Mostrando postagens com marcador CPI Cachoeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CPI Cachoeira. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Já, já, isso tudo aí não vem ao caso!

PF vai à cachoeira do Carlinhos



Vai ter peito de chegar à Veja? À Globo? À Marginal de SP?



Conversa Afiada


publicado 30/06/2016

Assad está a um palmo do "Afrodescendente" e a dois palmos do Padinho Pade Cerra (foto: Arquivo | Agência Brasil)


Como se sabe, Carlinhos Cachoeira, através do "Caneta", sublocou o detrito sólido de maré baixa.

Quem também se banhava nessa Cachoeira era um notório "repórter" do Globo em Brasília.

Como se sabe, da Delta se chega a um "afrodescendente" e seu padrinho, um "padinho" pade cerra, autores de obra marginal (sic) em São Paulo.

Vamos ver até onde chega o moralismo furioso da PF e do MPF ou se, a certa altura, "não vem ao caso"...






Fernando Cavendish, Carlinhos Cachoeira e Adir Assad são alvos de operação da PF e MPF


Operação acontece no Rio, São Paulo e Goiás; eles são acusados de usar empresas fantasmas para transferir cerca de R$ 370 milhões obtidos pela empreiteira Delta


O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram na manhã desta quinta-feira a "Operação Saqueador" para cumprir cinco mandados de prisão em São Paulo, Rio e Goiás. Entre os alvos estão o ex-presidente da empreiteira Delta Construções Fernando Cavendish, o bicheiro Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e o empresário Adir Assad, que já foi condenado na Operação Lava-Jato. No Rio, a polícia não encontrou Cavendish, que estaria no exterior e já é considerado foragido pelas autoridades.

A investigação constatou que os envolvidos, "associados em quadrilha", usaram empresas fantasmas para transferir cerca de R$ 370 milhões, obtidos pela Delta direta ou indiretamente, por meio de crimes praticados contra a administração pública, para o pagamento de propina a agentes públicos.

Também são alvo da operação Cláudio Dias Abreu, que já foi diretor regional da Delta no Centro-Oeste e Distrito Federal, e Marcelo José Abbud, que, segundo o MPF, é dono de empresas de fachada usadas no esquema de lavagem.

O MPF do Rio ofereceu esta semana denúncia contra Cavendish, Cachoeira, Adir Assad e mais 20 pessoas por envolvimento num esquema de lavagem de verbas públicas federais. O caso foi distribuído ao juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

(...)




Navalha


Será que a PF e o MPF sabem em que vespeiro se meteram?

Adir Assad é o doleiro do coração dos tucanos:


http://www.cartacapital.com.br/blogs/direto-de-sao-paulo/adir-assad-o-doleiro-das-obras-tucanas-9816.html


Já, já, isso tudo aí não vem ao caso!


Em tempo: a PF e o MPF poderiam esclarecer dúvida cruel da Cynara Menezes, no twitter: será que o ministro (sic) Gilmar (PSDB-MT) pegava carona no jatinho do Carlinhos?

Em tempo2: tampe o nariz, mas não deixe de ver o que o Demóstenes, o amigão do Gilmar, o outro lado da linha do grampo sem áudio, disse do Caiado:

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Rachaduras na redoma do carapááálida, mas ele segue impávido... em silêncio! é um colosso

RACHADURAS NA REDOMA


Diogo Costa - comentário feito no Blog do Luis Nassif



Ao que parece, as relações entre Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Rede Globo, PSDB, Daniel Dantas e Marcos Valério são maiores do que se imaginava. Desde o ano passado vinha escrevendo freneticamente que o julgamento-linchamento da AP 470 era, nem mais e nem menos, do que a maior farsa jurídica da história do Brasil.

O pior é que isso é verdade! E o pior, quer dizer, o melhor, é que as peças do quebra-cabeças (que já estavam sobre a mesa desde antes do julgamento-linchamento) vão se encaixando, uma após a outra. A grande verdade que os articuladores dessa canhestra tentativa de golpe branco de estado chamada de AP 470 não gostam de dizer é a seguinte, límpida e cristalina, desde sempre...

Desde o estouro desse caso, em 2005, a oposição fracassada e a mídia venal se utilizam do episódio para formar uma redoma de proteção a favor dos seus aliados políticos! Utilizam o caso como um biombo, se escondem atrás do biombo e do maniqueísmo dos 'homens bons' versus os 'malvados do PT'.

Desde a reforma feita no Banco do Brasil, no final do governo Itamar Franco, todas as decisões são tomadas de forma colegiada, por diversos diretores da instituição. Na AP 470, todos os diretores nomeados por FHC estão fora do processo, foram ignorados alguns e outros mandados para o julgamento em primeira instância, apenas Henrique Pizzolatto responde ao processo junto ao STF, como boi de piranha. Porque?

Porque ele é o único diretor do Banco do Brasil que na época dos fatos não havia sido nomeado pelo PSDB! O ex procurador Antonio Fernades de Souza, após deixar suas funções na procuradoria, tornou-se advogado de Daniel Dantas. Daniel Dantas não foi indiciado na famosa CPI dos Correios, em 2005/2006, justamente porque ele é o elo de ligação entre Marcos Valério (seu despachante de luxo), o PSDB, a Rede Globo, Eduardo Azeredo, Serra, FHC, Aécio e a Privataria Tucana.

Não esqueçam também de Carlos Cachoeira e de Demóstenes Torres! O primeiro foi o grande 'jornalista' oculto que forneceu dezenas, talvez centenas de materiais para que a Revista Veja fizesse a sua habitual campanha de ódio contra Lula e o PT. Sempre com interesses escusos, sempre atuando como uma máfia que assassinava reputações de pessoas e de empresas que atrapalham os interesses da quadrilha junto ao estado brasileiro.

O segundo era o "Catão da ética, da moral e dos bons costumes"... Sempre foi um impostor, um farsante que atuava como ponte do mafioso Cachoeira e como seu representante comercial, dentro da estrutura estatal. Contava, para tanto, com a defesa intransigente que a quadrilha máfio-midiática fazia dele todos os dias.

Esse grupelho, que assaltou o estado brasileiro com voracidade ímpar nos tempos da Privataria Tucana, grita e esperneia desde a eleição de Lula em 2002. Já foram infinitamente mais poderosos, já tiveram um controle muito maior sobre as estruturas do estado, lutaram e lutam bravamente para imputar ao PT todos os males da humanidade, numa manobra diversionista para esconder as suas próprias tramoias e para defender seus interesses empresariais.

O biombo está caindo, a redoma de vidro está rachada há muito tempo! Percebam agora essa questão da Rede Globo de Sonegação Fiscal. Que a Rede Globo age como uma máfia, nenhuma novidade. Eles tem lá as suas toneladas de dossiês contra tudo e contra todos, dossiês que ficam lá, em 'prateleiras de supermercado', intocáveis, e que sempre são utilizados pela Vênus Platinada como instrumento de chantagem.

Quem ousa atravessar o caminho da organização que se fortaleceu e que criou um império lambendo as botas dos ditadores fardados, é 'mandado para a Sibéria' ou atacado virulentamente até que pare de ameaçar os interesses dos Marinho. Pois bem, não é que agora some o processo em que a Rede Globo é acusada de sonegação fiscal, em valores que, corrigidos, chegam a astronômica casa de mais de um bilhão de reais!

E isso refere-se a questão da Copa do Mundo de 2002... Quem é mais mafioso, Ricardo Teixeira ou a Rede Globo? Esse episódio responde bem às indagações sobre o ódio visceral da Globo por Lula e pelo PT. Antes, a Globo sempre contou com facilidades no aparelho estatal, inclusive nomeando e demitindo ministros ao seu bel prazer. Isso mudou com a eleição de Lula e a Rede Globo precisa urgentemente recolocar em Brasília pessoas mais dóceis e permeáveis aos seus interesses.

Por isso a batalha furiosa contra o PT, desde sempre. Batalha furiosa mas que nem de longe é inconsequente, desde o ponto de vista da Globo. É uma batalha pensada, calculada, estrategicamente desenvolvida para retomar o poder que um dia ela já teve neste país.

É por isso também que permanece a lúgubre simbiose entre PSDB e Rede Globo, afinal, ambos se conhecem muito bem, defendem-se mutuamente e se deram muito bem obrigado nos dois governos de FHC. A Rede Globo é uma das tantas empresas beneficiárias da Privataria Tucana!

Antes que alguém venha dizer que sou otimista demais com os governos do PT e a questão da mídia, reitero que é uma necessidade imperiosa para a democracia brasileira que se faça uma Ley de Medios. O Codigo Brasileiro de Telecomunicações é de 1962, feito no tempo de João Goulart! Óbvio que precisa ser atualizado, de acordo com os preceitos da Carta de 88.

