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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

quando a coerência e a dignidade são dispensáveis

Aécio, o grande escândalo



Postado em 19 de outubro de 2017 

por Juremir Machado da Silva


Eu acreditei piamente que as pessoas batiam panelas e se vestiam de verde-amarelo, enchendo parques e avenidas, contra a corrupção. Acreditei ingenuamente que estavam acima de partidos e ideologias em luta pela justiça, pela transparência e pela punição aos saqueadores da nação.

Eu acreditei francamente que seriam coerentes e fariam o mesmo cada vez que uma situação equivalente se apresentasse. As decepções não tardaram.

Apareceram denúncias pesadas contra o presidente Michel Temer. Nenhuma panela bateu. Surgiu a mais impressionante série de provas gravada contra um senador, Aécio Neves. Silêncio absoluto. Nenhuma camiseta da CBF nas ruas. Tudo vazio.

Dilma Rousseff foi derrubada pelos eleitores de Aécio Neves. Por que panelas não bateram e não batem agora que a máscara do tucano caiu? Por que panelas não ecoam agora que Michel Temer será julgado, e salvo, pela segunda na Câmara dos Deputados sob graves acusações de corrupção? Vale lembrar que Dilma não foi derrubada sob acusação direta de qualquer ato de corrupção, mas pelas pedaladas fiscais. O que é mais grave: pagar compromissos governamentais com adiantamentos de bancos públicos sempre reembolsados ou receber propina de empresários? Os senadores que salvaram Aécio são os mesmos que afundaram Dilma em nome da moral. Por que as panelas não batem agora? Onde andam os jovens líderes de movimentos ditos apartidários em defesa de um Brasil limpo, novo, livre do cancro de políticos ladrões?

Eu acreditei realmente que a classe média brasileira não se deixaria novamente manipular, como acontecera em 1964, e que trataria todos da mesma maneira, com o mesmo rigor e a mesma convicção. O que tem feito Temer para merecer leniência? Tentou liberar uma reserva na Amazônia para a exploração total de minérios. Resolveu proteger o trabalho escravo. Não cobra uma dívida de 29 bilhões de ITR de ruralistas. Aprovou uma reforma trabalhista que precariza a vida da plebe. Vai insistir numa reforma da Previdência que levará muitos a morrer sem se aposentar. Corta verbas da pesquisa e da educação. Temer é o presidente dos sonhos do mercado. Que interessa a corrupção?

O STF prendeu Delcídio Amaral e afastou Eduardo Cunha sem consultar o parlamento. Primeiro deixou Cunha derrubar Dilma. Era útil. Quando chegou no queridinho Aécio, devolveu a decisão para o Senado, que tratou de salvar o parceiro tornando-se definitivamente a instituição mais desmoralizada do país e talvez do mundo. O STF provou que nossa justiça tem lado, classe e ideologia. Quando interessa, respeita a Constituição. Quando convém, atropela a Carta Magna sem o menor constrangimento em nome de algum entendimento alternativo. O caso Aécio é o maior escândalo da história da justiça e do parlamento brasileiros. O caso Temer vem a seguir. Sem contar o impeachment de Dilma, uma armação que levou ao poder um grupo crivado de comprometimentos judiciais. Vários do ministério inicial já estão na cadeia. A farra continua.

As panelas cozinham. A fúria moral passou.



domingo, 6 de novembro de 2016

Uma “esquerdopata”, certo?


Processos, confissão de uso de drogas, corrupção: o triste fim dos movimentos pró-impeachment. Por Donato




Diário do Centro do Mundo









Postado em 06 Nov 2016


por : Mauro Donato




Ela se contrapõe a Olavo de Carvalho. Critica fortemente Janaína Pachoal. Compartilha um meme que diz facilitar a vida das pessoas ao indicar ‘personalidades’ que devem ser bloqueadas: Kim Kataguiri, Reinaldo Azevedo, Fernando Holiday, Gilmar Mendes.


Desce a lenha nos movimentos que arquitetaram o impeachment. Uma “esquerdopata”, certo? Nada disso. Trata-se de Daniela Schwery, uma ativa participante desses mesmos movimentos, que divulgava vídeos dessa essa turma toda e era defensora desse pessoal até ontem. O que está ocorrendo com a direita ‘vencedora’?


Há alguns dias um áudio do revoltado online Marcello Reis vazou e o que se ouviu foi, além de seu característico estilo pouco diplomático, aparentemente alterado, uma lavação de roupa imunda que expõs o estágio atual de guerra declarada entre aqueles que foram às ruas patrocinados por Fiesp e patota, atingiram o primeiro objetivo (expulsar Dilma e o PT), mas que depois não encontraram vaga no camarote.


Reis dirige-se a Carla Zambelli, do “Nas Ruas”, outra ‘expoente’ verde-e-amarela da avenida Paulista, como ‘vaca, filha da puta’ e por aí vai. De quebra, cita Daniela Schwery. Daniela também sai atirando para todos os lados.


“Não deixem não, amiguinhos, esfreguem na carinha deles que o bonitão da família da Carla, o cunhadinho querido, com malas de dinheiro é o DONO da OAS e queria contar com a morosidade da justiça e ministros de bolso para livrar a cara dos companheiros, o que a Carla bota na prática alinhando e aparelhando os protestos aos interesses das empresas ligadas a lava jato, como a Suzano, tendo os Feffers como seu patrocinador – família que está aparelhando a FIESP – contando com a ajudinha do industrial que não tem indústria, o Skaf, que tem seu filho casado com a fefferlandia”, escreveu Schwery nas redes sociais, revelando que ali todo mundo se conhece, tem relacionamento muito próximo. O ‘cunhadinho’ de Carla Zambelli é Bruno Brasil, da empreiteira OAS.


Daniela Schwery agora se diz ‘empenhada em desmascarar essa gente, em denunciar suas práticas’. Agora quer posar de indignada, que foi enganada. Daniela Schwery, Marcello Reis e companhia limitada creem fielmente que somos idiotas ou eles é que são? Não sabiam de nada?


O áudio de Marcello Reis o contradiz bem rapidamente. Admite conhecer Carla há muito tempo. “Muuuuuito tempo”, ele diz. Admite ter tido um convívio próximo ao cunhado empreiteiro dela durante os anos de luta pelo impeachment de Dilma. Cunhado que ele afirma ser quem levava malas de dinheiro (e aí, Polícia Federal, vai chamar o cara para depor?).


Carla e Reis (ao centro) em outros tempos



Em tempo: Carla Zambelli postou um esclarecimento em sua defesa (que no pedantismo típico desse pessoal ela chamou de ‘Nota Oficial’) afirmando que Bruno Brasil é em ex-cunhado e que não fala com ele ‘desde que começaram as prisões da Lava Jato’.


Agora querem dar uma de inocentes? Não sabiam do rabo preso, das segundas intenções? Agora se referem ao MBL e demais golpistas como ‘bando de moleques’, ‘quadrilhas financiadas’?


“Então podemos considerar como Premissa (sic) de que (sic 2) qualquer um que lute contra o Establishment jamais ganhará popularidade sem o apoio dos senhores do capital?”, pergunta um aturdido seguidor de Daniela Schwery. “Podemos sim, infelizmente”, responde ela em tom misto de Margarida Arrependida com Pedro Bó.


O admirador de Daniela muito provavelmente tenha citado falta de popularidade em referência ao fracasso de Schwery nas eleições. Ela candidatou-se a deputada estadual pelo PSDB e não foi eleita. Obteve míseros 1.101 votos. Ela que sempre foi ligada ao partido tucano, aliada de José Serra, agora publica na internet que o PSDB ‘deveria ser varrido’. Neste ano fez campanha para o Major Olímpio. Melhorou, hein? Daniela é apoiadora dos militares faz tempo.


