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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

rock e a nossa vida


Roger Waters: só prenderam o Lula para ele não ganhar a Eleição!


"E ainda me ameaçaram jogar na prisão no Brasil"


Conversa Afiada



publicado 20/02/2019


Protesto contra Bolsonaro durante show de Roger Waters em São Paulo, em outubro de 2018 (Reprodução)



Do site do Presidente Lula:


O ativista e músico Roger Waters, vocalista da banda britânica Pink Floyd, saiu em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à revista Brooklyn Vegan, Waters relembrou sua passagem pelo Brasil em 2018 e classificou a prisão de Lula como política. “Obviamente, a única razão pela qual Lula está na prisão é porque ele teria vencido a eleição com as duas mãos amarradas nas costas. Se ele pudesse concorrer, o que ele não pôde, porque eles o colocaram na prisão sob acusações falsas de corrupção”, afirmou o músico.

Waters lembrou que chegou a tentar visitar o ex-presidente Lula na prisão, pedido que foi negado pela Justiça brasileira. “Eu queria ir visitar Lula quando chegamos ao Sul, onde ele estava na prisão e o juiz local me negou essa oportunidade. Porque era um momento muito sensível, estava chegando a eleição”, relembrou. “As pessoas simplesmente dizem: ‘Ah, sim, outro político corrupto’. Não, ele não é. Ele não é um político corrupto; ele está na prisão por acusações forjadas colocadas pelos poderes que estão no Brasil”.


Repressão

O líder do Pink Floyd ressaltou ainda as ameaças que sofreu durante sua tour pelo Brasil. Em uma série de shows, Waters denunciou as tendências de ultra direita materializadas na candidatura de Jair Bolsonaro. Um dia antes da eleição, na apresentação em Curitiba, cidade onde Lula está preso, o músico chegou a receber uma notificação judicial. “Eles ameaçaram me jogar na prisão no Brasil porque eu estava colocando meu remo na eleição, juntando-me ao movimento #EleNão.

(...)



quarta-feira, 31 de maio de 2017

disse, provocando risadas em Aécio, a quem chamou de "grande chefe"

Perrella a Aécio: só trafico drogas
"Eu não faço nada de errado"



Conversa Afiada


publicado 30/05/2017




Perrella se referiu a Aécio como "grande chefe"

(Reprodução/Estadão)


Da Fel-lha:


Em uma escuta flagrada pela Polícia Federal, o senador Zezé Perrella (PMDB-MG) fez piada do episódio de uma operação que apreendeu 445 kg de cocaína em seu helicóptero, em 2013.

A ligação grampeada foi com Aécio Neves (PSDB-MG), que telefonou para dar uma bronca por uma entrevista que o colega acabara de dar em Belo Horizonte.

Pelo que é possível compreender, Perrella falara na rádio sobre o fato de não ter seu nome na lista de políticos que tiveram inquéritos abertos no Supremo por causa da delação da Odebrecht – Aécio é alvo de cinco investigações por causa das revelações da empreiteira.

"Você jogou todo mundo na lama", disse o tucano. "Numa hora dessa, tem de ter solidariedade", afirmou.

Aécio esperava que Perrella defendesse as pessoas do mesmo campo político. "É hora de separar o joio do trigo", para não ser confundido com a "roubalheira que fizeram no país", disse, se referindo ao PT.

"Eu vou dar uma entrevista nesse sentido. Eu posso ter sido infeliz [na entrevista], mas é que eu sou muito agredido até hoje por causa do negócio do helicóptero, sabe Aécio? Eu não faço nada de errado, eu só trafico drogas", disse, provocando risadas em Aécio, a quem chamou de "grande chefe".

(...)




Não responder às da polícia…


Fachin: Federal pergunta o que quiser a Temer, ele responde se quiser


Tijolaço

POR FERNANDO BRITO · 31/05/2017






O ministro Luiz Edson Fachin recusou o pedido da defesa de Michel Temer para que a Polícia Federal se abstivesse, no “interrogatório por escrito” que lhe fará nos próximos – e bem próximos – dias do tema mais espinhoso para ele, de perguntas sobre o diálogo apresentado por Joesley Batista, da JBSna garagem do Palácio do Jaburu.


Segundo ele, Temer tem o direito de não responder, mas não o de impedir que se pergunte.


Temer queria que o “interrogatório” fosse adiado ou que nele não se incluíssem perguntas sobre a gravação.


E, por extensão, sobre o que ele disse sobre Rodrigo Rocha Loures estar habilitado a tratar de “tudo” com o megaaçougueiro.


Portanto, se Temer quiser calar, terá de dizer expressamente que quer calar.


Juridicamente, tem pouca importância.


Politicamente, muita.


Um presidente da República, ainda que um tipo como Temer, não responder a perguntas da imprensa já é grave.


Não responder às da polícia…


terça-feira, 30 de maio de 2017

O braZil não merece o BraSil


Um país não pode viver em meio à farsa


Tijolaço


POR FERNANDO BRITO · 30/05/2017







Michel Temer aos correspondentes estrangeiros, chamou a crise política de “desafios acidentais”. Há certo gosto pela palavra acidente, que ele já usou ao classificar como “acidente pavoroso” o massacre de presidiários.


Fernando Henrique, duas vezes presidente por eleição direta, enrola-se naquilo que seu primeiro-amigo e sócio, Sergio Motta, chamava de “masturbação sociológica“.


O mercado das delações, com a dolce vita concedida aos Batista – que continuarão, aliás, sendo bilionários sem a empresa, que será, como eles mesmos planejavam, internacionalizada ou, para ficarmos na linguagem de açougue, “porcionada”- segue em alta temperatura, na base do “dede um e leve dois”.


O outro mercado, o financeiro, apóia a queda de juros que não caem, porque a inflação baixa, arrastada pela brutal recessão do país, num país que “subvive”, com uma legião de 14,2 milhões de desempregados.


A política passou a ser dos novos “grandes partidos”, o PPF (Partido da Polícia Federal), o PMP, do Ministério Público, e do PSTF, que teme ser dominado pelo gilmarismo. O Partido de Curitiba, que já teve dias melhores, serve agora apenas para perseguir Lula e acalmar Cunha.


E assim viramos uma república carnavalesca, sem rumo, embriagada pelos escândalos, fantasiada de moralismo e correndo o risco de levar umas borrachadas do guarda Bolsonaro e suas agressivas milícias.


Os fracos espasmos de lucidez, que pedem uma eleição que reorganize o país pela vontade popular – no instante em que não se tem mais líderes por ela legitimados – são chamados por essa gente de “golpismo”, porque exigem emendar a Constituição, o que, claro, só é admissível para restabelecer a escravidão.


Um país imenso, rico, com uma população imensa condenada ao atraso e à brutalidade está dedicado a bisbilhotar, grampear, delatar.


Quase dá para ouvir a voz da Elis Regina, cantando para nossas elites políticas e econômicas: o Brasil não merece o Brasil…


Pensando melhor, antes vinha: “Do Brasil, S.O.S. ao Brasil”.



quarta-feira, 24 de maio de 2017

o silêncio de Sérgio Moro

Sérgio Moro sumiu da mídia sem deixar vestígios. O que houve?



O Cafezinho


Escrito por Bajonas Teixeira















Muita gente deve estar fazendo a mesma pergunta: Cadê Sérgio Moro? O juiz, herói nacional, orgulho do Brasil, sério candidato a “gênio da raça”, sumiu de repente. Até anteontem, todos os dias ele estava na mídia, às vezes em vídeos extraindo confissões com seu boticão judicial, ou em áudio, conduzindo depoimentos com mão de ferro, como o de Lula. Às vezes, fazendo declarações através de notas. E também em conferências, em fóruns internacionais, dando palestras. Abruptamente, e isso já há quase 72 horas, Moro sumiu da mídia. Seu silêncio é um daqueles que, como diria Marx, oprime o cérebro dos vivos. Zumbe como pernilongos num enxame de interrogações em torno da cabeça do brasileiro. Por que o herói se calou?


