sábado, 16 de maio de 2015

Um fim melancólico, mas escolhas são escolhas


A irrelevância da revista Veja








Por Erick da Silva


Não importa o que esteja acontecendo no país ou no mundo, uma certeza teremos ao olhar as bancas de jornais: a capa da revista Veja será escandalosamente tendenciosa.

Esta postura abertamente anti-jornalistica, que na maioria das vezes apela para uma linguagem puramente "panfletária" (no sentido ruim do termo) tem contribuído paulatinamente para tornar a revista irrelevante do ponto de vista da informação e credibilidade.

Se recordarmos que à algumas décadas atrás o semanário da editora Abril chegou a gracejar o posto de referência no jornalismo brasileiro, sendo palco de reportagens que fizeram história, chega a soar como uma piada de péssimo gosto o atual estado em que se encontra a revista.

As sucessivas direções do periódico, nestes últimos anos, construíram lentamente, mas de maneira decisiva, um total reposicionamento da Veja. Abdicando do jornalismo, passou a buscar se posicionar como o porta-voz do espectro político conservador brasileiro. Esta guinada política não foi gratuita e se valeu de mudanças conjunturais que a impulsionaram nesta direção.

As sucessivas vitórias eleitorais do PT na presidência da república foram o combustível para esta guinada final da revista, que mais do que abdicar de um jornalismo informativo e passar a praticar um abertamente tendencioso, chegou a adotar posturas abertamente criminosas, que ferem a boa ética que deveria guiar o exercício da profissão de jornalista (e a qualquer profissão).

O episódio da capa da revista nas vésperas das eleições presidências de 2014, onde de forma despudorada tentou alterar criminosamente o resultado eleitoral, (veja mais aqui) talvez seja a "cereja do bolo" deste longo calvário suicida da revista.

2015 talvez seja o ano onde a revista Veja ostenta seu pior posicionamento, deixando de ser uma referência até mesmo para outros veículos de comunicação conservadores, que perceberam que vincular sua imagem, de qualquer forma, a revista iria afetar sua própria credibilidade. A velha tabelinha "Veja denuncia, o Jornal Nacional repercuti e a Folha de SP aprofunda" está desfeita, não sendo mais necessária a referência a revista. Inúmeros exemplos atestam isto nos recentes escândalos midiáticos, onde a Veja tem tido um papel meramente assessório.

Afora setores da extrema-direita alucinada, Veja não é mais uma referência de informação para ninguém, tornando-se, pelo contrário uma referência quase unânime de jornalismo marrom. Por essas razões, entre outras, que a revista Veja chegou a este atual estágio de irrelevância para o país.

Mais Médicos: mais de 18 mil médicos, atendendo mais de 63 milhões de brasileiros


A resposta de Padilha ao gesto de ódio




Por Alexandre Padilha, no blog de Renato Rovai:


Toda vez que uma pessoa que nitidamente nunca passou pela dificuldade de não ter médico no seu bairro, comunidade ou família faz um gesto de ódio ao Mais Médicos, fico mais orgulhoso do programa que criei e implantei e de toda luta contra a intolerância, arrogância e descompromisso com os que mais precisam que empreendi quando Ministro da Saúde do Brasil.

Hoje os jornais estamparam mais uma vitória do Mais Médicos. A nova etapa mobilizou apenas médicos brasileiros. Atingimos o universo de mais de 18 mil médicos, atendendo mais de 63 milhões de brasileiros que não tinham médico. Isso foi possível por dois motivos. Diferente do desejo de alguns, dos cerca de 14 mil médicos recrutados a partir de 2013 a desistência foi ínfima até 2015. O segundo motivo é que o programa criado pela minha gestão no Ministério da Saúde em 2011 (PROVAB), que garante pontos para o concurso de residência (especialidade) para médicos brasileiros que atendem nas periferias revelou-se um sucesso e, agora, os inscritos em 2015 foram incorporados ao Mais Médicos.

Em junho de 2013, o governo brasileiro iniciou uma longa batalha para aprovar a implantar o programa Mais Médicos. Seu objetivo: levar à saúde para mais perto daqueles que, por não terem plano de saúde, por não poderem pagar por uma consulta particular, não tinham direito ao cuidado e ao acolhimento que só o atendimento médico pode oferecer em um momento de tanta fragilidade como o da dor, o da doença.

Na ânsia de afrontar os que mais precisam, a democracia é desrespeitada. A democracia deve ser exercida para a liberdade. Somos um país democrático também em suas ideias, em seus anseios. O respaldo do Mais Médicos não é dado por mim. É dado pelos brasileiros e brasileiras atendidos pelo programa, que antes ansiavam pela presença de um médico, e por mais de 80% de toda população brasileira.

O último ato de agressão foi inusitado. Hoje fui convidado para um almoço em um restaurante no Itaim Bibi (bairro de classe média alta paulistano) com amigos de infância. São pessoas com quem convivo há mais de 30 anos. Uma amizade que sobrevive a tudo: distâncias e diferenças futebolísticas e políticas. Os respeito, convivo, divirto-me com eles tanto como com as outras amizades, que conquistei ao longo da minha vida profissional em comunidades da periferia e da Amazônia brasileira e na militância política. Talvez para a repugnância de alguns e dos detratores da intolerância, sim, tenho amigos da elite econômica paulistana e outros tantos tucanos, neoliberais e neoconservadores. Parte disso, pois minha família com muito esforço me garantiu a oportunidade de convivermos mesmas escolas e estudar na USP e na Unicamp. Divergimos em opções de vida, profissionais e na política, mas essas amizades sobrevivem apesar do clima de agressão, desrespeito, ódio e intolerância que alguns buscam aquecer no país e na nossa cidade.

Tudo ocorria normalmente quando de súbito um senhor que já se retirava começou a fazer um discurso, sendo filmado em vídeo pelo seu colega de mesa. Embora tenha buscado chamar a atenção do salão, talvez imaginando que seria solenemente aplaudido, foi absolutamente ignorado pelas dezenas de pessoas durante o seu ato de agressão. Apenas seu colega de mesa o aplaudiu. Após sua retirada, os garçons, as pessoas de outras mesas e o proprietário do estabelecimento prestaram solidariedade a mim. Meus amigos, que divergem das minhas posições políticas, ficaram indignados e certamente terão posições de maior rechaço a qualquer postura de intolerância, falta de educação e agressividade que alguns oposicionistas do Mais Médicos ainda alimentam pelo país. Paradoxalmente, episódios como esse são capazes de despertar cada vez mais as pessoas para que a democracia possa conviver com a diversidade e a diferença.

Já é um desrespeito aos meus direitos individuais alguém imaginar que pode me agredir em público e fazer uso dessa imagem. É um desrespeito ainda maior quando isso envolve direitos individuais dos meus amigos, que ao contrário do que pode-se pensar, não possuem nenhuma vinculação partidária nem política comigo.

Essas agressões não me abalam. Enfrentei alguns colegas de profissão para defender o Mais Médicos. Pelas pessoas beneficiadas pelo programa, venci preconceitos e mentiras. Não é qualquer coisa que me deixa perder o rumo e o foco. Muito menos me faz levantar de uma mesa repleta de amigos. Tão pouco me impressionaria com um agressor e um aplauso solitários de quem não encara um debate democrático e prefere a agressão e a fuga.

No ano passado, percorri todas as regiões do Estado de São Paulo – o que possui a maior elite econômica, o mais rico do país e o que mais pediu por profissionais do Mais Médicos desde a primeira fase até hoje . Não foram poucos os depoimentos de agradecimento pelo programa. Ter a certeza que o Mais Médicos mudou a vida de milhões de brasileiros é a confirmação de que estamos melhorando a vida das pessoas, principalmente das que mais precisam, cada vez mais. Ainda precisamos fazer muito para melhorar a saúde do país. O Mais Médicos é apenas o primeiro e corajoso passo, dado enquanto fui ministro da Saúde pela presidenta Dilma, para que a saúde brasileira seja universal.

Posso deixar alguns frustrados, mas saibam que agressões como essa não me inibem, não reduzem meu convívio com amigos, sobretudo os não petistas, nem farão com que eu deixe de frequentar qualquer lugar. Sou feliz por ter amigos no Itaim Bibi e no Itaim Paulista e gosto muito de cultivá-los. Tenho muito orgulho de ter criado o Mais Médicos e, como disse, já enfrentei muito mais do que agressor solitário para implantá-lo.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Quando a Cidadania vira caso de Polícia...


Quem está gastando dinheiro para tirar o Blog da Cidadania do ar?


Blog da Cidadania



Posted by eduguim on 13/05/15 • Categorized as denúncia







Desde o último sábado (9), o Blog da Cidadania começou a sair do ar de forma intermitente e o problema foi aumentando até a tarde de terça-feira (12), quando a página praticamente saiu de vez do ar e só voltou a funcionar plenamente na madrugada desta quarta.

