segunda-feira, 26 de maio de 2014

oqué o carapááálida deseja? manter privilégios, concentração da renda e injustiça social


Por que a elite brasileira odeia tanto o salário mínimo?


Blog da Economia Política

Por João Sicsúmaio 
25, 2014 15:19

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A partir de 2004/05, houve uma grande melhora a favor dos trabalhadores no perfil distributivo da renda. O Brasil mudou a sua estrutura econômica. Construiu um enorme mercado de consumo para as massas trabalhadoras. Mais de 40 milhões de trabalhadores se tornaram consumidores regulares.

Os principais responsáveis por essa mudança distributiva e pela ampliação da democracia econômica foram: o aumento do salário mínimo e a redução do desemprego. Nos últimos anos, o salário mínimo foi valorizado em mais de 70% em termos reais e o desemprego foi reduzido em mais de 50%.

A elite brasileira não suportou. Seu DNA é de direita e conservador. Inventaram dois argumentos, um para cada objetivo, mas ambos conectados na narrativa da oposição – seja aquela representada pela mídia das famílias (Globo, Veja, Folha de S. Paulo e Estadão), seja aquela representada pelo seu braço político, os partidos de oposição (o PSDB e o PSB/Rede).

Para combater a valorização do salário mínimo, argumentam que estaria alto demais e que o custo da folha salarial estaria retirando competitividade da economia, isto é, retiraria capacidade de investir das empresas. É uma visão interessada e ideológica, não tem base nas relações econômicas reais e nas experiências históricas.

Salários não representam apenas custo, representam principalmente demanda, capacidade de compra, que é o que estimula o investimento. Sem a pressão do consumo “batendo na porta” e a tensão da baixa de estoques, os empresários não investem. Em verdade, o que os empresários não suportam não é a ausência de possibilidades de investimento (que, aliás, existem) – de fato, o que a elite não suporta é enfrentar engarrafamentos onde suas BMW’s ficam paradas por horas ao lado de milhares de carros populares… ao mesmo tempo, suas empregadas domésticas viajam no mesmo avião que viajam as senhoras esposas dos empresários.

Para combater a redução do desemprego, levantam a bandeira do combate à inflação, que estaria descontrolada. Argumentam que há muito consumo e que isso estaria estimulando reajustes de preços. Novamente, um argumento desconectado da vida real. A inflação de hoje está no mesmo patamar dos últimos dez anos. Aliás, ao final de 2013, o Brasil completou a marca de dez anos de inflação dentro das metas estabelecidas. Querem mais desemprego simplesmente para colocar os trabalhadores de joelho nas negociações salariais. Esta é a verdade – nada a ver com combate à inflação.

O investimento não tem crescido de forma satisfatória devido ao clima geral de pessimismo econômico criado pela mídia das famílias e por erros de política econômica cometidos pelo governo. Não tem nada a ver com o valor do salário mínimo. Aliás, existe financiamento abundante e com taxas de juros reais irrisórias no BNDES para a compra de máquinas, equipamentos e construção empresarial. E, para além disso, a inflação que é moderada está sob controle e tem sido resultado de pressões que vem basicamente de variações de preços dos alimentos – decorrentes de choques climáticos. Não há um excesso de compras generalizado, apesar da democratização do acesso a bens de consumo.

O que é cristalino é que as elites (empresarial, banqueira e midiática) não aceitam que a participação das rendas do trabalho tenha, nos últimos anos, aumentado tanto na composição do PIB, tal como mostra o gráfico abaixo. O gráfico é da tese de doutorado de João Hallak Neto, defendida recentemente no Instituto de Economia da UFRJ, intitulada A Distribuição Funcional da Renda e a Economia não Observada no Âmbito do Sistema de Contas Nacionais do Brasil.







A consequência direta é que a participação no PIB das rendas do capital tem diminuído. Contudo, devemos reconhecer que o nível de participação das rendas do trabalho ainda é baixo. 

Mas o que assusta a elite é a trajetória constituída a partir de 2004-05. Assusta sim porque a elite é conservadora e de direita. É de direita porque quer manter privilégios a partir da concentração da renda e da injustiça social. 

