quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa por telefone nesta quarta-feira com o presidente dos EUA, Barack Obama, propôs uma reunião do grupo de países empenhados em ajudar na reconstrução do Haiti, devastado por um forte terremoto. O Brasil anunciou nesta quarta-feira uma ajuda de 15 milhões de dólares. O terremoto que devastou o Haiti, na terça-feira, pode ter deixado dezenas de milhares de mortos, segundo autoridades do país. Entre os mortos estão 11 militares brasileiros em missão da ONU no Haiti e a médica fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, que estava visitando o país. Leia mais

Últimas notícias no YAHOO:
Cruz Vermelha abre site para busca de parentes desaparecidos no Haiti Agência EFE - 14 minutos atrás
Itália segue sem notícias de italianos no Haiti Agência EFE - 41 minutos atrás
Mulher sob escombros no Haiti pede ajuda por mensagem de texto Reuters - Qui Jan 14, 12:13
Companhias aéreas dos EUA iniciam transporte de ajuda ao Haiti Reuters - Qua Jan 13, 11:56
Gates cancela viagem à Austrália para tratar de crise no Haiti Reuters - Qua Jan 13, 10:51
Lula conversa com Obama sobre Haiti e propõe reunião de doadores Reuters - Qua Jan 13, 10:27
ONU diz haver 16 membros de missão mortos no Haiti após tremor Reuters - Qua Jan 13, 10:16
EUA e França acertam coordenação de esforços no Haiti AFP - Qua Jan 13, 10:13
Hillary Clinton compara terremoto no Haiti à tsunami na Ásia AFP - Qua Jan 13, 09:47
Hillary Clinton encurta viagem à Ásia após terremoto no Haiti AFP - Qua Jan 13, 09:47
Hillary Clinton cancela viagem ao Pacífico por tremor no Haiti Reuters - Qua Jan 13, 09:18
Bill Clinton pede doações para ajudar vítimas do terremoto no Haiti AFP - Qua Jan 13, 08:49
ONU confirma morte de 14 funcionários no Haiti AFP - Qua Jan 13, 08:40

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

COMÍCIO DA CENTRAL DO BRASIL - 1964

O golpe de 1964 ocorreu devido ao repúdio dos militares e das classes dominantes às políticas que eles interpretavam como sendo de esquerda. As principais políticas que desencadearam o golpe foram em relação à proposta de implantação de um conjunto de reformas, especialmente a reforma agrária, que traria como consequência imediata a divisão das grandes propriedades (latifúndios); e a implantação da Lei de Remessas de Lucro, que aumentava o rigor em relação à contabilidade das empresas internacionais e obrigava as mesmas a investir parte desse dinheiro no Brasil.

A Reforma Agrária jamais aconteceu de fato no Brasil, mas concordamos que ela deva acontecer? É necessária?

E fazer a tal Reforma Agrária seria virar Cuba, China ou reviver a extinta URSS? Na medida em que a história e os personagens se afastam do seu epicentro, podemos olhar com mais precisão sobre os fatos. E me parece que esses grupos econômicos e políticos e militares golpistas de 64 querem permanecer no poder eternamente. Quando não conseguem, fazem nascer um bode na sala. Em 64, o bode na nossa sala da democracia foi o comunismo!

E a Lei das Remessas de Lucro? Dá para começar a entender os envolvimentos empresariais? Mais abaixo, neste blog, tem a indicaçào de um documentário sobre um desses empresários.

Dá para entender a lógica das privatizações no governo FHC?

E por que essa imprensa jamais fez a grande discussão-reflexão sobre sobre as causas do golpe de 1964? Mas tirando o bode da sala, certo?

Respeito os militares como uma instituição do nosso País, mas vão continuar deixando se manipular? Lembram do slogan "Brasil - Ame-o ou Deixe-o"; no governo FHC, bem que poderíamos criar algo similar "Brasil - Ame-o ou Venda-o". Esse é o nacionalismo das Forças Armadas Brasileiras? Não acredito!

Escutem o discurso do Jango! Parece que mudou muito pouco...

É fundamental que diversifiquemos as nossas fontes de informação, do contrário, sempre seremos manipulados!

Maromar

MST mostra o que a Veja é

O MST nunca pisou lá

O Conversa Afiada e o blog do mauro reproduz a nota do MST sobre a Veja:

Como VEJA está depredando o jornalismo e a verdade
12 de janeiro de 2010

NOTA DO MST-PA SOBRE REPORTAGEM DA REVISTA VEJA
1-O MST do Pará esclarece que não tem nenhuma fazenda ocupada no município de Tailândia, como afirma a reportagem da Revista Veja “Predadores da floresta” nesta semana. Não temos nenhuma relação com as atividades nessa área. A Veja continua usando seus tradicionais métodos de mentir e repetir mentiras contra os movimentos sociais para desmoralizá-los, como lhes ensinou seu mestre Joseph Goebbels. A reportagem optou por atacar mais uma vez o MST e abriu mão de informar que o nosso movimento não tem base social nesse município, dando mais um exemplo de falta de respeito aos seus leitores.
2-A área mencionada pela reportagem está em uma das regiões onde mais se desmata no Pará, com um índice elevado de destruição de floresta por causa da expansão do latifúndio e de madeireiras. Em 2007, a região de Tailândia sofreu uma intervenção da Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, e latifundiários e donos de serrarias foram multados pelo desmatamento. Os madeireiros e as empresas guseiras estimulam o desmatamento para produzir o carvão vegetal para as siderúrgicas, que exportam a sua produção. Por que a Veja não denuncia essas empresas?

