terça-feira, 25 de maio de 2010

Eduardo Guimarães: "Só por cima do meu cadáver"

Vamos chamar pelo que é esse ensaio da próxima linha de ataque da direita brasileira: tentativa de golpe contra a vontade popular. Simples assim. Com base em interpretação dúbia de leis, a direita quer fazer a Justiça Eleitoral tirar da disputa pela Presidência da República a sua principal adversária exatamente no momento em que vai ficando claro que a eleição dela é vontade da maioria eleitorado brasileiro.

E não é porque a lei eleitoral trata os brasileiros como burros que eles são, pois todos sabemos que vantagem ilegal tem, sim, o PSDB, pois tem toda mídia, inclusive as concessões públicas de rádio e tevê, do lado dele, dizendo que Dilma “cometeu gafe”, que sua campanha “vai mal”, que ela está “empacada”, que um de seus marqueteiros é uma besta etc.

É de estranhar uma justiça eleitoral que não enxerga o abuso de poder econômico que são as propagandas do governo de São Paulo em todas as rádios e tevês durante toda a programação de todas as emissoras abertas e até fechadas à razão de pelo menos umas 10 peças publicitárias por hora, às vezes mais.

E essa, acima, é apenas uma das incoerências dos tucanos, que atacam adversários pelo que fazem desabridamente em termos de campanha eleitoral antecipada e de vantagem injusta sobre o adversário.

O PT teve o programa dele de dez minutos e os tucanos terão o seu. Podem aproveitar para difundir Serra ou não, mas já aproveitaram antes e há várias provas gravadas, a maioria das quais não vieram a público, sem falar que a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, ao dizer que há mais provas contra o PT, contra o PSDB não disse que não há, mas que há menos, apenas.

O que é estranho é que a procuradora disse que há menos provas contra o PSDB porque ele não tem a máquina pública, sendo que, até algumas semanas, teve apenas o segundo orçamento do país nas mãos, o de São Paulo, e continua tendo, como se vê nas exaltações do governo tucano paulista em programas caríssimos em todos os horários de rádio e tevê.

Enfim, quero crer, ainda, que a Justiça Eleitoral deverá funcionar e que a doutora Sandra saberá explicar o grande número de posições contra o PT e o número zero de posições contra o PSDB que tem adotado, pois a aceitação da representação do Movimento dos Sem Mídia foi totalmente apartidária, para investigar institutos de pesquisa dos dois lados, se é que algum deles tem lado…

Mas, enfim, acho que chegou a hora de a onça beber água. Acho que a sociedade civil deve começar a se mobilizar já e os partidos da aliança governista que sustenta Dilma Rousseff devem pedir explicações à Justiça Eleitoral.

Quanto a mim, já me considero engajado em qualquer forma de resistência a um golpe análogo ao de Honduras, que a mídia brasileira carinhosamente chamou de “constitucional” – ou seja, um golpe de Estado, uma ruptura ilegal da democracia por definição, passa a ser compatível com a mesma Constituição que proíbe golpes, na visão da direita brasileira.

E também comunico que o Movimento dos Sem Mídia já se mobiliza para analisar e agir contra essa possibilidade de ruptura “constitucional” do processo eleitoral legal e democrático no qual somente o povo tem poder para decidir, pois considera que cassar uma candidatura que vem crescendo com intensidade devido ao amplo apoio popular, é golpe.

O próximo passo do MSM virá no momento oportuno, pois. Mas o da sociedade civil deveria começar já, na impossibilidade de ter começado ontem.

Blog da Cidadania


Bomba de Israel para os racistas da África do Sul

Peres ia vender ogivas ao regime do apartheid e hoje preside Israel

Saiu no jornal Guardian, de Londres:

O Governo de Israel ia vender ogivas nucleares, de diversos tamanhos, ao regime racista do apartheid da África do Sul.

O negócio só não saiu porque era muito caro.

E como fica a posição dos Estados Unidos/Israel, diante do acordo do Brasil e Turquia com o Irã ?

Israel pode ter bomba e sair por aí a vender a regimes renegados pela comunidade internacional, como era o regime do apartheid ?

A propósito, o Irã entregou, como prometido, o acordo com o Brasil e Turquia à Agencia Internacional e Energia Atômica.

O que dirão os embaixadores de pijama ?


Clique aqui para ler o que o Monde disse do Lula (tudo o que o FHC queria que dissesse dele) e do Celso Amorim.


Paulo Henrique Amorim

Melhor jornal francês elogia Lula.

Nem em francês ele ganha do Lula

Amigo navegante Luis sugere a leitura de editorial de hoje do Le Monde, o principal jornal francês.

É o jornal que o FHC lia todas as manhãs, quando morou em Paris.

(Ele fala francês.)

E gostaria que dissesse dele, FHC, o que disse do Lula:

O Brasil de Lula em todas as partes, diz o titulo do Monde.

Lula por aqui, o Brasil por lá.

O Brasil não é apenas a expressão do carisma do Lula.

Lula encarna um Brasil em plena forma.

Depois de driblar a crise econômica, o Brasil se equipara à China e à Índia em crescimento econômico.

O Brasil é brilhantemente representado por seu Ministro do Exterior, Celso Amorim.

(Aí, assistiremos a cerimônia macabra múltipla: FHC e os embaixadores de pijama vão cortar os pulsos, juntos, no estúdio da GloboNews. PHA)

O eixo econômico do mundo se deslocou para o Sul, diz o Monde.

O Brasil tem todo o direito de reclamar uma representação maior no Banco Mundial, no FMI e no Conselho de Segurança da ONU.

Além de reforçar o papel do G-20.

Lula pode apresentar a candidatura a Secretario-Geral da ONU em 2012.

