quarta-feira, 23 de março de 2016

De todos – repito – TODOS os partidos.


“Listão da Odebrecht” tem mais de 200 nomes de políticos. E nenhum deles é Lula


Tijolaço


POR FERNANDO BRITO · 23/03/2016







Não foi um vazamento; foi um rompimento de adutora.



A adutora que abastece, e todo mundo sabe disso, todas as campanhas política no Brasil que, contra a vontade da mídia, de Gilmar Mendes, de Eduardo Cunha, do PSDB e de tanta gente “boa”, adiou o quanto pôde o financiamento público das eleições.

Fernando Rodrigues divulgou o “listão” de supostas ajudas da Odebrecht a políticos.

De todos – repito – TODOS os partidos.

Aécio Neves, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Jaques Wagner, Romero Jucá, Humberto Costa, Eduardo Paes, José Sarney e Eduardo Campos, morto em 2014, entre centenas de outros. Centenas mesmo, mais de 200.

Não está claro na matéria o que foi legal e o que foi “caixa dois”, que nenhuma campanha política de algum porte deixa de ter.

É m… no ventilador para ninguém botar defeito, mas uma coisa salta aos olhos.

O nome de Lula não aparece uma só vez no listão, que está em poder da Lava Jato desde 22 de fevereiro.

E o documento, em tese, teria sido divulgado ontem, quando não haveria restrição partida da decisão do STF, tomada já tarde da noite por Teori Zavascki.

Eu ainda mantenho um “pé atrás”. Não é lógico que uma planilha assim vá ver guardada durante oito meses de prisão do presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, sem ter sido picado, incinerado e desaparecido.

Alguns arquivos publicados por Fernando Rodrigues estão indisponíveis, surgindo em seu lugar uma indicação de página em manutenção, como reproduzo abaixo. Outros são estranhos, contendo textos estranhos ao caso, como a reprodução da famosa avaliação do ex-secretário de comunicação do Planalto, Tomas Trauttman, sobre o cenário eleitoral, que foi amplamente publicada e não revela, por isso, absolutamente nada.

Coisas estranhas, muito estranhas.

Mesmo num país em que não se estranha mais nada.

Não tem o nome Dilma nem Lula, mas tem ... vai continuar usando luto?


Lista da Odebrecht tem Aécio, Cunha e mais 200 nomes


SUL 21




Eduardo Cunha | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil




Do Brasil 247



Nas buscas que realizou na Odebrecht durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, no dia 22 de fevereiro, a Polícia Federal apreendeu uma lista do que seriam repasses de propina da empreiteira a políticos. A relação traz mais de 200 nomes e os valores recebidos, atingindo governo e oposição.

Estão presentes, por exemplo, os nomes do senador Aécio Neves (PSDB-MG), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dos senadores José Sarney (PMDB-AP), Romero Jucá (PMDB-RR) e Humberto Costa (PT-PE), do chefe de Gabinete da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, do PT, do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

Conforme afirma o jornalista Fernando Rodrigues, que divulgou a lista, trata-se do mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela da empresa descoberta e revelada ontem na investigação. Segundo a PF, o executivo Marcelo Odebrecht também estava envolvido no pagamento de propinas.




______________________


Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos


Blog do Fernando Rodrigues


Fernando Rodrigues23/03/2016 11:27


Papéis foram apreendidos na “Acarajé” e liberados ontem (22.mar)

Planilhas listam nomes, valores e apelidos de cada político

Material é de Benedicto Barbosa, alto executivo do grupo

Informações de tabela são incompatíveis com doações declaradas





Acesse todo o material apreendido no fim deste post

Agentes da PF na sede de São Paulo da Odebrecht, na fase Acarajé



Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ''. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.

As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel. Eis exemplos de planilhas apreendidas (clique nas imagens para ampliar):







Na planilha, Renan é “atleta''; Eduardo Paes, “nervosinho''; Sérgio Cabral, “próximus''.



A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.

Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.

Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.

Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.

Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).

Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.

APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:
Jaques Wagner: Passivo
Eduardo Cunha: Carangueijo
Renan (Calheiros): Atleta
José Sarney: Escritor
Eduardo Paes: Nervosinho
Humberto Costa: Drácula
Lindbergh Farias: Lindinho
Manuela D’Ávila: Avião



O material da Odebrecht é farto em nomes da oposição

COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.

Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.

Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.

O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros.

ÍNTEGRA DOS DOCUMENTOS
Clique aqui para saber em qual documento e página cada político é mencionado. Depois, escolha o arquivo correspondente na lista abaixo:



Arquivo 1

Arquivo 2

Arquivo 3

Arquivo 4

Arquivo 5

Arquivo 6

Arquivo 7

Arquivo 8

Arquivo 9

Arquivo 10

Arquivo 11

Arquivo 12




OUTRO LADO
A Odebrecht foi procurada pelo Blog. Nesta 4ª (23.mar.2016), a assessoria da empreiteira enviou esta nota: “A empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários''.

Todos os políticos citados, já procurados por causa de outras reportagens, negam ter recebido doações ilegais em suas campanhas.


O Blog está no Facebook, Twitter e Google+.

Sem papas na língua

21 de março de 2016 - 9h40
Alexandre Nero se posiciona contra a Globo e defende funcionários




O ator Alexandre Nero não tem papas na língua. Ele, após ver as diversas críticas dos internautas para com Monica Iozzi, que fez críticas em seu Twitter às pessoas que apenas se baseiam no “Jornal Nacional” para obter informação, resolveu desabafar.





Ator e músico Alexandre Nero

Em seu perfil, ele explicou que, não é porque são funcionários da emissora que devem concordar com tudo o que ela faz, e explicou que os contratados podem sim se manifestar contra a postura do canal. Ele publicou a foto de uma crítica em seu Facebook.

“É tão difícil entender que a Globo tem o seu posicionamento político e os seus funcionários podem ter outro? Que não somos um bando de alunos colegiais onde todos fazem o que o “bedel” manda? Que ali também tem gente foda?”, perguntou ele.

“Não sejam babacas vcs também em alimentar o ódio. Diversos artistas da Globo se posicionando claramente de maneira oposta à emissora, colocando seus empregos e sua segurança pessoal e de sua família, e ainda assim, existe esse discursinho patético”, disse.

“Não pode! Respeita os caras!!!”.

Na semana passada (dia 16), após receber o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), que segundo o ator, é o "principal e mais respeitado prêmio de arte do país, Alexandre Nero publicou uma mensagem nas suas redes sociais. Leia a íntegra abaixo:

Ontem [15], ao receber o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), principal e mais respeitado prêmio de arte do país (desculpe a ausência de modéstia, mas tem vezes que o "beijinho no ombro" tem que vir em forma de cruzado no queixo para os haters rsrs)....

Como dizia, ontem estava pensando em apenas agradecer aos próximos e não criar nenhum bafafá nesse momento propício para os "doentes políticos", mas achei que, apesar da minha preguiça de ficar batendo palma pra maluco dançar nas redes sociais, eu deveria aproveitar o destaque e a repercussão do prêmio para falar algo que minha posição de artista privilegiado nesse momento exige.

