quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

o verão vem chegando, as bundinhas de fora e os golfinhos da operação verão(?)

Veraneio 2011: Atual governo deve reduzir prestação de serviços no Litoral

RS13



Todos os anos, durante o verão, milhares de famílias gaúchas se instalam nas praias do Rio Grande do Sul para aproveitar o período de férias. Tradicionalmente o Estado também transfere boa parte dos seus serviços para o litoral.

Porém, na temporada 2010/2011 existe a possibilidade de apenas o serviço da área de Segurança Pública ser disponibilizado aos veranistas. Atendimentos do Tudo Fácil, DAER, Corsan, CEEE, Fepam e Banrisul, por exemplo, não devem receber reforço neste período. A Secretaria Geral de Governo enviou um ofício confirmando a possível restrição dos serviços.

Após duas semanas de trabalho, a equipe de transição, constituída pelo governador eleito Tarso Genro, identificou alguns problemas que foram discutidos com a atual administração. Nesta quarta-feira os grupos de trabalho apresentaram um relatório parcial dos trabalhos, que serão concluídos no dia 11 de dezembro.
“A situação preocupa porque as pessoas vão ao Litoral para descansar e precisam ter o suporte do Estado nas questões do dia-a-dia ou no caso de algum imprevisto. A CEEE e a Corsan, que são responsáveis pelo abastecimento e manutenção das redes de energia e água, precisam estar de plantão nas praias”, ressaltou o vice-governador Beto Grill.

Temas como a volta às aulas e estiagem também preocupam os futuros secretários. “Estamos colocando nossas equipes à disposição do atual governo para que não haja interrupção ou prejuízo à população”, afirmou o chefe da Casa Civil do Governo Tarso, Carlos Pestana.

Também participaram da reunião os secretários João Motta (Planejamento), Ciro Simoni (Saúde), Luiz Fernando Mainardi (Agricultura), Marcel Frison (Habitação) Abgail Pereira (Turismo), Estilac Xavier (Secretaria Geral de Governo), Ivar Pavan (Desenvolvimento Rural e Cooperativismo), José Clóvis Azevedo (Educação), Marcelo Danéris (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) e Jéferson Assumpção (Adjunto da Cultura).

FOTO: Caco Argemi (Reunião de trabalho da equipe de transição no Centro de Treinamento da Procergs)

tvE está demitindo

Direção da TVE exonera CCs e agrava situação precária da Fundação Piratini

Sul21

Igor Natusch

A exoneração de 19 funcionários da TVE e FM Cultura, contratados em regime de comissão (CC), desnuda à opinião pública, uma vez mais, a situação precária vivida pela Fundação Piratini, que gerencia as duas emissoras. A decisão foi tomada pela presidência da Fundação, após publicação de acórdão da Justiça do Trabalho que impede o desvio de função de CCs, que devem atuar, por lei, apenas em funções de chefia ou assessoramento. A exoneração foi confirmada na terça-feira (30), e deve ser oficializada no dia 7 de dezembro. Com isso, além das dificuldades materiais, o futuro governo deve herdar também sérias dificuldades de pessoal. Com a diminuição do quadro funcional, vários programas de rádio e TV devem sair do ar, enquanto outros sofrerão mudanças de horário e duração.

A decisão do Ministério Público do Trabalho proíbe a Fundação Piratini de usar CCs em tarefas de apresentação, reportagem, edição, produção e demais funções técnicas relacionadas com rádio e televisão. A prática, considerada comum dentro da Fundação, é vista pelo presidente Ricardo Azeredo como fundamental para manter a programação no ar. “Os cargos comissionados ajudam a manter as emissoras funcionando, além de terem permitido que aumentássemos a programação local”, argumenta. Segundo ele, as dificuldades de contratação e a saída de pessoal por aposentadoria ou contratação por outros veículos acabam se agravando com a falta de concursos públicos, o que torna inevitável a contratação de funcionários por comissão.

Agravando o problema, a governadora Yeda Crusius (PSDB) ofereceu, por meio da PL 356, vantagens para profissionais da Fundação que estivessem próximos da aposentadoria, concedendo benefícios acima do que seriam obtidos por meio do INSS. Mais de 10 funcionários aderiram a esse plano de aposentadoria, diminuindo ainda mais os quadros da TVE e FM Cultura. “Nosso quadro já é limitado, e essa decisão agrava a situação. Mas é direito dessas pessoas, não nos cabe contestar”, diz Ricardo Azeredo.

O presidente do Conselho da Fundação Piratini, Pedro Osório, e o futuro secretário-geral do governo Tarso, Estilac Xavier, se encontraram no final da manhã desta quarta-feira (1º). Entre os assuntos discutidos, a situação da Fundação teve espaço destacado. Pedro Osório, que admite abertamente a possibilidade de ser presidente da TVE no futuro governo, apresentou a Estilac Xavier um relatório sobre o caso. Um posicionamento mais efetivo da transição fica em suspenso até o retorno de Tarso Genro, que está de férias em Buenos Aires e volta na próxima sexta-feira (3). Mas a assessoria de imprensa do governador eleito garante que será realizado concurso público para ampliar e qualificar o quadro funcional da TVE e da Rádio Cultura. O último concurso público envolvendo a TVE foi realizado em 2001, ainda durante o governo de Olívio Dutra.

Exoneração polêmica

O presidente da Fundação Piratini, Ricardo Azeredo, diz que não há muito que possa ser feito. Segundo ele, a decisão é definitiva, e nada resta à presidência a não ser cumpri-la. “O processo de concurso público é muito lento. Como a decisão só nos autoriza a usar CCs em cargos de chefia ou assessoria, não temos opção a não ser exonerar os funcionários”, argumenta.

Porém, a análise do acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região mostra que a decisão não implica necessariamente na exoneração desses profissionais. No documento, datado de 11 de novembro de 2010, lê-se apenas que a ré deve abster-se de “utilizar servidores admitidos para o exercício de cargos em comissão em atribuições distintas daquelas de direção, chefia e assessoramento, como as de editoria, produção e apresentação de programas e realização de reportagens”. Em teoria, os funcionários comissionados atingidos pela decisão poderiam continuar na TVE e na FM Cultura, exercendo cargos administrativos – o que poderia permitir, inclusive, a sua recondução aos cargos em caso de obtenção de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

O responsável pela ação que motivou a exoneração, Walmor Sperinde, acredita que a medida é uma retaliação aos funcionários que buscam regularizar a situação interna da Fundação. “Eu lamento que a situação tenha chegado a esse ponto, mas isso acontece por omissão dos gestores”, afirma. Walmor, que é coordenador de programação da FM Cultura, explica que entrou com a ação em 2005, no Ministério Público do Patrimônio. Apenas em 2009, devido à demora no trâmite dentro do MPP, que a questão foi encaminhada ao Ministério Público do Trabalho, que optou pela ação civil pública contra a Fundação Piratini.

Segundo Walmor Sperinde, a direção da Fundação Piratini se recusou a assinar vários Termos de Ajuste de Conduta propostos pelo declarante. “Falta vontade política. Um gestor comprometido com o interesse público não deixa chegar onde chegou”. Ele acha difícil que se obtenha um TAC agora, já que a presidência da Fundação já se manifestou no sentido de não recorrer da decisão. “Sem recurso na PGE (Procuradoria Geral do Estado), o processo deve transitar em julgado. Além disso, falta argumentação. O uso de CCs em funções inadequadas é notório. Trata-se de uma verdade incontroversa”, argumenta.

