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domingo, 27 de dezembro de 2015

Bom dia, Pato...


Eles já não pagam o pato e querem cobrar de você:
Brasil não taxa dividendos e cobra menos imposto sobre propriedade ou herança que outros países



Viomundo


publicado em 26 de dezembro de 2015 às 00:36




18/12/2015 09:35



No Brasil, ricos pagam pouco imposto e convencem os patos

Róber Iturriet Avila e João Batista Santos Conceição, no Brasil Debate


Uma das discussões atuais é sobre o tamanho do Estado, seus papéis e quem o financia. Em comparação com outros países, no Brasil os impostos incidem muito mais sobre consumo e salário do que sobre renda e patrimônio, o que dificulta cumprir os direitos sociais definidos na Constituição de 1988

A cobrança de tributos conforma um relevante aspecto da relação do Estado com a sociedade. Ao longo da história, os papéis do Estado foram alterando, absorvendo cada vez mais funções sociais como saúde, educação, previdência, assistência social, políticas de moradia, para além das básicas como segurança, defesa territorial e mediação de conflitos.

Tais transformações não ocorreram por acaso e tampouco espontaneamente. O processo de acumulação extremamente desigual e a oligopolização da economia constituíram o caldo de cultura para que o sindicalismo e os partidos operários e trabalhistas reivindicassem direitos sociais e distribuição da riqueza por meio de ação do Estado. Isso se deu, sobretudo, após a crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial.

As políticas econômicas keynesianas, o aparelho estatal de oferta de bens e serviços e o sistema de bem-estar social do período 1945-1980 foram identificados, na crítica neoliberal, como elementos que traziam pesado ônus à situação financeira dos Estados.

Após 1980, essa “nova” sistematização de ideias foi implementada. Os resultados de tais políticas consistiram em fragilização dos sindicatos, ampliação das desigualdades, perda de direitos, descompasso entre variação salarial e produtividade do trabalho e ampliação significativa da participação do 1% mais rico na renda. Piketty (2014) quantificou essa concentração.

Presentemente, a disputa de ideias se dá, em grande medida, em relação ao “tamanho” do Estado, seus papéis e quem o financia.

No Brasil, em 2013, 51,3% dos impostos recolhidos nas três esferas de governo tiveram origem no consumo de bens e serviços, 25,0% na folha de salário, 18,1% na renda, 3,9% na propriedade e 1,7% em demais impostos (1).

Quando é efetuada uma comparação com outros países, se observa que na Dinamarca e nos Estados Unidos, por exemplo, metade da arrecadação está centrada em impostos sobre a renda e lucros (gráfico 1).

No que tange à América Latina, os países que mais tributam renda e lucros são: Peru, Chile e Colômbia, representando, respectivamente, 39,9%; 35,8% e 33,5% da arrecadação.

Os impostos sobre patrimônio também são mais baixos no Brasil. Eles alcançaram 3,9% da carga tributária em 2013. Já no Reino Unido, na Colômbia e na Argentina os impostos sobre patrimônio representaram, respectivamente, 12,3%; 10,6% e 9,2% da carga total.

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) representam, respectivamente, 1,7%, 1,4%, 0,6% e 0,2% da arrecadação brasileira.

A participação do Imposto Territorial Rural (ITR) é de 0,04%do total. Não passa despercebido que o Brasil é um país extenso, conformado por vastas áreas rurais.

O Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) representou 2,7% do produto brasileiro em 2013. Nos países que integram a OCDE, esse valor corresponde a 8,5%, em média. Mesmo ao se comparar com países com níveis de renda semelhante, observa-se que no Brasil a relação é inferior. Na Turquia, por exemplo, é 13,5% e no México 13,6%.

Quanto às alíquotas marginais brasileiras, tanto a mínima, quanto a máxima estão entre as mais baixas. Desde 1998, a alíquota máxima, no Brasil, é de 27,5%. Já na Alemanha é de 45%, na Turquia é de 35% e no México é de 30%.

Além de alíquotas relativamente menores, no Brasil, é possível deduzir do imposto de renda as contribuições à previdência, despesas médicas, dispêndio com dependentes, pensão alimentícia, entre outros. Em 2013, as deduções foram de R$ 295,1 bilhões, 17,4% da arrecadação e 6,1% do produto.

Os 71.440 brasileiros mais ricos declaram deduções na ordem de R$ 100,1 milhões com dependentes, R$ 82,5 milhões com instrução e R$ 804,2 milhões em despesas médicas. No total, os abatimentos representaram uma média de R$ 13,8 mil por indivíduo.

Desses mais ricos, 51.419 são os recebedores de lucros e declararam um patrimônio total de R$ 1,1 trilhão. Dessa maneira, a renda média individual anual é de R$ 4,5 milhões e a média patrimonial é de R$ 20,8 milhões por pessoa.

Os rendimentos isentos e não tributáveis somaram R$ 632,2 bilhões em 2013. Os 71.440 mais ricos obtiveram R$ 297,9 bilhões, dos quais R$ 196,0 bilhões estão isentos, 65,8% do total.

O valor mais significativo dessa categoria provém dos lucros e dividendos distribuídos ao declarante e/ou dependentes. O total foi de R$ 231,3 bilhões. Cumpre frisar que no ano de 1995 a Lei nº 9.249 isentou a tributação sobre os dividendos.


[Nota do Viomundo: Veja lá quem assinou a Lei 9.249]


Dentre o grupo de 34 países que integram a OCDE, apenas a Estônia aplica o modelo de isenção sobre os dividendos. No Reino Unido, a alíquota é de 36,1%; no Chile, 25%; nos Estados Unidos, 21,2%; e, na Turquia, 17,5%. O México passou a tributar em 17,1% os dividendos em 2014.

Ao se efetuar comparações das alíquotas do imposto sobre herança e doação, observa-se que o desalinhamento persiste sob o aspecto de justiça fiscal. A alíquota no Reino Unido é de 40%. Em outros países, ela é variável: nos Estados Unidos, a média é de 29%; no Chile, 13%. No Brasil a cobrança de ITCMD varia de acordo com cada estado. A alíquota média é 3,9%, porém, elas variam entre 1% e 8%, com faixas díspares.

Países como Argentina, Colômbia, França, Índia, Noruega, Suécia e Uruguai adotam o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), com alíquotas que estão entre 0,4% a 4,8%. O Brasil não cobra esse imposto.

Os direitos sociais no Brasil foram aprimorados na Constituição de 1988. Eles exigiram maior tributação. Assim como a Constituição, a configuração tributária brasileira não foi gerada espontaneamente. Ela representa interesses e o poder de segmentos da sociedade. Mesmo que haja uma constante tentativa de convencimento de que os ricos e os grandes empresários “pagam o pato”, ao se comparar os dados com outros países, observa-se o contrário. Os ricos no Brasil nunca pagaram o pato. Eles apenas convencem os patos que pagam.








Notas

(1) Impostos indiretos são regressivos, pois sua incidência não têm como referência a renda, apenas o consumo. Não diferencia, portanto, os diferentes níveis de poder aquisitivo. A maior participação deste tipo de tributo vai de encontro ao princípio de equidade.

Referências

PIKETTY, T. Capital in the twenty-first century.Londres: The Belknap press of Harvard University press, 2014.

Leia também:

Boulos diz que a mágica do ajuste de Dilma é que ampliou o rombo


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domingo, 16 de agosto de 2015

o voto básico, o ódio hipnotizador, as trevas e a extinção


A extinção da FUNDERGS é um absurdo: dez motivos




Postado por Juremir em 8 de agosto de 2015


Por Cláudio Gutierrez


1. A FUNDERGS não tira dinheiro do caixa do Estado, capta recursos para o Estado. De seu orçamento de 20 milhões para 2015, 16,5 milhões vem de fora do RS. A FUNDERGS capta mais de cinco vezes o que custa.

2. Uma Secretaria poderia fazer o mesmo que a Fundergs faz? Não! Se tentar fazer sairá mais caro, mais burocratizado e mais lento, pelos entraves legais. Uma fundação gerencia recursos captados, realiza editais públicos para projetos sociais esportivos, celebra e acompanha convênios e promove atividades diretas de mais forma mais ágil, técnica e econômica que uma secretaria de estado.

3. Está na contramão do movimento nacional. O Brasil está desenvolvendo organismos qualificados para gestão do esporte e o Ministério do Esporte, nesse momento, está encaminhando a construção de um sistema nacional de esporte e lazer. Aqui o Governo extingue seus órgãos gestores de esporte e lazer: Secretaria e Fundergs.

4. Desestimula investimentos para o RS: quem no Ministério do Esporte vai reivindicar ou avalizar o envio de recursos a um Estado que desprestigia o setor esportivo em sua estrutura de governo?