(Tudo o que a ONU ofereceu ao Farol, quando ele deixou o Governo, foi o cargo de “Observador de Grandes Rios” – PHA.)

Paulo Henrique Amorim

Clique aqui para ir ao editorial do Le Monde

Acordo com o Irã: Obama foi quem pediu a Lula

Os embaixadores de pijama não sabem de nada


Saiu na Agência Brasil:

Amorim reforça necessidade de solução pacífica para impasse com Irã

Brasília – Quanto menores forem as ameaças ao Irã, maiores serão as chances de obter uma solução pacífica para a questão nuclear iraniana, disse hoje (240 o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O acordo que Teerã fechou com o Brasil e a Turquia, destacou o chanceler brasileiro, mostra que é possível sentar à mesa e negociar.

“Quanto menos ameaças houver agora, maior e melhor é a perspectiva de haver negociação. As desconfianças vão se desfazendo. Primeiro, achavam que o Irã não queria fazer acordo nenhum e chegaram a um acordo”, disse Amorim.

Ao comentar a carta enviada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Amorim disse que o Brasil não iria se envolver na negociação com o Irã sem o respaldo da comunidade internacional, principalmente dos Estados Unidos.

“Naturalmente, não íamos entrar numa coisa desse tipo, ao contrário do que alguns pensam, levianamente. Então, sempre tivemos em conta opiniões dadas e as preocupações de vários países, sobretudo dos Estados Unidos, porque foi o presidente Obama quem primeiro pediu ao presidente Lula para se interessar sobre a questão”, disse Amorim.

Segundo ele, o Brasil está tentando manter aberto o canal de diálogo com o Irã antes que sejam aplicadas sanções ou retaliações ao país. “Estamos fazendo força para criar esse espaço [de negociação com o Irã]. Você já viu aquela pessoa que coloca o pé na porta quando ela vai bater, se machuca, mas, mesmo assim, a mantém aberta e depois vai forçando? Somos nós”, comparou o ministro.

Clique aqui para ler a matéria de Ivan Richard na Agência Brasil

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Grêmio, Inter e cuia ajudam Dilma no Sul

por Luiz Carlos Azenha

Segundo dados da mais recente pesquisa do Datafolha, na região Sul do Brasil a petista Dilma Rousseff “subiu nove pontos e foi a 35% das intenções. O tucano [José Serra] caiu dez pontos desde abril e está com 38%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, eles estão empatados” no Sul (Fernando Rodrigues, em seu blog).

Existe alguma explicação razoável para um candidato subir nove pontos em um mês e outro candidato despencar dez pontos em uma região específica do Brasil?

Talvez seja resultado da derrota do Grêmio para um time paulista, o Santos, na Copa do Brasil, despertando um ódio inesperado dos gaúchos em relação aos paulistas.

Ou a vitória do Inter sobre o Estudiantes na Copa Libertadores, despertando um gauchismo repentino que beneficia a gaúcha Dilma Rousseff.

Ou o engasgar de José Serra diante da cuia do chimarrão:

Qualquer destas três explicações é melhor que a oferecida pela Folha de S. Paulo, que produziu a “grande” pesquisa fora da curva desta temporada eleitoral, aquela que previa a vitória esmagadora de José Serra na época do lançamento da candidatura dele, quando outros institutos de opinião já anunciavam que a boca do jacaré estava se fechando e que Dilma Rousseff estava em empate técnico com o tucano.

PAULO HENRIQUE AMORIM

"AS PESQUISAS DO DATA-DA-FOLHA TÊM A CREDIBILIDADE DA LISTA DOS LIVROS MAIS VENDIDOS DA VEJA"

"O mundo está ficando difícil para ser humano"

A imprensa brasileira - seus jornais, rádios e tevês – já não sabem bem o que são, embora saibam muito bem o que fazem. São a gripe suína do pensamento nacional. Ficaram histéricos, mas não se dão conta, nem ouvem a estridência de seus gritos. E, na verdade, já não se sabe pelo que gritam, nesses dias espetaculares, se pelos resultados da política internacional de Lula, se pelo avanço e ultrapassagem de Dilma em relação a Serra, ou se porque seus ataques, cada vez mais intensos, produzem cada vez menos efeito. O artigo é de Flávio Koutzii.

Mesmo assim, estes dias têm sido espetaculares: a ação do presidente do Brasil. A iniciativa da diplomacia brasileira. O atrevimento de arriscar um caminho, que talvez possa evitar a guerra. A altivez de ter independência na política externa, servindo ao Brasil e também ao mundo é uma página extraordinária da nossa história.

A dimensão fica mais nítida pela trágica e grotesca reação da grande imprensa brasileira: não apóiam, não exaltam, não valorizam, não contextualizam, desde uma perspectiva brasileira, só olham do ponto de vista da América do Norte, da Hillary, dos novos falcões americanos – uma nova transgenia democrata-republicana. É o “dark side of the moon” de Obama.

Para todos que acham que não houve golpe militar em Honduras, é natural achar que o Brasil não deve “atrapalhar” a preparação da nova invasão, desta vez no Irã, e muito menos podem aceitar uma iniciativa, que vejam só, pode ajudar a paz. E dificultar a diplomacia de guerra cada vez mais acelerada dos EUA.

A imprensa brasileira - seus jornais, rádios e tevês – já não sabem bem o que são, embora saibam muito bem o que fazem. São a gripe suína do pensamento nacional. Ficaram histéricos, mas não se dão conta, nem ouvem a estridência de seus gritos. E, na verdade, já não se sabe pelo que gritam, nesses dias espetaculares, se pelos resultados da política internacional de Lula, se pelo avanço e ultrapassagem de Dilma em relação a Serra, ou se porque seus ataques, cada vez mais intensos, produzem cada vez menos efeito.

