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quarta-feira, 15 de março de 2017

a farsa do déficit da previdência

Você sabe como funciona a farsa?



Como funciona a farsa do ROMBO da previdência social!











Desmascarando a Farsa do Rombo da Previdência







O rombo está em outro lugar







Reforma da previdência é roubo art.171






assista a esses dois piadistas...
"a minha aposentadoria... eu nem vou dizer... kkk





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Porto Alegre: INCRÍVEL ISSO, MAS CONTAMOS COMO AULA ALUNOS NAS SUAS SALAS COM SEUS PROFESSORES!!

Sou de um tempo em que...



... os professores após as férias e o recesso escolar tinham reencontros, hoje temos conflitos de guerras e mentiras e sprays de pimenta no retorno dxs professorxs. o psdb de porto alegre vai repetir o richa do paraná? vai piorar? vai imitar o pmdb do governador Sartori do rs e do golpista? não vai pagar em dia?



"Texto da competentíssima colega Marileise Caldeira. Mitou!!!



Parte 2: Do café da Manhã e Almoço


Minha colega Soraya da Silveira Franke já esclareceu, mas é sempre bom repetir.


Mentira 1: De acordo com o Secretário os pro...f. ficam das 7H 30m até as 8h olhando os alunos mascarem pão e contam como aula.

A VERDADE: Os alunos tomam café a partir das 7h 15m. 7h 30m quando dá o sinal nos levamos a turma para sala e damos aula. INCRÍVEL ISSO, MAS CONTAMOS COMO AULA ALUNOS NAS SUAS SALAS COM SEUS PROFESSORES!!




Mentira 2: Tb de acordo com o secretário passamos mais de 1 hora no refeitório sem fazer nada enquanto os alunos almoçam.

A VERDADE: os alunos do 5º ano em diante almoçam depois das 12h. Eles tem aula das 7h 30m até às 12h em sala de aula com seus profs. Do 1º ao 4° ano nós os levamos ao refeitório para almoçar. E aqui uma pausa para a fala da Ranzolim que pergunta: Pra que precisa? Nas escolas privadas e do estado os prof. ñ acompanham!! Pelo amor de Deus quanta desinformação em uma única frase!

Ficou até feio!! desde quando escola privada DÁ almoço? (me corrijam se estiver errada, ñ quero pagar o mesmo mico). Escola estadual com almoço? Jesus, eles mal ganham um leite com bolacha e com muita sorte meia cumbuca de arroz ou massa. E os profs os levam sim até o refeitório para receber esse parco lanche.

Nas escolas municipais eles tem almoço: feijão, arroz, salada e carne. E usam garfo, faca e pratos de vidro (a Secretaria da Saúde proíbe utensílios de plástico) . Acham que não precisam ser acompanhados? Em casa os pais deixam seus filhos pequenos lidarem com esses objetos e comida quente sozinhos? E os alunos com necessidades especiais? Nas escolas tem alunos que são os profs que os alimentam. Além disso é pedagógico SIM porque falamos da importância de cada alimento, das vitaminas, ñ encher o prato, ñ desperdiçar alimento e como manejar os talheres. Outro motivo é que em nossos refeitórios cabem em torno de 6 turmas, bem espremidos, por isso o almoço dos porque é escalonado e não demora mais de 20 min. E à tarde o almoço ocorre da mesma forma q o café, antes do sinal de entrada.

As DUAS HORAS que o sr. Secretário diz que passam comendo não dura mais de 20 MINUTOS.




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

estamos voando pela janela, deitados na cama

O Bacanal braZil!




"Dizem que a sociedade brasileira está cega pois enquanto se pensa "apenas" no Chapecoense os políticos estão "metendo" aquilo na gente por conta da votação da PEC. O que eu digo é o seguinte: já estão fazendo isso há muito tempo. E não precisou cair um avião para tal. Derrubaram uma presidente. Do mesmo modo que sinto pela tragédia sinto por nossa política. Eu não consigo pensar 100% apenas em política. E tenho direito de pensar e sentir ao meu modo e meu gosto. Sinto muito mas não fui eu que provoquei o BACANAL que ocorre agora no Brasil."
Maurício dos Reis Santos





Queimando na Água, Afogando-se na Chama, Bukowski




e um sofá voou pela janela
uma parede chacoalhou feito areia molhada
o cara na cama
não se importou ou deu bola pra isso






amor


amor, ele disse, gás
me beije todo
beije meus lábios
beije meus cabelos
meus dedos
meus olhos meu cérebro
faça-me esquecer

amor, ele disse, gás
ele tinha um quarto no terceiro andar,
rejeitado por uma dúzia de mulheres
35 editores
e por meia dúzia de agências de serviços,
agora eu não estou dizendo que ele valesse alguma
coisa

ele abriu todas as bocas
sem acendê-las
e foi para cama

algumas horas depois um cara a caminho
do quarto 309
acendeu um charuto no
corredor

e um sofá voou pela janela
uma parede chacoalhou feito areia molhada
uma chama púrpura bailou doze metros no ar

o cara na cama
não se importou ou deu bola pra isso
mas eu precisava dizer
que ele esteve muito bem
naquele dia






"Votação da PEC nesse momento no Senado...
as cenas mais horríveis acontecendo em Brasilia, na esplanada. ...Assustador...
Estamos tentando localizar algumas pessoas. Não há confirmação de mortos. Mas muitos feridos em hospitais, alguns estado grave. Foi uma linda manifestação, porém os golpistas transformaram numa guerra.
E tem gente que vai morrer assistindo novelas... Sem Aposentadoria, Sem Educação e Sem Saúde! Quem ta velho não vai perceber ta no fim da vida, mas os jovens vão viver pra ver essa nova fase do Brasil em uma viajem no passado voltando aos anos 90!!!!!."
Patrícia Valença


"PEC da morte aprovada, que Deus tenha misericórdia do Brasil.
Jovens em defesa da educação e saúde foram violentamente agredidos.
Canalhas bebem e comem nosso dinheiro em jantares caros, enquanto tiram tudo de nós.
E um bando de fascistas, igualmente canalhas baterem panelas pra isso, ver pobre sem direito a nada."
Evinha Alves


"Jornalistas Livres
PM ataca estudantes que foram lutar por EDUCAÇÃO em Brasília!

Em um ato pacífico que tinha por objetivo lutar por uma melhor educação no país, foi duramente reprimido pela PM, que de forma arbitrária jogou inúmeras bombas de gás lacrimogênio, bala de borracha e o uso de cavalaria para cima dos estudantes. Uma verdadeira covardia gratuita e anti-democrática! #OcupaBrasília"
José Dunga













































"#HastaSiempreFidel ‏@marcostalhari
Infiltrados do @MBLivre em manifestação contra a PEC 241/55 incitam violência policial na esplanada. #VoltaDilma"

Sergio Pinto Ribeiro Filho

























Entendeu?






