A elite também é mentirosa e perigosa porque inventa argumentos relacionados ao controle da inflação e à necessidade de estímulo ao crescimento/investimento que não estão conectados com o que dizem, mas sim com o que sentem: querem a manutenção do seu poderio econômico e financeiro às custas da concentração da renda.

a mesma turma de 2007, sem ruborizar, teve a mesma reação diante do programa Mais Médicos.. e agora, em 2014...

A GUERRA CONTRA A COPA


Depois de combater políticas de bem-estar, nossos dinossauros escondem números reais e usam fantasia social


Paulo Moreira Leite


Na medida em que dados concretos começam a ser divulgados, começa a ficar claro que a guerra contra a Copa é expressão de um delírio conservador que recebe, acessoriamente, o apoio ruidoso de uma retórica de ultra-esquerda – bastante comum em situações políticas como a atual.

Alguns números.

A sugestão de que os estádios de futebol tiveram reajustes e sobrepreços excessivos não resiste a uma matemática contábil. A inflação acumulada do país, no período, chegou a 40%. A alta média dos estádios ficou em 36%. Num país que convive com metas inflacionárias como política oficial, reajustes desse tipo são parte natural da paisagem dos investimentos públicos e privados.

Imaginar que o futebol retirou dinheiro da Educação é um acinte. Entre 2007, quando o país foi confirmado como sede da Copa,e o ano passado, os gastos do MEC com educação sugiram mais do que o dobro, em valores deflacionados. Como algumas pessoas podem ficar em dúvida diante destes números, que contrariam tudo o que se disse e se ouviu nos últimos meses, aqui vão os dados completos, ano a ano:

em 2007, o gasto foi de R$ 50,2 bilhões;

em 2008, ocorreu um crescimento superior a 10%, e as verbas passaram para R$ 56,4;

em 2009, houve uma alta ainda maior, para R$ 67,1;

em 2010, o salto, de quase 15%, levou para R$ 78,3;

em 2011, foi para R$ 87,5;

em 2012, para R$ 100,5.

em 2013 chegou a R$ 107,00.


Os gastos totais com a Copa, somando empréstimos públicos, privados, investimentos estaduais e municipais, chegam a R$ 26,7 bilhões.

Não é pouco dinheiro, convenhamos. Mas é menos, por exemplo, que metade do patrimonio da família Marinho, dona da TV Globo, segundo a revista Forbes. Em outra conta: num país com PIB de R$ 4,5 trilhões, os R$ 26 bi continuam sendo um bom dinheiro mas não vamos perder a perspectiva dos números.

Agora, algumas ideias.

É claro que toda pessoa tem direito de ser contra a realização da Copa no Brasil.

Em 2007 levantei críticas neste espaço – como qualquer pessoa, interessada na arqueologia da internet, poderá comprovar.

Sete anos depois, essa discussão está fora de lugar. Depois da crise de 2008, a maior do capitalismo mundial em 85 anos, não é possível ignorar o lugar da Copa no estimulo a investimentos realizados no país. Os trabalhos da Copa garantem um acréscimo anual de 0,4% no PIB brasileiro. Também ajudam a criar 3,6 milhões de empregos. Talvez não seja a melhor saída. Nem a mais duradoura. Mas cabe lembrar que, sem alternativas, que jamais foram apresentadas, as pessoas não tem o que comer nem o que vestir, não é mesmo? Do ponto de vista dessas pessoas, a Copa já é uma vitória, ainda que parcial, beneficiando a população mais pobre. Ou desemprego no orçamento dos outros não arde?

Além de sugerir medidas de austeridade, que afundaram a Europa, alguém apareceu com ideias mais adequadas, socialmente aceitáveis?

A campanha contra a Copa é antiga. Se você fizer a arqueologia de seus críticos, irá encontrar declarações solenes de que o governo brasileiro deveria render-se definitivamente a supostas mediocridades nacionais e devolver a Copa para a FIFA. O argumento, na época, é que nem os estádios ficariam prontos. Sem comentários, não é mesmo?

