Mostrando postagens com marcador O Minério de Ferro é Nosso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Minério de Ferro é Nosso. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Porto Alegre em chamas!

Mauro Baitasar



Como a cidade de Porto Alegre, capital de todos os gaúchos e gaúchas, referência no mundo em solidariedade, humanidade e urbanidade, em QUATRO governos sucessivos do PT, desde 1989 até 2004, se torna em 2016 – 12 anos depois do último governo petista portoalegrense - referência mundial em violência urbana? No ranking criminalidade, a cidade de Porto Alegre está entre as DEZ cidades mais violentas do MUNDO! Não dá para culpar o PT. Não dá para dizer que é uma maldita herrança petista! Mas dá para sentir muita saudade dos governos petistas em Porto Alegre.

Cada um/uma dos portoalegrenses deve – e precisa – elencar razões para essa honraria da mediocridade administrativa. Em DOZE anos perdemos espaço para sediar o Fórum Social Mundial, nos tornamos invisíveis, até que chegou o toque de recolher imposto pela criminalidade. Isso não é retórica, é a formalidade do nosso cotidiano. Não é frase de efeito, mas o efeito do que estamos vivendo.

Não existe apenas uma razão para tanta violência, mas muitas escolhas equivocadas dos/das portoalegrenses, somadas ao povo eleitor gaúcho: A escolha do mesmo boneco golpista das liberdades e conquistas sociais. Escolher esse boneco só por burrice, desatenção ou interesse empregatício explica em parte tanta violência invisível. Gritos que não ouvimos porque não queremos ouvir.

Devido a gravidade da vida de medo, que chamo de não-vida, vou tentar delucidar o protagonismo da burrice e desatenção nesta tragédia coletiva. O interesse empregatício, por óbvio, não vou atentar nem usar do seu ou do meu tempo. Todo vilão é medíocre, não porque lhe falte inteligência ou esperteza, porque é fingido, incorreto e injusto. É um traidor da vida, despreza todas as vidas que não se submetem ao seu protagonismo conquistador. Um agente bárbaro e sanguinário, mas um ator eficaz. Um candidato pelo empregatício é um ator eficaz. Todos e todas estamos sujeitos a uma ou muitas atuações fingidas pelo empregatício. Importante, mas não determinante. 
Mas a fofoca quando assume o caráter de profecia dá convicção e torna a cidadania invisível. Os direitos e os espaços de ninguém e de todos desaparecem. Voltamos à mendicância e ao roubo da vida.

Então, o que dá formato a tudo isso? 


Do ponto de vista do retorno rápido, é o jornalismo. O mais mentiroso praticado no MUNDO. Olha só, de novo, estamos lá no alto da pirâmide das comparações, encontramos homens e mulheres que usam os meios de comunicação de massa para inventar fatos ou esconder fatos, conforme os interesses deles mesmos ou em acordo com a relevância para o patrão. E não se engane, o leitor, telespectador ou ouvinte não é o patrão. Não somos o patrão, somos o efeito colateral. Aproveitemos.

Um jornalismo criminoso produz uma sociedade de criminosos. Um jornalismo mentiroso fabrica uma sociedade de mentirosos. Um jornalismo cínico concebe uma sociedade de cínicos. Um jornalismo de ódio ensina e educa para o ódio. Um jornalismo que reconhece nos efeitos colaterais, apenas isto, mortes possíveis de absorver, é cúmplice de cada morte em Porto Alegre. Esse jornalismo ideológico e partidário reinventou a sociedade desumana, mentirosa, cínica e canalha. Aproveitemos.

Tenho medo dos adultos crescidos das crianças que não brincam aos 5, 6 e 7 anos, a infância perdida para a alfabetização precoce (desculpem, mas não consigo resistir à piada: por que tanta estupidez destes pais? qual a razão para tanta pressa? pais... os seus filhos trabalharão até os 70 anos! calma, deixem que eles curtam a vida, pelo menos, nos seus primeiros 7 anos!), mas tenho uma pequena esperança. Afinal, são apenas crianças. Ainda não cresceram, mas vão crescer. Aproveitemos.

Tenho medo dos adultos que consomem esse jornalismo criminoso como se estivessem mascando tabaco ou chicletes. Adultos midiotizados. Não tenho esperanças. Nenhuma. Está fácil imaginar uma sociedade cada vez mais violenta, indiferente, egoísta, sem emoção ou sentido humano. Todo o humano que tínhamos substituído pelo sentido do dinheiro. Com esse jornalismo é um caminho sem volta. The Wall está a poucos metros e continuamos pisando no acelerador. Os homens e mulheres desse jornalismo criminoso são uma peste social, somatizam medos e mentiras em seus leitores/leitoras. Modelam uma couraça de preconceitos e conceitos que poupam os amigos e criminalizam os não-amigos. Aproveitemos.

Enganam-se aqueles que acreditam que protegem seus filhos/filhas com mais e mais policiais nas ruas (desculpem, novamente, não consigo resistir, não seja tolo de acreditar que não quero policiais nas ruas. e, por favor, sem esse seu catecismo estutipificado que deseduca: os direitos humanos só se preocupam com bandidos). Começaremos proteger nossos filhos/filhas quando assegurarmos uma vida de oportunidades dignas para todos os jovens da periferia, das vilas e das escolas públicas.


As curvas da vida com sonhos.

Não esperemos ver que os jovens se decidiram pela vida do crime para agirmos (desculpem, de novo, não consigo aguentar: matar esses jovens não é solução, nunca foi nem vai ser solução, só irá criar a aceitação da morte pela mão do Estado. naturalizar a violência e a ganância pelo acumulo de riqueza faz brotar como musgo a pobreza. hoje, temos cada vez mais jovens inspirados por bandidos, sonham com o mundo do crime. esse é o seu modelo de sucesso).

E a solução? Não temos a solução? É isto, e pronto?

E a Educação? Mas qual Educação?

A Educação do silêncio?

Cala a boca, Vocês não querem aprender!


Mas aprender o quê, professora?

Qual Educação? A Educação Formatadora que forma mão-de-obra acessível e barata; matadora de sonhos?

Estamos satisfeitos? Poderia ser pior? Nem quero imaginar esse pior.

Pense: É essa educação medíocre oferecida em nossas escolas públicas que você quer para o seu filho/filha (desculpem, é irresistível, não grite por falta de condições etcetcetc, esses chefes – prefeito e governador – foram eleitos com o seu voto, nunca prometem nada, mas desmancham o pouco que foi construído)?

Confiança, perdemos a confiança na sociedade que nos tornamos. Não acredito em solução mágica, mas o templo da perdição do governo golpista, não por acaso do PMDB, eles propõem mais uma ruptura na Educação Básica: fim da Filosofia, Sociologia, História, volta da Educação Moral e Cívica. Agora vai, iremos obrigar nossas crianças contar passos para entrar e sair das salas de aula, Um dois feijão ou arroz, Três quatro sem comida no prato! Sublimamos Hitler! Não precisamos queimar livros, estamos queimando a Filosofia, Sociologia, História e seus professores. As próximas gerações nem saberão que tudo isso já existiu!


Dois para frente, cinco para trás, Um dois nem feijão nem arroz, Três quatro nem comida nem prato!

Tenho apenas uma certeza, Enquanto não neutralizarmos esse jornalismo criminoso, não teremos chance de um outro jeito de viver. Nos tornamos o que sempre fomos: uma sociedade golpista. Mas também nos tornamos o que nunca fomos: referência no mundo, entre as DEZ cidades mais violentas do MUNDO!

Parabéns, a todos/todas envolvidas. Aproveitemos.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

31 de julho não é sobre o PT, é sobre o seu papel na história

Já imaginou se...


baitasar


O próximo dia 31 de julho não é sobre o PT. Claro que é difícil separar tanto e tudo que foi feito em uma década, mas pense em você. Em que lado da história você vai querer estar?

Quer estar ao lado do SUS e da luta para que os seus serviços tenham mais qualidade? Ou você acredita que a sua saúde vai estar garantida pelos planos de saúde privados? 

E a sua solidariedade com as pessoas que vão morrer por falta de médicos, remédios e vagas em hospitais? Piedade ou caridade não vai ajudá-las. 

E os tratamentos mais caros? Condenamos e xingamos quando sabemos que o SUS trata doenças muita caras nos outros, mas e quando nós precisamos? E todos precisamos!

Não esqueça: caso a saúde nos postos e UPAS da sua cidade não funcione, procure as respostas com o prefeito da sua cidade.

Quer estar ao lado da Universidade Pública e do Ensino Médio Público ou da educação privada? Você acredita que universidade é só para os ricos e aqueles que podem pagar? 

Você acredita que apenas os jovens ricos é que devem estudar no exterior? 

Isso de Ciência Sem Fronteiras é besteira de petista? 

Você também votaria em candidato que afirma que seguro saúde e aposentadoria por invalidez tem que acabar?

O PROUNI é um exagero? É um exagero esse sonho de universidade para todos?

Aham... você está do lado da Caixa Federal para os Ricos? Não sei se você sabe, mas o Temer Interino 6% congelou os recursos do Minha Casa, Minha Vida e liberou crédito para comprar imóveis de até R$ 3 Milhões! É o seu caso? Você é rico.

Isso... e muito mais foi tirado da população brasileira em apenas 2 meses de interinidade!