"Aqueles manifestantes, ao fundo, sendo reprimidos e apanhando da polícia, estão pagando o coquetel que os parlamentares estão degustando, enquanto celebram a aprovação da PEC 241/55.
Parabéns, Brazil Paneleiro!"
Samantha Costa







O resumo...

Sabe aquele salário mínimo que nos governos do PT tinha aumento todo ano? Foi congelado por vinte anos! Ainda não entendeu? Não se preocupe você terá 20 anos para entender! Você terá até 2036 para viver ou morrer para os ricos!

Foi bom odiar o PT?

Então, você estão amando o que já foi votado e estar por ser votado! Ainda não acabou...

Não vamos vê-lo chorar e você não se verá chorando, durante os próximos 20 anos estará gritando que tudo é culpa do PT. 

E repetirá aos netos que traballho é tudo que existe antes dos 70 anos... por culpa do PT.

Quanto a mim?

Posso dizer aos filhos e neta que é bom amar o PT e o seu sonho de mundo diferente e possível.

Eu sei, apesar das suas falhas humanas... ou erros humanos.

Mas jamais poderia estar ao lado de gente desumana egoísta e ignorante por desejo de ter tudo e ser nada.

Não posso ser conivente com a violência contra as mulheres.

Não posso fechar os olhos para a vontade explícita de transformar em braços escravos de ricos... nossos jovens e nossas jovens.

Não posso ficar calado com o gueto da violência para os jovens pretos e pobres.

Estávamos prestes a acordar, mas fomos jogados de volta na caverna.

Você continua com medo de descobrir que o mundo pode ser diferente. É uma pena que você está nos arrastando para sua caverna. 

Fique com a sua caverna. 

Deixe-nos com o sol, as estrelas, o vento, a generosidade, a amorosidade, deixe-nos com a vida.

Não queremos a violência!

Você é que procura pela violência para justificar seu ódio pela não vida. 

Você já se olhou dormindo?

Então, tente se olhar odiando, escute as asneiras que repete aos ouvidos desatentos. Tente sentir vergonha das mentiras que diz.

E lembre-se, ninguém se vê chorando depois que morre.








Fotos: Vinicius Borba / Jornalistas Livres / Gisele Arthur e outras sem crédito


domingo, 6 de novembro de 2016

Uma “esquerdopata”, certo?


Processos, confissão de uso de drogas, corrupção: o triste fim dos movimentos pró-impeachment. Por Donato




Diário do Centro do Mundo









Postado em 06 Nov 2016


por : Mauro Donato




Ela se contrapõe a Olavo de Carvalho. Critica fortemente Janaína Pachoal. Compartilha um meme que diz facilitar a vida das pessoas ao indicar ‘personalidades’ que devem ser bloqueadas: Kim Kataguiri, Reinaldo Azevedo, Fernando Holiday, Gilmar Mendes.


Desce a lenha nos movimentos que arquitetaram o impeachment. Uma “esquerdopata”, certo? Nada disso. Trata-se de Daniela Schwery, uma ativa participante desses mesmos movimentos, que divulgava vídeos dessa essa turma toda e era defensora desse pessoal até ontem. O que está ocorrendo com a direita ‘vencedora’?


Há alguns dias um áudio do revoltado online Marcello Reis vazou e o que se ouviu foi, além de seu característico estilo pouco diplomático, aparentemente alterado, uma lavação de roupa imunda que expõs o estágio atual de guerra declarada entre aqueles que foram às ruas patrocinados por Fiesp e patota, atingiram o primeiro objetivo (expulsar Dilma e o PT), mas que depois não encontraram vaga no camarote.


Reis dirige-se a Carla Zambelli, do “Nas Ruas”, outra ‘expoente’ verde-e-amarela da avenida Paulista, como ‘vaca, filha da puta’ e por aí vai. De quebra, cita Daniela Schwery. Daniela também sai atirando para todos os lados.


“Não deixem não, amiguinhos, esfreguem na carinha deles que o bonitão da família da Carla, o cunhadinho querido, com malas de dinheiro é o DONO da OAS e queria contar com a morosidade da justiça e ministros de bolso para livrar a cara dos companheiros, o que a Carla bota na prática alinhando e aparelhando os protestos aos interesses das empresas ligadas a lava jato, como a Suzano, tendo os Feffers como seu patrocinador – família que está aparelhando a FIESP – contando com a ajudinha do industrial que não tem indústria, o Skaf, que tem seu filho casado com a fefferlandia”, escreveu Schwery nas redes sociais, revelando que ali todo mundo se conhece, tem relacionamento muito próximo. O ‘cunhadinho’ de Carla Zambelli é Bruno Brasil, da empreiteira OAS.


Daniela Schwery agora se diz ‘empenhada em desmascarar essa gente, em denunciar suas práticas’. Agora quer posar de indignada, que foi enganada. Daniela Schwery, Marcello Reis e companhia limitada creem fielmente que somos idiotas ou eles é que são? Não sabiam de nada?


O áudio de Marcello Reis o contradiz bem rapidamente. Admite conhecer Carla há muito tempo. “Muuuuuito tempo”, ele diz. Admite ter tido um convívio próximo ao cunhado empreiteiro dela durante os anos de luta pelo impeachment de Dilma. Cunhado que ele afirma ser quem levava malas de dinheiro (e aí, Polícia Federal, vai chamar o cara para depor?).


Carla e Reis (ao centro) em outros tempos



Em tempo: Carla Zambelli postou um esclarecimento em sua defesa (que no pedantismo típico desse pessoal ela chamou de ‘Nota Oficial’) afirmando que Bruno Brasil é em ex-cunhado e que não fala com ele ‘desde que começaram as prisões da Lava Jato’.


Agora querem dar uma de inocentes? Não sabiam do rabo preso, das segundas intenções? Agora se referem ao MBL e demais golpistas como ‘bando de moleques’, ‘quadrilhas financiadas’?


“Então podemos considerar como Premissa (sic) de que (sic 2) qualquer um que lute contra o Establishment jamais ganhará popularidade sem o apoio dos senhores do capital?”, pergunta um aturdido seguidor de Daniela Schwery. “Podemos sim, infelizmente”, responde ela em tom misto de Margarida Arrependida com Pedro Bó.


O admirador de Daniela muito provavelmente tenha citado falta de popularidade em referência ao fracasso de Schwery nas eleições. Ela candidatou-se a deputada estadual pelo PSDB e não foi eleita. Obteve míseros 1.101 votos. Ela que sempre foi ligada ao partido tucano, aliada de José Serra, agora publica na internet que o PSDB ‘deveria ser varrido’. Neste ano fez campanha para o Major Olímpio. Melhorou, hein? Daniela é apoiadora dos militares faz tempo.