Vale a pena observar algumas manifestações desta imprensa:

No dia 19 de maio, no Jornal da Noite, William Wack recorre a uma retrospectiva histórica, onde relembra com apoio de fotos e filmes, Nasser, Nehru, Tito como experiências de independência terceiro-mundista, que já aconteceram e não deram certo, para explicar que essa é a descendência, em 2010, da política de Lula. Ou, trocando em miúdos, toda busca de autonomia, independência nacional, construção de nação que aqueles episódios testemunharam são congenitamente equivocados. O único DNA “bom” é o DNA da obediência, do colonizado, do obediente, e toda revolta deve ser condenada.

Outro exemplo é a pergunta interativa feita no tradicional programa de debates Conversas Cruzadas, da RBS TV, sobre o tema: se o Irã iria cumprir o acordo. É uma pergunta legítima, mas típica do enfoque preferencial da produção desse programa; nem em sonhos, cogitam de fazer uma pergunta que começasse, não examinando as consequências futuras, mas os significados do gesto recente: o novo peso do Brasil na política internacional.

Perderam a noção, o sentido da grandeza, a percepção da história, o significado do gesto, o valor e o peso do Brasil, a noção da Pátria, os interesses do Mundo e da Paz.

Se fazem amnésicos, não lembram nem da história recente: as invasões das “cruzadas Bush”, dos movimentos evidentes do conservadorismo americano para invadir o Irã.

E também não se lembram do passado, pois querem eternizar as condições que fizeram das grandes nações coloniais e dos grandes países industrias do século XX os dominadores e senhores da Terra. Aliás, no mesmo jornal da Noite citado, há uma passagem que claramente indica como insensato atrevimento querer alterar a “ordem natural” das coisas. Quem tem riqueza, armas, poder, tecnologia, terá cada vez mais. Quem não tem, obedecerá cada vez mais.

É disto que se trata e é isto que Lula e o Brasil enfrentam com sensibilidade e realismo, tentando romper estes limites protegendo ao mesmo tempo a possibilidade do entendimento e da Paz. Não é para qualquer um.

(*) Sociólogo, foi deputado estadual (PT-RS) e Chefe da Casa Civil do Governo Olívio Dutra.

BETO GRILL é o vice do TARSO



PT Ganha apoio do interior do estado!

PT estadual fecha coligação com PSB e PCdoB.
Vice de Tarso será Beto Grill ex-prefeito de São Lourenço do Sul e de Cristal.

domingo, 23 de maio de 2010

O plano B da direita

Foi sintomática a preocupação dos leitores com matéria de pregação golpista publicada no sábado no blog do Josias de Souza – aquele que publicou foto de Marta Suplicy e Dilma Rousseff sob legenda contendo as palavras “vadias” e “vagabundas”. O post contém “entrevista” com Marco Aurélio Mello, primo de Fernando Collor de Mello, indicado por este para a Suprema Corte. Mello, em 2000, soltou o banqueiro Salvatore Cacciola, que fugiu do Brasil no mesmo dia em que recebeu o habeas-corpus.

Em síntese, esse juiz, ao melhor estilo Gilmar Mendes de ser, costuma antecipar, em “entrevistas”, decisões que pode tomar. Como Mendes, tornou-se uma espécie de “conselheiro jurídico” dos partidos de direita ora na oposição. Neste caso, sugeriu a eles que representem contra Dilma na Justiça Eleitoral pedindo a cassação de sua candidatura por conta do programa do PT no último dia 13 de maio, em que o partido fez campanha para ela.

Desde então, Globo, Folha, Estadão e Veja vêm batendo nesta tecla, sobretudo desde que saíram as pesquisas Vox Populi e Sensus. Mas a idéia desse plano B para a direita colocar novamente um despachante no governo do país ganhou força com a divulgação da pesquisa Datafolha, que, sob o olhar da Polícia Federal, teve que se render aos institutos de pesquisa que a Folha de São Paulo tentou desmoralizar quando mostraram a força da candidata petista.

Não tenho a menor dúvida de que, conforme for caindo a ficha da direita brasileira de que um governo tão bem avaliado quanto o de Lula dificilmente deixará de fazer seu sucessor, essa idéia para tentar eleger José Serra sem ser pela via eleitoral ganhará força. Contudo, há alguns entraves a tal idéia os quais, obviamente, serão desprezados quando o desespero eleitoral tucano-midiático aumentar diante da perspectiva de mais quatro anos fora do poder.

São vários os entraves ao plano B destro. Pesa contra Serra, por exemplo, praticamente o mesmo que contra Dilma. Além de campanha eleitoral antecipada e abuso de poder que o candidato conservador praticou ao aparecer em programas de outros partidos em outros Estados e até em São Paulo, ele também usou a companhia de saneamento básico paulista, a Sabesp, para fazer propaganda de seu governo por todo Brasil.

Enquanto a direita serrista não decide se embarca ou não nessa imprevisível aventura, a mídia fica batendo na tecla de que Lula e Dilma estariam cometendo “crime” ao fazerem proselitismo político “antecipado”. Como se vê, Globo e companhia já pensam em imprimir na memória popular uma justificativa para uma eventual medida judicial pedindo a cassação da candidata à qual se opõem.

No sábado, na Globo News, a jornalista Cristiana Lobo falava abertamente nisso, mas considerando que a chance de sucesso de tal medida (tentar cassar Dilma caso ela se eleja, ou até mesmo antes) seria pequena porque Lula, com sua popularidade imensa, “jogaria o país contra o Judiciário”. Não foi dita uma só palavra sobre a campanha antecipada de Serra, claro.