3-Na nossa proposta e prática de Reforma Agrária e de organização das famílias assentadas, defendemos a recuperação das áreas degradas e a suspensão dos projetos de colonização na Amazônia. Defendemos o “Desmatamento Zero” e a desapropriação de latifúndios desmatados para transformá-los em áreas de produção de alimentos para as populações das cidades próximas. Também defendemos a proibição da venda de áreas na Amazônia para bancos e empresas transnacionais, que ameaçam a floresta com a sua expansão predatória (como fazem o Banco Opportunity, a Cargill e a Alcoa, entre outras empresas).

4-A Veja tem a única missão de atacar sistematicamente o MST e a organização dos camponeses da Amazônia, para esconder e defender os privilégios dos verdadeiros saqueadores das riquezas naturais. Os que desmatam as florestas para o plantio de soja, eucalipto e para a pecuária extensiva no Pará não são os sem-terra. Esse tipo de exploração é uma necessidade do modelo econômico agroexportador implementado no Estado, a partir da espoliação e apropriação dos recursos naturais, baseado no latifúndio, nas madeireiras, no projeto de exportação mineral e no agronegócio.

5-Por último, gostaríamos de comunicar à sociedade brasileira que estamos construindo o primeiro assentamento Agroflorestal, com 120 famílias nos municípios de Pacajá, Breu Branco e Tucuruí, no sudeste do Estado, em uma área de 5200 hectares de floresta. Nessa área, extraímos de forma auto-sustentável e garantimos renda da floresta para os trabalhadores rurais, que estão organizados de maneira a conservar a floresta e o desenvolvimento do assentamento.
DIREÇÃO ESTADUAL DO MST DO PARÁ
Marabá, 12 de janeiro de 2010

Jornal da Band inventa "guerrilheiros torturadores"


por Luiz Carlos Azenha (dica do leitor Marcelo Costa, de BH)
A TV Bandeirantes colocou uma "reportagem" inacreditável no ar. Assinada pelo repórter Sandro Barboza, de São Paulo, ela é mentirosa do início ao fim. Nunca vi algo assim, em quase 40 anos de carreira.
Trata de um texto como se fosse lei aprovada, deturpa completamente o conteúdo e entrevista uma única pessoa. Nem o regime militar mentiu de forma tão descarada.
A "reportagem" começa com o seguinte texto, lido por Boris Casoy:
O novo decreto de Direitos Humanos do governo federal é criticado pela sociedade e até mesmo por ministros de estado. A lei estabelece censura aos meios de comunicação, atenta contra o direito de propriedade e ainda liberdade religiosa. Especialistas [Mentira, a emissora ouviu um único, advogado tributarista] consideram o projeto o primeiro passo para um regime ditatorial.
Para ler mais, clique AQUI.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

LULA, Mais Um Filho do Brasil



Assisti ao filme "Lula - O Filho do Brasil", domingo, 10/01, não consegui parar e pensar sobre o que havia visto, quis apenas sair do cinema envolvido pela energia e determinação daqueles personagens, mas, como outras pessoas queridas que viveram aqueles tempos intensamente, acabei me enfiando pelas lembranças daqueles dias. Não tem como evitar as próprias lembranças de um tempo tão duro subindo para a superfície consciente das memórias. Temos muitas memórias, algumas que por certo desejaríamos esquecer ou apagar da nossa história. Por isso, talvez, o rancor contra o filme. Ou será rancor contra o Lula? E se o rancor for contra o Lula se motiva em que razão? Ou não é uma razão? É uma Irazão?
Querem saber se vi filmes melhores? Com certeza... mas tenho certeza que conhecer um pouco das histórias deste homem me humaniza um pedacinho a mais.
De qualquer forma, escrevo por ter rececibo uma mensagem com comentários sobre o filme. Estão publicados logo abaixo!
Ah! Vá ver o filme e tire as suas próprias conclusões. Pare de comer na mão dos outros! Seja lá quem for... esses outros!

Maromar

LULA, UM FILHO DO BRASIL

Por Urariano Mota, escritor e jornalista pernambucano

Recife (PE) - Há menos de 48 horas, assisti ao filme "Lula, o filho do Brasil". Essa é uma obra que a gente vê com algumas idéias prévias, porque nunca, na história, se falou tão mal de um filme. Nos jornais, na tevê, nas revistas, antes da estréia o filme que não conhecíamos era propaganda eleitoral, vigarice, com uso desonesto da máquina pública. Hoje, nos jornais, o filme mudou para a categoria de obra medíocre, indigna de ser vista. Nos textos e chamadas vem agora a mensagem que não é mais subliminar: "Grande público, corra desse filme". Sabemos todos quanto os meios de comunicação prezam a inteligência e sensibilidade humana.

Então o colunista, que faz parte desse grande público, concluiu: se falam tão mal, e com tamanha insistência, a obra tem valor. E por isso fui, e vi.

Já no começo, há um choque no peito, que toma conta da gente, enquanto vê as cenas: terra seca, brasileiros partindo de pau-de-arara rumo a uma tentativa de vida melhor. Como tantos e muitos outros até hoje, poderia ser dito, é certo, mas com a diferença, e aí é que vem o maior choque, o saber que um desses brasileiros partiu da carência de tudo para chegar a ser o presidente mais popular do mundo. É como se fosse uma fábula real. Melhor: é uma fábula verdadeira, é um Andersen de final feliz, o patinho menos que feio se transformar em muito mais que um cisne.

Mas então a gente pigarreia, espanta a emoção, e cai em outras imagens comoventes. Em conceitos moventes, que movem toda a gente. Por exemplo, as ideias dos pobres na crença do valor do trabalho. Em um tempo de tanta sacanagem, como são bem-vindas essas lições/ideias. Há uma cena irresistível, quando o Lula adolescente suja com óleo o macacão limpo, para se exibir à vizinhança e à mãe. Eu sou um trabalhador, mãe.. Eu agora sou gente. Ela sorri. E vem crescendo com ele, a partir daí, até ser ultrapassada pela vida do rebento, a pessoa dessa mãe. Ela, ali como aqui, ali como em todo lugar, é uma fundadora de personalidade.