Contatada a empresa que hospeda o Blog, o primeiro “diagnóstico” foi o de que a audiência da página havia subido muito e, portanto, seria necessário contratar mais “memória”, ou seja, pagar para a empresa para a página ter mais capacidade para receber visitas de supostos leitores.

Nenhuma providência como essa foi suficiente. Foi contratada mais memória e não adiantou Quanto mais memória, mais “audiência” fajuta que esgotava a capacidade da página.

O técnico particular do Blog – que não trabalha na empresa que hospeda a página – estava fora de São Paulo pelo feriado e só voltou a atuar na segunda-feira à tarde, quando detectou que o que estava acontecendo era, na verdade, um “ataque de negação de serviço” também conhecido como DoS Attack, um acrônimo em inglês para Denial of Service.

Isso significa uma tentativa de tornar os recursos de um sistema indisponíveis para seus utilizadores, ou seja, para fazer “cair” o Blog.

Isso é feito da seguinte forma: quem quer “derrubar” um determinado site CONTRATA – ou seja, paga – para criar um servidor – de preferência, fora do país – e nele instalar um “robô” – um programa – que envia requisições de acesso ao site atacado, só que em uma quantidade imensa.

Milhares de requisições de acesso são enviadas pelo “robô” àquele site e ele acaba “travando” por excesso de demanda.

Isso vem sendo feito contra o Blog da Cidadania desde o sábado até o presente momento. Algumas dezenas de servidores foram contratados para enviar milhares e milhares de requisições de acesso à página, razão pela qual desde o último sábado ela está saindo do ar de forma intermitente.

Na última terça-feira à tarde, o problema se agravou e o Blog saiu do ar de vez.

Eis alguns IPs (endereço dos computadores) e sites de onde vêm sendo feitos os ataques.

185.62.188.91

185.62.188.98

118.123.14.86

80.82.78.96

89.248.171.135

37.115.185.56

14.33.247.130

136.243.36.80

185.62.188.91

185.62.188.98

hospedado em: blazingfast.io

Isso é só um pequeno exemplo de quantas máquinas ficaram enviando requisições ininterruptas de acesso ao Blog de forma a sobrecarregá-lo e tirá-lo do ar. Há muito mais.

Por precaução, na noite de terça o técnico do Blog tirou a página do ar para preparar o sistema para tentar impedir novos ataques, mas, também, para obter informações sobre quem está atacando.

Como não se sabe quanto dinheiro quem está fazendo isso pretende gastar, não se sabe se a página não sairá do ar de novo. Já foi reforçada a estrutura defensiva, mas, como já foi dito, se o sabotador tiver muito dinheiro para gastar isso não para nunca.

Evidentemente que isso é feito para impedir o Blog da Cidadania de continuar no ar. Alguém está sentindo-se muito incomodado pelo que é publicado aqui e não está poupando recursos – sobretudo financeiros – para esmagar a liberdade de expressão.

Como não existe acusação que possa ser feita ao autor desta página, quem está promovendo esse ataque partiu, literalmente, para a violência.

Vamos entender o que está acontecendo. Usando uma metáfora muito apropriada, é como se alguém se sentisse muito incomodado pelo que publica um pequeno jornal e mandasse um bando de brutamontes invadir esse jornal e quebrar tudo por lá.

Estamos falando de censura, de um ataque à liberdade de expressão que se vale de poder econômico, pois cada servidor usado custa uns 50 reais para ser contratado, e foram dezenas.

Há uma outra possibilidade de se fazer isso sem gastar dinheiro. Quem quer derrubar o site pode invadir outros servidores e de lá fazer esse tipo de ação. Só que aí tem que ter um técnico muito bom, que tem que ser muito bem pago, o que talvez fique até mais caro.

A pergunta final é a que intitula o texto. Quem teria tanto trabalho apenas para tirar um blog como este do ar? A quem esta página está incomodando tanto?

Não é difícil saber quem são as pessoas ou grupos que se sentem incomodados pelo que é publicado aqui. Basta ler o Blog e tirar conclusões. Não há tantas possibilidades assim.

Quem está atacando esta página está cometendo crime. Esse crime obviamente que será denunciado nos próximos dias à delegacia especializada em internet. Porém, isso não será suficiente. Para fazer a coisa andar não basta o boletim de ocorrência.

A outra providência a ser tomada será fazer uma representação ao Ministério Público Federal e outra à Polícia Federal.

A investigação irá andar? Será que essas instituições estão preocupadas com ataques à liberdade de imprensa e de expressão? Descobriremos em breve.

O que está acontecendo é do interesse de todos os que defendem essas liberdades. Hoje é este site, amanhã será o seu. Ah, mas eu não tenho site, blog, nada. Mas deve ter um perfil em uma rede social. Se você se tornar relevante de alguma maneira, serão usados métodos análogos para calá-lo.

O que você pode fazer em defesa da liberdade de expressão, de pensamento, de imprensa é divulgar esta denúncia e repudiar publicamente iniciativas como a dos que estão tentando tirar o Blog da Cidadania do ar.

Para finalizar, vale dizer que é lamentável que o Brasil esteja sendo submetido a ações como a supra descrita. Milhares e milhares de ataques como esse são feitos todos os dias em todo o mundo, mas por razões políticas concretas, não. O caso relatado é muito específico.

Alguém está gastando dinheiro que não será recuperado só para calar alguém – no caso, este Blog. Isso equivale a contratar um capanga para surrar ou até matar alguém por não gostar do que pensa e diz. Essa é uma reflexão que tem que ser feita.

Será que esse problema também é seu?

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O senhor não acha estranho?


Escândalo ! Vídeo !
Cerveró entuba Moro !


Revista Veja mantém Cerveró em Guantánamo há cinco meses ! “Estranho” !



Conversa Afiada


Moro não reage, não refuta. Como em Guantánamo !





De Paulo Nogueira, no Diário no Centro do Mundo (não deixar de ler
“Careca deixa a Lava Jato de cuecas” e “O STF conhece a Guantánamo de Moro há muito tempo”) :





Nestor Cerveró empareda Moro from zcarlos on Vimeo.

E Moro não teve resposta para Cerveró



Por Paulo Nogueira

Detesto a palavra “chocante”. Os sábios sempre disseram que ela é tola, porque não há nada de novo sob o sol, tudo se repete, e nada portanto deve chocar ou provocar perplexidade.

Isto posto, é um documento histórico o vídeo que está circulando na internet em que Nestor Cerveró, ex-Petrobras, se dirige ao juiz Sérgio Moro.

Por ser um tremendo dum clichê, não gosto de citar Kakfa e seu clássico Processo, em que um personagem é posto num tribunal sem ter a menor noção do que fez.

Mas é kafkiana a situação de Cerveró.

Ele, educada mas incisivamente, pergunta a Moro como pode estar preso há cinco meses sem nenhuma prova contra ele.

Cerveró lembra, mais de uma vez, que a base das acusações contra ele são uma reportagem, e logo de quem – da revista Veja.

Apenas para lembrar: a Veja pratica o que seu chefe de redação chamou de “jornalismo de exceção”.

Isso quer dizer o seguinte: a revista não tem o menor compromisso com os fatos, com a verdade, com provas.

É contra o PT? Publique-se. Ah, mas a Justiça vai punir acusações não comprovadas, você, um cara de bem, vai dizer.

Lamento, mas respondo com uma gargalhada. Faz parte do sinistro ambiente jornalístico brasileiro uma absurda impunidade, na Justiça, para os crimes da imprensa.

Cerveró diz ter pensado que a Polícia Federal trabalhasse com evidências mais profundas que “reportagem de revista”.

Presumo que seja uma ilusão dele e de muitos brasileiros bem intencionados.

Moro admite a importância da Veja na prisão de Cerveró. Acrescenta, obliquamente, que há mais que a reportagem da Veja para justificar, aspas, a prisão de Cerveró.

Mas não consegue dizer nada que faça sentido quando Cerveró lhe pergunta: “O quê?”

Cerveró conta que foi preso ao voltar da Europa, com a família, no final do ano. Disseram contra ele que não avisara que tinha passaporte espanhol.

E quem avisa? Quem sai dizendo: “Tenho passaporte espanhol!”?

É 100% Kafka.

Cerveró conta também que foram bloqueados espalhafatosamente dezenas de milhões em sua conta, mas no final havia nela apenas 100 000 reais.

A casa em que Cerveró estava morando também pesou contra ele. A razão é que Cerveró não é dono e nem estava pagando aluguel.

O vídeo não mostra a parte em que Cerveró dá sua explicação.

Mas ali está Moro dizendo a seguinte frase: “O senhor não acha estranho (não pagar aluguel)?”

Temos então o seguinte: Moro, sem nenhuma prova, e lá se vão cinco meses, acha estranho. E isso parece ser bastante para confinar alguém na prisão.

Sem argumentos para enfrentar as perguntas, Moro lembra, a certa altura, que quem está sendo interrogado é ele, Cerveró.

