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sábado, 16 de janeiro de 2016

imagine se fosse o PTptPTpt... a beleza moral dos canalhas


Tungaram o PSDB? Não é possível!



Quebrou o partido e tomou uma surra do Haddad! É um jenio!


Conversa Afiada



publicado 16/01/2016




Notável colonista (não seria uma redundância, amigo navegante ?) da Fel-lha, Natuza Nery, aquela que vai longe, informa na seção “Painel”:

Aquela dívida

O presidente do PSDB paulista, deputado Pedro Tobias, diz que pedirá uma auditoria nas contas da campanha de José Serra (o Padim Pade Cerra, o místico da Móoca – PHA) à Prefeitura em 2012. O senador tucano deixou (sic) uma divida de R$ 17 milhões para o diretorio estadual, que se recusa a pagar”.





NAVALHA


“Deixou” é ótimo, não, amigo navegante ?

“Deixou” … de presente.

O marqueteiro, o Luiz Gonzalez, como se sabe,cobra a dívida na Justiça.

O partido não quer pagar.

O Cerra muito menos.

Agora, amigo navegante, imagine se isso acontecesse no PCdoB, no PT, no PDT !

O ansioso blogueiro tem uma modesta contribuição a dar ao senhor Pedro Tobias: chamar aquele Ministro do PSDB de Mato Grosso, que tem assento no Supremo.

Ele é um dedicado e prolifico especialista em dinheiro de campanha.

Quem sabe ele não descobre quem tungou o PSDB ?

A propósito: de que vive o Cerra ?


Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Essa é a real história da tolice pré-fabricada entre nós


Jessé Souza, sobre a mídia brasileira: “É ela quem tira onda de neutra, quando apenas obedece ao dinheiro” e convoca a classe média às ruas




publicado em 11 de janeiro de 2016 às 12:31






A quem serve a classe média indignada?

MARCELO COELHO, na Folha

Trechos da entrevista com Jessé Souza, presidente do IPEA, que lançou “A Tolice da Inteligência Brasileira”:

Minha tese é a de que, no Brasil, o patrimonialismo serve para duas coisas bem práticas:

1) A primeira é demonizar o Estado como ineficiente e corrupto e permitir a privatização e a virtual mercantilização de todas as áreas da sociedade, mesmo o acesso à educação e à saúde, que não deveria depender da sorte de nascer em berço privilegiado;

2) Serve como uma espécie de “senha” de ocasião para que o 1% que controla o dinheiro, a política (via financiamento privado de eleições) e a mídia em geral possa mandar no Estado mesmo sem voto. Não é coincidência que tenha havido grossa corrupção em todos os governos, mas apenas com Getúlio, Jango, Lula e Dilma, governos com alguma preocupação com a maioria da população, é que a “senha” do patrimonialismo tenha sido acionada com sucesso. Somos ou não feitos de tolos?

*****

Como não se pode dizer que o que se quer é uma gorda taxa Selic e o acesso “privado” às riquezas brasileiras, como petróleo e ferro, para essa meia dúzia, então diz-se que é para acabar com o “mar de lama”, sempre só no Estado, se ocupado por partidos populares, e sempre seletivamente construído via mídia conservadora em associação com as instituições que querem aumentar seu poder relativo vendendo-se como “guardiãs da moralidade pública”.

É esse discurso que transforma milhões de pessoas inteligentes em tolas. Essa parcela da classe média conservadora é explorada por esse 1% que lhe vende os milagres da privatização brasileira: a pior e mais cara telefonia do globo, por exemplo, campeã de reclamações. De resto, todos os bens e serviços produzidos aqui são piores e mais caros. Mas dessa espoliação da classe média por um mercado superfaturado que vai para o bolso do 1% mais rico ninguém fala.

O filho do “coxinha” quer ter acesso a uma boa universidade pública, e o avô dele, quando está doente e o plano não paga, tem que ir ao SUS para doenças graves e tratamentos caros. Um Estado fraco só serve ao 1% mais rico que pode ficar ainda mais rico embolsando a Petrobras a preço de ocasião. O “coxinha” só é feito de tolo.

A classe média “coxinha” que sai às ruas tirando onda de campeã da moralidade, por sua vez, explora e rouba o tempo das classes excluídas a baixo preço para poupar o tempo do trabalho doméstico e investir em mais estudo e mais trabalho valorizado e rentável.

Luta de classes não é só cassetete na cabeça de trabalhador. É uma luta silenciosa e invisível (para a maioria) que implica monopólio de recursos para as classes privilegiadas e condenações à miséria eterna para a maioria dos 70% que não são da classe média ou do 1% mais rico. A fanfarra do patrimonialismo e da corrupção só do Estado serve, antes de tudo, para tornar essas lutas invisíveis.

*****

A estrutura de impostos no Brasil tem de ser efetivamente revista no sentido de evitar impostos indiretos em produtos e serviços e atingir mais a renda diferencial, e, muito especialmente, o patrimônio. Desse ponto de vista, ela [classe média] pode ter um pouco de razão.

Mas o ponto mais importante para a tolice da classe média é que o Estado funciona como arrecadador de impostos, antes de tudo, para bancar e garantir a drenagem de recursos arrecadados da sociedade como um todo para a meia dúzia de plutocratas que manda na economia, na política via financiamento de eleições e na mídia. O pagamento de juros para essa meia dúzia e seus colegas estrangeiros – o único aspecto que ninguém nem sequer pensa em cortar em ocasiões de crise – compromete, por exemplo, o investimento em educação e saúde de qualidade para todos.

O plutocrata vai aos EUA se operar se for preciso e manda o filho estudar em Miami ou na Suíça, como acontece realmente hoje em dia. A classe média que sai às ruas para apoiá-lo precisa do SUS quando a chapa esquenta e só conta com a universidade pública aqui mesmo para o filho. Ao mesmo tempo, paga os serviços e produtos mais caros e de menor qualidade relativa do globo no nosso mercado superfaturado. Esse “extra” também é um imposto que sai da classe média direto para o bolso da elite econômica. Mas dele nunca se fala.

Essa classe média, portanto, é espoliada pela elite por mecanismos tanto de Estado quanto de mercado, e é ela que depois sai às ruas para defender os interesses dessa mesma elite usando o espantalho seletivo da corrupção apenas estatal.

Essa é a real história da tolice pré-fabricada entre nós.

*****

O principal erro do PT para mim foi duplo e reflete sua dependência da narrativa liberal tão importante nele quanto em um partido conservador da elite como o PSDB. Esse foi um dos temas centrais do livro: mostrar que a ideologia liberal amesquinhada dominou também a dita “esquerda”, colonizando a tradição social-democrata ou socialista democrática.

O PT teria que ter criado uma narrativa independente mostrando a importância do passo a passo da ascensão social possível e mostrando as dificuldades também – sem cair, por exemplo, na fantasia da nova classe média, que gerou expectativas desmedidas.

Essa narrativa poderia ter sido uma versão politizada, mostrando a importância da política inclusiva e da “vontade política” para a mobilidade social, de modo a se contrapor à leitura individualista da ascensão social da religião evangélica.

Mas, para isso, teria sido necessário tocar no nó górdio da dominação social no Brasil, que é o papel de “partido político da elite” assumido pela imprensa conservadora desde o golpe contra Getúlio.

É ela, afinal, quem chama a classe média moralista e feita de tola às ruas e é ela que manipula seletivamente e a seu bel-prazer o tema da corrupção como única moeda dos conservadores para mascarar seus interesses mais mesquinhos em pseudointeresse geral. É ela quem tira onda de “neutra”, quando apenas obedece ao dinheiro.

O medo desse confronto foi a real causa do que agora acontece. Em uma sociedade midiática, onde toda informação vem de cima para baixo, tem que existir o contraditório, a opinião alternativa, senão o voto do eleitor não é esclarecido nem autônomo, ou seja, rigorosamente, não tem democracia.

Nesse sentido estamos mais perto da Coreia do Norte do que da Inglaterra ou da Alemanha. Confiar apenas nos “movimentos sociais” nesse contexto é ingenuidade. Esses movimentos também estão sob a égide do discurso único da mídia conservadora. Essa é para mim a real razão do fracasso relativo do projeto petista.


Leia também:

Edemilson Paraná: Estão roubando seu tempo (e, assim, seu dinheiro)

domingo, 27 de dezembro de 2015

Bom dia, Pato...


Eles já não pagam o pato e querem cobrar de você:
Brasil não taxa dividendos e cobra menos imposto sobre propriedade ou herança que outros países



Viomundo


publicado em 26 de dezembro de 2015 às 00:36




18/12/2015 09:35



No Brasil, ricos pagam pouco imposto e convencem os patos

Róber Iturriet Avila e João Batista Santos Conceição, no Brasil Debate


Uma das discussões atuais é sobre o tamanho do Estado, seus papéis e quem o financia. Em comparação com outros países, no Brasil os impostos incidem muito mais sobre consumo e salário do que sobre renda e patrimônio, o que dificulta cumprir os direitos sociais definidos na Constituição de 1988

A cobrança de tributos conforma um relevante aspecto da relação do Estado com a sociedade. Ao longo da história, os papéis do Estado foram alterando, absorvendo cada vez mais funções sociais como saúde, educação, previdência, assistência social, políticas de moradia, para além das básicas como segurança, defesa territorial e mediação de conflitos.

Tais transformações não ocorreram por acaso e tampouco espontaneamente. O processo de acumulação extremamente desigual e a oligopolização da economia constituíram o caldo de cultura para que o sindicalismo e os partidos operários e trabalhistas reivindicassem direitos sociais e distribuição da riqueza por meio de ação do Estado. Isso se deu, sobretudo, após a crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial.