Mas os principais entraves a uma medida desesperada como essa ainda não foram mencionados. São eles a repercussão de um discurso desses – sobre cassar a candidata de Lula – entre o eleitorado e o medo do empresariado, que financia os partidos de direita, dos prejuízos que teria com a onda de greves que sobreviria e com o repúdio da comunidade internacional, que pode descambar até para pesadas sanções comerciais e econômicas contra o Brasil se sua direita tentar eleger seu candidato por via não-eleitoral.

E é entre o eleitorado que talvez esteja o principal problema desse recurso ao terceiro turno. Pegaria muito mal. Denotaria que Serra acha que não terá votos e que, por isso, tenta ganhar no tapetão. E como não dá para ter certeza de que a Justiça Eleitoral seria capaz de contrariar a vontade da maioria dos brasileiros, ficar falando em cassação de candidatura por conta de uma infração que todos estão cometendo só servirá para aumentar a percepção de inevitabilidade da vitória de Dilma.

Contudo, não podemos nos esquecer de que a paranóica direita brasileira está perdendo o sono ante a possibilidade de ser eleita presidente uma mulher que essa facção política prendeu e torturou por três anos, de forma que os preparativos de movimentos sociais, de sindicatos, enfim, da sociedade civil devem ir sendo feitos, pois, de uma vez que fique materializada a inevitabilidade da eleição de Dilma, tenho poucas dúvidas de que Serra tentará o tapetão.

UOL faz enquete sobre impugnação de candidatura


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Escrito por Eduardo Guimarães às 08h15

Pitaco do Conversa Afiada

Pitaco - Onde o leitor solta o verbo!

Que credibilidade pode ter pesquisa (data-da-folha) realizada por um instituto que pertence a um jornal que se diz partido de oposição ao atual governo?

— Dimas Antonio Granado de Pádua

Discutindo a Mídia (PIG - Partido da Imprensa Golpista)

PHA no seminário do Centro Barão de Itararé de Mídia Alternativa. Bye-bye PiG(*)

Caso você queira ver e ouvir a íntegra do debate abaixo, com os jornalistas Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Leandro Fortes (Carta Capital) e a jornalista Maria Inês Nassif (Valor Econômico) entre no Youtube e digite - Discutindo o Pig - terá todo o debate em 13 partes. Eu separei para postar a parte 5, pelo caráter explosivo da denúncia do jornalista PHA (Paulo Henrique Amorim).
Teremos manipulação nestas eleições?
É uma possibilidade!
Então, não fiquemos de braços cruzados e comecemos a denunciar e mostrar que a Dilma é a candidata do Lula, a nossa candidata, que vai dar continuidade as políticas do Governo LULA!
Não acredita? Vai pagar pra ver?
A aposta é muito alta!!!!!!!!!
E o nosso cacife é apenas a capacidade que TEMOS de amassar barro e percorrer todos os chãos na procura do convencimento do voto para nossa candidata ou nos afastamos dos movimentos sociais e profissionalizamos a política?

DILMA/2010



POR QUÊ?

Amigos e Amigas!

Estou preparando um texto com as minhas razões para
não votar no Serra!
Aqueles e aquelas que quiserem contribuir com as suas razões é só mandar para o blog ou meu e-mail
maromar90@yahoo.com.br e as suas razões serão agregadas às minhas!

Corrente de solidariedade por um mundo menos elitista, preconceituoso, autoritário e desigual...

"Porque continuo sendo Lula"

Pedro Lima

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de Sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; e que também não entende de economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e entendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares].

Lula, que não en tende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parce iros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos].

Lula, que nà £o entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...]e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com
o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa; é ator da [maior] mudança geopolítica das Américas [n a história].

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.


Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!

* Economista e professor de economia da UFRJ

Correio do Povo: Está batendo o pavor na direita no Brasil

JORNAL CORREIO DO POVO - 19/05/2010

COLUNISTA: JUREMIR MACHADO -

É importante ser claro, falar a linguagem das ruas e dar nome aos
bois. A verdade é uma só: está batendo o pavor na direita brasileira.
Dá para ouvir os dentes rangendo. Por um lado, Luiz Inácio brilha mais
do que nunca no cenário internacional. O doutor FHC nunca teve tamanho
prestígio no exterior. Independentemente do resultado do papo com
Ahmadinejad no Irã, o mundo inteiro ficou esperando que o iletrado
brasileiro resolvesse a parada. Os norte-americanos, mais caras-de-pau
do que nunca, andam furiosos com o Brasil. Descobriram até os direitos
humanos. Cobram de Luiz Inácio o fato de ele ficar negociando com um
país que dá chibatadas nos seus opositores. É o roto falando do
descosido. Os Estados Unidos são especialistas em amizades com
ditadores. A China, por exemplo, nada deve ao Irã em repressão.
O ranger de dentes tem razões de todo tipo. A inveja em relação a Luiz
Inácio não para de crescer. Todas as previsões dos conservadores foram
por água abaixo. O Brasil vai bem, superou a crise como se ela não
passasse mesmo de uma marolinha, a popularidade do presidente é
estratosférica, a vida da população mais pobre melhorou bastante e, na
política internacional, nunca mostramos tanta autonomia. Passamos de
coadjuvante a protagonista. Para completar o quadro de pavor da
direita, que não sabe mais o que fazer ou dizer, a última pesquisa do
Vox Populi mostra Dilma na frente de José Serra, 38% a 35%. E agora?
Dilma, a guerrilheira(hahaha), a sem carisma, a criatura, começou a
decolar e já parece muito palatável para eleitores que antes a viam
com alguma desconfiança.
Se os dentes continuarem a bater assim, dá para ouvir o barulho
enquanto escrevo, os dentistas é que vão faturar. Muita gente vai
precisar de dentadura ou de aparelho. Passei, outro dia, por um
luminar da direita e ele parecia desesperado. Estava branco, verde,
azulado. Nem me aproximei. O homem falava sozinho, resmungava,
vociferava e espumava de raiva. Dava para entender o nome Dilma no seu
discurso enrolado. Tem gente que não dorme mais. Alguns buscam
soluções mágicas. Outros, tentando permanecer racionais, buscam
culpados. Não encontram. Perguntas esdrúxulas se repetem: por que Luiz
Inácio não fez como Evo Morales e Hugo Chávez? Aí está: Luiz Inácio
não traiu só a esquerda, traiu a direita também. Frustrou-a
terrivelmente ao não se comportar como um ditador ou como um “perfeito
idiota latinoamericano”.
O que dói mais na direita é ver Luiz Inácio trocando abraços, afagos,
sorrisos e ideais com os grandes deste mundo. Dói mais ainda ver Luiz
Inácio, com seu traquejo social sem berço nem formação, colocando
todos à vontade, fazendo até um russo gelado se derreter e fazer
piadinha. Basta Luiz Inácio chegar para o clima ficar mais amistoso.
Com essa manha, com essa malemolência, com esse jogo de cintura, Luiz
Inácio está prontinho para virar secretário-geral da ONU. Espero que
isso não ocorra por uma razão humanitária: FHC não suportaria.. Não
quero o mal de homem que prestou bons serviços ao Brasil. Luiz Inácio
que fique, no máximo, com a OEA. Que loucura!!