Alguém precisa deter Moro.

O que ele está promovendo, sob os aplausos criminosos e interesseiros da mídia, é um atentado contra o Estado de Direito.

Você, na estranha (o adjetivo usado por Moro vale para ele) concepção de justiça do juiz, é culpado até prova em contrário.

E é suspeito com base na, Deus do céu, Veja.

Onde o STF para frear os abusos de Moro? Onde o ministro da Justiça?

Quem indenizará Cerveró pelos meses de cadeia e assassinato de caráter caso – uma possibilidade real – fique claro que as acusações, como milhares de outras denúncias da Veja, são falsas?

Minha sugestão é o que dinheiro indenizatório saia do bolso de Moro, e ele que cobre a Veja.


Leia também:



Teori tira empreiteiro da Guantánamo do Moro

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Que horror! horror!


Viu a Fiat com o Jeep?
Não, o PiG não viu!



Conversa Afiada



O brasileiro vai dirigir o que pilota quando vai ao exterior !




E 80% dos trabalhadores são brasileiros ! Que horror !





Para variar, o PiG e os “colonistas” da catástrofe não deram bola para a estratégica inauguração da fábrica Jeep pela Presidenta Dilma, semana passada, em Pernambuco.

Como diz aquele comentarista do Conversa Afiada, se você ignorar os William Vácuos da Globo, “o Brasil melhora quando você sai de São Paulo”.

O amigo navegante Marcelo Barreto ficou muito impressionado com o que a Fiat-Chrysler fez lá e o papel que vai atribuir à unidade pernambucana– ser um centro formulador de Pesquisa e Desenvolvimento, onde, como disse a Dilma, 80% são operários brasileiros.

Ao que disse o amigo navegante:

O lançamento do Renegade coloca a cidade de Goiana (PE) no restrito grupo de cidades com uma linha de montagem de um modelo Jeep fora do território dos Estados Unidos, como nunca antes na história desse país.

Além do Brasil, ele é produzido na Itália e na China.

O veículo pernambucano do grupo Fiat-Chrysler, que chega condenado a ser, simplesmente, o mais vendido da marca, poderá superar o baiano Ford EcoSport, pois já nasce com padrão mundial em um novo mercado consumidor nacional que não aceitaria aguardar até a chegada de uma segunda geração para poder dirigir algo parecido com o que ele pilota nas suas cada vez mais constantes viagens internacionais.

Renault, Peugeot, Honda, Chevrolet, Hyundai e até novatos como os chineses da JAC investem em lançamentos de SUVs, veículos para contas bancárias acima de setenta mil reais, categoria em crescimento no Brasil.

O cenário é um horror, quá, quá, quá !

Ao menos, as notícias de crise poderão ser desatoladas das trilhas fora de ética do PIG, por utilitários com o conforto de um sedan e a valentia de um 4X4. 





CONVERSA AFIADA






Numa entrevista de página inteira no Estadão de domingo (3/5), Cledorvino Belini, presidente do Grupo Fiat-Chrysler para a América Latina, diz:

- o Brasil é uma grande opção para investir;

- temos 200 milhoes de pessoas e a metade está na classe média, que vai crescendo e não empobrecendo;

- o Brasil tem um veículo para cada 5 habitantes. Os Estados Unidos, um para cada 1,2 habitantes. A Europa, um para cada 1,7 habitantes. O Brasil tem muito a fazer pela motorizaçao;

- estou entrando no segmento dos SUVs, que é crescente no Brasil;

- completamos investimentos na fabrica da Jeep em Pernambuco e estamos num processo de investimentos em Betim (MG);

- o total de investimentos é de R$ 7 bilhoes até 2016;

- a nossa estratégia é aumentar o market-share em SUVs. Acreditamos que o mercado de SUVs pode dobrar de tamanho até 2018. Nós produzimos 800 mil carros (ano, no Brasil) e podemos chegar a 250 mil SUVs.

Que horror !, Urubóloga, que horror !


Paulo Henrique Amorim

Puxa, ocê sabe escolher bem o seu voto, agora nóis nem sabe o que come!


Câmara derruba obrigatoriedade da rotulagem de alimentos transgênicos





O Incrível Exército Blogoleone




Na noite desta terça-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou em plenário o Projeto de Lei que prevê a não obrigatoriedade da rotulagem de alimentos que possuem ingredientes transgênicos.

Foram 320 votos a favor e 120 contra. Muitos consideram o PL 4148/2008, do deputado ruralista Luiz Carlos Heinze (PP/RS), um atentado ao direito à informação da população, cujo projeto só beneficiaria as empresas do agronegócio que querem esconder a origem do produto comercializado. Agora, o PL segue para o Senado.



Imprensa 1 abafaabafaabafa... e ocê acreditando que tá bem informado e pagando


Imprensa abafa operação Voldemort, esquema de corrupção no ninho tucano


  Rede Brasil Atual

Primo de Beto Richa e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de esquema criminoso para obter contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo paranaense

por Helena Sthephanowitz
 publicado 20/04/2015 11:23

Ricardo Almeida/ANPr/fotos públicas

Richa deu a entender que foi em busca de conselhos de FHC para enfrentar sucessivas crises de seu governo


No inicio deste mês, o Ministério Público do Paraná abriu ação penal contra o empresário Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa e ex-assessor parlamentar do tucano. Para a Justiça, Abi é considerado um dos nomes mais influentes no governo Richa, ainda que não ocupe nenhum cargo público. Abi e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de montar um esquema criminoso para obter um contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo do estado. Eles agora respondem por organização criminosa, falsidade ideológica e fraude em licitação.

As suspeitas sobre a ação de Abi nos bastidores do governo tucano ganharam força depois que parte do depoimento de um ex-funcionário do governo foi revelada. Marcelo Caramori, que tinha um cargo comissionado no Executivo até o início do ano, afirmou em delação premiada que Abi é "o grande caixa financeiro do governador Beto Richa, incumbindo-lhe bancar campanhas políticas e arrecadar dinheiro proveniente dos vários órgãos do estado". O delator está preso desde janeiro em Londrina por exploração sexual de menores.

A atuação do primo de Richa nos bastidores ajudou a batizar a Operação Voldemort, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, que investiga esquema criminoso montado para obter um contrato de R$ 1,5 milhão entre a empresa Providence Auto Center e o Departamento de Transporte Oficial do Estado. O nome faz alusão a Lord Voldemort, o temido personagem da série literária e cinematográfica Harry Potter, que nos livros de J. K. Rowling é conhecido como "aquele que não deve ser nomeado".

Richa, em vez de pedir à Polícia Federal uma ampla investigação da corrupção instalada dentro de seu governo, tentou amenizar o caso publicando em seu facebook um breve relato de uma visita feita ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dando a entender que foi em busca de conselhos para enfrentar as sucessivas crises que assolam seu governo.

Richa terminou seu primeiro mandato em crise econômica. Desde 2013 tem dificuldades de caixa para pagar fornecedores em dia e não consegue cumprir compromissos assumidos com o funcionalismo. Iniciou seu segundo mandato pior ainda, com greves de profissionais do ensino e da saúde, e com aumento de 50% nos impostos estaduais sobre vários produtos.

FHC não é uma pessoa das mais apropriadas para dar conselhos econômicos. Em seus oito anos de gestão na Presidência da República quebrou o Brasil três vezes, mesmo fazendo o maior aumento da carga tributária da história. Vendeu patrimônio público para abater a dívida, mas a dívida explodiu. Privatizou tendo como um dos argumentos atrair investimentos e eles vieram pífios, resultando em racionamento de energia, má qualidade nos serviços públicos concedidos e tarifas altas de pedágios e telefonia. Também fracassou na geração de empregos; a renda do trabalhador e a proteção social foi arrochada. Enfim, se for seguir aqueles conselhos, pobres paranaenses.

Outro tema que leva o governo paranaense à crise política é a corrupção envolvendo familiares e rondando seu gabinete. Outra relação de proximidade é a sociedade de Fernanda Richa, mulher do governador, e Eloiza Fernandes Pinheiro Abi Antoun, mulher de Abi, entre 1999 e 2002. As duas foram sócias da União Metropolitana de Ensino Paranaense Ltda.

Apesar de o Judiciário nem sempre individualizar condutas criminosas quando acusa petistas, o princípio deve valer para todos e Beto Richa não pode responder criminalmente pela conduta de terceiros sem provas. Porém, o Paraná precisa que as investigações sejam feitas e precisa que o governo seja depurado, doa a quem doer, como acontece no governo federal.

E neste ponto, FHC também não é um bom conselheiro. Em seu governo reinava a impunidade do engavetamento. A corrupção cresceu assustadoramente ao não ser combatida como deveria, favorecendo a sobrevivência eleitoral de políticos corruptos. E ainda contava com a complacência da imprensa tradicional simpática ao tucanato.