As políticas econômicas keynesianas, o aparelho estatal de oferta de bens e serviços e o sistema de bem-estar social do período 1945-1980 foram identificados, na crítica neoliberal, como elementos que traziam pesado ônus à situação financeira dos Estados.

Após 1980, essa “nova” sistematização de ideias foi implementada. Os resultados de tais políticas consistiram em fragilização dos sindicatos, ampliação das desigualdades, perda de direitos, descompasso entre variação salarial e produtividade do trabalho e ampliação significativa da participação do 1% mais rico na renda. Piketty (2014) quantificou essa concentração.

Presentemente, a disputa de ideias se dá, em grande medida, em relação ao “tamanho” do Estado, seus papéis e quem o financia.

No Brasil, em 2013, 51,3% dos impostos recolhidos nas três esferas de governo tiveram origem no consumo de bens e serviços, 25,0% na folha de salário, 18,1% na renda, 3,9% na propriedade e 1,7% em demais impostos (1).

Quando é efetuada uma comparação com outros países, se observa que na Dinamarca e nos Estados Unidos, por exemplo, metade da arrecadação está centrada em impostos sobre a renda e lucros (gráfico 1).

No que tange à América Latina, os países que mais tributam renda e lucros são: Peru, Chile e Colômbia, representando, respectivamente, 39,9%; 35,8% e 33,5% da arrecadação.

Os impostos sobre patrimônio também são mais baixos no Brasil. Eles alcançaram 3,9% da carga tributária em 2013. Já no Reino Unido, na Colômbia e na Argentina os impostos sobre patrimônio representaram, respectivamente, 12,3%; 10,6% e 9,2% da carga total.

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) representam, respectivamente, 1,7%, 1,4%, 0,6% e 0,2% da arrecadação brasileira.

A participação do Imposto Territorial Rural (ITR) é de 0,04%do total. Não passa despercebido que o Brasil é um país extenso, conformado por vastas áreas rurais.

O Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) representou 2,7% do produto brasileiro em 2013. Nos países que integram a OCDE, esse valor corresponde a 8,5%, em média. Mesmo ao se comparar com países com níveis de renda semelhante, observa-se que no Brasil a relação é inferior. Na Turquia, por exemplo, é 13,5% e no México 13,6%.

Quanto às alíquotas marginais brasileiras, tanto a mínima, quanto a máxima estão entre as mais baixas. Desde 1998, a alíquota máxima, no Brasil, é de 27,5%. Já na Alemanha é de 45%, na Turquia é de 35% e no México é de 30%.

Além de alíquotas relativamente menores, no Brasil, é possível deduzir do imposto de renda as contribuições à previdência, despesas médicas, dispêndio com dependentes, pensão alimentícia, entre outros. Em 2013, as deduções foram de R$ 295,1 bilhões, 17,4% da arrecadação e 6,1% do produto.

Os 71.440 brasileiros mais ricos declaram deduções na ordem de R$ 100,1 milhões com dependentes, R$ 82,5 milhões com instrução e R$ 804,2 milhões em despesas médicas. No total, os abatimentos representaram uma média de R$ 13,8 mil por indivíduo.

Desses mais ricos, 51.419 são os recebedores de lucros e declararam um patrimônio total de R$ 1,1 trilhão. Dessa maneira, a renda média individual anual é de R$ 4,5 milhões e a média patrimonial é de R$ 20,8 milhões por pessoa.

Os rendimentos isentos e não tributáveis somaram R$ 632,2 bilhões em 2013. Os 71.440 mais ricos obtiveram R$ 297,9 bilhões, dos quais R$ 196,0 bilhões estão isentos, 65,8% do total.

O valor mais significativo dessa categoria provém dos lucros e dividendos distribuídos ao declarante e/ou dependentes. O total foi de R$ 231,3 bilhões. Cumpre frisar que no ano de 1995 a Lei nº 9.249 isentou a tributação sobre os dividendos.


[Nota do Viomundo: Veja lá quem assinou a Lei 9.249]


Dentre o grupo de 34 países que integram a OCDE, apenas a Estônia aplica o modelo de isenção sobre os dividendos. No Reino Unido, a alíquota é de 36,1%; no Chile, 25%; nos Estados Unidos, 21,2%; e, na Turquia, 17,5%. O México passou a tributar em 17,1% os dividendos em 2014.

Ao se efetuar comparações das alíquotas do imposto sobre herança e doação, observa-se que o desalinhamento persiste sob o aspecto de justiça fiscal. A alíquota no Reino Unido é de 40%. Em outros países, ela é variável: nos Estados Unidos, a média é de 29%; no Chile, 13%. No Brasil a cobrança de ITCMD varia de acordo com cada estado. A alíquota média é 3,9%, porém, elas variam entre 1% e 8%, com faixas díspares.

Países como Argentina, Colômbia, França, Índia, Noruega, Suécia e Uruguai adotam o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), com alíquotas que estão entre 0,4% a 4,8%. O Brasil não cobra esse imposto.

Os direitos sociais no Brasil foram aprimorados na Constituição de 1988. Eles exigiram maior tributação. Assim como a Constituição, a configuração tributária brasileira não foi gerada espontaneamente. Ela representa interesses e o poder de segmentos da sociedade. Mesmo que haja uma constante tentativa de convencimento de que os ricos e os grandes empresários “pagam o pato”, ao se comparar os dados com outros países, observa-se o contrário. Os ricos no Brasil nunca pagaram o pato. Eles apenas convencem os patos que pagam.








Notas

(1) Impostos indiretos são regressivos, pois sua incidência não têm como referência a renda, apenas o consumo. Não diferencia, portanto, os diferentes níveis de poder aquisitivo. A maior participação deste tipo de tributo vai de encontro ao princípio de equidade.

Referências

PIKETTY, T. Capital in the twenty-first century.Londres: The Belknap press of Harvard University press, 2014.

Leia também:

Boulos diz que a mágica do ajuste de Dilma é que ampliou o rombo


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domingo, 16 de agosto de 2015

o voto básico, o ódio hipnotizador, as trevas e a extinção


A extinção da FUNDERGS é um absurdo: dez motivos




Postado por Juremir em 8 de agosto de 2015


Por Cláudio Gutierrez


1. A FUNDERGS não tira dinheiro do caixa do Estado, capta recursos para o Estado. De seu orçamento de 20 milhões para 2015, 16,5 milhões vem de fora do RS. A FUNDERGS capta mais de cinco vezes o que custa.

2. Uma Secretaria poderia fazer o mesmo que a Fundergs faz? Não! Se tentar fazer sairá mais caro, mais burocratizado e mais lento, pelos entraves legais. Uma fundação gerencia recursos captados, realiza editais públicos para projetos sociais esportivos, celebra e acompanha convênios e promove atividades diretas de mais forma mais ágil, técnica e econômica que uma secretaria de estado.

3. Está na contramão do movimento nacional. O Brasil está desenvolvendo organismos qualificados para gestão do esporte e o Ministério do Esporte, nesse momento, está encaminhando a construção de um sistema nacional de esporte e lazer. Aqui o Governo extingue seus órgãos gestores de esporte e lazer: Secretaria e Fundergs.

4. Desestimula investimentos para o RS: quem no Ministério do Esporte vai reivindicar ou avalizar o envio de recursos a um Estado que desprestigia o setor esportivo em sua estrutura de governo?

5. Na contramão do ciclo olímpico brasileiro: Todos os Estados fortalecendo as políticas e programas de esporte, aproveitando o momento em que se marca um ano para a Olimpíada do Rio; o RS extinguindo o locus privilegiado da formulação de políticas e análise de projetos de esporte para o Estado.

6. A extinção da Fundergs fragiliza o Centro Estadual de Treinamento Esportivo. O CETE mantém seis centros de excelência no esporte e mais dezenas de atividades, em uma oferta de alta qualidade, com 4 mil usuários dia. Sem a Fundergs se reabre o caminho para privatizar o CETE.

7. A privatização das funções da Fundergs sai mais caro ao Estado: o projeto de privatizar o CETE, pronto ao final do Governo Yeda, previa um repasse mensal do Estado ao terceiro no valor de R$200 mil ao mês (para manter uma oferta de escolinhas pagas). O CETE público, gratuito e equipado no padrão olímpico (17 milhões de investimento captado em convênio da Fundergs) custa ao Estado R$ 100 mil ao mês! A metade do que custaria se privatizado, com serviços pagos e de baixa qualidade (dados de 12/2014).

8. Gastar pouco em esporte economiza muito em saúde. O Brasil vive uma virada epidemiológica. As doenças que predominam não são mais as infectocontagiosas, mas as Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Nosso Ministério da Saúde está aliado à Organização Mundial da Saúde no desenvolvimento da Estratégia Global para enfrentamento das DCNTs, que se baseia em dois pilares: atividade física e alimentação saudável. Manter a Fundergs é barato e promove saúde; manter hospitais é caro e remedia doenças.

9. Gastar pouco em esporte e lazer economiza muito em segurança: em um país de 500 anos, onde quase 400 foram de escravidão, o desenvolvimento de políticas esportivas e de lazer é compromisso fundamental na construção do imaginário de uma sociedade democrática, que inclui as mulheres e homens que com seu suor constroem o país. Políticas públicas de esporte e lazer distribuem os bens econômicos e culturais, socialmente produzidos. O contrário disso é o esporte e o lazer como signos de distinção, de privilégio, o que alimenta o imaginário da exclusão que sempre explode em violência. Manter a Fundergs é barato, promove educação e segurança; manter presídios é caro e corrige o mal feito.