Tudo isso é verdade, como também é verdade que antes do governo de Lula, menos de 500 veículos recebiam recursos da SECOM, hoje, são mais de 8.000 veículos recebendo recursos da SECOM. Ou seja, houve uma pulverização e uma desconcentração inimagináveis antes dos governos do PT. A Rede Globo ainda recebe muita grana do governo federal, mas nem se compara, em absoluto, com o que recebia antes de 2003...

Por fim, penso que é chegada a hora de apertar o cerco contra essa tentativa ridícula e relativamente eficaz (pelo menos até hoje) da oposição fracassada e da quadrilha oligopólica máfio-midiática, de esconder seus crimes protegendo-se na redoma que criaram com a farsa do "mensalão" e, posteriormente, com o julgamento-linchamento desse mesmo caso.



Diogo Costa

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

enquanto não aparecê no jn... não existe! hihihehehehohohoho


HADDAD, OLHA O CERRA
AFOGADO NA CACHOEIRA !


A relação entre a Delta e o governo de SP foi firmada durante os governos Cerra e Alckmin.

Conversa Afiada





O Conversa Afiada reproduz texto de Leandro Fortes, extraído da Carta Capital:

CACHOEIRA E SUAS DIGITAIS EM SAMPA



Os técnicos da CPI do Cachoeira acabam de concluir um levantamento completo de todos os contratos firmados em São Paulo, governo estadual e prefeitura da capital, com a Delta Construções, ligada ao esquema criminoso comandado pelo bicheiro. É coisa de 1,2 bilhão de reais. O resultado, além de revelador sobre as relações dos governos do PSDB com a empresa-mãe da quadrilha de Cachoeira, trouxe à tona uma suspeita sobre os bastidores dos negócios milionários fechados na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), sob a influência do senador cassado Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

Uma interceptação telefônica realizada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo captou um diálogo entre Cachoeira e Cláudio Abreu, diretor da Delta na Região Centro-Oeste, onde ambos discutem contratos da empreiteira com a prefeitura de São Paulo. No grampo, de 31 de janeiro deste ano, o bicheiro pergunta a Abreu o resultado de uma conversa do ex-presidente da Delta Fernando Cavendish com Kassab sobre um contrato ainda não identificado. O diretor da construtora faz uma revelação: em consideração ao então senador Demóstenes Torres, o prefeito de São Paulo teria triplicado os valores do tal contrato. A conversa é a seguinte, retirado do áudio ao qual CartaCapital teve acesso:

Carlinhos Cachoeira: Outra coisa, Cláudio, você falou pro Fernando (Cavendish) do negócio lá do Kassab?
Cláudio Abreu: Ih, cara… Eu vou encontrar com ele mais tarde, eu vou voltar lá pra dar um retorno pra ele. Mas fala aí, o que é o negócio lá? Do contrato, né? Ele fez as coisas lá, né? Até pelo professor (Demóstenes Torres), né?
Cachoeira: Ele (Kassab) falou que triplicou o contrato por ele (Demóstenes).

De acordo com o levantamento feito pela CPI, a prefeitura de São Paulo tem três contratos com a Delta, firmados entre 2004 e 2012, num valor total de 307,6 milhões de reais. Um da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), de 93,7 milhões de reais. Um de urbanização da favela de Paraisópolis, via Secretaria de Habitação, de 15,4 milhões de reais. E um da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans), de 12,2 milhões de reais. Pela data do grampo da PF, não é possível detectar exatamente qual dos contratos teria sido triplicado, pois todos abarcam também o ano fiscal de 2012. Segundo Emerson Figueiredo, assessor de imprensa da prefeitura, Kassab “desconhece o diálogo, seus supostos autores e considera improcedente o seu conteúdo”.

As relações entre a Delta e o governo estadual tratam de cifras maiores, cerca de 943 milhões de reais, em valores corrigidos, referentes a contratos firmados durante os governos tucanos de José Serra (765 milhões de reais) e Geraldo Alckmin (178 milhões de reais), entre 2002 e 2012. Os negócios foram firmados a partir de demandas de cinco estatais: Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A principal obra contratada pelo governo estadual à Delta, na gestão de Alckmin, é o chamado Consórcio Nova Tietê, de ampliação da avenida marginal ao Rio Tietê, no valor de 149,9 milhões de reais. O contrato valeu de 22 de junho de 2009 a 10 de abril de 2012. Ao analisar a transferência de recursos do consórcio para a conta da Delta, os técnicos da CPI concluíram que as empresas envolvidas na obra não possuem controle de compensação de créditos e débitos. Dessa forma, uma empresa pode ter subcontratado a outra e pago o valor total pelo serviço. Por esse artifício, a diferença de eventual desvio de dinheiro público, por meio de superfaturamento ou pela falsa notificação de entrega real do serviço, é devolvida ao subcontratante, sem fiscalização alguma.

A Delta pode ter acertado um esquema de lavagem de dinheiro por meio de subterfúgios burocráticos. Além disso, segundo a avaliação da CPI, as empresas subcontratadas pela construtora possuem entre si contratos mútuos de diferentes obras, serviços ou negócios (lícitos ou ilícitos) e fazem pagamentos entre si sem compensar valores por meio de controle contábil (oficial ou não).

As informações da CPI a respeito dos contratos estaduais coincidem com um levantamento anterior feito pela repórter Conceição Lemes, do site Viomundo, com base em dados do blog Transparência São Paulo, especializado em análise de contas públicas. A partir dessas informações, foi possível detectar que o contrato da Dersa, referente às obras no Tietê (415 milhões de reais) foi assinado por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, diretor de Engenharia do órgão até abril de 2010, e pelo presidente da estatal, Delson Amador, que acumulava a superintendência do DER.

Intimamente ligado aos tucanos, Paulo Preto foi apontado como arrecadador de campanha do PSDB e chegou a ser acusado de sumir com 4 milhões de reais supostamente destinados à campanha presidencial de Serra em 2010. Os nomes dele e de Amador aparecem ainda em outra investigação da Polícia Federal, a Operação Castelo de Areia, na qual executivos da construtora Camargo Corrêa foram acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas.

Em 1997, durante a presidência do tucano Andrea Matarazzo, Delson Amador virou diretor da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), depois privatizada. Era responsável pela fiscalização de obras tocadas pela Camargo Corrêa, como a Usina de Porto Primavera e a Ponte Pauliceia, construída sobre o Rio Paraná para ligar os municípios de Pauliceia, em São Paulo, e Brasilândia, em Mato Grosso do Sul. Amador foi chefe de gabinete de Matarazzo na subprefeitura da Sé, na capital paulista.

Uma certidão emitida pela Junta Comercial de São Paulo revela que Heraldo Puccini Neto, diretor da Delta para São Paulo e o Sul do Brasil, aparece como representante legal do Consórcio Nova Tietê. Escutas realizadas pela PF demonstram que Puccini é um dos interlocutores mais próximos de Carlinhos Cachoeira. Documentos da Operação Monte Carlo o apontam como um dos elementos da quadrilha que preparavam editais para ganhar licitações públicas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

e o carapááálida não acredita em provas contra a vejamente, se não deu na grobobo... não é verdade!


COLLOR: PROCURADORES
ENTREGARAM INVESTIGAÇÃO
SECRETA À VEJA


E se o Caneta tiver repassado os documentos ao Cachoeira? 
O que dirão Gurgel e a Corregedoria do MP?

Conversa Afiada






Na mesma reunião da CPI em que o deputado Dr. Rosinha preferiu não levar a votação o requerimento para convocar o Caneta, o Policarpo Júnior, o senador Fernando Collor fez outras graves denúncias que envolvem o Procurador Roberto Gurgel, o Caneta e seu patrão.

Collor revelou que, no dia 2 de março de 2012, procuradores que funcionam como braço direito de Gurgel, Leia Batista de Oliveira, Daniel de Resende Salgado e Alexandre Camagno de Assis, se encontraram, a mando do Caneta, com dois repórteres da Veja: Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel.

Nesse encontro, os procuradores entregaram aos repórteres da Veja documentos de inquéritos que resultaram, depois, nas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal.

Os documentos eram sigilosos, protegidos por “segredo de Justiça”.

Portanto, deduz-se da acusação do Senador que membros da equipe de Gurgel transferiam à Veja informações privativas do Ministério Público.

O que leva Collor a afirmar que a Veja e o Procurador Geral estão no coração da organização criminosa.

Se o Caneta é tão amigo do Cachoeira, por que ele não entregaria os documentos do Ministério Público ao amigão, ao Cachoeira ? – é o caso de se perguntar.

Collor fez uma nova denúncia.

Que Policarpo, o Caneta, se encontrava no apartamento 1103 do Hotel Nahoum, em Brasília – o mesmo em que a Veja tentou plantar cocaína no apartamento de José Dirceu – com empreiteiros para tratar de empreitagens.