O presidente do Conselho da Fundação Piratini, Pedro Osório, tem opinião diferente. Ele acredita que ainda seja possível protelar a execução da sentença, o que daria tempo para que fosse realizado concurso público. “Nossa estrutura está assentada na utilização de CCs nessas funções (na TVE e na FM Cultura). Não é possível administrar uma mudança brusca assim, de uma semana para outra. Isso pode até forçar as emissoras a saírem do ar. Acredito que seja possível (protelar), embora ainda estejamos estudando essa questão”, afirma Osório.

Passividade

Pedro Osório critica o que interpreta como uma postura de “passividade” da atual presidência da Fundação Piratini. “Ao menos no meu período (como presidente), o conselho nunca conseguiu tomar conhecimento das providências da Fundação a respeito do processo. O conselho foi ignorado, ao arrepio do estatuto”, diz Osório. “A decisão não me surpreende, só confirma a impressão que já tínhamos, de que a atual presidência não se comporta como direção. Não interpreto como má-fé, mas como pouco preparo para gerir um órgão público”.

“O que o governo quer, afinal de contas, com a TVE?”, pergunta Walmor Sperinde. Segundo ele, alguns CCs têm mais de 12 anos de emissora, e a Fundação Piratini acaba servindo como “cabide de empregos” para certos grupos. “Se houvesse uma vontade de prestigiar a emissora, teríamos investimentos em equipamentos e pessoal. Ao invés disso, temos carências em todos os setores”, lamenta.

O representante dos funcionários no Conselho da Fundação Piratini, o repórter Alexandre Leboutte, diz que a maioria de seus colegas “não defende” o modo como a questão está sendo encaminhada. “O ideal seria que essa transição fosse conduzida paulatinamente”, argumenta. Segundo ele, houve tempo suficiente para um concurso público, que diminuiria muito o impacto da decisão. “Muitos concursados foram contratados por outros veículos e saíram da emissora. Vários outros se aposentaram, tivemos até falecimentos no quadro de funcionários. O governo sabia que tínhamos pouco pessoal, teve tempo de sobra para fazer concurso, e preferiu deixar a coisa crescer. Estourou agora”.

O presidente Ricardo Azeredo se defende, dizendo que a ação que provoca a exoneração é motivada por uma postura corporativista de alguns funcionários. “Os CCs, além de manter o alto nível da programação, trabalham com uma carga diferenciada. Cumprem até 8 horas por dia, enquanto os efetivos fazem 5 ou 6 horas. Infelizmente, a postura de alguns funcionários acaba sendo hostil aos cargos comissionados, o que motivou essa ação judicial”, argumenta. Walmor Sperinde discorda. “Já ouvi esse argumento (de que os CCs trabalham mais) muitas vezes, mas gostaria de ter acesso a dados que comprovem isso”, retruca.

Mudanças na programação

Com a exoneração dos 19 funcionários em regime comissionado, as programações da TVE e da FM Cultura sofrerão drásticas mudanças. “Ficamos quase sem apresentadores”, revela Alexandre Leboutte. Programas já tradicionais na grade da rádio, como o “Amanhecer Riograndense”, apresentado diariamente por Evandro Leboutte, correm sério risco de saírem do ar. Atrações conduzidas pelos radialistas Wilson Tubino e João Carlos Machado Filho também devem ficar fora do dial. Na TVE, o principal impacto é sobre o telejornalismo, que deve perder nove profissionais, entre apresentadores, repórteres, produtores e editores. O operador de externas também será exonerado, o que inviabilizará a produção de programas como o Concertos da OSPA e o Palcos da Vida.

O presidente da Fundação Piratini admite que a situação provoque grandes mudanças na programação das emissoras. Os telejornais não sairão do ar, mas a duração deles deve diminuir sensivelmente. Programas serão rearranjados na grade, enquanto os espaços vagos devem ser ocupados por reprises. “Infelizmente, a gente lega essa situação ao próximo governo”, lamenta Ricardo Azeredo.

A difícil situação da grade de programação encontra espelho nas dificuldades técnicas que consomem a Fundação Piratini. A fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esteve na Fundação nessa quarta-feira (1º) e constatou uma série de irregularidades. Os equipamentos estão sucateados, e importantes padrões técnicos não estão sendo cumpridos. A rádio, por exemplo, está operando há mais de quatro anos com um transmissor reserva, com potência de 1 KW, enquanto a especificação mínima é de 5 KW. Na TVE, a situação se repete: o aparelho, que deveria transmitir em potência mínima de 10 KW, não alcançaria nem mesmo 4 KW. Além disso, o plano de TV digital da emissora está parado, sem previsão de retomada.

exclusivo do cloaca

EXCLUSIVO – A TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA QUE O REPÓRTER DA FOLHA FEZ COM O SENHOR CLOACA NA SAÍDA DO PLANALTO

Cloaca News

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- Olá, você é o senhor Cloaca, não é?
-Você, não. Senhor.
-Hãã…o senhor é o senhor Cloaca, não é?
-Até prova em contrário. E enquanto as pragas não pegarem…
-Será que voc…o senhor poderia me dar uma palavrinha?
-Uma só? Pode ser um adjetivo?
-Na verdade, tenho algumas perguntas…
-Então, por que pediu uma palavrinha em vez de perguntar se podia fazer algumas perguntas?
-É que…,como voc…o senhor vê, sou novo nisso.
-Não vi nada. Mas vejo que você tem um crachá da Folha.
-É, pois é.
-É seu mesmo? Deixe-me ver a foto…

(Cara, crachá, cara, crachá, cara, crachá)

-Não repare muito, senhor Cloaca.
-Vem cá, você é sobrinho da Tia Lenita?
-Quem?
- Deixa para lá…
- Mas, senhor Cloaca…as perguntas…
- Ah, sim, claro!
- Voc…o senhor não acha que o Presidente Lula está querendo censurar a imprensa?
- Não, não acho. De onde você tirou essa ideia estapafúrdia?
- É que me mandaram perguntar…
- Você acha isso?
- Sabe, eu sou apenas um operário da mídia…
- Estou vendo. E vamos deixar claro que não tenho nada pessoal contra você, meu caroooo… qual é mesmo seu nome?
- (mostra o crachá) Breno. Breno Costa. E o seu?
- Senhor. Senhor Cloaca.
- Sei. Mas o seu nome verdadeiro…
- Isso não é importante. Sequer sou famoso.
- Mas agora está famoso, não é?
- Quem está famoso é o Senhor Cloaca.
- Mas, essa história de o Presidente Lula querer calar a imprensa…
- Que história, rapaz?
- O Lula atacou a imprensa, oras!
- O que o Presidente Lula fez foi manifestar suas ideias a respeito de como certa imprensa o tem tratado. Isso não é atacar a instituição Imprensa. Aliás, se você viu a entrevista que ele acabou de dar para os blogueiros…
- Uma entrevista chapa-branca, não é?
- Chapa-branca? Pode me citar algum exemplo?
- Bem…veja bem…ãããnnn…
- Escuta, não está na hora do seu Toddynho?
- Que horas são?
- Exatamente, meio-dia e quarenta.
- Então, a censura à imprensa…
- Olha, meu filho, a mesma liberdade que certa imprensa tem de publicar o que quiser contra o Lula tem o Lula de dizer o que pensa daquilo que publicaram contra ele. Ou a Imprensa não pode ser criticada?
- Não é isso…é que…
- Seu jornal, por exemplo, teve toda a liberdade de publicar que o Lula é assassino e estuprador.
- Veja bem…quer dizer…
- Seu jornal chamou a ditadura de ditabranda.
- É, isso é verdade.
- O que é verdade?
- Meu jornal chamou a ditadura de ditabranda.
- E você trabalha lá.
- Como eu disse, sou apenas um operário…
- Objetivamente, o que você saber de mim, que já não saiba?
- Voc…o senhor trabalha onde?
- Você vai publicar exatamente o que eu disser, não é?
- Sim.
- Assessoro políticos do PT-RS, mas vou evitar o assunto.
- É verdade que, na hora da foto, o Lula disse: vem cá, ô Cloaquinha”?
- Sim, é verdade, ele disse.
- E o senhor fez o quê?
- Nada. Apenas fui.
- Não vai se gabar disso?
- Vou, sim. Estou até pensando em botar uma placa no pescoço com os dizeres: O Lula me chamou depois: ‘Vem cá, ô Cloaquinha!’