A ex-tucana se esforça para desgrudar-se do cordão umbilical e está em campanha por uma ‘CPI dos Movimentos Já!’. Diz não sofrer de indignação seletiva e quer investigados o NAS RUAS, o MBL, CUT, MST. “Acompanhando as últimas notícias, vídeos e áudios relacionados aos movimentos sociais ficou claro que tem muita coisa errada e que não se encaixa dentro do contexto político que vivemos. São denúncias que envolvem partidos políticos, empresas envolvidas na lava jato e muito dinheiro. Acredito que os envolvidos devam se pronunciar e colocar tudo em pratos limpos, caso contrário seremos a piada da esquerda”, postou ela e completou: “Não temos bandidos de estimação.”


É curioso ver a direita se batendo. Além da profundidade típica dos debates ‘políticos’ (se xingam, ameaçam, agridem fisicamente, ofendem, carregam argumentos rasteiros, são reativos emocionais sem um pingo de respeito pelo contraditório) é fundamental, entretanto, saber quais interesses deixaram de ser atendidos para declararem guerra desse jeito.


Como louvaram e idolatraram empresas e pessoas com a ficha tão suja durante tanto tempo e agora vêm com esse mimimi auto-acusatório? É o roto falando do remendado.


Dizer que só descobriu hoje que ‘Janaína Pachoal é uma articuladora para blindar o PSDB’ e que tudo nasceu com o propósito de brecar a Lava Jato é um 171 fajuto demais. Até para a direita golpista.


Por uma CPI dessa pilantragem.






quarta-feira, 27 de julho de 2016

31 de julho não é sobre o PT, é sobre o seu papel na história

Já imaginou se...


baitasar


O próximo dia 31 de julho não é sobre o PT. Claro que é difícil separar tanto e tudo que foi feito em uma década, mas pense em você. Em que lado da história você vai querer estar?

Quer estar ao lado do SUS e da luta para que os seus serviços tenham mais qualidade? Ou você acredita que a sua saúde vai estar garantida pelos planos de saúde privados? 

E a sua solidariedade com as pessoas que vão morrer por falta de médicos, remédios e vagas em hospitais? Piedade ou caridade não vai ajudá-las. 

E os tratamentos mais caros? Condenamos e xingamos quando sabemos que o SUS trata doenças muita caras nos outros, mas e quando nós precisamos? E todos precisamos!

Não esqueça: caso a saúde nos postos e UPAS da sua cidade não funcione, procure as respostas com o prefeito da sua cidade.

Quer estar ao lado da Universidade Pública e do Ensino Médio Público ou da educação privada? Você acredita que universidade é só para os ricos e aqueles que podem pagar? 

Você acredita que apenas os jovens ricos é que devem estudar no exterior? 

Isso de Ciência Sem Fronteiras é besteira de petista? 

Você também votaria em candidato que afirma que seguro saúde e aposentadoria por invalidez tem que acabar?

O PROUNI é um exagero? É um exagero esse sonho de universidade para todos?

Aham... você está do lado da Caixa Federal para os Ricos? Não sei se você sabe, mas o Temer Interino 6% congelou os recursos do Minha Casa, Minha Vida e liberou crédito para comprar imóveis de até R$ 3 Milhões! É o seu caso? Você é rico.

Isso... e muito mais foi tirado da população brasileira em apenas 2 meses de interinidade!

Aposentadoria aos 75 anos que foi vetada pela Presidenta Dilma e o interino 6% Temer derrubou junto com o congresso. Agora, as chances de você aposentar aumentaram... só aos 75 anos.

Não esqueça de se pronunciar sobre o regime único da previdência. Claro, não será único para os juízes e deputados e senadores. Hehehehehe, inocente útil da plutocracia.

Acabar com a CLT também está no centro dos desejos da plutocracia. Os ricos. Fiesp. Fiergs. Donos de Televisões. Donos de jornais. Donos de rádios. Eles sonham fazer do Brasil um país deles. 

Você está ao lado da extinção do 13º? Pois é, pense melhor. 

Lembra da votação sobre a destinação dos recursos do pré-sal? Afinal, você quer ou não que os recursos do pré-sal fiquem na saúde e na educação do Brasil? Parece que não é a intenção do interino 6% Temer. 

E o petróleo é Nosso ou dos americanos do Obama da Hilary ou do Trump? Você está do lado de quem? Afinal, você quer que os recursos do pré-sal fiquem na saúde e na educação dos EUA?

E de todas as conquistas saímos do mapa da fome do mundo!

Parece pouco? E você está ao lado da fome?

Aqui, vou me permitir copiar as palavras do senhor Franklin Tavares III,  que não conheço, mas concordo com a urgência de sairmos do mapa da alienação e ignorância



















Pois é, entendeu por que o dia 31 de julho não é pelo PT?

Vamos pra rua no dia 31 de julho defender tudo que conquistamos, algumas destas conquistas se diz que foi contra a vontade do PT.

Mas conquistamos!

Por quê?

Porque há democracia num governo eleito pelo voto e apenas repressão num governo golpista!

Vamos todos e todas para as ruas no dia 31 de julho! Pela democracia! 

O caminho do golpe estamos experimentado há 60 dias! 

Vamos dizer NÃO ao golpe!

Continuemos ao lado da História que respeita a todos e todas!






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Chegou o dia: acabam de propor o fim da universidade gratuita


Gazeta do Povo


UFPR: para O Globo, a própria existência da universidade pública é uma injustiça



O jornal O Globo sugeriu em editorial neste fim de semana aquela que talvez seja a medida mais grave de desmonte do estado de bem-estar social brasileiro – construído a duras penas durante as últimas décadas. Em função da crise econômica, o jornal sugeriu que simplesmente se acabe com o ensino superior gratuito. Assim: acabe-se, ponto.

A medida, de acordo com o editorial, serviria para duas finalidades diferentes. A primeira, diminuir o peso da educação para o Estado (a velha discussão sobre o gigantismo do Estado brasileiro e sobre a necessidade de diminuir impostos). Por outro lado, dando um aspecto “humanitário” à proposta, diz que isso acabaria com uma injustiça.

Leia mais: Sindicatos repudiam proposta

O argumento sobre a redução da carga tributária é mais inteligível, até por estar sendo debatido o tempo todo. O outro, que tenta vender como fim da injustiça aquilo que seria uma injustiça em si mesmo, é mais curioso e menos comum. Segundo o jornal, o grande problema é que quem fica com as vagas na universidade gratuita são os mais ricos. Os pobres são levados a pagar ensino privado de qualidade muitas vezes duvidosa (é O Globo quem diz, não eu).

A premissa do argumento tem uma certa verdade. Destinar as vagas do ensino gratuito aos mais ricos é injusto. A solução é bizarra. Ao invés de permitir que os mais pobres tenham acesso (mesmo que fosse em detrimento dos ricos), jogue-se tudo fora. O bebê junto com a água do banho. Décadas de investimento em uma educação pública de qualidade em função de um sistema de seleção imperfeito.