10. A Fundergs foi criada no Governo Olívio, mantida nos governos Rigotto e Yeda, fortalecida no Governo Tarso. Extingui-la agora provocaria uma ruptura de continuidade na política estadual de esportes e um retrocesso de 15 anos! Condena o próximo governo a começar do zero.

Por tudo isso, extinguir a Fundergs não só nos deixa mais pobres, como fecha a porta para acessar e distribuir riquezas e bens sociais e culturais tão necessários para desenvolver o Estado.




Prof. Dr. Cláudio Augusto Silva Gutierrez

Coordenador do Bacharelado em Educação Física

Coordenador do Polo Regional de Desenvolvimento do Esporte e Lazer Unisinos/Fundergs

Líder do Grupo de Pesquisa/CNPq OTIUM: Esporte, Saúde e Qualidade de Vida

domingo, 9 de agosto de 2015

quando as pessoas se unem pelo ódio... votam no básico e aceitam as trevas!


Extinção da Fundação Zoobotânica fará RS retroceder à idade das trevas, diz biólogo





Por Defender | 7 de agosto de 2015




A Fundação é composta por órgãos como o Museu de Ciências Naturais, o Jardim Botânico e o Parque Zoológico. (Foto: Filipe Castilhos/Sul21)


A proposta de extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, apresentada ontem (6) pelo governador José Ivo Sartori (PMDB), dentro de um pacote de medidas de “ajuste fiscal”, representa um retrocesso inaceitável que colocará o Rio Grande do Sul na idade das trevas em termos de conhecimento e defesa da nossa biodiversidade. A afirmação é do biólogo Paulo Brack, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e integrante da coordenação do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), que divulgou uma nota condenando a proposta e fazendo um apelo ao bom senso dos deputados estaduais e do governo Sartori para que não leve adiante essa iniciativa. A extinção da Fundação Zoobotânica, diz a nota, ameaça um dos mais completos acervos de biodiversidade e de estudos de impacto ambiental dos mais importantes empreendimentos no Estado. Segue a íntegra da nota:

Projeto Extinção da Fundação Zoobotânica: estaremos retrocedendo à idade das trevas em biodiversidade no Estado do Rio Grande do Sul?

O Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá) vem apelar para o bom senso do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e dos deputados estaduais no sentido da retirada ou indeferimento da proposta de Lei do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que corre em regime de urgência, na Assembleia Legislativa, que prevê a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS). Além do fechamento do órgão, ocorreria consequente demissão de dezenas de funcionários altamente gabaritados e conhecimento único na área de biodiversidade, como parte de pacote que alegadamente visaria cortar gastos do governo.

É importante lembrar que a Fundação é composta por órgãos executivos consagrados, como o Museu de Ciências Naturais, o Jardim Botânico e o Parque Zoológico. Segundo a ex-diretora da FZB, Arlete Pasqualetto, o Museu de Ciências Naturais é Fiel Depositário de Componentes do Patrimônio Genético, sendo uma das poucas instituições no Brasil credenciadas pelo Conselho do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, mantendo em volta de 400.000 registros de plantas e animais tombados em suas coleções científicas, sendo a base de conhecimento da biodiversidade gaúcha.

A instituição mantém convênios com a grande maioria das universidades do sul do Brasil, proporcionando formação especializada de bolsistas e estagiários, que atuarão na necessária conservação da biodiversidade. Milhares de trabalhos científicos foram gerados nestas mais de 40 décadas da FZB, principalmente pelo Museu de Ciências Naturais, Jardim Botânico, em parceria com pesquisadores de outras instituições, levando luz também ao conhecimento dos ecossistemas do Estado. Tal rol de conhecimento subsidia as políticas públicas de preservação e conservação, tanto do bioma Pampa como da Mata Atlântica, hoje constituídos por remanescentes que perdem sua área de extensão a cada ano, restando tão somente 36% e 7% respectivamente no RS. Outro aspecto a salientar é o patrimônio de peças e conhecimento paleontológico de grande destaque em nível regional e internacional.

No ano de 2014, a FZB foi responsável pela coordenação, elaboração e publicação dos Decretos relativos às Listas de espécies ameaçadas de plantas nativas (804 espécies) e animais silvestres (280 espécies), além de se dedicar para os planos de conservação ex situ e in situ destas e de outras tantas espécies que correm risco crescente de ameaça de extinção. Cabe lembrar que para a conservação deste total de 1084 espécies ameaçadas, necessita-se de estudos de biologia e ecologia, considerando-se que mais de 95% destas ainda não dispõem de mínimos conhecimentos suficientes para programas de conservação efetiva. Sem a FZB, estaremos profundamente desfalcados e comprometendo qualquer caminho pelo desenvolvimento sustentável. A agilização do licenciamento ambiental, tão destacada pela gestão atual da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, estará também comprometida, ainda mais, em “voo no escuro” em relação ao conhecimento da capacidade de suporte dos sistemas vivos em decorrência do crescente número de empreendimentos demandantes de licenças nos órgãos ambientais.

Com o possível fechamento da FZB, qual o futuro do Jardim Botânico (JB), com seus quase 40 hectares de área em Porto Alegre, abrigando coleções vivas de grupos de plantas representativas dos diferentes ecossistemas do Estado? Como ficará a continuidade do desenvolvimento de pesquisas científicas e técnicas para a conservação de suas espécies endêmicas, ameaçadas de extinção, medicinais, alimentares e ornamentais? Além das coleções especiais, destacam-se o arboreto, o banco de sementes e o viveiro de mudas nativas comercializáveis, com ênfase em espécies nativas do estado. O viveiro fornece espécies que praticamente não são encontradas em viveiros particulares. O JB também recebe, anualmente, milhares de visitantes e desenvolve um conjunto de atividades de Educação Ambiental direcionado ao público em geral, oferecendo visitas orientadas, principalmente a escolas.

Futuro incerto sofre também o Parque Zoológico, localizado em Sapucaia, o qual mantém uma coleção de animais vivos, representantes da fauna nativa e também exótica, compondo um plantel de aproximadamente 1500 animais, de mais de 180 espécies, em grande parte, oriundas de apreensões e retenções. Os técnicos do Zoológico e do Museu de Ciências Naturais desenvolvem atividades de pesquisas e de manejo para a conservação da fauna. O Parque recebe anualmente mais de 500.000 pessoas visitantes, promovendo também programas de educação ambiental, visando conscientizar a comunidade quanto à importância das espécies e da preservação e proteção do meio ambiente. Caso a área seja privatizada, estas e outras atividades (conservação irrestrita de espécies mais chamativas ou não aos visitantes) estarão inevitavelmente comprometidas.

Outro aspecto contraditório é o fato de que se possa destruir com um processo recente de reestruturação do órgão. Em 2014, houve um grande esforço e sucesso no sentido de se recuperar o contingente humano, principalmente após aposentadorias, nos órgãos que compõem a FZB, com a realização de concursos públicos, e aprovação do Plano de Empregos, Funções e Salários, incluindo ademais a recuperação estrutural de espaços a fim de atender as múltiplas funções incluindo o atendimento ao público.

As políticas públicas em meio ambiente necessitam de conhecimentos aprofundados e empenhos para a conservação da flora e fauna. Neste sentido, especialmente a FZB, com seu plantel de mais de uma centena de técnicos gabaritados, pode dar sequência a estas tarefas. Por sua vez, cabe destacar também que é, legalmente, a instituição que possui o papel de resguardo e conservação ex situ das espécies, sendo a responsável pela revisão das Listas Oficiais da Flora e Fauna Ameaçadas do Rio Grande do Sul.

É realmente inconcebível que, em vez de se buscar efetivar a cobrança de desonerações e dívidas bilionárias de empresas com a receita do Estado, se escolha eliminar uma instituição de tal envergadura, que realiza estudos, projetos e atividades de educação ambiental que tanto contribuem com a conservação da biodiversidade do território gaúcho. Todavia, torna-se ainda mais incompreensível que tal projeto seja apresentado justamente em um momento em que se profunda a crise da biodiversidade em nível planetário (Sexta Extinção em Massa), e que a degradação da natureza está a afetar gravemente inclusive nosso recurso mais elementar que é a água.

Fato triste e ao mesmo tempo curioso é o de que recentemente a biblioteca da FEPAM (Fundação Estadual de Proteção Ambiental do RS) foi desativada pela Secretária de Meio Ambiente Ana Pellini, com o argumento de que ocupava espaço que correspondia a aluguel elevado para o governo. A solução dada pela Secretária, que nunca percorreu a Fundação Zoobotânica e nem se dispôs a conversar com seus funcionários, foi de que a biblioteca da FEPAM então fosse incorporada e deslocada para a biblioteca da FZB. E agora? Com a extinção possível desta Fundação, para onde vai o um dos mais completos acervos de biodiversidade e agora de estudos de impacto ambiental dos mais importantes empreendimentos no Estado?

Estaremos voltando à idade das trevas no âmbito do conhecimento de nossa biodiversidade?

Vamos copiar o triste feito do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que extinguiu a Fundação Zoobotânica de lá, em 2000? Ironicamente, alguns anos depois deste fato, este político acabou sendo barrado na Justiça, pela Lei da Ficha Limpa, por ter renunciado no senado enquanto estava sendo julgado por falta de decoro parlamentar.