Fui um dos últimos a receber o prêmio, e depois de quase 4 horas de premiação não quis ser ainda mais maçante com quem heroicamente ainda estava lá. Apenas agradeci aos críticos, ao João e Amora pela total liberdade de criação, à Giovanna e Tonico pela parceria, à minha companheira Karen pelo apoio e ao meu filho, por chorar menos do que podia...mas prometi que postaria o que eu iria dizer aqui nas redes sociais. Então conforme prometido, aí está, na íntegra.
Pra que serve um ator?
"Em A Regra do Jogo, eu interpretava um ex-vereador, que se aproveitava de uma ong de fachada para tirar proveito próprio. Eu o denominei um "anti-vilão" (um vilão - que eventualmente fazia coisas boas).
Romero Romulo, o nome do tal, flertava com a hipocrisia, a corrupção, menosprezava leis, ética, o respeito, o afeto, e com isso se aproveitava dos bem intencionados.
No decorrer desse trabalho fui perguntado muitas vezes sobre política, e via sempre uma tendência em colocar em minhas palavras que eu me inspirei nesse ou naquele político. Eu dizia que minha construção não era inspirado em ninguém especificamente, e sim no ser humano. "Romero era eu, vc, todos nós".
sem surpresa alguma, por essa declaração, fui agredido por alguns nas redes sociais (função principal de uma rede social). Me acusavam de ser um irresponsável, pq meu personagem "era de esquerda e pilantra", afirmavam eles. Primeiro digo que meu personagem não era de esquerda, ele fingia ser de esquerda, e mesmo se fosse de esquerda, pq a indignação dos agressores? Na direita não existisse pilantra? Ah tá!!!
Pois bem, a extrema direita, reacionários no último grau partiram pra cima babando de raiva e todos os ódios possíveis. Os "corajosos da internet" rsrs. E são muitos. Acreditem!!
Minha maior preocupação nessa "besta polarização" do momento onde PT, PSDB, PMDB brigam entre si, os malucos dos "mitos", "cianos", "faias" e afins correm por fora e cada vez mais estão ganhando força. Depois de muito ler babaquices do tipo "bicha, maconheiro, vagabundo, vendido", ou agressões ferozes "tem que morrer, "vou te matar" e por aí vai, um comentário me chamou atenção:
"PARE DE FALAR DE POLÍTICA! Vc é só um ator!" , e depois me pergunta com desprezo:
"Pra que serve um ator mesmo?"minha resposta:
Sinto desapontá-lo , mas nao existe uma resposta rápida, suscita, única e verdadeira. Respostas essas, que vc deve estar acostumado , pois o ensinaram o que é certo e errado, preto e branco, homem e mulher, alto ou baixo, bonito e feio. Separar e não unir.
As respostas pra vcs (reacionários, fascistas, agressores, covardes, bunda moles, ou burros) , precisam ser exatas, pois se tiver dúvidas vcs teriam que pensar, fora da caixa que vc se enquadra, e isso ninguém lhe ensinou. Vcs não compreendem nada que não seja lógico, matemático. É como querer explicar:
Pra que serve um poema.
Nao dá! Como disse Leminski, "querer explicar pra que serve a poesia, é querer que se explique um "'orgasmo ou um gol do Zico.'" (Eu citando Leminski para um reacionário. Parece piada rs).Por isso toda essa sua agressividade e desdém me fez crer que vc tem medo do ator. O desconhecido dá medo. Medo esse que vc tenta encobrir e fingir que é ódio. Não é! É só medo mesmo! Cagaço! E é bom que tenha mesmo, pq o trabalho do ator no cinema, no teatro, na rua, na tv , e agora também na internet, reflete como um espelho da sociedade, e não como vc quer que seja, uma janela, onde vc vê os outros e confortavelmente sentado em seu sofá apontando dedos.
Por isso meu caro, você, que odeia esse mundo laico, plural, multigênero, democraticamente caótico, onde o invisível pode ser visto, o indizível dito, é bom que nos difame e menospreze mesmo, espalhe que usamos as leis de incentivo à cultura feito criminosos, pois somos aproveitadores do dinheiro público, que não passamos apenas de rostinhos bonitos na tv, que não pensamos em nada que não seja em dentes brancos, que somos a favor desse ou daquele político pq somos sustentados por ele. Isso mesmo. Afaste os patrocinadores e repudie o público de nossos espetáculos. Grite:"-Não dê pipoca aos atores".
"-Mantenha-se longe da jaula deles".
"-Cuidado com os atores". E é bom que tenha medo mesmo, pq dentre muitas coisas lúdicas, divertidas e/ou plantar uma bananeira e cair de bunda no chão, eu, ali, sou vc também. Eu sou seu espelho. Entre uma pirueta e outra podemos mostrar para o mundo quem é vc. Nós podemos te desvendar, e pode apostar, vc não vai gostar nada do que vai ver nesse espelho."



Com informações TV Foco e Facebook
Matéria atualizada às 14h17 para acréscimo de informações.


Portal Vermelho

segunda-feira, 21 de março de 2016

Volver a los 17 después de vivir un siglo

Mercedes Sosa con Milton Nascimento







Volver A Los 17




Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella Diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín



Volver a Los 17


Voltar aos 17 depois de viver um século
É como decifrar sinais sem ser sábio competente
Voltar a ser de repente tão frágil como um segundo
Voltar a sentir profundo como um menino diante de Deus
Isso é o que sinto neste instante fecundo

Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.

Meu passo retrocede quando o de vocês avança
O arco das alianças penetrou em meu ninho
Com todo seu colorido passeou por minhas veias
E até a dura corrente com a qual nos prende o destino
É como um diamante fino que ilumina minha alma serena

Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.

O que pode o sentimento não o pode o saber
Nem o mais claro proceder, nem o maior dos pensamentos
Tudo o muda num momento qual mago condescendente
Nos afasta docemente de rancores e violências
Só o amor com sua ciência nos torna tão inocentes

Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.

O amor é um turbilhão de pureza original
Até o feroz animal sussurra seu doce som
Detém os peregrinos, liberta os prisioneiros
O amor com seus esforços ao velho o torna criança
E ao mal só o carinho o torna puro e sincero

Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.