A resposta parece ser sua decisão no episódio das perguntas de Cunha. Sérgio Moro, como se sabe, barrou 21 das 41 perguntas que Cunha dirigiu a Temer.


Conforme se expressou mais tarde, ao se posicionar contrariamente à libertação de Eduardo Cunha, Moro viu chantagem nas perguntas formuladas pelo ex-deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados:


“Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham, em cognição sumária, por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso”, disse Moro.


“Isso sem olvidar outros quesitos de caráter intimidatório menos evidente”, acrescentou.


De fato. Não podemos olvidar. Mas, cá pra nós, quem pode ser intimidado, constrangido, chantageado ou pressionado por um malandro corrupto senão um outro tão malandro tão corrupto quanto ele? E parece que o Exmo. Sr. Presidente da República se enquadra na definição.


Na versão de Sérgio Moro, ficou parecendo que Eduardo Cunha era o vilão Gargamel e Michel Temer, o bom vovô Smurf. É uma versão atraente, um pouco infantil, é verdade, mas infelizmente totalmente desajustada aos fatos. Ouvindo as conversas e assistindo aos vídeos com as revelações sobre Temer, tudo faz crer que Cunha era um dentre os diversos operadores de Michel Temer.


Essa virada pela qual Temer foi desmascarado terá certamente efeitos graves para a credibilidade de Moro. Ficou parecendo que ele, ao exercer a censura sobre as perguntas de Cunha, garantiu uma imensa chance de impunidade para Temer.


Basta pensar o seguinte: e se não fossem as revelações da JBS qual seria a situação de Temer, do nosso Excelentíssimo Senhor Presidente, agora? Ele estaria com os seus milhões surrupiados, com o acordo de quase meio bilhão com a JBS, e com muito mais coisas que não sabemos, que talvez nunca venham à tona. Estaria muito feliz e alegre, como estava até há alguns dias atrás, fazendo tiradas debochadas em seus pronunciamentos, como a de que sua política era a de “nenhum direito a menos”, ou de que “governo tem que ter marido”. Não fosse a JBS, a recusa de Moro em aceitar as perguntar de Cunha, teria blindado o Excelentíssimo Temer.


Mas Michel Temer blindado o que significaria? Nada mais nada menos que a condução do golpe até a consecução de seus objetivos finais: 1) destruição de todos os direitos dos trabalhadores no Brasil; 2) fim da previdência e das aposentadorias; 3) destruição da democracia e do estado de direito. É pouco?


Ah, e ainda tem o Aécio. O amigo com o qual Moro aparece às gargalhadas numa foto que ficou célebre. Sim, com Aécio, aquele que surge nos áudios negociando R$ 2 milhões em propina e dizendo que se delatassem mandava matar. Gargalhadas com Aécio e foto sorridente, em postura reverencial, com Temer. Já não é mais que suficiente?


Tudo isso talvez explique o silêncio de Sérgio Moro. Não foi só Temer que recebeu um golpe fatal com as revelações da JBS. É possível que outras sumidades sejam destronadas junto com ele.




quinta-feira, 18 de maio de 2017

Algumas cenas da entregas...


Imagens da entrega da propina a Aécio e MT


Conversa Afiada


Primo de Aécio e deputado foram flagrados em "ações controladas" da PF



publicado 18/05/2017
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Reprodução: O Globo
Do Globo:

As cenas que provam a entrega de propina aos indicados de Temer e Aécio


A delação da JBS, a mais dura em três anos de Lava-Jato, merece este título em grande parte devido às cenas a seguir. Nelas, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), destacado pelo presidente Michel Temer para tratar com Joesley Batista dos interesses de seu grupo empresarial, é flagrado pegando R$ 500 mil em propina — a primeira parcela de um montante prometido de R$ 480 milhões. As cenas abaixo mostram esta entrega, ocorrida em 28 de abril deste ano.

As cenas também são devastadoras para o presidente do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves. A Polícia Federal filmou o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, pegando, a mando de Aécio, R$ 1,5 milhão em propina — três quartos dos R$ 2 milhões que Aécio pediu, sem saber que era gravado, para Joesley. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 12 de abril deste ano.

Já o presidente do PSDB indicou o primo Frederico Pacheco de Medeiros para receber o dinheiro. Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. Tocava a área de logística. Quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma. A PF filmou três delas. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 19 de abril deste ano.

As filmagens da PF mostram que, após receber o dinheiro, Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Mendherson levou de carro a propina para Belo Horizonte. Fez três viagens — sempre seguido pela PF. As investigações revelaram que o dinheiro não era para advogado algum. O assessor negociou para que os recursos fossem parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 12 de abril deste ano. (...)

Não deixem essa foto cair no esquecimento!!!!!!!!


Procurador da República (sic) vai em cana
Tava demorando...



Conversa Afiada


publicado 18/05/2017



A Polícia Federal foi ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira (18) cumprir mandados de busca. A intenção é encontrar documentos que possam servir de prova contra o procurador da República Ângelo Goulart Villela, que trabalha na Corte Eleitoral, e que foi preso pela corporação pela manhã. (...) Segundo a assessoria de imprensa do TSE, o procurador foi preso por suposto envolvimento com a operação Greenfield – que apura fraudes em fundos públicos de pensão e favorecimento a uma empresa de celulose controlada pelo conglomerado J&F, que também abarca o frigorífico JBS.

(...) A operação teria tido início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. (...)




Antes, o Conversa Afiada havia publicado:


Do Estadão:

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), mas o ministro Edson Fachin considerou que esta é uma decisão que cabe ao plenário do Supremo. Fachin determinou o afastamento de Aécio do mandato de senador e buscas em endereços dele, inclusive no gabinete do Senado, como revelou a Coluna (...)



Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal realizam operação da força-tarefa da Lava Jato desde o início da manhã desta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos um mandado de prisão contra Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, além de mandados de busca a apreensão nos apartamentos do senador, da irmã dele e de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha.

Por volta das 6h15, pelo menos 5 carros descaracterizados da Polícia Federal chegaram à chapelaria do Congresso, em Brasília, que é a principal entrada e a mais utilizada pelos parlamentares. No Congresso, as buscas são feitas nos gabinetes de Aécio, do também senador Zeze Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Um procurador da República foi preso e há mandado de prisão contra o advogado Willer Tomaz, que é ligado a Eduardo Cunha. A PF também faz buscas no Tribunal Superior Eleitoral, onde atua o procurador da República preso. (...)

Em Ipanema, um chaveiro foi chamado para auxiliar o trabalho dos agentes, já que ninguém foi encontrado para abrir a porta no apartamento de Aécio. O senador já responde a seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Por volta das 6h25, os agentes conseguiram entrar no apartamento após acionar um chaveiro para abrir a porta. (...)



E seu voto foi para um mandante? Isso é que dá ficar grudado na grobobo...


Gravação sepulta Aécio, que diz que “mata antes de delação”



Tijolaço




POR FERNANDO BRITO · 17/05/2017






Meia hora de gravação, feita no dia 24 de março, no Hotel Unique, em São Paulo, são o epitáfio de Aécio Neves na cena politica brasileira.