Esperamos o bom senso do governo e dos parlamentares, já que a revolta de muitos setores será muito grande. Afinal, este Estado tem tradição na área pesquisa e conservação ambiental. E o que seria de nós sem instituições como a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e com seu respectivo plantel de cientistas e técnicos altamente gabaritados?



Paulo Brack (Em 7 de agosto de 2015)
p/Coordenação do Ingá. Membro da Coordenação da APEDEMA (Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul)

Fonte original da notícia: Sul21

terça-feira, 2 de junho de 2015

Papai Noel que se cuide

A crônica de hoje de Lelê me lembrou o texto de Dimenstein:

Não que desta vez não concorde com Dimenstein. Ele está coberto de razão, é de embrulhar mesmo o estômago. Meu problema com o texto de Dimenstein é outro: é a falta de autocritica de figuras públicas como ele que não assumem que tem responsabilidade nisso.

Gilberto Dimenstein poderia ao menos refletir sobre o ~jornalismo~ praticado no veículo que ele trabalha, um dos grandes responsáveis por estas figuras nefastas alcançarem o poder e não ser questionadas.

Se Folha, Globo, Veja, Estadão e o resto do monopólio da comunicação não formassem um partido político que age contra tudo que há de mais progressista neste país, certamente os seres fisiológicos que ocupam a presidência do Senado e Congresso não teriam chance.

Portanto, seria ao menos digno que jornalistas como Dimenstein assumissem o fato de que se o povo brasileiro desinformado vota nestes seres nefastos à democracia, aos direitos humanos e aos direitos constitucionais, os grandes responsáveis são também jornalistas que abriram mão de fazer jornalismo e decidiram fazer apenas o que manda os seus patrões: política partidarizada contra um único alvo: o PT.

Esses jornalistas se dedicam a atacar governos petistas e a destruírem tudo de positivo feito pelos governos Lula e Dilma Rousseff, enquanto permitem que políticos fisiológicos sem qualquer compromisso com o país ajam impunemente, sem nenhum tipo de investigação jornalística.


Se fizessem o trabalho de jornalistas, esses políticos eleitos pelo dinheiro da corrupção de empresas e caixas 2 jamais teriam o poder que adquiriram.


Portanto, peguem seu embrulho no estômago e reflitam sobre a sociedade embrutecida que vocês ajudaram a solidificar.





QUEM SE CALA, CONSENTE


Por Lelê Teles






Primeiro, domesticamente, em privado, eles ofenderam e insultaram os pretos nas cozinhas e nas portarias dos prédios.

Como temos a pele um pouco clara, não nos incomodamos.

Encorajados pela nossa omissão, passaram a chamar os negros de macacos em shoppings e estádios de futebol, à vista de todos.

Com a desculpa de não dar publicidade a essa infâmia, preferimos nem comentar.

Nossos filhos, ao ouvir os insultos públicos e ver a nossa indiferença, passaram a achar que isso era normal.

Aí, já contando com a nossa conivência, os sociopatas decidiram agredir verbalmente os pobres de maneira geral, acusando-os de preguiçosos, esmolés de bolsas e parasitas sociais.

Como não queremos nos passar por pobres, fingimos que isso não era com a gente.

A mídia, sempre histérica, passou a incitar os excitados porraloucas. E as agressões públicas passaram a ser publicadas.

Midiatizados, anabolizados pela legitimação silenciosa da sociedade e pelo clangor escandaloso da mídia, os valentes midiotas resolveram direcionar sua ira também contra os nordestinos.

E o que temos nós a ver com o nordeste, já até nos mudamos de lá?

Mais uma vez, demos de ombros.

Com isso, a turba acreditou que tudo podia.

Certa vez entraram, em bando, em um estádio, e já sem pudor, para o mundo inteiro ouvir, xingaram e mostraram o dedo médio para a presidenta.

Como não votamos nela, até achamos graça daquilo.

E de repente, sufocando ainda mais o nosso silêncio, o bando tomou as ruas, as praças, e a ágora que é as redes sociais.

Uns com armas na cinta, outros a pedir uma intervenção armada. Todos com a faca nos dentes e com sangue nos olhos.

Ódio e ranger de dentes.

Agora, legitimados e destemidos, insultam políticos – sempre de um único partido – em hospitais, aeroportos, restaurantes, casamentos, e até no próprio Congresso.

Como nãos somos políticos nem pertencemos àquele partido, achamos é pouco.

Até que eles, porretes em mãos, foram se aproximando da nossa vizinhança, pisando nossa grama, mijando em nosso jardim e dando cascudos em nossos filhos.

Quando abrimos os olhos e nos debruçamos na janela para ver o que se passava lá fora, os vimos, odiosos e violentos, a chacoalhar um cadeirante que ousou sair à rua vestido com uma camiseta da cor que eles detestam.

Estupefatos e inertes, assistimos a turba agredir um pai de família com um bebê no colo, só porque vestia vermelho; com mil diabos, dissemos.

Em seguida, insultaram um senhor por ler uma revista que eles não gostam.

Hoje, quem ousar adornar-se de vermelho, mesmo não sendo presidenta, negro, pobre, com criança de colo, cadeirante ou nordestino, corre risco de ser agredido.

Papai Noel que se cuide.

Agora, nos vemos cercados, sitiados, por esse bando de loucos.

Não contentes com o status de senhores das ruas, das praças, dos estádios, dos shoppings, dos noticiários e das redes sociais, eles resolveram invadir as nossas casas.

De suas varandas, gritam e rufam panelas para nos impedir de escutar o pronunciamento da presidenta, só porque eles mesmos não querem ouvi-la.

Muitos, que como nós, ficaram em silêncio, de repente passaram a gritar junto a eles, juntaram-se.

Até que um dia, num belo domingo de sol, no churrasco à beira da piscina, vimos que estes sujeitos odiosos já haviam contaminado o nosso grupo mais seleto.

Ébrios de cerveja, com os dedos melados de gordura e a boca cheia de farofa, sem mais nem menos passaram a se agredir, verbalmente, cunhados, genros, sogras, primos, tios e amigos: petralha, vagabundo, vitimista, puta, filha da puta, heterofóbico, vaca, viado, comunista…

Foi aí que percebemos que também era com a gente.

Mas já era tarde demais.

Palavra da salvação

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

a responsabilidade de pela falta de água no estado de Sun Paulun


Para relatora da ONU, falta de água é culpa do governo de São Paulo


Candidato à reeleição, o governador tucano nega o racionamento, que na prática já atinge 2,1 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo


por Redação da RBA 
publicado 31/08/2014 15:57, última modificação 31/08/2014


ELZA FIÚZA/ARQUIVO ABR

Catarina avalia que Alckmin falhou ao não adotar medidas e investimentos necessários para lidar com a crise


São Paulo – A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Água e ao Saneamento, Catarina Albuquerque, atribuiu ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a responsabilidade de pela falta de água no estado. Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada neste domingo (31). Ela afirma que não é a única a ter esta opinião. Candidato à reeleição, o governador tucano nega o racionamento, que na prática já atinge 2,1 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

Para Catarina, a lição que se pode tirar desta crise hídrica é a necessidade de planejamento. Segundo ela, a água é fundamental e o esgoto deve ser tratado como um recurso. "E olhar para a água como um bem precioso e escasso, indispensável à sobrevivência humana", diz. A relatora avalia que Alckmin falhou ao não adotar medidas e investimentos necessários para lidar com a crise.






"Uma parte da gravidade poderia não ser previsível, mas a seca, em si, era. Tinha de ter combatido as perdas de água. É inconcebível que estejam quase em 40%”, afirma a relatora.

Catarina lembra que o preço cobrado sobre a água para a agricultura, a indústria e o turismo em outros países é bem caro e sugere: "Deveria haver um aumento exponencial do preço em relação ao consumo para garantir que quem consome mais pague muitíssimo mais", diz.

Ela cita como exemplos positivos os adotados pelos Estados Unidos da América (EUA), onde são multadas pessoas que lavam o carro em tempos de seca, e o exemplo japonês, onde são adotados sistemas de canalização paralela para reaproveitamento da água.

Questionada sobre a distribuição de lucros da Sabesp aos seus acionistas, Catarina destaca que, apesar de a legislação brasileira prever esse mecanismo, uma empresa que fornece água não deveria ser ter o mesmo sistema de uma que fabrica parafusos.

"Em São Paulo, os recursos deveriam estar sendo investidos para garantir a sustentabilidade do sistema e o acesso de todos a esse direito", observa.

A Globo já está desesperada, tentando abafar ou neutralizar o depoimento de Meirelles


Bomba! O vídeo que liga doleiro da Petrobrás ao PSDB


O Cafezinho


Por Miguel do Rosário, postado em outubro 22nd, 2014



O senador Alvaro Dias é da mesma região que o doleiro Alberto Yousseff.







(Trecho do depoimento de Leonardo Meirelles, feito nesta segunda-feira, dia 21 de outubro de 2014)

A Globo fez um escarcéu com o vídeo (na verdade um áudio, filmando um teto), no qual Paulo Roberto Costa e Yousseff envolviam o PT nas falcatruas da Petrobrás.

Pois bem, eles não deram atenção a outro vídeo, vazado hoje, em que o “testa de ferro” do doleiro, Leonardo Meirelles, declara que Yousseff tinha negócios com o PSDB e com um senador do Paraná, da mesma região do doleiro. E que seria seu “padrinho”.

Meirelles praticamente nomeou Alvaro Dias.

Já sabíamos, há tempos, que Álvaro Dias tinha andado no jatinho do doleiro bandido Alberto Yousseff.

Ou melhor, usou o jatinho durante toda a sua campanha de 1998.