De par em par a janela se abriu como por encanto
Entrou o amor com seu manto como uma fraca manhã
Ao som de sua bela Diana fez brotar o jasmim
Voando qual serafim ao céu lhe pôs brincos
Meus anos em dezessete os converteu o querubim



Composição: Violeta Parra

sexta-feira, 18 de março de 2016

O vale-tudo pode quebrar mais que vidraças

Desembargador de Alagoas denuncia: Juiz federal de Brasília deu liminar 4 minutos e 19 segundos antes de receber o processo!


publicado em 17 de março de 2016 às 21:50
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É MUITO PIOR DO QUE SE IMAGINAVA
Tutmés Airan de Albuquerque Melo*
O cidadão Enio Merecalli Junior ingressou, na data de 17 de março, com uma ação popular em face da Exma. Sra. Presidenta da República, tendo por objetivo impedir a nomeação do Sr. Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de Ministro de Estado.
A referida ação popular foi proposta na Justiça Federal do Distrito Federal e distribuída à 4ª Vara, tendo por juiz o Senhor Itagiba Catta Preta Neto.
No mesmo dia em que recebeu o processo, o magistrado deferiu o pedido liminar, isto é, determinou a suspensão do ato de nomeação do Ex-Presidente para o cargo de Ministro de Estado Chefe da Casa Civil.
O site “Tijolaço”, em matéria assinada por Fernando Brito, revela um detalhe assombroso e, no mínimo, suspeito: o juiz teria proferido sua decisão contra o Ex-Presidente no tempo recorde de 28 (vinte e oito) segundos!
Esse teria sido o tempo transcorrido entre o instante em que o processo foi remetido ao juiz para dar a decisão e o instante em que a decisão liminar foi deferida.
Há, porém, um fato de gravidade ainda maior.
Para compreendê-lo, é preciso detalhar o passo a passo do trâmite processual eletrônico do Judiciário.
No sistema de consulta processual disponível no site do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao se digitar o número do processo no campo de pesquisa e se clicar na aba “Movimentação”, é possível verificar que a ação popular foi peticionada eletronicamente e encaminhada para distribuição automática às 09:27:24 (EVENTO 1 – Cod. 2):
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Isso significa que logo após o autor da ação popular ter realizado seu peticionamento, o processo deve ser distribuído pelo próprio sistema por sorteio a uma das Varas da Justiça Federal do DF. A distribuição automática é uma forma de garantir o princípio do juiz natural e de impedir que as ações sejam direcionadas a determinado magistrado, evitando-se a um só tempo qualquer tentativa de beneficiar ou de prejudicar as partes do processo.
Às 11:22:27 (EVENTO 2 – Cod. 218) o processo foi recebido na Secretaria da 4ª Vara. Em tese, a distribuição automática do sistema de peticionamento remeteu a ação ao Juízo da 4ª Vara, que se tornou responsável por julgá-la:
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Às 11:22:49 (EVENTO 3 – Cod. 137) o processo saiu da Secretaria da 4ª Vara e foi enviado ao magistrado. Como se trata de processo virtual, a remessa dos autos ocorre via sistema. Em tese, o juiz somente poderia ter acesso ao inteiro teor do processo depois que a Secretaria o encaminha concluso para decisão. É a partir desse instante que o juiz conseguirá acessar o sistema para ler os autos e redigir a decisão.
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O primeiro fato impressionante é que, às 11:23:17 (EVENTO 4 – Cod. 153), foi registrada no sistema a movimentação indicando a devolução do processo à Secretaria com a decisão liminar proferida.
Isso significa que em 28 (vinte e oito) segundos – das 11:22:49 às 11:23:17 – a Secretaria da Vara remeteu o processo ao magistrado, ele analisou os autos, construiu a decisão e enviou de volta os autos à Secretaria.
Pois bem. Essas informações, embora não com o nível de detalhamento aqui explanado, já estão sendo divulgadas nas redes sociais e nas mídias virtuais.
Todavia, como dito acima, existe uma outra informação que não tem sido noticiada e é muito mais grave do que a suspeitíssima velocidade com que o juiz decidiu suspender a nomeação do Ex-Presidente.
Vamos a ela.
O fato aparente de o juiz ter decidido o caso em 28 (vinte e oito) segundos provoca, apenas por si, uma razoável dúvida sobre a real possibilidade de que ele tenha tomado ciência do processo, analisado os argumentos da parte e, por fim, construído a decisão em tão brevíssimos instantes. Essa dúvida – plenamente justificável – dá margem a inúmeras especulações, mas indica de modo objetivo a existência de uma ilegalidade flagrante.
O que se dirá agora, no entanto, é a prova de que uma grave inconstitucionalidade foi cometida.
Os eventos narrados até aqui podem ser consultados na aba “Movimentação” da pesquisa processual. Cabe registrar que o sistema de acompanhamento processual permite consulta a outras 6 (seis) abas, dentre as quais está a de “Inteiro Teor”. É nela que se encontra informação aterradora: a decisão liminar foi incluída no sistema às 11:18:30 (EVENTO 6), 4min19s (QUATRO MINUTOS E DEZENOVE SEGUNDOS) ANTES de o processo ter sido encaminhado concluso para o juiz decidir!

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Como é possível que a DECISÃO JÁ PRONTA tivesse sido incluída no sistema ANTES da Secretaria da 4ª Vara receber o processo e ANTES do juiz recebê-lo para decidir?
Do ponto de vista estritamente legal, é impossível!
Confira-se a sequência dos atos processuais para que se entenda melhor o caso:
Captura de Tela 2016-03-17 às 21.13.35
Está indubitavelmente demonstrado, portanto, que a decisão do juiz foi incluída no sistema ANTES do processo ser recebido na Secretaria e ANTES de ser encaminhado ao próprio magistrado para analisar o caso e ter condições de redigir a decisão.
O que se percebe é que a decisão já estava tomada ANTES MESMO DE SE SABER QUE SERIA A 4ª VARA O JUÍZO COMPETENTE PARA DECIDIR O CASO E ANTES QUE O JUIZ TIVESSE ACESSO AO PROCESSO PELOS MEIOS LEGAIS.
O que teria acontecido? Uma fraude ao processo e à democracia.
Maceió, 17 de março de 2016
Tutmés Airan de Albuquerque Melo
Desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas
PS do Viomundo: A liminar do juiz Catta Preto, que é eleitor de Aécio Neves e faz campanha pelo impeachment, já foi derrubada, mas foi estratégica por dar início a uma enxurrada de liminares. É preciso investigar a fundo este descalabro denunciado pelo desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo.
Leia também:

quarta-feira, 16 de março de 2016

A Lista de Furnas (saiu... novamente)


DELCÍDIO JOGOU A PÁ DE CAL NA CARREIRA DO MORALISTA AÉCIO NEVES


Diário do Centro do Mundo


por Kiko Nogueira15 de março de 2016




Amigos



O diabo está nos detalhes. Há um trecho da delação bomba de Delcídio do Amaral em que ele fala que a CPMI dos Correios foi feita “com base em dados maquiados”.

Relata que outros parlamentares sabiam da empulhação, entre eles Carlos Sampaio, o probo, e Aécio Neves. Acrescenta o petista: o tema foi tratado com o então governador Aécio em Minas Gerais. Após a reunião, Aécio “franqueou o avião do governo para que o declarante viajasse para o Rio de Janeiro”.

A viagem de Delcídio está na relação de vôos oficiais de Aécio entre 2003 e 2010. Ela foi obtida pelo DCM e utilizada em algumas matérias.