5. Na contramão do ciclo olímpico brasileiro: Todos os Estados fortalecendo as políticas e programas de esporte, aproveitando o momento em que se marca um ano para a Olimpíada do Rio; o RS extinguindo o locus privilegiado da formulação de políticas e análise de projetos de esporte para o Estado.

6. A extinção da Fundergs fragiliza o Centro Estadual de Treinamento Esportivo. O CETE mantém seis centros de excelência no esporte e mais dezenas de atividades, em uma oferta de alta qualidade, com 4 mil usuários dia. Sem a Fundergs se reabre o caminho para privatizar o CETE.

7. A privatização das funções da Fundergs sai mais caro ao Estado: o projeto de privatizar o CETE, pronto ao final do Governo Yeda, previa um repasse mensal do Estado ao terceiro no valor de R$200 mil ao mês (para manter uma oferta de escolinhas pagas). O CETE público, gratuito e equipado no padrão olímpico (17 milhões de investimento captado em convênio da Fundergs) custa ao Estado R$ 100 mil ao mês! A metade do que custaria se privatizado, com serviços pagos e de baixa qualidade (dados de 12/2014).

8. Gastar pouco em esporte economiza muito em saúde. O Brasil vive uma virada epidemiológica. As doenças que predominam não são mais as infectocontagiosas, mas as Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Nosso Ministério da Saúde está aliado à Organização Mundial da Saúde no desenvolvimento da Estratégia Global para enfrentamento das DCNTs, que se baseia em dois pilares: atividade física e alimentação saudável. Manter a Fundergs é barato e promove saúde; manter hospitais é caro e remedia doenças.

9. Gastar pouco em esporte e lazer economiza muito em segurança: em um país de 500 anos, onde quase 400 foram de escravidão, o desenvolvimento de políticas esportivas e de lazer é compromisso fundamental na construção do imaginário de uma sociedade democrática, que inclui as mulheres e homens que com seu suor constroem o país. Políticas públicas de esporte e lazer distribuem os bens econômicos e culturais, socialmente produzidos. O contrário disso é o esporte e o lazer como signos de distinção, de privilégio, o que alimenta o imaginário da exclusão que sempre explode em violência. Manter a Fundergs é barato, promove educação e segurança; manter presídios é caro e corrige o mal feito.

10. A Fundergs foi criada no Governo Olívio, mantida nos governos Rigotto e Yeda, fortalecida no Governo Tarso. Extingui-la agora provocaria uma ruptura de continuidade na política estadual de esportes e um retrocesso de 15 anos! Condena o próximo governo a começar do zero.

Por tudo isso, extinguir a Fundergs não só nos deixa mais pobres, como fecha a porta para acessar e distribuir riquezas e bens sociais e culturais tão necessários para desenvolver o Estado.




Prof. Dr. Cláudio Augusto Silva Gutierrez

Coordenador do Bacharelado em Educação Física

Coordenador do Polo Regional de Desenvolvimento do Esporte e Lazer Unisinos/Fundergs

Líder do Grupo de Pesquisa/CNPq OTIUM: Esporte, Saúde e Qualidade de Vida

domingo, 9 de agosto de 2015

quando as pessoas se unem pelo ódio... votam no básico e aceitam as trevas!


Extinção da Fundação Zoobotânica fará RS retroceder à idade das trevas, diz biólogo





Por Defender | 7 de agosto de 2015




A Fundação é composta por órgãos como o Museu de Ciências Naturais, o Jardim Botânico e o Parque Zoológico. (Foto: Filipe Castilhos/Sul21)


A proposta de extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, apresentada ontem (6) pelo governador José Ivo Sartori (PMDB), dentro de um pacote de medidas de “ajuste fiscal”, representa um retrocesso inaceitável que colocará o Rio Grande do Sul na idade das trevas em termos de conhecimento e defesa da nossa biodiversidade. A afirmação é do biólogo Paulo Brack, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e integrante da coordenação do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), que divulgou uma nota condenando a proposta e fazendo um apelo ao bom senso dos deputados estaduais e do governo Sartori para que não leve adiante essa iniciativa. A extinção da Fundação Zoobotânica, diz a nota, ameaça um dos mais completos acervos de biodiversidade e de estudos de impacto ambiental dos mais importantes empreendimentos no Estado. Segue a íntegra da nota:

Projeto Extinção da Fundação Zoobotânica: estaremos retrocedendo à idade das trevas em biodiversidade no Estado do Rio Grande do Sul?

O Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá) vem apelar para o bom senso do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e dos deputados estaduais no sentido da retirada ou indeferimento da proposta de Lei do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que corre em regime de urgência, na Assembleia Legislativa, que prevê a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS). Além do fechamento do órgão, ocorreria consequente demissão de dezenas de funcionários altamente gabaritados e conhecimento único na área de biodiversidade, como parte de pacote que alegadamente visaria cortar gastos do governo.

É importante lembrar que a Fundação é composta por órgãos executivos consagrados, como o Museu de Ciências Naturais, o Jardim Botânico e o Parque Zoológico. Segundo a ex-diretora da FZB, Arlete Pasqualetto, o Museu de Ciências Naturais é Fiel Depositário de Componentes do Patrimônio Genético, sendo uma das poucas instituições no Brasil credenciadas pelo Conselho do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, mantendo em volta de 400.000 registros de plantas e animais tombados em suas coleções científicas, sendo a base de conhecimento da biodiversidade gaúcha.

A instituição mantém convênios com a grande maioria das universidades do sul do Brasil, proporcionando formação especializada de bolsistas e estagiários, que atuarão na necessária conservação da biodiversidade. Milhares de trabalhos científicos foram gerados nestas mais de 40 décadas da FZB, principalmente pelo Museu de Ciências Naturais, Jardim Botânico, em parceria com pesquisadores de outras instituições, levando luz também ao conhecimento dos ecossistemas do Estado. Tal rol de conhecimento subsidia as políticas públicas de preservação e conservação, tanto do bioma Pampa como da Mata Atlântica, hoje constituídos por remanescentes que perdem sua área de extensão a cada ano, restando tão somente 36% e 7% respectivamente no RS. Outro aspecto a salientar é o patrimônio de peças e conhecimento paleontológico de grande destaque em nível regional e internacional.

No ano de 2014, a FZB foi responsável pela coordenação, elaboração e publicação dos Decretos relativos às Listas de espécies ameaçadas de plantas nativas (804 espécies) e animais silvestres (280 espécies), além de se dedicar para os planos de conservação ex situ e in situ destas e de outras tantas espécies que correm risco crescente de ameaça de extinção. Cabe lembrar que para a conservação deste total de 1084 espécies ameaçadas, necessita-se de estudos de biologia e ecologia, considerando-se que mais de 95% destas ainda não dispõem de mínimos conhecimentos suficientes para programas de conservação efetiva. Sem a FZB, estaremos profundamente desfalcados e comprometendo qualquer caminho pelo desenvolvimento sustentável. A agilização do licenciamento ambiental, tão destacada pela gestão atual da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, estará também comprometida, ainda mais, em “voo no escuro” em relação ao conhecimento da capacidade de suporte dos sistemas vivos em decorrência do crescente número de empreendimentos demandantes de licenças nos órgãos ambientais.

Com o possível fechamento da FZB, qual o futuro do Jardim Botânico (JB), com seus quase 40 hectares de área em Porto Alegre, abrigando coleções vivas de grupos de plantas representativas dos diferentes ecossistemas do Estado? Como ficará a continuidade do desenvolvimento de pesquisas científicas e técnicas para a conservação de suas espécies endêmicas, ameaçadas de extinção, medicinais, alimentares e ornamentais? Além das coleções especiais, destacam-se o arboreto, o banco de sementes e o viveiro de mudas nativas comercializáveis, com ênfase em espécies nativas do estado. O viveiro fornece espécies que praticamente não são encontradas em viveiros particulares. O JB também recebe, anualmente, milhares de visitantes e desenvolve um conjunto de atividades de Educação Ambiental direcionado ao público em geral, oferecendo visitas orientadas, principalmente a escolas.

Futuro incerto sofre também o Parque Zoológico, localizado em Sapucaia, o qual mantém uma coleção de animais vivos, representantes da fauna nativa e também exótica, compondo um plantel de aproximadamente 1500 animais, de mais de 180 espécies, em grande parte, oriundas de apreensões e retenções. Os técnicos do Zoológico e do Museu de Ciências Naturais desenvolvem atividades de pesquisas e de manejo para a conservação da fauna. O Parque recebe anualmente mais de 500.000 pessoas visitantes, promovendo também programas de educação ambiental, visando conscientizar a comunidade quanto à importância das espécies e da preservação e proteção do meio ambiente. Caso a área seja privatizada, estas e outras atividades (conservação irrestrita de espécies mais chamativas ou não aos visitantes) estarão inevitavelmente comprometidas.