(Toca o celular. “Alô, mamãe! Como? Acabou??? Tudo bem, pode ser Ovomaltine!” Desliga o celular)
- Bem, obrigado pela entrevista, senhor Cloaca, mas estão me esperando para o almoço. 
- Também vou indo. Até a próxima, Breno! E, olha, não aceite doces de estranhos na rua, tá?
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O diálogo acima é 85% verdadeiro. E está gravado.

transição(?)... cuidado onde pisa

fifa, denúncias e ricardo teixeira

Justiça: Denúncias contra Ricardo Teixeira voltam à tona

Sul21

José Cruz/ABr
Foto: José Cruz/ABr

Felipe Prestes

Em 2001, a CPI do Futebol denunciou 17 cartolas do futebol brasileiro, entre eles o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, por crimes como apropriação indébita de recursos, evasão de divisas e sonegação fiscal. O MPF indiciou Teixeira, nove anos se passaram e as denúncias contra o dirigente estão paradas na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Enquanto isso, Teixeira permanece na direção da entidade e agora preside ainda o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 — função sob a qual também pairam denúncias — responsável pela organização de um megaevento que envolve cifras milionárias. As denúncias só voltaram à tona nesta semana — graças à imprensa europeia.

Ontem (29) o jornal suíço Tages-Anzeiger, de Zurique, publicou matéria que aponta que Teixeira teria recebido US$ 9,5 milhões de propinas da empresa suíça de marketing ISL — empresa da famigerada parceria com o Grêmio, que causou um rombo no clube em 2001 — entre agosto de 1992 e setembro de 1997. A ISL detinha os direitos de transmissão da Copa do Mundo até sua falência em 2001.

Ainda ontem (29), à noite, a carga foi de um programa de televisão investigativo da britânica BBC. Ele apontou que três dirigentes que fazem parte da comissão responsável por escolher as sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022 receberam propinas da ISL: o presidente da CBF Ricardo Teixeira; o presidente da Conmebol Nicolas Leoz; e o presidente da Confederação Africana de Futebol Issa Hayatou.
Segundo a BBC, documentos confidenciais apontam 175 pagamentos, totalizando US$ 100 milhões em subornos. A emissora britânica aponta os mesmo US$ 9,5 milhões para Teixeira, noticiados pelo jornal suíço. Ambos os veículos apontam que o dinheiro chegaria a Teixeira por meio da SANUD Etablissement, empresa sediada no principado europeu de Liechtenstein.

As denúncias trazem elementos novos, mas só chegam a ser surpreendentes no Brasil porque o trabalho da CPI do Futebol já caiu no esquecimento. O relatório feito em 2001 pelo então senador Geraldo Althoff (DEM-SC) aponta que a SANUD detinha 50% da R. L. J. Participações LTDA. Ricardo Teixeira detinha 25,01% da mesma empresa. Os outros 24,99% da R. L. J. pertenciam a Lúcia Havelange, ex-mulher de Teixeira.

Segundo o relatório da CPI, a R. L. J. era supostamente uma empresa de assessoria em gestão empresarial. Entretanto, como nota o relator, “demonstra-se claro o fato de que a R.L.J. Participações não tem por pressuposto o cumprimento de suas finalidades societárias”. O relatório aponta que, entre 1995 e 1999, “nenhum centavo sequer” ingressou na empresa graças à atividade de assessoria empresarial. “O aspecto central (da atividade da R. L. J.) é a própria transferência dos recursos, a movimentação do dinheiro entre pessoas”, diz o relatório.

A R. L. J. “atua como intermediário financeiro em operações de empréstimo e financiamento entre pessoas”, segue. Entre estes empréstimos, a R. L. J. recebeu US$ 599.964,00, entre 10 de julho de 1996 e 8 de maio de 1997, da SANUD. Este montante de recursos, em princípio, seria para integralizar a parte do capital social da R. L. J. que cabia à SANUD. Esta integralização, contudo, nunca foi feita. Os recursos se transformaram em empréstimo da SANUD à R. L. J. – empréstimo que jamais foi pago. A SANUD foi extinta em 1999. O procurador da empresa no Brasil era ninguém menos que Guilherme Terra Teixeira, irmão do presidente da CBF.

“O que se sabe é que esses recursos são todos eles administrados pela R. L. J., o que significa dizer pelo Sr. Ricardo Terra Teixeira, e que, ao final de contas, são todos eles carreados, mediante empréstimos concedidos pela R. L. J. ao próprio Sr. Ricardo Terra Teixeira e a empresas a ele ligadas. E é bom lembrar que, por suas características, não se trata, de fato, de empréstimos, mas de verdadeiras doações”, conclui o relatório. A CPI do Futebol não obteve dados de sigilo bancário da R. L. J. anteriores a 1995.

Marcello Casal JR/ABr
Foto: Marcello Casal JR/ABr

Ricardo Teixeira não quis se pronunciar sobre as denúncias atuais. O Sul21 procurou a CBF. Ao menos por enquanto, Teixeira manterá seu habitual silêncio. A FIFA, por sua vez, emitiu comunicado dizendo que as denúncias são antigas e já foram apuradas pela Justiça da Suíça, e que nenhum dirigente foi condenado.
Ouvido pelo Sul21, o jornalista Juca Kfouri tem outra visão. “A FIFA diz que não é novidade, mas esses documentos sobre propinas da ISL são novidade, não tinham vindo a público. Se a Justiça suíça julgou, não sabemos, mas esses documentos precisam ser esclarecidos. A existência da SANUD para mim é que não era nenhuma novidade, graças ao trabalho da CPI do Futebol”.

Processo trancado

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que presidiu a CPI do Futebol, relata que as denúncias feitas pela Comissão foram encaminhadas ao Ministério Público Federal que indiciou na Justiça os responsáveis. Segundo o senador, o processo contra Ricardo Teixeira está trancado porque a Justiça Federal aguarda a conclusão de inquéritos administrativos feitos pelo Banco Central e Receita Federal.

Dias solicitou hoje (30), às duas instituições, informações sobre os inquéritos. Para o senador, o trabalho dos parlamentares já foi feito, e cabe agora cobrar andamento mais célere na Justiça. O tucano ironiza o “esquecimento” da imprensa brasileira sobre o caso. “A imprensa não deu a divulgação que deveria ter dado, parece que não houve muito interesse. Precisaram vir da Europa notícias para que se lembrassem novamente”.