(As 73 transcrições de gravações de e sobre Policarpo mostram a complementaridade entre os interesses de Cachoeira com empreiteiras e os interesses “jornalísticos” do Caneta.)

Collor lamentou que a Policarpo não tivesse sido convocado nesta terça-feira.

Mas, não tem problema.

Ele marcou um encontro, ali, com Robert(o) Civita, a quem prometeu receber com a revelação de “fatos horripilantes” praticados por ele, o Murdoch brasileiro.

Collor voltou a se referir à Veja como um “coito de bandidos”, comandados pelo chefe maior, Robert(o) Civita.

Collor identificou o Procurador Alexandre Camagno de Assis como “o braço direito desse Procurador da República que deslustra” a Procuradoria Geral da República.

Gurgel é a “peça apodrecida” do MPF e ali não pode continuar.

Porque ele é “criminoso, prevaricador e chantagista”, voltou a dizer Collor.

Sobre a mulher de Gurgel, a Sub-Procuradora, Collor voltou a dizer que ela tem a “reserva de mercado” para cuidar de todas as investigações sobre quem tenha “prerrogativa de fôro”.

Que o sistema de distribuição de processos na Procuradoria da República não segue nenhum critério técnico: nem por sorteio eletrônico ou qualquer outro.

Se tem “prerrogativa de foro” vai para ela, automaticamente.

É bom lembrar que “venceu o prazo para Gurgel responder a dois requerimentos com perguntas de Collor a Gurgel”.

_____________

NAVALHA



O que dirão os procuradores Leia Batista de Oliveira, Daniel Resende Salgado e Alexandra Camagno de Assis ?

O que dirá Gurgel em defesa deles ?

Entregaram documentos sigilosos ao detrito sólido de maré baixa ?

Por que ?

E se o Caneta tiver repassado os documentos ao Cachoeira ?

O que dirão Gurgel e a Corregedoria do Ministério Público sobre a denúncia de uma “reserva de mercado” para dar tratamento privilegiado a quem já tem privilégio ?

Até quando a CPI, o Temer, o Miro e os filhos do Roberto Marinho resistirão a convocar o Caneta ?

Por que a Veja teria acesso a documentos sigilosos de investigações seríssimas e não o Ali Kamel ? – haveria de se perguntar um dos filhos do Roberto Marinho.

Por que não nós, que há tanto tempo estamos no Golpe e o Robert(o) não passa de um arrivista ?


Paulo Henrique Amorim

_____________________

baitasar


Será que teremos que ir às ruas gritar: VOLTA COLLOR???

o sequestro da ética e do jornalismo


Leandro Fortes: Globo tenta salvar Policarpo Jr. com matéria plagiada de CartaCapital

Viomundo


Foto Ana Volpe, Agência Senado

por Leandro Fortes, em CartaCapital

Desde sábado, depois que começou a circular fortemente pelas redes sociais a capa de CartaCapital sobre o consórcio Veja & Cachoeira, a TV Globo desencavou uma notícia velha, dada em primeira mão também por CartaCapital, sobre a suspeita de um sequestro levado a cabo pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.


O plágio tardio foi uma maneira desesperada de tentar neutralizar a única notícia que realmente ainda interessa sobre o tema, desde a cassação de Demóstenes Torres: as ligações de Policarpo Jr., diretor da Veja em Brasília, com o bicheiro, a quem pediu para grampear um deputado federal.

Botaram a matéria velha no Fantástico e obrigaram O Globo, cada vez mais o primo pobre das Organizações, a repercutir a história. Miserável sina, esta, do velho diário carioca, obrigado a repercutir notícia sequestrada de páginas alheias.

Na edição 698, de 18 de maio passado, CartaCapital trouxe a capa “No mundo de Cachoeira”, uma reportagem de Cynara Menezes sobre os múltiplos esquemas criminosos do bicheiro. Na matéria interna, intitulada “Senhor do submundo”, um dos pontos tratados pela repórter foi, exatamente, o sequestro que a Globo passou o fim de semana apresentando como novidade.


Leiam o texto de CynaraMenezes, escrito e publicado há três meses:

“Na quarta-feira 9, o também delegado da PF Raul Alexandre Souza, titular da Operação Vegas, havia relatado à CPI uma “ampla sorte de crimes de natureza grave” cometidos pelo grupo de Cachoeira. Segundo o federal, em determinado momento chegou a temer pela integridade física de um dos membros da quadrilha. Em abril de 2009, narrou o delegado, um funcionário “foi sequestrado e mantido em cárcere privado” pelo fato de Cachoeira desconfiar que o assecla estivesse envolvido no roubo de dinheiro apurado nas máquinas caça-níqueis. Os autores do sequestro teriam sido Jairo Martins e Idalberto Martins de Araújo, o Dada, os arapongas que aparecem nas escutas como fontes constantes do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja.”

Ou seja, vivem num fantástico mundo de bobos e cegos, certos, entre outras alucinações, de que as pessoas só entram na internet para rever os capítulos da novela da Carminha e as gracinhas do Globo Esporte.

Amanhã, terça-feira, dia 14 de agosto, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) vai ao plenário da CPI do Cachoeira pedir a convocação de Policarpo Jr. e dar início à única investigação que realmente precisa ser feita na comissão, já que todo o resto já foi apurado pela Polícia Federal.

Veja sustentava o esquema criminoso de Cachoeira, e vice-versa.

O único sequestro dessa história é o sequestro da verdade, da ética e do jornalismo.

Veja também:

Livrando o policial Aredes e espionando o deputado Jovair

A foto que deu o que falar

CPI toma decisões importantes no dia 14

Collor acusa Gurgel de chantagear Demóstenes

CPI já convocou jornalista. E ele abastecia a mídia

Mulher de Cachoeira ameaçou usar dossiê contra juiz

O dia em que o “empresário de jogos” cassou o mandato de deputado bandido

Carta Maior: A quadrilha, a revista e as escolas chinesas

Venício Lima: Por que não?

show de bola

É doloroso dizer, meus companheiros, mas está tudo dominado


Não há Poder da República que sequer cogite enfrentar a mídia

Posted by eduguim on 13/08/12 • Blog da Cidadania




Passei a manhã e o início da tarde de segunda-feira mergulhado em telefonemas para jornalistas e políticos de Brasília sondando as possibilidades de a CPI do Cachoeira vir a aprovar o requerimento do deputado federal petista do Paraná Doutor Rosinha para convocar o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Júnior.

Motivos para essa convocação, não faltam. Se até o último fim de semana havia ainda algum tipo de desculpa para ela não ocorrer, matéria do repórter da revista Carta Capital Leandro Fortes esgotou a questão. Escutas da Operação Vegas mostram Policarpo até encomendando escuta ilegal de um deputado federal ao bicheiro Carlos Cachoeira.

A Operação Vegas, acima da Operação Monte Carlo, contém PROVAS materiais de que havia uma relação de cumplicidade entre a revista e o bicheiro e torna obrigatória, ao menos em tese, uma ampla investigação sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ter engavetado a investigação.

A CPI do Cachoeira e o próprio Congresso Nacional, portanto, têm TODOS os elementos para colocarem ao menos Veja e o PGR no paredão. Todavia, os políticos e jornalistas com os quais conversei consideram praticamente nula a possibilidade de alguma providência vir a ser tomada contra aquele órgão de imprensa ou contra o chefe do Ministério Público.

Em primeiro lugar porque, ao menos em relação à Veja, fui informado de que, em Brasília, até os postes de luz sabem que o principal executivo da Revista, Fabio Barbosa, e o diretor da Globo José Roberto Marinho foram ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, Michel Temer, e firmaram um pacto de não agressão entre a mídia e o governo Dilma.

Entre os partidos políticos, a situação não é muito diferente. Do PSOL ao DEM, passando por PT, PMDB e todo o resto, nenhum partido tem a menor intenção, enquanto agremiação partidária, de desafiar a associação midiática composta, essencialmente, por Globo, Folha, Veja e Estadão.

Se os Poderes Executivo e Legislativo não estão dispostos a tomar providências contra essa organização criminosa composta pela quadrilha de Carlos Cachoeira e Veja que salta aos olhos – e aos ouvidos – na extinta Operação Vegas, com o Judiciário não é diferente. Basta ver como foi tratado o inquérito do mensalão.

Só para não me estender demais no caso: o inquérito deveria ter sido desmembrado e não deveria, de forma alguma, ir a julgamento exatamente durante as eleições. É um escândalo. Processos similares, como o mensalão do PSDB (envolvendo o ex-presidente do partido Eduardo Azeredo), foram praticamente acobertados pelo STF. Tudo porque a mídia quis.

Alguns dirão: mas o governo Dilma vai permitir que a mídia imole a era Lula e o PT? Resposta: vai. Dilma porque, passado o circo midiático sobre o julgamento, continuará perseguindo resultados sociais e econômicos e, melhorando a vida do povo, ele esquecerá tudo. E o PT porque cederá os anéis (os acusados no inquérito) e preservará os dedos graças à curta memória popular.