Outro aspecto contraditório é o fato de que se possa destruir com um processo recente de reestruturação do órgão. Em 2014, houve um grande esforço e sucesso no sentido de se recuperar o contingente humano, principalmente após aposentadorias, nos órgãos que compõem a FZB, com a realização de concursos públicos, e aprovação do Plano de Empregos, Funções e Salários, incluindo ademais a recuperação estrutural de espaços a fim de atender as múltiplas funções incluindo o atendimento ao público.

As políticas públicas em meio ambiente necessitam de conhecimentos aprofundados e empenhos para a conservação da flora e fauna. Neste sentido, especialmente a FZB, com seu plantel de mais de uma centena de técnicos gabaritados, pode dar sequência a estas tarefas. Por sua vez, cabe destacar também que é, legalmente, a instituição que possui o papel de resguardo e conservação ex situ das espécies, sendo a responsável pela revisão das Listas Oficiais da Flora e Fauna Ameaçadas do Rio Grande do Sul.

É realmente inconcebível que, em vez de se buscar efetivar a cobrança de desonerações e dívidas bilionárias de empresas com a receita do Estado, se escolha eliminar uma instituição de tal envergadura, que realiza estudos, projetos e atividades de educação ambiental que tanto contribuem com a conservação da biodiversidade do território gaúcho. Todavia, torna-se ainda mais incompreensível que tal projeto seja apresentado justamente em um momento em que se profunda a crise da biodiversidade em nível planetário (Sexta Extinção em Massa), e que a degradação da natureza está a afetar gravemente inclusive nosso recurso mais elementar que é a água.

Fato triste e ao mesmo tempo curioso é o de que recentemente a biblioteca da FEPAM (Fundação Estadual de Proteção Ambiental do RS) foi desativada pela Secretária de Meio Ambiente Ana Pellini, com o argumento de que ocupava espaço que correspondia a aluguel elevado para o governo. A solução dada pela Secretária, que nunca percorreu a Fundação Zoobotânica e nem se dispôs a conversar com seus funcionários, foi de que a biblioteca da FEPAM então fosse incorporada e deslocada para a biblioteca da FZB. E agora? Com a extinção possível desta Fundação, para onde vai o um dos mais completos acervos de biodiversidade e agora de estudos de impacto ambiental dos mais importantes empreendimentos no Estado?

Estaremos voltando à idade das trevas no âmbito do conhecimento de nossa biodiversidade?

Vamos copiar o triste feito do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que extinguiu a Fundação Zoobotânica de lá, em 2000? Ironicamente, alguns anos depois deste fato, este político acabou sendo barrado na Justiça, pela Lei da Ficha Limpa, por ter renunciado no senado enquanto estava sendo julgado por falta de decoro parlamentar.

Esperamos o bom senso do governo e dos parlamentares, já que a revolta de muitos setores será muito grande. Afinal, este Estado tem tradição na área pesquisa e conservação ambiental. E o que seria de nós sem instituições como a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e com seu respectivo plantel de cientistas e técnicos altamente gabaritados?



Paulo Brack (Em 7 de agosto de 2015)
p/Coordenação do Ingá. Membro da Coordenação da APEDEMA (Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul)

Fonte original da notícia: Sul21

segunda-feira, 22 de junho de 2015

a Petrobras financiar a Odebrecht para a Odebrechet comprar a Petrobras !


PHA oferece a
Moro uma delação​


Já ouviu falar na Petrobrecht do Fernando Henrique, Dr Moro ?



Conversa Afiada







O ansioso blogueiro ficou muito impressionado com a bomba desferida pelo Ricardo Melo, ao revelar de forma irremediável o “método” Moro de investigar, prender e condenar guantanamente.

Como em Guantánamo, os presos do Moro ficarão presos por treze anos, sem direito a julgamento.

Porque, como se sabe, ele baixou o seu próprio Ato Institucional e, com ele, submeteu o PiG e o Judiciário.

Diante dessa avassaladora hegemonia, o ansioso blogueiro resolveu delatar !

Com prêmio ou sem prêmio.

Breve, com a publicação de seu livro “Quarto Poder – o outro lado da História” (ou será o “Primeiro Poder ?), da editora Hedra, o ansioso blogueiro revelará quem lhe passou o documento que chamou de “Petrobrecht”.

Ocorreu no imaculado Governo do FHC, quando não se comprava reeleição nem, depois dele, fazendola em Buriti, MG.

Jamais de la vie !

Nos tempos virginais de FHC, o presidente da Petrobras, indicado pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães, era o Joel Rennó.

Rennó e Emilio Odebrecht, então, como agora, comandante em chefe da Odebrecht, assinaram um contrato que resultaria no que o Jornal da Band veio a chamar de “Petrobrecht”.

Consistia, singelamente, em a Petrobras financiar a Odebrecht para a Odebrechet comprar a Petrobras !

Entendeu a secreta essência, amigo navegante ?

A Petrobras financiaria a Odebrecht e com o dinheiro obtido da Petrobras, a Odebrecht compraria a Petrobras – o todo ou uma parte importante, a área petroquímica – a que, até hoje, com a Braskem, é a mais lucrativa do grupo.

A denúncia sistemática do Jornal da Band desmontou a patranha.

Não sem antes Emilio Odebrecht procurar a Bandeirantes e ela, então, sob a liderança do vice-presidente José Roberto Maluf, resistir bravamente e dar apoio a seus dois jornalistas – o ansioso blogueiro, editor e apresentador do Jornal da Band, e seu redator chefe, Ricardo Melo.

(Corre-se aqui sério risco: o Moro mandar prender o Ricardo também, por suposto conluio…)

Como o Fernando Henrique, sob a batuta disciplinadora de Andrea Matarazzo na SECOM, praticava uma “mídia super-técnica”, a Petrobras, de pronto, cancelou o patrocínio do Jornal da Band.

O ansioso blogueiro coloca-se à inteira disposição do Dr Moro para prestar os esclarecimentos necessários.

Ou, enviar-lhe, gratuitamente, um exemplar de seu modesto livro.

(Que dispensa equivocado e suspeito prefácio, numa obra suspeita e equivocada.)



Paulo Henrique Amorim

sábado, 20 de junho de 2015

Está no jornal, acessível a qualquer um pela internet!


A gandola chavista que fez um vuelco e parou a Marcha dos Patetas em Caracas


Tijolaço


18 de junho de 2015
Autor: Fernando Brito






Sensacional!

Descobrimos que foi o “comando chavista” que bloqueou a passagem da “comitiva libertadora” liderada por Aécio Neves!

Chama-se gandola!

Sabem o que é? É carreta, no espanhol que se fala por lá. Ganhou este nome como corruptela (calma, coxinhas, não é corrupção) de gôndola, porque os empresários de transporte na Venezuela eram italianos.

Pois a gandola chavista, fez um vuelco – isto é, capotou, exatamente às 6:30 horas de Caracas – que tem duas horas e meia de fuso a mais que Brasília- ou às 9 horas do Brasil, interrompendo trânsito de veículos entre Caracas e La Guaira, que fica próxima ao Aeroporto de Maiquetía.

Está no jornal, acessível a qualquer um pela internet!

Aliás é bom ler lá, porque senão vão achar jeito de me processar por insinuações, já que a carga da gandola era farinha.

Foram três horas de interdição, até às meio-dia do Brasil (9:30 de Caracas). E, depois disso, os reflexos no trânsito, claro.

Bem na hora que a turma do Aécio chegava e denunciava o “engarrafamento ditatorial”.

E a Folha noticiando que um policial “confessou” que o engarrafamento era uma sabotagem.

Será que quando acontece um acidente no Rio ou em São Paulo e o trânsito para é sabotagem?

Não estou dizendo que o repórter mentiu, porque em qualquer parte do mundo policial anônimo conta muita mentira nestas horas. E não é difícil ter policial por lá querendo da uma mãozinha anti-Maduro, como aqui dariam contra Dilma.

Mas que não apurou coisa alguma, lá isso foi. Coloquei até o mapa de onde fica La Guaira, bem no caminho da auto-estrada que vai ao aeroporto de Maiquetía.

Aliás, quem já foi a Caracas sabe que esta estrada passa num vale estreito, o que é, aliás, a razão de a cidade não ser, apesar de próxima, localizada na costa: é que Caracas era uma fortificação natural, pela dificuldade de acesso.

E tem mais: boa parte dela é cercada por barrios – nome das favelas por lá – onde o chavismo é forte, muito forte, fortíssimo.