O senador afirma que Ricardo Teixeira não poderia estar capitaneando o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. “Antes de começar qualquer organização eu já dizia que era impraticável que fosse comandada por alguém que está sub judice”. Álvaro Dias critica o presidente Lula por não ter interferido neste sentido. “Há dinheiro público sendo investido, leis que estão sendo alterados por causa da Copa do Mundo”, justifica.

O Sul21 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Receita Federal, que explicou não poder revelar nem sequer que contribuintes estejam sendo investigados.

Pressão

O Sul21 também entrou em contato com o ex-senador Geraldo Althoff (DEM-SC), relator da CPI do Futebol. Althoff prefere não emitir qualquer “juízo de valor” sobre o caso. Ele lamenta ter sido processado por Ricardo Teixeira, por difamação e que por isso prefere não falar. Diz que precisou fazer um acordo judicial, e que teve muita “incomodação” pelo “bem” que fez ao futebol. “O Ricardo Teixeira não perdoa aquilo”.

Mais denúncias

No último dia 17, matéria publicada pelo diário esportivo Lance! apurou que o contrato social do Comitê Organizador Local para a Copa do Mundo tem como sócios a CBF, com 99,99% e o próprio Ricardo Teixeira, pessoa física, com 0,01%. De acordo com o diário, o contrato tem uma cláusula que deixa a critério dos sócios a distribuição dos lucros auferidos com o torneio.

Ainda no dia 17, a CBF respondeu ao diário, afirmando que a lei brasileira não permite que haja apenas um sócio. Segundo a entidade, uma lei está sendo votado no Congresso para permitir isso e, assim que a lei for aprovada, Teixeira (pessoa física) deixará a sociedade. A entidade disse ainda que o dinheiro dos lucros da Copa do Mundo será doado pela FIFA à CBF, para que a confederação invista no futebol, já que é uma sociedade sem fins lucrativos.

Em 1994, quando a seleção brasileira tetracampeã voltava dos Estados Unidos, Teixeira foi acusado de colocar junto às bagagens da delegação equipamentos para as choperias de que é proprietário sem declarar.


Silvio Tanaka
Kfouri: "Cartolagem do esporte exerce sedução" Foto: Silvio Tanaka

Democratização

Investimento no futebol é justamente o que quer a Associação Nacional dos Torcedores. Jorge Suzuki, advogado e integrante da associação, estudou a CPI do Futebol e diz que ali fica clara a evasão de divisas. “Queremos que o dinheiro do torcedor seja bem aplicado, uma gestão voltada para o futebol. Além disso, a entidade precisa prestar contar com clareza. Mesmo entidades privadas precisam prestar contas com clareza, ainda mais quando lidam com a paixão do torcedor”. Para o ano que vem a ANT planeja provocar o Ministério Público para que cobre da CBF maior idoneidade.

Criada há apenas dois meses, a associação já tem representantes em quinze estados brasileiros. Neste domingo, durante a última rodada do Brasileirão, vai promover nos locais onde serão disputadas as partidas um manifesto pela reinclusão social nos estádios. “Todas as reformas de estádios e novos estádios que estão sendo construídos para a Copa do Mundo tiram arquibancadas e colocam mais camarotes. Hoje, apenas 1% da população brasileira consegue frequentar regularmente os estádios”.

Mas não só os estádios precisam de democracia. A presidência da CBF há muito não troca de dono. Ricardo Teixeira é o presidente desde 1989. “Precisa mudar tudo, democratizar, aumentar o número de eleitores. Eu posso citar várias ideias, como dar aos atletas o direito de votar”, diz Juca Kfouri.

Atualmente, apenas as federações estaduais e os clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro votam para a presidência da entidade. Quase sempre as entidades são complacentes com a permanência de Ricardo Teixeira. “Até mesmo a entidade que surgiu para se contrapor à CBF (o Clube dos Treze) hoje está associada a ela. Houve uma pequena briga neste ano, mas estão sempre associados”, diz Kfouri.

O jornalista aponta também que a entidade conta com uma relação “promíscua” com setores da mídia e com a classe política. “Fico me perguntando como em 20 anos, com políticos esclarecidos como Fernando Henrique e Lula já tendo passado pelo presidência, dirigentes como Ricardo Teixeira permanecem tendo o poder que tem. Acho que o poder que a cartolagem do esporte exerce é o da sedução. Fazem coisas erradas, mas depois colocam uma estrela do esporte na mesa com o político, levam atletas para Brasília. Um homem como o Lula, que comprou a briga do Estatuto do Torcedor, tempos depois estava no Haiti com a seleção”.

Ainda assim, Juca Kfouri acredita que se enganam os políticos que apostam no capital político conquistado por meio desta relação ambígua com cartolas do esporte. “Eleitoralmente, o presidente da República que pusesse esta canalha para correr seria ovacionado. O povo não gosta deles (dirigente de federações esportivas), tanto que eles não vão ao estádio, pois sabem que seriam escorraçados”.

Kfouri ressalta que dirigentes esportivos controversos não são “privilégio” do Brasil. “Este é um panorama mundial. Está aí o Nicolás Leoz, que é praticamente presidente vitalício da Conmebol. O esporte tem esta particularidade de atrair pessoas que querem levar uma vida fácil e glamorosa”.

e você na fé que ela é a sua porta-voz... nem porta-bandeira

Zero Hora: porta voz das construtoras

Jornalismo B

Um jornal tem 23 anúncios num dia, fora os internos. Desses 23, sete são de construtoras, 12 são de concessionárias ou marcas de carros, e quatro são de outras marcas e setores variados. Quando esse jornal for fazer reportagens sobre privatização de terrenos públicos ou sobre poluição, mobilidade urbana ou outros temas que envolvam transporte, como serão essas reportagens? Pois esse é o retrato da publicidade na edição do último sábado do jornal Zero Hora, que mais ou menos se repete todos os dias.

Nas construtoras, são quatro páginas inteiras para a Rossi, uma para a Alphaville, além de dois rodapés. Nos automóveis, seis páginas inteiras, duas meias páginas, dois rodapés, um pequeno quadradinho na capa e mais um anúncio no meio da página do Informe Econômico. A conclusão é muito simples: as construtoras e as montadoras e revendas de veículos sustentam praticamente sozinhas o jornal. Ao mesmo tempo, o jornal ajuda a sustentar essas empresas, e não apenas através do espaço publicitário.



Um exemplo vem no próprio anúncio da Rossi publicado nas páginas oito e nove da edição de sábado de Zero Hora. Boa parte da primeira página da propaganda é dedicada à reprodução, na íntegra, de uma reportagem…adivinhem de quem…da própria Zero Hora! É um raciocínio lógico muito simples: as construtoras anunciam e financiam o jornal – o jornal publica matérias favoráveis a elas em algum nível – as construtoras usam as matérias em seus anúncios no próprio jornal. Esse último item não é muito usado, já que escancara a equação e joga no lixo a ideia da imparcialidade pregada pelo veículo. Nada contra os anúncios, são eles que sustentam financeiramente boa parte dos veículos, principalmente os impressos. Mas, dessa forma, onde vai parar a independência editorial?