No entanto, não existe apelação, apelo sentimental, sentimentalismo em "Lula, o filho do Brasil". Os olhos mais críticos já fizeram a justa observação de que o filme é desprovido de ritmo ou tensão dramática. Ou seja, nele não há um conflito básico, ou conflitos cruciais desenvolvidos à emoção veloz ou com paciência multiplicados. Nem mesmo, o que seria propaganda pura, mas dentro da "gloriosa" tradição de Hollywood, o herói sozinho contra o resto do mundo, o self-made-man típico, que se faz só. É inesquecível a cena do discurso no estádio, quando um alto-falante coletivo é construído pela multidão de sindicalistas, que gritam em sucessivas ondas um discurso.

No filme não há tampouco o cara de moral incorruptível. Pelo contrário, em mais de uma oportunidade, vemos a sobrevivência esperta a favor do humano. Assim, um filho mente para o pai analfabeto, e escreve o contrário da vontade do pai, quando escreve à mãe que venha para São Paulo. ("Venha para não morrer", sabemos.) Ou quando Lula, um secretário do sindicato, usa de toda a argúcia para ganhar o coração da mulher por quem está apaixonado.

É verdade que em mais de uma ocasião a gente vê o personagem Lula transbordar das imagens, porque sabemos algo de sua história e importância. Então sentimos, percebemos o personagem ir além das margens extremas da tela. Isso não se dá só pela duração do filme, pela quantidade de anos de vida selecionados - isso se faz pelos momentos essenciais que ficam ocultos. As coisas mais cruas e duras são omitidas. Por exemplo, quando o Lula menino pegou da boca de um colega o chiclete mascado. Por exemplo, quando bebeu da água que até os animais rejeitam. Ou a intensidade da dor de ver a mulher falecer de parto, como tantos pobres do Brasil já viram, e jamais tiveram a sua dor expressa.

É horrível o esquemático - o corte de qualquer filme na construção de um personagem gera insatisfação. Os recursos com que a literatura conta não sobrevivem na cirurgia da montagem. Pior, a escolha nem sempre é a mais sensível, onde cortar, onde avultar, onde crescer. Lula, o personagem, sabemos todos, é maior que o PT, é bem maior que o sindicalismo, porque ele vem com a força da história, como uma encarnação da força que o povo tem. Dos muitos severinos, joões, marias e lindus.

No fim do filme, na imagem imóvel da posse presidencial, ouvimos Luiz Gonzaga. Então nos levantamos, muito contra a vontade, com uma certeza: toda a luta, a luta toda valeu a pena. "Só trazia a coragem e a cara, viajando num pau-de-arara", ouvimos. E concluímos, em silêncio: eu penei, mas aqui cheguei.

Documentário Cidadão Boilesen

Estou publicando este email como recebi, pois noto que "muita gente poderosa" anda saudosa dos tempos da ditadura. O trailer deste documentário foi publicado neste blog no dia 28/12/09. É só procurar...

Dica imperdível de cinema: Cidadão Boilesen, documentário que conta como o empresariado financiou a Operação Bandeirante (OBAN), principal órgão de repressão da ditadura militar brasileira. Através da surpreendente vida do ex-presidente da Ultragaz Henning Boilesen, assassinado pela guerrilha em 1971, o documentário revela a ligação política e econômica entre civis e militares no combate à luta armada. Com dezenas de entrevistados (as), vasto material iconográfico e inéditos documentos até então secretos, Cidadão Boilesen discute o período mais brutal da recente história brasileira.


Atenção povo, fui hoje assistir a esse documentário no Cine bancários e achei bem importante e muito interessante a forma como realizaram o mesmo. Além de falarem da ligação do empresariado com a ditadura militar, assunto esse jogado para debaixo do tapete e por isso pouco falado, ali citam nomes e há vários relatos, tanto dos militantes da esquerda que participaram e foram torturados como dos lambedores de sangue dos porões: Fleury, Brilhante Ulstra e outros. O filme foca a vida e o tempo de Henning Albert Boilesen, dinamarquês naturalizado brasileiro, estava intimamente ligado a Oban, grupo paramilitar criado pelo II exército para combater os guerrilheiros (as) que lutavam contra a ditadura militar brasileira.


O filme é dirigido por Chain Litewski, traz revelações históricas através de entrevistas com Celso Amorim, Jarbas Passarinho, Fernando Henrique Cardoso, Erasmo Dias, Dom Paulo Evaristo Arns, Coronel Brilhante Ulstra, Eugênio da Paz (guerrilheiro sobrevivente que deu o tiro de misericórdia no monstro Boilesen), Henning Boilesen Jr. e muitas outras pessoas, entre militares, historiadores e ex-combatentes. Também conta com imagens do acervo particular da família, documentos do SNI, da CIA e da embaixada britânica, revelando fatos guardados a sete chaves até hoje.


O preço da sessão é de 5 pilas e para quem tem carteira de estudantes paga a metade e também não precisa disputar as cadeiras, pois poucas pessoas vão assistir. O Cine bancários para quem não sabe fica na General Câmara e o filme fica até o dia 24 deste mês.


Pergunta que tem haver com o início do filme: você sabe quem foi a pessoa a qual deram o nome a sua rua?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ficha da Dilma

Peço que não me mandem este tipo de factóide ( ficha policial da Dilma ). Eu mesmo, se não fosse tão estúpido e cego e covarde em minha juventude (1975, 76, 77, 78...), teria pego em armas para lutar contra aqueles fascistas (BRASIL – AME-O OU DEIXE-O!)... que, pelo visto, ainda andam por aqui. Pronto, me entreguei, agora também sou um comunista retardatário. Antes tarde do que nunca!