Aposentadoria aos 75 anos que foi vetada pela Presidenta Dilma e o interino 6% Temer derrubou junto com o congresso. Agora, as chances de você aposentar aumentaram... só aos 75 anos.

Não esqueça de se pronunciar sobre o regime único da previdência. Claro, não será único para os juízes e deputados e senadores. Hehehehehe, inocente útil da plutocracia.

Acabar com a CLT também está no centro dos desejos da plutocracia. Os ricos. Fiesp. Fiergs. Donos de Televisões. Donos de jornais. Donos de rádios. Eles sonham fazer do Brasil um país deles. 

Você está ao lado da extinção do 13º? Pois é, pense melhor. 

Lembra da votação sobre a destinação dos recursos do pré-sal? Afinal, você quer ou não que os recursos do pré-sal fiquem na saúde e na educação do Brasil? Parece que não é a intenção do interino 6% Temer. 

E o petróleo é Nosso ou dos americanos do Obama da Hilary ou do Trump? Você está do lado de quem? Afinal, você quer que os recursos do pré-sal fiquem na saúde e na educação dos EUA?

E de todas as conquistas saímos do mapa da fome do mundo!

Parece pouco? E você está ao lado da fome?

Aqui, vou me permitir copiar as palavras do senhor Franklin Tavares III,  que não conheço, mas concordo com a urgência de sairmos do mapa da alienação e ignorância



















Pois é, entendeu por que o dia 31 de julho não é pelo PT?

Vamos pra rua no dia 31 de julho defender tudo que conquistamos, algumas destas conquistas se diz que foi contra a vontade do PT.

Mas conquistamos!

Por quê?

Porque há democracia num governo eleito pelo voto e apenas repressão num governo golpista!

Vamos todos e todas para as ruas no dia 31 de julho! Pela democracia! 

O caminho do golpe estamos experimentado há 60 dias! 

Vamos dizer NÃO ao golpe!

Continuemos ao lado da História que respeita a todos e todas!






_______________________



Chegou o dia: acabam de propor o fim da universidade gratuita


Gazeta do Povo


UFPR: para O Globo, a própria existência da universidade pública é uma injustiça



O jornal O Globo sugeriu em editorial neste fim de semana aquela que talvez seja a medida mais grave de desmonte do estado de bem-estar social brasileiro – construído a duras penas durante as últimas décadas. Em função da crise econômica, o jornal sugeriu que simplesmente se acabe com o ensino superior gratuito. Assim: acabe-se, ponto.

A medida, de acordo com o editorial, serviria para duas finalidades diferentes. A primeira, diminuir o peso da educação para o Estado (a velha discussão sobre o gigantismo do Estado brasileiro e sobre a necessidade de diminuir impostos). Por outro lado, dando um aspecto “humanitário” à proposta, diz que isso acabaria com uma injustiça.

Leia mais: Sindicatos repudiam proposta

O argumento sobre a redução da carga tributária é mais inteligível, até por estar sendo debatido o tempo todo. O outro, que tenta vender como fim da injustiça aquilo que seria uma injustiça em si mesmo, é mais curioso e menos comum. Segundo o jornal, o grande problema é que quem fica com as vagas na universidade gratuita são os mais ricos. Os pobres são levados a pagar ensino privado de qualidade muitas vezes duvidosa (é O Globo quem diz, não eu).

A premissa do argumento tem uma certa verdade. Destinar as vagas do ensino gratuito aos mais ricos é injusto. A solução é bizarra. Ao invés de permitir que os mais pobres tenham acesso (mesmo que fosse em detrimento dos ricos), jogue-se tudo fora. O bebê junto com a água do banho. Décadas de investimento em uma educação pública de qualidade em função de um sistema de seleção imperfeito.

Para O Globo, a solução seria o sistema inteiramente privado, com bolsas para os mais pobres. Se essa fosse uma proposta séria, se o argumento humanitário fosse realmente a razão, e não o aspecto econômico, não faria sentido. Quem vai conseguir, dentre os pobres, as bolsas nas faculdades privadas que restariam? Os que têm melhor desempenho, os mesmos que hoje entram nas públicas gratuitas.

O argumento econômico também é frágil. Se a ideia fosse dar bolsas (públicas?) vê-se que o custo poderia ser enorme. Seria para todos, universal? Então o imposto seria ainda mais caro. Seria para poucos? Então seria excludente, e não humanitário. Nesse segundo caso, os mais pobres continuariam destinados a faculdades que o próprio jornal considera inferiores. Ou seja, não se resolve problema algum.

O que está verdadeiramente em jogo é um projeto de país. O desmonte de uma estrutura de inclusão que vem sendo posta em xeque nos últimos anos em detrimento de um Estado menor e mais leve – e também mais desigual.

Nos últimos anos, vêm surgindo repetidamente ideias de que a Previdência deve ser privada. De que o SUS deve diminuir. E de que o ensino gratuito, agora, é injusto. Ao mesmo tempo, propostas que realmente aumentam o atendimento aos brasileiros mais pobres, como o ProUni e o Pronatec geralmente vistas com desconfiança.

É preciso chamar as coisas pelos seus nomes. O que a proposta do fim do ensino superior público traz em si não é o fim de uma injustiça. É a ideia de que a injustiça se dá de qualquer jeito e de que devemos simplesmente deixar que ela ocorra sem pôr as mãos no nosso bolso para ajudar quem fica de fora do sistema. É a meritocracia que protege o bolso contra o assalto de quem nunca teve nada e quer ter chance de competir em condições de igualdade.

Se há algo que luta contra a injustiça nesse país é o acesso a uma educação de qualidade para todos. Se o Estado não servir para isso, servirá apenas para muito pouco. Para muito menos do que precisamos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A falta de memória é culpa da imprensa

Publicação originária de 2006: Vale do Rio Doce: insânia ou negociata


23/02/2006 -


Carta Maior


Mauro Santayana


Privatização da Vale do Rio Doce: insânia ou negociata


Originalmente publicado em 23/02/2006







BRASÍLIA - Talvez devêssemos dar razão a Galileu, que desconfiava do muito saber. 'Molta saggézza' - disse o grande físico do Renascimento - 'molte volte vuol dire molta follia'. A inteligência pode enrolar-se em si mesma e se transformar em insânia. É assim que podemos entender que homens tão bem informados, conhecedores de História, excelentes calculistas, tenham causado tantos e irreparáveis danos ao povo brasileiro com a privatização dos bens nacionais. Ou acreditamos na aporia de Galileu, ou somos forçados a admitir que eles foram movidos por desprezíveis interesses pessoais, ou, pior ainda, com o ânimo da traição.

Quando o Sr. José Serra, então ministro de Planejamento do governo passado, bateu o martelo, confirmando a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, a explicação foi surpreendente. Começavam com a Vale, a propósito, porque era o símbolo mais destacado da presença do Estado na economia nacional. Não faltaram advertências contra o ato, que revelava 'molta follia'. O ex-presidente José Sarney enviou carta ao então chefe de Governo, advertindo-o das conseqüências econômicas e políticas daquele passo. Disse mesmo Sarney que a privatização da Vale seria muito mais grave do que a também pretendida privatização da Petrobras.

A Vale do Rio Doce foi construída com imensos sacrifícios do povo, depois de vigorosa resistência, dos mineiros e do presidente Vargas, contra a Itabira Iron, de Percival Farquhar. Obtivemos os empréstimos do Eximbank para a exploração das minas do Cauê e para indenizar os acionistas ingleses da Itabira Iron, mediante os Acordos de Washington, de 1942, que nos exigiram, de contrapartida, a cessão das bases do Nordeste para as operações das forças norte-americanas e o envio de tropas brasileiras para a guerra na Europa. Ali perdemos vidas valiosas, entre elas as dos bravos pilotos do Esquadrão de Caça, dizimados em centenas de missões quase suicidas. Não investimos na Vale somente os recursos do Erário; investimos em sangue, investimos em coragem, investimos na dignidade do patriotismo.

A questão da Vale ainda não está definitivamente resolvida. A privatização da empresa foi logo contestada nos tribunais e - como tantos outros crimes de lesa-populi e lesa-patria, cometidos nos últimos anos - algum dia os responsáveis, se a morte não os salvar antes, terão que prestar contas à Justiça.

O edital de privatização da Vale, o primeiro do Plano Nacional de Desestatização - foi divulgado em janeiro de 1997. No dia 23 de fevereiro do mesmo ano, o geólogo Francisco F.A. da Costa, ex-superintendente de Pesquisas da Vale e ex-presidente da Docegeo (primeira grande empresa de exploração mineral do Brasi), publicou, no Diário do Pará, artigo que explica por que a empresa foi escolhida como a primeira do Plano Nacional de Desestatização. Disse ele:

"A lucratividade da Vale aumentará muito no futuro próximo, devido a dois fatores: liquidação da dívida de Carajás e abertura de grandes e lucrativas minas de ouro. Este aumento de lucratividade, resultado de décadas de administração competente sob regime estatal, será mentirosamente atribuído à privatização. Economistas bisonhos louvarão as virtudes da privatização e apresentarão a Vale como exemplo. A economia deixou de ser uma ciência séria e se transformou em uma numerologia enganadora, a serviço dos interesses dominantes".