A matéria, como tantas outras, exalta os avanços do mercado imobiliário em Porto Alegre. O título é “O futuro está em obras”, e a data é 21 de novembro, seis dias antes da publicação do anúncio. Como é óbvio a partir do momento em que é usada, na íntegra, em uma peça publicitária, ela é amplamente favorável às construtoras, e essa é a postura diariamente defendida pelo jornal, em suas opções e omissões. O caso do terreno da Fase, tantas vezes comentado aqui no início do ano, é apenas um dos mais gritantes. Também pode ser lembrada a total ausência de questionamentos sobre a necessidade de uma reforma urbana, sobre a forma como a proliferação de condomínios fechados agem na construção social ou sobre a construção de prédios gigantescos por toda a cidade. Idem para a orla do Guaíba, o Pontal do Estaleiro, a revitalização do Cais Mauá…

É necessário que o leitor comece a treinar o olhar para perceber as vinculações entre o conteúdo editorial e a publicidade dos jornais. Ao menos nesses casos mais gritantes é impreterível que se tome consciência de quais interesses são defendidos por cada veículo. A campanha institucional de Zero Hora neste segundo semestre de 2010 diz que o jornal privilegia um grupo: os leitores. Diz também que, se um colunista escreve contra a linha editorial do jornal, nada acontece. Como se vê, as coisas não são bem assim. A publicidade costuma trabalhar para vender, não para falar a verdade. Quando uma matéria pretensamente jornalística vira publicidade, não é difícil deduzir seu sentido final.

Postado por Alexandre Haubrich

MST ganha medalha Paulo Freire do Ministério da Educação

MST

Por Mayrá LimaDa Página do MST
O MST ganhou do Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, a medalha Paulo Freire, durante a abertura da 2ª Semana EJA

A homenagem é um reconhecimento pelas experiências em educação básica de jovens e adultos (EJA) em acampamentos e assentamentos, além da participação na formulação de políticas públicas para o setor, através da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de jovens e adultos (CNAEJA).

De acordo com Tiago Manggini, do setor de educação do MST, a participação dentro da Comissão Nacional foi fundamental para que a realidade camponesa fosse incluída na pauta. “Há uma dívida histórica com o campo, no que diz respeito à educação. As políticas nacionais para o setor costumam ter dificuldades de focar as ações em realidades específicas, como o caso dos acampamentos e assentamentos”, disse.

As experiências do MST com a EJA tiveram início com a Campanha de Educação de Jovens, Adultos e Idosos, realizada em 1991, no assentamento Conquista da Fronteira em Bagé, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, esteve presente Paulo Freire, que empresta seu nome à medalha recebida.

Em 1996, uma parceria com o MEC e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) levou o projeto para 18 estados. Foram formadas 550 turmas e 8.000 educandos.

Depois o projeto continuou por meio de parcerias entre secretarias de educação e universidades nos estados. Em cada ano, o MST alfabetiza cerca de 30 mil educandos, envolvendo 2 mil educadores.
A 2ª Semana EJA acontece até o sexta-feira, na Academia de Tênis, em Brasília.

a intromissão dos gringos

"O governo dos Estados Unidos é o maior terrorista do mundo''

 

Do Opera Mundi

O documento da inteligência norte-americana vazado pelo website Wikileaks e que menciona o MST (Movimento dos Sem-Terra) é, para um dos maiores líderes da entidade, uma prova da ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil e da América Latina.

Para João Pedro Stédile, um dos coordenadores nacionais do movimento, a mensagem diplomática que trata os sem-terra como um "obstáculo" para a criação de uma legislação antiterrorista no Brasil "revela, infelizmente, como o governo dos EUA continua tratando os países da América Latina como meras colônias que devem obedecer e serem orientadas".

"É evidente que as pressões do governo dos EUA, tentando influenciar governos democráticos e progressistas a aderirem à sua sanha paranóica de terrorismo, visa criminalizar e controlar qualquer movimento de massas que lute por seus direitos e que ocasionalmente representem manifestações contra os interesses das empresas estadunidenses", disse Stédile em entrevista ao Opera Mundi nesta terça-feira (30/11).

O coordenador do MST acredita que a criação de uma lei "antiterrorista" poderia ser usada, na verdade, para perseguir os movimentos sociais, o que seria uma estratégia deliberada de Washington.
"No passado, eles criaram a paranoia da União Soviética, depois dos inimigos internos e, agora, querem transformar toda luta social em luta terrorista".

Para ele, o fato de o diplomata norte-americano Clifford Sobel, ex-embaixador dos EUA no Brasil, ter mencionado o MST como um entrave à criação de leis antiterrorismo no Brasil revela uma intromissão externa na política brasileira que, em seu lugar, os próprios EUA considerariam inaceitável.
"Imaginem uma situação contrária, em que o embaixador brasileiro em Washington chamasse o diretor da CIA para propor novas leis que beneficiassem os imigrantes latinos ou qualquer outro assunto. Certamente, seria expulso do país em poucas horas", comentou.

Máquina de guerra

De acordo com Stédile, a intromissão norte-americana em outros países "é um absurdo e atenta contra todo os direitos democráticos", e que o vazamento de documentos sigilosos desta semana feito pelo Wikileaks pode ajudar a "opinião pública internacional" a denunciar e fazer parar a "máquina de guerra" dos EUA.
"Todos sabemos que o governo e o Estado do EUA são na atualidade o maior terrorista do mundo", afirmou Stédile. "O Estado norte-americano comete todo tipo de crimes contra a humanidade, possui mais de 800 bases militares em todo o mundo, financia e pratica golpes de Estado, como o que destituiu recentemente o presidente Manuel Zelaya; mantêm dezenas de prisioneiros sem nenhum amparo das Nações Unidas em Guantánamo; atacaram o Iraque e lá mataram mais de 300 mil civis apenas para controlar o petróleo, já que se comprovou a mentira das armas químicas; atacaram o Afeganistão com a desculpa da busca por Bin Laden, que sempre foi amigo da família Bush; e, pior, financiam toda a sua máquina de guerra emitindo dólares sem controle, como uma moeda internacional, a que todos os países do mundo têm de se submeter".

confiável(?) tenho medo de perguntar sobre os outros...

Jobim, um dos mais confiáveis líderes do Brasil?

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, saiu chamuscado com a revelação do Wikileaks sobre os comentários e as informações que teria repassado ao governo norte-americano. Os comentários negativos a respeito do Itamaraty e do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães que, segundo Jobim, odiaria os EUA, foram contornados com declarações diplomáticas das partes envolvidas dizendo que não é bem assim, veja bem, etc… Mas a transmissão de informações sigilosas irritou a diplomacia brasileira, afirma matéria do jornal Valor Econômico nesta quarta-feira. Uma informação em especial: Jobim teria confirmado a Washington o diagnóstico de câncer no presidente da Bolívia, Evo Morales. O embaixador Clifford Sobel teria enviado um telegrama a Washington em 2009, repassando a informação que teria sido dada por Jobim, após um encontro entre Lula e Evo Morales, na Bolívia. “A transmissão, a outro governo, de um suposto segredo de Estado de um aliado do Brasil é uma falta grave”, disse um graduado diplomata brasileiro ao Valor.