A ex-tucana se esforça para desgrudar-se do cordão umbilical e está em campanha por uma ‘CPI dos Movimentos Já!’. Diz não sofrer de indignação seletiva e quer investigados o NAS RUAS, o MBL, CUT, MST. “Acompanhando as últimas notícias, vídeos e áudios relacionados aos movimentos sociais ficou claro que tem muita coisa errada e que não se encaixa dentro do contexto político que vivemos. São denúncias que envolvem partidos políticos, empresas envolvidas na lava jato e muito dinheiro. Acredito que os envolvidos devam se pronunciar e colocar tudo em pratos limpos, caso contrário seremos a piada da esquerda”, postou ela e completou: “Não temos bandidos de estimação.”


É curioso ver a direita se batendo. Além da profundidade típica dos debates ‘políticos’ (se xingam, ameaçam, agridem fisicamente, ofendem, carregam argumentos rasteiros, são reativos emocionais sem um pingo de respeito pelo contraditório) é fundamental, entretanto, saber quais interesses deixaram de ser atendidos para declararem guerra desse jeito.


Como louvaram e idolatraram empresas e pessoas com a ficha tão suja durante tanto tempo e agora vêm com esse mimimi auto-acusatório? É o roto falando do remendado.


Dizer que só descobriu hoje que ‘Janaína Pachoal é uma articuladora para blindar o PSDB’ e que tudo nasceu com o propósito de brecar a Lava Jato é um 171 fajuto demais. Até para a direita golpista.


Por uma CPI dessa pilantragem.






domingo, 11 de outubro de 2015

outro texto para ler em sala de aula


A mídia virou o palco dos patetas




POR Fernando Brito · 11/10/2015







Não me esqueço dos “politicamente corretos” que, nas manifestações de 2013, me criticaram por dizer que o rapaz que se tornava conhecido como “Batman do Leblon” (na verdade, morador do subúrbio de Bento Ribeiro) tinha algum problema sério de comportamento.

Desculpem-me estes, certamente de boa-fé, mas o Brasil desenvolve um processo de imbecilização em massa que deixa aquela história dos “15 minutos de glória” do Andy Wharol parecendo de uma antiquadíssima discrição.

O espaço dado pela mídia aos patetas – e aos patéticos – não é só um acaso e nem mesmo, como na deprimente “matéria” da Globo sobre o “protesto” da menina por “não poder” ir imediatamente à Disney, uma exploração barata antigoverno.

Dispensa comentários a questão de mandar crianças à Disney ou não – programinha que, embora besta, nunca deixou sequelas permanentes no cérebro de ninguém – mas exige muita reflexão o que se está construindo na cabeça de uma geração de adultos infantilizados, que tratam a vida como “eu quero, me dá, é meu” e de fantasias imbecis nas quais enfiam seus filhos para realiza-las.

Isso, sim, deixa sequelas permanentes, porque crescem fisicamente tendo como modelos e referências aqueles que não cresceram mentalmente, o que é a tragédia dos imbecis.

Afinal, viver é conviver com conquistas e frustrações – independente onde ocorram , se profissionais, se afetivas, se existenciais – e o contrário é a própria loucura, que é se enquistar num mundo imaginário, cuja inexistência é, mais que irrelevante, inaceitável.

E o papel dos meios de comunicação (chamavam-na de social, lembram-se?) certamente não é o de, para usar o jargão popular, “bater palmas para maluco dançar”.

Não é preciso fazer demagogia dizendo que outros meninos e meninas não tem o que comer, o que vestir, escola para estudar ou médico para cuidar, nem dizer da saudade do “você não vai deixar isso no prato com tanta gente sem ter o que comer”.

Basta pensar no jornalista como qualquer outro profissional,um engenheiro, um médico, um motorista de ônibus ou caminhão: sim, reflita sobre o que você faz, porque pode prejudicar pessoas.

Mais ou menos como a gente ensina às crianças a terem responsabilidade.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

É bão ler umas coisinhas diferentes...


Aldir Blanc detona FHC e "Aócio"





Por Altamiro Borges



Com seu estilo ácido, o compositor Aldir Blanc, um dos maiores gênios da música popular brasileira, voltou a detonar FHC, "Aócio" e outros tucanos de alta plumagem. Em sua coluna de domingo (31) no jornal "O Globo" - que ainda resiste, mas deve causar calafrios nos chefetes do veículo -, ele não poupou críticas a FHC, que sempre engavetou as denúncias de corrupção no seu triste reinado, ao truculento governador paranaense "Bato Racha" e ao cambaleante Aécio Neves. Este último esbravejou recentemente que Dilma Rousseff é covarde. "Minha opinião é diferente: covarde é marmanjo que, entupido de pó, bate em mulher". Vale conferir o petardo:



*****


Tatu subiu no pau


Nunca se apurou e se prendeu tanto, o que não acontece quando os criminosos pertencem à tucanagem

O gatuno e atiçador dos cães assassinos da ditadura militar J. M. Marin foi preso na Suíça. Por que não aqui? A resposta cabe à Polícia Federal, Receita e outros órgãos complacentes diante da corrupção de direita. J. Hawilla, da Traffic (que não se perca pelo nome), também está entre os envolvidos e já foi confessando geral. Só no caso dele, a roubalheira pode chegar, por baixo, a quase meio bilhão de reais. Será que os outros membros dessa quadrilha de trafficantes serão presos no Brasil?

Aos 68 anos, vi a tal foto que vale por mil, ou bilhões de palavras: no evento de 1º de Maio da Força (faz força, Paulinho, que a sujeira sai!), quase abraçadinhos sob o pé do flamboayant, Dudu Cucunha e Anéscio Neves, o canibal do avô, cochichavam. Cucunha enfiou o indicador da mão direita na deep narina, enquanto fazia Aócio rir feito Mutley, o cachorro do Dick Vigarista. A chopeidança primou pelos discursos que pediam a cabeça da Dilma. Por isso, um dos seus aliados estava lá, quase osculando o Abóstulo do Terceiro Turno.


De vomitar. Aócio chamou Dilma de covarde por ter evitado pronunciamento na telinha. Está exercendo seu direito de livre expressão em uma democracia. Minha opinião é diferente: covarde é marmanjo que, entupido de pó, bate em mulher. Outra frase jocosa foi de FHC I e II: “Nunca se roubou tanto nesse país”. Não, Fernandinho. Nunca se apurou e se prendeu tanto, o que não acontece quando os criminosos pertencem à tucanagem.


Taí o mensalão do Azeredo, 20 anos de esbórnia nos trens metropolitanos de São Paulo, escândalos nas privatizações selvagens etc. que não me deixam mentir. Empreiteiros corruptos estão sendo soltos. Banqueiro condenado a 21 anos de cadeia tem a sentença anulada, todos em casa, aliviados, preparando o próximo golpe. A balança da Cegueta precisa de um ajuste fiscal...

O cenário pornopolítico foi dominado pelo massacre dos professores no Paraná. Depois do “prendo e arrebento”, temos Bato Racha, vulgo Beto 9.9 em violência na escala Richa. Bato Racha levou nove dias para se arrepender, e com a frase mais - desculpem, não há outra palavra - escrota que pode brotar da boca de um covarde: “Machucou mais a mim...” O perdigoto não agradou, Racha deu ré e agora aprova de novo a pancadaria sanguinolenta, balas na cara, bombas, pitbulls... Foi um tremendo rasgo na Cortina de Penas do bom-mocismo tucano. Eles são aquilo mesmo. Bato Racha mandou fitas para jornalistas comprovarem a ação de “elementos infiltrados” no protesto. Ninguém encontrou um único agente provocador. Bato Racha é também um deslavado mentiroso.