Estava nisso a chave: a Vale era a empresa que iria dar excelentes resultados logo no ano seguinte, para justificar a cantiga de que "tão logo foi privatizada, a Vale passou a dar grandes lucros". Ela iria ter os mesmos (ou até melhores) resultados empresariais, se fosse mantida como empresa estatal. E teria dado muito mais benefícios diretos para o povo brasileiro, além dos lucros obtidos nas operações. A Vale mantinha grandes projetos sociais em todo o Brasil, aplicando neles parcelas de seus resultados. Esses projetos foram reduzidos sensivelmente pela empresa, que hoje atua nesse setor como qualquer outra empresa privada.

Antes que se realizasse o leilão das ações, de propriedade da União, o ato foi contestado por várias ações populares impetradas na Justiça. O governo conseguiu que todas fossem encaminhadas para um juiz de primeira instância, de Belém do Pará, que negava as liminares, em nome de vago "interesse público". Na época, com sua conhecida e irônica arrogância, o presidente da República disse, em entrevista à televisão, que, no Brasil, "quem move ação popular é maluco, histérico ou carnavalesco". Com isso, sua excelência desmerecia o principal instrumento constitucional da cidadania contra os usurpadores de seus direitos.

O leilão foi realizado no dia 6 de maio de 1997, sub-judice. No dia 2, o ministro Demócrito Reinaldo, tão gritante era o absurdo, não se conteve na conhecida discrição dos magistrados, disse à Folha de S. Paulo na oportunidade do julgamento do conflito de competência de que foi relator, junto ao STJ:

"Esse leilão poderá até ser feito e uma ação dessa ser julgada contrária ao leilão. É até perigoso com um mundo de ações dessas se fazer o leilão. Ninguém pode saber quais serão as conseqüências. Eu não vou julgar o mérito, vou dizer qual é o juiz competente para julgar. As ações vão ter a tramitação regular. Isto é, daqui a quatro, cinco anos". Já se passaram oito. Mas, conforme súmula 473 (ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial), não houve ainda o ato jurídico perfeito.

Os argumentos contra a privatização foram, e continuam sendo, singelos. O primeiro deles diz respeito ao edital de licitação, que omitia informações importantes quanto ao potencial econômico da empresa - fornecidas, evidentemente, a alguns privilegiados. Houve clara má-fé dos avaliadores, que subestimaram brutalmente o valor da empresa. Sendo viciado o edital, tornou-se viciado, em conseqüência, o leilão. E houve mais: empresas que haviam participado da avaliação, em que tudo indica negociata, tornaram-se depois associadas na composição acionária da empresa privatizada.

INDISPONIBILIDADE DOS LUCROS


O advogado Eloá dos Santos Cruz entrou com recente Providência Cautelar, junto à desembargadora Selene Maria de Almeida - no processo em que a 5ª. Turma do TRJ da 1ª Região determinou o reexame da alienação das ações da Vale, de propriedade do Tesouro - solicitando que sejam retidos, em depósito judicial, na Caixa Econômica Federal, todos dividendos relativos ao capital dos controladores da empresa, ressalvados os direitos dos demais acionistas, até o julgamento final do mérito que, tendo em vista o sistema judiciário brasileiro, poderá demorar ainda muitos anos. Mas o objetivo final de todas as ações populares em trâmite judicial é a nulidade plena da venda da empresa.

Os neoliberais sempre argumentam com os excepcionais lucros obtidos pela Vale - mas, conforme confirmam todos os que a conhecem bem, eles não são resultados destes últimos oito anos, e sim dos 55 anos precedentes, em que esteve sob controle da União. Como apontou a desembargadora-relatora, "dada a diversidade dos aspectos a serem enfrentados, é possível que uma equipe multidisciplinar se faça necessária para elaboração do laudo. É relevante, insisto, que os fatos controvertidos no que concerne a avaliação sejam investigados e os valores mensurados, de forma a permitir ao juízo 'a quo' e, depois, ao juízo colegiado a emissão de um pronunciamento sobre o mérito, no que tange ao preço da CVRD. O Brasil espera por isso. A Companhia Vale do Rio Doce investiu, nos 16 anos que antecederam a sua privatização, US$ 16 milhões em infra-estrutura, creches, escolas, hospitais, rodovias, distritos industriais e recuperação do patrimônio histórico.

Tudo isso deve acabar com a privatização, pois a nova empresa só cumprirá com os projetos já aprovados. Os brasileiros têm o direito de saber se a avaliação foi correta, e se não foi, a diferença deve ser paga pelos réus nesta ação popular. Num país em que milhares de crianças à noite dormem com fome, não pode o seu patrimônio ser alienado em negócios escandalosos e desastrados".

Outra violação da lei, nesse leilão, foi o da transferência de milhões de hectares à propriedade dos acionistas estrangeiros da empresa, mediante a venda no Exterior dos títulos da Vale, quando a legislação impede a alienação de mais de dois mil hectares a alienígenas (e que alienígenas!) sem a anuência das Forças Armadas e do Senado da República.

A GRANDE BOMBA


De acordo com a lei, a União, citada como ré nos processos correntes, poderá tornar-se co-autora. Tendo a privatização ocorrida no governo passado, o atual governo tem todo o direito de, na representação do interesse nacional, intervir no feito, a fim de recuperar os ativos mal alienados.

Nesse caso, o governo poderia somar-se aos cidadãos, processando as pessoas físicas e jurídicas responsáveis pela desastrosa privatização. Conforme a petição do advogado Eloá dos Santos Cruz (excluindo-se a União), são as seguintes pessoas e empresas que se mancomunaram na alienação do controle acionário da Vale do Rio Doce:

Fernando Henrique Cardoso; BNDES; Luis Carlos Mendonça de Barros; José Pio Borges; Thereza Cristina Nogueira de Aquino; Paulo Libergotti; Projeta, Consultoria Financeira S/C Ltda.; Merril Lynch, Pierce, Fenner & Smith Incorporated; NM Rothschild & Sons Limited; Bradesco S/A; KPMG Peat, Marwick Consultores; Banco Graphus S.A.; Engevix Engenharia SC Ltda.; Benjamin Steinbruch, Mário Teixeira; Cia. Siderúrgica Nacional; Cia. Vale do Rio Doce.

Enfim, não cabe o argumento do "fato consumado". Conforme o velho axioma, "que pereça o mundo, mas se faça justiça". E não há direito adquirido contra o patrimônio público.


*Mauro Santayana, jornalista, escreve semanalmente para a Carta Maior.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Petróleo continua sendo o maior negócio do mundo e só um tolo abre mão dele... ou safado entreguista


Petróleo repõe perdas de agosto em dois dias e deixa “sabidos” pendurados no pincel




POR FERNANDO BRITO · 31/08/2015






O preço internacional do petróleo, que havia subido 10% na sexta-feira, subiu outros 10% hoje, em relação á cotação em que fechou a semana passada.


As perdas, imensas, do mês de agosto foram “zeradas” em 48 horas.

Uma semana atrás, Celso Ming, colunista de economia do Estadão, reproduzia a opinião de mais um “sabido” do mundo dos negócios, o especialista norte-­americano em Petróleo David Kotok, presidente da Cumberland Advisers, dizendo que o petróleo ia baixar até 15 dólares o barril, quando estava a 40 dólares ( e chegou a US$ 38).



Em dois dias, as previsões do sabichão viraram pó, com o petróleo tipo Brent passando de US$ 52 dólares e o WTI (de forma simplificada, o americano) a US$48.


A história da energia – e, com ela a do poder mundial – está há mais de 50 anos fundada no petróleo.

A energia nuclear, única aposta energética que tendeu a se estabelecer como ameaça energética à hegemonia do petróleo, mostrou-se apenas capaz de suprir parcela pequena das necessidades de energia, seja pelas complicações técnicas, segurança, problemas acidentais e oposição política, seja porque os EUA e seus aliados nunca permitiram que se estabelecesse, de forma global, o conhecimento e o uso de uma tecnologia que tem como um de seus produtos o poder militar representado pelo “subproduto bomba atômica”.

Não é possível tratar a política do petróleo, portanto, com base em movimentos de “espasmo” de um mercado em que suas torneiras são controladas pela política e, ainda mais, sujeito a todo tipo de turbulência: guerras, acidentes, tensões….


Este é o erro dos “sabichões” – muito mais apropriado seria chamá-los de espertalhões – que vivem apregoando que o petróleo “não valerá nada” e que usam aqui este argumento, tão ingênuos, para tentar desvalorizar nosso pré-sal e viabilizar politicamente sua entrega às multinacionais.

É o “quem desdenha quer comprar”, que vale desde os tempos dos avós de nossos avós.

Ou, por acaso, você viu a Shell, a Chevron, a Total e outras saírem por aí dizendo: olhem, eu não estou valendo nada, vocês não querem me comprar?


Petróleo continua sendo o maior negócio do mundo e só um tolo abre mão dele.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Quem sabe, desenhando?


Desenhando, para até o pessoal do complexo de vira-latas poder entender




27 de abril de 2015 

Autor: Fernando Brito






A ilustração que retirei do Facebook da comunidade Planeta Fascinanteé daquelas que quase dispensam legenda.

Ainda assim, é só olhar quem são os países que somam território, população e riqueza econômica.

Os cinco que ocupam a área de intersecção dos três conjuntos.

Deveria ser o que bastasse para entender que o Brasil é um país com destino próprio, não o de ser um satélite.

Como para ver onde estão nossas sinergias.

Repare, não disse ideologias.

Disse oportunidades.

Embora assim tão obvio, a elite brasileira não consegue enxergar.