O debate seguinte foi outro. Nossos dinossauros se tornaram sociais – e foi para isso que a aliança com porta-vozes de uma retórica de ultra-esquerda se tornou necessária.

Repare: a mesma turma que em 2007 – o ano em que o Brasil foi escolhido como país-sede --derrubou a CPMF, aquele imposto semi-invisível que garantia verbas para a saúde pública, resolveu pedir dinheiro para postos de saúde como argumento para combater a Copa.

Sem ruborizar, teve a mesma reação diante do programa Mais Médicos.

A tecnologia política é conhecida. Depois de negar recursos que poderiam, de forma consistente e duradoura, promover uma mudança real na saúde pública, vamos à rua pedir hospitais padrão-FIFA.

Com todo respeito pela população que dá duro na fila dos hospitais públicos – e também pelos que são ludibriados regularmente pelos planos privados – cabe perguntar: quem queremos enganar com isso?

Quem está falando de indignação real? Quem joga na hipocrisia total?

A resposta virá em outubro. Até lá, o que se quer é enganar o eleitor.

domingo, 25 de maio de 2014

o carapááálida jura que é sacanagem com os bispos, eles não fariam isso!

Reviravolta! CNBB critica arbítrios da AP 470

Enviado por Miguel do Rosário 

23/05/2014


Falei que não ia conseguir ficar longe do blog. Eis uma nova bomba.

Os bispos do Brasil agora estão criticando as loucuras de Joaquim Barbosa e o retrocesso absurdo que ele está impondo ao sistema prisional brasileiro, tudo para se vingar, sabe-se lá porque, de José Dirceu.

Observe que a CNBB critica “condenações sem prova” e “interpretações jurídicas absurdas”.

E ainda fala na relação do Judiciário com os “meios de comunicação”, e condena a “execração pública dos réus”.

Alguma coisa está acontecendo…



Via Blog do Nassif.

Comissão de Justiça da CNBB solta nota oficial sobre o mensalão

qui, 22/05/2014 – 20:43 – Atualizado em 22/05/2014 – 20:43

Jornal GGN – A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, soltou nota sobre a execução da Ação Penal 470, o mensalão. Segundo a nota, as decisões neste caso ˜têm suscitado críticas e preocupações na sociedade civil em geral e na comunidade jurídica em particular˜, e estas reações pedem um debate sobre as situações precárias, desumanas e profundamente injustas do sistema prisional brasileiro˜.

A nota evidencia os problemas levantados pela Pastoral Carcerária, por decisões judiciais que levam a “condenações sem provas” e “negam a letra da lei” com “interpretações jurídicas absurdas”, o que foi notado no julgamento do mensalão.

A Comissão repudia o conteúdo dessas decisões e clama pela independência do Poder Judiciário, pois que só assim dará a segurança jurídica em sua plenitude, com amplo direito de defesa e a isenção absoluta na apreciação de provas.

Por fim, a CBJP diz-se convicta de que as instituições não podem ser “dependentes de virtudes ou temperamentos individuais”. E ainda, de modo contundente, afirma não ser lícito que atos políticos, administrativos e jurídicos insuflem a sociedade ao justiçamento e à vingança. E pede um diálogo transparente sobre a necessidade de reforma do Judiciário e o saneamento de todo o sistema prisional brasileiro.







notificada por trabalho escravo? puxa, que coisa mais atrasada!


"Abaixo este Brasil atrasado" da Ellus





Por Erick da Silva

A grife Ellus lançou recentemente a campanha: "Abaixo Este Brasil Atrasado", além de camisetas com a frase estampada vendidas em suas lojas, foi divulgado um manifesto, de mesmo nome, onde criticam o "atraso do Brasil". O atraso denunciado é pouco apoiado em dados da realidade. A ação da Ellus se soma a outras, de menor ou maior alcance, de setores da elite econômica brasileira que buscam, desesperadamente, impedir a reeleição da presidenta Dilma e o avanço da esquerda no Brasil.