Deixou uma herança maldita que, a duras penas, vem sendo combatida diuturnamente. Se Richa fosse agir republicanamente, faria tudo ao contrário do que o ex-presidente aconselhasse. O problema é que os dois tucanos se parecem muito no jeito de agir e de governar. Para desespero dos cidadãos paranaenses.

domingo, 3 de maio de 2015

Histórias de avoinha: "Mifioneto, cuidado com os espritu ruim qui sai do dinhêro e entra nas pessoa... emburrecê e fede e adoece ocê."


Richa é o Aécio que venceu as eleições? 
Por Kiko Nogueira



Diário do Centro do Mundo



Postado em 02 mai 2015
por : Kiko Nogueira


Separados no nascimento



O silêncio do PSDB em relação à truculência da PM paranaense contra os professores é sintomática do oportunismo e da indignação coletiva de seus dirigentes.

Onde está a histeria de um Carlos Sampaio, o Carimbador Maluco? Onde foi parar Aloysio Nunes e sua vontade de fazer sangrar? FCH? Serra?

Num vídeo do 1º de Maio, ao lado de Paulinho da Força e de Eduardo Cunha, Aécio falou que aquele era o “dia da vergonha, o dia que a presidente Dilma se acovardou e não teve coragem de dizer aos trabalhadores brasileiros porque eles vão pagar o preço mais duro desse ajuste”.

Ok. Instado a se manifestar sobre a pancadaria em Curitiba, foi sucinto. “Nós lamentamos profundamente”, disse. “Nada do que aconteceu em Curitiba deve ser objeto de ironia ou de críticas”.

Era isso? A batalha campal não pode ser criticada ou ironizada? Foi uma indireta a Dilma, que fez uma observação, aliás tímida e superficial, da porradaria.

Quem determina o que pode ser dito? Nenhuma palavra de solidariedade de Aécio a quem apanhou pelas mãos da polícia de um colega de legenda?

Em setembro de 2014, Aécio esteve com Richa em alguns comícios. “Vim buscar no Paraná exemplos de iniciativas para bem governar o Brasil”, discursou. Num evento tucano, ainda cravou: “Da minha geração, Beto Richa é o mais bem preparado homem público”.

Um modelo de gestão fabuloso. Entre outras coisas, os dois têm em comum a faixa etária (ambos nos 50) e o fato de ser membros de uma dinastia política. Richa é o Aécio que venceu as eleições e cujo preço os paranaenses pagam com pitbulls.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Paraná é o Brasil do Aecim e o RS é do voto básico


Paraná é o Brasil do Aecím



Blog do Miro

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:


Mais de 200 feridos.

A Polícia do Secretário Francischini, tucano na alma e no porrete.

Uma Assembleia Legislativa submissa.

Um PiG aliado de todas as horas, na blindagem feroz.

Nesse sentido, o Paraná, Minas e São Paulo são como o Maranhão dos Sarney.

Todo o PiG é a favor.

Beto Richa é um Aecim.

Um aventureiro de impítim.

(Rola um impítim no Paraná, professor Gandra?)

Beto também nunca trabalhou.

Herdou o sobrenome: Richa, de José, e Neves, de Tancredo.

Tem a visão da Província mais remota.

E os dois se inspiram no Farol de Alexandria (ver no ABC do C Af), homenageado de honra nos banquetes do João Dória, outro herói do impítim e produtor de vácuo.

Dória apresenta ricos a políticos e políticos a ricos e FHC figura nas duas categorias.

Dessa vez o Aecím não foi:

*****

SALVA-VIDAS

O empresário João Doria Jr. fez tantos elogios a Fernando Henrique Cardoso, a quem homenageou num jantar, anteontem que o ex-presidente disse depois que quase caiu na piscina da casa. “Eu cambaleei, quase morro afogado.”

(…)

VOO CEGO

“Eu continuo confiante. Com todas as dificuldades, nós já fizemos muitas coisas no Brasil. Temos que fazer esse balanço. Quando assumi o Ministério da Fazenda [em 1993], o caos era geral. Não sabíamos quem devia para quem. Como funcionava a Petrobras? Ninguém sabia”, seguiu FHC.

*****

(Mas, o Paulo Roberto Costa sabe, não é Dr Moro? Por que só do PT, Dr Moro? Quando o Dória vai convidar o Juiz Moro para uma homenagem? Vai chamar o Ministro Teori, também?)

O Paraná é o Aleph do tucanismo.

Porrada em professor.

Aqui em São Paulo, o Governador negou a falta d’água, o PCC e não foi ainda picado pelo mosquito da epidemia, mas o Governador diz que não há greve.

Ele e a Globo dizem que não há greve de professor em São Paulo.

Se durar muito a greve, o Governador Alckmin manda o Francischini dar umas porradas nos professores.

Como fez o Cerra, com outro Secretario…

É o Brasil tucano.

O Brasil do Aecím.

Do FHC, do Cerra (por falar em salário de professor: de que vive o Cerra?)

Esse é o Brasil em que o João Dória seria Ministro do Vácuo!

E o Francischini, da Porrada!

Em tempo: clique aqui para ver imagens inesquecíveis: o Francischini fugindo dos professores.

Em tempo2: clique aqui para ir à TV Afiada: os tucanos são o partido da Educação: o Lula construiu 14 universidades, a Dilma, quatro, e o FHC, em oito plumbeos anos, NENHUMA!)

E porrada em professor, que eles merecem!


“- Cara, foi excelente!”, comemorou o jornalista. “- Foi?”, questionou Richa.

Entrevista montada de Beto Richa cai na internet e complica governador



Revista Forum



abril 30, 2015 11:12

Veja também

PM do sangue falso: o “mártir” dos tucanos em Curitiba 

Por conta da repressão, professores do Paraná estudam ir à Justiça contra governo Richa 

Jornalista paranaense revela detalhes do massacre de 29 de abril 



Na terça-feira (28), Beto Richa (PSDB-PR) conversou com o jornalista Denian Couto, da TV e-Paraná, sobre a greve dos professores e servidores públicos deflagrada no início desta semana. O que ele não imaginava é que um vídeo sem cortes vazaria e revelaria que entrevista foi montada


Do Pragmatismo Político


Durante entrevista concedida à TV e-Paraná na última terça-feira (28), o governador Beto Richa (PSDB) falou em pouco mais de dez minutos sobre a greve dos professores e servidores públicos deflagrada no início desta semana. Para Richa, a greve dos educadores tem ‘motivação política’. Ao comentar a respeito do número excessivo de policiais militares em frente ao Centro Cívico de Curitiba, o governador destacou que “é preciso garantir a segurança e integridade física de deputados e funcionários”.


Satisfeito com o andamento e o produto final da entrevista, Richa divulgou o conteúdo em sua página oficial do Facebook. “Em entrevista que concedi hoje ao jornalista Denian Couto, falei a respeito da manifestação dos professores e da causa principal da paralisação: o projeto que altera o sistema previdenciário do Paraná”, escreveu o governador.


O que Beto Richa não esperava, porém, é que a versão do vídeo da entrevista sem cortes fosse acidentalmente publicada na internet. Em poucas horas, dezenas de internautas salvaram o material e o republicaram nas redes.


Sem saber que ainda estava sendo gravado, Denian Couto, ao fim da entrevista, deu a entender que tudo aquilo não passava de um circo montado:


“- Cara, foi excelente!”, comemorou o jornalista.


“- Foi?”, questionou Richa.








De acordo com o advogado e professor Tarso Violin, a farsa da entrevista de Beto Richa à TV Educativa do Paraná “demonstra o quanto é necessária uma democratização da mídia no Brasil, com mais TVs realmente públicas, e não chapa-brancas […] Como pode alguém que se diz jornalista se prestar a esse papel?”, questiona.


Democracia sitiada


Eric Gil, economista, mestre em Ciência Política pela UFPR e colunista de Pragmatismo Político considerada que o Paraná, atualmente, vive em estado de democracia sitiada. De acordo com Gil, o governador Beto Richa não medirá esforços para amenizar a crise financeira que ele próprio ajudou a criar.


“[Beto Richa] vê no dinheiro da ParanaPrevidência, sua redenção – a verba que ele precisa para amenizar a crise que ele mesmo ajudou a formar no Paraná”, afirma. “O tucano não quer arriscar novamente, e nesta semana o projeto deve ser aprovado, pois com um aparato de guerra posto pelo Governo do Estado para esta proposta ser votada, apenas um crescimento considerável da resistência dos professores pode parar a sede pelo dinheiro da previdência estadual”, conclui.


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Não foi por falta de aviso


 

Mensagem da Presidenta Dilma Rousseff no Dia do Trabalho













Puxa puxa puxa, agora entendi... esses professores malvados gritavam queremos Aecim e atiravam na pulícia!