Sempre segundo as fontes ouvidas, Dilma não está nem aí para Lula ou para o PT. Ela, segundo dizem, é uma burocrata que não quer se envolver em política. Persegue números positivos para seu governo na economia e no social e ponto final. Não gosta de política e só quer deixar o cargo – seja em 2014, seja em 2018 – tendo o que mostrar em termos de realizações.

O pacto de não agressão entre o governo Dilma e a mídia fará com que não seja desencadeada campanha de destruição como a que foi desfechada contra Lula, que, segundo as fontes ouvidas, só foi alvo de tal campanha porque o ex-presidente questionou o poder midiático e o desobedeceu implementando políticas públicas que desaprovou.

Todavia, do ponto de vista da administração pública não houve nada, no governo Lula, que justificasse a campanha de destruição que a mídia desfechou contra si. Pelo contrário: os mais ricos ganharam muito dinheiro.

Quem acha que pode haver alguma alternativa mais à esquerda, esqueça. O PSOL, por exemplo, mantém alguma retórica de regulação da mídia, mas é um dos maiores beneficiários de sua atuação. Apesar de sua retórica esquerdista, a mídia não o ataca e ainda lhe oferece material para atacar o PT, no qual o PSOL pretende se converter um dia.

É doloroso dizer, meus companheiros, mas está tudo dominado. De oposição verdadeira ao capitalismo selvagem brasileiro e ao seu principal sustentáculo, a mídia hegemônica, não existe nada mais do que a blogosfera, alguns movimentos sociais e alguns poucos políticos idealistas como o Doutor Rosinha. Todos, porém, sem poder.

Enquanto a América Latina vai caminhando para a esquerda, o Brasil é o último grande sustentáculo do selvagem capitalismo de inspiração ianque na região. É o país em que ele é mais poderoso sobretudo por falta de forças políticas que lhe dêem combate real, ou seja, que combatam seu braço midiático, que o sustenta.

Sim, o governo Dilma poderá conseguir avanços sociais e econômicos relevantes, mas não promoverá qualquer tipo de avanço institucional duradouro. Tudo o que conseguir poderá ser desmontado por uma gestão posterior de direita. Sei que muitos ficarão incomodados com o que eu disse neste post, mas, tragicamente, essa é a verdade.

______________

baitasar

Começando por nóis que não deixamos de ver as novilhas da grobobo.

Futibol da grobobo.

E assinar a vejamente pra nossa mente!

Sem contar com as menas forçudas e pançudas: falhanossa, rbsconde.

Pão e circo!

Fofoca... eu? eu não! eles é que fazem fofoca!

E os carapááálidas? Se parecem com torcedores de futebol: vão ao jogo (eu ia, e quando ia:) gritamos, xingamos, aplaudimos, e voltamos com o radinho ligado, precisamos saber o que realmente aconteceu no jogo. E os comentaristas nos dizem o que aconteceu. explicam. ensinam. educam. Descobrimos que não vimos o que vimos, não aconteceu, mas aconteceu o que o radinho viu. O poder sobre o que não se viu e o outro acredita que viu.

Juntos perdemos algumas dúvidas: houve um tempo em que chegamos a pensar que deveria existir alguma função social para a terra, para a escola, para mídia, para o trabalho... sucumbimos a função social do capital, valemos na aparência. o tamanho do carrão. a plasma na sala. Não temos mais dúvidas: é tempo de consumir! Não importam as porcarias! Não importam as mentiras (desde que prometam que não vou sofrer e o meu time vai ganhar), não importam as verdades (ops!)

A luta perdeu o seu valor social?

Por isso minha solidariedade e apoio à luta e à greve nas universidades públicas! Nos tempos modernos e pós-modernos(sic) é o maior movimento grevista das universidades públicas? E sintomático... no governo do Partido dos Trabalhadores! Por quê?

Não estamos mais cogitando lutar?

entendi outros tempos outras ferramentas msn fc twt tb vc orkt miltância paga cc fg 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Um ladrãozinho de feira? esse carapááálida e a grobobo


CACHOEIRA DA GLOBO
É UM SANTINHO


Não, o Cachoeira da Globo é um meliante de quinta. Um ladrãozinho de feira.

Conversa Afiada







Carlinhos Cachoeira não conversava com o Policarpo.

Não editava aquele detrito sólido de maré baixa, que o jornal nacional transformava em Chanel # 5.

Cachoeira não mandava no Demóstenes.

Cachoeira não produziu o vídeo dos Correios com a trampa que deu origem ao mensalão (que está por provar-se).

Cachoeira não queria matar o Dirceu (e, com isso, o Lula e a Dilma).

Cachoeira não era sócio da Delta, que operava na marginal (sic) em São Paulo, com o Paulo Preto, no Governo (?) Cerra.

Não, o Cachoeira da Globo é um meliante de quinta.

Um ladrãozinho de feira.

É o que diz o Globo, na página 6, ao reproduzir reportagem do Fantástico.

Fantástico !


Paulo Henrique Amorim

sábado, 11 de agosto de 2012

o carapááálida vai continuar nessa barca de criminosos?

TV RECORD FLAGRA POLICARPO
E CACHOEIRA, DE NOVO



Como se percebe, os membros da CPI, inclusive os do PMDB, correm o risco de a Veja encomendar um grampo ao primeiro criminoso que encontrar.

Conversa Afiada







O Conversa Afiada reproduz a reportagem do Jornal da record sobre as relações criminosas entre a Editora Abril e a quadrilha de Carlinhos Cachoeira

Como se percebe, os membros da CPI, inclusive os do PMDB, correm o risco de a Veja encomendar um grampo ao primeiro criminoso que encotrar.

É essa liberdade de imprensa que Michel Temer e a Globo lutam para proteger.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

só vê a grobobo? só lê a vejamente? muita farofa e pouco ovo


CACHOEIRA MELA O MENSALÃO.
ALÔ, ALÔ STF !


Análise do Correio do Brasil mostra que tucanos estão nervosos com mensalão tucano e a Lista de Furnas.
Conversa Afiada






Depois da peça “muita farofa e pouco ôvo ” do brindeiro Gurgel, aquele acusado de prevaricação pelo Senador Fernando Collor, fica cada vez mais claro que o Dirceu será absolvico.

(O julgamento do mensalão – não o dos tucanos de Minas, o maior de todos ! – se resume a isso: condenar o Dirceu, Lula e a Dilma.)

Mesmo que o Peluso dê um voto de vingança, como mervalmente pretende o PiG (*).

A TV Record já tinha melado o mensalão.

Agora, uma serena e imparcial análise do Correio do Brasil demonstra que os tucanos estão nervosos não é mais com a absolvição incontornável do Dirceu (do Lula e da Dilma), mas com o mensalão tucano, a Lista de Furnas, e aquela lista em que, gloriosamente, aparece, na Carta Capital, o Gilmar Dantas (**).

É por isso que a merválica batata assa.

Ao excelente Correio do Brasil:

CPMI DO CACHOEIRA LEVANTA DADOS QUE SE CRUZAM COM PROCESSO DO ‘MENSALÃO’ E ALERTAM AO STF


O escândalo eleitoral mais ruidoso das últimas décadas, apelidado de ‘mensalão’, e a quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, têm mais pontos em comum do que presumiam os magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o julgamento da Ação Penal (AP) 470 se reinicia, nesta segunda-feira, com o pronunciamento dos advogados de defesa de 38 réus. Juntos, eles teriam formado uma organização criminosa destinada a comprar votos de parlamentares, segundo a longa tese do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, oficializada na sustentação oral de mais de cinco horas, na sexta-feira. Os fatos apurados por parlamentares, agentes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), porém, começam a desenhar um contorno da realidade bem diferente daquele que sugere a peça de acusação.

Negociadores experientes conversam com Cachoeira, encarcerado no Presídio da Papuda, em Brasília, segundo fonte confidenciou ao Correio do Brasil, “para acertar os pontos finais de uma delação premiada”, benefício legal que poderá ser concedida ao contraventor, caso ele resolva falar o que sabe sobre a rede de crimes que comandava no país. Cachoeira, privado da liberdade há quase seis meses e das visitas íntimas da mulher dele, Andressa Mendonça, desde que ela foi detida pela acusação de tentativa de suborno a um juiz federal, há uma semana, “está vivendo um inferno”, afirmou um advogado a colegas do escritório do jurista Márcio Thomaz Bastos, que renunciou à defesa do bicheiro.

