falcatruas de Dantas.

Colonistas (*) que davam curso a informações para manipular ações na Bolsa, repórteres que tinham acesso privilegiado a Dantas e publicavam seus “press releases” dantescos como se fossem reportagens.

Sem falar numa repórter da Folha (**) que captava informações na Polícia para transmitir a Dantas e quase pôs a Satiagraha a perder.

(O Juiz Fausto de Sanctis, certamente, amargará para o resto da vida não ter mandado prender essa repórter, por confiar num hipotético exercício de autocrítica do PiG (***). Ledo engano !)

(Conta-se que Gilmar Dantas (****) atribui o segundo HC Canguru a Dantas, concedido 48 horas depois do primeiro, à informação de que essa repórter da Folha estava para ser presa. E ele preferiu garantir a liberdade de imprensa ! Viva o Brasil !)

Logo no começo do Governo Lula, seu assessor de imprensa, Ricardo Kotscho, estudou e elaborou um Conselho Federal de Jornalismo.

O que seria o Conselho ?

A OAB dos jornalistas, o Conselho de Medicina dos jornalistas.

A OAB faz o exame da Ordem, que é um exame para os já formados em Direito.

(Não confia nas faculdades…)

E os próprios advogados julgam a lisura e o compromisso dos advogados com a Ética.

O Conselho de Jornalismo teria essa mesma função.

Coibir essa misturança, por exemplo, da Veja com o crime organizado, como diz o Nassif.

E o Nassif, com certeza, não gostaria de pertencer à mesma categoria profissional da virtuosa equipe da Veja, não é isso, amigo navegante ?

Os jornalistas não tem um Conselho de Ética.

Munidos da liberdade de imprensa (dos patrões), eles fazem qualquer papel.

Ao contemplar as ligações da Veja com o crime organizado, constata-se que o Kotscho tinha razão.

E jornalista da Veja se arroga o direito de ser tão jornalista quanto o Nassif ou Kotscho.

É misturar o Abdelmassih como Adib Jatene !

Os jornalistas precisam de um Conselho.

A proposta chegou a ser enviada ao Congresso, mas teve que ser retirada, diante do ataque furioso do PiG (*) e suas penas amestradas, como diria o Ciro.

Censura !

Cerceamento da Liberdade !

Felizmente, o projeto voltou agora ao Congresso.

E com a contribuição involuntária do Robert(o) Civita, aquele que este ansioso blog considera “um perdedor e, portanto, responsável pela revista que odeia o Brasil”, o Conselho ressurgirá.

O ansioso blogueiro informa que não pertence à mesma categoria profissional dos que publicam grampo ilegal captado por contraventor.

Paulo Henrique Amorim

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(****) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.