O Globo narra os detalhes:

“Joesley pergunta como poderia fazer a entrega das malas com os valores. “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, propôs o empresário”

Aécio foge do flagrante pessoal, mas a gravação o entrega, inclusive com uma ameaça de assassinato:

O senador respondeu: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”

Frederico Pacheco de Medeiros, ex-diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014 foi filmado em uma das quatro entregas de R$ 500 mil.

O dinheiro foi entregue a Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) que o transportou para Belo Horizonte. Daí, para a conta da Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella.

Cumpre-se a profecia de Aécio Neves, feita na gravação: “tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”.

Aécio não precisa de delação.

Está morto.





Então, Moro... o Temer sabia de tudo e de todos?

Moro precisa explicar ao país, porque não quis ouvir a denúncia de Cunha sobre Temer










Será que se a delação de Cunha fosse contra Lula, Moro consideraria apenas “chantagem” e não abririam um processo criminal contra o ex-presidente?





Globo

SÃO PAULO – Em despacho desta sexta-feira, o juiz Sérgio Moro afirmou que o ex-deputado cassado Eduardo Cunha, mesmo preso, não abandonou o modus operandi de extorsão, ameaça e chantagem e tentou constranger o presidente Michel Temer. Segundo Moro, Cunha tentou constranger o presidente ao arrolá-lo como sua testemunha de defesa e incluir perguntas sobre o relacionamento de Temer com José Yunes, amigo e ex-assessor. Nos questionamentos, a defesa de Cunha indagou se Yunes havia recebido alguma contribuição de campanha para alguma eleição dele próprio ou do PMDB e se as contribuições, caso tenham sido recebidas, foram ou não declaradas. Temer enviou aos respostas ao juízo por meio de carta.
Em deleação premiada, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Odebrecht Cláudio Melo Filho afirmou que a empreiteira entregou R$ 4 milhões no escritório de José Yunes, em São Paulo.
Moro classificou a atitude de Cunha como “reprovável”:
(…)




Agora veja o que Cunha diz de Temer:





Tijolaço 


Sei que é um sacrifício acima e além do dever cívico, mas tive a pachorra de assistir o depoimento de Eduardo Cunha a Sérgio Moro, de quase três horas. (aqui, no Estadão)

E no final do post coloco o trecho que reputo mais importante, onde ele responsabiliza diretamente Michel Temer pela aprovação dos diretores da Petrobras que seriam os operadores do PMDB na empresa.

Antes, descrevo a impressão que me ficou do show de hipocrisia.

Impressionante como, apesar do asco que a figura do ex-presidente da Câmara, ele se expressa com muito mais segurança que seu inquisidor, Sérgio Moro, que fica, praticamente, naquilo que está noticiado na mídia.


A história dos trustees não avançou um milímetro, exceto pelo fato de que não está ali o grosso das vantagens e do ervanário de Cunha.

Moro se baseava, volta e meia, em entrevistas dadas à imprensa, que Cunha rebarbava, com toda a razão jurídica, dizendo que estava ali para discutir depoimentos e não notícias que possam ter sido veiculadas apenas em parte.

Em momento algum Cunha foi colocado diante de evidências irrespondíveis.

O Ministério Público, que estranhamente não escala as “estrelas” da Força Tarefa para estes interrogatórios, mas apenas para as apresentações de powerpoint sobre Lula, estava representado por um procurador anônimo.


Nem mesmo a evidente contradição entre a alegação de Cunha de que não administrava nem podia fazer movimentação dos trustees e um deles pagar as contas do cartão de crédito o Dr. Moro teve capacidade de expor e cobrar explicação do réu.

O mais importante nem sequer mereceu perguntas ou aprofundamento: Cunha disse que Michel Temer foi o grande árbitro da nomeação de diretores da Petrobras.

É, no mínimo, estranho que numa instrução criminal isso não chame a atenção, nem do juiz, nem da imprensa.

A impressão que fica, mesmo com todo o nojo que se possa ter de uma figura como Eduardo Cunha, é que não há a menor preocupação de apurar a verdade, mas a de fazer apenas o papel de moralizador.

E, acima de tudo, como mesmo ainda não descendo aos fatos mais crus, Cunha faz questão de mostrar que Temer está em suas mãos, embora a mídia não o queira ver.











Leia também:




STF passa por cima de Moro e decreta prisão de Aécio e sua irmã




Justiça Federal expediu mandado de prisão contra Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG); …




domingo, 3 de abril de 2016

Faltam uns 80


O Golpe subiu no telhado
Nem a "pesquisa" do Estadão derruba a Dilma. Quá, quá, quá !



Conversa Afiada


publicado 03/04/2016





Do historialista dos múltiplos chapéus, aquele que, na era da internet, consegue vender a mesma colona, no mesmo dia, à Fel-lha e à Globo Overseas (um jenio!):



IMPEACHMENT

Um ativo parlamentar oposicionista que há três semanas dava o impedimento da doutora Dilma como fava contada deixou Brasília na sexta-feira incrédulo.

Não se pode dizer que o gato subiu no telhado, mas é certo que ele foi visto olhando para cima.


"Ativo parlamentar oposicionista" deve ser oPadim Pade Cerra.

Os dois, insones, todas as noites trocam receitas de veneno.

O dos chapéus, como não conseguiu governar o futuro do Brasil - porque o Cerra jamais chegará lá - tentou governar o passado do Brasil, com a tese de que o Feiticeiro (o Golbery) e o Bestalhão (o Geisel) são os fundadores da democracia brasileira !

Um jenio !

Outro que subiu no telhado foi o Estadão.

Na manchete desse domingo 3/4, diz o comatoso:

Dos 342 votos necessários na Câmara para impedir a Dilma, 261 deputados "consultados" pelo Estadão confessam que vão votar pelo impedimento.

Quer dizer que o deputado chega para o Estadão e diz assim: sim, meu querido representante da mais furiosa extrema direita paulista, seu cafeicultor falido, golpistazinho do meu coração, eu confesso!

Anota aí: quero o impeachment.,

Mas, não põe o meu nome, viu ?

E aí, mesmo assim, o Estadão não consegue os 342 votos.

Faltam uns 80.

Sem falar naqueles, que malandrinos, espertalhoes nao vao nem aparecer lá, para nao queimar o filme ao lado do Cunha, do Jucá, do Temer e do Pauzinho do Dantas.

E não vão, portanto, ajudar a conseguir os 342 ...

O Golpe subiu no telhado.

E já, já, o Padim Pade Cerra vai dizer que nunca defendeu o impeachment !

Vai dizer sob a proteção do anonimato, como um "ativo" parlamentar !

Eles se merecem, sao a mesma sopa: o dos chapeus, o Cerra e o FHC Brasif e seus múltiplos negócios de familia.


PHA

sábado, 17 de outubro de 2015


Coimbra: a crise é da elite!


Conversa Afiada


publicado 17/10/2015


"O sucesso de Lula teve efeitos paralisantes"​








O Conversa Afiada reproduz artigo de Marcos Coimbra, de CartaCapital:






Conteúdo relacionadoDias: bye, bye, Golpe!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O episódio do artigo deplorável...


O significado do ignóbil artigo de Paulo Sant’Ana



Sul 21 - Vinícius Wu




Há uma relação sutil – mas articulada e profunda – entre o desprezível artigo de autoria de Paulo Sant’Ana, publicado na Zero Hora de 29/12/14, a ainda recente violência cometida contra o Goleiro Aranha, do Santos, o incêndio no CTG de Santana do Livramento, as ofensas ao arbitro Marcio Chagas e outros episódios de racismo e intolerância ocorridos no Rio Grande do Sul nos últimos meses. Não se tratam de episódios isolados, eles se comunicam. São o sub-produto de uma lógica cultural, legitimada por setores da grande mídia, políticos conservadores e representantes de uma parcela decadente da elite intelectual local. Ela não representa o conjunto da sociedade gaúcha, naturalmente, mas tem força suficiente até mesmo para influenciar disputas eleitorais. Compreender esse processo é fundamental para refletirmos sobre o futuro do estado.