Curitiba.29\04\2015

Video mostra exato momento em que a a bondosa policia de Beto Hitler ficou acuada pelas centenas...
Posted by Poder Popular on Quinta, 30 de abril de 2015
















quinta-feira, 30 de abril de 2015

aêêêê... isso aí! senta o cacete nesses professores!


Blog do Esmael: Com gritos de “aêêê” e “isso aí”, 
Richa e assessores comemoram massacre dos professores; veja o vídeo


publicado em 29 de abril de 2015 às 20:35


Viomundo





do Blog do Esmael Morais, sugerido por Messias Franca de Macedo


O governador Beto Richa (PSDB) e seus principais assessores, da sacada do Palácio Iguaçu, comemoraram esta tarde o massacre contra os professores do Paraná.

Quando a polícia lança bombas, os palacianos comemoram com gritos de “aêêê” e “isso aí”.

O vídeo foi enviado ao Blog do Esmael por um dos integrantes do primeiro escalão do governo do estado.

Mais de 200 educadores ficaram feridos no confronto no Centro Cívico.

Várias entidades e personalidades políticas emitiram nota de repúdio contra Richa, dentre as quais a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR).

terça-feira, 28 de abril de 2015

Quem sabe, desenhando?


Desenhando, para até o pessoal do complexo de vira-latas poder entender




27 de abril de 2015 

Autor: Fernando Brito






A ilustração que retirei do Facebook da comunidade Planeta Fascinanteé daquelas que quase dispensam legenda.

Ainda assim, é só olhar quem são os países que somam território, população e riqueza econômica.

Os cinco que ocupam a área de intersecção dos três conjuntos.

Deveria ser o que bastasse para entender que o Brasil é um país com destino próprio, não o de ser um satélite.

Como para ver onde estão nossas sinergias.

Repare, não disse ideologias.

Disse oportunidades.

Embora assim tão obvio, a elite brasileira não consegue enxergar.

Tem na cabeça que o Brasil deveria ser uma sub-Miami.

A burrice é uma coisa muito difícil de combater, porque prescinde de argumentos e sustenta verdades que ouviu de alguém e as repete.

Quem sabe assim, desenhando?

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Exército e a intervenção militar


Com Dilma, Intervenção Militar é assim: Exército agiliza obras no país e as empreiteiras se queixam





Published abril 19, 2015




Na transposição do São Francisco os trechos a cargo da instituição estão quase concluídos


A eficiência, honestidade e a rapidez do Exército na execução de obras de construção e reforma pelo país estão incomodando as empreiteiras, que se queixam de “concorrência desleal” por parte da corporação.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, reclamou esta semana da participação do Exército Brasileiro em obras desenvolvidas pelo governo federal. “O setor da construção civil não vê com bons olhos a atuação do Exército em obras como duplicação de estradas e construção de aeroportos. Não há necessidade de os militares assumirem obras desse tipo”, disse. “O Exército é hoje a maior empreiteira do país”, reclama também João Alberto Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias. Segundo ele, poucas construtoras no país têm hoje uma carteira de projetos como a executada pelos batalhões do Exército. No PAC, há 2.989 quilômetros de rodovias federais sob reparos, em construção ou restauração, com gastos previstos em R$ 2 bilhões. Destes, 745 quilômetros – ou R$ 1,8 bilhão – estão a cargo da corporação. “Isso equivale a 16% do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes neste ano”, disse.

O general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, da Diretoria de Obras de Cooperação (DOC), do Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC), rebateu as declarações dos representantes das empreiteiras e afirmou que “a atuação dos militares só ocorre quando é bom para o país e para a instituição”. O general declarou que “algumas das obras assumidas pelos militares eram consideradas prioritárias e estavam tendo problemas para serem tocadas pela iniciativa privada”. “A gente não pleiteia obras. Elas são oferecidas e aceitamos quando elas são importantes para o desenvolvimento do país e para nosso treinamento”, destacou. No auge das obras, 12 mil soldados atuaram na construção civil para o governo.

Ele lembra, por exemplo, que havia uma briga no consórcio vencedor da licitação para a duplicação da BR-101 e que as empresas fugiam do início das obras da transposição do São Francisco. A alegação para o retardamento do início das obras era que o canteiro ficava no polígono da maconha. O general conta que o Exército fez um trabalho social na área e que dois hospitais chegaram ser montados na região, para atendimento à população.

Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão sendo conduzidas pelos militares. Os militares receberam R$ 2 bilhões nos últimos três anos para executar duplicações de estradas, construção de aeroportos, preparar novos gasodutos e iniciar a transposição do Rio São Francisco. No total seriam 80 obras.

A transposição do São Francisco é o caso mais emblemático. Enquanto os trechos que ficaram sob a responsabilidade do Exército estão quase prontos, a parte que cabe às empresas privadas está atrasada ou paralisada. Em Floresta (PE), onde o percentual de execução não passa de 13%. Em outros lugares chega só a 16%. Nos trechos feitos pelo Exército, a obra avançou 3 vezes mais que os das empreiteiras no Eixo Norte (80% está concluída) e 5 vezes mais no Eixo Leste. Por sua vez as empresas privadas estão pedindo mais dinheiro para continuar as obras.

As empresas privadas, algumas delas organizadas em cartéis, depois de retardarem obras importantes para o país, de exigirem reajustes absurdos nos preços, criticam quando o Exército é acionado para garantir as obras prioritárias. Elas alegam uma suposta “concorrência desleal’. Segundo os empreiteiros, a participação expressiva dos militares “inibe o investimento e impede a geração de empregos”.

“O Exército não é um construtor. Quem pensa que vamos concorrer com as empresas está equivocado. Só atuamos para treinar nosso pessoal”, disse o general, que afirma que contrata empresas privadas para a construção de pontes e viadutos.

Os militares também fizeram obras para estatais – como as clareiras na selva para a construção do gasoduto Coari-Manaus, e para outros níveis de governo, como a atual construção do Caminho da Neve, estrada que Santa Catarina quer abrir para unir Gramado (RS) a São Joaquim (SC), favorecendo o turismo de inverno.

Estima-se que, quando concluídas, as obras entregues ao Exército terão um custo até 20% menor para os cofres públicos. “A corporação não pode lucrar com os serviços que presta”. Como emprega os próprios oficiais e soldados, já remunerados pelo soldo, o custo da mão de obra deixa de ser um componente do preço final da empreitada. Por tudo isso, o Exército está desempenhando um papel fundamental na infraestrutura necessária para o Brasil.

"Claro que há preferência política, porque são todos humanos"


Dino: é preciso
defender a Petrobras


Levy, e o imposto sobre grandes fortunas?


Conversa Afiada







Na Rede Brasil Atual:


FLÁVIO DINO: ‘TODO PATRIOTA DEVE DEFENDER A IMUNIZAÇÃO DA PETROBRAS’



Governador que derrubou oligarquia dos Sarney no Maranhão tem posição crítica em relação a questões como a intolerância política, a apuração de casos de corrupção e a defesa dos interesses do país
.
Brasília – Eleito para governar o Maranhão pelo PCdoB com 63% dos votos, o ex-juiz federal e ex-deputado federal Flávio Dino tem chamado a atenção no país por adotar um protagonismo na defesa de questões nacionais que vão além dos problemas do seu estado. Recentemente, Dino destacou a importância de serem taxadas as grandes fortunas, como forma de se fazer com que o ajuste fiscal – em curso pelo Executivo – também tenha impacto sobre os mais abonados “e não apenas o bolso dos trabalhadores”, conforme deixou claro. Foi ele, também, o primeiro governador a se posicionar contrário ao pedido pelo impeachment da presidenta, ao capitanear um movimento que contou com a adesão de outros chefes de executivos estaduais da Região Nordeste.

Em relação às denúncias de corrupção na Petrobras, Dino demonstra preocupação com o que chama de “interesses provenientes do mercado” em sabotar a companhia. Alertou, inclusive, para que seja tomado cuidado no sentido de se evitar que a crise não acarrete em prejuízos ainda mais graves para o país. Por esse motivo, ele faz, nesta entrevista, uma conclamação aos brasileiros, quando ressalta que “todo patriota deve, hoje, defender a imunização da Petrobras”.

A entrevista com o governador Flávio Dino foi concedida durante o programa Espaço Público, da TV Brasil, que tem como âncora o jornalista Paulo Moreira Leite, e teve participação do jornalista Florestan Fernandes Júnior e da repórter Hylda Cavalcanti, da Rede Brasil Atual. 


Leia alguns trechos.


O senhor integra um grupo de governadores que divulgou carta de apoio à presidenta Dilma Rousseff. Como é possível conciliar essa agenda que assume compromisso com as medidas a serem feitas pelo Executivo e também pede por mais investimentos, num período de ajuste fiscal e cortes no orçamento?