– O Cachoeira está perto do seu momento de quebra. Ele começou a compreender agora, com clareza, que apesar dos recursos financeiros de que ainda dispõe, foi abandonado por todos os seus contatos no mundo político, jurídico e nos veículos de comunicação que, no início, ainda tentavam enquadrá-lo como um ‘empresário na área de jogos’, em uma cartada para evitar que o processo chegasse às conclusões que, dia após dia, ficam mais robustas para as autoridades no Judiciário e do Congresso, onde a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) liga todas as pontas do esquema criminoso. A delação de Cachoeira seria o elo final na cadeia de eventos que teve início com a denúncia do chamado de ‘mensalão’ – disse a fonte.

Uma das linhas de investigação mais consistentes, segundo promotor do MPF que também prefere manter o anonimato para evitar qualquer dano ao processo contra o esquema criminoso de Cachoeira, é aquela que liga a quadrilha do contraventor a um processo de financiamento de campanhas eleitorais e de enriquecimento ilícito de seus cúmplices similar ao outro, controlado pelo publicitário Marcos Valério, principal réu na AP 470. Enquanto Cachoeira “abastecia os cofres de seus aliados políticos à direita”, em legendas como o PSDB, o DEM e o PPS, “Marcos Valério trabalhava para setores da base aliada na montagem de um possante caixa 2, pronto a irrigar candidaturas ligadas ao conjunto de siglas de apoio ao governo”, constata o promotor público em conversa com o CdB, neste domingo.

– A teoria de uma conspiração no Palácio do Planalto, à época do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, montada para comprar parlamentares e perpetuar o governo petista no poder, mostra-se cada vez mais frágil diante dos fatos ocorridos. Não há nenhuma novidade. O que ocorreu em 1994, em escala anabolizada, vinha desde 1998 com o sistema de caixa 2 montado por Marcos Valério em Minas Gerais, destinado a pagar as contas de campanha do então candidato Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ele desviava quantias vultosas do Erário por meio de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro – argumenta o promotor.

Esse esquema, batizado de ‘mensalão mineiro’, também chamado de ‘mensalão tucano’ ou ‘valerioduto tucano’, teve início na campanha para a eleição de Azeredo – um dos fundadores, e presidente do PSDB nacional – ao governo de Minas Gerais. O caso está detalhado em denúncia formulada pela Procuradoria Geral da República ao STF contra Azeredo que, segundo os autos, seria “um dos principais mentores e principal beneficiário do esquema implantado”. Azeredo é acusado de “peculato e lavagem de dinheiro”. Uma solução idêntica, mas de dimensões nacionais, administrada também por Valério, teria servido como fonte financiadora para uma série de operações destinadas ao pagamento de dívidas de campanha dos partidos ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Até onde conseguiram chegar as buscas por provas no processo da AP 470, Valério e Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, trabalhavam em conjunto para quitar os gastos realizados nas disputas a cargos públicos e formar um estoque financeiro suficiente para as próximas campanhas. Tão logo o candidato petista venceu as eleições, em 2004, com a proximidade entre Valério e o tesoureiro do PT, ter-se-ia iniciado o processo de captação de recursos, por meio de contratos fraudulentos em publicidade junto às estatais e aos ministérios. Na oposição – após décadas na condução dos destinos do país e próspero na formulação das políticas criminosas que deram origem ao Best seller do jornalista Amaury Ribeiro Jr, Privataria Tucana – o PSDB, que conheceria por dentro o funcionamento da trama criminosa, teria em Cachoeira o seu principal agente para denunciar a corrupção de funcionário dos Correios, Maurício Marinho, e detonar a mais consistente tentativa de derrubar um governante eleito no país, desde a queda do então presidente Fernando Collor, em 1990.

– Era a oportunidade exata para bater pesado no governo, com o apoio da revista (semanal de ultradireita) Veja e demais meios conservadores de comunicação que o apoiam, entre eles os diários conservadores paulistano Folha de S. Paulo e carioca O Globo – relembra a fonte.

A tentativa falhou. Tanto a popularidade de Lula quanto a renúncia do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, reduziram a pressão pela abertura de um processo de impedimento do presidente da República, como se chegou a ventilar na época. Dirceu, no entanto, apontado como líder da suposta quadrilha que comprava votos, sempre negou a existência do pagamento de um ‘mensalão’ aos parlamentares da base aliada. Tratava-se, sim, da formação de um caixa 2 para a sustentação das campanhas eleitorais do PT e de seus aliados, como reconheceram os principais acusados à CPMI que produziu o relatório usado pela Procuradoria Geral da República para acusar os 38 réus na AP 470.

A proximidade entre os esquemas de Cachoeira e de Marcos Valério foi citada até em Londres, na edição deste domingo do diário britânico The Guardian, um dos mais vetustos jornais da Inglaterra:

“O escândalo do mensalão não é o único grande caso de corrupção a aparecer nas manchetes nas últimas semanas, com outras questões levantando a probidade das próprias organizações que deveriam estar investigando crimes. O investigador da polícia de Wilton Tapajós Macedo foi morto no mês passado, enquanto regava as flores no túmulo de seus pais. De perto, dois tiros foram o suficiente. Um passou pela têmpora, o outro através da garganta.”

Peça de ficção

A retórica de Gurgel, no entanto, enfrenta agora as críticas, ainda que reservadas, de ministros do STF e de autoridades que acompanharam a sustentação oral da semana passada. Ficou evidente, na peça de acusação, a falta de provas consistentes contra Dirceu, apontado como “mentor intelectual” do que o procurador classifica de o “mais atrevido caso de corrupção e desvio de recursos no Brasil com o objetivo de comprar parlamentares”. Diante dos fatos, a Corte Suprema se divide. Os vários pontos frágeis do relatório de Gurgel, que o deixam próximo a “uma peça de ficção”, segundo comentou um dos ministros do Supremo, reservadamente, deixam dúvidas suficientes para que os magistrados votem pela absolvição dos principais réus no processo.

Segundo uma das autoridades presentes ao Plenário do STF, na sexta-feira, após ouvir a longa exposição de Gurgel, aquela era “uma denúncia ‘pra galera”. Segundo afirmou a jornalistas, não há elementos no processo capazes de imputar a Dirceu a acusação por crime de lavagem de dinheiro. O ex-ministro responde por corrupção ativa e formação de quadrilha.

– Aqueles que tinham o domínio financeiro sobre o esquema ficaram de fora da lavagem de dinheiro. Formação de quadrilha, embora renda boas manchetes para os jornais, não leva a nada – afirmou. Foram enquadrados por lavagem de dinheiro os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT), e o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

A dificuldade do STF para julgar a AP 470 sem esbarrar no envolvimento dos tucanos em ação semelhante, nas Minas Gerais, também foi citada em matéria do conservador El Clarín, de Buenos Aires: “Embora seja uma sentença muito aguardada por alguns setores do governo e da oposição, não parece simples. Um dos 11 juízes do Tribunal tem denúncias contra ele. Trata-se de Gilmar Mendes, de quem se diz ter sido beneficiado por um esquema semelhante de corrupção montado em 1998 em Minas Gerais pelo ex-governador daquele Estado, o social-democrata Eduardo Azeredo. Coincidentemente, os circuitos de dinheiro que impulsionaram esse governador também foram comandados pelo publicitário Marcos Valério.”

Para a rede norte-americana de TV CNN, os partidos de direita falharam completamente na tentativa de desgaste aos governos progressistas liderados pelo PT, que assumiram os destinos do país a partir da metade da última década. “A atual presidente Dilma Rousseff, também do Partido dos Trabalhadores, nunca foi conectada ao escândalo. Na verdade, Dilma Rousseff goza de uma forte taxa de aprovação de 77%. A visão de muitos brasileiros é que ela tomou uma posição firme contra a corrupção, despedindo seis ministros suspeitos de desvios”, afirma a emissora.

Valério preso

Um dos 38 réus no processo do ‘mensalão’, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza tem os seus dias de liberdade contados, segundo um dos analistas do julgamento em curso. Acusado de ser o operador do esquema de caixa 2 tanto do PSDB quanto da base aliada do governo, no Congresso, Valério pode ser sentenciado a mais de 140 anos de prisão em razão das dez ações criminais a que responde na Justiça Federal em Minas, além de outros cinco processos criminais na Justiça estadual mineira, entre eles por envolvimento no ‘valerioduto tucano’, e outro no Judiciário do Estado da Bahia.

A maior parte destas ações resulta das próprias investigações que deram origem à denúncia do ‘mensalão’ e que foram desmembradas. Com isso, o Ministério Público Federal (MPF) em Minas já conseguiu duas condenações para o empresário que, juntas, somam 15 anos de prisão. A primeira sentença, dada pela Justiça no ano passado, rendeu seis anos e dois meses de condenação por crime contra o sistema financeiro, mas o MPF recorreu, pedindo o aumento da pena.

A segunda condenação, de fevereiro, é fruto de investigações originadas em torno do ‘mensalão’ e rendeu mais nove anos e oito meses de prisão ao empresário por sonegação fiscal e falsificação de documento público. Além de Marcos Valério, foi condenado seu ex-sócio nas agências SMP&B e DNA Cristiano de Mello Paz, que também é réu na AP 470, mas a defesa recorreu e o caso ainda vai ser analisado pelo Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. Nas duas condenações, o Judiciário concedeu aos acusados o direito de recorrer em liberdade.