A influência positivista na formação política e cultural do Rio Grande do Sul cristalizou na tradição política local uma tendência à constante interpretação e reinterpretação da história e dos diversos aspectos que compõem o mito fundador do povo gaúcho. As forças políticas que disputam a hegemonia no estado, até hoje, confrontam interpretações distintas a respeito de uma origem mítica sob a qual se assenta o imaginário do povo riograndense. Essa é uma característica singular da disputa política no estado.

Historicamente, a construção do imaginário, em qualquer comunidade de cidadãos, tende a se tornar objeto de uma disputa entre as diferentes visões de mundo que se confrontam em um determinado território. Como observa José Murilo de Carvalho, é por meio do imaginário que se pode acessar as esperanças e os medos de um povo. É nele que as sociedades definem suas identidades coletivas, seus adversários e seus objetivos comuns. Os símbolos, os mitos de fundação, os rituais de um povo são peças chaves à compreensão de qualquer sistema de poder.

Relações de dominação e controle podem encontrar na manipulação do imaginário um suporte decisivo ao projetar no inconsciente coletivo a preservação de interesses e cristalizar sensações de insegurança e medo. O Rio Grande do Sul vive intensamente essa disputa pelo imaginário local.

Desde cedo, uma parcela das elites econômicas locais buscou absorver essa dimensão da disputa política, visando assegurar, para si, o monopólio da interpretação da história e da cultura gaúcha. Há diversos autores que debatem essa questão e não convém aqui discorrer demasiadamente sobre esse processo. O que importa, de fato, é a constatação de que há uma evidente tentativa de apropriação da narrativa histórica a respeito da identidade gaúcha, que se articula com certas estruturas de dominação, cuja legitimação repousa sobre um pretenso monopólio do discurso sobre a tradição.

Essa narrativa, para afirmar sua hegemonia, precisa aniquilar os discursos alternativos; ela se inclina à uniformização, ao sufocamento das diferentes possibilidades de interpretação da história do povo gaúcho. Exatamente por isso, os Lanceiros Negros, que poderiam servir a uma profunda reorganização das bases sob as quais a historiografia nacional aborda o tema da luta pela abolição, são sistematicamente negligenciados pelo discurso oficialista conservador. Engana-se quem acredita que esse é um debate meramente acadêmico. Há implicações diretas sobre a disputa política local, sobre o tema da propriedade da terra no estado e sobre a legitmidade de políticas de afirmação do direito dos negros gaúchos. A luta dos quilombolas nos informa o quanto esse tema é atual.

O Rio Grande do Sul, a exemplo do restante do Brasil, é um território de encontro de diferentes etnias, idiomas, culturas, práticas comunitárias e simbologias. A anulação dessa diversidade é uma estratégia deliberada do conservadorismo político, que, ao anular, a diversidade cultural, pavimenta o caminho para anular a também a diversidade da cidadania.

Felizmente, a ação uniformizadora dos grupos econômicos dominantes sempre foi objeto de contestação e de uma resistência política intensa, que foi capaz de afirmar no imaginário riograndense o lugar dos “de baixo”, apesar das evidentes tentativas de anulação. A força da cultura afro-brasileira, a obstinação de sua religiosidade, incrustou, de forma irreversível, a presença negra na mitologia gaúcha.

O associativismo, a cultura da cooperação, em grande medida, herdada do protestantismo sobreviveu no seio das comunidades de imigrantes, colonos e povos aqui instalados para extravasar seu componente transformador em uma estrutura política peculiar, responsável por uma cultura de participação invejável.

O PT gaúcho foi buscar – talvez inconscientemente – nessa tradição associativista, a energia impulsionadora de um dos experimentos democráticos mais arrojados que se tem registro no Brasil do século XX, o Orçamento Participativo. Essa é a riqueza transformadora do povo gaúcho contra a qual se batem os conservadores, que buscam tomar para si o monopólio da narrativa sobre a formação do Rio Grande.

Os episódios recentes – do goleiro Aranha ao incêndio do CTG e, agora, o abjeto artigo de Paulo Sant´Ana – nada mais são do que a sequencia dessa longa disputa pelo imaginário, que ainda opõe dominantes e dominados, oprimidos e opressores, monopólios da informação e vozes que defendem a verdadeira liberdade de expressão.

Sim, minha gente – gostemos ou não – é tudo disputa política. Ao propor assertivas do tipo “não somos racistas” ou “isso é natural num jogo de futebol”, certos mandaletes do conservadorismo mandam o seu recado à turba: – não se metam a rediscutir nossa história! Deixem nossos representantes no parlamento seguir dizendo que índio, negro, gays e todo o resto são “tudo o que não presta”. Afinal, quem não presta não tem direito. Deixem o velho e consagrado (sic) colunista discorrer sobre suas inúteis impressões a respeito do Uruguai. Não vamos discutir o racismo, esse ente abstrato, que ninguém vê.

Sigamos jogando pra debaixo do tapete as irrupções de ódio e deixemos, também, que políticos e certos “formadores de opinião” permaneçam aproveitando-se dele para angariar votos, audiência e prestigio social.

O episódio do artigo deplorável se relaciona com o episódio do goleiro Aranha, que por sinal o mesmo colunista fez questão de relativizar na oportunidade. Era visível que estava em jogo, na ocasião, muito mais do que a luta contra o racismo nos estádios. Estamos diante de uma disputa decisiva pelos direitos fundamentais de amplas parcelas da sociedade. Os arautos do atraso querem negar nossos déficits de cidadania e democracia, afirmando que tudo é natural. Para eles, não precisamos de políticas públicas que revertam desigualdades, não há a necessidade sequer de Estado. Vamos cortar tudo: secretarias, investimentos, políticas sociais etc. Basta valorizar a “história” e a “grandeza” do Rio Grande, sem falsas polêmicas. Afinal, não somos racistas, não é mesmo?

Por fim, não espere jamais ninguém por aí se declarar racista. E haverá mil justificativas para o desprezível artigo. Mas tenha certeza: a negação – do papel do Estado, do racismo, das desigualdades etc. – será o caminho daqueles que pretendem alimentar a desigualdade, o racismo e a intolerância nestas terras por muitos e muitos anos.


.oOo.



Vinícius Wu é historiador pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)..



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Abaixo, o artigo de plástico


Paulo Sant'Ana: o céu de Punta
O colunista escreve aos domingos em ZH
Atualizada em 29/12/2014 | 05h3329/12/2014 | 05h33


Punta del Este é um paraíso encravado no inferno do Uruguai.

Punta del Este foi erguida pelos argentinos para gozar as delícias da praia, a delicadeza do trânsito e, principalmente, a vantagem enorme de não conviver com os uruguaios. Há gente de todo o mundo em Punta, menos uruguaios. Por isso, os argentinos se refugiaram lá.

***

Mas, aos poucos, os argentinos estão cedendo terreno em Punta del Este para os brasileiros, em breve haverá mais brasileiros em Punta do que argentinos.

É que as sucessivas crises financeiras que assolaram a Argentina pós-Perón foram empobrecendo os portenhos e eles passaram a vender suas casas e apartamentos em Punta del Este.

***

Não vou a Punta del Este por sua beleza natural e arquitetônica, que é indiscutível. Vou por dois motivos: os cassinos e os pêssegos.

São os pêssegos mais deliciosos do mundo, os de Punta, mais doces que as tâmaras do Líbano e mais suculentos que as laranjas de Taquari.