Temos o consenso de defender a democracia política. Isso é o que nos une. Somos contra qualquer tentativa golpista. Não há espaço no país para falar em qualquer intervenção militar, tampouco para se falar em impeachment, que é uma sanção para um crime pessoalmente cometido pelo presidente da República, coisa que não acontece. Temos que preservar a estabilidade econômica, a estabilidade da moeda, e compreendemos a necessidade de ajuste fiscal. Mas o mundo é matizado e, nesse universo do chamado ajuste fiscal, há diferenças de ênfase. Por exemplo, estamos colocando um ingrediente na discussão que é a necessidade do ajuste fiscal ser para todos. Não apenas para os mais pobres, mas para aqueles que lucraram no período de bonança econômica, por isso que é preciso regulamentar o imposto sobre grandes fortunas.


A situação política do Brasil, hoje, está marcada pela intolerância e por uma cultura de ódio. Como fortalecer a democracia em nosso país?

As grandes conquistas democráticas do Brasil foram possíveis diante de grandes frentes políticas. Lembro bem do papel gigantesco do Mário Covas na Constituinte. A campanha pelas Diretas também se deu assim. Hoje, nosso principal desafio é abominar o ódio como instrumento de luta política, o que é incompatível com nosso ambiente democrático. Precisamos romper com o sectarismo e construir um ambiente que permita o encontro de contrários. No meu estado fizemos uma frente política que inclui do PT ao PSDB e hoje governamos todos juntos numa plataforma avançada, de reformas sociais. É uma contribuição que acho possível ser dada neste momento. É preciso um diálogo mais amplo pelas forças políticas. Temos espaço para isso no Brasil, porque a sociedade está mostrando que não suporta essa luta nas ruas de forma infinita. As instituições existem justamente para fazer um arbitramento dos conflitos.


Como o senhor avalia os protestos do último dia 12, que tiveram a metade do público observado nas manifestações de março?

Acredito que haverá, agora, um arrefecimento dessas manifestações. Claro que podem voltar em outro momento, dependendo da conjuntura econômica. Particularmente, acho que viveremos um ano difícil na economia, mas teremos uma retomada do crescimento com a manutenção das conquistas sociais, de modo que haja uma paz política que nos conduza até disputas posteriores nas ruas, como é próprio de uma democracia. Não imagino que perdure esse clima de lutas até 2018.


Como o senhor vê a operação Lava Jato, que utiliza a delação premiada para chegar a corruptos e corruptores? O que está acontecendo no Brasil que faz parecer que a Justiça passou a ser seletiva, aplicando tudo para uns e passando em brancas nuvens, para outros?

Não há dúvidas que há circunstâncias que causam enorme perplexidade. Uma prova é o mensalão comparado com o mensalão mineiro. No primeiro caso, houve julgamento, no outro não – e é impossível entender isso. Ninguém consegue explicar. De fato, é preciso assegurar alguns princípios. O primeiro é que todos os casos de corrupção precisam ser apurados e punidos. Todos. Os que se refiram a políticos e ao mundo econômico, ao empresariado, porque é preciso olhar para além da superfície desses escândalos. Há uma promiscuidade entre a política e o poder econômico que está na origem de todos os escândalos de corrupção no Brasil e é preciso ir a fundo nestas relações perversas. O segundo critério que devemos defender é que a lei seja para todos e não haja seletividade, nem na abordagem, nem na priorização dos casos.


Quando falamos em seletividade, observamos também que denúncias da Petrobras que envolvem o PT recebem mais atenção do que as que envolvem o PP. De onde vem essa seletividade? Podemos imaginar que há uma preferência política dos órgãos que fazem a Justiça no Brasil?

Claro que há preferência política, porque são todos humanos. Sempre digo nas minhas palestras que o único juiz neutro que conheço está no cemitério. Para isso que existem as normas, as regras do jogo, para exatamente imunizar o máximo quanto possível, para o processo judicial não virar o rei do arbítrio. O que eu temo é que em razão, exatamente, do crescimento do protagonismo, da visibilidade do Judiciário, acabe havendo uma contaminação, uma ruptura do filtro, porque são sistemas de poder que operam de modo intrincado na sociedade, no subsistema judiciário, político, na mídia, no poder econômico.

Um processo judicial é um conjunto bastante complexo de contradições que se resolvem nos autos naquele momento, então é claro que é preciso ficar muito atento. A impressão que eu tenho, e não me refiro à Lava Jato, porque conheço bastante o juiz Sergio Moro e o acho muito sério, é que essa é uma indagação a ser feita ao conjunto do Poder Judiciário porque é preciso aferir e responder essas questões a partir dos resultados. Na medida em que apenas alguns julgamentos ocorrem e outros não, o resultado alimenta o discurso de que na origem está havendo uma contaminação, uma ruptura dos filtros que garantem que o subsistema Judiciário opere com relativa independência.


Com a crise da Petrobras em função da Lava Jato, não tem sido criada uma situação que vai muito além da Justiça e gera desemprego para muitas pessoas?

Digo até mais que isso: todo patriota deve hoje defender a imunização da Petrobras em relação aos efeitos da crise o máximo quanto possível. A desaceleração da Petrobras impacta o motor da economia brasileira nas últimas seis, sete décadas, porque Petrobras, indústria automobilística, restauração de estradas e rodovias, equivale tudo ao mesmo motor econômico. É uma cadeia produtiva gigantesca, por isso a crise da Petrobras é muito profunda. É indiscutível que foram cometidos crimes gravíssimos e, obviamente, todos os responsáveis devem ser punidos.

Agora, a partir daí você impedir, sabotar a governança de uma empresa, abalar sua credibilidade é algo muito sério. Há um jogo especulativo claro. Há pessoas no mercado que ganham dinheiro, têm interesses, e manipulam os seus interesses a partir da perspectiva de ganhos financeiros imediatos. Temos que olhar para os efeitos sociais profundos disso e observar a geopolítica do mundo, em que os grandes conflitos mundiais são derivados da disputa por energia. Mao Tse Tung, num dos seus textos, alertava para buscar a contradição principal dos problemas. No caso da Petrobras para além desse aspecto grave, dessa crise de credibilidade, há a contradição do interesse da nação, do interesse da preservação da Petrobras, da possibilidade do Pré-Sal derivar todos os dividendos e o daqueles que, por interesses politiqueiros e do mercado, querem sabotar a estatal.


Acesse aqui a íntegra do programa:








“chupa, Rede Globo” “chupa, Rede Globo” “chupa, Rede Globo”... escutar esse canto não tem preço!


Vídeo: Torcida do Santos comemora vitória cantando: “chupa, Rede Globo…”


Blog do Rovai


Por Renato Rovai
abril 19, 2015


Veja também
A manifestação de domingo está sendo preparada pela Globo, PM e FPF
Swissleaks: A mídia golpista está toda na lista do HSBC
Globo vai fazer cobertura desde cedo pra levar mais gente aos atos de domingo






No domingo passado, a Rede Globo preferiu não transmitir o jogo do Santos nas quarta de final do Paulista para poder animar a manifestação pelo impeachment de Dilma.

A torcida do Santos foi a forra hoje. Quando o time abriu 2 a 0 contra o São Paulo, na Vila Belmiro, ao invés de cantar hinos contra a torcida do São Paulo, os santistas sapecaram um “chupa, Rede Globo”.

A Vila Belmiro em pé entoou o canto, como se pode ver neste vídeo do Giovane Silva, de uma transmissão da Sport TV.

Se o governo federal começasse a democratização da mídia pelas transmissões esportivas, colocando a TV Brasil que não anda servindo pra muita coisa pra disputar o futebol, muitas torcidas e torcedores apoiariam.

Está mais do que na hora de mexer neste vespeiro. Porque o futebol brasileiro é um dos maiores patrimônios culturais deste país. E o povo não quer que ele seja dominado pela Globo.

Hoje tenho duplo orgulho de ser santista. Ver meu time ir pra sétima final de Paulista seguida é ótimo, mas ver minha torcida gritar contra a Globo na comemoração da vitória não tem preço.






A hipocrisia PSDB e similares coxinhas

Por que a Folha denunciou que Alckmin paga por ataques ao PT?


Blog da Cidadania


Posted by eduguim on 19/04/15









Confesso que a notícia de que um ex-assessor de Marta Suplicy e Soninha Francine vem sendo bancado pelo governo Geraldo Alckmin há anos me produziu um misto de indignação e desalento. A indignação tem razão óbvia, mas o desalento vai ter que ser melhor explicado.

Este Blog cumpre 10 anos em agosto deste ano. Nesse período, a partir daqui estabeleci um ativismo político e informativo que todos conhecem.

Neste Blog surgiu a ONG Movimento dos Sem Mídia, que promoveu atos públicos e fez representações ao Ministério Público, à Procuradoria Geral Eleitoral e à Polícia Federal contra abusos dos grandes meios de comunicação.

No campo jornalístico, aqui foram feitas reportagens de campo, entrevistas com importantes figuras públicas como Lula e Dilma Rousseff, com juristas como Dalmo de Abreu Dallari e até com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski.