Estão soltas no pedaço as feras do CCE (Comando de Caça aos Esquerdistas). Parecia que o senadô Lulu Menopausa Nunes dedaria sem luva a próstata do Fachin, em plena sabatina. Dez horas de humilhação. Mas vento que venta pra lá... Uma delação premiada saiu pela culatra: propinas para caixa 2 na reeleição de Bato Racha. Não invadiram a casa do espancador para apreender obras de arte. Afinal, convenhamos, são todos “artistas” medíocres.



sexta-feira, 1 de maio de 2015

Paraná é o Brasil do Aecim e o RS é do voto básico


Paraná é o Brasil do Aecím



Blog do Miro

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:


Mais de 200 feridos.

A Polícia do Secretário Francischini, tucano na alma e no porrete.

Uma Assembleia Legislativa submissa.

Um PiG aliado de todas as horas, na blindagem feroz.

Nesse sentido, o Paraná, Minas e São Paulo são como o Maranhão dos Sarney.

Todo o PiG é a favor.

Beto Richa é um Aecim.

Um aventureiro de impítim.

(Rola um impítim no Paraná, professor Gandra?)

Beto também nunca trabalhou.

Herdou o sobrenome: Richa, de José, e Neves, de Tancredo.

Tem a visão da Província mais remota.

E os dois se inspiram no Farol de Alexandria (ver no ABC do C Af), homenageado de honra nos banquetes do João Dória, outro herói do impítim e produtor de vácuo.

Dória apresenta ricos a políticos e políticos a ricos e FHC figura nas duas categorias.

Dessa vez o Aecím não foi:

*****

SALVA-VIDAS

O empresário João Doria Jr. fez tantos elogios a Fernando Henrique Cardoso, a quem homenageou num jantar, anteontem que o ex-presidente disse depois que quase caiu na piscina da casa. “Eu cambaleei, quase morro afogado.”

(…)

VOO CEGO

“Eu continuo confiante. Com todas as dificuldades, nós já fizemos muitas coisas no Brasil. Temos que fazer esse balanço. Quando assumi o Ministério da Fazenda [em 1993], o caos era geral. Não sabíamos quem devia para quem. Como funcionava a Petrobras? Ninguém sabia”, seguiu FHC.

*****

(Mas, o Paulo Roberto Costa sabe, não é Dr Moro? Por que só do PT, Dr Moro? Quando o Dória vai convidar o Juiz Moro para uma homenagem? Vai chamar o Ministro Teori, também?)

O Paraná é o Aleph do tucanismo.

Porrada em professor.

Aqui em São Paulo, o Governador negou a falta d’água, o PCC e não foi ainda picado pelo mosquito da epidemia, mas o Governador diz que não há greve.

Ele e a Globo dizem que não há greve de professor em São Paulo.

Se durar muito a greve, o Governador Alckmin manda o Francischini dar umas porradas nos professores.

Como fez o Cerra, com outro Secretario…

É o Brasil tucano.

O Brasil do Aecím.

Do FHC, do Cerra (por falar em salário de professor: de que vive o Cerra?)

Esse é o Brasil em que o João Dória seria Ministro do Vácuo!

E o Francischini, da Porrada!

Em tempo: clique aqui para ver imagens inesquecíveis: o Francischini fugindo dos professores.

Em tempo2: clique aqui para ir à TV Afiada: os tucanos são o partido da Educação: o Lula construiu 14 universidades, a Dilma, quatro, e o FHC, em oito plumbeos anos, NENHUMA!)

E porrada em professor, que eles merecem!


“- Cara, foi excelente!”, comemorou o jornalista. “- Foi?”, questionou Richa.

Entrevista montada de Beto Richa cai na internet e complica governador



Revista Forum



abril 30, 2015 11:12

Veja também

PM do sangue falso: o “mártir” dos tucanos em Curitiba 

Por conta da repressão, professores do Paraná estudam ir à Justiça contra governo Richa 

Jornalista paranaense revela detalhes do massacre de 29 de abril 



Na terça-feira (28), Beto Richa (PSDB-PR) conversou com o jornalista Denian Couto, da TV e-Paraná, sobre a greve dos professores e servidores públicos deflagrada no início desta semana. O que ele não imaginava é que um vídeo sem cortes vazaria e revelaria que entrevista foi montada


Do Pragmatismo Político


Durante entrevista concedida à TV e-Paraná na última terça-feira (28), o governador Beto Richa (PSDB) falou em pouco mais de dez minutos sobre a greve dos professores e servidores públicos deflagrada no início desta semana. Para Richa, a greve dos educadores tem ‘motivação política’. Ao comentar a respeito do número excessivo de policiais militares em frente ao Centro Cívico de Curitiba, o governador destacou que “é preciso garantir a segurança e integridade física de deputados e funcionários”.


Satisfeito com o andamento e o produto final da entrevista, Richa divulgou o conteúdo em sua página oficial do Facebook. “Em entrevista que concedi hoje ao jornalista Denian Couto, falei a respeito da manifestação dos professores e da causa principal da paralisação: o projeto que altera o sistema previdenciário do Paraná”, escreveu o governador.


O que Beto Richa não esperava, porém, é que a versão do vídeo da entrevista sem cortes fosse acidentalmente publicada na internet. Em poucas horas, dezenas de internautas salvaram o material e o republicaram nas redes.


Sem saber que ainda estava sendo gravado, Denian Couto, ao fim da entrevista, deu a entender que tudo aquilo não passava de um circo montado:


“- Cara, foi excelente!”, comemorou o jornalista.


“- Foi?”, questionou Richa.








De acordo com o advogado e professor Tarso Violin, a farsa da entrevista de Beto Richa à TV Educativa do Paraná “demonstra o quanto é necessária uma democratização da mídia no Brasil, com mais TVs realmente públicas, e não chapa-brancas […] Como pode alguém que se diz jornalista se prestar a esse papel?”, questiona.


Democracia sitiada


Eric Gil, economista, mestre em Ciência Política pela UFPR e colunista de Pragmatismo Político considerada que o Paraná, atualmente, vive em estado de democracia sitiada. De acordo com Gil, o governador Beto Richa não medirá esforços para amenizar a crise financeira que ele próprio ajudou a criar.


“[Beto Richa] vê no dinheiro da ParanaPrevidência, sua redenção – a verba que ele precisa para amenizar a crise que ele mesmo ajudou a formar no Paraná”, afirma. “O tucano não quer arriscar novamente, e nesta semana o projeto deve ser aprovado, pois com um aparato de guerra posto pelo Governo do Estado para esta proposta ser votada, apenas um crescimento considerável da resistência dos professores pode parar a sede pelo dinheiro da previdência estadual”, conclui.


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Não foi por falta de aviso


 

domingo, 8 de março de 2015

Um raio x da grobobovovo... e ocê achando que eles compram alguma briga por ocê, inocenti


Globo: três meses
sem anúncio do Governo


Se o Governo não anuncia,​ apanha. Se anuncia, também apanha


Conversa Afiada









O Conversa Afiada não é como essas suaves – e feiíssimas – repórteres e colonistas daFel-lha, que sustentam as reportagens em fontes anônimas.

Em cima de fonte anônima se constrói a verdade – e a mentira – que se quiser.

É anônima, dane-se, leitor !

O Conversa Afiada não participa desse vaudeville que faz do PiG o pior jornalismo das oito maiores economias do mundo.

Até a imprensa chinesa é mais plural que a Globo e a Fel-lha.

(A ombudsman da Fel-lha, nesse domingo (8/3), ressalta o caráter “plural” dos colonistas do jornal. É uma das peças mais hipócritas que o ombundismo pátrio já produziu. Como se sabe, “ombudsman da Fel-lha” é um oximoro.)