Pena que os pêssegos de Punta não dão nas quatro estações. Mas na única estação que vicejam já me bastam para comer centenas deles em apenas 60 dias.

Não é preciso dizer que tanto o Oceano Atlântico quanto o Rio da Prata, que banham as duas margens da península em Punta, têm águas geladas, nem sei como alguns turistas se atrevem a mergulhar nelas.

Se Punta del Este tivesse as águas das suas praias quentes como as de Jurerê, seria a cidade mais frequentada do mundo.

Mas a água é gelada, nem pinguim conviveria com ela.



Mas as ruas e avenidas de Punta são limpíssimas, arejadas por árvores inúmeras e têm um trânsito pacífico e convidativo como não há igual em nenhuma cidade do planeta.

Eu nunca vi um acidente de trânsito em Punta del Este. Dizem que já houve, mas eu nunca vi. É de admirar isso, afinal é estreita a península, mas acontece que o trânsito só é intenso no verão. No inverno, parece trânsito destinado exclusivamente aos pedestres, tão suavemente se comportam os motoristas em Punta.

***

Finalmente, é incrível, mas não há sequer um negro em Punta del Este. A 150 quilômetros de Punta, em Montevidéu, há milhares de negros.

Mas em Punta nenhum empregado, nenhuma empregada doméstica negra, nem camareiras de hotel.

Foi feita em Punta uma segregação racial pacífica e não violenta.

Há mais negros na Dinamarca e na Noruega do que em Punta del Este.

Ou melhor, não há sequer um só negro ou uma só negra em Punta.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

el político prefirió no responder


El helicóptero con cocaína que mancha a Aecio Neves, posible presidente de Brasil

Pulzo

Parece un rumor urbano, pero en realidad es un caso opacado por los grandes medios y del cual aún no se conocen explicaciones de fondo.

AFP


A finales del año 2013, la Policía Federal del estado de Espíritu Santo incautó un helicóptero con 450 kilos de cocaína. La noticia, a secas, fue otro golpe más contra el narcotráfico, pero se tornó en una cuestión política cuando se supo que el vehículo detenido pertenecía a la empresa Agropecuaria Limeira, propiedad de una reconocida familia cercana a Aecio Neves.

Según informó Uol, el dueño del helicóptero es el diputado Gustavo Perella, quien es hijo del senador y expresidente del equipo de fútbol Cruzerio, Zezé Perella. Ambos son importantes caudillos del estado de Minas Gerais y además son aliados políticos de Neves, exgobernador de la misma región.

En su momento, los Perella aseguraron que un piloto de la empresa utilizó con otros tres cómplices el vehículo sin autorización y con fines ilegales. Los detenidos salieron de la cárcel hace algunos meses.


Zezé Perella y Aecio Neves / pragmatismopolitico.com.br



"La prensa trata con inexplicable discreción lo que podría ser el mayor escándalo de las últimas décadas", escribió el periodista Miguel do Rosário en un artículo publicado en el portal Tijolaço.

Rosário critica especialmente a Globo, el gigante monopolio de medios de Brasil, por informar sobre este caso sin ninguna alusión a las implicaciones políticas.

El periodista señala que el helicóptero con la media tonelada de cocaína es sólo una parte del embrollo, pues menciona una investigación del Ministerio Público de Minas Gerais sobre una posible adjudicación irregular de contratos, sin licitación previa, a la empresa Agropecuaria Limeira durante el gobierno de Neves en dicho estado.

Como si fuera poco, dentro de estos contratos se encontraría la compra de la hacienda Guará, donde fue incautado el helicóptero.

 
http://noticias.uol.com.br/


Aecio Neves lo evade todo

Durante la campaña presidencial, al ser interrogado por este caso, el candidato socialdemócrata no ha encarado directamente el tema y por el contrario se ha salido por la tangente.

De acuerdo con un artículo de Correio do Brasil, el político prefirió no responder si alguna vez usó el famoso helicóptero de la familia Perella.

Más aún si hay sospechas que el vehículo estuvo en un aeropuerto que fue construido con dineros públicos en un terreno que pertenece al tío abuelo de Neves, en otro escándalo que sacude al aspirante a la presidencia brasileña.

A su vez, el portal Brasil Post informó que en una conferencia de Neves, en abril, un estudiante fue retirado del auidtorio por preguntar en voz alta sobre el helicóptero con cocaína. El candidato, como era de esperarse, tampoco respondió.

Su salida preferida es la de siempre: decir que terminó la gobernación de Minas Gerais con un 92% de aprobación. En este video se refiere al tema como "una broma" e inmediatamente evade la discusión concreta.




Mientras tanto, según informó el diario Estadão, el senador Zezé Perella, el aliado y amigo de Neves, perdió temporalmente los derechos políticos por ocupar ilegalmente apartamentos de la Cámara Diputados, que eran cedidos a sus hijos o amigos.
Hasta se ha dicho que el helicóptero de los Perella era 'tanqueado' con dineros públicos.

El 26 de octubre, los brasileños eligirán si la presidenta Dilma Roussef es reelegida o si por el contrario Aecio Neves llega al poder. De cualquier manera, los misterios del 'helicoca', como lo han bautizado algunos sectores de la prensa brasileña, siguen oscuros.
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sábado, 12 de julho de 2014

Separe o seu ódio, passe no coador... e tome como chá das 5

Aécio ama a CBF



Juca Kfouri

11/07/2014 20:29





Aécio Neves é amigo de José Maria Marin e o homenageou, escondido, no Mineirão.

Deu-se mal porque o que escondeu em sua página na internet, Marin mandou publicar na da CBF.

Aécio também é velho amigo de baladas de Ricardo Teixeira e acaba de dizer que o país não precisa de uma “Futebras”, coisa que ninguém propôs e que passa ao largo, por exemplo, das propostas do Bom Senso FC.

Uma agência reguladora do Esporte seria bem-vinda e é uma das questões que devem surgir neste momento em que se impõe um amplo debate sobre o futuro de nosso humilhado, depauperado e corrompido futebol.

Mas Aécio é amigo de quem o mantém do jeito que está.

Não está nem aí para os que reduziram nosso futebol a pó.


sábado, 17 de agosto de 2013

o texto continua atual...


Nosso formulismo político-eleitoral é baseado em um sistema-pântano


Diário Gauche





A privatização do parlamento brasileiro

O parlamento brasileiro não é republicano. Para ser republicano deveria deixar de ser privativo das classes proprietárias.

O meio milhar de parlamentares de Brasília estão a serviço de um mosaico de interesses econômicos. Apenas menos de cem têm alguma preocupação com o chamado interesse público, fundado em matriz republicana. Esse dado indesmentível é a usina dos sucessivos escândalos que abalam o País. Acrescido do fato de o Poder Executivo ser refém desses interesses particularistas.

Na raiz disso está um formulismo eleitoral que desmembra a maioria conquistada na votação majoritária daquela votação pulverizada obtida na escolha proporcional de deputados.

A chamada governabilidade é fruto bichado que resulta do aliciamento de votos junto aos deputados mais sensíveis à força das prebendas e dos mimos. Tudo fica rebaixado ao nível das sarjetas. A República é apenas um nome, o que conta é a veniaga.

A agudização da crise política, para além da tarefa de separar o justo do meliante, deve apontar as saídas que superem esse quadro histórico de conseqüências degradantes.


Mais que o petismo, o lulismo, que empalmou nominalmente o poder em 2003, paga o preço por ter seguido os passos malditos da tradição brasileira. Não quis ousar fazer a reforma político-eleitoral por comodismo ou por conveniência de alguns quadros e dirigentes (e intelectuais orgânicos dessa condução deletéria) que já eram estranhos às bandeiras do partido. Preferiram a adesão incondicional ao sistema-pântano.