sábado, 22 de maio de 2010

O Descolocado

II

O Velho faltoso de uma das pernas, olha no seu redor, nem fica pasmo comigo, pareço não existir. Tem os olhos das lembranças vividas por aqui, em outros tempos. Não reconhece mais nada, as coisas estão mudadas de lugar. A sua memória não é tão boa, mas tem certeza que as cinzas da vila de papelão foram transformadas em muros brancos e higiênicos para guardar os mortos. O faltoso da perna acha que praticam naquela tonalidade esbranquiçada o acobertamento do passado. O desenfeitamento das mortes desaparecidas é o conforto necessário para que nada mude de verdade. As crianças que entram e saem não sabem das vidas arrastadas e levadas contra suas vontades, jamais saíram da ilha afundada. Ficaram escondidas em algum lugar ali por baixo. O povoamento da ilha de Madalena nas cercanias da cicatriz, era terra de abundância, cresceu e virou balneário de veraneio dos bem de vida. Depois do afundamento vieram as tropas, mas permanecem, como lembrança de alguns poucos, as paredes caiadas de branco que continuam a esconder suas histórias.

A míngua e a fartura seguem a se acomodar no contorno da abundância engolida. Vivem de costas uma para outra. Os ricos de um lado e os miseráveis de outro. As histórias de uns são escritas com letras de ouro e a vida de outros é gravada nas areias da praia deserta, alguns recebem por privilégios títulos honoríficos enquanto a maioria quer reconhecido seus direitos à vida

─ Senta aí... preciso te contar uma história.

As palavras são ditas como se não houvesse começo ou fim, tudo no seu tempo vai se repetir. Toma assento na grama esverdeada da praça dos pedalinhos, ao lado de uma imensa cruz de madeira, pequena área do cemitério das memórias, estou seguro em suas mãos de unhas crescidas e enegrecidas de terra. Depois de examinado com desdém, sou colocado sobre seu colo. Permaneço atento e prudente a todos os movimentos. Os três seguimos desafinados com aquelas cruzes fincadas no chão, tudo cercadinho por fios farpados de eletricidade. Olho à guria, o velho e àquele lugar, todos os olhos acusam. Somos intrusos indesejados. O Velho quase desiste, mas, por fim, enfia a mão dentro do casaco de frangalhos e reaparece com uma trouxa de pano. Tem a forma de um tubo volumoso. Solta o cordão que segura tudo enrolado. Desenrola. Aparecem papéis descorados sobre o pano amarelado estendido no chão

─ O que é isso?

─ Pequenos pedaços da tua vida desconhecida.

─ A minha... o quê?

Pronto, conseguiu a vigilância da guria e a minha, a verdade, ainda que amarga, se traga

─ Chegou o tempo da alma se conhecer.

Enquete

O desgoverno Fogaça na Prefeitura de Porto Alegre não fez nada pelo bairro Humaitá.

O moradores do bairro Humaitá irão votar em massa no Fogaça?

Justiça Social

Para qualquer começo de conversa esclareço que não sou economista, nem vocação tenho para entender os números, procurei dedicar minha vida em entender a mim mesmo e as pessoas, é uma tarefa difícil em todos os sentidos. Tive diversas fases durante estes 53 anos, mas tenho tempos demarcados claramente pela leitura. O primeiro autor na adolescência que lembro de ler foi Júlio Verne, Viagem ao redor da Lua, inesquecível, depois fiz a viagem ao centro da terra. Em seguida entrei no mundo dos crimes misteriosos da Agatha Christie, um pouquinho mais adiante centrei meu interesse nos romances de Arthur Hailey, Morris West, Frank G. Slaugter e tantos outros. Li devoradamente as Seleções de Livros da Reader’s Digest, junto com a auto-ajuda do Roberto Shinyashiki, Leo Buscaglia, até que me deparei com Paulo Freire e as suas pedagogias. Confesso que fiquei um bocado do meu tempo comendo e bebendo daquela afetividade pedagógica. Na educação pré ou pós-moderna ainda não conseguimos superar o conceito Freuriano básico, que para mim é a amorosidade como significado de libertação consciente do oprimido.