As aeronaves bancadas com o dinheiro do contribuinte mineiro foram emprestadas também para gente como Roberto Civita, Fernando Henrique Cardoso, José Dirceu, todas as lideranças do PSDB, e um certo Roberto Marinho (que Roberto Irineu Marinho, dono da Globo, declarou não ser ele num email enviado a nós por sua advogada).

A família inteira também passeou, inclusive o primo Quedo, acusado de comprar um juiz num caso de tráfico de drogas.

Em matéria de tráfico de influência, Aécio foi campeão. A delação de Delcídio e a lista de passeios de helicóptero e turboélice são pedaços do cipoal de interesses, alguns mais escusos que outros, que Aécio representou em sua vida pública.










As revelações de Delcídio agravaram a crise no governo Dilma e no PT — mas deixaram a nu, definitivamente, a grande esperança branca da oposição, o incansável tribuno, o político que não aceitou a derrota desde outubro de 2014 e que desde então veio fazendo uma pregação moralista, barata, deletéria e demagógica.

O desespero vinha daí, então? Se levasse, Aécio poderia conter as investigações? Seu inconformismo com Dilma passa pelo fato de que ela nada fez para poupar o sujeito que foi metade do fenômeno “Lulécio”, quando dividiu os votos dos mineiros com Lula?

Não foi por falta de blindagem. O conluio em Furnas, descrito por Delcídio, é conhecido pelo menos desde 2006. Há duas semanas, o DCM lançou um documentário sobre o esquema de caixa 2 que quase foi abafado de todas as maneiras imagináveis.

Aécio conseguiu emplacar na Veja uma “reportagem” afirmando que a famosa lista era uma falsificação, alegação baseada num laudo encomendado.

O Jornal Nacional nunca deu a Furnas um décimo da atenção que dedica hoje a qualquer coisa relativa ao “sítio de Lula” e ao “triplex de Lula”. O esforço para desmoralizar o documento veio não só da imprensa, mas do Ministério Público e da Polícia Federal.

A Istoé, para ficar num exemplo recente, publicou apenas as partes relativas a Lula e Dilma em suas capas sobre Delcídio. Ocorre que ficou impossível segurar as denúncias, apesar de toda a boa vontade do pessoal. Os malfeitos de Aécio acabaram vazando pelo conjunto da obra. A internet quebrou o monopólio da informação.

O colega Delcídio atirou aos cães a carreira do bastião da moralidade. Confirmou a delação do doleiro Alberto Youssef, que também afirmara que Aécio recebia propina da estatal mineira.

Delcídio aponta que Dimas Toledo, ex-presidente da empresa, “operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves”. Dimas possuiria “vínculo muito forte” com Aécio e sua indicação para o cargo teria partido do tucano, junto ao PP, durante a gestão de FHC.

Em 2005, Lula lhe teria perguntado sobre Dimas Toledo. “Eu assumi e o Janene [presidente do PP, já falecido] veio pedir pelo Dimas. Depois veio o Aécio e pediu por ele. Agora o PT, que era contra, está a favor. Pelo jeito ele está roubando muito”, contou Lula, segundo Delcídio.

Andrea Neves, irmã e braços direito e esquerdo de Aécio, era “uma das grandes mentoras intelectuais dele e estava por trás do governo”.

Declarou também que ouviu de José Janene que Aécio era “beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato”. A sede seria em Liechtenstein, a operação financeira teria sido estruturada por um doleiro do Rio e tudo estaria no nome da mãe de Aécio ou do próprio.

A farsa de Aécio já tinha dado sinais de que tinha sido desmontada quando ele foi hostilizado nos protestos de 13 de março. A massa ignara que ajudou a insuflar com discursos raivosos sobre corrupção o rejeitou de maneira humilhante.

Não se sabe o que virá a ocorrer no Brasil a partir daqui. Temos um capítulo por dia. Mas Aécio Neves se transformou num elemento radiativo com o qual pouca gente vai querer contato. O sonho de 2018 foi para a lata do lixo.

Abaixo, o documentário do DCM sobre a Lista de Furnas.







domingo, 13 de março de 2016

A RESPOSTA DE LULA QUE A GLOBO SE NEGOU A LER NO JORNAL NACIONAL

A RESPOSTA DE LULA QUE A GLOBO SE NEGOU A LER NO JORNAL NACIONAL DESSE SÁBADO 12 DE MARÇO DE 2016.



LEIA AQUI A RESPOSTA DO EX-PRESIDENTE LULA AO JORNAL NACIONAL:



“Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, e minha mulher, Marisa Letícia, não somos e nunca fomos donos de nenhum apartamento tríplex no Guarujá nem em qualquer outro lugar do litoral brasileiro.

Meu patrimônio imobiliário hoje é exatamente o mesmo que eu tinha ao assumir a presidência da República, em janeiro de 2003: 

O apartamento onde moro com Marisa, e onde já morávamos antes do governo, e o rancho “Los Fubangos”, um pesqueiro na represa Billings. 

Ambos adquiridos a prestações. Também temos dois apartamentos de 70 metros quadrados que Marisa recebeu em permuta por um lote que ela herdou da mãe.

Tudo em São Bernardo do Campo. Tudo registrado em nosso nome no cartório e na declaração anual de bens. 

Esta é a verdade dos fatos, em sua simplicidade: entrei e saí da Presidência da República com os mesmos imóveis que adquiri ao longo da vida, trabalhando desde criança, como sabem os brasileiros.

Não comprei nem ganhei apartamento, mansão, sítio, fazenda, casa de praia, no Brasil ou no exterior. 

Jamais ocultei patrimônio nem registrei propriedade particular em nome de outras pessoas. 

Nunca registrei nada em nome de empresas fictícias com sede em paraísos fiscais, artifício utilizado por algumas das mais ricas famílias deste País para fugir ao pagamento de impostos.

As informações sobre o patrimônio do Lula – verdadeiras, fidedignas, documentadas – sempre estiveram à disposição do Ministério Público e da imprensa, inclusive da Rede Globo.

Estas informações foram deliberadamente ocultadas do público na reportagem do Jornal Nacional que apresentou as acusações do Ministério Público de São Paulo.

Eu não fui procurado pela Globo para apresentar meu ponto de vista. Ninguém da minha assessoria foi procurado. O direito ao contraditório foi sonegado. 

Alguém se apropriou indevidamente do meu direito de defesa.

Não é a primeira vez que isso acontece e certamente não será a última.

Mas eu fiquei indignado ao ver minha mulher e meu filho sendo retratados na televisão como se fossem criminosos.

Mesmo na mais acirrada disputa política – e o jornalismo não está acima dessas disputas – nada justifica envolver a família, a mulher, os filhos, como ocorreu nesse caso.

Fiquei indignado porque, ao longo de 9 minutos, o apresentador William Bonner e o repórter José Roberto Burnier me acusaram 18 vezes de ter cometido 10 crimes diferentes; sem nenhuma prova, endossando as leviandades de três membros do Ministério Púbico de São Paulo. 

Reproduziram ofensas, muitas ofensas, a partir de uma denúncia que sequer foi aceita pela juíza. E ainda por cima, denúncia de um promotor que já foi advertido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, porque atuou fora da lei neste caso.