Darwin ensinou que as espécies sempre procuram buscar o seu habitat de origem; podem até migrar, mas um dia voltam para casa. O modelo de alianças adotado para garantir a “governabilidade” reforça a tese de que ninguém contraria a sua natureza, a sua pulsão vital. Não há força racionalista que seja capaz de impedir o impulso primitivo de certos indivíduos.

Thomas Hobbes, no século 17, entendeu que o Estado seria essa força de coerção do “estado de natureza” de indivíduos e grupos. Mas, e quando o Estado está anômico, desprovido de instrumentos e regramentos que coibam a ação continuada dos malfeitores sociais? Ora, há que dotá-lo desses aparatos, sob pena de graves responsabilidades históricas recairem sobre os condutores do Estado, marcando-os com as tintas do esquecimento e do desprezo popular.


A reforma política

A conjuntura crítica que vivemos hoje no Brasil aponta a necessidade de uma reforma político-eleitoral urgente. O modelo político-eleitoral-partidário brasileiro está esgotado, incapacitado para dar frutos sãos, só aberrações e deformidades. A forte influência do poder econômico corrompe as regras do jogo, onde a democracia formal transfigurada é uma caricatura de si própria. A representação pública deixa de ser popular e pública para ser a representação de setores e lobbies de interesses econômico-financeiros, num processo de crescente privatização de blocos inteiros do parlamento brasileiro.
No quadro atual, o presidente da República, embora tenha logrado conseguir cerca de 62% dos votos dos eleitores e, portanto, reunindo numericamente soberania e legitimidade suficiente para desenvolver e implementar seu projeto político, na prática está refém daqueles parlamentares privatizados.

Como superar isso? Com uma reforma política, com as seguintes modificações:

Voto em lista pré-ordenada

Partidos ou federações de partidos apresentam uma lista de candidatos, do presidente da República a senadores e deputados. A lista mais votada elege o presidente e tantas cadeiras no parlamento quanto for o percentual alcançado nas urnas. Se esse sistema eleitoral estivesse vigorando em 2002, o candidato Lula, que então alcançou 62% das preferencias de voto, teria no Congresso 62% de deputados e senadores relativamente ao total de vagas existentes. Estaria, portanto, em tese, assegurado ao Executivo os votos necessários à aprovação democrática dos seus projetos de governo. A lista de candidatos proporcionais seria pré-ordenada, conforme disputa democrática interna nas convenções partidárias, e os critérios de preenchimento dos lugares na lista seria de livre deliberação do partido e seus militantes, ou da federação partidária do qual ele faça parte.


Financiamento público de campanhas

Financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais. Estima-se o valor de sete reais por eleitor o custo para o orçamento público de campanhas eleitorais, num total de 900 milhões para um pleito nacional como o do ano de 2002. A estimativa do custo total da campanha de 2002, somando os gastos de todos os partidos em todos os Estados da Federação, foi ao redor de 9 bilhões de reais. Nessas alturas astronômicos voam somente os pássaros agourentos da corrupção e da privatização de mandatos parlamentares.


Auditoria de campanhas

Auditoria pública durante a campanha eleitoral para verificação de balanço e caixa dos partidos. As campanhas seriam auditadas pela Justiça Eleitoral (e outras instituições públicas de apoio) 90 dias antes do pleito, 60 dias antes do pleito, e 30 dias antes do dia da votação geral. As prestações de contas depois do pleito seriam feitas até o trigésimo dia do mesmo, com auditagem geral de todo o processo eleitoral e divulgação na internet dos resultados parciais e totais.

Outras medidas podem ser acrescentadas a esse alinhavo mínimo. Lula, no seu discurso de posse, em janeiro de 2003, falou sobre a necessidade de uma reforma político-eleitoral. Não moveu uma palha para fazê-la, sucumbiu aos desígnios dos acontecimentos que estão lhe abreviando a passagem pela vida pública.

Com ou sem Lula, o Brasil precisa de uma República suficientemente forte para resistir aos ataques de bárbaros e malfeitores. Em Brasília, os primeiros aromas de orégano já prenunciam um grande acordo para acomodar parlamentares faltosos de todos os grandes partidos. Poucos são os apontados e muitos serão os impunes. E somente uma autêntica reforma político-eleitoral pode apontar para horizontes menos sombrios.



Artigo de Cristóvão Feil, publicado originalmente no portal Carta Maior, no dia 29 de agosto de 2005. Como se pode ver, continua muito atual, depois de quase oito anos.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

o Vizinhu não lê a Forbes...

Política
Forbes: Veja é odiada no Brasil e se envolveu em corrupção

publicado em 30 de maio de 2013 às 13:28

Viomundo

por Stanley Burburinho, baseado em dica @JaildonLima


Revista Forbes publicou matéria sobre a morte de Roberto Civita e a Editora Abril. Diz que Veja é um dos meios de comunicação mais odiados do Brasil e que se envolveu em corrupção e lavagem de dinheiro:

| 5/27/2013 @ 1:09AM |3.981 views

Billionaire Roberto Civita, Brazilian Media Baron, Dies At 76

Apesar de amplamente lida, a publicação é também um dos meios de comunicação mais odiados do Brasil, devido ao seu conteúdo editorial de direita, cheio de lançadores de bombas políticas e sua clara oposição ao atual governo do Partido dos Trabalhadores.

(…)

Mais recentemente, Veja se envolveu em corrupção e em um inquérito de lavagem de dinheiro, que terminou com a prisão em fevereiro de 2012 de Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira (Charlie Waterfall), que supostamente é envolvido em jogos de azar no estado de Goiás.

Um rosto conhecido na política brasileira, Cachoeira também foi uma figura-chave do caso Mensalão. Mas, enquanto vários funcionários públicos foram demitidos, ele saiu livre. O Congresso do Brasil criou uma comissão especial para investigar o assunto, que incluía um calendário de audiências de pelo menos 167 convocações. Um dos editores da Veja foi um dos primeiros na lista.

(…)

O texto original, em inglês, está AQUI.

Leia também:

Leandro Fortes: Jornalismo à moda de Al Capone

José Dirceu e a “cultura de esquerda”no Brasil

Amaury promete revelar bastidores do complô para derrubar Lula e Dilma

Nassif: Relatório da CPI do Cachoeira mostra ligações diretas entre jornalistas e crime organizado

domingo, 19 de maio de 2013

Quem vive de salário e vota nesses abobrinhas... ui! deu um tiro no pé


Apareceu proposta do PSDB ao país: arrochar o salário-mínimo

Posted by eduguim on 19/05/13 • Blog da Cidadania





Quem se informou sobre a convenção do PSDB que ocorreu no último sábado e que elegeu Aécio Neves seu presidente pode pensar que a única proposta da agremiação para o Brasil resume-se à definição do jornalista Elio Gaspari (colunista de O Globo e Folha de São Paulo) sobre a estratégia eleitoral do partido, que acha que se seus eleitores ficarem com duas vezes mais raiva do PT os candidatos tucanos terão o dobro de votos.

Todavia, a proposta tucana de governo não se resume a um dos governadores do PSDB –envolvido até o pescoço com o crime organizado de Goiás – chamar Lula de “canalha” ou a outro – que o falecido colunista do Estadão Mauro Chaves acusou tacitamente de ser cocainômano em artigo de 28 de fevereiro de 2009 intitulado “Pó pará, governador” (*) – acusar o governo Dilma de ser “orgulhosamente incompetente”.