Para O Globo, a solução seria o sistema inteiramente privado, com bolsas para os mais pobres. Se essa fosse uma proposta séria, se o argumento humanitário fosse realmente a razão, e não o aspecto econômico, não faria sentido. Quem vai conseguir, dentre os pobres, as bolsas nas faculdades privadas que restariam? Os que têm melhor desempenho, os mesmos que hoje entram nas públicas gratuitas.

O argumento econômico também é frágil. Se a ideia fosse dar bolsas (públicas?) vê-se que o custo poderia ser enorme. Seria para todos, universal? Então o imposto seria ainda mais caro. Seria para poucos? Então seria excludente, e não humanitário. Nesse segundo caso, os mais pobres continuariam destinados a faculdades que o próprio jornal considera inferiores. Ou seja, não se resolve problema algum.

O que está verdadeiramente em jogo é um projeto de país. O desmonte de uma estrutura de inclusão que vem sendo posta em xeque nos últimos anos em detrimento de um Estado menor e mais leve – e também mais desigual.

Nos últimos anos, vêm surgindo repetidamente ideias de que a Previdência deve ser privada. De que o SUS deve diminuir. E de que o ensino gratuito, agora, é injusto. Ao mesmo tempo, propostas que realmente aumentam o atendimento aos brasileiros mais pobres, como o ProUni e o Pronatec geralmente vistas com desconfiança.

É preciso chamar as coisas pelos seus nomes. O que a proposta do fim do ensino superior público traz em si não é o fim de uma injustiça. É a ideia de que a injustiça se dá de qualquer jeito e de que devemos simplesmente deixar que ela ocorra sem pôr as mãos no nosso bolso para ajudar quem fica de fora do sistema. É a meritocracia que protege o bolso contra o assalto de quem nunca teve nada e quer ter chance de competir em condições de igualdade.

Se há algo que luta contra a injustiça nesse país é o acesso a uma educação de qualidade para todos. Se o Estado não servir para isso, servirá apenas para muito pouco. Para muito menos do que precisamos.

uma encenação meia boca


O que levou Temer a usar o filho de 7 anos numa operação de marketing rasteiro. 
Por Kiko Nogueira


Diário do Centro do Mundo



Postado em 27 Jul 2016


por : Kiko Nogueira










A biografia de Michel Temer acaba de cruzar com a de Fernando Henrique Cardoso em mais um aspecto lamentável — e não me refiro à vocação golpista.

No mês passado, numa entrevista à Al Jazeera, FHC evocou o filho Tomás para provar ao jornalista Mehdi Hasan que era um cidadão de bem.

“Essa senhora [Mírian Dutra] tem um filho. Ela diz que é meu”, disse ele. “O DNA provou que não é. De qualquer jeito, eu gosto do cara. Eu banquei sua educação o tempo todo com meu dinheiro, usando o Banco Central. Eu mandei dinheiro para o cara.”

O rapaz surgiu na discussão por obra e graça do velho, que se amparou nele como uma tábua de salvação moral.

Na terça, 26, o interino, tentando ver se conseguia transmitir uma imagem de normalidade, provavelmente preocupado com o resultado trágico das pesquisas, resolveu expor estupidamente o filho Michel, de 7 anos.

Temer mandou seus assessores — e eles obedeceram — avisarem a imprensa que estaria na escola dele com a mulher, Marcela.

Um dos golpes mais baixos no manual da busca pela popularidade. E a imprensa amiga obedeceu e cobriu e mostrou.

Era o primeiro dia de aulas do pequeno Michel. Ele saiu antes dos colegas para encontrar os pais e todos poderem posar para as câmeras. De longe, Temer acenava para os fotógrafos enquanto orientava o caçula sobre como proceder diante dos paparazzi de casa.

Alguém lhe questionou se ele passaria a fazer aquilo todos os dias. Temer, solerte, respondeu: “Só hoje! Só hoje!”. O sujeito estava representando um papel que não vai mais se repetir. Michel Jr. deve estar achando que o pai fez aquilo numa boa, por puro amor e consideração, e que repetiria o gesto.

No tumulto, uma mãe gritou para os profissionais da mídia: “Vai ser todo dia essa palhaçada?”. “Vão atrás dos corruptos, ele é só uma criança”, falou outra. Elas seriam, depois, informadas que o Planalto havia convocado a galera e que podiam ficar tranquilas. O tempo de ir atrás dos corruptos passou.

Que tipo de homem coloca sua criança de 7 anos como peça de um plano de marketing mequetrefe? Quem ele pensa que engana? Alguém pensou no moleque ou está combinado que ele serve apenas para enfeitar o museu de cera de Michel, assim como mamãe?

E por que a imprensa compareceu em peso a essa encenação meia boca?

Numa entrevista com Dilma, eu quis saber se ela esperava que o vice decorativo a fosse trair e se o confrontou quando a conspiração ficou clara. Dilma disse que o interpelou e que não achava que ele fosse capaz de fazer o que fez “por um motivo não mencionável”.

A cada demonstração da elasticidade do caráter de Temer, esse motivo não mencionável cresce e fica mais misterioso e feio.







juízes políticos sem nenhuma qualificação ética e moral


Michel 6% Temer acaba de bater o recorde histórico de rejeição. 
Por Paulo Nogueira


Diário do Centro do Mundo



Postado em 26 Jul 2016
por : Paulo Nogueira





Fiasco instantâneo

Michel. Michel Temer. Mas pode chamá-lo de Michel 6% Temer.

O resultado da pesquisa Ipsos divulgada hoje é categórico: Temer é um fiasco. Um monumental fiasco.

Apenas 6% dos brasileiros aprovam o interino. Isto é metade do que Dilma tinha em sua etapa final na presidência, sob bombardeio ininterrupto da mídia e da Lava Jato.

Quer dizer: não é metade. É menos que metade. Dilma tinha quase 14% de aprovação.

Pronto. Isto é Michel 6% Temer. A mídia o protege descaradamente, a Lava Jato sumiu de circulação, a cobertura de corrupção de jornais e revistas virou nada: mesmo assim, Temer é amplamente rejeitado pelos brasileiros.

Num mundo menos imperfeito, os 6% seriam manchete dos jornais, e ocupariam vários minutos do JN.

Mas este nosso mundo é extremamente imperfeito, e então a mídia silencia. Mas isto não elimina os 6%.

É o pior índice de aprovação desde que este tipo de coisa passou a ser pesquisada. Collor, na véspera de seu impeachment, era aprovado por 9% das pessoas. Desnecessário dizer que nenhum jornal notou isso. Notariam se fosse um petista. Gritariam, melhor.

O Brasil, em suma, não quer Temer.

A plutocracia subestimou os brasileiros, este é o ponto. Achou que podia ludibriá-los. Os golpistas inventaram um pretexto que se revelou uma farsa cínica, as pedaladas.

Quando se tornou consenso que não houve pedaladas, a plutocracia alegou que isso não importava. Dilma seria afastada fosse inocente ou fosse culpada.

O golpe ficou inteiramente avacalhado. Não é justo com o Paraguai chamá-lo de golpe paraguaio.