Talvez, esses que criam fichas policiais da ditadura (BRANDA – segundo os meios de comunicação) queiram FHC que vendeu as riquezas deste país (serve o exemplo da VALE? Esse não vale?) ou Ronchetti (que vendeu a merenda das crianças) ou Yeda ( qual é mesma a acusação? O MPF acusa...)

Qual seria o argumento para uma mobilização fascista nos dias de hoje? Cansei? Os comunistas estão comendo as criancinhas? Estão entregando as nossas riquezas? Mas quem é mesmo que quer privatizar o Pré-Sal? Quem foi mesmo que tentou privatizar a PETROBRÁS?

Em Porto Alegre, o governo Fogaça já privatizou o serviço do DMAE (Água parece que não é mais um bem público...)? A única certeza que eu tenho é que ele privatizou os buracos da cidade... motorista, se você cortou o pneu ou quebrou desviando dos buracos, entra numa oficina conserta e paga. Esse prefeito pode deixar de fazer o que quiser?

E a Yedinha continua firme com a intenção de vender as terras da FEBEM? Essa pode? Ah! Têm uns que podem mais que outros e outras...

Comparar a força de repressão do Estado contra uma gurizada corajosa e ingênua (e comunista?) é no mínimo atentar contra a inteligência comum de todos. Já pensaram na possibilidade real de mulheres e homens nus pendurados no pau de arara? Atacados por homens que se sentiam acima das leis? O que será que aconteceu? Sabem o que é a paulistinha? Não? Ainda bem...

Mas não acredito em discursos que apontam somente governos, etc, etc... somos todos e todas nós que vampirizamos os mais fracos. Não acredito que os políticos façam diferente que qualquer outro homem ou mulher, com qualquer poder sobre pessoas, alunos, animais ou meio ambiente. Aliás, um falso poder...

Ou o golpe militar de 1964 foi pensado apenas pelos militares e políticos? E o jornalismo que ESQUECEU as denúncias de corrupção do governo da yeda? E o governo fogaça, capital dos gaúchos, que deixou a cidade esburacada, etc, etc... quer governar o RS? Quais as notícias sobre esse governo? Na semana passada, o fogaça quis meter a mão na previdência dos municipários e o que foi noticiado? A RBS, Record, SBT... não têm cargos políticos, mas fazem política em cada decisão que tomam... noticiam suas opiniões como fatos ( e não avisam seus leitores ).

Na verdade, acredito que tentam convencer Uns apenas em sobreviver, enquanto outros querem morrer de rir do circo pegando fogo.

Esse País é sério! A sua ELITE é que nunca foi séria, mas um caso de polícia...

Maromar

"Comissão da Verdade" do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos cria polêmica

Jornal da CBN 2ª Edição

"Comissão da Verdade" do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos cria polêmica

O Prof. Paulo Sergio Pinheiro, ex-Secretário Especial dos Direitos Humanos, NO GOVERNO FHC, deu uma honestíssima e esclarecedora entrevista à CBN sobre o PNDH. Eis o áudio….

A entrevista de Paulo Sérgio é definitiva. Diz que o documento mantém as linhas gerais dos programas anteriores. Informa que não apenas ele, mas o próprio Aluizio Nunes Ferreira – o candidato de Serra à sua sucessão – participaram das discussões. Diz que a participação foi ampla, democrática. Diz ser amigo de Arthur Virgílio mas aconselhou-o a ler o documento. Informa sobre a nobreza de se colocar os três planos no mesmo documento, mostrando a intenção da continuidade. E considerou ridículo comandante militar apresentar demissão, porque nem ministros são.


Filha de Zuzu Angel desabafa. Leitura contra torturadores

Para atender a amiga navegante Marilia, o Conversa Afiada publica texto da colunista do JB Hildegard Angel sobre a defesa dos torturadores.
Quem tem medo da verdade?
CHEGA UMA hora em que não aguento, tenho que falar. Já que quem deveria falar não fala, ou porque se cansou do combate ou porque acomodou-se em seus novos empregos…

POIS BEM: é impressionante o tiroteio de emails de gente da direita truculenta, aqueles que se pensava haviam arquivado os coturnos, que despertam como se fossem zumbis ressuscitados e vêm assombrar nosso cotidiano com elogios à ação sanguinária dos ditadores, os quais torturaram e mataram nos mais sórdidos porões deste país, com instrumentos de tortura terríveis, barbaridades medievais, e trucidaram nossos jovens idealistas, na grande maioria universitários da classe média, que se viram impedidos, pelos algozes, de prosseguir seus estudos nas escolas, onde a liberdade de pensamento não era permitida, que dirá a de expressão!…

E AGORA, com o fato distante, essas múmias do passado tentam distorcer os cenários e os personagens daquela época, repetindo a mesma ladainha de demonização dos jovens de esquerda, classificando-os de “terroristas”, quando na verdade eram eles que aterrorizavam, torturavam, detinham o canhão, o poder, e podiam nos calar, proibir, censurar, matar, esquartejar e jogar nossos corpos, de nossos filhos, pais, irmãos, no mar…

E MENTIAM, mentiam, mentiam, não revelando às mães sofredoras o paradeiro de seus filhos ou ao menos de seus corpos. Que história triste! Eles podiam tudo, e quem quisesse reclamar que fosse se queixar ao bispo…