Tem na cabeça que o Brasil deveria ser uma sub-Miami.

A burrice é uma coisa muito difícil de combater, porque prescinde de argumentos e sustenta verdades que ouviu de alguém e as repete.

Quem sabe assim, desenhando?

domingo, 18 de janeiro de 2015

“as Sete Irmãs”


"O caso Mattei" - o filme sobre as petroleiras


Diário Gauche







Petrobrás: um filme a ser revisto (assista acima, na íntegra)


Quanto à Petrobras, há um filme para ser visto. Chama-se 'O caso Mattei', de 1972. É dirigido por Francesco Rosi, e tem Gian Maria Volonté no papel título.Artigo de Flávio Aguiar (publicado originalmente no portal Carta Maior, em 02/jan/2015)

O Financial Times publicou recentemente um artigo onde se afirma que, dentre as companhias petrolíferas do mundo, a Petrobrás arrisca tornar-se uma “pária”, diante das acusações de corrupção interna e externa. Processada por um fundo abutre nos Estados Unidos, a Petrobrás passa por um momento em que, além das investigações (adequadas), enfrenta ataques demolidores no plano nacional e internacional.

O artigo do FT, além de noticiar as investigações, ressoa também o desejo (“wishful thinking”) de que a estatal brasileira venha a ser isolada, quebrando-lhe a espinha, e de quebra a espinha do governo brasileiro e do próprio Brasil, incômodo besouro que não deveria voar segundo as leis da ortodoxia econômica, mas que no entanto avoa, passando, apesar das dificuldades, por uma fase melhor do que a maioria dos países europeus, envoltos em crises de identidade, de empobrecimento galopante, de ascensão da extrema-direita e de perda de prestígio. Os ataques vão continuar e recrudescer, sobretudo desde que a ortodoxia europeia entrou em indisfarçável pânico diante da possibilidade de que o Syriza ganhe as próximas eleições nacionais na Grécia e arranque o país dos grilhões da “austeridade”. Se tiver sucesso, vai ser uma “catástrofe”...

Quanto à Petrobrás, há um filme para ser visto ou revisto. Chama-se “O caso Mattei”, é dirigido por Francesco Rosi (“O bandido Giuliano”, dentre outros), foi lançado em 1972 e tem Gian Maria Volonté no papel-título, o do engenheiro italiano Enrico Mattei, assassinado (hoje isto está judicialmente aceito, embora sem apontar os culpados) em 1962, num atentado contra o avião em que ia da Sicília para Milão e que matou também o piloto e um jornalista que o acompanhava.

Enrico Mattei (1906 – 1962) foi o engenheiro nomeado presidente da companhia Agip (Azienda Generale Italiana Petrolio), fundada por Benito Mussolini, para fechá-la. Ao invés disto, Mattei, convocando técnicos demitidos no pós-guerra, reativou-a, dinamizou-a e refundou-a sob o nome de Ente Nazionale Idrocarburi (ENI), empresa estatal que existe até hoje, sendo uma das mais dinâmicas da hoje combalida economia do país e uma das responsáveis pelo “renascimento italiano” dos escombros do fascismo na década de 50.

O motivo desta decisão surpreendente e que contrariou inúmeros interesses naquele momento, dentro e fora da Itália, foi a descoberta de um memorando em que um dos técnicos demitidos registrara a descoberta de jazidas de petróleo e gás no vale do rio Pó, perto de Milão, em terras pertencentes ao Estado. Em 1947 as prospecções confirmaram o memorando, encontrando não muito petróleo, mas muito gás, o suficiente para fornecer energia para a nova industrialização do norte do país.

Mas o esforço de Mattei não se limitou a isto. Ele projetou a ENI no cenário internacional, e aí seus maiores problemas começaram. Já havia problemas internos, que o filme de Rosi debate intensamente, centrando-se, entre outros temas, na discussão sobre o papel do Estado na recuperação econômica da Itália.

Jornalistas ortodoxos (parece um outro país que conhecemos...) criticaram violentamente o “estatismo” de Mattei, que não cedeu as reservas descobertas à exploração pela iniciativa privada, ressalvando que as empresas particulares eram benvindas – para fazer suas próprias prospecções em outras terras, vizinhas ou não, reguardando a propriedade estatal para a ENI.

Mas foi no plano externo que os problemas de avolumaram desmesuradamente. Tratava-se de um momento (década de 50) em que o cartel das “Sete Irmãs” (uma expressão cunhada por Mattei) dominava completamente o mercado petrolífero mundial, fazendo acordos lupinos e vorazes com governos corruptos e colonialistas dos países produtores no Oriente Médio e no norte da África, com condições abjetas, e simplesmente depondo governos que a eles e elas não se sujeitavam, como no caso da Pérsia, futuro Irã, em que o governo nacionalista de Mossadegh foi derrubado em 1953 sob a desculpa de “salvar o país do comunismo”.

As Sete Irmãs eram: a Anglo-Persian Oil Company (hoje British Petroleum, BP*), a Standard Oil of California (SOCAL), a Texaco-Chevron*, a Royal Dutch Shell*, a St. Oil of New Jersey (Esso), a St. Oil of New York (SOCONI) (hoje Exxon Mobil*) e a Gulf Oil. As assinaladas com o (*) existem até hoje e estão ativas no plano internacional.

Mattei tomou várias iniciativas que contrariaram o interesse do cartel e de quem a ele estava ligado, dentre elas:

1) Começou a percorrer os países do Oriente Médio e do norte da África oferecendo melhores condições contratuais. Alvos: Argélia (então ainda um “protetorado” francês), Tunísia (idem), Marrocos, Pérsia (hoje irã) e Egito. Objetivo: assinar acordos na base de 50%/50% na repartição dos lucros.

2) Realizou um acordo de compra de petróleo da então União Soviética, contrariando e enfurecendo a OTAN. Um memorando então secreto do National Security Council dos Estados Unidos considerava Mattei alguém “irritante” e um “obstáculo”.

3) Apoiou o movimento de independência da Argélia, atraindo a ira da organização terrorista francesa Organisation Armée Secrète (OAS), a mesma que tentou matar o General De Gaule, dentre outros atentados. Com isto contrariou também o próprio serviço secreto francês, o Service de Documentation Exterieure et de Contre-Espionage (SDECE).

Mattei criou uma espécie de fábula, no estilo de La Fontaine e Esopo, para explicar o que estava acontecendo:

“Um pequeno gato chega onde alguns cachorrões estão comendo num pote. Os cachorrões o atacam e o expulsam. Nós, italianos, somos como este pequeno gato. No pote há petróleo para todos, mas alguém não quer deixar que cheguemos perto dele”.

Mattei era uma figura pública, no centro da captação financeira do momento. De fato, tornou-se “irritante” e um “obstáculo”. E num momento em que, na Itália do pós-guerra, as várias versões da Máfia tinham se tornado investidoras no mercado financeiro. Não só lá: nos EUA também.

O desfecho deu-se num vôo da Sicília para Milão. Hoje se admite oficialmente que houve um atentado, provavelmente por uma bomba colocada no avião, acionada por algo como o acender de um isqueiro na cabine (sempre fui contra fumar em vôos). O avião caiu, e sabe-se que vários indícios e evidências foram “lavados” no local, ou não tomados em consideração, como o de que o corpo de Mattei tinha cravados vários fragmentos de metal – o que só uma explosão podia explicar.

O assassinato – hoje oficialmente admitido – aconteceu num momento em que isto era comum como “aggiornamento” ao mundo da Guerra Fria: recordemos o de Patrice Lumumba, no Congo, e a morte suspeita do Secretário Geral do ONU, Dag Hamarskjold, também numa queda de avião, no mesmo Congo, hoje objeto de nova investigação. Sem falar nos inúmeros golpes de direita na América Latina.

Além de focar uma tragédia, o filme de Rosi teve a sua própria. Durante a preparação do roteiro o diretor pediu ao jornalista Mauro de Mauro que fizesse uma investigação sobre Mattei. De Mauro tinha uma biografia interessante e complicada. Apoiara os fascistas de Mussolini e depois, quando os ventos mudaram, tornou-se membro da Resistência. Isto lhe garantiu inúmeros contatos, mas também lhe trouxe o hábito de falar demais, com todo mundo.

De Mauro foi à Sicília, e de lá, num dos últimos contatos com amigos, disse que tinha descoberto “a história de sua vida”. “Algo que iria abalar a Itália”.

Aparentemente, segundo um destes amigos, “falou a coisa errada para a pessoa certa e a coisa certa para a pessoa errada”. Foi sequestrado e morto pela Máfia siciliana. Seu corpo nunca foi encontrado. Dois dos investigadores de sua morte – o Coronel Alberto Della Chiesa e o Capitão Giuseppe Russo – foram mortos também pela Máfia. O episódio é evocado no filme.

Em 1997 o “Caso Mattei” foi reaberto, à luz das declarações do “capo” Tomaso Buscetta, duas vezes preso no Brasil e duas vezes extraditado para a Itália. Buscetta foi o primeiro a admitir que Mattei fora morto por ordem da Máfia Siciliana. A versão hoje predominante é a de que esta o matara a pedido da “Cosa Nostra”norte-americana que, como o NSC, considerava Mattei um “obstáculo irritante”, por atrapalhar seus investimentos petrolíferos junto a algumas empresas das Sete Irmãs. O envolvimento destas nunca foi comprovado, sequer investigado – exceto pela sugestão do filme de Rosi.