Mas agora descobrimos, afinal: é a gandola o que cortou o “barato” do Aecinho.

Ainda mais gandola com vuelco, arma secreta dos esquadrões bolivarianos.

Este Aécio seria uma comédia, se não fosse uma tragédia!

domingo, 3 de maio de 2015

Histórias de avoinha: "Mifioneto, cuidado com os espritu ruim qui sai do dinhêro e entra nas pessoa... emburrecê e fede e adoece ocê."


Richa é o Aécio que venceu as eleições? 
Por Kiko Nogueira



Diário do Centro do Mundo



Postado em 02 mai 2015
por : Kiko Nogueira


Separados no nascimento



O silêncio do PSDB em relação à truculência da PM paranaense contra os professores é sintomática do oportunismo e da indignação coletiva de seus dirigentes.

Onde está a histeria de um Carlos Sampaio, o Carimbador Maluco? Onde foi parar Aloysio Nunes e sua vontade de fazer sangrar? FCH? Serra?

Num vídeo do 1º de Maio, ao lado de Paulinho da Força e de Eduardo Cunha, Aécio falou que aquele era o “dia da vergonha, o dia que a presidente Dilma se acovardou e não teve coragem de dizer aos trabalhadores brasileiros porque eles vão pagar o preço mais duro desse ajuste”.

Ok. Instado a se manifestar sobre a pancadaria em Curitiba, foi sucinto. “Nós lamentamos profundamente”, disse. “Nada do que aconteceu em Curitiba deve ser objeto de ironia ou de críticas”.

Era isso? A batalha campal não pode ser criticada ou ironizada? Foi uma indireta a Dilma, que fez uma observação, aliás tímida e superficial, da porradaria.

Quem determina o que pode ser dito? Nenhuma palavra de solidariedade de Aécio a quem apanhou pelas mãos da polícia de um colega de legenda?

Em setembro de 2014, Aécio esteve com Richa em alguns comícios. “Vim buscar no Paraná exemplos de iniciativas para bem governar o Brasil”, discursou. Num evento tucano, ainda cravou: “Da minha geração, Beto Richa é o mais bem preparado homem público”.

Um modelo de gestão fabuloso. Entre outras coisas, os dois têm em comum a faixa etária (ambos nos 50) e o fato de ser membros de uma dinastia política. Richa é o Aécio que venceu as eleições e cujo preço os paranaenses pagam com pitbulls.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ocê não medita nem pensa... humhum... tá dominado!?


Onde se passa o “Leviatã”?
Em Minas !



Foi tudo dominado: a Política, o Judiciário, a Polícia e a Religião (e o PiG).


Conversa Afiada





Na foto, um campo de pouso no interior do Espírito Santo




Além de ler Sermões de Vieira e o Piketty, o ansioso blogueiro também vai ao cinema.

E assistiu ao magnífico “Leviatã”, do russo Andrey Zvyagintsev, que ganhou a Palma de Ouro de Cannes do ano passado.

É tanto o “Leviatã” de Jó quanto o “Leviatã” de Hobbes.

É a história do controle de uma pequena cidade russa por um prefeito corrupto, que serve aos poderosos com a descarada cumplicidade do Judiciário, da Policia e da Religião.

O prefeito Vadim cobiça a propriedade do personagem principal, Kolia, para, ali, em nome de um ricaço, instalar um resort.

Kolia resiste, mas Vadim consegue o que quer: Kolia vai preso, a mulher dele se desestrutura psicologicamente e o melhor amigo e advogado o trai miseravelmente.

Ninguém escapa.

Nenhuma instituição, nenhuma !

A foto de Putin aparece na parede do gabinete do prefeito safado.

Assim como há menções a Yeltsin, o presidente bêbado, e os líderes da União Soviética.

Mas, a política aparece lá atrás, sutil.

O murro na cara é a descrição de um fenômeno universal, que os brasileiros do Maranhão conheceram.

E os de Minas Gerais também.

Quer assistir ao Leviatã ?

Procure conhecer os detalhes da história do helicoca.

Minas Gerais fica (ou ficava …) numa península próxima ao Mar de Barents: o Espírito Santo !

Clique aqui para ver que os delegados da Polícia Federal, que enterraram o helicoca na Rússia, foram pra cima do Eduardo Cunha.

Parece o Samba do Crioulo Doido, mas não é.

É a Rússia.

É o Brasil !

Em tempo: meditação inútil, à saída do “Leviatã”. Quando o cinema brasileiro vai fazer um filme assim? Quando tiver um romancista como Dostoievski, Tolstoi? E quando se livrar da submissão à Globo Filmes!



Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Urgente! MG: prédio de motel vira escola!


“Melhor educação do Brasil” tem alunos do ensino básico frequentando prédio que foi de motel

publicado em 22 de outubro de 2014 às 18:55


Viomundo












por Luiz Carlos Azenha


As portas das salas têm aquela abertura usada para preservar a intimidade dos casais na hora de servir bebidas e refeições do serviço de quarto. Guardam os números dos apartamentos frequentados no passado por casais de Teófilo Otoni, a cidade mineira de 150 mil habitantes que fica no vale do rio Mucuri.

É a Escola Estadual de Liberdade, localizada às margens da BR 116, em Lajinha, região rural. Desde 2011 ela funciona aqui.

Antes disso, a escola já enfrentava problemas de infraestrutura e condições inadequadas.

A partir de 2006, funcionou nas salas de catequese de uma igreja católica.

Como as salas começaram a apresentar problemas estruturais, a Secretaria de Estado de Educação optou por alugar o espaço de um antigo motel, mas não realizou todas obras necessárias para transformar a estrutura do local.

A denúncia é do SindUte, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais.

O sindicato é conhecido por ter conseguido furar o bloqueio informativo do grupo político do senador Aécio Neves em Minas Gerais, que acusa de ter amordaçado a imprensa regional nos últimos 12 anos.

Foi numa greve que durou quase quatro meses que isso se concretizou. O SindUte imprimia folhetos em Belo Horizonte e os distribuia a professores que vinham de longe participar das assembleias.

No imenso estado de Minas Gerais, com 853 municípios, os professores voltavam para suas cidades e, através dos alunos, faziam os panfletos chegarem aos pais.

Assim, o sindicato conseguiu mobilizar não apenas professores, mas alunos e pais para denunciar a situação da educação no Estado.

Hoje, tanto nos discursos e debates quanto na propaganda eleitoral, o candidato Aécio Neves invariavelmente menciona “a melhor educação fundamental” ou a “melhor educação básica” como sendo a de Minas Gerais.

Segundo o SindUte, o uso puro e simples do resultado do IDEB — o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica — não retrata a situação complexa da educação mineira.

Quem não vive no Estado, nem tem filhos nas escolas públicas mineiras, segundo o SindUte pode ficar com a impressão de que Minas é uma exceção à regra quando se trata das carencias do sistema educacional.

O sindicato denuncia, entre outras coisas, que faltam 1 milhão de vagas no Ensino Médio mineiro; que, ao contrário do que propagandeou o governo, os professores não recebem décimo quarto salário; que um grande número de escolas de ensino fundamental é carente de bibliotecas, laboratórios e quadras esportivas.

O SindUte alega que, se de fato Minas Gerais tivesse a melhor educação básica e a melhor Saúde do Brasil, como diz a campanha de Aécio Neves, o candidato do ex-governador, Pimenta da Veiga, não teria sido derrotado de forma acachapante, no primeiro turno, pelo petista Fernando Pimentel.

Para dar exemplos, o sindicato aponta para duas escolas que desmentem a propaganda enganosa: em Teófilo Otoni, a escola que ocupa o prédio improvisado onde funcionou um motel; em Uberaba, a escola que funciona no segundo piso de um shopping center, ao lado de três tanques com 60 mil litros de combustível, em um posto de gasolina. Ambas abrigam alunos do ensino fundamental.


Abaixo, o álbum de fotos da escola de Teófilo Otoni, feitas pelo próprio SindUte:




Agora, as fotos da escola de Uberaba, feitas pelo Viomundo:




O sindicato autor das denúncias tem outras características importantes. É liderado por mulheres e é descentralizado.

Dado o tamanho de Minas, é essencial para o sucesso do sindicato ter representações regionais fortes.

É o caso de Uberaba.

As duas professoras que entrevistamos lá dizem que o exemplo da escola que compartilha espaço com um posto de gasolina não é exceção.

Pode, sim, ser um caso extremo, mas se dá em uma cidade que é um dos mais importantes polos de desenvolvimento de Minas Gerais. Uma cidade rica, numa região rica.



Ouçam as entrevistas:






As professoras ficaram revoltadas com o comportamento do ex-governador Aécio Neves no debate do SBT.