Mas tucano pode tudo, e a história morreu.

Álvaro Dias é o substituto de Demóstenes Torres junto à grande mídia e não interessa à ela queimar seu melhor amigo.

Aí apareceu o tal Sérgio Moro, o mesmo juiz que havia prendido o doleiro por crimes contra o sistema financeiro, há vários anos, interrogando o mesmo bandido.

A fama de duro de Moro tem sido um tanto exagerada, porque ele não condenou ninguém no processo do Banestado. Quer dizer, prendeu Alberto Yousseff, o doleiro, uma espécie de mordomo de luxo dos ricaços. Mas depois o soltou, através de uma delação premiada que não deu em nada.

Pela segunda vez, depois de Yousseff quebrar todos os acordos com a justiça, Moro concede a ele o direito de delação premiada. Oficialmente e extra-oficialmente, porque não está claro se os depoimentos vazados sistematicamente pela justiça para a imprensa são da parte secreta ou da parte pública do processo.

Os depoimentos de Yousseff e Costa são ambos vazados pelo advogado de Yousseff, o senhor Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto, que já trabalhou em governos tucanos e tem profundas e antigas ligações com o PSDB.

O advogado do doleiro é uma figura que já trabalhou no governo do PSDB.

No dia do último debate, o staff de Aécio, apavorado com a possibilidade de Dilma entrar rasgando mais uma vez, jogando-lhe na cara todos os seus velhos vícios, plantou na Veja e na Globo um blefe pesado.

O blog de Gerson Camarotti trazia uma ameaça. O senador Alvador Dias havia obtido todos os depoimentos de Alberto Yousseff e repassado para o senador Álvaro Dias, que por sua vez os entregou para Aécio.

Terrorismo barato para fazer o staff da Dilma recuar um pouco.

Hoje, Folha e Estadão, num lapso, informaram outros links de Álvaro Dias com o doleiro bandido.

E não é com delação premiada não. É depoimento mesmo, aberto, à Justiça.

A Globo já está desesperada, tentando abafar ou neutralizar o depoimento de Meirelles, que atrapalha o golpezinho armado entre ela, Álvaro Dias e o advogado do próprio Yousseff.

Duvido que vá para o Jornal Nacional.

Em vez de apurar o que disse Meirelles, a Globo está tentando repercutir o advogado de Yousseff, negando as ligações do doleiro com os tucanos.

Claro que o doleiro vai negar. A armação da delação premiada dele e de Paulo Roberto Costa foi articulada justamente com o PSDB.

O próprio juiz, Sergio Moro, tem sido criticado até mesmo pela OAB, por estar permitindo que a operação Lava Jato seja manipulada politicamente por criminosos, seus advogados, o PSDB e a mídia, os dois últimos interessados em interferir nas eleições.

É importante lembrar que Sergio Moro foi o juiz que escreveu o incrível voto de Rosa Weber condenando José Dirceu, e que foi decisivo. Com os argumentos de Moro, a ministra Rosa Weber declarou que “não tinha provas contra Dirceu, mas iria condená-lo, mesmo assim, porque a literatura assim o permitia”. Uma pérola histórica do fascismo judiciário, em que o juiz se arvora superior à Constituição e ao espírito humanista que preside o direito penal de uma democracia.


e ocê compartilhando as verdades do Justo e Ético senador álvaro dias (PSDB)


Em depoimento na PF, auxiliar de doleiro aponta Álvaro Dias como beneficiário de propina do esquema Petrobras


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Fabiano Portilho

Álvaro Dias e Aécio Neves


Segundo o auxiliar do doleiro Alberto Youssef, o empresário Leonardo Meirelles, que prestou depoimento à Justiça federal nesta segunda-feira 20; segundo ele, além do senador Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, falecido em março desse ano, outros tucanos se beneficiaram da propina de contratos da Petrobras; impedido pelo juiz Sergio Moro de citar nomes, ele deu uma dica: um dos parlamentares seria da mesma região de Youssef, que nasceu em Londrina, no Paraná.

O senador Álvaro Dias é de Maringá (PR), mas estudou em Londrina, trabalhou em rádios de Londrina, foi candidato a prefeito em Londrina, vota em Londrina, e fez toda sua carreira política em Londrina. A distância em linha reta entre Maringá e Londrina (ambas no Paraná) é 79.53 km, mas a distância de condução é 100 km. Ou seja o único parlamentar que teve envolvimento com o doleiro em 1998, e em 2002 recebeu R$ 780 mil da empreiteira UTC para sua campanha, e em 2009 encabeçando juntamente com o presidente Sérgio Guerra a CPI da Petrobras, que logo depois foi esvaziada após o pagamento de R$ 10 milhões em propina, segundo declarado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Todas essas pistas, leva ao impoluto, nobre senador e autor da CPI da Petrobras versão 2014...
Ligações do doleiro com o senador Álvaro Dias é antiga

O Doleiro Alberto Youssef já havia fretado jatos para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) em 1998; e, pasme, o serviço foi pago com recursos desviados da prefeitura de Maringá, em 1998, uma investigação na prefeitura de Maringá descobriu que recursos do município foram usados para pagar jatos usados pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) em sua campanha. O responsável pelo fretamento era justamente Youssef o doleiro preso.

De acordo com a Procuradoria, cheques emitidos pela prefeitura tucana foram parar em contas de políticos, empresários, doleiros, laranjas e até religiosos. O rastreamento das contas já detectou cerca de 10 mil cheques para fins supostamente ilegais emitidos somente na gestão do prefeito Jairo Gianoto (ex-PSDB), somente em uma das contas a Procuradoria já apurou que houve um desfalque de cerca de R$ 30 milhões pelos tucanos. Uma auditoria do Tribunal de Contas do Paraná já havia apontado que outros R$ 74 milhões foram desviados da prefeitura entre 1993 e 2000.

A Promotoria ainda não tem idéia sobre o total do dinheiro desviado pelos tucanos dos cofres públicos de Maringá. O montante agora está em mais de R$ 100 milhões -quase o Orçamento anual da cidade, em torno de R$ 110 milhões.O promotor José Aparecido Cruz acredita que, do dinheiro desviado, cerca de 30% permaneceram no Paraná, em contas particulares dos envolvidos. O restante foi para outros Estados e há indícios de que uma parte teria sido desviada para contas no exterior, provavelmente na Europa e corrupção, no depoimento, o ex-secretário da Fazenda de Maringá Luís Antônio Paolicchi afirmou que campanhas de políticos do Paraná como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB) foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.

Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante sua campanha ao Senado.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador tucano. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.
UTC empresa investigada nos pagamentos de propina na Petrobras, financiou Álvaro Dias em 2002


Sensacional! O PSDB vai lançar o Bolsa Água, em uma segunda etapa o Bolsa Banho


PSDB lança “Meu Banho, Minha Vida”!




Por Altamiro Borges

O irreverente José Simão, um dos poucos colunistas que ainda merece ser lido na Folha tucana, publicou mais uma pérola nesta quarta-feira (22). Segundo ironiza, o governo deverá lançar em breve o programa “Meu Banho, Minha Vida!” para enfrentar a grave crise de água que tortura os paulistas em decorrência do “choque de indigestão” do PSDB. Outro programa que está em discussão é o “Balde Família”, que visa armazenar este líquido precioso para os dias piores que virão. “O Alckmin vai lançar o Balde Família: toda família terá direito a um balde vazio! Rarará!”.

Deixando de lado as piadas, o cenário em São Paulo é cada dia mais dramático. Segundo pesquisa Datafolha, os cortes de água se generalizaram pela capital paulista: 60% dos entrevistados relataram ter sofrido ao menos um caso nos últimos 30 dias. Nas pesquisas anteriores, em junho e agosto, os índices foram de 35% e 46%. “O levantamento mostra também que os paulistanos estão pessimistas em relação ao futuro: 88% deles creem que a metrópole corre grande risco de ficar longos períodos sem água nos próximos meses”, relata o editorial da Folha desta quarta-feira.

O temor é tão real que 66% dos entrevistados já cogitam recorrer à estocagem da água. “Essa iniciativa traz alguns perigos. O armazenamento inadequado – por exemplo, em recipientes não esterilizados –, pode levar à contaminação da água por bactérias, ocasionando prejuízo à saúde dos que vierem a consumi-la. Mais grave, com a proximidade do verão, estação em que costuma se verificar aumento do número de casos de dengue, os reservatórios em casas e apartamentos podem servir de nascedouro para o mosquito transmissor da doença”, alerta o jornal.

Mas o governador Geraldo Alckmin, que foi reeleito graças também à cumplicidade da mídia tucana – que escondeu a grave crise da água –, ainda permanece inerte. Ele “tem sido evasivo em relação à segurança hídrica”, segundo a Folha, que adora “tucanar” a desgraceira. Na verdade, Alckmin protela o enfrentamento do problema para beneficiar Aécio Neves, o cambaleante presidenciável do PSDB. Tudo é feito com base em cálculos eleitoreiros! Passado o segundo turno, os programas “Balde Família” e “Meu Banho, Minha Vida” até poderão ser implantados!

Este estelionato eleitoral, porém, parece que não está dando resultado. Ainda segundo uma notinha na Folha tucana, “a cúpula da campanha de Aécio Neves culpa a falta de água em São Paulo pela recuperação de Dilma Rousseff na reta final da eleição. A crise, explorada pela propaganda petista, seria o principal motivo da redução da vantagem do tucano no Sudeste. Os aecistas temem que o problema continue a drenar votos até domingo”. A crise no setor atiça as bicadas entre os aspones de Aécio e Alckmin, dois grão-tucanos que nunca conviveram bem no ninho.