ELES TINHAM para eles as melhores diretorias, nas empresas públicas e privadas, eram praticamente uma imposição ao empresariado — coitado de quem não contratasse um apadrinhado — e data daquela época esse comportamento distorcido e desonesto, de desvios e privilégios, que levou nosso país ao grau de corrupção que, só agora, com liberdade da imprensa, para denunciar, da Polícia Federal, para apurar, do MP, para agir, nos é revelado…
DE MODO cínico, querem comparar a luta democrática com a repressão, em que liberdade era nenhuma, e tentam impedir a instalação da Comissão da Verdade e Justiça, com a conivência dos aliados de sempre…

QUEREM COMPARAR aqueles que perderam tudo — os entes que mais amavam, a saúde, os empregos, a liberdade e, alguns, até o país — com aqueles que massacraram e jamais responderam por isso. Um país com impunidade gera impunidade. A história estará sempre fadada a se repetir, num país permissivo, que não exerce sua indignação, não separa o trigo do joio…

TODOS OS países no mundo onde houve ditadura constituíram comissões da Verdade e Justiça. De Portugal à Espanha, passando por Chile, Grécia, Uruguai, Bolívia e Ar gentina, que agora abre seus arquivos daqueles tempos, o que a gente, aqui, até hoje não conseguiu fazer…

QUE MEDO é esse de se revelar a Ver dade? Medo de não poderem mais olhar para seus próprios filhos? Ou medo de não poderem mais se olhar no espelho?…

PHA

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mobilização dos servidores evitam perdas na previdência dos municipários






Com a participação da direção do SIMPA, da ATEMPA, dos membros eleitos do Conselho de Administação e Fiscal do PREVIMPA e de vários municipários na sessão extraordinária (4/1) da CMPA conseguiu-se evitar que o Governo Fogaça causasse um prejuízo irreparável de mais de R$ 30 milhões na previdência do município.

O Governo Fogaça e Rigotti queriam parcelar em 240 meses (20 anos) sua dívida e alterar a base de calculo para a apuração do débito - o que reduziria a dívida em quase 100%.

Após muita pressão e negociação obteve-se a aprovação do projeto original que garante o reconhecimento da totalidade da dívida e o recuo do governo para redução do parcelamento em 180 meses (15 anos). Vale lembrar que legalmente a divida poderia ser parcelada em 240 meses, contudo seria imoral tal prazo.É PRECISO FISCALIZAR!

A aprovação da lei não garante seu cumprimento. Basta lembrarmos da alteração da Lei do PREVIMPA onde Fogaça e Rigotti se comprometiam em encaminhar para a CMPA em 60 dias (já se passaram 5 meses!) o disciplinamento para escolha dos Diretores Administrativo-Financeiro e Previdenciário em lista tríplice e não cumpriu.

PARABÉNS ATODOS E TODAS QUE COMPARECERAM NA CAMARA DE VEREADORES PARA PRESSIONAR PELA REJEIÇÃO DE MAIS ESTE GOLPE NA PREVIDENCIA

e-prev MOVIMENTO AUTONOMIA

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A mãe de todas as bandalheiras da yedinha


Fase - o latifúndio urbano que vale ouro


O governo do Yedão, ou o que sobra dele, está começando a vender a área de 72 hectares da ex-Febem, atualmente chamada de Fase (conforme fac-símile acima extraído do Google Earth), na Avenida Padre Cacique, em Porto Alegre.


É o grande negócio de 2010.


Os ratos querem queijo fresco. Terão.


Sei de gente que esfrega as mãozinhas peludas só de pensar no terreno da Fase. Yedão aquece o mercado imobiliário do Sul. Ratões de todos os calibres e fome acorrem para o grande momento.


A cidadania guasca está por sofrer o último estupro cívico no governicho Yedão. A imprensa amiga, permanece calada.


Coisas da vida.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

GESTÃO COMPARTILHADA

Governos da Administração Popular, democracia como princípio

A criação do PREVIMPA remonta do ano de 2001, com a LC 466/2001 e tem seu efetivo regramento através da LC 478/2002. Um dos elementos norteadores da gestão foi a efetiva possibilidade que governo e servidores operassem o seu órgão previdenciário de maneira conjunta; de um lado o Diretor Geral indicado pelo Executivo e do outro lado os Diretores Previdenciário e Adminsitrativo-Financeiro sendo indicados pelo Conselho de Administração (este composto por 20 integrantes, sendo 10 eleitos pelos municipários e outros 10 indicados - 7 pelo Executivo e 3 pelo Legislativo).
Este modelo, se não o mais perfeito, permitia a ampla transparência dos atos administrativos, financeiros e previdenciários do PREVIMPA. Vale citar que o PREVIMPA tem um orçamento anual de mais de R$ 600 milhões e tem aplicado no mercado financeiro a bagatela de R$ 160 milhões (valor equivalente ao dispêndio do Governo Fogaça com investimentos na cidade em seu primeiro mandato).
Havia conflitos entre os Diretores é verdade, mas nada que justificasse a reedição da CAIXA-PRETA do antigo e mal-fadado Montepio.

Governo Fogaça, o fim da democracia no PREVIMPA

Perderam os servidores. Perdeu a cidade.
Fogaça e Rigotti (atual Diretor Geral) não souberam conviver num regime democrático. Passaram a utilizar o argumento da força e não a força do argumento.
Em agosto de 2009, enviaram para a CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE proposta - que foi aprovada pela base aliada - acabando com a gestão compartilhada e determinando que os Diretores outrora indicados pelo Conselho de Administração, agora sejam indicados pelo Executivo.
Os atuais diretores não foram legitimados pelos servidores e servem aos interesses do Governo.
Serão silenciosos em temas polêmicos, porque esta é a condição imposta e aceita para assunção de seus cargos.
É preciso estarmos atentos a tudo que ocorre no PREVIMPA, porque os que lá estão dirigindo não nos representam.
Perderam os servidores. Perdeu a democracia. O medo venceu a esperança!