Manter esta página no ar tem custo de hospedagem relativamente alto – cerca de mil reais por mês. As matérias jornalísticas custam dinheiro – telefonemas, deslocamentos etc. Isso sem falar no tempo gasto com um trabalho que não dá lucro e, no frigir dos ovos, dá despesas.

Leitores colaboram espontaneamente com está página, mas nunca pedi doações. Porém, como alguns ofereceram, aceitei. Contudo, as doações são insuficientes. Assim mesmo, eu me viro.

Por que o desalento? Explico.

Eis que chega 18 de abril de 2015. Como faço todos os dias, nas primeiras horas do alvorecer passeio pela blogosfera, pelos portais de internet e pelos jornais. Quando chego à Folha de São Paulo, vejo matéria – com chamada na primeira página – que me surpreende.

A matéria dá conta de que um blogueiro que atua anonimamente na internet há anos, atacando sem parar o PT, Dilma Rousseff, Lula e até quem, como este blogueiro, simpatiza com eles, montou uma empresa de “assessoria digital” que recebe do governo Geraldo Alckmin, mensalmente, uma pequena fortuna. São setenta mil reais por mês.



Leia, abaixo, a matéria da Folha de São Paulo de 18 de abril de 2015.





O que é pior é que esse blogueiro vive acusando blogueiros simpáticos ao PT de serem “pagos” para dizer o que dizem. Inclusive, já me acusou disso. É um dos blogueiros anônimos que vive me espinafrando.

Ano passado, por exemplo, o tal Implicante acusou a mim e à Revista Fórum de sermos “pagos pelo governo” por causa de veiculação de banner da prefeitura de Guarulhos que continua inclusive no alto desta página de graça porque não tenho o que pôr no Lugar e, para o espaço não ficar vazio, vai ficando aí até que eu faça uma reforma no visual do Blog, proximamente.

Detalhe: a prefeitura de Guarulhos me fez dois pagamentos de R$ 4.640 em 2014, pela veiculação dos banners. Há mais um par de veiculações, mas o dinheiro não sai – e eu nunca cobrei. E desde janeiro não houve mais nenhuma campanha, apesar de o banner estar aí.

O que revolta é que este Blog está para cumprir 10 anos de existência e tudo que recebeu de dinheiro público nesse período foi pouco mais de nove mil reais, e nem foi do governo federal. Enquanto isso, o tal “implicante” recebeu, entre 2013 e 2015, cerca de um milhão e meio de reais.

Nesse post em que me acusou de ser pago pelo governo, o tal Fernando Gouveia/Gravataí Merengue escreveu:

“(…) Fica cada vez mais difícil acreditar na independência de qualquer um que seja custeado por banner de prefeituras petistas. Independência que há muito tempo já vem se mostrando frágil”

Pelo visto, o problema de Gouveia/Merengue é com uns trocados de prefeituras petistas, mas não tem problema com fortunas pagas pelo governo do Estado.

Mas o tal “implicante” sempre foi pródigo em fazer acusações a blogueiros que têm publicidade oficial. Há dezenas de relatos por aí. O que este post quer entender é por que a Folha publicou essa matéria – e por que só agora.

Na edição desse jornal de domingo último não se viu nenhuma carta de leitor, nenhum texto opinativo versando sobre sua matéria de capa inédita que, no dia anterior, revelou como é hipócrita a acusação da grande mídia contra blogues que têm publicidade oficial assim como qualquer jornal, qualquer site da imprensa tradicional.

Não é estranho? Será que houve muita chiadeira do PSDB?

Vale explicar, também, a grande diferença da publicidade oficial que alguns blogueiros de esquerda têm para o contrato de Gouveia/Merengue com o governo do Estado: a publicidade oficial é transparente; o banner fica lá, no site, e qualquer um sabe da relação comercial entre aquela página e quem anuncia nela.

No caso do “implicante”, não. É evidente que ele não poderia receber 70 mil reais por mês por um banner, até porque seu site – que, em uma confissão de culpa, foi tirado do ar por seu autor, após a denúncia da Folha – tem uma visitação muito menor do que a que têm os blogs e sites que ele costuma acusar.

A única coisa que o tal “implicante” tem que reúne um grande público é uma página no Facebook com cerca de 470 mil seguidores.

Porém, como se sabe, qualquer um pode conseguir muitos seguidores para sua página no Facebook simplesmente “promovendo-a”, ou seja, pagando àquela rede social para que a divulgue, o que custa um bom dinheiro.

Mas, ganhando 70 mil por mês, por certo Gouveia/Merengue não teve dificuldade para pagar.

O correto seria a Assembleia Legislativa de São Paulo abrir uma CPI para investigar quantos desses anônimos que têm páginas na internet para atacar petistas recebem do governo do Estado de forma obscura como essa.

Por que obscura? Ora, porque com publicidade oficial fica clara a relação comercial entre uma administração pública ou uma empresa estatal e um veículo de comunicação, enquanto que contratos de “assessoria” como o do tal Gouveia/Merengue ficam escondidos – só se tornam conhecidos se alguém denunciar.

Há vários outros suspeitos de estarem sendo financiados com dinheiro público para esguicharem antipetismo na internet. Há outros sites/blogs anônimos que cresceram muito e que não têm publicidade oficial estampada.

Será que só o “implicante” é financiado pelo governo Alckmin de forma velada?

É óbvio que Alckmin, com a maioria avassaladora que tem na Assembleia Legislativa de São Paulo, não irá permitir que esse e outros casos similares sejam investigados, mas esse episódio serviu, pelo menos, para mostrar como o PSDB é hipócrita ao acusar blogueiros que têm contratos de publicidade claros e transparentes com administrações petistas ou empresas estatais.

Apesar de a mídia “denunciar” há anos que blogueiros simpáticos ao governo – alguns deles, não tão simpáticos assim – têm o que todos podem ver meramente acessando essas páginas, nunca houve qualquer sanção a essa prática porque não há o que discutir.

Os blogueiros que têm publicidade oficial têm audiência condizente para receber essa publicidade – se não fosse assim, ela seria suspensa.

E, além disso, são pouquíssimos os blogueiros que têm publicidade oficial, apesar de a blogosfera de esquerda ser imensa, reunindo centenas de Blogs. Isso porque os critérios das administrações petistas para anunciar em um blog são severos. Só tendo muita audiência para conseguir.

Fica, portanto, uma questão no ar: por que a Folha fez essa denúncia?

De fato, foi uma surpresa descobrir que Alckmin financia um site que espalha antipetismo de baixo nível, já que tem toda a grande mídia para fazer o serviço. Contudo, o crescimento exponencial dessas páginas antipetistas começa a chamar atenção.

Ilustres desconhecidos passaram a formar “comunidades” com centenas de milhares de pessoas através de um instrumento que cobra caro para promover páginas na internet – o Facebook. Por certo, novas denúncias surgirão.

A Folha pode ter denunciado esse caso para ganhar credibilidade em ofensiva contra a blogosfera progressista? Pode. Mas pode, também, estar querendo aproveitar o nicho de mercado que há para veículo que queira fazer jornalismo sem viés político-partidário.

Seja como for, a perplexidade que decorreu de a Folha ter feito essa denúncia após anos acusando – injustamente – blogueiros de um lado só, mostra que, pelo menos até aqui, esse jornal, como tantos outros, vinha fazendo mau jornalismo. Por que mudou tanto?


ABAFA ABAFA ABAFABAFABAFA... por favor!


Imprensa abafa operação Voldemort, esquema de corrupção no ninho tucano




Primo de Beto Richa e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de esquema criminoso para obter contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo paranaense


por Helena Sthephanowitz publicado 20/04/2015 11:23




RICARDO ALMEIDA/ANPR/FOTOS PÚBLICAS





Richa deu a entender que foi em busca de conselhos de FHC para enfrentar sucessivas crises de seu governo


No inicio deste mês, o Ministério Público do Paraná abriu ação penal contra o empresário Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa e ex-assessor parlamentar do tucano. Para a Justiça, Abi é considerado um dos nomes mais influentes no governo Richa, ainda que não ocupe nenhum cargo público. Abi e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de montar um esquema criminoso para obter um contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo do estado. Eles agora respondem por organização criminosa, falsidade ideológica e fraude em licitação.

As suspeitas sobre a ação de Abi nos bastidores do governo tucano ganharam força depois que parte do depoimento de um ex-funcionário do governo foi revelada. Marcelo Caramori, que tinha um cargo comissionado no Executivo até o início do ano, afirmou em delação premiada que Abi é "o grande caixa financeiro do governador Beto Richa, incumbindo-lhe bancar campanhas políticas e arrecadar dinheiro proveniente dos vários órgãos do estado". O delator está preso desde janeiro em Londrina por exploração sexual de menores.