Ainda que a lenga-lenga do pré-candidato a presidente Aécio Neves tenha se resumido a ataques e a promessas de “fazer mais” do que a atual ocupante do Palácio do Planalto – porém, sem dar detalhe algum –, o PSDB tem, sim, programa de governo e esse programa foi emblematicamente apresentado por jornal ligado ao partido, em forma de editorial, poucas horas após a convenção tucana, na tarde de sábado.

A edição dominical da Folha de São Paulo, como de costume, chegou às bancas ao fim da tarde de sábado, enquanto o PSDB ainda se auto congratulava por “feitos” durante o governo FHC que a esmagadora maioria dos brasileiros vem rejeitando há mais de uma década. Nessa edição, o editorial “A indústria de Dilma” anuncia, veladamente, o programa tucano para o país caso vença a eleição presidencial do ano que vem.

Detalhe: os termos do editorial foram acertados há poucos dias entre a direção do jornal e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com a anuência do pré-candidato Aécio Neves.

Apesar da pouca clareza do texto sobre o que propõe para pôr no lugar do modo petista de governar o Brasil e da falta de informação de que tais propostas não são dos donos daquele jornal, mas decorrentes da visão do PSDB sobre como “fazer mais” do que o PT, é possível detectar algumas medidas que certamente serão adotadas caso Aécio Neves – ou algum outro tucano – vença a eleição presidencial de 2014.

Já no quinto parágrafo do editorial em questão, o diagnóstico é o de que haveria em nossa economia um “Descasamento entre a voracidade do consumo e as deficiências da oferta” por conta de que “Os custos -salariais, tributários e de logística dispararam e a produtividade estagnou”.

Haveria que perguntar ao editorialista, que escreveu as ideias tucanas sob ordem do dono do jornal, que tributos “dispararam”, pois o governo Dilma não aumentou impostos e, em vez disso, vem adotando seguidas medidas para desonerar a produção via redução de impostos na folha de pagamento ou em produtos ou em importação de máquinas e equipamentos, entre outros.

Todavia, o editorial tem razão em um ponto: os “custos salariais”. Como se sabe, Aécio é o candidato preferido dos grandes empresários brasileiros justamente porque, intramuros, o PSDB promete a eles interromper o ciclo de valorização da mão-de-obra brasileira, a qual esses empresários, a Folha e o partido enxergam como “custo”.

Cheio de falácias, o editorial ignora que a União Europeia, por exemplo, composta por 17 países, com a retratação da economia de 0,2% no primeiro trimestre deste ano acumula há quinze meses consecutivos o período recessivo mais longo de sua história e, assim, o texto acusa o governo Dilma pelo crescimento modesto de 2012 – que, de qualquer forma, foi positivo – em meio à maior e mais duradoura crise econômica mundial que já se viu.

A conhecida retórica do PSDB que a Folha transformou em editorial afirma que “Em nenhum setor os problemas são mais evidentes do que na indústria, cuja produção está no mesmo nível de 2007” porque “O país perdeu a capacidade de competir nos mercados globais”.

Tudo bobagem. Não é “O país” que “Perdeu capacidade de competir”; o mundo é que está estagnado.

Assim mesmo, o crescimento de 1,05% do Brasil no primeiro trimestre projeta no ano evolução do PIB três ou quatros vezes maior do que a do ano passado e, na pior das hipóteses, o primeiro governo Dilma Rousseff deve terminar com um crescimento médio igual ou até melhor do que o obtido pelo PSDB durante seu governo de oito anos, porém com inflação média bem mais baixa, sem o desemprego galopante da era tucana, com distribuição de renda que FHC não deu ao país e com salários e renda das famílias mais altos da história.

O editorial, ao sair do diagnóstico mambembe e partir para proposituras, diz que “Como o avanço brasileiro enxugou a ociosidade no mercado de trabalho, não há saída para acelerar o crescimento sem aumento da produtividade” e que “A reindustrialização do país precisa ter como ponto focal um modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável”

A Folha acerta no “detalhezinho” sobre “Enxugar a ociosidade no mercado de trabalho” – tradução para a situação de pleno emprego no Brasil que é invejável em todo o mundo, sobretudo nos países ricos, nos quais a taxa de suicídios causados pelo desemprego não para de subir.

Todavia, que diabo seria esse “Modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável” que o PSDB inseriu no editorial da Folha?

Aqui volta à cena o recém-anunciado apoio de 66% dos grandes empresários à candidatura tucana à Presidência. O editorial, enfim, revela o que o PSDB fará se voltar ao poder. E não é nada bonito, ao menos para o povo brasileiro. Leia, abaixo, o assustador trecho que revela qual é o programa econômico com que esse partido pretende governar.

“O ajuste macroeconômico implica reduzir o crescimento das despesas públicas abaixo do avanço do PIB, com o fim da política de correção do salário mínimo acima da inflação, controle de gastos previdenciários e limites legais para gastos de custeio e dívida federal”

Por certo, na campanha eleitoral de 2014 o PSDB irá poupar o eleitorado da informação de que irá arrochar o salário mínimo e desidratar os gastos do governo em programas sociais como o Bolsa Família e tantos outros, pois é disso que o editorial trata quando prega “Redução de despesas públicas” e “Controle de gastos previdenciários”.

Mas o que impressiona mesmo – e assusta – é a proposta tucano-folhática de interrupção da política pública que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), tem tido o maior peso na redução das desigualdades: a valorização do salário-mínimo que vem ocorrendo de fato no Brasil só depois que o PT chegou ao poder, em 2003.

O editorial, porém, tem um mérito: mostrou ao PT o que deve ser denunciado ao povo brasileiro no ano que vem, quando os tucanos e a mídia tentarão aplicar mais um estelionato eleitoral no país, a exemplo daquele que praticaram em 1998, quando prometeram que Fernando Henrique Cardoso não desvalorizaria o real, caso fosse reeleito, e que a desvalorização só ocorreria se Lula vencesse.

—–

(*) “Estranhamente”, o link do Estadão não abre

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"ninguém muda um país sentado diante de um computador"


O fiasco do ato contra Lula em SP e a ojeriza do brasileiro à política

Posted by eduguim on 14/01/13 • Blog da cidadania




Claro que foi risível o fiasco dos 20 gatos pingados que foram à avenida Paulista no domingo para insultar o ex-presidente Lula e o PT. A quantidade de piadas possíveis sobre essa iniciativa ridícula é imensurável e está fazendo a festa de quem se indignou com aquela cretinice.

Todavia, à luz de recente ato público de apoio ao adiamento da posse do presidente Hugo Chávez, na Venezuela, o qual levou centenas de milhares, se não milhões às ruas, há que refletir sobre um fenômeno tipicamente brasileiro.

É mentira que o brasileiro não vai à rua. Vai, sim, só que apenas se for em causa própria.

Recentemente, perguntei a lideranças da CUT e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) por que ainda não se mobilizaram pela causa da regulação da mídia, que defendem. Afinal, ao menos a central sindical já conseguiu pôr dezenas de milhares na rua.

Os movimentos sociais e os sindicatos que entendem quão prejudiciais são os oligopólios de comunicação me responderam que não existe “massa crítica” para gerar manifestações de rua por esse tema.

O próprio Movimento dos Sem Mídia, fundado aqui neste blog, já conseguiu pôr centenas de pessoas na rua contra o engajamento político da imprensa dita “isenta”, como no caso da manifestação da ONG em 2009 contra editorial da Folha de São Paulo que disse que a ditadura militar brasileira teria sido “branda”.




Contudo, manifestações de 500 pessoas ou mesmo de 20, 30 mil como as que a CUT já logrou organizar para reivindicar salários etc. seriam vistas como piadas em países como Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina e outros países politizados.