A Rede Globo me conhece o suficiente para fazer uma avaliação equilibrada das acusações lançadas por aquele promotor, antes de reproduzi-las integralmente pelas vozes de William Bonner e Roberto Burnier. 

A Rede Globo recebeu, desde 31 de janeiro, todas as informações referentes ao tríplex, com documentos que comprovam que nem eu nem Marisa nem nosso filho Fabio somos donos daquilo. É uma longa e detalhada nota, chamada “Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa”. 

Cheguei a abrir mão do meu sigilo fiscal e anexei a esta nota parte de minha declaração de bens.

Quando divulgamos este documento esclarecedor, o Jornal Nacional fez uma série de matérias tentando desqualificar o que estava dito lá. Duvidaram de cada detalhe, procuraram contradições, chegaram a distorcer uma entrevista do meu advogado.

Quanta diferença...

Na reportagem sobre a denúncia do procurador, nada foi questionado. Tudo foi endossado e ratificado como se fosse absoluta verdade.

A Rede Globo sempre poderá dizer que estava apenas “retratando os fatos”, “prestando informações à sociedade”, “cumprindo seu dever jornalístico”.

Só não vai conseguir explicar ao povo brasileiro a diferença gritante de tratamento: quando acusam o Lula, é tudo verdade; quando o Lula se defende, é tudo suspeito.

Em 40 anos de vida política, aprendi a lidar com o preconceito, com a inveja e até com o ódio político. 

Mas não me conformo, como ex-presidente desse imenso país chamado Brasil, não posso me conformar de ser comparado a um traficante de drogas, como aconteceu no final da reportagem.

Essa comparação ofensiva, injuriosa, caluniosa, não está nos autos da denúncia do Ministério Público. 

Não sei quem decidiu incluir isso na reportagem, mas posso avaliar seu caráter.

Se esta mensagem está sendo lida hoje na Rede Globo é por uma decisão da Justiça, com base na Lei do Direito de Resposta, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no final do ano passado.

Esta lei garante que a Liberdade de Imprensa seja realmente um direito de todos e não um privilégio daqueles que detém os meios de comunicação.

É ela que nos permite enfrentar a ocultação de informações, a sonegação do contraditório, a falsidade informativa, a lavagem da notícia.

Estes vícios foram sistematicamente praticados pelos grandes veículos de comunicação do Brasil durante a ditadura e fizeram tão mal ao País quanto a censura, que abolimos na Constituição de 1988.

A Rede Globo levou mais de 30 anos para pedir desculpas ao País por ter apoiado a ditadura, praticando um jornalismo de um lado só. Graças à lei do Direito de Resposta, não tenho de esperar tanto tempo para responder às ofensas dirigidas a mim e a minha família no Jornal Nacional.

Eu não estou usando este direito de resposta para me defender apenas, e a minha família. É para defender a democracia, o estado de direito e a própria liberdade de imprensa, que só é verdadeira quando admite o contraditório e respeita a verdade dos fatos. 

Quando estes princípios são ignorados, em reportagens como aquela do Jornal Nacional, o maior prejudicado não é o Lula, é cada cidadão e a sociedade, é a democracia”.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

da nossa editoria de moda para hoje


Editoria de Moda do C Af: o que vestir hoje



De Pedro Sanchez em seu facebook


Conversa Afiada

publicado 13/03/2016






Em tempo: o Conversa Afiada sugere também esse cartaz a ser empunhado pelos marchadeiros desse 13 de março. É uma singela contribuição do Leandro Fortes:





Conteúdo relacionado

quando o patrimônio físico e moral não vale mais nada

Ou prende o Lula e derruba a Dilma ou morre !


Conversa Afiada


publicado 13/03/2016



A edição desse jornal nacional que vai merecer o direito de resposta do Lula é o ponto culminante de uma politica editorial de confrontação.

É a declaração de guerra que faltava !

É o climax de política irreversível: derrubar a Dilma e prender o Lula.

É uma bomba atomica.

Se não destruir o inimigo, acaba.

Porque se o Lula não for preso, a Globo fecha.

Agora ou em 2018.

Não tem volta.

A Globo se tornou vítima da propria loucura.

Não é o futuro da Dilma e do Lula que está em jogo.

É a sobrevivência da Globo.

Basta!, diria o editorial de outro moribundo, o Estadão, que agora só serve para verter excremento de delações...

Em tempo: o Valdir Macedo soube desse jornal nacional de ontem, 12/3. E repetiu: não quer a Globo nem de graça ! Não é mais nem por causa da incompatibilidade entre a audiência e a folha de salários. É porque o patrimonio (fisico e moral) da Globo não vale mais nada.


PHA

domingo, 6 de março de 2016

Made in Macaíba

Miguel Nicolelis



Miguel Nicolelis, um dos cientistas mais importantes do mundo, fala do lixo que é a grande imprensa brasileira no programa "Espaço Público"







"Só não viu - aqui no Brasil - quem não quis."

Mais de um bilhão de pessoas já viram ou acompanham as pesquisas do cientista com o objetivo de recuperar a sensibilidade e mobilidade para os acidentados da medula espinhal!

















Instituto Santos Dumont



Com relação à matéria publicada pela Folha de S.Paulo, em 10 de outubro, intitulada “TCU aponta irregularidades em obra de Miguel Nicolelis”, o Instituto Santos Dumont (ISD) esclarece:
 
A obra civil do Campus do Cérebro não é do neurocientista Miguel Nicolelis, conforme citado, mas de responsabilidade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), parceira do ISD na implantação do mesmo. 

O investimento do Governo Federal de R$ 57 milhões foi repassado diretamente à UFRN para ser utilizado na construção do Campus do Cérebro e não faz parte do orçamento do ISD. 

As obras civis, sob responsabilidade da UFRN, estão avançadas. No entanto, a infraestrutura básica de abastecimento de água, esgoto e energia elétrica está em distintos estágios de especificação, licitação e execução. Segundo o MEC, a obra deve ser entregue no segundo semestre de 2016. 

Miguel Nicolelis é o idealizador do projeto e presidente do Conselho de Administração do ISD, uma Organização Social (OS) que mantém a operação de três Centros de Educação Científica, atendendo 1.400 alunos anualmente; um Centro de Educação e Pesquisa em Saúde, serviço ambulatorial de referência em saúde materno-infantil na região de Macaíba (RN), com capacidade atual de atendimento de 12.000 consultas/ano, com ampliação prevista para 20.000 consultas/ano; e um Centro de Pesquisas em Neurociências (ver abaixo), tendo recebido do MEC, em agosto de 2014 e até a presente data, um único repasse no montante de R$ 29.693.901,00, que vem sendo aplicado nas despesas operacionais dos mesmos. Quando houver a entrega do Campus do Cérebro pela UFRN, o ISD será responsável pela coordenação e execução das atividades fim, de infraestrutura e de questões administrativas e financeiras.