Municipário de Porto Alegre, a coragem de não fazer nada está pondo em risco a sua futura aposentadoria, mas, afinal, isso não importa muito, nos basta saber que a Isabella canta bonito...

Maromar

Quer ajudar a denunciar?

Quer ajudar a denunciar o conteúdo anti-popular dos atuais concessionários dos serviços públicos de televisão, que ferem a lei das comunicações?
Como?

Clique aqui e arregace as mangas!

Ajude! É só assim que fortaleceremos as instituições democráticas!

ISSO É UMA VERGONHA!

A IMPRENSA USA DA LIBERDADE PARA TIRAR NOSSA LIBERDADE.

Miguel Ángel Asturias

Tem estômago para ouvir um discurso racista, branco e de olhos azuis?
Clique aqui e ouça o Bóris!

Jornal Nacional, Band, Bom Dia Brasil... Amigos e amigas, vocês ainda têm estômago?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Voltei correndo!

A coragem de não fazer nada, não é bem assim...

Colegas professores, professoras, funcionários e funcionárias de escolas, esse jeitinho aí abaixo, não é o jeitinho de governar da YEDA? Esse sujeito (digno representante as elites deste Estado) vem para continuar as políticas da nossa querida governadora!
É nele que você vai votar?


Boletim do dia: 04/01/2010

Manchete do dia

Fogaça sai do governo dando 2º golpe na previdência dos municipários

O Governo Fogaça convocou extraordinariamente para hoje - 04/01/10 - a Câmara Municipal visando dar um segundo grande golpe na Previdência dos municipários. Se já não bastasse a proposição do fim da gestão compartilhada, aprovada pela base aliada (PMDB, PP, PSDB, PDT, PTB, DEM e PRB) em 2009; agora em 2010 o Governo Fogaça quer deixar de quitar uma dívida de R$ 30 milhões com o PREVIMPA e parcelar a mesma em 240 meses (20 anos), com a alegação que estes recursos não farão falta a Previdência Municipal.

MENTIRA
Na hipetese de unificação dos regimes de capitalização e repartição simples (que é deficitário em mais de R$ 100 milhões/ano) estes recursos farão falta sim!
Muitos dos vereadores atuais querem concorrer a deputado estadual ou federal, vamos pressioná-los a rejeitar mais este golpe em nossa previdência!

TODOS E TODAS AS 18h NA CAMARA DE VEREADORES PARA PRESSIONAR PELA REJEIÇÃO DE MAIS ESTE GOLPE NA PREVIDENCIA

E aí...
É nele que você vai votar?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Paciência

Lenine

Feliz 2010

Sem querer ou querendo... chegamos até aqui!
Então, abracemos o amor pelos nossos amores e pela esperança de um viento fuerte.
Feliz todos os dias de 2010!
Abusem do amarelo...
Até 2010!
Maromar

"Dizem que em algum lugar
parece que no Brasil,
existe um homem feliz" Maiakovski

Buracos de Porto Alegre

Na minha finita inocência e pasmosa ignorância não imaginava que houvesse em Porto Alegre, capital dos gaúchos, um bairro tão abandonado quanto o bairro Humaitá, onde existem mais buracos que asfalto.
Peço perdão, eu errei!
A vila Floresta também foi abandonada, está pior, não tem mais asfalto, somente buracos!
No bairro Humaitá a desculpa é a construção da arena gremista... os gremistas e colorados e ETs descalços que transitam pelo bairro terão que esperar pela arena dos olhos azuis.
E a vila Floresta? Qual é a razão do descaso?
E assim vamos sobrevivendo de crateras em crateras, pneus rasgados, passeios públicos que não existem e buracos que pertencem a cidade.
A coragem de não fazer nada, agora... quer governar o RS!
E a imprensa? Mais preocupada em usar da sua liberdade para tirar nossa liberdade, não sabe de nada.
Não vê nada além dos seus interesses... respira outros ares, caminha sobre as águas!
Haja o que houver tenha paciência!

Maromar

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cidadão Boilesen

Um cidadão sob suspeita

“Cidadão Boilesen” aborda a Operação Bandeirantes por meio de um de seus maiores entusiastas: um executivo do Grupo Ultragás

O documentário premiado em festivais estreiou em 27 de novembro de 2009.

O filme é resultado de 15 anos de pesquisa sobre o papel do dinamarquês Henning Boilesen na ditadura brasileira

Cidadão Boilesen (Brasil/ 2009, 92 min.) - Documentário. Direção de Chaim Litewski. 12 anos. Cotação: Ótimo


Quase TODO mundo sabe disso, mas...

QUASE todo mundo sabe disso, mas é essencial que a gente fique repetindo, pra essa historia não se repetir.