Os raros exemplos de sucesso de manifestações públicas de massas no Brasil residem entre os homossexuais e os evangélicos, que arrastam milhões de pessoas para tais iniciativas.

Aliás, verdade seja dita, nos países politizados desta região até a direita consegue pôr gente na rua, haja vista recente manifestação contra o governo na Argentina ou as marchas da oposição venezuelana menores do que as do chavismo, sim, mas, ainda assim, gigantescas.

O que acontece com o nosso povo? Por que somos tão engajados em causas de interesse de todos apenas na internet, mas sempre arrumamos um “compromisso de última hora” quando somos convocados a ir à rua defender aquilo em que acreditamos?

Os retardados que convocaram a manifestação contra Lula somaram quase duas mil pessoas no Facebook, mas a desculpa deles para não terem ido à avenida Paulista dizerem seus insultos contra o ex-presidente foi a de que “estava chovendo”…

No mesmo dia do ato dos “cansados” paulistanos, entre 300 mil (segundo a polícia) e 800 mil (segundo os manifestantes) foram à rua em Paris para protestar contra o “casamento” gay. A França, aliás, a exemplo de vários outros países europeus é palco constante de manifestações enormes.

Ir à rua protestar ou reivindicar, portanto, não é coisa de país subdesenvolvido. Muito pelo contrário, denota a preocupação dos povos em transformar retórica em ações.

Seja contra Lula, seja contra mídia, seja pelo que for – até mesmo por reivindicações que beneficiem os manifestantes –, o brasileiro demonstra comodismo e covardia.

Em 2011, a grande mídia tentou pôr gente na rua para protestar contra Lula, o PT e o governo Dilma. Impérios de comunicação martelaram convocações diuturnamente e colheram mais fiascos.

Os poucos que os grandes meios de comunicação conseguiram mobilizar, mobilizaram-se porque tais meios financiaram transporte, lanches e até pagamentos em dinheiro. Fui a algumas dessas manifestações e descobri que muitos nem sabiam por que estavam lá.

Já tentaram explicar essa apatia do brasileiro devido à ditadura, que teria atemorizado o nosso povo em relação a se mobilizar por causas políticas. É bobagem. A Argentina viveu uma ditadura mais sangrenta do que a brasileira e aquele povo se mobiliza o tempo todo.

A explicação me parece ser ojeriza do nosso povo à política. As manifestações se tornam ainda mais inviáveis quando convocadas sob tal mote.

A direita midiática, ao longo da segunda metade do século XX, trabalhou duro para gerar essa visão deturpada do povo sobre política. Nesse processo, porém, não atingiu somente a esquerda, mas a ela mesma. Hoje, aliás, a direita consegue mobilizar ainda menos gente do que a esquerda.

Esta, porém, tem instrumentos para sobrepujar a direita em mobilizações populares. Os movimentos sociais e os sindicatos estão quase que cem por cento no lado esquerdo do espectro político. Nesse ponto, surge o segundo grande inimigo da mobilização cidadã.

O comodismo explica por que pessoas politizadas e conscientes resistem a ir à rua expor suas demandas, apoios e repúdios. Esse, portanto, é o grande inimigo que é preciso combater a fim de pôr na agenda do país causa tão urgente quanto a democratização da comunicação.

Venho dizendo isso desde 2007, quando, neste blog, propus o primeiro ato público do Movimento dos Sem Mídia diante da Folha de São Paulo, que, surpreendentemente, reuniu quase 300 pessoas: ninguém muda um país sentado diante de um computador.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Confira a lista de vitórias nas capitais

Balanço » Nova força política
PSB se torna o partido com mais capitais


publicada segunda-feira, 29/10/2012 às 10:27 e atualizada segunda-feira, 29/10/2012 às 10:16


Escrevinhador


Por José Antonio Lima, na CartaCapital

As eleições municipais de 2012 reservaram ao PSB um lugar de destaque na política brasileira. Com as três vitórias em capitais que conseguiu no segundo turno das eleições, disputado no domingo 28, o partido chegou a cinco e se tornou a sigla com mais capitais governadas no país. São cinco no total, contra quatro do PT e do PSDB, três do PDT e duas de PMDB, DEM e PP. Outros quatro partidos governarão uma capital.

Neste domingo, o PSB venceu com Roberto Claudio (Fortaleza), Mauro Mendes (Cuiabá) e Mauro Nazif (Porto Velho), que se juntam a Marcio Lacerda (PSB) e Geraldo Julio (Recife), prefeitos eleitos no primeiro turno das eleições. Para o PSB é um crescimento importante, pois o partido entrou nas eleições com três capitais governadas (Belo Horizonte, Curitiba e Boa Vista).

A confirmação do crescimento nas capitais completa o bom resultado do PSB no primeiro turno. O partido foi o quarto mais votado (pouco mais de 8 milhões de votos) e ampliou em 42% o número de prefeituras (é o quinto maior do país) e em 18% o número de vereadores eleitores (é o sexto maior).

PT perde capitais, mas ganha em São Paulo

O crescimento do PSB se deu às custas o PT. Quatro dos prefeitos socialistas eleitos tinham como principais rivais candidatos petistas. Antes das eleições, o PT governava sete capitais e agora terá quatro prefeitos – Marcus Alexandre (Rio Branco), Luciano Cartaxo (João Pessoa), Paulo Garcia (Goiânia) e Fernando Haddad (São Paulo).

A vitória na capital paulista, considerada fundamental pela direção petista, faz do partido aquele com maior população sob influência. São 10,1 milhões de eleitores, quase o dobro do que temo PSB com cinco capitais e mais de três vez mais que o maior rival, o PSDB.

Os tucanos também tiveram um crescimento importante nas eleições de 2012. Antes tinham apenas uma prefeitura (São Luís) e agora vão governar quatro. As duas maiores da região Norte, Manaus (com Arthur Virgílio) e Belém (com Zenaldo Coutinho), além de Teresina (Firmino Filho) e Maceió (Rui Palmeira).

DEM ressurge e conquista duas capitais
O PDT conseguiu manter o número de três capitais anterior às eleições. Venceram pelo partido Gustavo Fruet (Curitiba), José Fortunati (Porto Alegre) e Carlos Eduardo (Natal). O PP também manteve duas capitais. A sigla comandava Salvador e Maceió e, agora, terá Campo Grande (Alcides Bernal) e Palmas (Carlos Amastha).

O PMDB, que tinha três capitais, saiu das urnas com duas. O partido conseguiu manter o Rio de Janeiro, com Eduardo Paes, e ganhou em Boa Vista, com Teresa Surita.

Em 2012, o DEM ressurgiu. O partido não tinha nenhuma capital e agora vai governar duas delas – Salvador, com ACM Neto, e Aracaju, com João Alves.

Quatro prefeitos serão os únicos de seus partidos em capitais: Edivaldo Holanda Junior (PTC) em São Luís; Cezar Souza Junior (PSD) em Florianópolis; Luciano Rezende em Vitória; e Clélio Luís (PSOL) em Macapá.

Confira a lista de vitórias nas capitais:

PSB – 5 capitais, com 5,3 milhões de eleitores
PT – 4 capitais, com 10,1 milhões de eleitores
PSDB – 4 capitais, com 3,2 milhões de eleitores
PDT – 3, capitais, com 2,7 milhões de eleitores
PMDB – 2 capitais, com 4,9 milhões de eleitores
DEM – 2 capitais, com 2,2 milhões de eleitores
PP – 2 capitais, com 712 mil eleitores
PSD – 1 capital, com 322 mil eleitores
PTC – 1 capital, com 678 mil eleitores
PPS – 1 capital, com 255 mil eleitores
PSOL – 1 capital, com 253 mil eleitores



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