Acreditam que, ao debater com a candidata Dilma Rousseff, o senador desrespeitou as mulheres.


Maria Aparecida devolve: Aécio “é um pavão” e “mentiroso”:





Não é uma surpresa, já que segundo elas Aécio e aliados descumpriram promessas feitas aos professores.

Além disso, segundo Maria Helena, o governo mineiro criou uma norma — que ela considera bizarra — de exigir carteira profissional dos estudantes que frequentam os cursos noturnos, contribuindo assim para a evasão escolar:





Mas, acima de tudo, as professoras estão preocupadas com a situação da Escola Francisco Cândido Xavier, criada em dezembro de 2010, que vai completar quatro anos de funcionamento em condições precárias.

Um novo prédio está em construção no bairro. Elas esperam que fique pronto, conforme o prometido, até a metade de 2015.

Enquanto isso, os 456 alunos utilizam um galpão como quadra de esportes e ficam trancafiados no recreio em um corredor que também serve de pátio, refeitório e cozinha.

Ao final do vídeo abaixo, dona Maria Lúcia, avô de Carolina, de 19 anos de idade, estudante do período noturno, diz que o grande problema do momento é a falta de água:






Como as salas-de-aula foram improvisadas em salas de escritório, a escola não tem banheiros independentes.

Cada sala tem o seu.

Se um aluno usa o banheiro numa emergência, até que a professora ou professor mande buscar água os colegas enfrentam o mau cheiro.

Para a avó da aluna — e para as professoras do SindUte — trata-se de uma situação de emergência.

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Leia também:

Conceição Lemes: Na Saúde, Aécio promete fazer no Brasil o que não fez em Minas

a responsabilidade de pela falta de água no estado de Sun Paulun


Para relatora da ONU, falta de água é culpa do governo de São Paulo


Candidato à reeleição, o governador tucano nega o racionamento, que na prática já atinge 2,1 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo


por Redação da RBA 
publicado 31/08/2014 15:57, última modificação 31/08/2014


ELZA FIÚZA/ARQUIVO ABR

Catarina avalia que Alckmin falhou ao não adotar medidas e investimentos necessários para lidar com a crise


São Paulo – A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Água e ao Saneamento, Catarina Albuquerque, atribuiu ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a responsabilidade de pela falta de água no estado. Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada neste domingo (31). Ela afirma que não é a única a ter esta opinião. Candidato à reeleição, o governador tucano nega o racionamento, que na prática já atinge 2,1 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

Para Catarina, a lição que se pode tirar desta crise hídrica é a necessidade de planejamento. Segundo ela, a água é fundamental e o esgoto deve ser tratado como um recurso. "E olhar para a água como um bem precioso e escasso, indispensável à sobrevivência humana", diz. A relatora avalia que Alckmin falhou ao não adotar medidas e investimentos necessários para lidar com a crise.






"Uma parte da gravidade poderia não ser previsível, mas a seca, em si, era. Tinha de ter combatido as perdas de água. É inconcebível que estejam quase em 40%”, afirma a relatora.

Catarina lembra que o preço cobrado sobre a água para a agricultura, a indústria e o turismo em outros países é bem caro e sugere: "Deveria haver um aumento exponencial do preço em relação ao consumo para garantir que quem consome mais pague muitíssimo mais", diz.

Ela cita como exemplos positivos os adotados pelos Estados Unidos da América (EUA), onde são multadas pessoas que lavam o carro em tempos de seca, e o exemplo japonês, onde são adotados sistemas de canalização paralela para reaproveitamento da água.

Questionada sobre a distribuição de lucros da Sabesp aos seus acionistas, Catarina destaca que, apesar de a legislação brasileira prever esse mecanismo, uma empresa que fornece água não deveria ser ter o mesmo sistema de uma que fabrica parafusos.

"Em São Paulo, os recursos deveriam estar sendo investidos para garantir a sustentabilidade do sistema e o acesso de todos a esse direito", observa.

A Globo já está desesperada, tentando abafar ou neutralizar o depoimento de Meirelles


Bomba! O vídeo que liga doleiro da Petrobrás ao PSDB


O Cafezinho


Por Miguel do Rosário, postado em outubro 22nd, 2014



O senador Alvaro Dias é da mesma região que o doleiro Alberto Yousseff.







(Trecho do depoimento de Leonardo Meirelles, feito nesta segunda-feira, dia 21 de outubro de 2014)

A Globo fez um escarcéu com o vídeo (na verdade um áudio, filmando um teto), no qual Paulo Roberto Costa e Yousseff envolviam o PT nas falcatruas da Petrobrás.

Pois bem, eles não deram atenção a outro vídeo, vazado hoje, em que o “testa de ferro” do doleiro, Leonardo Meirelles, declara que Yousseff tinha negócios com o PSDB e com um senador do Paraná, da mesma região do doleiro. E que seria seu “padrinho”.

Meirelles praticamente nomeou Alvaro Dias.

Já sabíamos, há tempos, que Álvaro Dias tinha andado no jatinho do doleiro bandido Alberto Yousseff.

Ou melhor, usou o jatinho durante toda a sua campanha de 1998.

Mas tucano pode tudo, e a história morreu.

Álvaro Dias é o substituto de Demóstenes Torres junto à grande mídia e não interessa à ela queimar seu melhor amigo.

Aí apareceu o tal Sérgio Moro, o mesmo juiz que havia prendido o doleiro por crimes contra o sistema financeiro, há vários anos, interrogando o mesmo bandido.

A fama de duro de Moro tem sido um tanto exagerada, porque ele não condenou ninguém no processo do Banestado. Quer dizer, prendeu Alberto Yousseff, o doleiro, uma espécie de mordomo de luxo dos ricaços. Mas depois o soltou, através de uma delação premiada que não deu em nada.

Pela segunda vez, depois de Yousseff quebrar todos os acordos com a justiça, Moro concede a ele o direito de delação premiada. Oficialmente e extra-oficialmente, porque não está claro se os depoimentos vazados sistematicamente pela justiça para a imprensa são da parte secreta ou da parte pública do processo.

Os depoimentos de Yousseff e Costa são ambos vazados pelo advogado de Yousseff, o senhor Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto, que já trabalhou em governos tucanos e tem profundas e antigas ligações com o PSDB.

O advogado do doleiro é uma figura que já trabalhou no governo do PSDB.

No dia do último debate, o staff de Aécio, apavorado com a possibilidade de Dilma entrar rasgando mais uma vez, jogando-lhe na cara todos os seus velhos vícios, plantou na Veja e na Globo um blefe pesado.

O blog de Gerson Camarotti trazia uma ameaça. O senador Alvador Dias havia obtido todos os depoimentos de Alberto Yousseff e repassado para o senador Álvaro Dias, que por sua vez os entregou para Aécio.

Terrorismo barato para fazer o staff da Dilma recuar um pouco.

Hoje, Folha e Estadão, num lapso, informaram outros links de Álvaro Dias com o doleiro bandido.

E não é com delação premiada não. É depoimento mesmo, aberto, à Justiça.

A Globo já está desesperada, tentando abafar ou neutralizar o depoimento de Meirelles, que atrapalha o golpezinho armado entre ela, Álvaro Dias e o advogado do próprio Yousseff.

Duvido que vá para o Jornal Nacional.

Em vez de apurar o que disse Meirelles, a Globo está tentando repercutir o advogado de Yousseff, negando as ligações do doleiro com os tucanos.

Claro que o doleiro vai negar. A armação da delação premiada dele e de Paulo Roberto Costa foi articulada justamente com o PSDB.

O próprio juiz, Sergio Moro, tem sido criticado até mesmo pela OAB, por estar permitindo que a operação Lava Jato seja manipulada politicamente por criminosos, seus advogados, o PSDB e a mídia, os dois últimos interessados em interferir nas eleições.

É importante lembrar que Sergio Moro foi o juiz que escreveu o incrível voto de Rosa Weber condenando José Dirceu, e que foi decisivo. Com os argumentos de Moro, a ministra Rosa Weber declarou que “não tinha provas contra Dirceu, mas iria condená-lo, mesmo assim, porque a literatura assim o permitia”. Uma pérola histórica do fascismo judiciário, em que o juiz se arvora superior à Constituição e ao espírito humanista que preside o direito penal de uma democracia.


e ocê compartilhando as verdades do Justo e Ético senador álvaro dias (PSDB)


Em depoimento na PF, auxiliar de doleiro aponta Álvaro Dias como beneficiário de propina do esquema Petrobras


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Fabiano Portilho

Álvaro Dias e Aécio Neves


Segundo o auxiliar do doleiro Alberto Youssef, o empresário Leonardo Meirelles, que prestou depoimento à Justiça federal nesta segunda-feira 20; segundo ele, além do senador Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, falecido em março desse ano, outros tucanos se beneficiaram da propina de contratos da Petrobras; impedido pelo juiz Sergio Moro de citar nomes, ele deu uma dica: um dos parlamentares seria da mesma região de Youssef, que nasceu em Londrina, no Paraná.