Centro de Educação Científica – CEC Unidade Serrinha/BA


Rua Machado de Assis, 152 – Ginásio Municipal 48.700-000 Município de Serrinha – BA

Tel: +55 (75) 3261 7523


Centro de Educação Científica Escola Alfredo J. Monteverde Unidade Natal:

Av. Interventor Mário Câmara, 3133, Bloco A – Cidade da Esperança 59070-600 – Natal – RN

Tel/Fax: +55 (84) 3205-5387


Unidade Macaíba:

Rodovia RN 160, 3003 – Distrito Jundiaí 59280-000 – Município de Macaíba – RN

Tel: +55 (84) 3271-5072


Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi – CEPS

Rodovia RN 160, 2010 – Distrito Jundiaí 59280-970 – Município de Macaíba – RN

Tel: +55 (84) 3271-3311


Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IINELS)
 *enquanto a nova sede está em construção no Campus do Cérebro

Rodovia RN 160, 3003 – Distrito Jundiaí

59280-000 – Município de Macaíba – RN

Tel: +55 (84) 3271-1500 


Com relação a uma possível confusão jurídica entre a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (AASDAP) e o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (ISD), a primeira é uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont, uma Organização Social (OS). As OSCIPs são ONGs com certificação do Ministério da Justiça, que podem fazer termos de parceria com órgãos do Governo, bem como receber doações da iniciativa privada. Já as OSs são um modelo de organização pública não-estatal, criadas pelo Governo Federal, destinadas a absorver atividades publicas não exclusivas do Estado, mediante qualificação específica.
A AASDAP é reconhecida e aprovada pelo Ministério da Justiça e nasceu, em 17 de abril de 2004, para executar o projeto de educação e ciência como agentes de transformação social. Tem por função captar e administrar recursos públicos e privados destinados a patrocinar pesquisas científicas de ponta e projetos sociais no Brasil. Foi responsável pela gestão dos Centros de Educação Científica e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) até julho de 2014. A partir de agosto de 2014 esse projeto foi transferido para o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (ISD), qualificado em fevereiro do mesmo ano, pelo Governo Federal, como Organização Social, para realizar a gestão de três centros de educação científica, um centro de saúde e um centro de pesquisas em Neurociência e, quando da sua entrega pela UFRN, do Campus do Cérebro.
Um Grupo de Trabalho foi instituído pelo MEC, por meio da Portaria nº 755, publicada no DOU em 27 de julho de 2015, com o objetivo de realizar estudos e elaborar propostas com vistas a aperfeiçoar a implementação do Contrato de Gestão MEC-ISD, bem como apresentar minuta de aditivo ao contrato de gestão, por intermédio do MEC. Fazem parte do grupo representantes da Secretaria de Educação Superior – SESu-MEC; da Consultoria Jurídica – CONJURMEC; da UFRN e do ISD.
Todo recurso transferido da União é fiscalizado pelo Conselho Fiscal e por auditoria externa designada pelo Conselho Administrativo e pelos órgãos de controle do Poder Publico. O cumprimento das metas estabelecidas no Contrato de Gestão e fiscalizado pela Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão (CAACG) do MEC, nos termos da Lei 9.637, de 15 de maio de 1998, que trata da criação das OSs. O Relatório Financeiro contendo as principais ações e resultados é publicado semestralmente no site do ISD (www.isd.org.br) e no DOU–Diário Oficial da União.
Com relação a eventuais patentes geradas, a titularidade, o uso e o licenciamento da propriedade intelectual gerada a partir das atividades executadas pelo ISD, será regida pela legislação em vigor e de acordo com as melhores práticas adotadas pelas instituições de ensino e pesquisa do País. Os recursos provenientes de licenciamentos de patentes, se houver, serão revertidos em prol do Instituto, como entidade sem fins lucrativos.


Instituto Santos Dumont




Miguel Nicolelis será o próximo a ser levado coercitivamente para Curitiba?



Sim, acredito nele - 57%

Vox Populi: Moro e Globo tomam uma surra
Lula é inocente !




Conversa Afiada



publicado 05/03/2016



O Conversa Afiada publica informações de pesquisa Vox Populi:

Resultado com 15 mil questionários válidos:

1) Qual o seu sentimento em relação ao fato de que o ex-presidente Lula foi incluído na investigação da Lava Jato?

Gostei, eu aprovo - 41%

Não gostei, não aprovo - 56%

Não sei responder - 3%


2) Qual a avaliação que você faz do trabalho do juiz Moro nesse processo da Lava Jato? 

Aprovo, ele está fazendo um excelente trabalho - 34%

Aprovo, mas ele tem exagerado em algumas medidas - 22%

Desaprovo - 43%

Não sei responder - 1%


3) Com qual das frases você se identifica mais?

Não vejo problema algum na forma como foi feita a condução do Lula para depor na Polícia Federal - 34%

ou

Achei um exagero a forma como o ex-presidente Lula foi levado a depor pelos agentes da Polícia Federal - 65%

Não sei responder - 1%


4)Você acredita na inocência do ex-presidente Lula? 

Sim, acredito nele - 57%

Nao, ele é culpado - 34%

Não sei responder - 8%


5) Depois que o ex-presidente depôs na Policia Federal ele concedeu uma entrevista coletiva na sede do PT em São Paulo que foi transmitida pela televisão. Você assistiu à entrevista dele? 

Sim, assisti tudo - 63%

Sim, assisti partes da entrevista - 25%

Não, mas fiquei sabendo - 11%

Não, estou sabendo disso agora - 1%





registrado em:

quarta-feira, 2 de março de 2016

a globobo e os “favores especiais”


O Modus Operandi da Globo para Obter ‘FAVORES ESPECIAIS’ dos GOVERNOS.



Diário do Centro do Mundo



por Paulo Nogueira
26 de February de 2016



Moeda de troca: o JN nos primeiros anos





Como opera a Globo ao pressionar – ou achacar – governos em busca de favores e privilégios?

A melhor resposta a essa pergunta capital para entender o Brasil moderno está no livro Dossiê Geisel, baseado em documentos do general Ernesto Geisel em seus dias de presidência.

Despachos de ministros de Geisel compilados no livro são reveladores sobre o estilo de Roberto Marinho em sua relação com a ditadura – e, posteriormente, com os governos civis.

Um episódio é particularmente significativo.

Roberto Marinho, definido pelo ministro da Justiça Armando Falcão como “o maior e mais constante amigo” do governo na imprensa, reivindicava novas concessões para a Globo.

O ministro das Telecomunicações, Quandt de Oliveira, não queria atender ao pedido. Numa reunião com Geisel, Oliveira explicou os motivos. Diz o livro: “Em 14-3-1978 ele mostrou que Roberto Marinho detinha diretamente, ou através de filhos ou prepostos, o controle societário de várias emissoras de TV (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Bauru), 11 estações de rádio em onda curta em diversas cidades do país, cinco estações de FM, duas estações em onda curta e uma em onda tropical. A partir desse levantamento, considerou que (…) Roberto Marinho poderia chegar ao monopólio da opinião pública. Logo, não deveria receber novas concessões.”