A atuação do primo de Richa nos bastidores ajudou a batizar a Operação Voldemort, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, que investiga esquema criminoso montado para obter um contrato de R$ 1,5 milhão entre a empresa Providence Auto Center e o Departamento de Transporte Oficial do Estado. O nome faz alusão a Lord Voldemort, o temido personagem da série literária e cinematográfica Harry Potter, que nos livros de J. K. Rowling é conhecido como "aquele que não deve ser nomeado".

Richa, em vez de pedir à Polícia Federal uma ampla investigação da corrupção instalada dentro de seu governo, tentou amenizar o caso publicando em seu facebook um breve relato de uma visita feita ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dando a entender que foi em busca de conselhos para enfrentar as sucessivas crises que assolam seu governo.

Richa terminou seu primeiro mandato em crise econômica. Desde 2013 tem dificuldades de caixa para pagar fornecedores em dia e não consegue cumprir compromissos assumidos com o funcionalismo. Iniciou seu segundo mandato pior ainda, com greves de profissionais do ensino e da saúde, e com aumento de 50% nos impostos estaduais sobre vários produtos.

FHC não é uma pessoa das mais apropriadas para dar conselhos econômicos. Em seus oito anos de gestão na Presidência da República quebrou o Brasil três vezes, mesmo fazendo o maior aumento da carga tributária da história. Vendeu patrimônio público para abater a dívida, mas a dívida explodiu. Privatizou tendo como um dos argumentos atrair investimentos e eles vieram pífios, resultando em racionamento de energia, má qualidade nos serviços públicos concedidos e tarifas altas de pedágios e telefonia. Também fracassou na geração de empregos; a renda do trabalhador e a proteção social foi arrochada. Enfim, se for seguir aqueles conselhos, pobres paranaenses.

Outro tema que leva o governo paranaense à crise política é a corrupção envolvendo familiares e rondando seu gabinete. Outra relação de proximidade é a sociedade de Fernanda Richa, mulher do governador, e Eloiza Fernandes Pinheiro Abi Antoun, mulher de Abi, entre 1999 e 2002. As duas foram sócias da União Metropolitana de Ensino Paranaense Ltda.

Apesar de o Judiciário nem sempre individualizar condutas criminosas quando acusa petistas, o princípio deve valer para todos e Beto Richa não pode responder criminalmente pela conduta de terceiros sem provas. Porém, o Paraná precisa que as investigações sejam feitas e precisa que o governo seja depurado, doa a quem doer, como acontece no governo federal.

E neste ponto, FHC também não é um bom conselheiro. Em seu governo reinava a impunidade do engavetamento. A corrupção cresceu assustadoramente ao não ser combatida como deveria, favorecendo a sobrevivência eleitoral de políticos corruptos. E ainda contava com a complacência da imprensa tradicional simpática ao tucanato.

Deixou uma herança maldita que, a duras penas, vem sendo combatida diuturnamente. Se Richa fosse agir republicanamente, faria tudo ao contrário do que o ex-presidente aconselhasse. O problema é que os dois tucanos se parecem muito no jeito de agir e de governar. Para desespero dos cidadãos paranaenses.

sábado, 18 de abril de 2015

e ocê conhece o pensamento profundamente pedagógico e generoso do saudoso educador Paulo Freire?


Que falta faz o professor Paulo Freire




Por Robson Leite, no site Carta Maior:


De todas as faixas das duas últimas manifestações que vimos “televisionadas com chamadas ao vivo em rede nacional”, a que mais me chocou não foi, por mais incrível que possa parecer, o pedido de “intervenção militar constitucional” (?) ou o pedido de socorro aos “irmãos do norte”, mas uma em que se pedia um “basta à Paulo Freire”.

Talvez pouca gente no Brasil saiba, mas Paulo Freire, educador brasileiro mais homenageado e reconhecido internacionalmente da nossa história, foi um dos últimos presos políticos autorizados a voltar ao nosso país durante o processo de anistia. Evidentemente que isso não foi obra do acaso, afinal de contas, o projeto concebido por Paulo Freire – chamado de pedagogia do oprimido – e escrito no Chile de Salvador Allende representava uma grande ameaça ao governo ditatorial brasileiro dos anos 80.

A Pedagogia do Oprimido, uma das obras latino-americanas mais reconhecidas e premiadas pelas grandes Universidades do mundo, simplesmente ensinava a como alfabetizar um adulto despertando nesse a consciência política. Se tivéssemos que resumi-la, bastaria trocar o “vovó viu a uva” das cartilhas alfabetizadoras pela frase “o povo tem o voto” que a sua essência libertadora contida no método seria bem percebida. E, evidentemente, que um povo consciente é um perigo para governos opressores, colonialistas, ditatoriais e não-populares como foram os do período militar brasileiro.

Inclusive, é interessante recordar que o Chile de Allende sofreu o seu golpe militar quando nacionalizou as minas de cobre de seu país. Da mesma forma, o golpe empresarial-militar que em 1964 derrubou Jango no Brasil foi imediatamente após o anuncio, no seu discurso da Central do Brasil, das reformas de base e da nacionalização do petróleo brasileiro.

A correlação é oportuna, pois o que está acontecendo hoje na Petrobras é uma clara tentativa de se aproveitar de um problema de desvio de recursos – corretamente descoberto pela Polícia Federal e que terá como consequência os seus envolvidos indiciados e levados à julgamento pela Justiça – para se fabricar uma crise que enfraqueça a empresa e force o governo brasileiro a uma volta a um triste passado, não tão distante, e que foi marcado pelo que convencionamos chamar de “entreguismo” e submissão dos interesses nacionais aos interesses do grande capital internacional, sobretudo no setor de petróleo. Falo dos anos 90.

Um triste exemplo, mas que ilustra bem esse cenário, era o interesse depredador das empresas de petróleo estrangeiras, que levavam todas as nossas riquezas através do modelo de exploração da era Tucana chamado de "Concessão". Nele, o Estado Brasileiro só via, na exploração do Petróleo, os Royalties e o bônus de participação. O grosso da riqueza presente no óleo retirado do solo brasileiro ficava inteiro com quem explorasse aquele poço - quase sempre as empresas internacionais vencedoras dos leilões. Com o modelo de partilha utilizado no pré-sal e instituído nos governos Lula e Dilma, a riqueza dos poços de petróleo será compartilhado pelas empresas exploradoras com a União. Trata-se de um novo projeto de nação onde os conceitos de conteúdo local e desenvolvimento com distribuição de renda e soberania nacional tornaram-se os pilares dessa concepção.

Precisamos ficar atentos, pois destruir esse projeto em curso no Brasil é apenas um exemplo que alimenta as esperanças dos saudosistas da Alca, do FMI e da “Petrobrax”. Saudosistas que se aproveitam desse momento para tentar enfraquecer a Petrobras e o Governo em curso e democraticamente eleito. Se alguém ainda duvida, sugiro pesquisar e ler a terrível PEC recentemente apresentada pelo Senador José Serra, que propõe a volta aos tempos sombrios do modelo de concessão, inclusive no pré-sal, enfraquecendo a Petrobras e o Fundo Social Soberano - aprovado em 2013 e que transformará o antigo lucro exorbitante das empresas estrangeiras aqui presentes em recursos, em um futuro não tão distante, para a educação e a saúde. É a turma do “entreguismo” do patrimônio nacional louca de vontade de retornar ao poder para retomar o projeto de venda do Brasil, como foi com a Vale, com a Light e com a CSN.

Além disso, há mais um elemento importante e que precisa ser levado em consideração na analise de conjuntura do atual momento político brasileiro: parte do grupo que está coordenando esses atos no Brasil deseja, na verdade, que se acabe com os combates efetivos à corrupção que a Polícia Federal tem feito. Não se enganem, pois a lista do HSBC e a operação Zelotes estão mexendo com os interesses de muita gente poderosa no Brasil. E essa movimentação para acabar com o combate à corrupção combinado com a interrupção do projeto de nação em curso são os ingredientes favoritos dos "entreguistas e golpistas" de plantão, que não conseguem aceitar o resultado eleitoral de outubro último.

Para concluir, sou a favor das manifestações de rua, mas daquelas que lutem e reivindiquem por mais saúde, mais educação, melhor transporte público e que defendam o emprego do trabalhador e da trabalhadora brasileira. Aliás, eu não vi nenhuma dessas placas e cartazes nas recentes manifestações de rua. Manifestações que, nem de longe, lembram as de julho de 2013. E, tão contraditório quanto ter uma faixa pedindo um “basta a Paulo Freire” em uma manifestação política é ver uma faixa pedindo a volta da ditadura em uma manifestação pública e “democrática”.

É... vivemos realmente tempos sombrios no que tange a consciência política de um setor da nossa sociedade... setor que, infelizmente, não conheceu nem a obra e nem o pensamento profundamente pedagógico e generoso do saudoso educador Paulo Freire.


* Robson Leite é funcionário concursado da Petrobrás, tendo sido deputado estadual pelo PT do Rio de Janeiro no período de fevereiro de 2011 a janeiro de 2014.