É típico de um país ridículo montar um julgamento de meses cujo resultado se conhece de antemão porque os juízes são políticos sem nenhuma qualificação ética e moral.

O resultado disso é Michel 6% Temer.

É certo

Isso só vai piorar, caso o impeachment se concretize. Parece ter-se consolidado, com os fatos escabrosos em torno do golpe, a ideia de que Temer é o vilão e Dilma a vítima da história.

A Ipsos mostrou que diminuiu 13 pontos porcentuais o número de brasileiros que apoiam o impeachment de Dilma. De 61% passou a 48%.

Um vice decorativo não se transforma em estadista porque os Marinhos, os Frias e os Civitas querem.

Michel 6% Temer está aí para provar.




Sobre o AutorO jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

sábado, 16 de abril de 2016

desligue-se da tv e amanhã vai pra rua gritar: Não Vai Ter Golpe! Vai Ter Luta!

Mídia golpista faz guerra psicológica



Por Lúcia Rodrigues, na revista Caros Amigos:





Uma guerra psicológica orquestrada para desmobilizar quem é contra o golpe. É assim que o professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Laurindo Lalo Leal Filho, define o comportamento da mídia na veiculação de matérias sobre o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que será votado no próximo domingo (17), no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

“O ataque se intensificou quando a mídia percebeu que a oposição não tem os 342 votos (necessários para aprovar o impeachment)”, enfatiza. “As informações que saem nos jornais, nas revistas, televisões, rádios são iguais. E vai se criando um clima para desmobilizar a sociedade e a militância que está na frente de luta (contra o golpismo). A mídia aposta na desmobilização. Esse é o objetivo.”

Lalo explica como a ação concatenada entre as diversas plataformas da mídia burguesa age para propagar e intensificar o clima de derrotismo entre aqueles que lutam em defesa da democracia. “A Folha (de São Paulo), por exemplo, pouca gente lê, mas aí entra a CBN e TV Globo repercutindo suas manchetes.”

O cientista político e também professor da USP, Antonio Carlos Mazzeo, concorda com Lalo. “As manchetes da Folha são tendenciosas. Há uma orquestração da mídia a favor do impeachment. Os meios de comunicação manipulam a verdade, mas isso não é novo”, frisa.

Ele explica que essa tradição vem de longe. No caso das organizações Globo, pelo menos desde a década de 1930. “Um panfleto da Aliança Nacional Libertadora (ANL), de 1935, recomenda que as pessoas não leiam (o jornal) O Globo. Veja há quanto tempo essa família (Marinho) é afinada com tudo que é antinacional”, frisa Mazzeo.

“A Globo sempre foi um instrumento do imperialismo em nosso país. E isso tem ficado cada dia mais claro em suas matérias. A GloboNews vem fazendo um jornalismo catastrofista desde o primeiro governo Dilma. Se a pessoa for conhecer o Brasil pela GloboNews, vai achar que o país é mais pobre do que Uganda. Não se fala nada sobre as conquistas nacionais”, alerta o cientista político.

Ele defende que as concessões de rádio e TVs sejam revistas pelo governo. “Não dá pra ligar a TV e ser manipulado. É preciso afrontar essas concessões”, adverte. Mazzeo considera, no entanto, que para fortalecer essa proposta é preciso construir um bloco hegemônico de poder com os trabalhadores e de caráter socialista.


domingo, 3 de abril de 2016

Tomás estudava nos Estados Unidos, com dinheiro de Fernando Henrique Cardoso

Como Mirian soube que FHC dava mesada com a Brasif


Ela vai entregar documentos à PF !


Conversa Afiada


publicado 02/04/2016

Miriam em Cerdaña, fronteira da Espanha com a França



No DCM:



Quinta-feira, 31 de março, o jornalista Mario Sergio Conti apresenta Fernando Henrique Cardoso para sua audiência na Globonews:

— O nosso entrevistado de hoje dispensa apresentação. É um dos intelectuais e políticos mais respeitados do país e no exterior. É uma referência para os brasileiros, sobretudo nestes momentos de crise. É um elder statesman (velho estadista). Vamos ver quem é.

Rolam na tela imagens do ex-presidente e os dois voltam para tratar dos temas da noite: Lava Jato e impeachment.

Nada de Mirian Dutra, nada da Brasif.

Domingo, 20 de março. Mirian Dutra está em Cerdaña, perto da fronteira da Espanha com a França, e me dá entrevista. No caminho até o hotel, em meio a montanhas com neve, ela para num posto de combustível e abastece o carro. “Aqui não tem mordomia, não”, comenta.

Mirian fala sobre Mario Sergio Conti e Fernando Henrique Cardoso:

— O Fernando Henrique deve um grande favor ao Mario sergio Conti. A nota que o Mario Sergio publicou na coluna Veja em 1991 é simplesmente uma mentira.

A nota diz que Mirian Dutra, “conhecida pelas reportagens que faz para o Jornal Nacional”, havia trocado o clima seco de Brasília por uma temporada de inverno em Santa Catarina. Em seguida, conta que Mirian espera um filho e que o pai é um biólogo.

Mirian conta a mesma história para uma amiga, a publicitária Glória Maria Campamá, com quem está reunida em Barcelona.

As duas não se vêem há bastante tempo, depois que Mirian se mudou para Madri. Glória, que nasceu na Catalunha e é mãe de um dos melhores amigos do filho de Mirian, os dois na faixa dos 25 anos de idade, ouve atentamente. Mirian explica:

— Veja é uma importante revista do Brasil. É como a Época – diz ela, em referência a uma publicação da Espanha.

Glória não esconde a surpresa, e Mirian diz que quem armou com o então diretor de redação da maior revista do Brasil a publicação de uma fraude pode muito bem ter armado um exame de DNA.

Na conversa com a amiga, Mirian Dutra fazia referência a um episódio de 2011, quando Fernando Henrique Cardoso divulgou à imprensa que se submetera a dois exames nos Estados Unidos, e o resultado foi negativo para a paternidade do filho de Mirian.

Mesmo assim, informou à época Fernando Henrique à imprensa, ele continuaria a atender às necessidades materiais e afetivas do filho da ex-namorada, inclusive mantendo o reconhecimento de Tomás como filho, que teria feito na Espanha no ano de 2009.

Mas, no cartório onde Tomás foi registrado, o 1º Ofício de Brasília, a certidão de nascimento obtida no último dia 24 de fevereiro pelo jornalista Fernando Molica, da coluna Informe do Dia, registra Tomás Dutra Schmidt como filho de Mirian Dutra e de pai desconhecido.

Enquanto conversa com Glória, Mirian está com os olhos marejados, e esses fatos seriam de absoluta privacidade não tivesse Fernando Henrique Cardoso movimentado uma máquina poderosa para encobrir seu relacionamento com Mirian Dutra e o filho, durante os anos em que foi presidente da república, com o apoio de empresas de comunicação e concessionárias do governo federal.