Valério ainda enfrenta na Justiça Federal em Minas acusações de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, fraude processual, formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsos. Na Justiça mineira, responde ainda a processos por crimes contra a ordem tributária, contra a fé pública e lavagem de dinheiro. Já na Bahia o empresário responde a ação por grilagem de terras e falsificação de documentos e chegou a ficar 12 dias preso no fim do ano passado, em razão das acusações. A legislação brasileira, no entanto, impede que qualquer condenado passe mais de 30 anos na prisão, mas ele poderá ser preso logo após a decisão do STF.



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

segunda-feira, 23 de julho de 2012

o carapááálida não sabe quem é quem? e se informa aondii?


DEPOIS DO TCU
FALTA O DANTAS


Quem irrigava o “ valerioduto” ?

Conversa Afiada








O Tribunal de Contas da União melou o argumento central do mensalão.

Aquele estava para provar-se e que, agora, não se provará.

Ou seja, não houve dinheiro público na operação.

Malversação do dinheiro público houve, isso sim, na Privataria Tucana e o PiG (*) diz que o livro do Amaury não existe.

A TV Record já tinha melado o mensalão, e o mervismo diz que o Ernani de Paula não existe, como também não existe o Paulo Preto, ou Vieira de Souza.

Estabelecidas assim as premissas do julgamento do Supremo, falta esperar pelo que fará o brindeiro Gurgel, o Acusador, o Algoz, o Defensor da Sociedade.

Será que o brindeiro Gurgel acusará o Dantas, aquele que foi apanhado no ato de passar bola, no jornal nacional?

Sim, como o Valério não recebia dinheiro indevido do Banco do Brasil, já que tudo não passava de uma “ bonificação de volume”, uma dessas contribuições da Globo à Cultura Ocidental, de onde vinha o dinheiro do “ valerioduto” ?

Quem irrigava o “ valerioduto” ?

A Comissao de Valores Mobiliarios sabe de cor e salteado.

É só mandar buscar a investigação independente que foi feita na Brasil Telecom, depois da desastrosa e tucana administração do Dantas.

Está tudo lá.

O Dantas pagava rios de dinheiro ao Valério para prestar serviços que ninguém consegue identificar quais eram.
E foi assim desde o mensalão tucano de Minas, do Eduardo Azeredo, o pai de todos os mensalões, que o Supremo, com a mesma agilidade, breve julgará.

(Não sem antes o Supremo devolver a legitimidade da Operação Satiagraha.)

O Procurador Geral que denunciou os “40 ladrões” aparentemente não “procurou” o Dantas.

Porque o Dantas, sabe como é, amigo navegante, quem nele toca degenera.

Não é, Gilmar ?

Vamos ver se o Brindeiro, a correr da espada da prevaricação com que o Senador Fernando Collor o ameaça, e depois da suspeita de que o Cachoeira acompanhava os seus passos, vamos ver, amigo navegante, se, na hora em que enfrentar a Historia, o Brindeiro acha o Dantas.

É fácil.

Está na CVM, nos arquivos da Carta Capital e neste ansioso blog.

Ou na biografia do Gilmar Dantas (**).

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

domingo, 22 de julho de 2012

Aloprados e aloprados

O inacreditável....

Jose Alberto SSA BA

O inacreditável é que no Brazil o PIG consegue inverter a ordem das coisas. Nesse caso centraram o foco nos meios e “esqueceram” a essência. Passou a ser crime, e é, a compra de dossies, sejam quais forem. A essência, o escandalo das ambulâncias, foi solenemente jogado sob o tapete. Pior é que esse mesmo PIG se vale de dossies ilegais produzidos pelo esquema criminoso Cachoeira, contanto que seja para prejudicar um Governo legitimamente eleito. Pior ainda é que tem muita gente com cérebro do tamanho de um caroço de arroz que acredita piamente no PIG e sai repetindo-o pela rua. Isso é intragável.


Cachoeiroduto

Aloprados e aloprados


Durante as investigações da Operação Monte Carlo, a Polícia Federal apreendeu um material que pode ser a pista para a compreensão de uma dos mais estranhos episódios da história política recente. Trata-se de gravações de uma conversa entre o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e o jornalista Mino Pedrosa, ex-repórter da Isto É e hoje autor do site QuidNovi, sobre o chamado “escândalo dos aloprados”, como ficou conhecida a suposta tentativa de compra de um dossiê contra o então candidato a governador de São Paulo José Serra (PSDB) em 2006.



O dinheiro apreendido pela PF para comprar o dossiê anti-tucano. Foto: AP


Curiosamente, o material foi apreendido na casa de Adriano Aprígio de Souza, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Souza foi preso em julho pela PF, na esteira das investigações sobre o grupo. Ao analisar o material, a PF encontrou o grampo de uma conversa ocorrida em 2006 entre Dadá e Mino Pedrosa no qual o jornalista dizia ter informações sobre como o dossiê foi negociado. Dadá é apontado pela PF como araponga do grupo de Cachoeira.

O escândalo, que tumultuou as eleições daquele ano, eclodiu após um assessor da campanha de Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo paulista, ser pego ao entrar num hotel em São Paulo para supostamente comprar informações contra o adversário tucano. O material conteria documentos que ligariam o ex-ministro da Saúde à chamada máfia dos sanguessugas, como ficou conhecido o grupo investigado por desviar recursos da saúde.

Na conversa, possivelmente gravada por Dadá, Mino Pedrosa e o araponga conversam sobre as origens do escândalo dos aloprados. O jornalista revela que o dossiê havia sido confeccionado por Luiz Antonio Trevisan Vedoin, pivô dos sanguessugas, e oferecido aos petistas. No entanto, quando a negociação avançou, o mesmo Vedoin entrou em contato com um emissário da campanha José Serra – que teria acionado a Polícia Federal. O plano de Vedoin era criar um fato político contra o PT durante a eleição.


Diálogo gravado por araponga e apreendido pela PF



Em seguida, Mino Pedrosa diz ter em mãos informações que poderiam ser a “bala de prata” para “matar o Barbudo”, numa clara referência ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, postulante à reeleição. O jornalista afirma ter informações de que a proximidade de Lula com seu ex-assessor pessoal Freud Godoy, suspeito de participação na compra do dossiê, poderia mudar os rumos da eleição de 2006.

Para comprovar as suspeitas, Pedrosa pede a Dadá que obtenha clandestinamente os documentos junto ao Coaf e à Receita Federal sobre movimentações financeiras de Lula para confirmar as suspeitas.

O episódio mostra como o grupo de Cachoeira agia para alimentar informações para tumultuar o ambiente político – e que nem mesmo o presidente estava imune a ação dos arapongas. Leia estas e outras revelções na edição desta semana de CartaCapital, nas bancas a partir desta sexta-feira 20.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

e o carapááálida vai abandonar o PIG ferido na estrada?


PIG ensaia abandonar mais outro “companheiro ferido” na estrada

Posted by eduguim on 20/07/12 • Blog da Cidadania





Só para que não passe batido também esta. Você se lembra do que o PIG disse logo após a cassação de Demóstenes Torres? Vamos lá, puxe pela memória. Faz só uma semana… Lembrou-se? Vejamos: um se lembrou, dois se lembraram…

Ah, você, aí no fundo, não se lembra? Então vou lhe refrescar a memória. Segundo o Partido da Imprensa Golpista, a CPI do Cachoeira, com a cassação de Demóstenes, seria “esvaziada”.

O que está acontecendo, porém, desmente o PIG. De novo.

Lembra-se de que esses “colonistas” (By PHA) disseram que Lula teria “errado a mão” quando engendrou a CPI do Cachoeira para “se vingar” de Marconi Perillo por ter dito publicamente, há alguns anos, que teria “avisado” o ex-presidente sobre o “mensalão”?

Lembra-se, leitor, de quando o PIG disse que a CPI que Lula teria engendrado para “se vingar” havia se tornado um “bumerangue” que se voltaria contra ele mesmo, seu partido e até contra o governo Dilma?

Lembra-se, leitor, de quando o PIG disse que havia muito mais indícios contra Agnelo Queiroz do que contra Perillo?

O fato é que a situação do governador de Goiás se agravou muito, da cassação de Demóstenes para cá. E se agravou exatamente na CPI que o PIG dizia que seria “esvaziada”. Apesar do recesso parlamentar, porém, os trabalhos continuaram e já flagraram contradições graves de Perillo.

Como foi dito aqui, tudo o que os depoentes disserem na CPI poderá ser usado contra eles.

Alguns se preservam e se valem do direito constitucional de não produzirem provas contra si, mas os governadores de Brasília e Goiás, entre outros, não puderam se valer desse estratagema porque foram convidados a depor como “testemunhas”.

Quando o PIG e o PSDB desandaram a defender Perillo após seu depoimento à CPI, foi dito aqui que seu depoimento fora ruim, evasivo, e que as absolvições in limine que estava recebendo eram vãs porque ele seria confrontado, mais adiante, com as próprias palavras.

É o que está acontecendo. A CPI já fala em “reconvocar” o governador de Goiás, o que está produzindo um fenômeno inédito: o núcleo duro da mídia tucana, assim como fez com Demóstenes (quando não teve mais jeito), agora ameaça abandonar Perillo.

Jornalistas da Veja e da Globo que só sabem atacar o PT, de repente começam a clamar que o PSDB pare de defender Perillo e até que o expulse, caso contrário o partido cairia “na mesma vala que o PT”.

É piada, não? Segundo a Justiça Eleitoral quem está na vala não é o PT, mas o DEM e o PSDB, dois dos partidos com maior índice de cassação de mandatos por corrupção dos que elegem. Muito acima, aliás, do PT, que ostentava, no último dado divulgado, a 10ª colocação.

Esses movimentos desses “colonistas”, assim, são uma péssima notícia para Perillo. Sua expulsão do PSDB significaria estar a dois passos da cassação de seu mandato de governador com as conseqüências todas que isso encerra, tal como perda de foro privilegiado.

Contudo, há um fator que embaralha todo o previsível. Note-se que esses jornalistas do PIG que já começam a pedir a cabeça de Perillo estão atacando o PSDB mais do que o normal, do que se depreende que o partido pode receber um baque logo, logo.

Uma possibilidade: Perillo fez voarem por aí ameaças de retaliação ao PSDB caso este o “abandonasse ferido na estrada”. E, à época, o partido afinou e cerrou fileiras em torno dele.

Outra possibilidade: o silêncio de Serra, que nem parece estar em campanha. A CPI do Cachoeira está cada dia mais perto dele. Perigosamente perto. E poucos sabem quão perto.

Neste momento, vale lembrar as palavras do filósofo tucano Paulo Preto: “Não se abandona um companheiro ferido na estrada”. Ele sabia do que estava falando. Só não se sabe se o PIG sabe o que ele sabe. Mas, se não souber, irá descobrir.

o carapááálida também quer ouvir o Paulo Preto?


Paulo Preto na CPI. Serra apavorado!




Por Altamiro Borges

Duas notinhas na coluna Painel da Folha, uma de ontem e outra de 12 de julho, explicam o desespero do tucano José Serra com a convocação do seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo Preto, para depor na CPI do Cachoeira:

*****

A primeira:

Esquadrão antibomba

O PSDB aproveita o recesso para tentar desarmar a bomba que atende pelo nome de "Paulo Preto" na CPI do Cachoeira. O partido negocia com a base aliada o cancelamento do depoimento em troca da anulação das convocações de Fernando Cavendish, da Delta, e Luiz Pagot, ex-Dnit. Outra hipótese avaliada é que o ex-diretor da Dersa encaminhe esclarecimentos por escrito. Tudo para evitar justamente o que o PT deseja: que a oitiva prejudique a campanha de José Serra.

A segunda:

Torpedo 

Paulo Vieira da Souza, o Paulo Preto, tem enviado mensagens de texto em tom de ameaça a empresários e políticos afirmando que seu depoimento à CPI do Cachoeira será bom momento para esclarecer os "fatos verdadeiros'', em letras garrafais. A ação tem sido interpretada como pedido de proteção.

*****

PGR acionado para apurar denúncias 

O que Paulo Preto, responsável por bilionários negócios entre a Dersa e a Delta – a empresa de fachada de Carlinhos Cachoeira – e um dos “operadores” de campanha do eterno candidato do PSDB, tem a revelar aos integrantes da CPI? Por que a simples menção do seu nome apavora tanto José Serra? Na campanha presidencial de 2010, quando Dilma Rousseff citou o seu nome no debate da Band, o tucano perdeu o rebolado. Disse que não o conhecia. Depois, ameaçado a “não abandonar um amigo”, voltou atrás.

Para solucionar estas dúvidas, deputados do PT e do PDT decidiram ontem solicitar à Procuradoria Geral da República que apure as denúncias. Segundo o jornal O Globo, os parlamentares protocolaram dois pedidos na PGR. Ambos exigem esclarecimentos do ex-diretor da Dersa, a estatal paulista responsável por obras viárias como a do Rodoanel, e também do ex-governador tucano. A ação assinada pelo deputado Paulinho da Força (PDT) ainda inclui o senador Aloysio Nunes (PSDB), amigo íntimo de Paulo Preto.

Caixa dois e enriquecimento ilícito

Os pedidos protocolados têm com base várias denúncias – inclusive a de tucanos que acusaram Paulo Preto de ter desviado R$ 4 milhões do caixa do PSDB. Segundo a representação, “os fatos narrados caracterizam a prática de caixa dois na campanha de José Serra”. Ela também levanta a suspeita de conivência do ex-governador, o que constitui “atos de improbidade administrativa, pois importaram enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário, como atentaram contra os princípios da administração pública”.

“As denúncias são graves, há indícios de desvio no Rodoanel. É preciso deixar claro o que aconteceu. Exigimos que seja apurado. É dinheiro do trabalhador”, ataca do deputado do PDT. “O Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, é réu confesso. Em entrevista, ele disse que ninguém deu mais condições do que ele para que as empresas apoiassem financeiramente a campanha. Além disso, há sinais claros de enriquecimento ilícito”, acrescenta o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP).

segunda-feira, 16 de julho de 2012

até quando? até Sun Paulu?


POR QUE CACHOEIRA TINHA
QUE IR À SP DO CERRA


O que poderia ele querer com São Paulo, essa praça cobiçada ?

Conversa Afiada





Em 2008, o tucano governador Perillo – o que já era – legalizou o jogo em Goiás e concedeu a exploração de loterias ao amigo do peito da Veja, o Carlinhos Cachoeira.

O Secretário de Segurança, por notável coincidência, Demóstenes Torres, passou a reprimir com implacável tenacidade o jogo ilegal em Goiás.

Especialmente uma mafia espanhola que controlava os caça níqueis.

A Polícia de Goiás parecia a Scotland Yard, sob Demóstenes – nessa breve fase.

Aí, o Supremo considerou o jogo ilegal.

E, numa súbita mudança de política de Segurança, o tucano Governador e o que, depois, seria o Catão do Cerrado passaram a dar cobertura ao jogo ilegal (do amigo do Policarpo, o Carlinhos).

A Polícia de Goiás se tornou uma espécie de segurança privativa das casas de jogos do Carlinhos.

Era impressionante: ele sabia, antes, quando ia haver batida nas casas dele.

Uma coincidência notável !

Aí, chegou a Goiás uma família do Espírito Santo, que queria competir com Carlinhos.

Carlinhos, o amigo do Policarpo, fez um “gran acuerdo” com os forasteiros: eu te cobro pelo direito de explorar em torno de Valparaiso, perto de Brasília, e te cobro pela segurança para operar lá.

Ganhava duas vezes e não brigava.

Um jenio que só a Veja àquela altura podia reconhecer !

O jogo começou a gerar uma receita descomunal.

Era preciso ampliar os negócios.

Ele comprou a Vitapan, no polo de genéricos de Anápolis, em Goiás, criado por iniciativa de Padim Pade Cerra, quando “o era maior ministro da Saúde que esse país já teve”.

A Vitapan limpa o dinheiro do jogo.

É na Vitapan que ele se encontra com o Policarpo, como demonstrou o Ernani de Paula, naquela reportagem da TV Record que melou o mensalão.

O dinheiro jorrava.

Carlinhos resolve ir para o ramo da construção civil.

Onde rola muito dinheiro vivo, sem precisar de banco.

Cria um arco de empresas que servem à construção civil.

Corrompe agentes públicos que contratam obras de construção civil.

Ganha concorrências.

E em 2005 cruza com a Delta em Goiás.

Para corromper, informar-se e ter certeza de que vai ganhar concorrências, ele monta uma rede de arapongas.

Eles tem também a função de construir biografias de amigos e destruir biografias de inimigos.

Investe primeiro na chamada imprensa de Goiás.

E depois dá o pulo Federal: mete a mão na Veja.

A Veja passa a ser seu instrumento principal para detonar governos e fazer negócios.

É claro, como diz o Senador Fernando Collor que a Veja sabia que tratava com o crime organizado, e dele era cúmplice e instrumento.

Jairo e o Dadá, os que montaram os trampos para detonar o PT – na cena da corrupção dos Correios, no hotel Nahoum – passam a trabalhar para a Veja, a mando do Carlinhos.

E para salvar da forca a cabeça do Daniel Dantas, com o grampo sem áudio entre o Gilmar Dantas (*) e o Catão do Cerrado – aquele que disse ao Carlinhos a frase histórica “o Gilmar mandou subir”.