Roberto Marinho foi a Golbery, homem forte de Geisel, e outros ministros. Falou do “constante apoio” que vinha dando ao governo. Alegou que a Globo promovia “assistência social”.

Está no livro: “Disse também que o comportamento da Rede Globo deveria fazê-la merecedora de atenção e favores especiais do governo”.

Não era apenas o conteúdo da Globo que servia de mercadoria para que Roberto Marinho demandasse “favores especiais”.

Havia mais. Os documentos relativos ao ministro Armando Falcão revelam que “Roberto Marinho se prontificava a articular reunião com empresários para elogiar a política econômica do governo”.

Falcão, como demonstra o livro, tinha clareza sobre as relações entre o governo e a mídia. Está num registro: “O governo é o dono real da televisão e do rádio, que apenas dá em concessão a particulares. Os próprios jornais, com raríssimas exceções, dependem do governo para viver e sobreviver. É mister utilizar estas armas incríveis com inteligência e habilidade.”

Falcão não brincava em serviço. Num certo momento, o Jornal do Brasil, então o jornal mais influente do país, contratou Carlos Lacerda, cassado pela ditadura, como colunista. Falcão diz a Geisel que o JB estava passando para o lado do inimigo. E “inimigo não pode receber favores do governo”.

Roberto Marinho jamais correria o risco de ser visto como “inimigo”, e foi assim que a Globo cresceu brutalmente na ditadura militar.

Se com os generais a Globo exigiu “favores especiais”, você pode imaginar o que a empresa fez com um presidente fraco e servil como FHC.

Tanto mais que FHC foi objeto, ele também, de um “favor especial”, para dizer o mínimo – o exílio de Mírian Dutra.

É digno de nota que a Globo não teve que fazer pressão sobre os governos do PT para extrair mamatas – a maior das quais verbas multimilionárias de publicidade.

Inimigo não pode receber favores do governo, disse o ministro Falcão. Mas nem Lula e nem Dilma parecem ter, em nenhum momento, considerado a Globo – como as demais empresas jornalísticas – “inimigo”.

Se isso ocorreu por miopia, por ingenuidade ou simplesmente por estupidez é algo que só o tempo dirá.

terça-feira, 1 de março de 2016

A maré mudou!


O que fez a maré mudar
Por que o Lula vai preso e o Cunha está solto?



Conversa Afiada




publicado 01/03/2016



O ansioso blogueiro encontrou a destemida deputada comunista Jandira Feghali, a que denunciou o Estado de Exceção (o Fascismo reinante) num lançamento do “O Quarto Poder”, no Rio.

(Quanto mais o PiG ignora, mais o livre vende… “O Quarto Poder” é uma prova provada da irrelevância da “oposição da Globo, da oposição da Veja, e a oposição dos outros jornais”.)

Jandira descreveu a fúria santa que hoje domina o espírito do Lula: foi o que ela pode observar no evento do aniversário do PT.

Lula vai pra cima!, ela tem certeza.

Chega!

Disse ela, com a lucidez de sempre: até quem odeia o Lula se pergunta – mas, por que essa perseguição ao Lula se o Cunha está solto!

Por que essa perseguição à D Marisa, e a mulher do Cunha está solta!

Nem precisa falar das 1001 delações contra o Aecím, de sua irremediável participação nos crimes da Lista de Furnas – que documentário espetacular, aquele do DCM!

Não precisa, pensa a Jandira.

Basta comparar o destino do Lula com o do Cunha.

Da mulher do Cunha com o da mulher do Lula.

Isso qualquer um entende.

Ao chegar a São Paulo, o ansioso blogueiro pegou um pernambucano no comando de um taxi.

Um pernambucano de uma cidadezinha perto de Garanhuns.

E fez a pergunta que faz a todos os motoristas de taxi pelo Brasil afora.

- O senhor tem filhos?

- Tenho. Uma menina.

- Ela estuda?

- Estuda.

- O que?

- Ela entrou na Faculdade de Moda e acaba de ganhar uma bolsa de estudos para acabar o curso de Inglês, porque tirou notas muito boas.

- Eu vou lhe contar uma coisa. Eu faço essa pergunta a todo motorista de taxi. Eu não sei dirigir. Eu conversa com muita gente. E nove entre dez motoristas com quem eu converso me dizem que tem um filho da faculdade.

- É mesmo?

- É mesmo. Nove em dez. E sabe a quem eles devem isso?

- Já sei o que o senhor vai me dizer: ao Lula.

- Exatamente. Ao Lula, mas eles todos votam nos tucanos!

O pernambucano me disse:

- Olha, eu votei no Lula… mas depois, depois resolvi não votar mais pra presidente.

- É porque o senhor foi envenenado pela Globo.

- É verdade. A Globo só mostra coisa ruim.

- E não mostra que a sua filha entrou para a faculdade e vai concluir o curso de inglês por causa do Lula. Sabe por que?

- Como assim?

- Há quanto tempo o senhor trabalha no aeroporto?

- Ah, faz uns quarenta anos…

- E o senhor percebeu que o serviço aumentou?

- Claro!

- E por que?

- Porque aumentou o número de passageiros.

- Porque os pobres passaram a andar de avião, não é isso?

- É verdade.

- E o senhor viu isso na Globo?

- Não!

- Então, desliga a Globo que o Brasil melhora!

- É verdade.

- O senhor acha que o Lula vai preso?

- Não!

- Por que?

- Porque… porque ele pode ter até feito umas coisas esquisitas… mas não merece ser preso…

- Por que?

- Porque é perseguição! É sacanagem!

O ansioso blogueiro está convencido de que a maré mudou.

Houve uma mudança de maré.

Ficou claro que o objetivo da Lava Jato e desses Procuradores que operam no wi-fi de Deus é e sempre foi prender o Lula.

Que o Janot e esse Ministério Público tucano de São Paulo estão unidos na missão de prender do Lula.

Que a PF grampeia mictório de preso e toma partido: é aecista declarada.

Não conseguem mais esconder.

Que o Gilmar, que vai tomar um processo do ansioso blogueiro por abuso do poder político e do dinheiro - que o Gilmar vai querer prender o Lula no TSE, depois de derrubar a Dilma.

A máscara deles todos caiu.

Com a ridícula, fascista, patusca – diria o Eça de Queiroz - “marchinha do ridículo , como o Mino – sempre ele! - mostrou na capa da Carta Capital.

A Lava Jato virou a marchinha do ridículo.

Não vem ao caso!

A parcialidade do Sistema Moro – que engloba o Janot, o MP de São Paulo e a PF (a do zé), com o PiG desmoralizado – ultrapassou o limite da tolerância do pernambucano que não vota mais no Lula.

A maré mudou!

O sentimento de que se trata de uma perseguição se espalhou.

O Golpe era isso: prender o Lula.

E fracassou!

É provável que aquele discurso do Lula no Rio e a destituição sumária do zé – pelo discurso provocada, como se disse na TV Afiada - é provável que a simultaneidade desses dois movimentos tenha feito as ondas do mar mudar de curso.