O governo, oficialmente, pôs panos quentes no episódio dizendo que não vai abrir um conflito por conta de “telegramas de embaixador”. Mas os telegramas arranharam a imagem do ministro, ao mostrarem uma proximidade incomum com o embaixador dos EUA, considerando que ele é o ministro da Defesa do país que lidera um processo de integração em um continente historicamente subjugado aos interesses políticos e econômicos norte-americanos. Para o jornalista Leandro Fortes, “não por outra razão, Nelson Jobim é classificado pelo embaixador Clifford Sobel como talvez um dos mais confiáveis líderes no Brasil”. Não é difícil compreender tamanha admiração, ironiza. “Resta saber se, depois da divulgação desses telegramas, a presidente eleita Dilma Rousseff ainda terá argumentos para manter Jobim na pasta da Defesa, mesmo que por indicação de Lula”, escreve Leandro Fortes.

Celso Amorim minimiza valor dos documentos

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, minimizou o valor das informações e dos documentos divulgados pelo WikiLeaks. “Devo dizer que não estou tão emocionado como a maioria de vocês” sobre os milhares de documentos diplomáticos dos EUA revelados pelo site, disse Amorim à Agência France Press durante um evento em Washington. “A maior parte do que li eu já conhecia ou é pouco relevante”, acrescentou Amorim, que foi reconhecido nesta quarta-feira pela revista Foreign Policy como um dos 100 “pensadores globais” de 2010.

Na avaliação do chanceler brasileiro, as percepções privadas de diplomatas não devem ser confundidas com posições de Estado: “Não vou discutir percepções de agentes diplomáticos americanos. Sinceramente, o tom que um agente diplomático americano utiliza para fazer suas avaliações é algo que não me interessa. Você acredita em tudo o que dizem nos telegramas”? – indagou.

O presidente Lula também considerou “insignificante” o conteúdo dos documentos. “De vez em quando aparecem essas coisas. Eu acho que as coisas que vi são tão insignificantes que não merecem ser levadas a sério”, disse Lula a jornalistas após visitar, terça-feira as obras de uma hidrelétrica no Maranhão. “Se fossem importantes (os documentos) não teriam sido vazados”, acrescentou.

dá pra perceber a importância do nosso outubro(?)

Ex-embaixador dos EUA critica Brasil por buscar independência militar e tecnológica

O site Wikileaks divulgou novos documentos nesta quarta-feira (1°), expondo críticas feitas pelo ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Cliford Sobel (foto), ao Plano Nacional de Defesa anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008. Em telegrama enviado a Washington, em janeiro de 2009, Sobel critica a ênfase dada pelo governo brasileiro “à independência no controle de armamentos” e a busca de alianças e acordos militares com nações dispostas a transferir tecnologia. A correspondência manifesta desagrado com essas orientações da política de Defesa anunciada pelo presidente Lula. O ex-embaixador chega a atribuir tais problemas à “formação socialista” de Lula:

“A formação socialista do PT do presidente Lula é evidente nos esforços de engenharia social através de serviço militar obrigatório, em prejuízo de uma defesa mais eficaz.”

A defesa mais eficaz, no caso, é aquela que atenda aos interesses dos EUA, conforme manifesta explicitamente o diplomata ao falar sobre a necessidade de modernização das forças armadas brasileiras. Sobel chama o projeto de construção de um submarino nuclear de “elefante branco” e resume assim a vontade dos EUA para o Brasil:

“Uma força militar mais capaz e com maior empregabilidade pode apoiar os interesses dos EUA ao exportar estabilidade à América Latina e estar disponível para operações de manutenção de paz em outros lugares.”

O jornal “El País”, da Espanha, destacou outro documento publicado pelo WikiLeaks que reforça a preocupação dos EUA com os rumos da política externa brasileira. Segundo o El País, no final de 2009, a embaixada dos EUA em Paris “alertou” Washington para a frequência dos encontros entre os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e Lula, do Brasil (nove vezes em dois anos). O incremento das relações diplomáticas, políticas, econômicas e militares entre Brasil e França é motivo de “preocupação” para a diplomacia norte-americana. Essas preocupações são expostas em uma mensagem intitulada “França e Brasil: o começo de uma história de amor”.
França e Estados Unidos disputam, cabe lembrar, a venda de aviões caças ao Brasil. A tendência brasileira no momento aponta para o francês Rafale, em um negócio estimado em aproximadamente R$ 10 bilhões para a compra de 36 aviões. Uma das vantagens da proposta francesa, segundo a avaliação do governo brasileiro, é a possibilidade de transferência de tecnologia sem restrições, o que não ocorre no caso dos aviões dos EUA, os F/A 18 Super Nornet, fabricados pela Boeing.

escravos em sp

Libertados trabalhadores de via férrea em São Paulo

Sakamoto
 
Um grupo de trabalhadores foi libertado em Engenheiro Marsilac, extremo Sul de São Paulo, pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego e pela Polícia Civil na manhã de hoje. Eles haviam sido contratados por duas empreiteiras que prestam serviços para a América Latina Logística (ALL) para trocar dormentes de trilhos de trem. O extremo sul do município ainda possui cobertura de Mata Atlântica e possui partes protegidas pelo Parque Estadual da Serra do Mar.

As condições encontradas eram degradantes: alojamentos precários (parte deles dormia em cointainers, isolados no meio do mato), com alimentação inadequada (passaram fome e alguns tiveram que procurar banana no mato para comer), entre outros problemas. Há relatos de ameaças contra os trabalhadores. O Ministério do Trabalho e Emprego ainda estava contabilizava o número de trabalhadores envolvidos nesta tarde – que deve superar os 50, entre grupos de baianos e maranheneses trazidos para cá, além de moradores locais.

O proprietário de uma das empreiteiras, a MS Teixeira, foi preso em flagrante.
A equipe da Repórter Brasil acompanhou a ação, então prometo postar mais informações e trazer imagens assim que possível.

mobilização e bicicletas

Mobilização na rede força atitude da Prefeitura

Somos andando

Ciclistas foram ao Centro de bicicleta e, na falta de estacionamento apropriado, acorrentaram seu meio de transporte junto ao portão do Mercado Público de Porto Alegre. Na volta, a administração tinha acrescentado outras correntes às bicicletas, para “desencorajar a prática”. Ao questionarem a administração do Mercado e a Smic, uma funcionária fez comentários infelizes defendendo o uso das bicicletas para o lazer. Diante do absurdo da situação, a Massa Crítica postou o protesto em seu blog, que trouxe novas respostas da mesma funcionária, gerou o maior bafafá e acabou mobilizando o secretário da Produção, Indústria e Comércio, Valter Nagelstein.
Nagelstein divulgou nota afirmando que serão tomadas providências, incluindo a instalação de um “possível bicicletário”, e pedindo desculpa pela resposta da servidora.

Vamos aguardar os desdobramentos do caso, mas vale uma observação a respeito de todo o processo. Foi através de e-mails e, principalmente, de blogs e redes sociais, que a prefeitura se dignou a prestar atenção no problema. Foi com a pressão na rede que decidiu tomar providências.

Se finalmente houver a instalação de um bicicletário, será uma vitória da blogosfera, além dos movimentos que lutam pela valorização da bicicleta como meio de transporte. É um começo.

Agora, é usar a força da rede para que o assunto seja cada vez mais discutido e Porto Alegre tenha não só um bicicletário aqui ou ali, mas um planejamento urbano voltado para a utilização da bicicleta no dia a dia. Já disse por aqui: confesso que tenho medo de andar de bicicleta em POA. Não sou uma ciclista experiente e o mundo das vias feitas apenas para motorizados é cruel. Os motoristas, de um modo geral, não respeitam nem pedestres nem ciclistas.