Ai, fui apresentado a Saramago, Lobo Antunes, Mia Couto, Aqualusa, Neruda, Ferreira Gullar, Anton Makarenko e seu Poema Pedagógico, Maiakovski e sua poesia revolucionária, João Cabral de Mello Neto, Fernando Pessoa, Dostoiésvki e seu crime com castigo, Mario Benedetti, Abelaira e a tantos mais que ficou impossível voltar atrás, me contentar com pouco ou nada.

E por estas razões, acredito que a verdadeira combustão para mudanças permanentes no coração e na mente são os livros. Jovens, na boa, vale muito mais a pena um bom livro ou um bom cinema que qualquer triller de páginas ou vídeos, seja em 2D ou 3D.

Por isso, acho tão hilário quando amigos tentam arremeter contra o governo Lula defendendo o triller do Déficit Zero do desgoverno Yeda.

Escolas estaduais do RS com bibliotecas fechadas e nem um livro sequer comprado para as bibliotecas escolares. Nenhum. Mas me curvo a coerência, somos governados como se o governo fosse uma empresa e não tivesse por obrigação primeira melhorar a vida das pessoas. Empresas na lógica do capital precisam dar lucro com o sangue das pessoas. Comprar livros para as bibliotecas escolares não gera lucros e muito pejuízo. O desgoverno Yeda não compra nenhum. As classes populares não precisam ler... é sua obrigação estar preparada para o mercado de trabalho operário ou do subemprego. Somos contabilizados como prejuízo a ser eliminado. Plano de carreira em extinção.

O governo Lula não tem déficit zero, mas na sua conta tem 11 milhões de empregos, a criação de 10 Universidades Federais, 214 Escolas Técnicas e a entrega sistemática de muitas centenas de livros para todas as bibliotecas escolares do Brasil (literatura ficcional para todas as idades). Esses livros custam caro, eu sei, mas mudar a perspectiva destes quinhentos anos de escravidão física, cognitiva ou afetiva tem um preço a ser pago. Quando recebemos tantos livros para colocar na mira de nossos alunos eu mando as favas este triller de terror chamado Déficit Zero.

Nossa escola ficou abaixo da média de aprovação da avaliação nacional.

O que fez o governo Lula?

Possibilitou recursos que chegam diretamente na escola (vem para uma conta específica gerenciada pela escola) sustentam os projetos que a comunidade escolheu como necessários para nossas crianças. Mais livros literários chegaram para nossa biblioteca escolar como apoio as ações pedagógicas. Isso tem custo? Claro, mas precisamos desacomodar dessa lógica de custo zero, enquanto ficamos engaiolados reclamando da violência urbana.

O que fez o desgoverno Yeda?

Também quero saber!


Postado por maromar

Mino, Faoro, o PiG (*) e o Irã: “A elite brasileira é entreguista”



Deve ser muito engraçado servir de apoio aos ricos


Republicamos o editorial de Mino Carta, na Carta Capital que chega hoje às bancas.

É uma sugestão do amigo navegante Sergio Soares Tomazzini, que disse: “se o Lafer tirou os sapatos, imagina o que o FHC tirou”.

Diz o Mino:

Os interesses dos impérios e os nossos

Ao ler os jornalões na manhã de segunda 17, dos editoriais aos textos ditos jornalísticos, sem omitir as colunas, sobretudo as de O Globo, me atrevi a perguntar aos meus perplexos botões se Lula não seria um agente, ocidental e duplo, a serviço do Irã. Limitaram-se a responder soturnamente com uma frase de Raymundo Faoro: “A elite brasileira é entreguista”.

Entendi a mensagem. A elite brasileira aceita com impávida resignação o papel reservado ao País há quase um século, de súdito do Império. Antes, foi de outros. Súdito por séculos, embora graúdo por causa de suas dimensões e infindas potencialidades, destacado dentro do quintal latino-americano. Mas subordinado, sempre e sempre, às vontades do mais forte.

Para citar eventos recentíssimos, me vem à mente a foto de Fernando Henrique Cardoso, postado dois degraus abaixo de Bill Clinton, que lhe apoia as mãos enormes sobre os ombros, em sinal de tolerante proteção e imponência inescapável. O americano sorri, condescendente. O brasileiro gargalha. O presidente que atrelou o Brasil ao mando neoliberal e o quebrou três vezes revela um misto de lisonja e encantamento servil. A alegria de ser notado. Admitido no clube dos senhores, por um escasso instante.

Não pretendo aqui celebrar o êxito da missão de Lula e Erdogan. Sei apenas que em país nenhum do mundo democrático um presidente disposto a buscar o caminho da paz não contaria, ao menos, com o respeito da mídia. Aqui não. Em perfeita sintonia, o jornalismo pátrio enxerga no presidente da República, um ex-metalúrgico que ousou demais, o surfista do exibicionismo, o devoto da autopromoção a beirar o ridículo. Falamos, porém, é do chefe do Estado e do governo do Brasil. Do nosso país. E a esperança da mídia é que se enrede em equívocos e desatinos.

Não há entidade, instituição, setor, capaz de representar de forma mais eficaz a elite brasileira do que a nossa mídia. Desta nata, creme do creme, ela é, de resto, o rosto explícito. E a elite brasileira fica a cada dia mais anacrônica, como a Igreja do papa Ratzinger. Recusa-se a entender que o tempo passa, ou melhor, galopa. Tudo muda, ainda que nem sempre a galope. No entanto, o partido da mídia nativa insiste nos vezos de antanho, e se arma, compacto, diante daquilo que considera risco comum. Agora, contra a continuidade de Lula por meio de Dilma.

Imaginemos o que teriam estampado os jornalões se na manhã da segunda 17, em lugar de Lula, o presidente FHC tivesse passado por Teerã? Ele, ou, se quiserem, uma neoudenista qualquer? Verifiquem os leitores as reações midiáticas à fala de Marta Suplicy a respeito de Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador dos Estados Unidos em 1969. Disse a ex-prefeita de São Paulo: por que só falam da “ex-guerrilheira” Dilma, e não dele, o sequestrador?