O jornal New York Times publicou no dia 21 de dezembro, na página A29 , a notícia da morte de Lincoln Gordon.
Gordon foi embaixador dos Estados Unidos no Brasil e teve papel decisivo na intervenção militar que, em 1964, depôs João Goulart, o presidente eleito segundo a Constituição vigente (*).
Veja o que disse o necrológio do New York Times:
“O Presidente Goulart foi deposto num golpe militar de direita, em 1964. Acusações de que o Dr. Gordon, seu staff (**) e a CIA se envolveram no golpe foram repetidamente negadas.”
“Mas, em 1976, quase uma década depois de deixar o cargo de embaixador, o Dr. Gordon admitiu que o Governo (Lyndon) Johnson estava preparado para intervir militarmente para evitar uma tomada do poder pela esquerda.”
Ou seja, nem o Dr Gordon seria capaz de acreditar no que dizem certos especialistas brasileiros.
Como se sabe, há uma corrente de historiadores, especialistas e jornalistas que se pensam historiadores que criaram a teoria de que a intervenção militar de 64 foi genuinamente brasileira.
Segundo essa iluminada corrente de pensamento – ressurrecta no golpe contra Zelaya em Honduras -, foi o povo brasileiro que se cansou do petebo-anarquismo-sindicalismo-comunismo que Jango instalou no poder.
O povo brasileiro, reunido em legiões de proletários, trabalhadores rurais, professores, profissionais liberais, multidões se reuniam no IBAD, no IPES e na casa do Dr Galotti, presidente da Light, e provocaram a queda de Jango. (***)
Na verdade, a intervenção militar no Brasil se deu no quadro da Guerra Fria.
Sem Gordon, a CIA e a Marinha de Lyndon Johnson, aquelas reuniões no IBAD seriam uma espécie de assembléia ampliada do “Cansei”.
Sem Lyndon Johnson, o general Golbery seria um estrategista tão genial quanto o Rodrigo Maia.
É o que demonstra o New York Times.

Paulo Henrique Amorim

MOACYR AYRES SIQUEIRA

O ÔNIBUS

Passou na rua em que fui criança...
Na qual joguei bola de gude na calçada,
Ouvindo alegres cânticos da meninada
A brincar de roda numa infância mansa!

Meu pai, como toda vizinhança,
De jornal em punho e preguiçosa armada,
Adormecia na frente da morada...
Eram tardes de paz e segurança!

Se algum vizinho não viesse à frente,
Imaginava-se distante ou doente
O que era conferido em visita amiga!

Este ônibus mexeu com minha mente,
Passou na ruazinha , hoje diferente
Da pacata em que vivi... na Canoas antiga!

Moacyr Ayres da Siqueira

GIOVANIUNG-TZ






Pensamentos de Lua

Giovani Jung

LU MALLMANN



Concerto neandertal

Lu Mallmann

NEIDA ROCHA

A espera pela meia noite
é angustiante.
Prepara-se a ceia.
Fazem-se simpatias.
Coloca-se a uva no champagne,
a folha de louro na carteira.
Come-se lentilha.
Veste-se branco.
O Ano Novo vai chegar.
O instante passa depressa.
Muda o minuto.
Inicia outro dia,
outro ano.
Pensa-se em todos os detalhes.
Não pode faltar nada.
Tudo é perfeito:
o banquete, as simpatias,
as vestes, os foguetes.
E no coração???

Neida Rocha

O papel decisivo de Lula em Copenhague. E o crime do PiG (*)



O “lince”, segundo o El País, agora joga no time dos Cinco


Obama chegou a Copenhague decidido a pressionar a China a aceitar um controle externo sobre emissões de gás carbônico.

Por isso, sua primeira reunião bilateral foi com o primeiro ministro chinês Wen Jiabao.

Em pouco tempo, presidente americano percebeu que o chinês não cederia em nada.

Obama saiu da reunião tão indignado, que pediu outra entrevista bilateral com Wen e disse aos assessores que, daí em diante, só falaria com Wen cara a cara.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos tentavam organizar uma reunião com Lula, Manmohan Singh (da Índia) e Jacob Zuna, da África do Sul.

Nessa altura, a confusão era monumental.

Ninguém sabia quem estava onde, e que delegação permanecia em Copenhague.

Uma reunião de Obama com Wen foi agendada para às sete da noite.

Quando Obama saiu de um encontro com líderes europeus, e foi em busca de Wen, lhe informaram que a sala prevista já estava ocupada.

E na sala estavam Wen, Lula, Singh e Zuma.

Obama abriu a porta, entrou e perguntou a Wen, em voz alta – essa parte foi gravada por emissoras de televisão: “Você está pronto para a nossa conversa ?”

E entrou.

Não havia sequer cadeira para o presidente americano. Obama disse que não tinha problema.

Ele se sentaria ao lado do amigo Lula.

E Lula lhe cedeu a cadeira de um dos assessores.

Na verdade, arrumou duas cadeiras, porque Obama veio com Hillary.

Obama decidiu que essa era a oportunidade para falar com todos de uma vez só.

E sua ousadia acabou por lhe ajudar.

Obama anunciou que se eles cinco não fechassem um acordo ali, na hora, ele, Obama, faria um acordo em separado com os europeus.

Não se sabe o que passou a acontecer na reunião.

Mas, daquela reunião saiu o único acordo que hoje se pode celebrar.

…

Lula não é apenas um lince da política.

Quando ele percebeu que a reunião tinha entrado em ponto morto, pronunciou um ovacionado discurso e, pela primeira vez, para surpresa de seus próprios assessores, anunciou que o Brasil estava disposto a contribuir para um fundo verde global.

Lula sabia que, com isso, deixava Obama com um perfil baixo.

Uma vez mais, Lula soube jogar suas cartas com astúcia e sem estridência.

Não é à toa que Obama disse que ele é “o homem do momento”.

Em seu discurso, Lula disse que o Brasil não aceitaria que as figuras mais importantes do planeta assinassem um documento qualquer só para decidir que nós outros também o assinamos.

Disse que, como crê em Deus e em milagres, “se se produz o milagre, quero fazer parte dele”.

(El País, página 40, domingo, 20 de dezembro de 2009)

…
Obama se fechou por cinquenta e cinco minutos com Wen.

A Casa Branca anunciou que haveria um segundo encontro.

Na hora marcada para esse segundo encontro, Obama constatou que Lula, o primeiro ministro da Índia Singh, e o presidente sul-africano Zuma estavam já reunidos com Wen.

E estes cinco lideres negociaram o acordo de três paginas que foi apresentado à sessão final.

…

O que aconteceu em Copenhague ?

A Europa defendeu objetivos ambiciosos que ela não pode e não soube compartilhar com os outros países.

A Europa foi marginalizada por uma coalizão que testemunha a divisão do poder político no mundo de hoje: os Estados Unidos, a China, a Índia, o Brasil e a África do Sul.

(Le Monde, paginas 6 e 2, domingo, 20 de dezembro de 2009)

…

De volta ao Brasil, me contam que o PiG (*) menosprezou o papel decisivo de Lula em Copenhague.

Criou uma falsa gafe de Dilma.

Deu destaque ao não-evento, que foi o memorável encontro do Zé Alagão com o Berlusconi da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

(Clique aqui para ler sobre “o que Zé Alagão foi fazer com o Schwarzenegger” )

E disse que Copenhague foi um fracasso.

(Clique aqui para ler “O meio ambiente é um assunto muito sério para ficar com a Marina e Miriam”)

Esses foram alguns dos pequenos crimes que o PiG (*) cometeu ultimamente.

Na categoria “grandes crimes” se inclui mentir.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: amigo navegante, imagine quantos dedos da mão daria o Farol de Alexandria para participar dessa reunião dos cinco grandes. E, amigo navegante, sabe por que ele vai entrar para a História sem ter participado de uma reunião dessas ? Porque a política externa dele era a “Política da Dependência”.

(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Quer conferir? Clique aqui!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Ex-cortador de cana comemora aprovação no curso de Medicina da UPE


Jonas Lopes da Silva venceu o sofrimento, o sol escaldante e a pobreza ao ser aprovado no Vestibular 2010 da Universidade de Pernambuco

Da Redação do pe360graus.com


Ex-cortador de cana comemora aprovação no curso de Medicina da UPE
A história de Jonas Lopes da Silva poderia ser contada nas marcas que carrega nas mãos, com as cicatrizes deixadas pelo trabalho nos canaviais. Mas ele decidiu acreditar num sonho que se concretizou este ano ao ser aprovado no curso de Medicina no vestibular da Universidade de Pernambuco.

O passado deste ex-cortador de cana ainda está bem próximo da porta de casa, de onde é possível enxergar os canaviais da Zona da Mata de Pernambuco, onde Jonas trabalhou dos 7 aos 15 anos de idade. “Esse cenário é um cenário onde cortei cana quando era criança e saia da aula”, recorda.

Do tempo de sacrifícios, o jovem de 24 anos, guarda o facão, algumas cicatrizes e muitas lembranças. “Sofrimento, sol escaldante e ter que ver as pessoas sofrendo.”

Jonas é filho de um pedreiro e de uma cortadora de cana (foto 4). Eles não terminaram o ensino primário e comemoram a maior conquista da família: Jonas é o primeiro a entrar na universidade. “Eu via minha realidade logo cedo, aí foi que eu disse: eu não vou trabalhar aqui, eu não vou sofrer. Eu quero outra coisa. E aí quando criança já sonhava muito.”

Os conselhos do pai, José Lopes da Silva, foram fundamentais para Jonas continuasse os estudos. “Queria que ele seguisse um mundo diferente do meu, com uma vida de estudo porque o campo não daria certo para ele. E o sonho de realmente ver o meu filho estudando medicina, isso aí é uma alegria que não tem nem como me expressar.”

A mãe, Edileusa Lopes, acompanhou todo o esforço de Jonas para superar as lacunas do ensino público. Dos sete filhos, três não estudaram. O mais velho é pedreiro em São Paulo. Jonas é o orgulho da família. “Eu não sei nem dizer a felicidade que eu estou. Estou tão feliz que dá vontade de correr pelos quatro cantos gritando.”

Para chegar até lá, não foi fácil. Jonas teve que trabalhar para juntar dinheiro e pagar os estudos. Durante quatro anos ele tentou o vestibular. Morou num alojamento para estudantes, deixou de lado a diversão e chegou a passar fome. “Eu ia para casa dos meus parentes, da minha irmã e da minha tia, para almoçar.”

Agora, o ex-canavieiro quer ser cardiologista porque considera a profissão mais nobre que se pode ter. Para quem saiu dos canaviais, ele sonha grande. Quer ser pesquisador e fazer pós-doutorado em Harvard, nos Estados Unidos.

Com os pés no presente, ele foi conhecer a Universidade de Pernambuco, onde vai estudar em 2010. Jonas tem como filosofia um lema de um programa que procura humanizar a medicina, levando alento aos pacientes.

Um dos principais defensores desta alternativa terapêutica é o médico Wilson Freire (foto 5). O que Jonas não sabia é que este doutor em medicina também tem um passado parecido com o dele. “Eu tive uma vida muito parecida com a sua. Você veio da Zona da Mata e eu vim do Sertão. Para estudar, fui morar na casa dos estudantes”, relembra o médico.

Infância pobre, trabalho precoce, superação. Dois personagens ligados pela medicina. Quem recebe da vida uma oportunidade como esta, sabe a melhor maneira de aproveitá-la. “Nos que viemos de situação difícil, temos por obrigação lutar para que essas coisas mudem e que outras pessoas não tenham que passar pelo que nós passamos”, finaliza Freire.


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Cordialmente,
Francisco Alexandrino de Oliveira Neto
Esp. História da Arte e Ciência das Religiões

sábado, 26 de dezembro de 2009

MINI-CONTO: PRECONCEITO

E... enquanto isso, homens e mulheres de boa vontade, se debruçam a defender dois governos medíocres (e corruptos?), Yeda/RS (A coragem de fazer) e Fogaça/PORTO ALEGRE/RS (A coragem de não fazer nada).

MAROMAR