Ou seja, briguemos para incluir essa visão integrada de cidade com espaço para ciclovias e a ampla potencialização das vias para a utilização da bicicleta, para que nossa capital se torne uma cidade segura para o ciclista e, como consequência, com uma população mais saudável e um ar mais limpo.

homê de preto com fuzil na mão...

A tropa de elite e os cucarachas

por Luiz Carlos Azenha

A “Guerra contra as Drogas” é coisa antiga. Nos Estados Unidos, do tempo de Richard Nixon. Mas foi no governo Reagan que a “Guerra contra as Drogas” realmente começou a ser levada a sério em Washington. Reagan militarizou a interdição do tráfico entre a América do Sul e o território estadunidense. Envolveu até mesmo a Central de Inteligência Americana na parada. Eu, por acaso, era correspondente da TV Manchete nos Estados Unidos.

Portanto, embora tenha acompanhado minha dose de tiroteios no Jacarezinho, quando fui repórter da Globo no Rio de Janeiro, conheço a guerra contra as drogas de muito, muito antes.

Logo que cheguei aos Estados Unidos, aliás, acompanhei como repórter o combate ao que sobrava da Máfia em Nova York. Uma de minhas primeiras reportagens em Manhattan (desembarquei na cidade em 7 de dezembro de 1985, dia do aniversário de minha mãe) foi sobre o assassinato do chefão Paul Castellano, abatido diante da famosa Sparks Stakehouse, um restaurante que servia um belíssimo filé — e que era um dos favoritos do Paulo Francis, então veterano correspondente na cidade.

Cobri o primeiro julgamento de John Gotti, absolvido em um tribunal do Brooklyn da acusação de eliminar Castellano para assumir o “cargo” de chefe dos chefes. Fiz reportagens tanto no Little Italy, onde a Máfia lentamente definhava, quanto em Queens, diante da casa de Gotti. Quando ele ainda não era o todo poderoso, Gotti perdeu um filho perto de casa, atropelado por um vizinho. Uma das acusações contra ele é de que tinha mandado dar um sumiço no atropelador.

Naquela época, quando eu ainda tinha a cabeça pequena e o peito grande, cheguei a bater na porta de ferro do que era tido como o salão de reuniões informais dos mafiosos em Queens (com o Domingos Mascarenhas, cinegrafista da TV Manchete, filmando).

Gotti foi absolvido mais de uma vez das acusações que lhe foram imputadas, pelo trabalho brilhante do advogado Bruce Cutler. Cutler, aliás, esteve no centro de uma polêmica que os Estados Unidos viveram nos anos 80 e que chegou com trinta anos de atraso ao Brasil: até que ponto o advogado pode se envolver na defesa de seu cliente. A promotoria de Nova York, que perseguia febrilmente a condenação de Gotti, pediu o afastamento do advogado alegando que ele tinha se tornado um acessório do crime organizado. Conseguiu. Sem Cutler na defesa, Gotti foi finalmente condenado por liderar a família Gambino (mais tarde morreria de câncer, na cadeia).

Fiz muitas coberturas relativas à chamada “guerra contra as drogas”, dentro e fora dos Estados Unidos.
O que mais me chamou a atenção, à época — e que guardo até hoje, como lição — é que Washington pregava para os outros o que não fazia em casa.

Para os outros e fora dos Estados Unidos, o governo americano pregava a militarização da interdição e do combate às drogas.

Internamente, no entanto, a coisa era diferente.

Nunca vi a Guarda Nacional americana chutando portas atrás de traficantes. Muito menos o Exército.
Em casa, a ênfase era no serviço de inteligência. No trabalho silencioso do FBI.

Tropa de elite, aparentemente, era coisa de cucaracha* (o cartunista Henfil popularizou a palavra usada pelos gringos para definir os hispânicos quando voltou ao Brasil de uma estadia em Nova York e escreveu “O Diário dos Cucarachas”).

Voltarei ao assunto em breve, tratando do general Manuel Noriega e da invasão do Panamá.
* Aliás, essa história de vibrar com homem de preto segurando fuzil… sei lá.

Clique aqui para ler a segunda parte da epopeia.

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BAITASAR

O Baitasar é um ajudante lamentoso quando acorda sem abrir os olhos  (ameaça que não está sob as ordens de ninguém) no blog do mauro (vive deste queixume com ninguém, manda e não pergunta), sem salário ou qualquer pagamento de serviço prestado (enquanto acorda, discutimos o serviço que ele pode prestar, toma um chopinho e come a sobra da berinjela dormida na cebola, sem pimentão e pimenta vermelha), é inconformado com essas coisas de enfiar o pé na porta e ir entrando com fuzil na mão

de fofoca em fofoca....

Jobim, fofoqueiro, enfiou tumor na cabeça de Evo Morales

por Luiz Carlos Azenha

O ministro Nelson Jobim, que segundo o WikiLeaks prestou serviços de informação ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, ajudou a espalhar o boato de que o presidente da Bolívia, Evo Morales, tinha um tumor enfiado no nariz.

Como se sabe, as relações entre os Estados Unidos e a Bolívia são frígidas — e pouco mudaram depois que Barack Obama sucedeu George W. Bush.

O despacho do agora ex-embaixador Clifford Sobel, de 22/01/2009, baseou-se em fofoca feita pelo ministro Nelson Jobim depois de encontro entre o presidente Lula e Morales.

Seria um “grave tumor”, de acordo com o que a Folha relatou, baseada no vazamento de telegramas confidenciais no WikiLeaks.

O governo boliviano negou o tumor, disse que Evo Morales sofria de um problema no septo nasal que foi corrigido em uma cirurgia feita por médicos cubanos. É o que diz o R7.

É curioso que Dilma Rousseff vá manter no governo um ministro que, em plena campanha eleitoral, deixou no ar a impressão de que poderia se tornar ministro em um (argh!) governo Serra. Coisas de Brasília.

Leandro Fortes diz que Jobim é um X-9 gringo plantado no coração do futuro governo Dilma.

Mais cedo, Nelson Jobim negou em nota que tenha se referido de forma desairosa a Samuel Pinheiro Guimarães, o cérebro por trás da política externa independente e soberana do Brasil.

Quem realmente se divertiu com os boatos sobre a saúde alheia foi o jornalista britânico Robert Fisk, com quem tive o prazer de tomar uns drinques num dos muitos lançamentos de livros que ele fez em Nova York.
Fisk escreveu uma frase sobre os vazamentos de “doenças” no WikiLeaks:

“Adorei o espantoso relato de alguém que visitou a embaixada dos EUA em Ancara e contou aos diplomatas que o Líder Supremo do Irã Ali Khamenei sofria de leucemia e estava à morte. Não porque o pobre velho sofra de câncer – é mentira –, mas porque é o mesmo tipo de descalabro sobre líderes do Oriente Médio recalcitrantes que se vê há muitos anos. Lembro de quando “fontes diplomáticas” norte-americanas ou britânicas inventaram que Gaddafi estaria morrendo de câncer, que Khomeini estaria morrendo de câncer (muito antes de ele morrer), que o matador de aluguel Abu Nidal estaria morrendo de câncer 20 anos antes de ser assassinado por Saddam. Até na Irlanda do Norte um miolo-mole britânico contou-nos que o líder protestante William Craig estaria morrendo de câncer. Claro que Craig sobreviveu, como o horrível Gaddafi, cuja enfermeira ucraniana é descrita nos documentos dos EUA como “voluptuosa”, o que ela é. Mas haverá alguma dama loura não “voluptuosa”, nesse tipo de novelão?”