A pergunta é cabível, conquanto Gabeira tenha se bandeado para o outro lado enquanto Dilma está longe de se envergonhar do seu passado de resistência à ditadura, disposta a aderir a uma luta armada da qual, de fato, nunca participou ao vivo. Nada disso impede que a chamem de guerrilheira, quando não terrorista. Quanto a Gabeira, Marta não teria lhe atribuído o papel exato que de fato desempenhou, mas no sequestro esteve tão envolvido a ponto de alugar o apartamento onde o sequestrado ficaria aprisionado. E com os demais implicados foi desterrado pela ditadura.

Por que não catalogá-lo, como se faz com Dilma? Ocorre que o candidato ao governo do Rio de Janeiro perpetrou outra adesão. Ficou na oposição a Lula, primeiro alvo antes de sua candidata. Cabe outro pensamento: em qual país do mundo democrático a mídia se afinaria em torno de uma posição única ao atirar contra um único alvo? Só no Brasil, onde os profissionais do jornalismo chamam os patrões de colegas.

Até que ponto o fenômeno atual repete outros tantos do passado, ou, quem sabe, acrescenta uma pedra à construção do monumento? A verificar, no decorrer do período. Vale, contudo, anotar o comportamento dos jornalões em relação às pesquisas eleitorais. Os números do Vox Populi e da Sensus, a exibirem, na melhor das hipóteses para os neoudenistas, um empate técnico entre candidatos, somem das manchetes para ganhar algum modesto recanto das páginas internas.

Recôndito espaço. Ao mesmo tempo Lula, pela enésima vez, é condenado sem apelação ao praticar uma política exterior independente em relação aos interesses do Império. Recomenda-se cuidado: a apelação vitoriosa ameaça vir das urnas.

(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Boa Escola para todos! Para quem?

Alguns governos, maliciosamente, acreditam que frases de efeito resolvem nossos problemas educacionais. Seria bom demais se resolvessem. Mas, como todos nós sabemos, não resolvem.

O Governo Yeda, então, criou na sua gestão o slogan: “Boa escola para todos”. Pura falácia.. Na verdade o que a gestão tucana faz de forma brutal e abominável é economizar com a educação.

Meu amigo educador, recomendo a leitura da pesquisa feita pelo CPERS/Sindicato nas escolas públicas da rede estadual, intitulada “O Ensino Público Pede Socorro”. Você encontra esse trabalho no site da entidade (www.cpers.org.br). Após acessar o endereço eletrônico é só dar um “click” em publicações. Vale a pena ler o trabalho minucioso elaborado pela entidade.

Confesso que não fiquei surpreso com os resultados da pesquisa. Tenho visitado escolas da área de abrangência do 14º Núcleo do CPERS/Sindicato e sei da penúria de muitos estabelecimentos.

Na pesquisa encontramos números alarmantes, como esse: 60% não possuem pessoal para atender a orientação educacional.

No meu entendimento, o grande paradoxo, completamente antagônico ao slogan “Boa Escola para todos”, é o número insuficiente de pessoal para os vários setores imprescindíveis a uma educação de qualidade.

Como frases de efeito não operam milagres, o que temos, na verdade, são bibliotecas fechadas, laboratórios de informática e outros setores indispensáveis a uma boa escola sem funcionamento.

Mas o descalabro não termina na ausência de profissionais em setores vitais à escola. Se analisarmos o setor infraestrutura, instalações físicas, em muitos casos a situação torna-se assustadora.

Conheço escola, por exemplo, que há anos espera por um muro de contenção para evitar deslizamentos e até o presente momento a obra não saiu do papel.

Outro slogan do atual governo do Estado que é uma grande mentira é a “Coragem para Fazer”. Por que grande mentira? A resposta é simples: O governo Yeda é um governo covarde, pois bate em manifestantes desarmados simplesmente porque estes ousam desmascará-la.

Mas não posso encerrar sem responder a pergunta que fiz ao intitular esse artigo. Boa Escola para todos! Para quem? Talvez para uma campanha de marketing enganosa, que tenta iludir a sociedade. Ou Boa Escola para o Déficit Zero, onde em nome desse, se concede um reajuste vergonhoso aos educadores com uma coragem, essa sim, verdadeira, de sucateamento dos estabelecimentos educacionais.

Finalmente, frases de efeito não resolvem os problemas da educação. O que resolve é investimento. Infelizmente, para esse governo, educação é despesa. E despesa que ameaça seu fraudulento Déficit Zero.

Siden Francesch do Amaral

Representante 1/1000 e

Diretor do 14º Núcleo do CPERS/Sindicato

Amou daquela vez...

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

The Economist

Senhores e Senhoras,
Com isenção de ânimo e sem paixões políticas, vamos conhecer indicadores sociais e econômicos
publicados pelo Jornal
“The Economist”, comparando os Governos FHC e Lula.
A diferença é muito grande... É bom lembrar!
LEIAM O QUE FOI PUBLICADO NO JORNAL THE ECONOMIST


The Economist publicou!
Situação do Brasil antes e depois: Itens

Nos tempos de FHC

Nos tempos de LULA

Risco Brasil

2.700 pontos

200 pontos

Salário Mínimo

78 dólares

210 dólares

Dólar

Rs$ 3,00

Rs$ 1,78

Dívida FMI

Não mexeu

Pagou

Indústria naval

Não mexeu

Reconstruiu

Universidades Federais Novas

Nenhuma

10

Extensões Universitárias

Nenhuma

45

Escolas Técnicas

Nenhuma

214

Valores e Reservas do Tesouro Nacional

185 Bilhões de Dólares Negativos

160 Bilhões de Dólares Positivos

Créditos para o povo/PIB

14%

34%

Estradas de Ferro

Nenhuma

3 em andamento

Estradas Rodoviárias

90% danificadas

70% recuperadas

Industria Automobilística

Em baixa, 20%

Em alta, 30%

Crises internacionais

4, arrasando o país

Nenhuma, pelas reservas acumuladas.