O caso de De Mauro foi a julgamento em 2011, no de Salvatore Rine, o único mafioso sobrevivente que teria um envolvimento com seu desaparecimento e morte. Rine foi absolvido por falta de provas, e o veredito apontou “assassinato com autores desconhecidos”, um final melancólico para a justiça italiana.

Embora com pontos análogos, a situação da Petrobrás hoje é diferente. Ela não é mais “um pequeno gato”. Virou um cachorrão. O próprio FT publicou não faz muito uma lista do que consdera hoje “as Sete Irmãs”: a Saudi Aramco, a China NP Corporation, a Gazprom, a National Iranian Oil Co., a PDVSA venezuelana, a Petronas da Malásia, e a Petrobrás. Há diferenças gritantes em relação às antigas “Sete Irmãs”: elas não formam um cartel. Tanto quanto se sabe, não patrocinam golpes de estado. E algumas das antigas “Sete” continuam em operação, com seus métodos nada ortodoxos.

Quanto à Petrobrás, o seu problema é que hoje ela descobriu o novo “grande pote”. Ou seja, o Pré-Sal. Isto pode desequilibrar (reequilibrar?) o mundo petrolífero em vários sentidos. O Brasil pode se tornar membro da OPEP. Pode trazer autonomia em matéria de petróleo não só para si mas para a América do Sul como um todo. E o petróleo ainda tem vida longa como fonte de energia.

A cachorrada ao redor está alçada. A externa, para por os dentes na reserva, impedindo que seus dividendos sejam usados para beneficiar a educação e a saúde dos brasileiros, favorecendo ao invés a “saúde” e o “bem estar” dos mercados internacionais. A interna, para lucrar com a entrega à voracidade internacional deste patrimônio nacional.

O filme de Rosi repartiu a Palma de Ouro do Festival de Cannes com “A classe operária vai ao Paraíso”, de Elio Petri. Está no youtube. No anúncio, diz que o filme tem legendas em português. Na versão que vi, não tem. Mas é compreensível para um falante de português ou espanhol.

Não perca.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

1999, ou seja, logo após a reeleição comprada de FHC!


Não há mais clima para golpe. Dilma vence 3º turno




Por Miguel do Rosário, postado em novembro 21st, 2014







Hoje eu vinha com a faca nos dentes, mas mudei de ideia.

Cansei de falar em golpe, e tenho a impressão que a atmosfera de terceiro turno arrefeceu.

O fantasma do golpe foi esmagado pelo próprio desespero da mídia.

A tese que ventilei por aqui, de que Dilma sairia fortalecida desse escândalo, como a presidenta republicana que permitiu a investigação a fundo de problemas históricos de corrupção em nossa maior estatal, está se confirmando.

A mídia bem que tentou, mas não conseguiu colar no escândalo o carimbo “Exclusivo PT”.

Ele atinge todos os partidos e todas as grandes empreiteiras.

Empreiteiras estas que fazem obras em todas as prefeituras e em todos os estados brasileiros, governados por todos os partidos.

Empreiteiras que também financiam a grande mídia.

A imprensa alternativa, os blogs, nunca levaram um centavo das empreiteiras.

A grande imprensa levou bilhões.

O escândalo da Petrobrás atinge toda a classe política, e em especial os principais partidos, a começar pelo PSDB.

Por exemplo, o maior corrupto do “petrolão”, até o momento, é um senhor chamado Pedro Barusco, que prometeu devolver US$ 100 milhões aos cofres públicos.

Ele era subordinado a Henrique Duque, que a imprensa quer vender apenas como “ligado ao PT”.

Ora, Duque está na Petrobrás desde 1978. Desde 2000, era Gerente de Contratos da área de Exploração e Produção.









Sobre Barusco, não encontrei sua biografia, mas é sintomático que ele, logo após se aposentar, tenha ido dirigir a área de operações da Sete Brasil, a poderosa companhia responsável por fornecer sondas de exploração para a Petrobrás.

Quem é o principal acionista da Sete Brasil? O banco BTG Pactual, cujo dono é o tucano André Esteves, o qual, segundo reportagem do Globo, pagou a viagem de lua de mel de Aécio Neves e esposa.

Descobriu-se também que Gilmar Mendes, quando advogado geral da União, nomeado por FHC, defendeu exatamente o que se tornou a fonte maior de corrupção na Petrobrás: a realização de contratos sem licitação. Mendes também não ofereceu nenhuma proposta para aumento da transparência.

Hoje Mendes posa de paladino da ética na grande imprensa, bravateando frases de efeito.

Não é possível partidarizar o escândalo.

A ladainha da mídia, de que tudo é culpa de PT, não cola mais.

Não se combaterá a impunidade no país prendendo-se exclusivamente petistas.

Que se condene e prenda os petistas corruptos!

Mas será que nunca veremos um tucano preso?

Até quando o PSDB seguirá sendo blindado pela mídia, pelo Judiciário e pelo Ministério Público?

Sonegação, helicóptero com meia tonelada de pó, assassinato de modelo, afundamento de plataforma, compra de reeleição, privataria, construção de aeroporto em terras da família, ossada humana em fazenda.

Não faltam escândalos tucanos!

Mesmo o que a mídia chama de “petrolão”, tentando quase infantilmente repetir o case de sucesso do “mensalão”, começou em 1999, ou seja, logo após a reeleição comprada de FHC!

Por isso, é tão bem vindo o artigo do empresário tucano Ricardo Semler, publicado na Folha de hoje.

Semler reitera que o mérito pelas investigações atingirem a profundidade que se vê, pegando peixes graúdos da estatal e do setor privado, é da presidenta Dilma.

“É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.”

(…)Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.”

O tucano, num corajoso ataque à hipocrisia da nossa mídia, afirma ainda que a corrupção não se limita a empresas públicas.

“O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.”

O que se espera das pessoas cujo bom senso ainda não foi devastado pelo ódio partidário, é um pacto pela democracia, dando tempo e espaço para a presidenta Dilma concluir o processo de depuração da Petrobrás.

Ela prometeu em sua campanha que não “sobraria pedra sobre pedra”.

É o que está acontecendo.

Passada a tempestade, o Brasil sairá mais forte e mais limpo.

A Petrobrás adotará protocolos mais transparentes e seguros para impedir a corrupção, deixando para trás o afrouxamento das regras imposto por FHC e defendido por Gilmar Mendes.

Não há mais clima para golpe.

Até mesmo as paranoias sobre um suposto golpe no tribunal eleitoral, a ser dado por Gilmar Mendes, me parecem agora infundadas.

Agora só falta o governo fazer as mudanças que todos esperam, a começar pela comunicação.

Ontem o presidente Obama anunciou medidas que protegerão mais de 5 milhões de imigrantes ilegais nos EUA.

Assistindo a alguns canais de TV fechada, zapeei pela Fox, onde âncoras republicanos atacavam a iniciativa, e pela MSNBC, onde analistas democratas a defendiam.

Em todos os canais, porém, o presidente Obama tinha espaço. Ele aparece falando, longamente, explicando sua política.

Na MSNBC, a âncora entrevista um dos secretários de imprensa da Casa Branca, um gordinho simpático e bem humorado.

Aí eu fiquei pensando novamente que o governo brasileiro deve ser o único do mundo que não tem um porta-voz, não tem um secretário de imprensa, não tem ministros políticos, não tem um relações públicas.

E a imprensa brasileira é a única do mundo que censura o próprio governo do país.

A quem interessa esse tenebroso apagão político do governo?

Esperemos que o escândalo da Petrobrás, onde a mídia, em especial a Globo, ainda tenta construir uma narrativa diabólica, sirva ao menos para que o Executivo acorde para a necessidade de construir canais mais democráticos de comunicação com a sociedade.

Informação de qualidade e acesso ao governo eleito são direitos humanos e políticos de todo o brasileiro.

Não adianta o Mercadante dar entrevista à Miriam Leitão, na Globonews, uma tv fechada à qual poucos brasileiros tem acesso.

É preciso ocupar, democraticamente, as tvs abertas, as rádios, e as redes sociais, e combater o mal do novo século: a desinformação.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Levy Fidelix, o candidato que era uma piada até virar uma infâmia


Levy virou heroi de Lobão e da direita






Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo:



Fidelix rules!!

Assim reagiu no Twitter Lobão à diarreia homofóbica de Levy Fidelix no debate da Record.

Numa tradução livre, Fidelix brilhou.

Você pensa que Lobão não pode ser mais obtuso, mas ele sempre surpreende e encontra novos limites para a estupidez e o reacionarismo.

Lobão é uma amostra expressiva de como a direita respondeu a Fidelix. Com embevecimento diante de alguém que disse verdades à “ditadura gayzista”, um herói que ousou desafiar o pensamento “politicamente correto”.

Levy Fidelix, o candidato que era uma piada até virar uma infâmia, é, hoje, um ídolo da direita brasileira. Isso mostra o panorama desolador do conservadorismo nacional.

Roger Moreira, também no Twitter, admirou a coragem de Fidelix. Quer dizer: Fidelix não foi vulgar, não foi obsceno, não foi idiota. Foi, para Roger, um exemplo de bravura.

Outro reacionário notório, Reinaldo Azevedo, torturou o jornalismo e a língua portuguesa ao falar sobre o caso. Ele se referiu a uma “suposta” homofobia.