Mirian, Glória e eu estamos no bar do Hotel Villa Emilia. Mirian vê que o cãozinho Chico, sua companhia de alguns anos para cá, precisa dar uma volta e pede licença. Glória me conta que Mirian viveu anos difíceis em Barcelona. “Ele queria trabalhar, mas a empresa (Globo) pagava e ela não produzia nada. Isso deprime qualquer um”, comenta.

Glória diz ainda que o mercado de comunicação no Brasil é estranho.

Como funcionária de uma agência de publicidade em Barcelona, diz que a empresa, multinacional, tem negócios na Argentina, na Colômbia e no México, mas não consegue entrar no Brasil. “No seu País, a Globo dá as cartas”, afirma.

Glória diz também que seu filho mais velho, que hoje mora no Canadá, esteve com Fernando Henrique Cardoso, numa visita que ele fez a Tomás em Barcelona.

— O Tomás, na época criança, queria muito que os amigos conhecessem Fernando Henrique, mas ele não queria que vissem o presidente, mas o pai. E como Tomás estava feliz – diz Glória.

Mirian retorna com Chico e pede ao garçom mais uma cesta de pão. Ela quer alimentar o cachorrinho com pequenos pedaços de miolo.

— Sabe como eu soube do DNA? Eu estava em São Paulo para acompanhar minha irmã, que estava com câncer, ao hospital. Fernando Henrique soube que eu iria para lá e pediu para me encontrar com ele num hotel no Morumbi.

Segundo ela, Fernando Henrique chegou com dois seguranças, sentou-se numa mesa, lhe entregou um envelope e disse:

— Tomás não é meu filho.

— Não, então é de quem? Do biólogo?

— Fiz dois exames, e deram negativo – teria dito Fernando Henrique.

Mirian diz que ficou sem reação.

— O hotel estava cheio de gente e ele estava com dois seguranças.

A conversa não demorou muito. Ele teria pegado o exame de volta, se levantou e saiu.

Mirian recorda que, à noite, enquanto jantava num restaurante do Itaim com a irmã, começou a chorar.

A irmã achou que era por causa da doença dela e procurou tranquilizá-la:

— Eu vou superar.

Mirian, então, revelou:

— O Fernando Henrique me mostrou um exame de DNA e disse que Tomás não é filho dele.

Mirian, que diz ter tido sempre um relacionamento tenso com Margrit Dutra Schimidt, conta que viu a irmã baixar a cabeça e dizer:

— Eu já sabia… Que vergonha…

Como sabia?

Mirian diz que Margrit foi uma das pessoas que, a pedido de Fernando Henrique Cardoso ou de José Serra (grande amigo dela e de Fernando Henrique), pediram que Mirian não levasse adiante a gravidez.

— Mas, depois que o Tomás nasceu, ela gostava de ser conhecida como a cunhadinha do Brasil.

Nesse ponto da conversa, Mirian muda a expressão e diz que a irmã era sócia do marido (já falecido) na empresa de lobby Polimídia. “Com a história do filho de Mirian Dutra, as portas se abriam para ela e minha irmã ganhou muito dinheiro”, diz e sugere que se investigue o patrimônio da irmã: “Ela era funcionária da UNB (Universidade Federal de Brasília), não tinha nada e hoje tem conta no Canadá e muitos imóveis.”








Margrit Dutra Shimidt tem hoje um cargo comissionado no gabinete de José Serra, no Senado, mas quase não é vista por lá.

Com a notícia do DNA, Mirian procurou o filho e quis saber por que ele fez o exame sem o conhecimento dela:

— O Tomás não tinha ideia do que significava aquilo e falou: ‘Ah, mãe, não é definitivo.’”

Mirian achou que ela, Fernando Henrique e Tomás, deveriam ter uma conversa, e se encontraram no hotel Palace, de Madri.

— Eu estava no meu território e a conversa foi dura. Acho que tinha caído a ficha do Tomás. Ele queria saber se eu tinha me relacionado com outra pessoa e eu respondi: tive, sim, com o porteiro. Claro que não, Tomás!

Enquanto mãe e filho discutiam, Mirian Dutra diz que Fernando Henrique chorou.

Mirian conta que também procurou um antigo terapeuta em Brasília, com quem fez psicanálise durante os seis anos de namoro com Fernando Henrique, para saber se, na ficha dela, constava alguma referência a um caso com outra pessoa.

— Eu fiquei tão confusa que achei que eu pudesse mesmo ter tido outro relacionamento e bloqueado isso por algum motivo. Meu terapeuta ficou de procurar as anotações no arquivo morto e, depois de alguns dias, me ligou para dizer que a coisa mais importante que tinha achado era uma referência à troca de medicamento para dormir. Não tinha nada.

Em agosto de 2014, seu advogado no Brasil, José Diogo Bastos, notificou duas vezes Fernando Henrique Cardoso para apresentar os documentos de reconhecimento de Tomás como filho e o resultado dos DNAs.

Fernando Henrique, que assina uma das notificações – a outra é assinada por uma secretária do Instituto Fernando Henrique Cardoso –, não respondeu. Em janeiro de 2015, ele concluiu a compra de um apartamento para Tomás, por 200 mil euros, perto da Universidade de Barcelona, onde o jovem faz pós-graduação.

Telefonei para Tomás, mas ele não quis falar. Disse que um dia, quando “tudo isso passar”, poderia dar entrevista. Procurei também Fernando Henrique Cardoso. A chefe de gabinete do Instituto FHC, Helena Maria Gasparian, retornou minha ligação e disse que tentaria marcar uma conversa. Caso a entrevista pessoal não fosse possível, propus enviar perguntas por escrito, mas não tive resposta.

Mirian diz que hoje estuda processar o ex-namorado, por danos morais, particularmente porque diz que sempre quis fazer o exame de DNA, mas ele recusou.

— Na maternidade, quando Tomás nasceu, ele me telefonou e eu disse que ele deveria fazer o DNA. Ele não quis, esperou meu filho ficar maior de idade e estar bem longe de mim – quando o exame foi feito, Tomás estudava nos Estados Unidos, com dinheiro de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Mirian, foi Fernando Henrique quem contou a Tomás que o resultado do DNA deu negativo. “Ainda que fosse verdade, e não é, ele deveria conversar comigo primeiro e depois falar com o Tomás”, diz.

A tragédia da família Dutra se mistura a situações em que é difícil separar o assunto público do privado. Nos anos em que considera seu exílio na Europa, com salário da Globo e o dinheiro de um contrato fictício da Brasif, ela teria questionado Fernando Henrique quando a Brasif, empresa concessionária do governo federal, parou de transferir dinheiro – eram 3 mil dólares por mês.

— O Fernando Henrique disse: é claro, eu coloquei 100 mil dólares lá, e esse dinheiro já acabou.