*****

Leia também:



- A uma semana do racionamento da água


- FHC ficou sem tomar banho?


- Falta de água e o crime da imprensa


- Ainda vai faltar água na redação da Folha


- Já falta água em SP. A mídia esconde!


- Crise da água e o sumiço de Alckmin

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A Culpa é da ONU! Dilma faça uma Água Esperança pra Sun Paulun


Inacreditável ! Alckmin
ataca a ONU por falta d’água !



Conversa Afiada


O Machão do Leblon já tinha dito que a culpa era da Dilma …










Esses tucanos fazem qualquer coisa:


ALCKMIN ATACA ONU POR CRÍTICA SOBRE FALTA DE ÁGUA EM SÃO PAULO


Em ofício, governador cobra de Ban Ki-moon que corrija declarações da relatora especial para água e saneamento
Governador paulista reclamou de críticas feitas no meio do processo eleitoral


Racionamento de água em SP pauta última semana da campanha presidencial

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, enviou um duro ofício ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cobrando que a entidade corrija suas conclusões sobre a crise da água no Estado.
O estopim foi a visita da portuguesa Catarina de Albuquerque, relatora especial para água e saneamento, a São Paulo, em agosto último. Ela afirmou que a crise era responsabilidade do governo estadual e apontou falta de investimentos.



NAVALHA





O Governo de São Paulo vai pedir ao Chanceler Rubens Barbosa que rompa relações diplomáticas com a ONU !

Que insolência desse órgãozinho de meia tigela !

Se meter com São Paulo !




Paulo Henrique Amorim




Leia mais:

DILMA LEVA A SECA TUCANA DE SP AO HORÁRIO ELEITORAL!

ELE CULPA A DILMA PELA FALTA D’ÁGUA EM SP

sábado, 27 de setembro de 2014

Os parvos do tripé


Nobel dá razão
a Dilma contra Urubóloga




Stiglitz e Dilma: se os fatos não comprovam a teoria, eles mudam os fatos !


Conversa Afiada





Sugestão do amigo navegante Piu-Piu


O amigo navegante talvez se lembre do Mau Dia Brasil em que os “entrevistadores” interromperam a Dilma a cada 16”.

(Conseguiram superar o frenesi do William Bonner, que tomou 40% do tempo da entrevista com seus editoriais em forma de perguntas – inúteis.)

No tal Mau Dia, a PhD pela Universidade Municipal de Caratinga (está no ABC) confundiu a época.

Ela pensa que a Alemanha da Merkel é a Alemanha do Adenauer, no retumbante sucesso do pós-Guerra com o dinheiro a jorrar do Plano Marshall americano.

Afinal, nem tudo se ensina na UM de Caratinga.

A PhD só faltou pular na presidencial jugular para demonstrar que a Alemanha, hoje, com o programa de asfixiante austeridade, cresce chinesamente !

Quando lhe concediam tempo para participar da entrevista, Dilma tentou ponderar que não era bem assim, que os fatos não mentem.

Nessa sexta-feira (26/09) , numa entrevista em Brasília, ela revelou a sua perplexidade com a tentativa de esconder os fatos: a Alemanha está numa draga monumental, segundo os fatos produzidos pela própria Alemanha !

Fatos são fatos, disse ela !

Pois é, quando os fatos atrapalham a teoria, mudam-se os fatos, diz o adágio que Joseph Stiglitz menciona em seu notável artigo “Os cadáveres da austeridade europeia”.

Stiglitz é Prêmio Nobel de Economia, o que não lhe dá, porém, credenciais para contestar a Urubóloga, o mais brilhante pensador neolibelês que o Brasil conseguiu produzir.

Mas, mesmo assim, vale a pena reter alguns pontos centrais do que diz o insignificante Stiglitz…

- Angela Merkel da Alemanha e outros lideres europeus pró-austeridade – aqui chamados de “idiotas do tripé” – continuam a negar a realidade.

- A austeridade (ou seja, o tripé da Bláblá, do aeroporto do Titio e da PhD de Caratinga) – é um fracasso !

- (Os parvos do tripé) dizem que, como a economia não está mais entrando em colapso, a austeridade deve estar funcionando.

- É o mesmo que dizer que se jogar de um despenhadeiro é a melhor forma de descer a montanha, porque, dessa forma, a queda deixa de acontecer.

- A recuperação eventualmente virá; o problema é saber quando.

- A austeridade é um desastre consumado. Cada vez fica mais claro que as economias da União Europeia estão estagnadas, se não for uma recessão, com desemprego alto e renda per capita inferior à de antes da crise de 2008.

- Mesmo nas melhores economias, como a da Alemanha, o crescimento desde 2008 tem sido tão lento, que, em qualquer outra circunstância (sem o apoio da Urubóloga – PHA) a Alemanha seria considerada um desastre também.

- Nos países mais atingidos, como a Espanha e a Grécia, a situação é de depressão econômica. Uma em cada quatro pessoas está desempregada. 50% dos jovens não conseguem emprego.

- Assim, defender a austeridade é como o barbeiro medieval para que o sangramento funciona porque o paciente não morreu – ainda.

- O produto europeu é mais de 15% abaixo do que seria sem a crise de 2008. É uma perda acumulada de US$ 6,5 trilhões (mais de duas vezes o GNP do Brasil ! – PHA).

- A Alemanha está obrigando os outros países a seguir políticas econômicas que enfraquecem suas economias.

- Três anos atrás, o eleitor da França votou para mudar de rumo. Mas, o assim chamado partido socialista francês (aqui também tem um partido socialista inscrito entre os parvos do tripé – PHA) está reduzindo os impostos das empresas e cortando gastos – receita garantida para enfraquecer a economia.

- A esperança é que cortar impostos de empresas estimule o investimento.

- Mas o que impede a Europa e os Estados Unidos de crescer é a falta de demanda (que aqui abunda, com licença da má palavra – PHA).

(Lembram quando o Dudu dizia que ia cortar o consumo ? Esses socialistas não podem ver um jatinho … PHA)

- A Itália está sendo encorajada a acelerar a privatização (que aqui resultou na Privataria - PHA). Mas, o primeiro-ministro Renzi teve o bom-senso de reconhecer que vender ativos nacionais a preço de banana (como o FHC fez com a Vale – PHA) não faz nenhum sentido (o Cerra venderia o Coliseu à Disney – PHA).

- A privatização do sistema de previdência social, por exemplo, demonstrou ser muito caro. O sistema previdenciário mais privatizado do mundo, o americano, é o menos eficiente do mundo.

(O FHC incumbiu o André Haras Resende de preparar a privataria da Previdência, no modelo do Chile de Pinochet. A eleição de Lula em 2002 interrompeu a sangria … – PHA)

- Embora os fatos demonstrem que a austeridade no funciona, ela continua a se espalhar. A Alemanha e outros falcões dobraram a aposta, jogando o futuro da Europa numa teoria desmoralizada há muito tempo.

(Aqui, na Colônia, ainda a levam a sério – PHA).



Tradução livre de Paulo Henrique Amorim





segunda-feira, 4 de agosto de 2014

o aecinho sabe do que tá falando? #puxapuxaquinão


AECIOPORTO: ARROCHO FALA,
MAS NÃO EXPLICA


E o “vamos conversar ?”

Conversa Afiada






Do Muda Mais:



QUER SABER? AÉCIO NEVES NÃO RESPONDE



Entrevista estranha, com perguntas esquisitas. Dá pra resumir assim a sabatina de Aécio Neves ao G1, que aconteceu hoje (4/8) pela manhã.

Aécio falou mas não explicou direito sobre aeroportos, recriação de um ministério da era Collor e sobre uma estranha sensação de segurança jurídica que tem que reinar novamente sobre o Brasil.

O candidato acha que o número de ministérios é muito alto, e vem propondo sua redução – muito embora a gente já tenha contado aqui que reduzir ministérios não necessariamente reduz o custo Brasil. Ele deixou escapar hoje que pretende juntar uma série de pastas de perfil econômico e recriar o ministério da Infraestrutura, criação original do governo Fernando Collor – que não deu muito certo e foi logo extinto.

Aécio também teve que responder sobre os aeroportos de Cláudio e Montezuma. Voltou a repetir que a pista de Cláudio é muito importante, pois atende a várias indústrias de fundição locais. Mas como uma pista de avião de pequeno porte vai atender a um setor que trabalha com ferro fundido, material pesado por definição, ele não explicou – também, ninguém perguntou. O aeroporto serve à indústria ou aos empresários? Ninguém perguntou. Também não houve perguntas sobre as chaves do aeroporto de Cláudio que, segundo consta, ficam sob tutela dos donos do terreno e não da prefeitura.

Para o candidato, tudo o que ele fez está dentro dos conformes, não há nada irregular. O problema é a Anac, que não homologou o aeroporto. Outra vez, ele não respondeu como a Anac pode homologar um aeroporto sem que se apresente a documentação necessária para isso, caso da pista de Montezuma. E, outra vez, ninguém perguntou isso.

Aécio contou, ainda, que construiu um total de 29 pistas regionais durante seu governo. Não citou nenhuma. A uma pergunta do internauta sobre por que Minas estava tão endividada, Aécio respondeu que pôs as contas do estado em dia, mas a dívida pública é que é muito alta, e a culpa é da União, que cobra juros muito altos.

Mas o momento mais pitoresco dessa sabatina foi a seleção de uma pergunta de um internauta, que quer saber se Aécio vai reduzir o preço dos games no Brasil.