Cambio

Fixo, estourando o Tesouro Nacional.

Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central

Taxas de Juros SELIC

27%

11%

Mobilidade Social

2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

Empregos

780 mil

11 milhões

Investimentos em infraestrutura

Nenhum

504 Bilhões de reais previstos até 2010

Mercado internacional

Brasil sem crédito



Internacionalismo Proletário

Lula sempre desenvolveu uma grande atividade internacional. Mas este ano de 2010, o último de sua presidência, registrou um salto qualitativo, marcado por dois deslocamentos ao exterior que indicam como sondas a profundidade da vocação do Brasil. O primeiro o levou em março passado ao Oriente Médio, região geográfica que jamais havia ocupado um presidente brasileiro. O segundo o levou agora a Teerã e lhe proporcionou o raro privilégio de se encontrar com o guia supremo da revolução, o aiatolá Ali Khamenei, algo que só está ao alcance de uma lista muito restrita de mandatários estrangeiros. Com sua imagem de bonomia proletária e seu enorme prestígio, Lula está atuando como um foguete propulsor do Brasil na nova etapa geopolítica multipolar. Está bem claro que como parte de seu legado político quer deixar o Brasil situado o mais alto possível no cenário internacional, e especialmente bem colocado em suas apostas institucionais".

Chora, direita.
O iletrado está escrevendo história.
Fonte: J.M. S.

Chora, direita.
O iletrado está escrevendo história.
Fonte: J.M. S.

Mais uma mentira do Serra


O Serra adora o chimarrão gaúcho. É hilário!

AS MENTIRAS DO SERRA:

Por Paulo Chacon, amigo navegante do Conversa Afiada

- 2 professores em sala de aula = MENTIRA
- bônus de 15 mil reais aos professores = MENTIRA
- profs. de SP vão ganhar até 7mil de salário = MENTIRA
- escolas com laboratório de informática = MENTIRA
- vai manter o bolsa-família = MENTIRA
- vai continuar valorizando o salário mínimo = MENTIRA
- não vai privatizar o BB. a CAIXA, a PETROBRAS, etc = MENTIRA
- não vai interferir no Banco Central = MENTIRA
- não vai tirar o Brasil do Mercosul = MENTIRA
- não vai jogar sujo na campanha eleitoral = MENTIRA

É muita mentira!

Dilma2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vanja Orico


Por AFF

Essa do chinês todo mundo fala porque as agências americanas divulgaram à exaustão.

Mas, antes dele, a atriz Vanja Orico se pôs na frente de uma coluna militar para proteger estudantes em 1968.

Vale divulgar por ser uma homenagem a uma brasileira que enfrentou a ditadura; para desmentir aqueles que negam a repressão na ditadura e para combater o complexo de vira-latas.

A foto está no sítio de A Nova Democracia

A foto seguinte traz Vanja Orico sendo presa e espancada pelos militares com cassetetes.















As fotos estão aqui:

http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1354&Itemid=105


O Brasil dos brancos é rico. Dos negros é muito, muito pobre


O programa Entrevista Record Atualidade que a Record News exibiu ontem mostrou uma entrevista com o professor Marcelo Paixão, do Instituto de Economia da UFRJ.

Ele mostrou alguns dados que deveriam dar muito orgulho aos brasileiros (da elite):

Os negros brasileiros vivem seis anos menos que os brancos.

O número de analfabetos negros é o dobro do número de brancos.

A renda dos negros é a metade da renda dos brancos.

Os negros ficam dois anos a menos na escola que os brancos.

Se desmontarmos os números do IDH, índice do desenvolvimento humano, da ONU, veremos que se o Brasil fosse só dos brancos (O SONHO DA ELITE BRASILEIRA …) ficaria na 40a. posição do IDH.

O Brasil está na 70a.

Mas, se fosse só de negros, seria um país pobre africano e ficaria na 104a. posição.

Não, nada disso, nós não somos racistas.

Tanto assim, demonstra o professor Paixão, que entre 2003 e 2009 foram libertados 40 mil brasileiros.

Isso mesmo, amigo navegante, “libertados”, ou seja, abandonaram a posição de escravos, porque viviam em fazendas sob o regime servil: não recebiam remuneração para poder pagar dívidas impagáveis.

Desses 40 mil escravos, 73,5% eram negros.

Ora direis, mas o Brasil é um país negro.

Sim, 50,5% da população é negra.

Mas, dos escravos, 73,5% são negros.

Não, amigo navegante, o professor Paixão exagera.

Não, não somos um país racista.

A última coisa de que o Brasil precisa é de ações afirmativas, como, por exemplo, cotas para negros nas universidades.

Isso é recurso de país pobre, subdesenvolvido, como os Estados Unidos.

E viva a democracia racial do Brasil !

Viva !

Em tempo: para demonstrar que nós não somos racistas, recomendamos a leitura dos posts (EUA e Brasil se unem para combater o racismo. Ué, mas nós somos racistas ?, Chuíça (*): PMs de Serra espancam motoboy até a morte na frente da mãe e Polícia de Serra é racista e quis matar motoboy. Por que ele não criou uma Sec. de Segurança em SP? ) que tratam da morte do motoboy negro Eduardo, dentro de um quartel da PM de SP, e da transformação em réus, por crime racismo, dos PMS de São Paulo que mataram Alexandre, um motoboy negro.

Viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim

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