O Conversa Afiada é de outra categoria.

Aqui tem fonte: o Valdir Macedo, por exemplo !

O Valdir Macedo contou ao ansioso blogueiro que desde primeiro de janeiro o Governo Federal não anuncia na Rede Globo.

Por quê?

Segundo o preciso informante, o Governo Federal renegociou os valores para 2015 com as outras redes de televisão e obteve gordos descontos.

Por quê?

Porque diminuiu o número de aparelhos ligados.

Porque há uma fuga da rede aberta de televisão em direção ao celular, ao computador e à tevê por assinatura.

E, especialmente, porque a Globo não entrega mais a audiência, o Globope – olha o GfKque chega aí ! – de antes.

A tabela de preços da Globo reflete uma hegemonia que foi pro saco.

O jornal nacional, anabolizado pelo massacre contra a Dilma, consegue manter um Globope em torno de 25 pontos.

Não paga as contas.

Nem justifica o que cobra.

(O break-even deve estar em 40 pontos. É o que a Globo deve, provavelmente, precisar para pagar o salário e os bônus de profissionais de incomparável gabarito, como doGilberto Freire com “i” )

O Fintástico está na casa dos 18, 20 pontos.

Não paga as contas.

(Valdir Macedo disse e repete que não tem interesse na Globo – o passivo trabalhista é impagável …)


Por que a Globo ainda consegue vender por preços inchados, acima do que consegue entrega ?

Por causa do BV.

A Globo paga as agências e os mídia das agências no inicio do ano, pela programação do ano inteiro.

Garante o bônus da rapaziada.

E o BV da Globo é a maior fonte de renda das maiores agências de publicidade do Brasil !

O Supremo Tribunal Federal considerou o BV ilegal e, por isso, condenou o Pizzolatto.

Mas, como se sabe, o BV da Globo é tão imaculado quanto o cadastro bancário do Eduardo Cunha

O Governo Federal – mesmo sem incluir a Caixa, o BB, a Petrobras -, só o Governo Federal é uma das maiores contas de publicidade do Brasil: chega perto de R$ 1 bilhão.

E o Governo Federal exige, em 2015, que a Globo dê um desconto gordo.

A Globo resiste.

Resiste e responde no jornal nacional !

A “politica editorial” da Globo é essa: se o Governo Federal não anuncia, apanha !

Se anuncia, apanha do mesmo jeito !

E massacra.

Ainda mais que a revisão da politica de desoneração tomou da Globo a bagatela de R$ 300 milhões por ano.

O massacre não vai parar !

Com anuncio e sem anuncio.

Como dizia o Tancredo: você vende a mãe, mas não vende os interesses.

Quem manda bernardizar o Berzoini ?




Traz o Lula pra Brasília, Dilma !


Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

quando ocê pensa que já viu quase tudo... lê isso daqui


É mulher e tem vida sexual, é obesa ou tem câncer? Não poderá trabalhar para o governo Alckmin


agosto 7th, 2014 

by mariafro



Do Coletivo Sacode: Além de discriminar obesos no serviço público, agora o governo do Estado de São Paulo, pede exames ginecológicos para mulheres serem admitidas. Ta certo isso minha gente?




Seleção pública também exige que mulheres com uma “vida sexual iniciada” apresentem exames ginecológicos intrusivos


Thinkstock/Getty Images


Candidata virgem diz que sua privacidade foi invadida; para ela, atestado de virgindade exigido pelo concurso é “cúmulo do absurdo”


Luísa*, de 27 anos, nunca imaginou ter de passar por esta situação. Ela precisou comprovar, por meio de um atestado médico, que “não houve ruptura himenal” [ou seja, que não teve seu hímen rompido] para preencher um dos requisitos do concurso público da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (SEE-SP). Ela é candidata a uma das quase 10 mil vagas para o cargo de Agente de Organização Escolar da seleção pública da SEE-SP.

“Achei um absurdo. Fiquei mais de uma semana decidindo se deveria fazer isso ou não. Na hora em que fui a um consultório para me submeter à análise ginecológica, entrei em pânico. Foi constrangedor explicar para a médica que precisava de um atestado de virgindade para poder assumir uma vaga em um concurso”, diz.

A seleção pública à qual Luísa se refere foi aberta em 2012. Depois de passar pelas provas regulares, ela ficou aguardando sua convocação, o que se deu apenas neste ano. Chamada para a realização dos exames médicos de admissão, Luísa foi surpreendida com um comunicado recente da organização do concurso, onde constavam mais detalhes sobre os exames médicos de admissão solicitados pelo certame.

Publicado em junho, o comunicado, emitido pela Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos da SEE e pelo Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME), traz detalhes sobre testes ginecológicos requeridos às candidatas mulheres.


Thinkstock/Getty Images


Exames solicitados para ingresso no concurso da SEE são tidos como invasivos


No documento emitido pela coordenadoria da SEE e pelo DPME, há mais informações sobre os exames de colposcopia e o de colpocitologia oncótica, o Papanicolau, exigidos às candidatas. O comunicado informa que mulheres que “não possuem vida sexual ativa, deverão apresentar declaração de seu médico ginecologista assistente”. Dessa forma, com a comprovação de virgindade, estariam isentas da realização dos exames ginecológicos intrusivos, de acordo com confirmação do próprio DPME.

“Só fiquei sabendo disso quando fui convocada para realizar os exames médicos. Antes, não era pedido esse atestado [de virgindade]. O pior de tudo é que todos esses exames são caros e são bancados pelo próprio candidato. Teve gente que pagou mais de R$ 500 pelos exames”, fala Luísa.

Segundo a ginecologista Marcia Terra Cardial, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, os exames ginecológicos solicitados pela SEE servem, por exemplo, para “rastrear mulheres com lesões precursoras do câncer de colo de útero, separando as mulheres normais, daquelas com necessidade de prosseguir a investigação”. No entanto, segundo ela, “dependendo do tratamento, os casos de lesão precursoras de câncer não inviabilizam o trabalho”.


Divulgação/Assembleia Legislativa de São Paulo

Para ‘Bebel’, da Apeoesp, pedido de atestado é uma “violação” da dignidade da mulher
Violação

Solicitados para atestar a saúde dos futuros funcionários públicos, tanto o atestado de virgindade quanto os exames ginecológicos para candidatas com mais de 25 anos ou vida sexual ativa são vistos como uma “violação” da dignidade da mulher, segundo Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

“Atestado de virgindade? Por favor! Estamos em pleno século XXI. Querem evitar candidatas doentes? A verdade é que elas entram com saúde e é a falta de condições da rede que as deixam doentes”, diz Maria Izabel, que também é vice-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão consultivo do Ministério da Educação (MEC).

A crítica de Maria Izabel se refere a uma das razões defendidas pelo DPME, quando da exigência de tais exames. Segundo o comunicado, a avaliação médica oficial tem por objetivo identificar patologias que possam vir a provocar “permanência precária no trabalho, com licenciamentos frequentes e aposentadorias precoces”.

Atualmente, a SEE enfrenta o desafio de atenuar as faltas com afastamentos e licenças, por motivos de saúde de professores e técnicos da educação. Só os professores, chegam a faltar, em média, 27 dias por ano.

“Esses exames que pedem não têm nada a ver com a função. Aferir a pressão, apresentar um exame cardiológico pode até ter a ver, mas exames ginecológicos ou atestado de virgindade?”, questiona Luísa.


Como Agente de Organização Escolar, o trabalho de Luísa será dar suporte às atividades pedagógicas e ajudar na supervisão de estudantes na entrada, saída e durante o intervalo escolar. O salário é de cerca de R$ 900 para uma jornada de oito horas diárias.


Thinkstock/Getty Images
Segundo Luísa, o atendimento prestado a ela pela perícia causou constrangimento

Deboche

Se já foi complicado para Luísa tomar a decisão de ir adiante com o atestado de virgindade, a apresentação do documento para a perícia foi ainda mais constrangedor.

“Quando apresentei ao médico perito do Estado, acho que ele pensou que fosse mentira. A sua assistente olhava de lado como um ar de deboche quando eu disse que ainda era virgem. Não conseguiria passar por isso mais uma vez”, fala Luísa.

Mesmo tendo apresentado o atestado de virgindade, a candidata ainda aguarda resposta definitiva do DPME sobre sua aprovação. A expectativa e que até o dia 14 deste mês o órgão se posicione sobre o seu caso.

“Eu apresentei tudo que deveria apresentar, mas me consideraram inapta. Disseram que não havia apresentado o atestado de virgindade. Entrei com um pedido de reconsideração para que eles analisem a minha situação”, diz.


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Thinkstock/Getty Images
Para o governo de SP, é “errado” afirmar que é exigido “suposto” comprovante de virgindade

Governo de São Paulo

Questionada sobre a exigência de tais exames para o cargo em questão e se eventuais candidatas com problemas ginecológicos estariam inaptas ao cargo, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (SEE-SP) informou que as determinações atinentes aos exames médicos são de responsabilidade do Departamento de Perícia Médica do Estado (DPME).

O DPME, ligado à Secretaria de Gestão Pública, disse que é “absolutamente errado afirmar que é exigido à candidata a cargo público qualquer laudo, ou suposto ´comprovante de virgindade´ – termo sequer considerado na literatura médica”.

Em nota, o órgão afirmou que “àquelas que ainda não tenham iniciado atividade sexual, é oferecida como alternativa a apresentação de um relatório de seu médico pessoal; e com isso não há a necessidade da realização dos exames”.

O órgão também afirma que os testes solicitados aos candidatos funcionam como medida preventiva. Por fim, segundo o DPME, “todos os candidatos aprovados em concurso, sejam homens ou mulheres, devem passar por uma série de exames, todos previstos em edital, para que comprovem, além de sua capacidade técnica, a capacidade física e mental para exercer o cargo por aproximadamente 25 anos – tempo médio de permanência no Estado”.

No entanto, segundo o próprio comunicado emitido pelo órgão, o teste para detecção de câncer de próstata é exigido apenas para homens com mais de 40 anos. Para as mulheres mais velhas, a partir de 40 anos, também é solicitado um exame específico: a mamografia, para identificação de câncer de mama. Para os homens jovens, na mesma faixa etária de Luísa, por exemplo, não são solicitados exames específicos extras.

Secretaria das Mulheres

Consultada, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República afirma que é “contra qualquer exigência que envolva a privacidade da mulher e reverta em preconceito e discriminação. A mulher tem o direito de escolher se quer fazer um exame que em nada interferirá em sua vida profissional”.

A SPM ainda considera que “a exigência de exames ginecológicos em seleções e concursos é abusiva, pois viola o princípio da dignidade da pessoa humana, consagrado na Constituição Federal de 1988, bem como o artigo que dispõe sobre o Princípio da Igualdade e o Direito a Intimidade, Vida Privada, Honra e Imagem, que proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização e outras práticas discriminatórias para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho”.

Agência Brasil

Na Bahia, o governador Jaques Wagner suspendeu item semelhante ao edital da SEE

No ano passado, caso parecido ocorreu na Bahia. No concurso para Polícia Civil, também era exigido às candidatas mulheres comprovação de “hímen íntegro”. Contudo, depois da repercussão do caso em todo o País, o governador Jaques Wagner suspendeu tal exigência presente de forma explícita no edital. Há concursos públicos, no entanto, que seguem com tais requisitos de seleção, tidos como padronizados pelas empresas que realizam as seleções públicas.

*Para preservar a identidade da candidata foi utilizado um nome fictício

Leia mais:

Exigir exame ginecológico em concurso é discriminatório, dizem OAB-SP e Defensoria

Aprovada em concurso, professora é impedida de assumir por estar acima do peso

Mulheres ocupam apenas 14% dos postos mais altos nas universidades

sexta-feira, 13 de junho de 2014

a natureza coxismo me dá arrepios

Puxa que menino politizado! Puxa! Puxapuxapuxa!



"Da natureza coxismo, leite com pera, das manifestações do "Não vai ter copa!": papai vai buscar filhinho em protesto e ambos protagonizam dramalhão familiar classe média em frente à câmeras"


O Pensador da Aldeia




Faltou pedir o colo da mamãe! uau!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

#foraforaforamundoafora


Rede varejista cresce “só” 25,4 %. Ebitda cresce “só” 92,5%. Fora Petralhas, fora Dilma, fora Comunistas, fora Obama!






A empresária Luiza Trajano apresentou “dados errados” e tem muito que aprender com o guru Diogo Mainardi. 
foto: Youtube/reprodução

A empresária Luiza Trajano deve estar pensando seriamente em seguir o conselho do jornalista D. Mainardi disparado durante um programa Manhatan Conection , da Globo News, e colocar a sua rede varejista Magazine Luiza à venda para o Amazon.com.

Afinal, no primeiro trimestre deste ano, a varejista registrou crescimento de somente 25,4% no conceito mesmas lojas (22,3% nas lojas físicas e 44% no e-commerce). O lucro líquido cresceu de R$ 800 mil para só R$ 20 milhões entre o 1º trimestre de 2013 e 2014 – alta de 25 vezes. O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no primeiro trimestre foi de R$ 120,8 milhões, crescimento de apenas 92,5% ante igual período de 2013.

Isto comprova definitivamente a visão do jornalista (especializado em tese, em variados temas como economia, obstetrícia, petróleo, arqueologia, queda de cabelo e unha encravada) que conhece o setor melhor do que a dona da rede. Para ele e os veículos em que trabalha (Globo News e Veja) o setor está em “crise”.

Fora Petralhas, fora Dilma, fora Comunistas, fora Obama!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

e continuam sem mostrar o darf?


Bloomberg e os bilionários da Globo

Blog do Miro




Por Altamiro Borges

Na semana passada, o jornal Valor divulgou o chamado índice “Bloomberg Billionaires”, o ranking das 300 maiores fortunas do mundo. Em plena crise mundial da economia capitalista, ele confirmou que “as pessoas mais ricas do planeta ficaram ainda mais ricas em 2013 após aumentarem o seu patrimônio líquido coletivo em US$ 524 bilhões” e ainda indicou que “os ricos continuarão ficando mais ricos em 2014”, segundo declaração arrogante de um dos incluídos no ranking. A mídia nativa, porém, não deu maior destaque para os ricaços brasileiros – talvez porque na lista apareçam com destaque os três filhos de Roberto Marinho, donos das Organizações Globo, o maior império de comunicação da América do Sul.

Nesta semana, a edição brasileira do jornal espanhol El País abriu o jogo no artigo intitulado “Quem e quantos são os ricos na América Latina?”. Segundo a matéria, “na região há 111 multimilionários que superam 1 bilhão de dólares de patrimônio. O Brasil lidera ranking de ultrarricos”. Jorge Paulo Lemann, acionista da cervejaria Ambev, da rede da fast food Burger King e da fabricante de Ketchup Heinz, é o maior ricaço brasileiro e o 34º no mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 22,3 bilhões. Na sequência surgem o banqueiro Joseph Safra, no posto 92, com US$ 12,4 bilhões; e os empresários Marcel Telles (posto 113, com US$ 10,4 bilhões) e Carlos da Veiga (posto 138, com US$ 8,9 bilhões), ambos sócios de Lemann.

Logo em seguida, no quinto, sexto e sétimo lugares dos mais ricos do Brasil, aparecem os filhos de Roberto Marinho, numa estranha contabilidade. “João Roberto Marinho (Organizações Globo), no número 165 do ranking mundial, com US$ 7,7 bilhões; José Roberto Marinho (Organizações Globo), no posto 166, com os mesmos dados que seu irmão; e Roberto Irineu Marinho (Organizações Globo), no número 177, com os mesmos dados de João e José Roberto”. Será que a estranha contabilidade tem alguma relação com a sonegação de impostos e desvio de grana para os paraísos fiscais, como foi denunciado recentemente pelo jornalista Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho? De qualquer forma, somando as três fortunas, os três filhos do Marinho poderiam disputar o primeiro lugar no Brasil.

Como observa a matéria do El País, “desde a última crise de Wall Street, muitos cidadãos no mundo e, sobretudo nos EUA, protestaram contra este 1% da população global que domina a riqueza”. Fica a indagação: já que estão sendo planejados tantos protestos contra a Copa do Mundo no Brasil, inclusive com o discurso carbonário de vários “calunistas” da mídia golpista, não seria o caso de se organizar algumas manifestações contra os bilionários brasileiros, principalmente contra os donos das Organizações Globo? O motivo seria bem mais nobre e justo!


*****

Leia também:

- Globo rebaixa a nota do Brasil

- CBN quer sabotar a Copa do Mundo?

- A torcida organizada pelo fracasso da Copa

- Quem vai fazer o serviço da direita?

- Os golpistas e a jogada da Copa

- Impostos e a visão predadora da Globo

domingo, 22 de dezembro de 2013

Meninas competentes, lutadoras e vencedoras!


Dilma comprou o título do mundial feminino de handebol por 300 milhões de dólares 


Beto Bertagna a 24 quadros




Mais uma vez a farsa nos esportes foi vencedora ao beneficiar pelo logro a equipe auriverde, que arrebatou indevidamente o título do certame mundial após forte suborno pago pelo governo brasileiro à federação internacional dessa modalidade decadente. Até que o país tinha uma equipe competente, não fosse o impedimento de receber patrocínio da iniciativa privada, estabelecido por Dilma, já com intuito de levar a fraude adiante, visto que milhões de empresas privadas brasileiras se interessariam em colaborar com o escrete canarinho, mas para que o mal triunfasse, não era permitido o envolvimento dos homens bons na equipe.



A iniciativa privada foi impedida de patrocinar a equipe pelas estatais falidas e deficitárias

Para comprar o título, visando distrair a sociedade nacional dos graves problemas de seu pífio governo, a búlgara usurpadora pagou cerca de 300 milhões, sendo 270 milhões para os dirigentes internacionais, 20 milhões para os sérvio e cerca de 10 milhões a serem rateados entre a equipe inimiga, para que a mesma facilitasse o jogo para as brasileiras. Agora, se Dilma age assim hoje, imaginem nas Olimpíadas, o que não fará a serva maléfica do bolchevismo?

Mais um domingo negro para o esporte internacional, data a ser lembrada através dos tempos por essa vitória indevida do Brasil, onde os petrodólares desviados pelos asseclas do comunismo falou mais alto que o espírito de competição, que deveria reinar entre os desportistas, um grande motivo de tristeza para todos nós. Lamentável.


via Prof. Hariovaldo

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Esse Prof. Hariovaldo tem cada ideia factoide, parece que escreve tudo ao contrário! Pensa o que não escreve, escreve o que não pensa! Hehehehehehe! Dá-lhe, professor Hariovaldo!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

estão liberados pela idade

Acima do humano


Mandela não se permitiu o ressentimento, um feito, no seu caso, tão gigantesco quanto suas demais vitórias

Certas pessoas, raríssimas, parecem acima da condição humana. Nelson Mandela foi um desses seres inexplicáveis.

Passar na prisão 27 anos, com a consciência de que só lhe acontecia assim por defender uma das mais grandiosas causas universais, e emergir desse massacre sem ressentimento, com propósitos e atos de quem fosse servido por 27 anos com o melhor da vida --isso excede o humano. O animal homem não é assim.

O ressentimento é um dos menos lembrados sentimentos. E dos mais determinantes de vidas pessoais e do andar da história. Mandela não foi Mandela por suas ideias de democracia racial. Mandela só pôde ser Mandela porque não se permitiu o ressentimento, um feito, no seu caso, tão gigantesco quanto suas demais vitórias.

VELINHAS

Passou na semana passada sem celebração alguma, apesar de tão merecida, o aniversário de dez anos de permanência do mensalão do PSDB no Supremo Tribunal Federal. Distribuído ao hoje ex-ministro Ayres Britto, é o processo que ficou com o STF quando o tribunal decidiu desmembrar a ação penal, e entregou outra parte à Justiça comum de Minas. Desmembramento negado ao mensalão do PT, em prejuízo de vários dos réus, ao retê-los em uma só instância de julgamento.

Com a aposentadoria de Ayres Britto, o processo aguardou por sete meses a indicação do substituto por Dilma Rousseff. O novo ministro Luís Roberto Barroso recebeu-o e pretende vê-lo em julgamento no ano que vem. Será um feito, embora sem maior efeito. Já dois réus do mensalão do PSDB estão liberados pela idade.

O tempo tem ainda outros modos de colaborar com a Justiça à brasileira. Há três anos e três meses, o então deputado José Tatico, do PTB goiano, proporcionou um momento histórico ao Supremo: foi tido como o primeiro congressista ali condenado. Por apropriação de dinheiro destinado à Previdência Social. Como até agora esperasse o exame de um recurso pelo Supremo, também na semana passada foi beneficiado com a prescrição de sua pena, que a declarou sem sequer chegar ao exame do recurso.

Mas os parlamentares continuam por lá. Se bem que o relator Luiz Fux pediu o arquivamento da ação contra o deputado Arthur Lima, alagoano do PP. Perdeu, porém. O congressista foi acusado --é verdade que depois também desacusado-- de haver derrubado a ex-mulher, aplicado-lhe alguns pontapés e até lhe puxado os cabelos. Entre a entrada do processo no STF em 2011 e o parecer da Procuradoria Geral da República, representada pelo mesmo Roberto Gurgel do processo do mensalão, foram necessários 11 meses. E depois passados mais um ano e nove meses, na semana passada o Supremo decidiu pela ação penal contra o deputado. A agressão já tem sete anos de espera.

VIDA ÍNDIA

Tiuré voltou ao noticiário. Foi anistiado e indenizado em R$ 60 mil pelas torturas sofridas quando incentivou a reação de outros índios, no sul do Pará, à quase escravidão imposta por donos de castanhais e madeireiros em reservas indígenas. Tiuré era funcionário da Funai, que trocou pela resistência coletiva, revoltado com o que a fundação estava fazendo aos índios. Tudo isso nos anos 70 e 80 do século passado. Depois das prisões, Tiuré asilou-se no Canadá.

Tiuré voltou ao Brasil. E diz que os documentos e fatos que testemunhou na Funai comprovam a intenção dos militares de exterminar os remanescentes indígenas. Muitos desses documentos foram em parte conhecidos. Indicavam com clareza o propósito, no mínimo, de extinguir as culturas indígenas e as reservas.

A Comissão Nacional da Verdade precisa ouvir Tiuré. E precisa buscar os documentos da Funai daqueles anos. Sobretudo os do período em que esteve entregue ao coronel Ivan Zanoni Hausen, figura controvertida na própria FAB desde que se dispôs a metralhar o acampamento de companheiros seus que se rebelaram contra o governo Juscelino. As opiniões de Zanoni, em relação aos índios, lembravam os primórdios da campanha nazista contra os judeus.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

“O branco encontra-se escanteado”.


A direita burra: os que caíram na pegadinha do "Guinada à direita" de Antonio Prata


O Pensador da Aldeia





A caixa de pandora aberta por Antonio Prata e sua falsa guinada à direita


por Kiko Nogueira




“Caralho. Esse tem culhão.”


A reação do roqueiro Roger, no Twitter, ao artigo de Antonio Prata na Folha foi entusiasmada. Prata escreveu uma coluna chamada “Guinada à Direita”. Confessava que, às vésperas de completar 40 anos, havia tomado juízo e arejado as ideias.


“A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara. O pensamento que se queira libertário não pode ser outra coisa, portanto, senão reacionário”, escreveu.


“Quando terroristas, gays, índios, quilombolas, vândalos, maconheiros e aborteiros tentam levar a nação para o abismo, ou os cidadãos de bem se unem, como na saudosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que nos salvou do comunismo e nos garantiu 20 anos de paz, ou nos preparemos para a barbárie”.


Mais: “O branco encontra-se escanteado”.


“Contra o poder desmesurado dado a negros, índios, gays e mulheres (as feias, inclusive), sem falar nos ex-pobres, que agora possuem dinheiro para avacalhar, com sua ignorância, a cultura reconhecidamente letrada de nossas elites, nós, da direita, temos uma arma: o humor.”


E ainda: “No pé que as coisas estão é preciso não apenas ser reacionário, mas sê-lo de modo grosseiro, raivoso e estridente. Do contrário, seguiremos dominados pelo crioléu, pelas bichas, pelas feministas rançosas e por velhos intelectuais da USP”.


Era uma farsa. Uma boa provocação. Ainda que o autor tivesse deixado de ser, como dizia, meio intelectual, meio de esquerda, aquilo era um evidente exagero apocalíptico.

Mas a reação ao amontoado de clichês direitosos foi espantosa. Prata teve de escrever no Painel do Leitor que estava sendo irônico. “A intenção, ao criar tal persona retrógrada, racista, machista e homofóbica, era apontar tais preconceitos em nossa sociedade. Parece que funcionou, pois a maioria dos e-mails equivocados que recebi me parabenizava pela ‘coragem’ de ‘assumir’ essas deprimentes opiniões”.

Roger (que virou motivo de piada pelo tuíte animadão) não estava sozinho. Centenas de pessoas se sentiram à vontade para disparar obtusidades do mesmo quilate.

Na seção de cartas:

“Realmente é essa gentalha, protegida por um poder totalitário instalado em nossa nação há mais de uma década, que impede o pleno desenvolvimento do país. Parabéns. Aguardo ansioso por novas colunas raivosas.”

No Facebook:

“Ele diz que os índios lá estão, agora, improdutivos e nus, catando piolho e tomando 51. Cade a ironia ai? Por acaso alguém já viu algum índio produzir algo útil e bom para a sociedade nas terras deles?”


“A mídia não fala nada sobre a implantação do comunismo no Brasil que vem sendo desenvolvida a (sic) mais de 30 anos no Foro de São Paulo”.


“Sim, o mundo tá sendo dominado por gays, pois a mídia tá empurrando isso goela abaixo na sociedade. Com mensagens subliminares, lavagem cerebral. Por quê? Pq tem gente assim por trás da mídia. Imagina se a maioria dessa pessoas fossem pedófilas? Ou se fossem necrófilas?”.


“O único poder capaz de impedir que o comunismo se instale no Brasil e não nos torne escravos são os militares”.


“Não importa se é ou não um texto irônico, o importante é que tudo isso que foi dito é verdade! O pior cego é aquele que não quer ver!”


E por aí afora. Prata abriu uma caixa de pandora. Eu me lembrei do filme “A Onda”.

Conhece? Se passa numa escola na Alemanha. Os alunos têm de escolher entre duas disciplinas: anarquia e autocracia. O professor Rainer Wenger decide formar um modelo de governo fascista na classe para mostrar, na prática, como ele se organiza. Dá o nome de “A Onda” ao movimento. Os jovens escolhem uniforme e saudação.

A coisa se espalha para a cidade. Eles começam a gostar de ser subjugados e de subjugar os outros em nome daquilo. Depois de algumas situações limites, Wenger acha que provou seu ponto e resolve dar sua experiência por encerrada. Claro que aí já é tarde demais.

Prata foi bem ao se explicar. A burrice e a paranóia estão por aí, cheias de amor pra dar, à procura de um motivo. Como naquele aforismo de Charles Colton: “Há fraudes tão bem elaboradas que seria estupidez não ser enganado por elas”.




O ROTEIRO DE UMA HISTÓRIA REAL:






quinta-feira, 20 de setembro de 2012

enquanto não aparecê no jn... não existe! hihihehehehohohoho


HADDAD, OLHA O CERRA
AFOGADO NA CACHOEIRA !


A relação entre a Delta e o governo de SP foi firmada durante os governos Cerra e Alckmin.

Conversa Afiada





O Conversa Afiada reproduz texto de Leandro Fortes, extraído da Carta Capital:

CACHOEIRA E SUAS DIGITAIS EM SAMPA



Os técnicos da CPI do Cachoeira acabam de concluir um levantamento completo de todos os contratos firmados em São Paulo, governo estadual e prefeitura da capital, com a Delta Construções, ligada ao esquema criminoso comandado pelo bicheiro. É coisa de 1,2 bilhão de reais. O resultado, além de revelador sobre as relações dos governos do PSDB com a empresa-mãe da quadrilha de Cachoeira, trouxe à tona uma suspeita sobre os bastidores dos negócios milionários fechados na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), sob a influência do senador cassado Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

Uma interceptação telefônica realizada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo captou um diálogo entre Cachoeira e Cláudio Abreu, diretor da Delta na Região Centro-Oeste, onde ambos discutem contratos da empreiteira com a prefeitura de São Paulo. No grampo, de 31 de janeiro deste ano, o bicheiro pergunta a Abreu o resultado de uma conversa do ex-presidente da Delta Fernando Cavendish com Kassab sobre um contrato ainda não identificado. O diretor da construtora faz uma revelação: em consideração ao então senador Demóstenes Torres, o prefeito de São Paulo teria triplicado os valores do tal contrato. A conversa é a seguinte, retirado do áudio ao qual CartaCapital teve acesso:

Carlinhos Cachoeira: Outra coisa, Cláudio, você falou pro Fernando (Cavendish) do negócio lá do Kassab?
Cláudio Abreu: Ih, cara… Eu vou encontrar com ele mais tarde, eu vou voltar lá pra dar um retorno pra ele. Mas fala aí, o que é o negócio lá? Do contrato, né? Ele fez as coisas lá, né? Até pelo professor (Demóstenes Torres), né?
Cachoeira: Ele (Kassab) falou que triplicou o contrato por ele (Demóstenes).

De acordo com o levantamento feito pela CPI, a prefeitura de São Paulo tem três contratos com a Delta, firmados entre 2004 e 2012, num valor total de 307,6 milhões de reais. Um da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), de 93,7 milhões de reais. Um de urbanização da favela de Paraisópolis, via Secretaria de Habitação, de 15,4 milhões de reais. E um da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans), de 12,2 milhões de reais. Pela data do grampo da PF, não é possível detectar exatamente qual dos contratos teria sido triplicado, pois todos abarcam também o ano fiscal de 2012. Segundo Emerson Figueiredo, assessor de imprensa da prefeitura, Kassab “desconhece o diálogo, seus supostos autores e considera improcedente o seu conteúdo”.