A maré mudou!

Bate, Lula!

Pode bater!

O pernambucano entendeu tudo!

Em tempo: segundo ansioso blogueiro, não acabou a serventia do Cunha. Antes de ser preso, ele tem que doar o pré-sal à Chevron.



Paulo Henrique Amorim

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Não aceitei


Luana Tolentino diz NÃO a Luciano Huck: “Usou o Caldeirão para oferecer brasileiras aos gringos, como mercadoria”




Published fevereiro 19, 2016 







Luana Tolentino, em sua página no Facebook

Hoje [ 18 de fevereiro] à tarde fui surpreendida com um telefonema da produção doCaldeirão do Huck. Em março, o programa fará uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Segundo a produtora do programa “sou uma mulher inspiradora”. Por isso eles acharam que o Luciano Huck deveria me entrevistar.

Não aceitei. Minha decisão não se deu pelo fato do Caldeirão do Huck fazer parte da programação da Rede Globo, emissora pela qual tenho uma infinidade de críticas e há muito tempo não assisto. Longe disso. Não aceitei porque não me agrada a espetacularização que é feita com a vida das pessoas que tem uma “história de superação”.

Não aceitei porque não vou me prestar ao papel de reforçar o discurso da meritocracia, que discordo e combato com veemência.

— Luana, você é a prova de que quando as pessoas realmente querem, elas conseguem! — Foi o que a produtora me disse.

Mas não é bem assim. De fato, desejei estudar, desejei escrever, desejei ser professora. Me sinto grata, rica, realizada em poder fazer tudo o que eu sempre quis. Porém, provavelmente tudo teria sido muito diferente não fosse a estrutura desigual, racista e machista do nosso país.

Para chegar até aqui tive que romper barreiras visíveis e invisíveis. Nesse percurso fui me arrebentando de tal maneira que às vezes tenho a sensação de que sou toda quebrada por dentro. São questões que precisam ser ditas, mas a produção e o Luciano Huck não têm o menor interesse em debatê-las ou enxergá-las.

Concordo que nós negras e negros devemos ocupar espaços, que as nossas vozes devem ir para além da internet, da Academia, e no meu caso, da sala de aula, mas não acho que seja necessário perder de vista os compromissos assumidos: comigo mesma e com aqueles que represento através da minha fala e da minha escrita.

Respeito o trabalho da profissional de que entrou em contato comigo. Por isso agradeci imensamente o convite. Por outro lado, não vejo o menor sentido em ser homenageada no dia 8 de Março pelo Luciano Huck, que durante a Copa usou o programa para oferecer brasileiras aos gringos, como se fôssemos mercadoria.

Luana Tolentino é professora e historiadora. É ativista dos Movimentos Negro e Feminista.


Reblogado do VIOMUNDO

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

os parceiros de negócios pesados em qualquer outro caso é fonte de perigo, mas...


Vida privada de FHC não interessa. Seus negócios como presidente, sim




POR FERNANDO BRITO · 18/02/2016






O contrato de subvenção mostrado hoje na Folha pela jornalista Miriam Dutra, afirmando que a prestação de serviços que fazia à Eurotrade Ltd., empresa das Ilhas Cayman, não interessa enquanto “pensão alimentícia” ao rapaz que se supunha então filho de Fernando Henrique Cardoso.

Interessa, sim, quanto ao uso da posição de Presidente da República, cargo que ele exercia na ocasião em que foi firmado o contrato.

A Eurotrade, registrada nas Cayman é de propriedade do empresário Jonas Barcelos Correa Filho – que foi apontado, dias atrás, por este blog como parceiro dos Marinho na operação do helicóptero da família, em consórcio com a Veine, dona da mansão global de Paraty – que tinha pesados negócios envolvendo a administração federal e sua empresa, a Brasif, monopolista das free-shops dos aeroportos vendida em 2006 a americana Advent International e ao grupo suíço Dufry por US$ 250 milhões.

Basta a leitura da própria Folha, no dia 24 de outubro de 2004:


Há quase 30 anos, o grupo Brasif, dono de um faturamento anual de US$ 280 milhões, domina praticamente sozinho e explora no Brasil os duty-frees -lojas francas instaladas nos aeroportos para vender produtos importados isentos de impostos- com a concessão da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), ligada ao Ministério da Defesa, e da Receita Federal, ligada ao Ministério da Fazenda.
Esse monopólio -só em Salvador há outra empresa que explora o serviço- é marcado por informações divergentes sobre concorrência, cifras que o negócio movimenta, valores dos repasses para o governo e por rumores de favorecimento político. O senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) já foi apontado como um dos sócios da empresa. Ele nega. Em São Paulo, Brasif e Infraero informam que a empresa tem permissão para manter os free shops até 2014. Já a Receita afirma que o prazo acaba em maio de 2006.
O mineiro Jonas Barcellos Corrêa Filho, dono da Brasif S.A. Exportação e Importação, abriu sua primeira loja em 1978, no Rio de Janeiro, em parceria com a empresa inglesa Allders, que dominava os free shops na Inglaterra. Na década de 80, a Brasif acabou comprando os 40% do capital que pertenciam à empresa inglesa.
Por meio de licitações e prorrogações de contratos, o empresário conseguiu expandir o negócio para oito Estados brasileiros, onde possui hoje 23 lojas francas.
Concorre praticamente sozinho nas licitações abertas para os aeroportos, já que detém o know-how. E, nos locais onde já está, consegue prorrogar contratos na Justiça apoiado em portarias que regulam o negócio no Brasil.
É o caso do seu contrato com a Infraero e a Receita Federal para manter seus free shops no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Em 1984, a empresa transferiu sua loja franca do aeroporto de Congonhas, onde estava desde 1979, para Cumbica, que passou a operar os vôos internacionais.
Com a transferência, ganhou um prazo da Infraero, responsável pela cessão de área nos aeroportos, para permanecer por mais 15 anos -até 1999. Outra prorrogação do contrato lhe deu o direito de manter as lojas por mais 15 anos -até 2014, segundo informam a empresa e a Infraero.
Apesar de a Receita e a Infraero comandarem juntas os processos de licitação, a Receita em São Paulo informa que o prazo “alfandegado” termina em 2006. Nessa data, será feita nova licitação. A Receita informa que a portaria 204, de 1996, dá condições para uma empresa operar o negócio.
Brasif e Infraero afirmam que a extensão dos prazos é uma forma de compensar a empresa pelos investimentos feitos nas reformas das lojas nos aeroportos, na abertura de novos pontos-de-venda, além de amortizar prejuízos com a queda do número de passageiros nos últimos anos, com base na portaria 774, de 1997.

Se a canoa de D. Mariza, que só um mês da subvenção a Miriam Dutra daria para comprar três delas, é “interesse público, nos critérios da mídia, muito mais isto deveria ser.

Aliás, história é esquisítissima, a esta altura do campeonato e não vai me supreender se houver bicadas nela.