Para ler todo o artigo, clique aqui.

ministro da defesa é fonte protegida dos gringos

A estatura moral de um homenzinho

Diário Gauche



Quando o presidente Lula virar blogueiro, conforme promessa feita dias atrás, talvez possa nos esclarecer o motivo de estar bancando (sozinho) a permanência deste pigmeu moral na Esplanada dos Ministérios. Nem o vice-presidente Michel Temer (PMDB) intercedeu a favor da sua (dele) manutenção no governo Dilma.

Os recortes acima são de fac-símiles parciais da edição de hoje do jornal Zero Hora (RBS). As informações e transcrições de relatórios e diálogos secretos se originam das novas revelações do WikiLeaks, desta semana.

os canudinhos e o pré-sal

Pré-sal: EUA não querem
submarino nuclear


Na foto, os canudinhos com que o "cretino" quer chupar o pré-sal

Este ordinário blogueiro acredita no WikiLeaks, ao contrário do Ministro serrista Nelson Johnbim.

O documento divulgado hoje, de autoria do “cretino” embaixador americano, toca no nervo da questão estratégica brasileira.

O rearmamento da Marinha para proteger o pré-sal.

É por isso que o “cretino” do embaixador americano acha que o submarino nuclear brasileiro não presta: porque vai impedir que os EUA cheguem na beira das 200 milhas e chupem o pré-sal com um canudinho.

O “cretino” não é cretino.

Só o Johnbim acredita nisso.

Saiu na Folha (*):

EUA criticam submarino e estratégia de brasileiros


FERNANDO RODRIGUES

DE BRASÍLIA

Wikileaks Dois telegramas produzidos pela Embaixada dos EUA em Brasília no início de 2009 fazem duras críticas à Estratégia Nacional de Defesa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008.


Em um desses dois despachos aos quais a Folha teve acesso, ambos assinados pelo então embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, há uma contestação sobre como as Forças Armadas brasileiras serão empregadas no futuro, sobretudo na proteção do mar territorial do país por causa da descoberta das reservas de petróleo da camada do pré-sal.
(…)

Clique aqui para ler a íntegra da matéria na Folha (*).

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

dependência aos usa

Johnbim dará ao Brasil
duas políticas externas 

Conversa Afiada



Que política externa prevalecerá ?

Os escandalosos documentos do WikiLeaks que tratam da relação promíscua do Ministro da Defesa do Brasil com o embaixador dos Estados Unidos terão uma consequência desastrosa.

O Itamaraty e a presidente Dilma Rousseff desenvolverão uma política externa independente, na melhor tradição do grande presidente João Goulart.

O Ministro da Defesa, Nelson Johnbim, desenvolverá a sua própria, pessoal, serrista, política de relação especial com a embaixada americana.

Vamos ver o caso do pré-sal.

O pré-sal é o maior legado econômico do presidente Lula.

Preservar a sua integridade para os brasileiros é tarefa de quem herdou o legado de Lula: Dilma Rousseff.

O cerco americano ao pré-sal mal se desenha.

Este ordinário blogueiro pode assegurar que uma das preocupações da diretoria de Sérgio Gabrielli, na Petrobras, é a soberania brasileira sobre o mar territorial em que se encontram as reservas conhecidas e por conhecer do pré-sal.

O Itamaraty da presidente Dilma Rousseff e do assessor especial, professor Marco Aurélio Garcia, tudo farão para garantir que “o pré-sal é nosso!”.

O Ministro serrista Nelson Johnbim poderá desenvolver na sua poderosa Pasta uma política externa extraída do legado entreguista de seu patrono intelectual e político, Fernando Henrique Cardoso.

Caberá ao serrista Johnbim comprar, expandir, desenvolver aqui dentro, uma poderosa frota de submarinos nucleares que o “cretino” do embaixador americano chama de “elefante branco”.

Caro amigo navegante: você acha que o Johnbim fará a política do “pré-sal é nosso!” ?

No primeiro governo dele, o pré-sal seria da Petrobrax.

Dizem que o presidente Lula considerava boa política o conflito permanente e explícito entre seu Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BankBoston, provisoriamente na presidência do Banco Central do Brasil.

Que Deus nos proteja de um governo com duas políticas externas.

Viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim

quando o povo quer, ninguém tira(!)

Lula explica o não-impeachment:
não caiu porque o povo ia pra rua

Conversa Afiada


    Quando o povo quer, ninguém tira!

    O Conversa Afiada republica post do blog Amigos do Presidente Lula 

    O presidente Lula visitou as obras da Hidrelétrica de Estreito, no Maranhão. A usina, uma obra do PAC que criou 22 mil empregos no pico das obras, está com 92,5% das obras realizadas e prevê entrar em operação em abril de 2011. A dato de hoje foi marcada pelo início do enchimento do lago.

    A usina contará com potência instalada de 1.087 MW e 641,8 MW médios de energia, para o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, conforme disse no discurso:

    “… Nós não queremos tirar nada do Sudeste, nós queremos que São Paulo continue crescendo, que o Rio de Janeiro continue crescendo, que o Sul continue crescendo, mas nós achamos que o século XXI é a vez do Nordeste e do Norte deste país começar a crescer”.

    Durante a visita, o Presidente lembrou o papel da presidenta eleita, Dilma Rousseff:

    “… É importante que a gente saia daqui convencido de que essa obra só foi possível ser feita por causa de uma mulher chamada Dilma Rousseff, que mudou o marco regulatório da questão energética do país. Tudo o que eu espero é que ela faça mais e melhor do que eu fiz, porque ela me ajudou a construir o que eu construir, ela sabe como fazer e ela conhece o País como pouca gente conhece.”

    E lembrou ser preciso que os moradores que vivem na região e dependem da agricultura possam continuar trabalhando e tirando sua riqueza do solo: “Uma hidrelétrica tem de trazer beneficio para todos, mas, sobretudo, atender àqueles que estavam aqui antes da hidrelétrica chegar”.

    Não é o Lula que está na Presidência. É a classe trabalhadora brasileira.

    O Presidente fez uma pequena retrospectiva de seu governo. Fez um paralelo com outros presidentes, como Getúlio Vargas, que se suicidou, e João Goulart, que foi derrubado pelo golpe militar em 1964, ao lembrar da crise política que enfrentou em 2005, diante das denúncias do dito “mensalão”:

    “Pensei: O que vão fazer comigo”, indagou. “Eles tentaram em 2005, mas não sabiam que esse presidente era a encarnação do povo na rua. Esse país teve presidente que se matou, que foi cassado. Conversei com [José] Sarney na época. E disse que eles vão saber que não é o Lula que está na Presidência. É a classe trabalhadora brasileira”, completou.

    Lula disse que deixará a Presidência “com a cabeça tão erguida ou mais erguida” do que subiu. “Duvido que tenha presidente que tenha tido relação tão republicana como eu tive com governadores e prefeitos. Nunca perguntei a que partido pertenciam. Se tinham direitos, a gente repassava as coisas que tinha de repassar”. (Com informações da Agência Brasil)