Portanto, no Planeta Azevedo, podemos discutir se as palavras de Fidelix foram – ou não – homofóbicas. Há sempre a possibilidade, segundo esta ótica peculiar, de que Fidelix tenha elogiado os homossexuais ao dizer que eles têm que se tratar, mas longe de nós.

O cuidado extremo com que Azevedo se referiu a Fidelix só vale, naturalmente, para a direita.

Dias antes, eles escrevera, a propósito do caso Petrobras, que o delator REVELARA – ele usou maiúsculas – coisas terríveis contra Dilma.

O delator não afirmou, não disse. Ele REVELOU. No Planeta Azevedo, acusações contra adversários de seus patrões não são acusações. São REVELAÇÕES. Você pula a etapa da investigação, da defesa, da exibição de provas, se as houver, e da decisão da justiça.

Importante: isto para os inimigos.

Dias atrás, o jornalista Ricardo Kotscho escreveu que a origem da raiva de Roberto Civita contra Lula reside na diminuição da publicidade do governo federal para a Abril.

Está errado dizer, segundo o jornalismo decente, que Kotscho REVELOU. O certo é registrar que Kotscho “afirmou”.

Mas, sejam quais sejam as origens do ódio da Veja a Lula, o fato é que o jornalismo decente deixou de valer faz muito tempo para a revista, substituído por uma patética panfletagem sem nenhuma credibilidade senão para um público limitado de analfabetos políticos.

No caso de Fidelix, outro argumento da direita em favor do seu bestialógico recorre à liberdade de expressão, como se você pudesse dizer qualquer coisa e invocá-la.

Em maiúsculas, como Azevedo, Malafaia congratulou Fidelix no Twitter. “PARABÉNS, LEVY FIDELIX, POR VOCÊ FALAR O QUE PENSA. ESTAMOS EM UMA SOCIEDADE LIVRE. O ATIVISMO GAY QUER IMPLANTAR A DITADURA DA OPINIÃO! VALEU!”

Bom, pelo menos parece que Mafalaia saiu da fase da “ditadura bolivariana” para admitir que vivemos numa “sociedade livre”.

Há regras para a liberdade de expressão, como para tudo. Nos dias de hoje, por exemplo, caso alguém em solo americano se manifeste publicamente a favor dos Estados Islâmicos irá, rapidamente, para a cadeia.

Um juiz americano colocou isso de forma didática. Imagine um teatro lotado. Se alguém gritar “fogo”, pode gerar um pânico que leve a mortes. É inútil invocar depois, na justiça, a liberdade de expressão para poder gritar “fogo”.

Por mais que os conservadores queiram, Levy Fidelix não foi destemido, não foi iconoclasta, não foi brilhante.

Foi apenas sem noção, ou, para quem gosta de definições mais diretas, um perfeito idiota.

domingo, 28 de setembro de 2014

Mas que horror! Como é que pode?


Desmascarando a manipulação da Globo e da Folha de São Paulo





"O navio "Cidade de Ilhabela" saiu quietinho, tendo como companhia apenas a bruma da tarde, porque este país não dá valor àquilo que constrói e que o pode fazer independente.

Em outras terras, o gigante sairia escoltado por recadores e seus apitos, batizado por jatos d´água merecidos por um herói que, durante 20 anos, vai dar ao Brasil, todos os dias, perto de US$ 15 milhões."

Conheça mais uma triste história protagonizada pela grande mídia brasileira nessa segunda-feira:

A TRISTE HISTÓRIA DO NAVIO "INVISÍVEL"

Segunda-feira à tardinha, o cidadão que cruzava a ponte Rio-Niterói “deu falta” de um imenso navio azul, coberto de torres, que se encontrava à direita de quem sai da ponte, logo após a Base Naval de Mocanguê.

Não que fosse um navio digno de se notar: afinal, tem 345 metros de comprimento e 58 de largura, o que resulta numa área de três campos de futebol “padrão Fifa”. Nem que, por “baixinho”, pudesse escapar à visão de quem passava: afinal, tem 30,3 metros de altura máxima, o que chega perto da metade do imenso vão central da ponte.

Pois acredite o amigo leitor que este navio, cujos complicadíssimos módulos de convés, que filtram, separam, processam e deixa prontos para irem para os tanques de armazenamento nada menos que 150 mil barris de petróleo por dia e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural, partiu “incógnito”, quase às escondidas, para o campo de Sapinhoá Norte.

Lá, ele vai tirar o petróleo do pré-sal da Bacia de Campos.
Porque Sapinhoá, que opera hoje com apenas três poços ligados à plataforma Cidade de São Paulo, reúne os maiores poços em produção já registrados no Brasil, com médias que superaram 42 mil barris por dia. E lá há poços que esperam apenas por um navio-plataforma para produzir.

O navio "Cidade de Ilhabela" saiu quietinho, tendo como companhia apenas a bruma da tarde, porque este país não dá valor àquilo que constrói e que o pode fazer independente.

Em outras terras, o gigante sairia escoltado por recadores e seus apitos, batizado por jatos d´água merecidos por um herói que, durante 20 anos, vai dar ao Brasil, todos os dias, perto de US$ 15 milhões.

Isso mesmo, todos os dias, com o petróleo nos preços de hoje e sem contar o gás.

Mas que horror!

Não se pode deixar que notícias assim se espalhem. É um mau exemplo.

Independência é só aquele quadro dos cavalos à beira do riacho e de um homem de bigodes e espada na mão.

É preciso silêncio total na mídia.

E a Petrobras, devassada e detratada todos os dias na imprensa, “republicanamente” apanha quieta.

Senão, é capaz de dizerem que o navio sumiu porque o Paulo Roberto Costa deu sumiço nele. Guardou na garagem de casa, quem sabe?



domingo, 14 de setembro de 2014

Lula em Sapopemba


LULA: BLÁBLÁ É QUEM
TEM QUE SE EXPLICAR


Diz o amigo navegante: choro de Bláblá é a bolinha de papel de 2014.

Conversa Afiada



(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)




Saiu no​ Facebook do Lula:
​


“Nunca falei mal da dona Marina e vou morrer sem falar mal da dona Marina. Ela é que tem que explicar porque nasceu, cresceu e ganhou todos os cargos no PT e falou mal do PT essa semana. Eu não tenho que me explicar, eu tenho é que falar bem da minha candidata que é Dilma Rousseff”, afirmou Lula em Sapopemba, após caminhada realizada ao lado de Eduardo Suplicy, Alexandre Padilha e Fernando Haddad.



Ouça o que disse Lula:


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Não aumentou a corrupção, aumentou a investigação


DILMA: BC NÃO É PODER.
PODER É ELEITO PELO POVO !



Dilma passou com o trator em cima do Ataulfo (*) e da Urubóloga.


Conversa Afiada





O Conversa Afiada reproduz os principais pontos da entrevista em que Dilma jantou o Globo com farofa.


Foram devidamente jantadas as seguintes estrelas, que hoje substituem os filhos do Roberto Marinho, que não têm nome próprio e por eles se expressam:

Urubóloga, Ataulfo Merval (*), Ricardo Noblat, Ilimar Franco, Artur Xexéo, Ancelmo Gois e Fernanda da Escóssia. – PHA



A Presidenta Dilma Rousseff participou hoje (12) de sabatina no jornal O Globo. A candidata à reeleição enfrentou o pelotão de elite dos colonistas (**) do Globo, como Míriam Leitão, Merval Pereira e Ricardo Noblat, e abordou temas importantes para as eleições: os rivais Marina Silva e Aécio Neves, economia, Banco Central, Petrobras, reforma política, base aliada, religião e os direitos LGBT.




Dilma criticou Bláblárina por conta da postura na campanha. “É muito perigosa a vitimização. Eu disse que ela estava sendo financiada por banqueiros, eu disse fatos. Eu nunca recebi contribuição financeira de nenhuma ONG que eu tivesse, por exemplo”. A presidenta ainda rebateu um dos motes de Bláblá, que quer governar apenas com os bons: “Todo mundo quer governar com os bons, ninguém quer governar com os maus. Falar que os bons é que vão fazer é uma ingenuidade ou um caminho que não existe”.




A Presidenta defendeu a importância dos partidos no debate político. “A democracia não pode prescindir de partidos. Toda vez que isso aconteceu, caímos na ditadura. Os partidos políticos americanos são bons, os europeus são bons e os brasileiros são maus? Essa é uma visão colonialista”. Dilma ainda relembrou o período em que Bláblá esteve no PT. “É inadmissível que Marina acuse o PT, sendo que ela ficou no partido por 27 anos”.




Sobre o Banco Central, ponto de grande divergência nas propostas das candidatas, Dilma explicitou: “Eu sou a favor da autonomia relativa do Banco Central e pratico. Independência não. Eu acho que autonomia do BC existe, porque o Presidente da República pode demiti-lo”, para concluir, ainda sobre o tema: “O Banco Central não é um poder. O Banco Central é uma instituição. Poder tem que ser eleito pelo povo”.




Dilma confirmou o compromisso com a criminalização da homofobia, defendeu o Estado laico e também comemorou vitórias políticas da base aliada, como a reforma dos portos e o marco civil da internet.




A petista defendeu a criação de empregos, mesmo com a crise internacional. “Nós temos que resistir essa imensa crise que afeta o mundo, que é uma crise de emprego. Nós jamais comprometeremos o emprego e a renda”, finalizou.