A família não deixou de receber recursos, mas a Brasif, segundo Mirian, deixou de ser o canal. Ela diz guardar todos os registros de transferência de dinheiro – da Brasif e de outros meios — e é o que pretende entregar à Polícia Federal. Seu depoimento foi marcado para 7 de abril, em São Paulo.



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Faltam uns 80


O Golpe subiu no telhado
Nem a "pesquisa" do Estadão derruba a Dilma. Quá, quá, quá !



Conversa Afiada


publicado 03/04/2016





Do historialista dos múltiplos chapéus, aquele que, na era da internet, consegue vender a mesma colona, no mesmo dia, à Fel-lha e à Globo Overseas (um jenio!):



IMPEACHMENT

Um ativo parlamentar oposicionista que há três semanas dava o impedimento da doutora Dilma como fava contada deixou Brasília na sexta-feira incrédulo.

Não se pode dizer que o gato subiu no telhado, mas é certo que ele foi visto olhando para cima.


"Ativo parlamentar oposicionista" deve ser oPadim Pade Cerra.

Os dois, insones, todas as noites trocam receitas de veneno.

O dos chapéus, como não conseguiu governar o futuro do Brasil - porque o Cerra jamais chegará lá - tentou governar o passado do Brasil, com a tese de que o Feiticeiro (o Golbery) e o Bestalhão (o Geisel) são os fundadores da democracia brasileira !

Um jenio !

Outro que subiu no telhado foi o Estadão.

Na manchete desse domingo 3/4, diz o comatoso:

Dos 342 votos necessários na Câmara para impedir a Dilma, 261 deputados "consultados" pelo Estadão confessam que vão votar pelo impedimento.

Quer dizer que o deputado chega para o Estadão e diz assim: sim, meu querido representante da mais furiosa extrema direita paulista, seu cafeicultor falido, golpistazinho do meu coração, eu confesso!

Anota aí: quero o impeachment.,

Mas, não põe o meu nome, viu ?

E aí, mesmo assim, o Estadão não consegue os 342 votos.

Faltam uns 80.

Sem falar naqueles, que malandrinos, espertalhoes nao vao nem aparecer lá, para nao queimar o filme ao lado do Cunha, do Jucá, do Temer e do Pauzinho do Dantas.

E não vão, portanto, ajudar a conseguir os 342 ...

O Golpe subiu no telhado.

E já, já, o Padim Pade Cerra vai dizer que nunca defendeu o impeachment !

Vai dizer sob a proteção do anonimato, como um "ativo" parlamentar !

Eles se merecem, sao a mesma sopa: o dos chapeus, o Cerra e o FHC Brasif e seus múltiplos negócios de familia.


PHA

quarta-feira, 16 de março de 2016

A Lista de Furnas (saiu... novamente)


DELCÍDIO JOGOU A PÁ DE CAL NA CARREIRA DO MORALISTA AÉCIO NEVES


Diário do Centro do Mundo


por Kiko Nogueira15 de março de 2016




Amigos



O diabo está nos detalhes. Há um trecho da delação bomba de Delcídio do Amaral em que ele fala que a CPMI dos Correios foi feita “com base em dados maquiados”.

Relata que outros parlamentares sabiam da empulhação, entre eles Carlos Sampaio, o probo, e Aécio Neves. Acrescenta o petista: o tema foi tratado com o então governador Aécio em Minas Gerais. Após a reunião, Aécio “franqueou o avião do governo para que o declarante viajasse para o Rio de Janeiro”.

A viagem de Delcídio está na relação de vôos oficiais de Aécio entre 2003 e 2010. Ela foi obtida pelo DCM e utilizada em algumas matérias.

As aeronaves bancadas com o dinheiro do contribuinte mineiro foram emprestadas também para gente como Roberto Civita, Fernando Henrique Cardoso, José Dirceu, todas as lideranças do PSDB, e um certo Roberto Marinho (que Roberto Irineu Marinho, dono da Globo, declarou não ser ele num email enviado a nós por sua advogada).

A família inteira também passeou, inclusive o primo Quedo, acusado de comprar um juiz num caso de tráfico de drogas.

Em matéria de tráfico de influência, Aécio foi campeão. A delação de Delcídio e a lista de passeios de helicóptero e turboélice são pedaços do cipoal de interesses, alguns mais escusos que outros, que Aécio representou em sua vida pública.










As revelações de Delcídio agravaram a crise no governo Dilma e no PT — mas deixaram a nu, definitivamente, a grande esperança branca da oposição, o incansável tribuno, o político que não aceitou a derrota desde outubro de 2014 e que desde então veio fazendo uma pregação moralista, barata, deletéria e demagógica.

O desespero vinha daí, então? Se levasse, Aécio poderia conter as investigações? Seu inconformismo com Dilma passa pelo fato de que ela nada fez para poupar o sujeito que foi metade do fenômeno “Lulécio”, quando dividiu os votos dos mineiros com Lula?

Não foi por falta de blindagem. O conluio em Furnas, descrito por Delcídio, é conhecido pelo menos desde 2006. Há duas semanas, o DCM lançou um documentário sobre o esquema de caixa 2 que quase foi abafado de todas as maneiras imagináveis.

Aécio conseguiu emplacar na Veja uma “reportagem” afirmando que a famosa lista era uma falsificação, alegação baseada num laudo encomendado.

O Jornal Nacional nunca deu a Furnas um décimo da atenção que dedica hoje a qualquer coisa relativa ao “sítio de Lula” e ao “triplex de Lula”. O esforço para desmoralizar o documento veio não só da imprensa, mas do Ministério Público e da Polícia Federal.

A Istoé, para ficar num exemplo recente, publicou apenas as partes relativas a Lula e Dilma em suas capas sobre Delcídio. Ocorre que ficou impossível segurar as denúncias, apesar de toda a boa vontade do pessoal. Os malfeitos de Aécio acabaram vazando pelo conjunto da obra. A internet quebrou o monopólio da informação.

O colega Delcídio atirou aos cães a carreira do bastião da moralidade. Confirmou a delação do doleiro Alberto Youssef, que também afirmara que Aécio recebia propina da estatal mineira.

Delcídio aponta que Dimas Toledo, ex-presidente da empresa, “operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves”. Dimas possuiria “vínculo muito forte” com Aécio e sua indicação para o cargo teria partido do tucano, junto ao PP, durante a gestão de FHC.

Em 2005, Lula lhe teria perguntado sobre Dimas Toledo. “Eu assumi e o Janene [presidente do PP, já falecido] veio pedir pelo Dimas. Depois veio o Aécio e pediu por ele. Agora o PT, que era contra, está a favor. Pelo jeito ele está roubando muito”, contou Lula, segundo Delcídio.

Andrea Neves, irmã e braços direito e esquerdo de Aécio, era “uma das grandes mentoras intelectuais dele e estava por trás do governo”.

Declarou também que ouviu de José Janene que Aécio era “beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato”. A sede seria em Liechtenstein, a operação financeira teria sido estruturada por um doleiro do Rio e tudo estaria no nome da mãe de Aécio ou do próprio.