O senador Álvaro Dias é de Maringá (PR), mas estudou em Londrina, trabalhou em rádios de Londrina, foi candidato a prefeito em Londrina, vota em Londrina, e fez toda sua carreira política em Londrina. A distância em linha reta entre Maringá e Londrina (ambas no Paraná) é 79.53 km, mas a distância de condução é 100 km. Ou seja o único parlamentar que teve envolvimento com o doleiro em 1998, e em 2002 recebeu R$ 780 mil da empreiteira UTC para sua campanha, e em 2009 encabeçando juntamente com o presidente Sérgio Guerra a CPI da Petrobras, que logo depois foi esvaziada após o pagamento de R$ 10 milhões em propina, segundo declarado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Todas essas pistas, leva ao impoluto, nobre senador e autor da CPI da Petrobras versão 2014...
Ligações do doleiro com o senador Álvaro Dias é antiga

O Doleiro Alberto Youssef já havia fretado jatos para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) em 1998; e, pasme, o serviço foi pago com recursos desviados da prefeitura de Maringá, em 1998, uma investigação na prefeitura de Maringá descobriu que recursos do município foram usados para pagar jatos usados pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) em sua campanha. O responsável pelo fretamento era justamente Youssef o doleiro preso.

De acordo com a Procuradoria, cheques emitidos pela prefeitura tucana foram parar em contas de políticos, empresários, doleiros, laranjas e até religiosos. O rastreamento das contas já detectou cerca de 10 mil cheques para fins supostamente ilegais emitidos somente na gestão do prefeito Jairo Gianoto (ex-PSDB), somente em uma das contas a Procuradoria já apurou que houve um desfalque de cerca de R$ 30 milhões pelos tucanos. Uma auditoria do Tribunal de Contas do Paraná já havia apontado que outros R$ 74 milhões foram desviados da prefeitura entre 1993 e 2000.

A Promotoria ainda não tem idéia sobre o total do dinheiro desviado pelos tucanos dos cofres públicos de Maringá. O montante agora está em mais de R$ 100 milhões -quase o Orçamento anual da cidade, em torno de R$ 110 milhões.O promotor José Aparecido Cruz acredita que, do dinheiro desviado, cerca de 30% permaneceram no Paraná, em contas particulares dos envolvidos. O restante foi para outros Estados e há indícios de que uma parte teria sido desviada para contas no exterior, provavelmente na Europa e corrupção, no depoimento, o ex-secretário da Fazenda de Maringá Luís Antônio Paolicchi afirmou que campanhas de políticos do Paraná como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB) foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.

Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante sua campanha ao Senado.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador tucano. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.
UTC empresa investigada nos pagamentos de propina na Petrobras, financiou Álvaro Dias em 2002


Sensacional! O PSDB vai lançar o Bolsa Água, em uma segunda etapa o Bolsa Banho


PSDB lança “Meu Banho, Minha Vida”!




Por Altamiro Borges

O irreverente José Simão, um dos poucos colunistas que ainda merece ser lido na Folha tucana, publicou mais uma pérola nesta quarta-feira (22). Segundo ironiza, o governo deverá lançar em breve o programa “Meu Banho, Minha Vida!” para enfrentar a grave crise de água que tortura os paulistas em decorrência do “choque de indigestão” do PSDB. Outro programa que está em discussão é o “Balde Família”, que visa armazenar este líquido precioso para os dias piores que virão. “O Alckmin vai lançar o Balde Família: toda família terá direito a um balde vazio! Rarará!”.

Deixando de lado as piadas, o cenário em São Paulo é cada dia mais dramático. Segundo pesquisa Datafolha, os cortes de água se generalizaram pela capital paulista: 60% dos entrevistados relataram ter sofrido ao menos um caso nos últimos 30 dias. Nas pesquisas anteriores, em junho e agosto, os índices foram de 35% e 46%. “O levantamento mostra também que os paulistanos estão pessimistas em relação ao futuro: 88% deles creem que a metrópole corre grande risco de ficar longos períodos sem água nos próximos meses”, relata o editorial da Folha desta quarta-feira.

O temor é tão real que 66% dos entrevistados já cogitam recorrer à estocagem da água. “Essa iniciativa traz alguns perigos. O armazenamento inadequado – por exemplo, em recipientes não esterilizados –, pode levar à contaminação da água por bactérias, ocasionando prejuízo à saúde dos que vierem a consumi-la. Mais grave, com a proximidade do verão, estação em que costuma se verificar aumento do número de casos de dengue, os reservatórios em casas e apartamentos podem servir de nascedouro para o mosquito transmissor da doença”, alerta o jornal.

Mas o governador Geraldo Alckmin, que foi reeleito graças também à cumplicidade da mídia tucana – que escondeu a grave crise da água –, ainda permanece inerte. Ele “tem sido evasivo em relação à segurança hídrica”, segundo a Folha, que adora “tucanar” a desgraceira. Na verdade, Alckmin protela o enfrentamento do problema para beneficiar Aécio Neves, o cambaleante presidenciável do PSDB. Tudo é feito com base em cálculos eleitoreiros! Passado o segundo turno, os programas “Balde Família” e “Meu Banho, Minha Vida” até poderão ser implantados!

Este estelionato eleitoral, porém, parece que não está dando resultado. Ainda segundo uma notinha na Folha tucana, “a cúpula da campanha de Aécio Neves culpa a falta de água em São Paulo pela recuperação de Dilma Rousseff na reta final da eleição. A crise, explorada pela propaganda petista, seria o principal motivo da redução da vantagem do tucano no Sudeste. Os aecistas temem que o problema continue a drenar votos até domingo”. A crise no setor atiça as bicadas entre os aspones de Aécio e Alckmin, dois grão-tucanos que nunca conviveram bem no ninho.


*****

Leia também:



- A uma semana do racionamento da água


- FHC ficou sem tomar banho?


- Falta de água e o crime da imprensa


- Ainda vai faltar água na redação da Folha


- Já falta água em SP. A mídia esconde!


- Crise da água e o sumiço de Alckmin

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A Culpa é da ONU! Dilma faça uma Água Esperança pra Sun Paulun


Inacreditável ! Alckmin
ataca a ONU por falta d’água !



Conversa Afiada


O Machão do Leblon já tinha dito que a culpa era da Dilma …










Esses tucanos fazem qualquer coisa:


ALCKMIN ATACA ONU POR CRÍTICA SOBRE FALTA DE ÁGUA EM SÃO PAULO


Em ofício, governador cobra de Ban Ki-moon que corrija declarações da relatora especial para água e saneamento
Governador paulista reclamou de críticas feitas no meio do processo eleitoral


Racionamento de água em SP pauta última semana da campanha presidencial

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, enviou um duro ofício ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cobrando que a entidade corrija suas conclusões sobre a crise da água no Estado.
O estopim foi a visita da portuguesa Catarina de Albuquerque, relatora especial para água e saneamento, a São Paulo, em agosto último. Ela afirmou que a crise era responsabilidade do governo estadual e apontou falta de investimentos.



NAVALHA





O Governo de São Paulo vai pedir ao Chanceler Rubens Barbosa que rompa relações diplomáticas com a ONU !

Que insolência desse órgãozinho de meia tigela !

Se meter com São Paulo !




Paulo Henrique Amorim




Leia mais:

DILMA LEVA A SECA TUCANA DE SP AO HORÁRIO ELEITORAL!

ELE CULPA A DILMA PELA FALTA D’ÁGUA EM SP

sábado, 27 de setembro de 2014

Os parvos do tripé


Nobel dá razão
a Dilma contra Urubóloga




Stiglitz e Dilma: se os fatos não comprovam a teoria, eles mudam os fatos !


Conversa Afiada





Sugestão do amigo navegante Piu-Piu


O amigo navegante talvez se lembre do Mau Dia Brasil em que os “entrevistadores” interromperam a Dilma a cada 16”.

(Conseguiram superar o frenesi do William Bonner, que tomou 40% do tempo da entrevista com seus editoriais em forma de perguntas – inúteis.)

No tal Mau Dia, a PhD pela Universidade Municipal de Caratinga (está no ABC) confundiu a época.

Ela pensa que a Alemanha da Merkel é a Alemanha do Adenauer, no retumbante sucesso do pós-Guerra com o dinheiro a jorrar do Plano Marshall americano.

Afinal, nem tudo se ensina na UM de Caratinga.