(E o Gilmar Dantas tomou o que chamou de “decisão técnica”.)

Há algum tempo, Carlinhos percebeu que tinha que entrar no negócio de jogos virtuais – o futuro do jogo clandestino.

Foi aí que ele cruzou com o Valdomiro Diniz e a Gtech, que deu início à queda do José Dirceu.

(Queda programada, filmada e a serviço da Veja.)

Para expandir o negócio do jogo na internet, Carlinhos se associa ao argentino Roberto Coppola, que opera no Uruguai, na Inglaterra e em Curaçau.

Nessa operação virtual, além do domínio da tecnologia do futuro dos cassinos, Carlinhos poderia, também, estar de olho nos mecanismos de lavagem de dinheiro.

Ele criou a Brazil Bingo.

Como divulgar a existência de um cassino na internet, a sua Brazil Bingo ?

Por coincidência, o jornal Correio Braziliense fez uma reportagem republicana para detonar a roubalheira dos bingos.

E aparece ali, com todas as letras, pela primeira vez, a Brazil Bingo, devidamente citada, com o respectivo endereço na internet.

Incrível coincidência.

Nasceu ali a Brazil Bingo, o Carlinhos 2.0.

Será o Carlinhos um mestre da Comunicação, uma espécie de Robert(o) Civita que não fala inglês ?

E se ele quisesse mencionar a Brazil Bingo na Veja ?

E se ele desse ao Policarpo as imagens do Dirceu no Hotel Nahoum ?

Seria uma boa troca: eu te dou o Hotel Nahoum e você me divulga a Brazil Bingo.

Não seria um encontro triunfal de coincidências ?

O que é que o Carlinhos queria com o governador (?) Padim Pade Cerra e o brindeiro Gurgel não deixou saber ?

O sócio da Delta em Goiás e dono da Brazil Bingo ?

O que poderia ele querer com São Paulo, essa praça cobiçada ?

Aí, é preciso ir, de novo, à Conceição Lemes e, além de Paulo Preto, tentar desvendar quais são as republicanas atividades de Delson Amadeu Junior e o impoluto Paulo Preto.

Sabe-se que, hoje, Delson tem uma empresa de Consultoria em Sorocaba.

Sem esquecer do Heraldo Puccini, o homem da Delta em São Paulo.

Por que a Delta seria criminosa em Goiás e virtuosa em São Paulo ?

Que milagre teria sido esse ?

E não esquecer do Pagot, que disse à revista IstoÉ que o Cerra ficava com a parte do leão das obras de engenharia em São Paulo.

O Pagot está de corpo inteiro no Robanel dos Tunganos e na marginal (sic) do Cerra e do rio Tietê.

Todo escândalo (que deu chabu) que os tucanos montaram no Distrito Federal foi por causa de 1 contrato da Delta.

Em São Paulo do Cerra do Paulo Preto a Delta assinou 26 contratos.

26 !

Clique aqui para ler “roteiro para Cerra ir à CPI”.

Cabe reproduzir trecho do post do Viomundo, com as perguntas de deputados da Assembleia de São Paulo:

DEPUTADOS PEDEM AO MP QUE APURE INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES

A essa altura algumas perguntas são inevitáveis:

1. Considerando que o senador Demóstenes Torres é sócio oculto da Delta e apoiou José Serra em 2010, será que dinheiro da Nova Marginal do Tietê irrigou a campanha do tucano à presidência?

2. Entre os R$ 4 milhões que teriam sido arrecadados por Paulo Preto e não entregues ao PSDB, haveria alguma contribuição da Delta?

3. Paulo Preto ou Delson Amador teve algum contato direto com Cachoeira?

Na sexta-feira 27, parlamentares paulistas protocolaram representação no Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) para que investigue indícios de irregularidades, ilegalidades e improbidades nos contratos formalizados pela Dersa com empresas e consórcios, entre os quais o Consórcio Nova Tietê, capitaneado pela Delta.

(…)


Até quando Cerra será inimputável ?

Com que diploma ele pretende se candidatar a presidente ?

Não é à toa que os mervais pigais querem fechar a CPI.


Paulo Henrique Amorim



(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…”

o carapááálida é figura chave para o PIG


As provas da venda da Casa de Marconi para Cachoeira


Autor: 
 
Excitante Indústria e Comércio de Confecções Ltda, razão social da grife Babiole, é uma empresa goiana conceituada, de Leonardo Souza Ramos, primo de Carlinhos Cachoeira.
No extrato abaixo, os dados finais que comprovam a operação Cachoeira-Perillo na venda da sua casa. Ou seja, Perillo se valeu do dinheiro do crime organizado na venda da casa.
O extrato da Excitante
A revista Época desta semana contou parte da história.
Aqui vai a história com mais detalhes e informações sobre a operação.

A triangulação do dinheiro

Em fevereiro de 2011, Marconi decidiu vender a casa. Conversou com seu assessor Wladimir Garcez, que entrou em contato com Cachoeira. O bicheiro decidiu comprar porque era uma boa casa, mas não apenas isso: era a casa do governador.
Wladimir GarcezA compra da casa foi concluída até 28 de fevereiro.
Do dia 28 ao dia 3 há um bom conjunto de áudios, 18 no total, mostrando o fechamento do negócio. A casa foi vendida por R$ 1,4 milhão.
Nas negociações, Cachoeira ligou para seu sobrinho Leonardo Souza Ramos. Como era a casa do governador, o dinheiro não dava para vir diretamente das empresas-laranjas do bicheiro.
Aí se monta a triangulação captada pelo extrato da Excitante.
1. No dia 1o de março de 2011, a Adécio & Rafael Construção e Incorporação (uma das empresas fantasmas de Cachoeira) deposita R$ 250 mil na conta da Excitante. No dia seguinte, mais R$ 250 mil. No mesmo dia, a Excitante emite um cheque de R$ 500 mil.
2. No dia 31 de março, a Alberto e Pantoja Construções (outra fantasma) emite mais um cheque de R$ 250 mil para a Excitante. No dia 4 de abril, mais um cheque de R$ 250 mil, enquanto a Excitante emite um cheque de R$ 500 mil.
3. No dia 2 de maio, a Alberto e Pantoja deposita mais R$ 400 mil na conta da Excitante. No mesmo dia, a Excitante emite outro cheque de R$ 400 mil.

A preocupação de Cachoeira

Ao longo de março e abril, os grampos captaram a preocupação de Cachoeira com o negócio. Formou-se um burburinho, muitos comentando a operação.
A escritura de compra estava em nome de André Teixeira Jorge, o Deca, homem da Cachoeira para as empresas de comunicação do grupo. Cachoeira decide, então, vender a casa.
Um dos diálogos gravados, mostra o desconforto de Cachoeira.  Ligou para lá um corretor de nome Rodolfo, querendo intermediar a venda. Em seguida, Cachoeira ligou para Cláudio Abreu e lhe passou uma bronca, acusando-o de espalhar que ele havia decidido vender a casa.
Garcez sai à cata de comprador e encontra Walter Paulo, o dono da faculdade.
Walter adquire a casa por R$ 2,1 milhão – R$ 700 mil a mais do que Cachoeira havia pago, e entrega a caixa em espécie.
Aparentemente, Walter Paulo não sabia que a casa estava sendo vendida por Cachoeira. Ele achava, de fato, que estava comprando a casa do governador. Tanto assim, que exige que o próprio governador receba o dinheiro.

O papel de Lúcio Fiuza

Perillo envia para lá Lucio Fiuza (espécie de assessor faz-tudo de Perillo) , quetoma a frente das negociações e recebe os R$ 2,1 milhão de Walter Paulo.
Nos áudios, fica claro a divisão do botim. Lucio comparece, recebe a maleta de dinheiro, retém R$ 500 mil adicionais para Marconi, R$ 100 mil para Garcez, R$ 100 mil para Fiuza e entrega R$ 1,4 milhão para Cachoeira.
Na primeira etapa da operação, Garcez já havia repassado três cheques de R$ 500 mil para Fiuza, que deposita na conta de Marconi.
Lúcio Fiuza é figura chave no que se poderia denominar de esquema Marconi. Não é apenas um facilitador, mas também empresta (ou repassa) dinheiro para o governador. Em sua declaração de renda consta um empréstimo de R$ 150 mil para Marconi. É figura chave para explicar a relação de Marconi com Cachoeira.
Concretizada a venda, a noiva de Cachoeira, Andreza se descabela, chora dizendo que havia gostado da casa, gasto R$ 500 mil com decoração. Se não arrumasse outra casa para morarem, iria se separar do bicheiro.
É aí que Cachoeira pede para Garcez conversar com Walter Paulo para alugar a casa para eles. Walter cede e não cobra aluguel
É nessa casa que Cachoeira será preso.