As relações entre a Delta e o governo estadual tratam de cifras maiores, cerca de 943 milhões de reais, em valores corrigidos, referentes a contratos firmados durante os governos tucanos de José Serra (765 milhões de reais) e Geraldo Alckmin (178 milhões de reais), entre 2002 e 2012. Os negócios foram firmados a partir de demandas de cinco estatais: Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A principal obra contratada pelo governo estadual à Delta, na gestão de Alckmin, é o chamado Consórcio Nova Tietê, de ampliação da avenida marginal ao Rio Tietê, no valor de 149,9 milhões de reais. O contrato valeu de 22 de junho de 2009 a 10 de abril de 2012. Ao analisar a transferência de recursos do consórcio para a conta da Delta, os técnicos da CPI concluíram que as empresas envolvidas na obra não possuem controle de compensação de créditos e débitos. Dessa forma, uma empresa pode ter subcontratado a outra e pago o valor total pelo serviço. Por esse artifício, a diferença de eventual desvio de dinheiro público, por meio de superfaturamento ou pela falsa notificação de entrega real do serviço, é devolvida ao subcontratante, sem fiscalização alguma.

A Delta pode ter acertado um esquema de lavagem de dinheiro por meio de subterfúgios burocráticos. Além disso, segundo a avaliação da CPI, as empresas subcontratadas pela construtora possuem entre si contratos mútuos de diferentes obras, serviços ou negócios (lícitos ou ilícitos) e fazem pagamentos entre si sem compensar valores por meio de controle contábil (oficial ou não).

As informações da CPI a respeito dos contratos estaduais coincidem com um levantamento anterior feito pela repórter Conceição Lemes, do site Viomundo, com base em dados do blog Transparência São Paulo, especializado em análise de contas públicas. A partir dessas informações, foi possível detectar que o contrato da Dersa, referente às obras no Tietê (415 milhões de reais) foi assinado por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, diretor de Engenharia do órgão até abril de 2010, e pelo presidente da estatal, Delson Amador, que acumulava a superintendência do DER.

Intimamente ligado aos tucanos, Paulo Preto foi apontado como arrecadador de campanha do PSDB e chegou a ser acusado de sumir com 4 milhões de reais supostamente destinados à campanha presidencial de Serra em 2010. Os nomes dele e de Amador aparecem ainda em outra investigação da Polícia Federal, a Operação Castelo de Areia, na qual executivos da construtora Camargo Corrêa foram acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas.

Em 1997, durante a presidência do tucano Andrea Matarazzo, Delson Amador virou diretor da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), depois privatizada. Era responsável pela fiscalização de obras tocadas pela Camargo Corrêa, como a Usina de Porto Primavera e a Ponte Pauliceia, construída sobre o Rio Paraná para ligar os municípios de Pauliceia, em São Paulo, e Brasilândia, em Mato Grosso do Sul. Amador foi chefe de gabinete de Matarazzo na subprefeitura da Sé, na capital paulista.

Uma certidão emitida pela Junta Comercial de São Paulo revela que Heraldo Puccini Neto, diretor da Delta para São Paulo e o Sul do Brasil, aparece como representante legal do Consórcio Nova Tietê. Escutas realizadas pela PF demonstram que Puccini é um dos interlocutores mais próximos de Carlinhos Cachoeira. Documentos da Operação Monte Carlo o apontam como um dos elementos da quadrilha que preparavam editais para ganhar licitações públicas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

menos espetaculosos e mais responsáveis, profissionalmente


Jaleco branco virou moda no Brasil?


Diário Gauche

E o sindicato médico, faz o quê neste caso?

Quem mora ou trabalha nas cercanias de hospitais ou clínicas sabe do que estou falando. Quem não assiste - todos os dias - o desfile de pessoas vestindo jaleco branco nas ruas, em restaurantes, e até no transporte coletivo?

Este recado, portanto, é para os profissionais da saúde: não usem jaleco branco fora do ambiente asséptico de clínicas, hospitais e consultórios. Não passem atestado de jeca. 
Respeitem os seus pacientes, muitos com as defesas imunológicas deprimidas e expostos ao ataque de microorganismos oportunistas. 

Vocês desconhecem a Teoria Microbiológica das Enfermidades? Não estudaram a biogênese das patologias, ignoram os estudos dos pesquisadores como Louis Pasteur, Ferdinand Cohn e Robert Koch? Não estudaram esse capítulo da medicina? Mataram essas aulas importantes? 

Pois saibam que esse comportamento narcísico de andarem exibindo nas ruas a identidade de suas profissões pode ser a ruína de seus pacientes. Vocês andam por aí, de forma irresponsável, ostentando a própria insegurança, à custa de um possível risco à saúde de centenas de pessoas de são atendidas diariamente nos locais onde vocês trabalham.

Afirmem-se de outra maneira, busquem compensações na vida de outra forma (que tal no sexo?), sejam menos espetaculosos e mais responsáveis, profissionalmente. 

Admira que o sindicato médico (tão pródigo em marketing na mídia conservadora), e as associações de profissionais da saúde já não tenham chamado a atenção de vocês para o grave erro que cometem... em nome do quê mesmo? Ah! em nome da vaidade, ora pois!    

quarta-feira, 25 de julho de 2012

o carapááálida reclama por hábito e estratégia


Ricos brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

Aldeia Gaulesa


Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.

A informação foi revelada este este domingo por um estudo inédito, que pela primeira vez chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos. 

O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais.
O estudo cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.
Em 2010, o Produto Interno Bruto Brasileiro somou cerca de R$ 3,6 trilhões.

'ENORME BURACO NEGRO'


O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais.
Henry estima que desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a "riqueza offshore não registrada" para fins de tributação.
A riqueza privada offshore representa "um enorme buraco negro na economia mundial", disse o autor do estudo.
Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como México, Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.
John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, pára enviarem seus recursos ao exterior.
"Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros", afirma.
"Isso aumentou muito nos anos 70, durante as ditaduras", observa.

QUEM ENVIA


Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais.
"As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos", afirma Christensen. "No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo".
Chistensen afirma que no caso de México, Venezuela e Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 70, embora "este seja um fenômeno de mais de meio século".
O diretor da Tax Justice Network destaca ainda que há enormes recursos de países africanos em contas offshore.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

España: bomberos desnudos

Bombeiros espanhóis ficam nus para protestar contra austeridade

Yahoo Notícias


Os bombeiros participaram ativamente nos últimos dias das manifestações para protestar …






Fotos de Cesar Manso/AFP

Oito bombeiros ficaram nus nesta quinta-feira em uma pequena localidade do norte da Espanha para protestar contra a política de austeridade do governo, acrescentando assim uma nota insólita às manifestações sindicais previstas para a tarde em todo o país.

Quando iniciavam seu turno em Mieres, localidade mineradora de Astúrias, os oito bombeiros, vestidos apenas com seus capacetes na cabeça e suas botas nos pés, saíram do quartel e se alinharam em frente a um muro, onde havia um grande cartaz que dizia "de tantos cortes ficamos nus".

"Vale mais oito bombeiros mostrando o traseiro que uma manifestação contra os cortes", proclamou Javier Piedra, de 41 anos, um dos 16 bombeiros que integram a brigada de Mieres.

Os bombeiros participaram ativamente nos últimos dias das manifestações para protestar contra o plano do governo que prevê economizar 65 bilhões de euros e que afeta principalmente os funcionários, privados neste ano de seu pagamento extraordinário de Natal.

"Queremos apoiar os companheiros que vão protestar nesta tarde", explicou Pierda, acrescentando que apenas "aqueles que descansam" participarão das manifestações, e os demais não poderão abandonar seus postos de trabalho.

Nesta quinta-feira, os sindicatos UGT e CCOO convocaram manifestações em 80 cidades da Espanha.