A PhD só faltou pular na presidencial jugular para demonstrar que a Alemanha, hoje, com o programa de asfixiante austeridade, cresce chinesamente !

Quando lhe concediam tempo para participar da entrevista, Dilma tentou ponderar que não era bem assim, que os fatos não mentem.

Nessa sexta-feira (26/09) , numa entrevista em Brasília, ela revelou a sua perplexidade com a tentativa de esconder os fatos: a Alemanha está numa draga monumental, segundo os fatos produzidos pela própria Alemanha !

Fatos são fatos, disse ela !

Pois é, quando os fatos atrapalham a teoria, mudam-se os fatos, diz o adágio que Joseph Stiglitz menciona em seu notável artigo “Os cadáveres da austeridade europeia”.

Stiglitz é Prêmio Nobel de Economia, o que não lhe dá, porém, credenciais para contestar a Urubóloga, o mais brilhante pensador neolibelês que o Brasil conseguiu produzir.

Mas, mesmo assim, vale a pena reter alguns pontos centrais do que diz o insignificante Stiglitz…

- Angela Merkel da Alemanha e outros lideres europeus pró-austeridade – aqui chamados de “idiotas do tripé” – continuam a negar a realidade.

- A austeridade (ou seja, o tripé da Bláblá, do aeroporto do Titio e da PhD de Caratinga) – é um fracasso !

- (Os parvos do tripé) dizem que, como a economia não está mais entrando em colapso, a austeridade deve estar funcionando.

- É o mesmo que dizer que se jogar de um despenhadeiro é a melhor forma de descer a montanha, porque, dessa forma, a queda deixa de acontecer.

- A recuperação eventualmente virá; o problema é saber quando.

- A austeridade é um desastre consumado. Cada vez fica mais claro que as economias da União Europeia estão estagnadas, se não for uma recessão, com desemprego alto e renda per capita inferior à de antes da crise de 2008.

- Mesmo nas melhores economias, como a da Alemanha, o crescimento desde 2008 tem sido tão lento, que, em qualquer outra circunstância (sem o apoio da Urubóloga – PHA) a Alemanha seria considerada um desastre também.

- Nos países mais atingidos, como a Espanha e a Grécia, a situação é de depressão econômica. Uma em cada quatro pessoas está desempregada. 50% dos jovens não conseguem emprego.

- Assim, defender a austeridade é como o barbeiro medieval para que o sangramento funciona porque o paciente não morreu – ainda.

- O produto europeu é mais de 15% abaixo do que seria sem a crise de 2008. É uma perda acumulada de US$ 6,5 trilhões (mais de duas vezes o GNP do Brasil ! – PHA).

- A Alemanha está obrigando os outros países a seguir políticas econômicas que enfraquecem suas economias.

- Três anos atrás, o eleitor da França votou para mudar de rumo. Mas, o assim chamado partido socialista francês (aqui também tem um partido socialista inscrito entre os parvos do tripé – PHA) está reduzindo os impostos das empresas e cortando gastos – receita garantida para enfraquecer a economia.

- A esperança é que cortar impostos de empresas estimule o investimento.

- Mas o que impede a Europa e os Estados Unidos de crescer é a falta de demanda (que aqui abunda, com licença da má palavra – PHA).

(Lembram quando o Dudu dizia que ia cortar o consumo ? Esses socialistas não podem ver um jatinho … PHA)

- A Itália está sendo encorajada a acelerar a privatização (que aqui resultou na Privataria - PHA). Mas, o primeiro-ministro Renzi teve o bom-senso de reconhecer que vender ativos nacionais a preço de banana (como o FHC fez com a Vale – PHA) não faz nenhum sentido (o Cerra venderia o Coliseu à Disney – PHA).

- A privatização do sistema de previdência social, por exemplo, demonstrou ser muito caro. O sistema previdenciário mais privatizado do mundo, o americano, é o menos eficiente do mundo.

(O FHC incumbiu o André Haras Resende de preparar a privataria da Previdência, no modelo do Chile de Pinochet. A eleição de Lula em 2002 interrompeu a sangria … – PHA)

- Embora os fatos demonstrem que a austeridade no funciona, ela continua a se espalhar. A Alemanha e outros falcões dobraram a aposta, jogando o futuro da Europa numa teoria desmoralizada há muito tempo.

(Aqui, na Colônia, ainda a levam a sério – PHA).



Tradução livre de Paulo Henrique Amorim





sexta-feira, 8 de agosto de 2014

quando ocê pensa que já viu quase tudo... lê isso daqui


É mulher e tem vida sexual, é obesa ou tem câncer? Não poderá trabalhar para o governo Alckmin


agosto 7th, 2014 

by mariafro



Do Coletivo Sacode: Além de discriminar obesos no serviço público, agora o governo do Estado de São Paulo, pede exames ginecológicos para mulheres serem admitidas. Ta certo isso minha gente?




Seleção pública também exige que mulheres com uma “vida sexual iniciada” apresentem exames ginecológicos intrusivos


Thinkstock/Getty Images


Candidata virgem diz que sua privacidade foi invadida; para ela, atestado de virgindade exigido pelo concurso é “cúmulo do absurdo”


Luísa*, de 27 anos, nunca imaginou ter de passar por esta situação. Ela precisou comprovar, por meio de um atestado médico, que “não houve ruptura himenal” [ou seja, que não teve seu hímen rompido] para preencher um dos requisitos do concurso público da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (SEE-SP). Ela é candidata a uma das quase 10 mil vagas para o cargo de Agente de Organização Escolar da seleção pública da SEE-SP.

“Achei um absurdo. Fiquei mais de uma semana decidindo se deveria fazer isso ou não. Na hora em que fui a um consultório para me submeter à análise ginecológica, entrei em pânico. Foi constrangedor explicar para a médica que precisava de um atestado de virgindade para poder assumir uma vaga em um concurso”, diz.

A seleção pública à qual Luísa se refere foi aberta em 2012. Depois de passar pelas provas regulares, ela ficou aguardando sua convocação, o que se deu apenas neste ano. Chamada para a realização dos exames médicos de admissão, Luísa foi surpreendida com um comunicado recente da organização do concurso, onde constavam mais detalhes sobre os exames médicos de admissão solicitados pelo certame.

Publicado em junho, o comunicado, emitido pela Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos da SEE e pelo Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME), traz detalhes sobre testes ginecológicos requeridos às candidatas mulheres.


Thinkstock/Getty Images


Exames solicitados para ingresso no concurso da SEE são tidos como invasivos


No documento emitido pela coordenadoria da SEE e pelo DPME, há mais informações sobre os exames de colposcopia e o de colpocitologia oncótica, o Papanicolau, exigidos às candidatas. O comunicado informa que mulheres que “não possuem vida sexual ativa, deverão apresentar declaração de seu médico ginecologista assistente”. Dessa forma, com a comprovação de virgindade, estariam isentas da realização dos exames ginecológicos intrusivos, de acordo com confirmação do próprio DPME.

“Só fiquei sabendo disso quando fui convocada para realizar os exames médicos. Antes, não era pedido esse atestado [de virgindade]. O pior de tudo é que todos esses exames são caros e são bancados pelo próprio candidato. Teve gente que pagou mais de R$ 500 pelos exames”, fala Luísa.

Segundo a ginecologista Marcia Terra Cardial, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, os exames ginecológicos solicitados pela SEE servem, por exemplo, para “rastrear mulheres com lesões precursoras do câncer de colo de útero, separando as mulheres normais, daquelas com necessidade de prosseguir a investigação”. No entanto, segundo ela, “dependendo do tratamento, os casos de lesão precursoras de câncer não inviabilizam o trabalho”.


Divulgação/Assembleia Legislativa de São Paulo

Para ‘Bebel’, da Apeoesp, pedido de atestado é uma “violação” da dignidade da mulher
Violação

Solicitados para atestar a saúde dos futuros funcionários públicos, tanto o atestado de virgindade quanto os exames ginecológicos para candidatas com mais de 25 anos ou vida sexual ativa são vistos como uma “violação” da dignidade da mulher, segundo Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

“Atestado de virgindade? Por favor! Estamos em pleno século XXI. Querem evitar candidatas doentes? A verdade é que elas entram com saúde e é a falta de condições da rede que as deixam doentes”, diz Maria Izabel, que também é vice-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão consultivo do Ministério da Educação (MEC).

A crítica de Maria Izabel se refere a uma das razões defendidas pelo DPME, quando da exigência de tais exames. Segundo o comunicado, a avaliação médica oficial tem por objetivo identificar patologias que possam vir a provocar “permanência precária no trabalho, com licenciamentos frequentes e aposentadorias precoces”.

Atualmente, a SEE enfrenta o desafio de atenuar as faltas com afastamentos e licenças, por motivos de saúde de professores e técnicos da educação. Só os professores, chegam a faltar, em média, 27 dias por ano.