João de Andrade Neto, editor do Conversa Afiada



(*) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos, estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.




Leia abaixo o conteúdo da sabatina, separado por temas:


ECONOMIA


‘Gostaria de dizer o seguinte: é muito difícil falar em tendência’. ‘É muito difícil comparar um semestre com outro’. ‘As comparação pontuais são grandes armadilhas’. ‘Neste semestre houve, uma queda forte’.

Candidata fala sobre o baixo crescimento dos EUA no semestre.

Dilma também fala sobre o baixo crescimento da Alemanha.

‘O Brasil, com esses indicadores, tem grandes possibilidades no próximo ano’. ‘Foram gerados 101 mil empregos. Nessa conjuntura, não é fácil’, diz ela.

‘A OCDE disse o mundo passa por uma grande crise’.

‘Hoje, no G20, tem 10 milhões de desempregados’.

‘Essa crise começa no centro do mundo, que é os EUA’, diz a candidata.

‘Como é que os países reagem? Alguns tomam medidas drásticas e cortam empregos’.

‘Nós reagimos garantindo investimento e infraestrutura no país’.

‘No passado, o que se fazia quando havia uma crise? Cortava-se investimento’.

‘A retomada para o Brasil tem futuro. Por quê? Não cortamos investimentos, não baixamos salários’.

“Eu vivenciei a falta absoluta de solução de austeridade que levou o mundo à um crise. Tivemos uma geração de jovens sem trabalho. Política defensiva para enfrentar a crise, onde você constrói o alicerce da retomada. Onde se formem técnicos de nível médio e ensino fundamental. Formamos 8 milhões de pessoas o que muda tecnologicamente o país. Criamos o ciência sem fronteiras porque sabemos que é assim que o país vai crescer. Nos criamos uma política de investimento de tecnologia e informação, Investimos em infraestrutura. Há dese ter também no Brasil todo um processo negocial.”



REFORMA POLÍTICA E CONSULTA POPULAR


‘Nós podemos fazer consulta popular sobre cinco pontos’.

‘Achar que os bons que vão fazer…’, diz ela em referência a Marina.

‘Tem que fazer (consulta) sobre financiamento de campanha, tempo de mandato…’

‘Eu acredito em plebiscito e referendo’.

‘Podemos perguntar se os mandatos são coincidentes’. ‘Pode fazer sobre as principais questões que estão postas’.

‘É uma discussão’. Ao falar sobre a relação do Executivo com o Congresso, Dilma diz: ‘Eu vou governar com os bons é uma reposta ingênua’, diz ela sobre o discurso de Marina.



MANIFESTAÇÕES E CONSULTAS POPULARES

‘Nós, logo depois das manifestações de junho.. nós não estamos conformados com o sistema político’. ‘Avançamos na democracia, incluindo milhões de pessoas’. ‘Mas com o sistema político ficou atrasado’.

‘O que é que nós avaliamos? Nós não vamos fazer uma reforma simplesmente mandando um projeto para o Congresso’. ‘A única forma de ter sustentamento é fazer uma consulta popular’. ‘E consulta popular não é uma coisa retórica’.




SEGURANÇA


A situação do Brasil sobre a segurança pública piorou, sim. O crime organizado age de forma organizada. União age de forma fragmentada. Iniciamos, ainda era o Jobim o ministro, fizemos política de integração nossa. Porque nem os órgãos federais estavam integrados ao combate ao crime organizado, às drogas. Fizemos duas operações, uma permanente e outra ocupando uma região na fronteira, fazendo ação de alta intensidade. Assim, conseguimos apreender 68 mil toneladas de drogas e 22 mil toneladas de explosivos. A União tem q se tornar responsável pela segurança pública, porque hoje é dos estados. Não pode ser assim. Tem de mudar a Constituição. Não podíamos deixar na Copa uma quebra da segurança pública, então o que fizemos? Centro de Comando de Controle. Cada um cuidava da sua própria hierarquia. Conseguimos um trabalho eficaz. É possível, sim, uma integração. Por isso que estamos propondo mudar a Constituição. Criar os Centros de Comando em 27 estados. Acredito que vamos dar um salto neste sentido: integrando. É importante também integrar todo o cadastro de prisioneiros. Tem um em São Paulo, outro em Minas, outro no Nordeste.

‘A realidade muda e a gente muda com ela’. ‘Nós íamos comprar 12 drones, que é também chamado de vant’. ‘Iríamos comprar para a Justiça e para a Defesa’. ‘Íamos comprar de Israel’. Candidata ressalta, no entanto, que ‘o custo de manutenção era muito alto’.

‘A gente mudou para um caminho melhor’, diz ela, ao citar o fato de que agora os drones estão sendo construídos pela Embraer.




POSSÍVEIS ARREPENDIMENTOS


“Não. Tem insatisfação, tem ação tentei fazer assim e fazer assando. Mas não tem construção de estradas em cinco anos. Eu acho que algumas vezes você resiste outras vezes você negocia. Errar, a gente erra. Mas é preciso fazer para isso.”

‘Quem fica muito satisfeito com o que fez está mal’. ‘É sempre preciso fazer mais’, diz candidata. ‘O Brasil é um paí de 202 milhões’ ‘Em alguns programas, não estou satisfeita’.

‘Na área da Saúde o Brasil tem deficiência na área especializada, por exemplo’. ‘Nessa área, em um segundo mandato, atacaria do mesmo modo como ataquei com a falta de médicos’.




GUIDO E A ECONOMIA


“Tenho grande respeito pelo trabalho do Guido Mantega. Ele está passando por uma fase difícil da vida dele pessoal, que não vamos comentar. Ele me comunicou que não vai continuar até o fim deste governo. Governo novo, equipe nova, ideia nova. Você tem um acúmulo de experiência. Nesse acúmulo você monta sua equipe. Acredito que haverá uma recuperação mundial, da China, dos Estados Unidos. Isso é crucial. Cortaram o crédito em 2008, 2009. Tem dois tipos de formato de crise. Tem crise que se prolonga com um formato que ela cai, ela sobe, ela desce. A China voltou a crescer, teve um grau de investimento que ela fez na infraestrutura imenso. A China está crescendo 7%, é metade do que crescia. A crise na Europa começou em 2012. Participei de todas as reuniões do G20. Se derreter uma parte do euro, derrete uma parte do governo americano”.



GOVERNAR COM OS BONS


Todo mundo quer governar com os bons, ninguém quer governar com os maus. Eu não acho que a democracia possa prescindir de partido.Tem partido que tem compromissos históricos. O meu partido, o PT, tem uma historia de luta… O PMDB é um partido que lutou para democratização. Eu sou de um época, que as pessoas eram presas. Aliás, Míriam queria te agradecer pela coragem de dizer, quando te perguntaram, se você achava que eu tinha sido torturada, você disse que sim. Eu não vou deixar nunca de te dar dois beijos. Porque, gente de caráter é assim.” (a presidente se emocionou ao terminar sua fala).



BASE ALIADA


“Meu caso é muito um exemplo do que estou falando. Acho que você negocia, mas você negocia tudo aquilo que você acredita que não vai prejudicar a soberania, o interesse do seu país. Passei por muitas, me orgulho muito da reforma dos portos. Tive que ganhar oito votações consecutivas para que esse país tivesse portos chamados terminais de uso privativo. Dom João VI abriu para as nações amigas, eu abri para os empresários. Tenho orgulho do marco civil da internet, que foi uma luta, principalmente pela neutralidade da rede. Ninguém pode alegar razões comerciais, políticas, religiosas para interferir na internet. Consegui que 75% de royalties do petróleo fossem para educação e 25% para saúde. Mas perdi muitas também. Tem coisas que é melhor perder. Eu, inclusive, tive que vetar. Para dar um código florestal tive que fazer veto. Do jeito que ia, só ia dar interesse a alguns segmentos. Tive que enviar outro para o Congresso. Perdi horrores também, perdi e ganhei também. Outras coisas eu não tinha condição de ganhar. O Lula, que também estava em boa condição, perdeu a CPMF”.

“Acredito em partidos. Se você me perguntar: “tem partido demais?”. Eu digo que tem sim. Mas não sou eu que tenho que decidir qual partido é excessivo. É o público através de um plebiscito. Quem tem bons partidos tem democracias históricas. Há uma crise de representação no Brasil”.

(…)

‘O Paulo Roberto Passos (ministro dos Transportes) foi uma pessoa que saiu e depois, quando pediram para alterar, e tirar o Cesar Borges, porque houve atritos pessoas, eu coloquei volta’. Dilma ressalta que o ministro é um técnico e ‘inteira confiança’.

‘O Cesar Borges tinha tido uma grande atuação numa área importante, que é a concessão’.

‘Eu vou precisar da mesma expertise na área dos Portos. ‘Eu levei o César Borges para Portos’.

Merval interrompe: A questão é que o partido ameaçou não apoiar a reeleição, caso não trocasse o ministro.

Resposta: ‘Não, essa é a versão de vocês’. ‘Eles me disseram: ele não me representa’. ‘Qual é o problema central disso: nenhum’, diz Dilma.

Sempre que é possivel compor sem dano eu componho. Quando não é para compor, não componho.




BANCO CENTRAL


‘É o que eu estou falando. Eu defendo a autonomia operacional. Independência do Banco Central, não. Candidata faz menção aos presidentes do BC durante o governo FH.