A farsa de Aécio já tinha dado sinais de que tinha sido desmontada quando ele foi hostilizado nos protestos de 13 de março. A massa ignara que ajudou a insuflar com discursos raivosos sobre corrupção o rejeitou de maneira humilhante.

Não se sabe o que virá a ocorrer no Brasil a partir daqui. Temos um capítulo por dia. Mas Aécio Neves se transformou num elemento radiativo com o qual pouca gente vai querer contato. O sonho de 2018 foi para a lata do lixo.

Abaixo, o documentário do DCM sobre a Lista de Furnas.







domingo, 13 de março de 2016

A RESPOSTA DE LULA QUE A GLOBO SE NEGOU A LER NO JORNAL NACIONAL

A RESPOSTA DE LULA QUE A GLOBO SE NEGOU A LER NO JORNAL NACIONAL DESSE SÁBADO 12 DE MARÇO DE 2016.



LEIA AQUI A RESPOSTA DO EX-PRESIDENTE LULA AO JORNAL NACIONAL:



“Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, e minha mulher, Marisa Letícia, não somos e nunca fomos donos de nenhum apartamento tríplex no Guarujá nem em qualquer outro lugar do litoral brasileiro.

Meu patrimônio imobiliário hoje é exatamente o mesmo que eu tinha ao assumir a presidência da República, em janeiro de 2003: 

O apartamento onde moro com Marisa, e onde já morávamos antes do governo, e o rancho “Los Fubangos”, um pesqueiro na represa Billings. 

Ambos adquiridos a prestações. Também temos dois apartamentos de 70 metros quadrados que Marisa recebeu em permuta por um lote que ela herdou da mãe.

Tudo em São Bernardo do Campo. Tudo registrado em nosso nome no cartório e na declaração anual de bens. 

Esta é a verdade dos fatos, em sua simplicidade: entrei e saí da Presidência da República com os mesmos imóveis que adquiri ao longo da vida, trabalhando desde criança, como sabem os brasileiros.

Não comprei nem ganhei apartamento, mansão, sítio, fazenda, casa de praia, no Brasil ou no exterior. 

Jamais ocultei patrimônio nem registrei propriedade particular em nome de outras pessoas. 

Nunca registrei nada em nome de empresas fictícias com sede em paraísos fiscais, artifício utilizado por algumas das mais ricas famílias deste País para fugir ao pagamento de impostos.

As informações sobre o patrimônio do Lula – verdadeiras, fidedignas, documentadas – sempre estiveram à disposição do Ministério Público e da imprensa, inclusive da Rede Globo.

Estas informações foram deliberadamente ocultadas do público na reportagem do Jornal Nacional que apresentou as acusações do Ministério Público de São Paulo.

Eu não fui procurado pela Globo para apresentar meu ponto de vista. Ninguém da minha assessoria foi procurado. O direito ao contraditório foi sonegado. 

Alguém se apropriou indevidamente do meu direito de defesa.

Não é a primeira vez que isso acontece e certamente não será a última.

Mas eu fiquei indignado ao ver minha mulher e meu filho sendo retratados na televisão como se fossem criminosos.

Mesmo na mais acirrada disputa política – e o jornalismo não está acima dessas disputas – nada justifica envolver a família, a mulher, os filhos, como ocorreu nesse caso.

Fiquei indignado porque, ao longo de 9 minutos, o apresentador William Bonner e o repórter José Roberto Burnier me acusaram 18 vezes de ter cometido 10 crimes diferentes; sem nenhuma prova, endossando as leviandades de três membros do Ministério Púbico de São Paulo. 

Reproduziram ofensas, muitas ofensas, a partir de uma denúncia que sequer foi aceita pela juíza. E ainda por cima, denúncia de um promotor que já foi advertido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, porque atuou fora da lei neste caso.

A Rede Globo me conhece o suficiente para fazer uma avaliação equilibrada das acusações lançadas por aquele promotor, antes de reproduzi-las integralmente pelas vozes de William Bonner e Roberto Burnier. 

A Rede Globo recebeu, desde 31 de janeiro, todas as informações referentes ao tríplex, com documentos que comprovam que nem eu nem Marisa nem nosso filho Fabio somos donos daquilo. É uma longa e detalhada nota, chamada “Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa”. 

Cheguei a abrir mão do meu sigilo fiscal e anexei a esta nota parte de minha declaração de bens.

Quando divulgamos este documento esclarecedor, o Jornal Nacional fez uma série de matérias tentando desqualificar o que estava dito lá. Duvidaram de cada detalhe, procuraram contradições, chegaram a distorcer uma entrevista do meu advogado.

Quanta diferença...

Na reportagem sobre a denúncia do procurador, nada foi questionado. Tudo foi endossado e ratificado como se fosse absoluta verdade.

A Rede Globo sempre poderá dizer que estava apenas “retratando os fatos”, “prestando informações à sociedade”, “cumprindo seu dever jornalístico”.

Só não vai conseguir explicar ao povo brasileiro a diferença gritante de tratamento: quando acusam o Lula, é tudo verdade; quando o Lula se defende, é tudo suspeito.

Em 40 anos de vida política, aprendi a lidar com o preconceito, com a inveja e até com o ódio político. 

Mas não me conformo, como ex-presidente desse imenso país chamado Brasil, não posso me conformar de ser comparado a um traficante de drogas, como aconteceu no final da reportagem.

Essa comparação ofensiva, injuriosa, caluniosa, não está nos autos da denúncia do Ministério Público. 

Não sei quem decidiu incluir isso na reportagem, mas posso avaliar seu caráter.

Se esta mensagem está sendo lida hoje na Rede Globo é por uma decisão da Justiça, com base na Lei do Direito de Resposta, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no final do ano passado.

Esta lei garante que a Liberdade de Imprensa seja realmente um direito de todos e não um privilégio daqueles que detém os meios de comunicação.

É ela que nos permite enfrentar a ocultação de informações, a sonegação do contraditório, a falsidade informativa, a lavagem da notícia.

Estes vícios foram sistematicamente praticados pelos grandes veículos de comunicação do Brasil durante a ditadura e fizeram tão mal ao País quanto a censura, que abolimos na Constituição de 1988.

A Rede Globo levou mais de 30 anos para pedir desculpas ao País por ter apoiado a ditadura, praticando um jornalismo de um lado só. Graças à lei do Direito de Resposta, não tenho de esperar tanto tempo para responder às ofensas dirigidas a mim e a minha família no Jornal Nacional.

Eu não estou usando este direito de resposta para me defender apenas, e a minha família. É para defender a democracia, o estado de direito e a própria liberdade de imprensa, que só é verdadeira quando admite o contraditório e respeita a verdade dos fatos. 

Quando estes princípios são ignorados, em reportagens como aquela do Jornal Nacional, o maior prejudicado não é o Lula, é cada cidadão e a sociedade, é a democracia”.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA