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terça-feira, 4 de agosto de 2015

o ódio seletivo, a hipocrisia seletiva, a preocupação seletiva, a justiça seletiva


A “fazenda” de FHC no centro de Osasco e a hipocrisia nacional




3 de agosto de 2015  
Autor: Fernando Brito






A incansável Helena Sthephanowitz, em seu blog na Rede Brasil Atual, publica uma instigante informação, que chequei na Junta Comercial de São Paulo e cujos dados ofereço aos “jornalistas investigativos”, que estão muito preocupados em investigar o ex-presidente Lula, enquanto Fernando Henrique deita cátedra de moralista.

Fernando Henrique Cardoso, em fevereiro de 2012, abriu uma empresa chamada Goytacazes Participações Ltda, com capital de R$ 100 mil, 70% dele e 30% de sua filha Luciana. Foi declarado à Junta Comercial de São Paulo que era uma empresa de “serviços de agronomia e de consultoria às atividades agrícolas e pecuárias”, além de participações em outras empresas.

Onze meses depois, o capital foi alterado para R$ 4,35 milhões, ficando FHC com 10% e o restante, em partes iguais, para os filhos Beatriz e Paulo Henrique, além de Luciana.

A empresa tem ficha na Receita Federal para cultivo de cana de açúcar, além de criação de bovinos para corte e cultivo de outras plantas de lavoura temporária, além de participações.

Certamente não é lá onde se diz que funciona e empresa, uma pequena casinha geminada, a da foto, na Rua Deputado Emídio Coelho, na Vila Campesina de Osasco.

Fernando Henrique não deve estar fazendo nada de ilegal, ainda mais com empresa registrada em seu nome.

Também não é possível dizer que isso tenha ligação com outra empresa, esta uma S.A. com capital de apenas R$ 1 mil, que nasceu logo a seguir como Imbirema Participações e mudou o nome para Tranche Goytacazes Participações, destinada a fazer incorporações imobiliárias, o nome deve ser mera coincidência, até porque o controlador desta outra empresa é a Torp (sem “e”, por favor, revisão) Land Capital Investimento, Ltda.

Mas imagine se esta empresa pertencesse a outro ex-presidente, o Lula, por exemplo.

E de sociedade com Lulinha e os outros filhos?

Imaginem o escândalo nos jornais.

A esta altura, o ex-presidente estaria na cadeia de Sergio Moro, não é?

Os coxinhas das redes sociais estariam vociferando mais do que vociferam contra ele.

Mas seria interessante se o ex-presidente tucano, que recomendou hoje que o PT seja transparente e diga “erramos nisso e nisso, acertamos nisso e vamos chegar nisso” contasse ao país como é esta sua milionária empresa rural em plena rua de Osasco.

sábado, 28 de setembro de 2013

essas cubanas... parecem que estão fazendo sonhar


Navegando no Pará: “Parece que estou sonhando”, diz Maribel, a médica cubana que vai enfrentar o pior IDH do Brasil

publicado em 27 de setembro de 2013 às 5:52


Viomundo





Maribéis chegam ao destino depois de uma longa viagem; Melgaço tem o pior IDH do Brasil





por Dario de Negreiros*, especial para o Viomundo

Pergunta um melgacense às médicas cubanas recém-chegadas à cidade: “Dá pra notar que Melgaço tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil?”. Depois de um breve silêncio, uma delas afirma, como numa forma delicada de lhe responder sem mentir: “Eu nunca tinha visto uma casa de palafita, antes”.

Viemos todos na mesma embarcação – um grande navio de quatro andares que perfaz a rota Belém-Melgaço em cerca de 18 horas –, partindo da foz do rio Amazonas e descendo pelos encontros das águas marítima e fluvial que compõem o Arquipélago do Marajó.

“Quando vínhamos no barco para cá, eu falei: parece que estou sonhando, é como se fosse um filme!”, diz a médica Maribel Morera Saborit, 44. “Nunca imaginei que iria ver o que estava vendo: as casinhas de madeira à beira do rio, as crianças naqueles barquinhos pequenininhos…”.


De barco, crianças pedem esmola aos turistas

Quando nos aproximamos das estações hidroviárias, crianças em pequenas canoas remam até nós para pedir dinheiro, comida, balas ou o que quer que seja. Um deles, sem aparentar mais de 12 anos, olhando-me levava dois dedos à boca, como quem pede um cigarro. “Eu sei que há muita pobreza no mundo, mas não sabia que aqui havia gente vivendo nessas condições”, continua Saborit.

Na chegada, as médicas são recebidas pelo prefeito Adiel Moura (PP) e juntos caminhamos pela região central da cidade, que já se mostra consideravelmente mais pauperizada do que o município vizinho de Curralinho, minha parada anterior. E, lembremos: em 2010, Curralinho registrou o menor PIB per capita do Brasil.

Aqui em Melgaço, as casas, quase todas de madeira, sem porta nem janelas, têm muitas delas aspecto de abandonadas, muito embora bem se veja o movimento de seus moradores.

O pouco asfalto parece mais atrapalhar do que contribuir com o movimento constante das motos, tal seu estado; automóvel, dizem, há na cidade apenas meia dúzia.

Das ruas de terra levanta uma forte poeira, o que contribui para que sejam frequentes, nos períodos mais secos, os males relacionadas às vias respiratórias.

Quase não há iluminação pública.




Muitas das palafitas têm à sua frente pontes de madeira que fazem as vezes de calçada, entrecortadas por instalações precárias de energia elétrica. Por elas, equilibrando-se como se nada houvesse, vemos passar dezenas de crianças a caminho da escola.

À noite, é neste labirinto que tem de caminhar, na escuridão, quem por ali vive. No ano passado, dizem-me diversos moradores desta rua, um contato acidental com este emaranhado de fios de energia – alguns avançam sobre a ponte, obrigando o pedestre ao contorcionismo – matou uma criança eletrocutada.

“Eu tive a possibilidade de ver, na Venezuela, pobreza extrema”, conta a outra Maribel, a Herrera Hernandez. “Lá há as chamadas ‘invasões’, onde as casas são feitas de qualquer coisa: tábuas, papelão. E há os morros, que são como as favelas. Mas também nunca vi nada como isso.”

Vivendo com menos de R$ 140 por mês, 73% dos cerca de 25 mil habitantes de Melgaço podiam ser classificados como pobres em 2010, enquanto 44%, com renda mensal de R$ 70, eram considerados extremamente pobres.



Chicó, o curandeiro

“O remédio mais caro é a babosa com mel de abelha. Cura asma, bronquite, tuberculose, paralisia e câncer”, diz-me seu Chicó, 70, o curandeiro local. “Bom, depende do tipo de câncer”, pondera. “E tem que descascar a babosa, porque a casca é ácida, faz mal.”

Chicó é filho de Teodora – esta, dizem, uma das mais importantes curandeiras que ali existiram. Com ela, aprendeu a receita dos remédios caseiros que até hoje prepara em suas famosas “garrafadas”.

“Minha mãe foi farmacêutica caseira e, quando perdeu a visão, quem fazia os remédios era eu.” Parteira desde os 12 anos, Teodora, diz Chicó, tinha um dom: com sua oração, as mulheres pariam sem sentir dor.

Pergunto a Maria Lina Moraes, esposa de Chicó, se o dito é verdadeiro. “É verdade. Mas eu sou mãe de 16 filhos, então, quando eu achava que estava com o filho no bucho, já estava com o filho no braço.”

Maria Lina conta que seu irmão, o pedreiro Judeu Moraes, foi levado à curandeira Teodora quando despencou de um açaizeiro, caindo em cima do próprio braço. “Ela colocou uma compressa no braço dele, orou e, quando tirou, saiu um monte de pus e sangue. E ele sarou.”

Chicó ainda se lembra da receita: “Pega a minhoca, torra bem torradinha, mistura com farinha, coloca um pano e enrola no braço quebrado. Sara em quatro ou cinco dias.”



O hospital de Melgaço

Judeu Moraes representa bem a mudança de hábitos pela qual passaram os moradores da cidade nas últimas décadas. Pois foi no hospital, e não na casa de algum curandeiro, que o conheci.

Por coincidência, ele trazia em seus braços, justamente, um garoto que havia caído de um açaizeiro. “Eu não tomo esses remédios caseiros”, afirma o cunhado de Chicó.

“Essas coisas de curandeiro eram mais comuns antigamente”, explica Ricardo Fialho, coordenador-geral do movimento Marajó Forte. “Hoje em dia, quando alguém adoece, o povo leva logo para o hospital”.

Não há, atualmente, nenhum médico fixo na cidade. Dois dos três profissionais que aqui trabalham permanecem 15 dias e o outro, 10. Durante 25 dias, todos os meses, a cidade tem apenas um médico, que tenta se revezar em todos os serviços.

“Quando a gente fica sozinho, aqui, é uma loucura”, diz Anselmo Faria Alvarez, 63, em Melgaço desde janeiro.

Nestas ocasiões, Anselmo se divide entre as emergências do hospital, os atendimentos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e, ainda, as consultas aos pacientes do Caps (Centro de Atenção Psicossocial).

A população, é claro, se queixa. “Falta médico. Você tem que chegar 1h da manhã pra ser atendido às 7h”, diz Lúcio Ferreira da Silva, 60, trabalhador rural.



Por falta de médicos, Ruth viaja com as crianças; o estoque de água é usado para fazer suco de açaí

“A criançada, eu nem levo mais aqui em Melgaço. Levo em médico particular, lá em Portel [cidade vizinha]”, conta a vendedora de açaí Ruth Leia Caldas, 37.

Diferente do que vimos em Curralinho, por aqui os funcionários dos postos de saúde e do hospital não reclamam da falta de materiais básicos, como luvas descartáveis, algodão e medicamentos essenciais.


Sebastião teve de viajar de barco até Macapá, com uma sonda, para fazer uma cirurgia

Neste contexto, a chegada das duas cubanas deve provocar um impacto imediato: a partir de agora, os três médicos contratados pela cidade poderão se dedicar exclusivamente ao hospital, o que lhes permitirá reduzir as filas do ambulatório e passar a realizar cirurgias.

“Inicialmente, vamos passar a fazer pequenas cirurgias: cesarianas, hérnias, cirurgias na parte baixa do abdômen”, afirma Anselmo. “Além disso, a presença de médicos fixos na cidade é muito importante.”

Hoje, quem precisa deste tipo de cirurgia deve tomar a “ambulancha” para a cidade de Breves, numa viagem de pouco menos de uma hora. Isso se não for encaminhado para local ainda mais distante.

Se a cirurgia de Ilário Rocha da Silva, 58, pudesse esperar, provavelmente sua hérnia inguinal teria sido operada em Melgaço.

O mesmo talvez se passasse com Sebastião Santos Medeiros, 69, nascido e criado na zona rural de Melgaço, mas que para fazer uma cirurgia de próstata teve de viajar até Macapá. “A viagem foi muito cansativa porque, ainda por cima, colocaram uma sonda em mim”, relata.



Dr. Anselmo: Dois empregos como médico itinerante

O médico Anselmo não faz segredo sobre o motivo que o trouxe para cá: em Belém, trabalhando contratado pelo governo do Estado, recebia mensalmente cerca de R$ 3 mil por 40 horas semanais.

Trabalhando 15 dias em Melgaço e outros 15 em Gurupá, também na região do Arquipélago do Marajó, multiplica esse salário por dez.

Sendo tais os valores de mercado para esta mão-de-obra na região, ficam os municípios pobres impossibilitados de ampliar o número de médicos com seus próprios orçamentos.

Em julho deste ano, os repasses federais e estaduais recebidos por Melgaço somaram, segundo a secretaria de saúde, R$ 250 mil, valor ao qual se pode acrescentar os cerca de R$ 100 mil de contrapartida do município.

Somados todos os encargos, o custo total de contratação de um médico chega perto dos R$ 36 mil. Ou seja: mesmo que, hipoteticamente, a cidade pudesse gastar toda a verba disponível para saúde apenas com a contratação de médicos, não conseguiria bancar nem dez profissionais.

Para alcançar a ainda baixa média brasileira, de 1,8 médico por mil habitantes, Melgaço teria de contar com 45. Já para se equiparar às médias de países como Itália, Alemanha, Portugal e Espanha, que possuem entre 3,5 e 4 médicos por habitante, seriam necessários entre 88 e 100.



Mari e Bel ocupam vagas de médicos brasileiros que não quiseram vir

Além das duas cubanas recém-chegadas, Melgaço ainda pretende receber mais três profissionais nas próximas fases do Mais Médicos.

A intenção é ter quatro médicos trabalhando em equipes de saúde da família e um exclusivamente no Caps. “Vai desafogar bastante o hospital”, comemora com antecipação Ivonete Silva, atual diretora da casa.

Segundo a secretária de saúde de Melgaço, Ângela Iketani, a cidade já havia tentado conseguir médicos pelo Provab (Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica), que oferece aos que se disponibilizam para trabalhar fora dos grandes centros urbanos bolsas de R$ 10 mil mensais e 10% de bonificação em exames de residência.

“Nós nos habilitamos, mas não recebemos nenhum profissional: nem enfermeiro, nem odontólogo, nem médicos”, diz.

Depois, na primeira fase do Mais Médicos, aberta apenas aos brasileiros, mais uma vez não houve ninguém que se habilitasse a vir para cá.


As médicas cubanas e o prefeito

Maribel Herrera Hernandez e Maribel Morera Saborit estão na cidade desde a manhã de sábado e já tiveram, no dia da chegada, a homonímia desfeita. “Você é a Mari”, batiza a secretária de assistência social, Socorro Reis, olhando para Saborit. “E você”, diz, apontando Hernandez, “é a Bel. Tem mais cara de Bel”.

Mari e Bel estão instaladas no centro da cidade, onde ocupam um pequeno apartamento com copa-cozinha, um banheiro e dois quartos com ar-condicionado – item essencial na região.

O espaço faz parte de um corredor de apartamentos térreos: logo ao lado moram as secretárias de saúde e assistência social e, em quartos menores, hospedam-se viajantes eventuais.

Paparicadas todo o tempo por prefeito, secretários e funcionários, elas ainda não parecem completamente à vontade – como é de se esperar de quem chega a um lugar completamente desconhecido.

Vejo-as mais soltas, pela primeira vez, durante um churrasco de domingo. O motivo, creio, é menos a cerveja do que o assunto: a revolução cubana.

Maribel, a Mari, é mais falante, extrovertida, expansiva. Mas, quando se trata deste assunto, mesmo Maribel, a Bel, não se contém: “Dario, vou falar em espanhol, traduza para eles, por favor. Não há ditadura, em Cuba. Se Fidel permaneceu tanto tempo no poder, foi porque quisemos, porque votamos nele”, assegura.

“Antes da revolução, era muito pior”, concorda Mari. “Hoje todas as pessoas têm saúde gratuita e de qualidade, todos têm acesso a ensino de qualidade.”

Concedo-me um aparte, saindo por um momento do papel de tradutor e mediador da discussão, quando se debate religião.

Se as conquistas sociais são inquestionáveis e trazem ganhos de liberdade coletiva, digo direcionando-me aos críticos, tampouco se pode negar a existência de restrições de liberdade individual, pondero com elas.

“Realmente, havia restrições de liberdade religiosa”, concedem. “Mas isso foi, principalmente, no início [da revolução]. Hoje, já melhorou bastante”, respondem-me juntas, intercalando-se.

Enfim, para além de qualquer dúvida, resta a gana com que ambas defendem e exaltam seu país. Nisto incluso, evidente, o sistema de saúde cubano.


As médicas cubanas são apresentadas a moradores de Melgaço

Em Cuba, contam, um especialista em medicina da família – ou, como lá se diz, em medicina general integral– costuma viver no mesmo lugar em que clinica. “No térreo, faz-se as consultas, no andar de cima vive o médico e, acima, a enfermeira”, diz Mari.

“Esse consultório, por sua vez, está ligado a uma policlínica, que tem laboratório, pronto-atendimento, raio-X, vacinação, oftalmologia, endoscopia, ultrassom etc. Isso compõe a atenção primária: uma policlínica e vários consultórios médicos.”

“As pessoas têm tudo isso perto delas. E um médico que trabalha no consultório faz plantão na policlínica”, diz Bel.

Isso significaria, então, que em Cuba um médico da família realiza procedimentos que, no Brasil, são reservados a especialistas?

“Sim. Lá, nós tratamos as patologias próprias de especialidades, como oftalmologia, cardiologia, ginecologia. Falamos com um especialista só quando temos alguma dúvida”, confirma Bel. E Mari acrescenta: “Aqui, muitas vezes vamos nos sentir de mãos atadas”.

Em Melgaço, estará no trabalho preventivo o foco de suas atuações. “Aqui, o maior esforço será o de promoção de saúde: mudar hábitos, mudar ideias”, diz Bel.

“Nós temos de construir formas de atuação sobre estes problemas para obter resultados. Sabemos, por exemplo, que aqui as pessoas são muito religiosas. Então, eu já disse: nós vamos falar com os pastores”, afirma Mari. “Nós temos de encontrar essas brechas, descobrir por onde podemos nos colocar.”

Conversando com duas mães que, voluntariamente, deixaram suas casas para morar em uma cidade tão pobre e tão distante, é inevitável que questionemos a dimensão da recompensa financeira que será obtida a partir deste trabalho.

Ficou na bela cidade de Cienfuegos, conhecida como La Perla del Sur, a família de Bel — uma adolescente de 15 anos e um menino de 5, além de seu marido. O marido e os dois filhos de Mari, de 19 e 18 anos, moram na capital Havana.

Por um lado, a recompensa é relevante, dizem-me; mas, por outro, elas garantem que o salário que recebem em Cuba lhes é plenamente satisfatório.

“O salário básico de um médico, em Cuba, é de 573 pesos cubanos (aproximadamente R$ 53). Depois, se você tem mestrado, categoria docente etc., vai subindo”, explica Bel.

“Quando o convertemos em dólares (US$ 24), talvez seja muito pouco – ou pensem vocês que é muito pouco. Mas, para nós, supre todas as nossas necessidades, especialmente se considerarmos como são os preços em Cuba.”



Para tratar a água, Melgaço depende do governo federal

Melgaço já teve aprovados pelo Ministério da Saúde outros dois pleitos relevantes: a construção de mais três UBSs, no valor de R$ 408 mil cada, e a concessão da verba para construção de uma Unidade Básica Fluvial, com custo de R$ 1,6 milhão.

É a respeito das estratégias de captação de novos recursos, capazes de manter funcionando os equipamentos de saúde vindouros, que converso com o prefeito Adiel Moura.

“Nós temos uma horta da prefeitura, que está à disposição de algumas famílias, e temos outros agricultores fazendo abacaxi, maracujá”, conta. “Também tem um pessoal que tá criando peixe. É a prefeitura que entra com toda a infraestrutura, dá os insumos etc.”



Aldrin e os tambaquis: fartura

Para quem visita a horta, as plantações e os tanques de peixe, fica claro se tratar de um trabalho incipiente. Com seus 30 mil tambaquis espalhados por sete tanques, os ganhos do piscicultor da cidade, Aldrin de Souza, oscila, segundo ele, entre R$ 10 mil e R$ 20 mil anuais.

Melgaço tem uma renda per capita de R$135, o que corresponde a apenas 17% da média nacional, de R$ 793,87. Ainda que, individualmente, a renda de Aldrin esteja muito acima da média de seus conterrâneos, ela é evidentemente incapaz de aumentar significativamente a arrecadação do município.

A gestão atual da prefeitura, apesar de já estar em seu segundo mandato, quando questionada sobre alguns dos maiores problemas da cidade tem pouco mais a mostrar do que meros projetos.

Não há, em Melgaço, qualquer tipo de tratamento da água utilizada. Sobre isso, diz o prefeito Adiel, há um projeto, com verba federal, cujas obras têm o início previsto para novembro.

Banheiros com fossas sépticas são, por ali, raridade. Nos seus quase cinco anos de gestão, a prefeitura construiu pouco mais de trinta, numa média de apenas seis banheiros por ano. Detalhe: sequer as fossas foram feitas.

“É muito pouco”, confessa Adiel, que diz pretender chegar à marca de 66 banheiros construídos, com as fossas devidamente instaladas.

Sobre o asfaltamento das ruas de terra, atualmente uma das maiores responsáveis pela poeira causadora de problemas respiratórios, o prefeito afirma que o governo paraense “está sinalizando” com a construção de 3 km de vias asfaltadas. “Mas isso demora a acontecer, né? E é pouco, é pouco.”

Enquanto tais projetos não se concretizam, o programa social mais relevante para Melgaço, sem sombra de dúvidas, é o Bolsa Família.

Segundo a secretária de assistência-social, Socorro Reis, mais de 21 mil dos 25 mil habitantes da cidade já recebem o benefício. “Com o Bolsa Família, o dinheiro começou a circular no município”, diz. “O impacto? O impacto… Deus te livre! É visível. Os comércios cresceram, foi abrindo de tudo: loja de roupa, loja de tudo o que você possa imaginar.”

Apesar da morosidade da administração municipal, nos últimos três anos aconteceram alguns avanços relevantes.

Em 2010 – quando foram colhidos os dados que deram a Melgaço a última colocação no ranking de IDHM brasileiro –, a mortalidade infantil era de 22,4 a cada mil crianças nascidas, 34% maior do que no resto do país. Em 2011, foi reduzida para 18,63 e, em 2012, para 15,52 – 7% a menos do que a média nacional.

Assim como em Curralinho, onde não encontramos qualquer empresa instalada, a prefeitura de Melgaço é também a única empregadora da cidade.

“A gente briga há muito tempo para aumentar o valor dos repasses do governo federal”, diz Ângela, a secretária de saúde. “Mas não adianta vivermos só de repasses. O município tem de ter uma estratégia de arrecadação própria.”

Além das cubanas Mari e Bel, Melgaço terá quatro unidades de saúde a mais – incluindo a unidade fluvial – e tem, ainda, a perspectiva de receber outros três médicos.

Se hoje é só com muito esforço que a prefeitura consegue suprir a demanda existente por materiais essenciais e medicamentos, a ampliação da rede exigirá, obrigatoriamente, o aumento da receita. Sob o risco de ver desperdiçados os investimentos e o baixíssimo índice de desenvolvimento humano, perpetuado.



Mari brinca com um futuro paciente. Foco no trabalho preventivo faz sentido: água consumida em Melgaço não tem tratamento



* O repórter Dario de Negreiros viajou financiado pelos leitores do Viomundo, aos quais agradecemos por nos proporcionar esta série de reportagens. Se você quer ler outras como esta, clique aqui e assine.

Leia também:

Em Curralinho, tucano foi acusado de desviar R$ 9 milhões da Saúde

Repórter visita médicos cubanos e pergunta: Onde está a blindagem?

O desembarque dos médicos cubanos no Pará

terça-feira, 24 de setembro de 2013

as lombrigas, as purulências dos mesmos de sempre...




Tem médico. Mas esta mãe vai voltar com a filha doente, porque o CRM quer

23 de setembro de 2013 | 15:15


Os médicos estrangeiros estão chegando aos seus locais de trabalho.

Mas não podem trabalhar.

Os pacientes estão lá, nas filas, muitos com o filho doente no colo.

Mas não podem ser atendidos.

O Conselho Federal de Medicina finge que cumpre a ordem judicial que obriga à concessão de registro aos “estrangeiros” – boa parte deles, brasileiros, formados no exterior – e os Conselhos Regionais nem fingir, fingem.

Ah, estes médicos não são bons, não têm qualidade.

Quem tem qualidade são as moscas, as lombrigas, as purulências?

Na paupérrima Barras, no Piauí, os doutores cubanos Omar Diaz Barrios e Olivia Rodriguez González estão prontos para trabalhar, mas o CRM piauiense nao lhes deu o registro.

O CRM do Piauí é muito criterioso, tanto que não cassou o registro do médico Marcelo Martins de Moura, que matou cinco pessoas - uma delas uma criança de três anos – dirigindo embriagado sua Hilux e fugiu sem prestar socorro.

Os doutores decidiram que como ele estava dirigindo, não estava trabalhando, não poderia ser punido.

Quem sabe o CRM do Piauí não topa deixar que Omar e Olivia cuidem das pessoas “de folga”, apenas por solidariedade humana?

Talvez daqui a três dias ou uma semana os senhores concedam o registro determinado pela Justiça. Sabem que terão de fazê-lo e procrastinam para sabotar o programa.

Enquanto isso, Anatacha Sousa Oliveira, que levou sua filha Kaukane de Sousa Oliveira,de sete meses, ao Centro de Saúde de Barras e voltou sem atendimento para casa, com um bebê tossindo e febril, fica esperando.

Infelizmente, ela não pode fazer mais que exibir sua angústia e abandono. Porque ela é quase uma criança, tão frágil, impotente e desvalida que nem mesmo pode fazer o que uma mãe faria com quem impede seu filho de ser atendido na doença.

Por: Fernando Brito

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Perigo na Mamografia?

Preservar a vida é cuidar antes



Perigo na MAMOGRAFIA!!!
Recebi e estou repassando

É bom saber!
Em um programa na televisão israelense, disse um médico que é cada vez mais
comum o número de mulheres que sofrem de câncer de tireóide. E observou
que, talvez, isso seja devido ao uso de raios-X em Mamografia.
Ele explicou que um manto deve ser fornecido para fazer esse tipo de estudo
e que ele se destina a cobrir e proteger o pescoço.
E muitos não levam em conta sobre isso !!!
Esse manto de proteção pode ser colocado sobre a área da tireóide, no caso
da Mamografia.
A pessoa que escreveu esse e-mail foi fazer esse estudo de Mamografia e,
encorajada, solicitou esse manto de proteção.
Perguntou para a enfermeira porque nunca colocam essa proteção nas
pacientes e ela respondeu:
- Não sei. Devem solicitá-lo!!!

*ENTÃO, SOLICITEMO-LO!!!! *
*É UM DIREITO NOSSO QUE NÃO SABEMOS E QUE AS CLÍNICAS NÃO  CUMPREM, POR
LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE.*

Então solicitemo-lo !!! Por favor, encaminhe esse e-mail para que não
somente você saiba desse assunto, mas possa ajudar outras mulheres também
na sua prevenção.

ONTEM FUI FAZER MEU EXAME E REALMENTE NA CLÍNICA POSSUEM O COLETE PARA
PROTEÇÃO DO PESCOÇO ( TIREOIDE), PORÉM ME DISSERAM QUE NINGUÉM PEDE.VAMOS
NOS PROTEGER!!!!!


Recebi e estou repassando (foi assim que o baitasar recebeu...)

É bom saber!

Em um programa na televisão israelense, disse um médico que é cada vez mais
comum o número de mulheres que sofrem de câncer de tireóide. E observou
que, talvez, isso seja devido ao uso de raios-X em Mamografia.

Ele explicou que um manto deve ser fornecido para fazer esse tipo de estudo
e que ele se destina a cobrir e proteger o pescoço.

E muitos não levam em conta sobre isso !!!

Esse manto de proteção pode ser colocado sobre a área da tireóide, no caso
da Mamografia.

A pessoa que escreveu esse e-mail foi fazer esse estudo de Mamografia e,
encorajada, solicitou esse manto de proteção.

Perguntou para a enfermeira porque nunca colocam essa proteção nas
pacientes e ela respondeu:

- Não sei. Devem solicitá-lo!!!

*ENTÃO, SOLICITEMO-LO!!!! *
*É UM DIREITO NOSSO QUE NÃO SABEMOS E QUE AS CLÍNICAS NÃO CUMPREM, POR
LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE.*

Então solicitemo-lo !!! Por favor, encaminhe esse e-mail para que não
somente você saiba desse assunto, mas possa ajudar outras mulheres também
na sua prevenção.

ONTEM FUI FAZER MEU EXAME E REALMENTE NA CLÍNICA POSSUEM O COLETE PARA
PROTEÇÃO DO PESCOÇO ( TIREOIDE), PORÉM ME DISSERAM QUE NINGUÉM PEDE.VAMOS NOS PROTEGER!!!!

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Como o post acima não veio assinado e circula nas redes sociais com desenvoltura, o baitasar pediu ao professor mais esclarecimentos. 

"Precisamos denunciar, mas não podemos apenas criar mitos de ignorância, seja onde for." 

OProfessor foi pesquisar no santu gugol e achou mais umas coisinhas sobre a denúncia. Estão logo abaixo.

A mamografia é um exame MUITO importante pra saúde feminina e OProfessor acredita que precisa esclarecer esta denúncia... perguntando. E você precisa perguntar de novo. 

O melhor remédio pra dúvidas: perguntar (sempre - de preferência - pra o seu médico)!

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Mamografia x Câncer na tireoide: Fato ou Mito?

Enfermagem e Saúde

O exame de mamografia tem assustado cada vez mais as mulheres. A preocupação é que alguns especialistas americanos têm relacionado o fato do aumento de câncer na tireoide, com o exame realizado periodicamente em mulheres.

De acordo com a Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia, a ligação entre a mamografia e o câncer na tireoide não tem base cientifica, pois estudos mostram que o exame não expõe a tireoide a doses consideradas nocivas. Segundo a Comissão, na mamografia moderna há uma exposição insignificante para outros locais sensíveis à radiação que não seja a mama.

O assunto poderia ser encerrado após a afirmação da Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia. Mas a dúvida que permanece na cabeça de muitas mulheres é: Porque ao se fazer qualquer exame de raios X, até mesmo de um dente, é preciso usar como proteção um avental de chumbo e, para a mamografia pode-se expor o corpo à radiação?

O professor de Mamografia e Controle de Qualidade da Faculdade LS, Edmário Brandão Leite explica, que não se usa avental de chumbo em todo exame de raios X: “Em odontologia usa-se o protetor tiroidiano ou avental de chumbo pela proximidade dos órgãos e pelo número de dentes existentes. Quanto à mamografia, o feixe de radiação é colimado de maneira que só atinge a área de interesse, no caso, a mama”, afirma.


De acordo com o professor, o protetor de tireoide, quando bem colocado não atrapalha o exame, pois o feixe primário de radiação é colimado e o tubo de raios X é instalado no equipamento de maneira que o feixe de radiação passa paralelo a todo tecido da parede toráxica: “O protetor existe para outros tipos de exame, como a radiologia odontológica e a radiologia convencional”, explica Edmário Brandão.

Sendo assim, a relação entre mamografia e câncer na tireoide pode ser considerada um mito, já que o exame não interfere diretamente à tireoide.


Autora:

Susane Tavares Quirino de Souza

Leia mais: Mamografia x Câncer na tireoide: Fato ou Mito? - Artigos - Enfermagem e Saúde



Americanos preocupados com o desenvolvimento de câncer de tireoide mamografia


News Medical

Aviso: Esta página é uma tradução automática da página original em inglês. Por favor note uma vez que as traduções são geradas por máquinas, não tradução tudo será perfeita. Este site e suas páginas da Web destinam-se a ler em inglês. Qualquer tradução deste site e suas páginas da Web pode ser imprecisas e imprecisos no todo ou em parte. Esta tradução é fornecida como uma conveniência.
Alguns americanos expressaram preocupação, devido a um relatório de mídia errada, que a pequena quantidade de radiação um paciente recebe a partir de uma mamografia pode aumentar significativamente a probabilidade de câncer de tireoide em desenvolvimento. Esta preocupação não é simplesmente apoiada na literatura científica.


A dose de radiação para a tireoide de uma mamografia é extremamente baixo. A tireoide não está exposta ao feixe de raios-X direto utilizado para a imagem da mama e recebe apenas uma pequena quantidade de raios-X dispersos (menos de 0,005 miligray). Isto é equivalente a apenas 30 minutos de radiação natural recebida por todos os americanos a partir de fontes naturais.

Para mamografia anual a partir de idades 40-80, o risco de câncer a partir desta pequena quantidade de radiação espalhada para a tireoide é incrivelmente pequeno (menos de 1 em 17.100 mil mulheres rastreadas). Este risco minuto deve ser equilibrada com o fato de que o uso de protetor de tireoide pode interferir no posicionamento ideais e podem resultar em artefatos - sombras que podem aparecer na imagem de mamografia. Ambos estes fatores podem reduzir a qualidade da imagem e interferir com o diagnóstico. Portanto, o uso de um protetor de tireoide durante a mamografia não é recomendável.

Pacientes são aconselhados a não adiar ou abandonar o cuidado necessário de imagem da mama com base neste relatório mídia errada.

Fonte: HHTP / / www.MammographySavesLives.org/

As opiniões expressas aqui são as opiniões do escritor e não refletem necessariamente os pontos de vista e opiniões de Notícias Medical.Net.



Câncer de Tireóide


Postado em 24 nov de 2012 - Por Dra Claudia Yamazaki


O câncer de tiróide é o câncer endocrinológico mais comum. Pode-se afirmar que a maioria dos casos são de bom prognóstico e curáveis com a cirurgia de retirada da tiróide e raramente deixa seqüelas.

Sinais e Sintomas

Um “caroço” na tiróide que pode ser encontrado pelo médico ao examinar o pescoço, ou você pode notar ao deglutir olhando ao espelho. Raramente causa dor. Se o câncer for grande o suficiente pode ocorrer dificuldade para deglutir e dificuldade para respirar. Mais raramente pode ocorrer rouquidão quando a doença acomete o nervo responsável pelas cordas vocais.

Causas

Na maioria dos casos, não se sabe especificamente porque o paciente desenvolveu o câncer de tiróide. Existe uma maior propensão em pacientes com história familiar de câncer tiroidiano, que tiveram a glândula exposta a radiação, ou com mais que 40 anos de idade.

A exposição a radiação pode levar ao desenvolvimento do câncer de tiróide principalmente nos que foram expostos na infância. Situações assim eram mais comuns muitos anos atrás (anos 40 e 50) quando se fazia tratamentos de amigdalites, adenóides e acne com radioterapia. A exposição aos Rx comuns (dentes, pulmão, mamografia) não causa cancer de tiróide.

O acidente da usina nuclear de Chernobyl ocorrido em 1986 liberou grandes quantidades de iodo radioativo e as crianças expostas foram as mais afetadas evoluindo com o desenvolvimento de câncer poucos anos após o desastre.

Tipos

Existem 4 tipos de câncer de tiróide que diferem entre eles quanto à evolução e ao grau de agressividade:

• O carcinoma papilífero corresponde a 75% dos cânceres tiroidianos. Pode ocorrer em qualquer idade e é o de melhor prognóstico pois sua evolução é lenta e a mestástase inicialmente é nos gânglios do pescoço próximos a glândula.

• O carcinoma folicular corresponde a 10 a 15% dos cânceres tiroidianos ocorre em pessoas um pouco mais velhas que o papilífero. A metástase ocorre no pescoço, mas também pode acometer vasos sanguineos e pela circulação espalhar para locais mais distantes como pulmões e ossos.

• O carcinoma medular de tiróide corresponde a 10% dos cânceres de tiróide. É mais agressivo que o folicular. Freqüentemente pode comprometer vários membros de uma família e está associado a outras doenças endocrinológicas. Pode ser diagnosticado precocemente através de testes genéticos em membros da família do paciente afetado, seguida da cirurgia curativa antes da manifestação da doença.

• O carcinoma anaplásico é mais raro (5% dos cânceres de tiroide) e de pior prognóstico. Atinge pacientes mais idosos e dificilmente responde ao tratamento.

Tratamento

Cirurgia: O primeiro procedimento para tratar o câncer de tiróide é a cirurgia de retirada de toda a glândula (tiroidectomia total). Se o câncer for muito pequeno, tipo papilífero, somente a cirurgia é curativa.

Iodo radioativo: O iodo radioativo é um tratamento adjuvante que complementa a cirurgia. É indicado para destruir restos de tiróide que a cirurgia não conseguiu retirar e para evitar recorrência da doença.

Hormônio tiroidiano: o paciente deve tomar comprimidos de hormônio de tiróide o resto da vida, para repor o que o organismo deixou de produzir, ou para evitar a recidiva da doença. O especialista saberá a dose adequada para cada caso.

Acompanhamento após a cirurgia

O paciente deverá ser avaliado periodicamente porque o câncer pode voltar. Estas consultas incluem exame físico minucioso coma atenção especial para a área do pescoço, assim como ultra-som do pescoço e exames de sangue par averiguar o TSH e o T4 livre assim como a concentração de Tiroglobulina.

A tiroglobulina é um marcador de câncer de tiróide dosado no sangue. Espera-se que após as cirurgia e o iodo radioativo ela esteja sempre indetectável. Se durante o acompanhamento a tiroglobulina for detectada no sangue, pode ser que a doença recidivou através de uma metástase.

O seu médico pode querer um exame de imagem chamado Pesquisa de Corpo Inteiro para detectar a presença de células tiroidianas no corpo. Este exame deve se realizado com os níveis de TSH elevados no sangue para elevar o TSH o paciente deve ficar pelo menos 3 semanas sem o uso do hormônio tiroidiano, ou receber injeções de Thyrogen.

Dra. Claudia Yamazaki
Endocrinologista – CRM 81989
Rua Marselhesa, 272, Vila Mariana
claudiayamazaki@uol.com.br
tel: (11) 5572-3672

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perguntar (de preferência para o seu médico)!

sábado, 1 de dezembro de 2012

os dados estatísticos sobre a mobilidade social e o olhar 'conservador' da mídia

IBGE » PNAD
Indicadores sociais: o Brasil insiste em melhorar


publicada sexta-feira, 30/11/2012 às 12:22 e atualizada sexta-feira, 30/11/2012 às 12:40


Escrevinhador



O Brasil insiste em melhorar

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

Em meio ao noticiário sobre corrupção e violência, os jornais de quinta-feira (29/11) trazem, ainda que de maneira um pouco tímida, novos estudos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, sobre a evolução do fenômeno da mobilidade social no Brasil.

Os dados são animadores: apesar da má distribuição histórica de alguns serviços básicos e da grande diferença de renda entre os mais ricos e os mais pobres, o Brasil atingiu em 2011 o menor índice de desigualdade dos últimos trinta anos, está conseguindo corrigir as diferenças de oportunidades por questão étnica e amplia o número de famílias com acesso a melhores condições de moradia.

Os dados são parte da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS ), feita com base nos levantamentos do PNAD. O relatório apresenta análises sobre variados aspectos do desenvolvimento social e econômico do país, e cada jornal escolheu um tema para destaque.

Presença maior
A Folha de S.Paulo, por exemplo, preferiu analisar o estudo sobre a maior presença da mulher no mercado de trabalho, a permanência de carências sociais e a conquista da universidade por jovens negros e pardos.

O Globo destaca, pela ordem, a falta de creches para crianças de 4 anos de idade, os benefícios do Bolsa Família, a persistência do analfabetismo entre adultos, o envelhecimento da população e o aumento do acesso das famílias a serviços de saneamento básico.

O Estado de S.Paulo dá grande destaque à redução da desigualdade na distribuição de renda, lembra que 30% das moradias ainda não contam com todos os serviços básicos, como água tratada, coleta regular de lixo, energia elétrica e destinação adequada de esgoto.

Os dados completos podem ser lidos no site do IBGE, que tem um calendário para divulgação de dados estatísticos e estudos setoriais importantes, como os índices de acesso à internet e pesquisas sobre pequenas e médias empresas.

Interessante observar que a leitura de apenas um jornal, nas edições de quinta-feira (29), não oferece uma visão adequada da Síntese dos Indicadores Sociais. Também é curioso notar que a imprensa finalmente aceita o fato de que as políticas sociais de transferência de renda, que já foram chamadas de “bolsa esmola”, produzem resultados econômicos consistentes.

Onde um jornal vê um copo quase cheio, outro jornal pode enxergar um copo meio vazio. Por outro lado, persistem ainda algumas deficiências no tratamento de questões complexas, como a relação entre a falta de creches, basicamente uma atribuição dos municípios, e a limitação das possibilidades de trabalho e renda para mulheres.

Além disso, o estudo demonstra que mesmo nesse quesito tem havido uma melhora consistente: na década de 2001 a 2011, a porcentagem de crianças brasileiras com idades entre 0 e 5 anos que vão à creche subiu de 25,8% para 40,7%.

Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, 83,7% frequentavam a rede de ensino em 2011 e o número de jovens com idades entre 18 e 24 anos que chegaram à universidade cresceu de 27% em 2001 para 51,3%, com maior presença de negros e pardos, que eram apenas 10,2% dos estudantes de cursos superiores em 2001 e passaram a compor 35,8% dos acadêmicos em 2011.

Olhar conservador
Em praticamente todos os aspectos analisados, a pesquisa demonstra que, mesmo passados quatro anos da grande crise financeira que derrubou a economia global, o Brasil segue no caminho do desenvolvimento.

Paralelamente, pode-se observar que a imprensa tem dificuldade para lidar com indicadores complexos, principalmente se os dados tendem a se contrapor a crenças generalizadas sobre como funcionam a economia e a sociedade.

Quando se constata, por exemplo, que 58% dos brasileiros acessam a internet todos os dias e que 80% deles estão nas redes sociais, compondo um porcentual de interações inferior apenas aos das populações dos Estados Unidos, China e Índia, é preciso repensar os dados sobre educação.

Isso porque, segundo especialistas citados pela própria imprensa, o relacionamento nas mídias sociais amplifica o potencial de aprendizado e aumenta o protagonismo dos cidadãos. Essa característica de sociabilidade dos brasileiros é um trunfo importante quando se considera que o futuro da educação está no uso intensivo das novas tecnologias.

Portanto, até mesmo os dados estatísticos sobre a mobilidade social precisam ser analisados com um olhar menos conservador.



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quarta-feira, 20 de junho de 2012

a água é um bem público


Entidades lançam campanha para desarquivar PEC que define água como bem público


Representantes do Sindiágua/RS, da Compania Riograndense de Saneamento (Corsan), da Central Única de Trabalhadores (CUT) e de fóruns municipais de defesa da água pública decidiram nesta terça-feira (19) deflagrar uma mobilização estadual pelo desarquivamento da PEC 206/2011 que propõe a inclusão de um novo artigo na Constituição do Rio Grande do Sul definindo a água como “um serviço público essencial à vida”. A proposta permite a participação do setor privado nos serviços de abastecimento de água e saneamento em até 49%. De autoria do deputado Luís Fernando Schmidt (PT), a chamada PEC da Água foi arquivada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Postal (PMDB), após ter sido rejeitada pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos.
Dezenas de pessoas participaram de um ato na Assembleia Legislativa para deflagrar o movimento. Elas lotaram o gabinete da presidência para solicitar uma audiência com o presidente do Legislativo, que ficou agendada para o dia 28 de junho. O deputado Luís Fernando Schmidt entende que o arquivamento da PEC, que havia sido aprovada em duas comissões (Constituição e Justiça, e Saúde e Meio Ambiente) e rejeitada em apenas uma, foi uma decisão antirregimental, razão pela qual tentará convencer Postal para encaminha a proposição ao plenário, para que sela seja debatida e votada. O parlamentar petista ganhou o apoio do prefeito de São Leopoldo e presidente eleito da Federação de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Ary Vanazzi, que prometeu levar o assunto à diretoria da entidade.
Foto: PTSul

sábado, 31 de março de 2012

o flúor está ENVENENANDO as pessoas?


Flúor causa CÂNCER e ALERGIAS

Cidadão Ativo

dean_burkDr. Dean Burk foi fundador do INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, nos Estados Unidos, e um renomado cientista e pesquisador. Em inúmeras oportunidades, ele afirmou categoricamente, e conclusivamente, que "a adição de flúor nos suprimentos de água é um CRIME, um ASSASSINATO PÚBLICO EM GRANDE ESCALA".
Lhe trago um vídeo com uma de suas entrevistas, infelizmente o vídeo é em inglês e está sem legendas, mas mesmo que você não entenda o inglês, assista e veja ele mostrando os GRÁFICOS com os diversos ESTUDOS CIENTÍFICOS por ele realizados. Ele mostra as ESTATÍSTICAS de cidades com água fluoretada e cidades com água não fluoretada, e é facílimo observar as diferenças entre os gráficos.
UPDATE 16/02/2012: Graças à colaboração do nosso leitor AIRTON SOARES CRUZ, o vídeo do Dr. Burk pode agora ser visto com legendas em português! Primeiramente clique na seta PLAY para iniciar o vídeo. Depois clique em CC no canto inferior do vídeo. No menu que sobe, clique em TRANSCREVER AUDIO. Clique em OK na janela TRANSCREVENDO. Aparece então uma legenda em inglês, que vamos passar para o PORTUGUÊS da seguinte forma: clique novamente em CC, e em seguida clique em TRADUZIR LEGENDAS. Vai aparecer uma janela preta TRADUZIR no meio do vídeo, com a linguagem AFRICANA aparecendo. Clique em cima do nome AFRICANER, e então aparece uma LISTAGEM de linguagens. Observe a BARRA DE ROLAGEM VERMELHA no canto direito. Mova esta barra para baixo até aparecer PORTUGUÊS - PORTUGUÊS, então clique em cima para selecionar e em seguida clique em OK. Então aparecem as legendas em PORTUGUÊS! Muitíssimo obrigado, Airton! Você foi esplêndido, ESPETACULAR. Nota 10 para você, meu querido!! As pessoas estão começando a colaborar, e o Abaixo Assinado cresce a cada dia. Tão certo como 2+2=4, nós VENCEREMOS esta luta. Este veneno de ratos chamado flúor será retirado da nossa água, podem escrever!

Ele salienta que ANTES do início da adição de flúor, as estatísticas de INCIDÊNCIA DE CÂNCER nas cidades estudadas eram similares, durante décadas. Mas, A PARTIR do exato momento em que foi iniciada a fluoretação das águas em uma das cidades, as estatísticas SE DIFERENCIAM drasticamente. Na cidade onde a água foi fluoretada, o número de casos de câncer AUMENTOU enormemente, conforme se vê nos gráficos.
Ele REPETIU estes estudos em DIVERSAS CIDADES dos Estados Unidos, sempre fazendo esta comparação, e em TODOS os casos, sem NENHUMA EXCEÇÃO, os resultados foram IDÊNTICOS. Ou seja, a partir do momento em que foi iniciada a fluoretação da água, o número de casos de câncer na população AUMENTA DRASTICAMENTE.
Em sua entrevista, ele explica em detalhes os seus estudos, e fala DE FORMA DRAMÁTICA, e observe a expressão de HORROR em sua face, quando ele diz repetidamente que a adição do VENENO flúor nos suprimentos de água é um CRIME E ASSASSINATO da população.
tambor_fluor
Lhe trago também um outro vídeo, com um documentário completo, de uma hora de duração, "Flúor, a História Bizarra". Este documentário é da MÁXIMA IMPORTÂNCIA, e mostra em detalhes como o flúor está ENVENENANDO as pessoas em todo o mundo, e NÃO APENAS nos reservatórios de água, mas também em forma de PESTICIDAS, CONTAMINAÇÃO DO AR e diversas outras formas de contaminação.
Este documentário também está em inglês, infelizmente não consegui encontrar versões dubladas ou legendadas em português. Este documentário, e também o vídeo do Dr. Burk, precisam ser dublados ou legendados, para que o povo brasileiro tome conhecimento. Se você tem condições de fazer esta tradução, ou conhece quem possa fazer, dê a sua contribuição e me escreva NESTE E-MAIL.
Participe do ABAIXO ASSINADO Contra o FLÚOR NA ÁGUA
Abaixo uma série de links para sites com extenso material e estudos científicos sobre a periculosidade do flúor. São todos sites em inglês, mas você pode TRADUZIR para o português usando o TRADUTOR DO GOOGLE. Primeiramente acesse o tradutor do Google, então COLE o endereço do site no campo da ESQUERDA, veja a imagem abaixo. Cole o endereço do link EXATAMENTE como está abaixo, SEM A BARRA no final do endereço, então aperte ENTER no seu teclado.
tradutor_google
Após clicar em ENTER, o site aparece TRADUZIDO:
site_traduzido
FLUORIDATION: Mind Control of the Masses - by Ian E. Stephen (1995) http://www.bibliotecapleyades.net/salud/salud_fluor06.htm(Anyone interested in a PDF file of this Nexus article(s), send me a PM with your email address)
Material Safety Data Sheet -Sodium fluoride MSDS http://www.sciencelab.com/msds.php?msdsId=9927595
Material Safety Data Sheet - Fluosilicic acid MSDS http://www.sciencelab.com/msds.php?msdsId=9924083
FLUORIDE OVERDOSE: National Institutes of Health - POISON CONTROL http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/002650.htm
Fluoride Action Network http://www.fluoridealert.org/
Scientific Facts on the Biological Effects of Fluorides http://www.all-natural.com/fleffect.html
Why EPA'S Headquarters Union of Scientists Opposes Fluoridation http://www.nofluoride.com/epa_hirzy_letter.htm
FLUORIDE ... The Aging Factor How to Recognize and Avoid the Devastating Effects of Fluoride John A. Yiamouyiannis, Ph.D. (1943-2000) http://fluoridationqueensland.com/blog/2010/08/03/fluoride-the-aging-factor/
The Greatest "Scientific" Fluoride Fraud Yet? http://www.nofluoride.com/nexus_article.cfm
50 Reasons to Avoid Fluoridation http://www.fluoridealert.org/50-reasons.htm
Fluoridation: Governmentally Approved Poison http://www.arthritistrust.org/Articles/Fluoride.pdf
Fluoride does not reduce cavities and does causes brittle bones and a soft brainhttp://harmonyhealth.wordpress.com/2008/02/29/floride-does-not-reduce-cavitie...
Oregon Federal Judge Hands Darlene Sherrell a Major Victory Anti-Fluoridation Milestone http://www.healthfreedomlaw.com/
Is Fluoride and Fluoridation Causing/Contributing To Cancer & Other Diseases http://www.healingcancernaturally.com/fluoridation-may-cause-cancer.html
Dare to Think -- A Message About Fluoride, written by Darlene Sherrell http://libaware.economads.com/daretothink.php
Fluoride Health Effects Database http://fluoridepoison.weebly.com/research.html
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Convido você a participar do ABAIXO ASS