O candidato entabulou uma resposta sobre redução de impostos. Disse que é muito importante baixar impostos e isso tem que ser resolvido, e vai mandar proposta para o Congresso etc e tal.

O que Aécio não contou é que para se conseguir uma reforma fiscal é necessário que os governos federal, estaduais e municipais entrem em acordo para isso. Sem diálogo e acordo mútuo, não há reforma – e, na maioria das vezes, o gargalo está no governo estadual. Foi assim em 2003 e em 2008. Ele também não contou quais foram os governadores que não permitiram que a reforma trbutária fosse levada adiante em 2008. Nós encontramos a resposta aqui, mas se você estiver com preguiça de clicar, a gente conta: foram os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves (terceiro parágrafo). Mas isso talvez ele explique melhor em outra ocasião, né?

Com relação aos Games, um dos primeiros posts do Muda Mais fala sobre isso. O problema não é a tributação, mas a margem de lucro. #ficadica.

Voltando à sabatina, Aécio citou várias vezes que é necessário reduzir a sensação de impunidade penal que reina hoje no Brasil. Não explicou o que é isso. Mas disse que o fim de tal sensação vai permitir a retomada do crescimento. Também falou de, no setor de segurança pública, estabelecer parcerias com as Forças Armadas, como se as Forças Armadas não fossem parte do Governo Federal.

Aí cabe a pergunta: Aécio realmente sabe do que está falando?





Clique aqui para ler
“Dilma e Lula entram em campo. Ao lado do povo”

Aqui para “FHC Jagger canta vitória do Arrocho”

Aqui para
“Arrocho, você fez quantos aecioportos ? “

Aqui para
“Dilma tem o que mostrar. E o Arrocho Neves ?”

E aqui para
“Incrível ! Aecioporto balança, balança e não cai !”

terça-feira, 29 de julho de 2014

os três heróis do carapááálida! é no qui dá se metê com gente genial


DUDU E AECIOPORTO:
ARRANCADA PÓS-COPA EMPACA



Cadê o meu “unzinho”, Bláblá ?

Conversa Afiada





O Conversa Afiada republica analise implacável do Fernando Brito:


TUDO DEU ERRADO PARA AÉCIO E DUDU. A ARRANCADA PÓS-COPA “FOI PRO SACO”


A Alemanha fez a sua parte, com aquele “sacode” que levamos na semifinal.

Mas, no resto, a estratégia da oposição de capitalizar a natural frustração com a derrota esportiva e, ao menos, reverter as perdas que tiveram com o fato de a Copa do Mundo, apesar das previsões catastróficas da mídia, não funcionou.

Aécio despencou de seu discurso moralista com o aeroporto de família em Cláudio.

A seca do Alckmin, que tinha sumido da midia, voltou com força depois da ação do Ministério Público que manda racionar a água. Como advertiu, preocupada, a Folha, não apenas é conversa de elevador como já virou, hoje, assunto de matérias locais na Globo, com o povão reclamando da falta de água.

Sobrava o terrorismo econômico, mas a inflação em queda trabalha para desmontar o cenário e a traulitada dada na carta do Santander ainda ajudou a evidenciar a gula “mercadista”.

Até o insuspeito Clóvis Rossi diz, hoje, na Folha ( o mais lido do dia) que “além de patético, o comportamento de tais agentes de mercado é covarde”.

Afinal, e todo mundo sabe, ganharam muito dinheiro com o Brasil e com a expansão econômica do Brasil.

De maneira mais apropriada à sua elegância, Rossi repete o que disse aqui quando chamei de “mentira deslavada” os pedidos de desculpas do banco espanhol: ”é o clássico modelo de atirar pedras e esconder a mão”.

Mesmo a “mãozinha” do Ministro José Jorge, do TCU – Jorge foi Ministro do Apagão de Fernando Henrique – no caso da refinaria de Pasadena deu errado, porque não atingiu a figura da Presidente.

Até o coadjuvante Eduardo Campos e sua partner Marina O que é que estou fazendo aqui Silva tiveram que se defrontar com a “saia-justa” da sua nova política que explicou que estava montando uma provinciana “Casa de Eduardo” em Osasco para “ganhar unzinho”. Campos não representa nada eleitoralmente em termos nacionais – esperem as pesquisas mais adiante – e está a caminho de tomar uma tunda de proporções homéricas até mesmo em Pernambuco, onde até o s prefeitos do PSB estão debandando para a candidatura Armando Monteiro, do PTB mas apoiada – e apoiando – Lula.

A esta altura, sei não, acho que a tucanagem morre de saudades de José Serra.

E eu lembro da frase do Millor Fernandes: mais importante do que ser genial é estar cercado de medíocres.



Clique aqui para ler
“Eleitor espera ‘unzinho’ da Bláblá​”

E aqui para “Aecioporto: quanto Titio vai embolsar ?”

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ocê conhece o modelo JAF (Meu Jatinho, Meu Aeroporto, Minha Fazenda) ... implantado por Aécio?


Como funciona a PPP aérea de Aécio em Minas


Blog do Kotscho






Para entender o título: PPP é a sigla que designa em todo o país as Parcerias Público Privadas, investimentos conjuntos de governos e empresas em obras e serviços de interesse de toda a sociedade.

Em Minas, o ex-governador Aécio Neves inovou durante seus oito anos de mandato, criando uma PPP muito particular. No caso dos agora famosos aeródromos reformados no interior do Estado, funciona assim: o poder público entra com a grana, e os donos de jatinhos, sem gastar um tostão, recebem o conforto de uma pista próxima à porteira das suas fazendas. É um programa que pode receber a sigla JAF (Meu Jatinho, Meu Aeroporto, Minha Fazenda).

Antes que completasse uma semana a denúncia feita pela "Folha" sobre a pista de R$ 14 milhões construída pelo governo mineiro na pequena cidade de Cláudio, onde a família do presidenciável tucano possui fazendas bem próximas, surgiu a informação de que um segundo aeródromo foi asfaltado em Montezuma, município ainda menor em que Aécio tem uma empresa agropecuária.

Claro que pode ser tudo mera coincidência, atendendo a todos os requisitos legais, mas o candidato não reagiu bem à primeira pancada que tomou da imprensa na campanha presidencial, e até agora está procurando o eixo para se livrar do incômodo.

"A obra foi feita dentro dos requisitos técnicos do programa de asfaltamento e melhorias dos aeroportos", disse o senador e ex-governador de própria voz, bastante gaguejante, quando saiu a primeira denúncia. Em seguida, procurou sair de cena e deixar as explicações para seus assessores, em notas oficiais e relatórios técnicos divulgados nas redes sociais.

Mais do que a coincidência dos locais escolhidos, chamam a atenção o fato de que até hoje as duas pistas utilizadas por Aécio, parentes e amigos, são consideradas clandestinas, pois não receberam autorização da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), e o alto custo das obras.

A pista asfaltada de Cláudio, construída quando ele era governador, na fazenda do seu tio-avô, Múcio Guimarães Tolentino, ex-prefeito da cidade, tem apenas um quilômetro de extensão, modestas instalações de apoio e atendimento, e é muito pouco utilizada. Segundo Tolentino, que contesta na Justiça a indenização que o governo quer pagar pela área desapropriada, apenas dois empresários costumam usar o aeródromo, duas vezes por semana.

Não se sabe quanto eles pagam pela utilização da pista, já que ela é ilegal e não tem quem possa cobrar. Para evitar a entrada de estranhos, as chaves ficam com a família do presidenciável.

Convenhamos que se trata de uma história no mínimo estranha, para quem começou a campanha fazendo pronunciamentos em defesa da ética na vida pública e ataques aos adversários dos governos petistas. O assunto já está sumindo do noticiário da mídia familiar, mas deve voltar a partir da segunda quinzena de agosto, quando começarem os debates na televisão e os programas eleitorais dos presidenciáveis.

Até lá, quem sabe Aécio Neves encontre alguma explicação mais razoável do que a "relevância econômica" de Cláudio, que possa convencer pelo menos os colunistas e blogueiros amigos para que o defendam com mais argumentos.

Se depender da imprensa, do Poder Judiciário e do Ministério Público de Minas Gerais, no entanto, esqueçam. Não se falará mais em aeródromos do projeto JAF. Mas ficará mais fácil entender o apoio entusiasmado e nada discreto que o candidato do PSDB recebe da grande mídia e do sistema financeiro, para evitar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Que o diga o Santander, o bancão espanhol que na semana passada abriu o jogo em ataques à política econômica do governo federal numa carta enviada aos seus clientes mais abonados, mostrando os perigos que eles correm com um possível novo mandato da presidente. E agora é o bancão que corre o risco de perder clientes pela inconfidência de um "analista" sabujo, que já teria sido demitido.

Este é o jogo pesado que está sendo jogado no momento, a pouco mais de dois meses da eleição presidencial. Só não vê quem não quer.

sábado, 26 de julho de 2014

"O aécio não deveria dar aeroportos aos parentes, e sim ensiná-los a voar."


O "aecioporto" e o helicóptero do pó






Por Cíntia Alves, no Jornal GGN:

Quando a apreensão de quase meia tonelada de pasta de cocaína transportada num helicóptero dos Perrellas veio à tona, no final de 2013, autoridades estadunidenses pisaram em solo brasileiro para ajudar na apuração da origem e destino da droga. Investigaçõesapontavam que a demanda teria sido negociada com mexicanos, mas saído oficialmente do Paraguai, com forte suspeita de que a Europa era o norte.