“Esses exames que pedem não têm nada a ver com a função. Aferir a pressão, apresentar um exame cardiológico pode até ter a ver, mas exames ginecológicos ou atestado de virgindade?”, questiona Luísa.


Como Agente de Organização Escolar, o trabalho de Luísa será dar suporte às atividades pedagógicas e ajudar na supervisão de estudantes na entrada, saída e durante o intervalo escolar. O salário é de cerca de R$ 900 para uma jornada de oito horas diárias.


Thinkstock/Getty Images
Segundo Luísa, o atendimento prestado a ela pela perícia causou constrangimento

Deboche

Se já foi complicado para Luísa tomar a decisão de ir adiante com o atestado de virgindade, a apresentação do documento para a perícia foi ainda mais constrangedor.

“Quando apresentei ao médico perito do Estado, acho que ele pensou que fosse mentira. A sua assistente olhava de lado como um ar de deboche quando eu disse que ainda era virgem. Não conseguiria passar por isso mais uma vez”, fala Luísa.

Mesmo tendo apresentado o atestado de virgindade, a candidata ainda aguarda resposta definitiva do DPME sobre sua aprovação. A expectativa e que até o dia 14 deste mês o órgão se posicione sobre o seu caso.

“Eu apresentei tudo que deveria apresentar, mas me consideraram inapta. Disseram que não havia apresentado o atestado de virgindade. Entrei com um pedido de reconsideração para que eles analisem a minha situação”, diz.


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Thinkstock/Getty Images
Para o governo de SP, é “errado” afirmar que é exigido “suposto” comprovante de virgindade

Governo de São Paulo

Questionada sobre a exigência de tais exames para o cargo em questão e se eventuais candidatas com problemas ginecológicos estariam inaptas ao cargo, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (SEE-SP) informou que as determinações atinentes aos exames médicos são de responsabilidade do Departamento de Perícia Médica do Estado (DPME).

O DPME, ligado à Secretaria de Gestão Pública, disse que é “absolutamente errado afirmar que é exigido à candidata a cargo público qualquer laudo, ou suposto ´comprovante de virgindade´ – termo sequer considerado na literatura médica”.

Em nota, o órgão afirmou que “àquelas que ainda não tenham iniciado atividade sexual, é oferecida como alternativa a apresentação de um relatório de seu médico pessoal; e com isso não há a necessidade da realização dos exames”.

O órgão também afirma que os testes solicitados aos candidatos funcionam como medida preventiva. Por fim, segundo o DPME, “todos os candidatos aprovados em concurso, sejam homens ou mulheres, devem passar por uma série de exames, todos previstos em edital, para que comprovem, além de sua capacidade técnica, a capacidade física e mental para exercer o cargo por aproximadamente 25 anos – tempo médio de permanência no Estado”.

No entanto, segundo o próprio comunicado emitido pelo órgão, o teste para detecção de câncer de próstata é exigido apenas para homens com mais de 40 anos. Para as mulheres mais velhas, a partir de 40 anos, também é solicitado um exame específico: a mamografia, para identificação de câncer de mama. Para os homens jovens, na mesma faixa etária de Luísa, por exemplo, não são solicitados exames específicos extras.

Secretaria das Mulheres

Consultada, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República afirma que é “contra qualquer exigência que envolva a privacidade da mulher e reverta em preconceito e discriminação. A mulher tem o direito de escolher se quer fazer um exame que em nada interferirá em sua vida profissional”.

A SPM ainda considera que “a exigência de exames ginecológicos em seleções e concursos é abusiva, pois viola o princípio da dignidade da pessoa humana, consagrado na Constituição Federal de 1988, bem como o artigo que dispõe sobre o Princípio da Igualdade e o Direito a Intimidade, Vida Privada, Honra e Imagem, que proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização e outras práticas discriminatórias para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho”.

Agência Brasil

Na Bahia, o governador Jaques Wagner suspendeu item semelhante ao edital da SEE

No ano passado, caso parecido ocorreu na Bahia. No concurso para Polícia Civil, também era exigido às candidatas mulheres comprovação de “hímen íntegro”. Contudo, depois da repercussão do caso em todo o País, o governador Jaques Wagner suspendeu tal exigência presente de forma explícita no edital. Há concursos públicos, no entanto, que seguem com tais requisitos de seleção, tidos como padronizados pelas empresas que realizam as seleções públicas.

*Para preservar a identidade da candidata foi utilizado um nome fictício

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um “teste de hipóteses”


Executiva demitida pelo Santander pedia votos para Aécio no Facebook


Posted by eduguim







Segundo o jornal Folha de São Paulo, o banco Santander demitiu quatro pessoas por terem participado de um conluio que resultou em propaganda política enviada ilegalmente pela instituição aos seus correntistas “seletos”, ou seja, pessoas cuja renda ultrapassa 10 mil reais por mês.

Na matéria “Santander demitiu quatro por informe que irritou petistas”, o jornal chama de “informe” texto que figurou em extratos de conta-corrente que o banco enviou pelo correio aos seus correntistas mais abastados, e qualifica como “agressiva” a reação do PT pelo que o partido considera crime eleitoral.






A matéria ainda “acusa” o PT de ter “pressionado” o banco para que demitisse os envolvidos no envio do texto acima. Todavia, o vice-presidente de Comunicação do Santander, Marcos Madureira, nega: “Não recebemos, e nem aceitaríamos, qualquer tipo de pressão externa para adotar as medidas que tomamos”.






Vale comentar que a Folha não explica que tipo de benefício o governo Dilma auferiu com a demissão dos funcionários responsáveis pela propaganda política ilegal. Na verdade, quem se beneficia pelas demissões é o banco, pois podem ajudá-lo a evitar problemas com a Justiça Eleitoral, já que é ilegal fazer propaganda política por esse meio.

A propaganda política ilegal foi redigida pela agora ex-superintendente de investimentos do Santander Sinara Polycarpo. Além dela, três outras pessoas que poderiam ter impedido que cometesse o crime eleitoral por terem posições hierárquicas superiores também foram demitidas por não terem agido como deveriam.

Mas o mais interessante é que, ao visitar o perfil de Sinara no Facebook, descobre-se que, muito provavelmente, ela transformou suas idiossincrasias político-eleitorais em “analise” para os clientes de seu empregador.

O perfil da ex-superintendente de investimentos naquela rede social é “fechado”, ou seja, só os seus “amigos” virtuais podem ler o que ela escreve, mas, por alguma falha do Facebook, é possível acessar suas mensagens antigas.

Em 7 de abril do ano passado, por exemplo, Sinara compartilhou no Facebook reportagem da mesma Folha de São Paulo que afirmava que a presidente Dilma seria “leniente com a inflação”. Nesse compartilhamento, a ex-funcionária do Santander pôs um comentário: “Aécio para presidente”.








À época, a candidatura Aécio Neves não passava de especulação, mas Sinara já integrava o contingente de simpatizantes do PSDB que advogavam por sua candidatura. Como se sabe, sua preferência foi vencedora.

Parece bem provável que Sinara tenha feito muitas outras apologias ao ex-governador de Minas, o que sendo feito em seu perfil em uma rede social é absolutamente legítimo. Contudo, vender suas preferências políticas como “análise” aos clientes de seu empregador, não é.

Em entrevista que concedeu à revista Exame e que foi comentada pelo blogueiro do UOL Josias de Souza, a autodeclarada eleitora de Aécio diz que sua trajetória profissional é “impecável e bem-sucedida” e que “jamais poderia estar associada a qualquer polêmica”. E decretou que “o assunto já se esgotou”.

Assim como o blogueiro do UOL especula que o vice-presidente de Comunicação do Santander mentiu ao dizer que o governo não pressionou o banco a demitir os funcionários responsáveis pelo crime eleitoral em questão, este blogueiro especula que Sinara pode ter feito um acordo com seu ex-empregador.

Talvez o banco lhe tenha conseguido outra posição em alguma empresa amiga ou coligada, talvez lhe tenha oferecido uma bela compensação monetária.

Sinara, nem de longe demonstra estar contrariada com a demissão. Muito pelo contrário, parece muito segura. Inclusive, afirma que irá viajar “até o dia 25”. Pelas fotos em seu perfil no Facebook, parece gostar da Europa.

Ao contrário do que o Santander alega, portanto, pode-se dar uma de Josias de Souza ou Ali Kamel e fazer um “teste de hipóteses”: será que o banco não compactou com a propaganda eleitoral nos extratos de seus clientes e encenou uma farsa com essas demissões?

Aliás, quando é que a Justiça Eleitoral vai se pronunciar sobre esse episódio?