‘O Banco Central não é um poder’, diz Dilma.

‘Um funcionário do BC pode sair e servir a um banco. Se fosse de poder ele teria de ficar para sempre naquele local’.

‘É o que eu estou falando. Eu defendo a autonomia operacional. Independência do Banco Central, não.’, responde, fazendo menção aos presidentes do BC durante o governo FH. ‘O Banco Central não é um poder. Se fosse de poder ele teria de ficar para sempre naquele local. Um funcionário do BC pode sair e servir a um banco.’.




PETROBRAS


“A diretoria na Petrobras tem autonomia para o dia-a-dia dela. São eles quem decidem quem tem continuar ou não. Na época, achamos que precisava fazer”

” Eu não tenho condição de avaliar tecnicamente que não sei de cabeça quais foram as justificativas da empresa para continuar a fazer a refinaria. O Brasil tem que ter refinaria porque temos que ser exportadores de petróleo. Se eu produzo petróleo bruto e não refino eu condeno o brasil a vira um a commodities . Teremos muito mais que produzir.”.




PAULO ROBERTO COSTA


“Se eu tivesse sabido qualquer coisa sobre o Paulo Roberto, ele teria sido demitido e investigado. Não deixei ele lá. Eu tirei com 1 ano e 4 meses. Primeiro, eu não sabia o que ele estava fazendo. Ele não era uma pessoa da minha confiança. Não é nem confiança… Ele não tinha afinidade…”

(…)

“Não temo de nenhuma forma porque isso porque não afeta as pessoas com que eu tenho consideração e apreço. Agora tudo que for emergido dessa investigação transformará o Brasil é um país que investiga. Temos um questão histórica de impunidade. As coisas só aparecem quando se investiga. Não aumentou a corrupção, aumentou a investigação. Nos investigamos os porque demos autonímia da a Policia Federal investigas. No Brasil só se puni o corrupto e não corruptor. Criamos o porta de transparência. Isso que aconteceu na Petrobras não é fácil de achar, não é fácil de investigar, tem mais de um ano. “




CRÍTICAS DE MARINA SILVA


“Tudo que discuto com os meus adversários, foi sobre o que fizeram e falaram. É muito perigosa a vitimização. Não estou atacando ninguém pessoalmente. Acho ela bem intencionada. Eu disse que ela estava sendo financiada por banqueiros, eu disse fatos. Disse o que você estão divulgado inverdades, eu não tenho nada a ver com isso.”

“O que não é correto é por exemplo ela dizer que o PT botou uma pessoa por 12 anos apara roubar a Petrobras. Ela esquece que esteve lá. Ou foi membro do governo, como eu, ou no senado. Nos quatro anos que ela não participou do governo, foi quando exatamente quando esse sujeito saiu do governo. A minha divergência com ela é com o que ela diz no programa.”




RELIGIÃO E ESTADO LAICO


“Tive formação católica, estudei num colégio de freiras. Tive relações com grupos religiosos em Belo Horizonte e em Porto Alegre. Mas o que eu sou? Sigo a frase ‘Vocês têm de amar a Deus, mas têm de amar uns aos outros’. Esse ensinamento de Cristo diminui a barbárie. ‘Amai uns aos outros, como vocês se amam a si mesmos’. Acredito que um Deus desse tipo como é o Deus de Jesus”.

“Acho que a religião tem uma base ética entre as pessoas. As pessoas têm de acreditar em alguma coisa, isso, para mim, é um valor. Na minha geração foi muito forte. Meu encontro com o Papa Francisco foi mais do que um encontro com um chefe de Estado. Tenho impressão de que ele é um dos fatores de maior valorização da Igreja Católica nos últimos cem anos. Ele é a maior liderança religiosa”.

“Respeito muçulmano, evangélico, todas as religiões. Mas tenho imensa admiração pelo Papa Francisco.
Meu Deus é um Deus bom. Não vejo um Deus que seja só de uma religião. O Estado é laico. É inconstitucional transformar qualquer religião em religião do Estado”.




PREÇOS DE GASOLINA E LUZ


‘Muito obrigada pela pergunta’, diz a candidata. ‘Os preços da energia elétrica estão estabelecidos em relação a que? Em relação à lei? Não é verdade’.

‘Os preços da energia elétrica, este ano, tem crescido razoavelmente’. ‘Com relação às térmicas, existem não só para a paisagem’.

‘Nos meus quatro anos eu fiz a mesma quantidade de geração do que Fernando Henrique em oito anos’.

‘Nós tomamos providências para que os apagões não acontecessem’.

Dilma fala sobre a concessão de hidrelétricas.

‘A gasolina. Quero entender algumas coisas que vocês me perguntam’. ‘Qual é a situação? No meu governo ajustei o combustível na refinaria em 32%’.

‘O reajuste na bomba é menor. Eu reajustei em termos reais acima da inflação’.

‘O reajuste do preço internacional do petróleo. O que acontece com eles? Eles são extremamente influenciados por fatores políticos’. ‘Vamos ver o que os EUA fazem com o gás e Petróleo’. O gás é 4 dólares, 4 dólares e meio’. ‘Hoje, no mundo, o preço do gás de xisto está, em alguns lugares, em 14, 15 dólares’.

‘Por que o EUA não vendem de acordo com o mercado internacional?’ ‘Eles querem recompor a indústria siderúrgica’. ‘Eles queriam recompor indústrias que eles perderam’.

‘Baseado em quê e em qual interesse, quero saber: por que atrelar o preço da gasolina ao mercado internacional?’




APAGÃO NO SETOR ELÉTRICO


” Olha, nenhum desses problemas tem a ver com a redução do ano passado. Faltou água no Brasil. Tanto que o governo de São Paulo, que não tomou as providências que tomamos tanto que tem um racionamento forte. Nos vamos, depois, passada a eleição, revisitar tudo e ver o que aconteceu. Eu não considero que as empresas estão quebradas. Elas não estão quebradas. Dizer que estão quebradas é dizer que elas não tem condições de pagar por algo que deve. Elas tem condições. Elas enfrentaram a maior seca. Não estamos sem energia elétrica e estamos na maior seca de todos os tempos.”



DIREITOS – LGBT


“Primeiro eu quero dizer que tenho integral compromisso com criminalização da homofobia. Meu projeto tem vários artigos. Não estou aprovando projeto, estou aprovando diretriz. Todos os que punem homofobia o governo é favorável”.

“O Supremo aprovou casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e reconheceu todos os direitos do casamento entre outras pessoas. Não temos condição de impor obrigatoriedade do casamento religioso. Casa quem quiser. O Estado como é laico tem obrigação de reconhecer direito de herança. Isso é uma discussão que foi resolvida no maior nível possível, pelo Supremo. Discutir se tem direito ou não é um absurdo”.




COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE


‘Houve um grande passo, que foi criar a Comissão da Verdade’. ‘Foi um grande avanço’, diz Dilma. ‘Vou tomar todas as medidas cabíveis para resolver sobre o que faltou e o que não faltou’.

‘Esse vai ser um momento excepcional do desvendamento da verdade’.

‘O que o chefe diz? Nessa época, em 2010, ele estava dizendo que os entes estão desarticuladas’. ‘É de todo oportuno aguardar para a gente ter certeza’. ‘Para aguardar o relatório da Comissão da Verdade’. ‘Sem isso, nós ficamos na especulação’. ‘Se a comissão revelar atitudes negativas, nós vamos ver o que fazer’.




ALIANÇAS COM SARNEY, CALHEIROS E COLLOR


“As pessoas podem fazer aliança e manter sua posição. Respeito o Sarney. Collor a Justiça inocentou. Não sou uma instância de condenação do Collor. O Collor não é uma pessoa próxima do governo. Ele tem sua posição lá em Alagoas. Não tenho grande proximidade com o Maluf, mas enquanto estiver no exercício das atividades, ele está na atividade dele. O presidente não pode afastar, nem cassar ninguém”.



PORTO DE CUBA


Dinheiro saiu e voltou para os bolso dos brasielrios. Presidente diz que o motic=voi Para o mesmo motivo que os EUA investe em outros lugares.

Esse é um processo que se chama de internacionalização

‘Não é sigiloso. ‘Tem um contrato com a empresa brasileira e a holandesa’. ‘Quem opera o Porto de Mariel é a maior empresa pesada de cargas’.'Isso ninguém fala’.

‘E tem o contrato com o governo cubano’. O que eles fazem lá é problema deles’.

‘Não é um contrato público’. ‘É um contrato privado’.

‘Acho que tem um preconceito por ser Cuba’, diz Dilma.

‘Tem que olhar esse investimento como um bom investimento’, diz a candidata.




CONSIDERAÇÕES FINAIS DE DILMA ROUSSEFF


“Eu acho que o Brasil tem condições dar um salto no crescimento. Nós vamos continuar transformando o país mais modernos e competitivo. Acho que o ponto central e a educação. Temos que considerar a importância da educação desde a creche, temos que fazer um grande esforço, para isso. Temos que valorizar o professor. Tudo isso vai dar um grande passo. A educação é algo crucial para nós. Ela terá um duplo papel brutal redução da desigualdade. A educação sera um fato fundamental para os maiores avanços. O Brasil precisa, sim, continuar mantendo empregos e garantido a valorização do salario mínimo. Temo que resistir a crise. Todas as modificação necessárias que não afetem o emprego nós faremos. Sem jamais comprometer o emprego a renda.”