Fato é que consta nos depoimentos de Rogério Almeida, piloto preso em flagrante pela Polícia de Espírito Santo com mais comparsas, que a aeronave do então deputado Gustavo Perrella (Solidariedade) viajou de Avaré paulista até o Campo de Marte (A). De lá, para Divinópolis (B), e da cidade mineira para Afonso Cláudio, no Estado vizinho.

Na época, a imprensa levantou dúvidas técnicas sobre o helicóptero.

Modelo R-66, a aeronave só sai do chão suportando o peso máximo de 1.225 quilos. O helicóptero consome 581 quilos desse limite. Com o tanque cheio, iriam mais 224 quilos. Sobrariam 420 para a carga restante, contados aí os passageiros. Só de cocaína, a polícia informou ter apreendido 445 quilos.

Com os cálculos feitos levando-se em conta a distância percorrida pelo helicóptero (entre os três pontos, pelo menos 1,17 mil quilômetros, em linha reta) e a autonomia da nave, duas hipóteses foram levantadas: ou o piloto mentiu e a droga foi carregada num local mais próximo da fazenda em Afonso Cláudio, onde pousou o helicóptero, ou menos combustível foi colocado para equilibrar o peso da nave. Consequentemente, mais paradas para abastecimento seriam necessárias.

Nesse último caso, aeroportos não fiscalizados seriam perfeitos. O de Cláudio (C), construído durante a gestão de Aécio Neves (PSDB) enquanto governador de Minas Gerais (2003-2010), até hoje não foi homologado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O órgão federal garantiu que faltam documentos para concluir esse processo.





A obra é questionada pelo fato de beneficiar, teoricamente, um município de 25 mil habitantes e pouca expressividade econômica. Além disso, Divinópolis, por onde passou o helicóptero dos Perrellas, fica a poucos quilômetros dali, e possui aeroporto bem equipado.

Aécio não comenta se já usou a pista em Cláudio para facilitar o acesso à Fazenda da Mata, que pertence à sua família há décadas, a seis quilômetros do aeroporto denunciado. Há vídeos na internet comprovando que o espaço é utilizado para shows de aeromodelismo. Familiares de Aécio disseram à Folha que pelo menos um avião pousa por semana por ali. A Anac vai investigar.

Na versão de Aécio, o aeroporto de Cláudio integra o Proaero, um programa que em sua raiz visava intervenções em mais de 160 lugares. Seriam construídos aeroportos locais ou regionais, ou melhoradas as condições das pistas existentes.

Denúncias sobre aeroportos construídos ou pistas que receberam investimentos vultosos nos últimos anos pipocam na mídia todos os dias desde que a Folha de S. Paulo revelou, em 20 de julho, que o equipamento em Cláudio foi construído em um terreno que pertence ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino. É a família Tolentino que, segundo o jornal, cuida das chaves do aeroporto enquanto o imbróglio envolvendo a desapropriação do terreno não se resolve na Justiça.

Segundo a assessoria de Aécio, a família Tolentino exige R$ 9 milhões pelo terreno. O Estado depositou em juízo cerca de R$ 1 milhão. Nesta sexta-feira (25), o periódico informa que Múcio Tolentino, ex-prefeito de Cláudio, é alvo de uma ação por improbidade administrativa.

O tio-avô de Aécio construiu uma pista de avião nas proximidades de sua fazenda, na década de 1980, com ajuda do governo estadual. A Folha sugere que a desapropriação da área em Cláudio pode garantir a Múcio o dinheiro necessário para pagar a multa desse processo antigo.

Um Tolentino acusado de relações com o tráfico

Múcio não é o único membro da família de Aécio Neves que frequentou as páginas policiais nos últimos anos. O comerciante Tancredo Aladim Rocha Tolentino, primo do candidato a presidente pelo PSDB, foi denunciado em 2012 como membro de uma quadrilha que atuava justamente na cidade de Cláudio vendendo habeas corpus por até R$ 180 mil a traficantes de drogas.

Tancredo Tolentino intermediava o negócio diretamente com Hélcio Valentim de Andrade Filho, então desembargador do Tribunal de Justiça do Estado. Em meados de 2012, quando o caso ganhou parte da mídia, o magistrado não assumiu os crimes. Tancredo Tolentino, por sua vez, reconheceu que “pediu vários favores ao desembargador e ao ter sucesso lhe dava certa quantia em dinheiro, como forma de agradecimento”.

Na época, os jornais passaram a informação de que Tancredo Tolentino era primo distante de Aécio.

Quando estourou o caso do helicóptero do filho de Zezé Perrella, blogueiros estreitamente ligados a José Serra (PSDB) tornaram-se, de repente, especialistas em helicópteros e passaram a divulgar a hipótese de que a carga de cocaína tivesse sido embarcada em Divinópolis, nas imediações de Cláudio. Na época, Serra ainda aspirava a indicação do PSDB para a presidência.

Mais fatos sem explicações

Aécio, enquanto candidato a presidente, deixou a postura ofensiva contra o governo Dilma Rousseff (PT) para se defender dos escândalos que surgem diariamente. Além do aeroporto de Cláudio, o tucano agora é incitado a dar explicações sobre outro aeroporto construído sem critério técnico inteligível, o de Montezuma.

A cidade tem menos habitantes que Cláudio - cerca de 8 mil - e nenhuma expressão econômica que possa justificar o investimento de mais de 200 mil numa pista batida de terra local. A não ser, como sugere reportagem de O Globo também desta sexta-feira, a proximidade com a fazenda do ex-deputado Aécio Cunha, pai de Aécio Neves.

Até agora não há nada que ligue Aécio às estripulias de seu primo ou às aventuras do helicóptero dos Perrellas. Mas a soma de circunstâncias certamente o levará, nos próximos dias, a aprofundar as explicações sobre o aeroporto.

denúncia só é boa quando é contra um petista


Quem vazou a informação do aeroporto?


Diário do Centro do Mundo


Postado em 22 jul 2014
por : Paulo Nogueira







Uma pergunta se alastrou pela internet depois que a Folha publicou a informação de que Aécio mandara construir – ou reformar, segundo ele – um aeroporto numa fazenda de um tio. (Ele afirma que a fazenda já não era do tio quando recebeu a obra.)

Quem vazou?

É um caso antigo, de alguns anos. Não é um fato novo, propriamente. Por que isso não apareceu antes?

A informação não foi fruto de um trabalho de investigação jornalística da Folha.

Alguém passou ao jornal a informação. É assim que as coisas funcionam. Ao contrário do que as mentes ingênuas e românticas acreditam, os maiores furos jornalísticos quase não envolvem repórteres, editores, subeditores, fotógrafos e quem mais for.

Tudo se resume na entrega, para o veículo certo, de um dossiê que comprometa alguém.

Carlinhos Cachoeira é um símbolo disso, com os escândalos que forneceu à Veja. Pode-se dizer que nenhum repórter da Veja, nos últimos anos, foi tão produtivo quanto Cachoeira.

Quem viu House of Cards conhece o mecanismo que leva alguns políticos ao topo, e muitos ao abismo.

Na série, furioso por não ter recebido o cargo prometido pelo novo presidente americano, Francis Underwood vai passando informações comprometedoras sobre desafetos até chegar à Casa Branca.

Alguém entregou Aécio, isto é fato.

Mas quem?

Os internautas se agitaram em torno dessa pergunta.

O primeiro suspeito, nas especulações, é o suspeito de sempre: Serra. Em torno de Serra se construiu a lenda – ou a realidade, para muitos – de que ele é um mestre em produzir dossiês antiadversários.

Mas há pontas soltas nesta hipótese.

Se Serra tinha a informação, por que ele não a vazou quando disputava com Aécio a indicação do PSDB para as eleições presidenciais?

Alguns meses atrás, o aeroporto poderia ser fatal para as pretensões de Aécio de ser o candidato.

É de supor que, se Serra soubesse da história, se movimentaria na hora certa. É um homem inteligente.

Ou seria ele tão vingativo que, mesmo tendo acesso tardiamente a um dado letal para seu rival, optaria por vazá-lo mesmo sem outro proveito pessoal que não a desgraça alheia?

Muitos internautas apostam em Serra, com todas as ponderações que tornam seu nome fraco como suspeito.

A fama, a obra de Serra são maiores que a vulnerabilidade da hipótese de que foi ele o responsável pelo vazamento.

Pessoalmente, não acredito que tenha sido ele. A falta de um benefício claro para Serra do vazamento o inviabiliza, em meus esforços dedutivos, como suspeito.

Terá sido alguém do PT?

Não acredito. As relações entre o PT e as grandes empresas de mídia são muito ruins para que alguém do partido confiasse que um jornal como a Folha publicasse a denúncia.

Haveria o temor, imagino, de que a Folha não apenas rejeitasse o dossiê como o usasse contra o autor. E se Folha dissesse numa manchete que o PT tentara incriminar Aécio?

Toda a mídia cairia matando em cima do PT. Logo surgiria a velha pergunta: “Lula sabia?” O Jornal Nacional encontraria motivos para dar o assunto dias, semanas seguidas.

Haveria, em suma, a movimentação em massa que não existiu no caso do aeroporto. A mídia dá – esconde é um verbo melhor — o mínimo necessário para não passar vergonha.

Alguém viu uma matéria decente sobre a fazenda em si, por exemplo? Ou algum perfil sobre o tio de Aécio?

Se foi Serra – repito: acho que não foi – ele deve estar frustrado com a repercussão.

Seja quem for que tenha vazado, ele pôde comprovar uma máxima do jornalismo brasileiro destes tempos: denúncia só é boa quando é contra um petista
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