Uma atitude corriqueira de uma classe dominante que jamais abdicou de seus objetivos mesquinhos de ganhos econômico as custas da maioria da sociedade.

A projeção internacional que o Brasil conquistou nestes últimos 12 anos, o crescimento da economia, o aumento da capacidade de consumo de amplos setores da sociedade, entre outros fatores que derrubam a ideia de um "Brasil atrasado" ou "paralisado", são desconsiderados para eles. A mentalidade que impera para esta elite é ainda a da "Casa Grande", fruto de nossa herança colonial, como corretamente aponta o jornalista Mino Carta. Inclusão social, distribuição de renda, ampliação dos serviços públicos, etc são questões indesejáveis para esta elite, que de forma mal-disfarçada, acredita que o lugar do povo pobre é na "senzala".

O manifesto da Ellus é bastante revelador. Num texto curto e raso, abundam de maneira superficial alguns dos mantras que compõem o discurso desta elite. Talvez o trecho mais revelador seja o seguinte:

"Brasil = ineficiência, improdutividade. Isso faz com que fiquemos isolados do mundo, acarretando esse atraso todo em relação ao mundo moderno.
É claro que os maiores responsáveis são os políticos e os governos antiquados, cartoriais, quase medievais, que com suas ideias atrasadas de protecionismo acabam por gerar atrofia."

Concordamos em parte com o texto. É fato que temos muitos elementos de atraso em nossa sociedade, que cobram soluções. A Ellus talvez tenha cometido, inadvertidamente, um ato de autoconfissão, ao mencionar as relações atrasadas, "quase medievais" que permanecem em nosso país. Uma delas e de graves consequências sociais, é o uso, por grandes empresas, do emprego de trabalho em condições análogas a da escravidão.

Na indústria da moda, empresas como a própria Ellus , C&A, Zara, Collins, Marisa, Gregory etc são acusadas de se utilizarem do trabalho análogo a escravidão em suas confecções, seja diretamente ou através de empresas terceirizadas. Onde imperam relações "atrasadas" de trabalho, em nome de uma maximização de seus lucros. Em todas elas, se observam condições precárias de trabalho, a presença de imigrantes ilegais, remuneração abaixo do salário mínimo e imposição de jornadas exaustivas e degradantes.




Imagem: Reinaldo Del Dotore

A própria Ellus já foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho sobre estas práticas criminosas em sua linha de produção. A depender de empresas como a Ellus, seguramente estaríamos em um processo de regresso a condições "quase medievais". Será que para eles, moderna é a escravidão?

Felizmente, ainda que detentora de grandes recursos, este discurso tem pouca penetração e capacidade de mobilizar alguém além dos 1% do topo da pirâmide social brasileira. "Abaixo Este Brasil Atrasado" da Ellus que se utiliza de trabalho escravo. O Brasil "moderno", a despeito da vontade e sabotagens destas elites, está sendo gestado por obra de seu povo, que não pretende recuar.

“algo escondido, que acontece lá embaixo, com terceirizados, quarteirizados”


Zara admite uso de trabalho escravo


Blog do Sakamoto


Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:


Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Trabalho Escravo da Assembleia Legislativa de São Paulo, a Zara admitiu nessa quarta (21), a ocorrência de escravidão contemporânea na fabricação de seus produtos em 2011. Foi a primeira vez que isso acontece desde que uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 15 trabalhadores imigrantes costurando peças da marca em três oficinas terceirizadas, em maio e junho daquele ano, em Americana (SP) e São Paulo (SP). A matéria é de Igor Ojeda, da Repórter Brasil.

A admissão ocorreu durante depoimento de João Braga, diretor-geral da empresa no Brasil, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trabalho Escravo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Perguntado pelo presidente da comissão, o deputado estadual Carlos Bezerra Jr. (PSDB), sobre a existência de condições análogas à escravidão em sua cadeia produtiva por ocasião do flagrante, o executivo respondeu afirmativamente e admitiu, na sequência, que a Zara não monitorava a AHA, fornecedora que havia terceirizado a produção para as oficinas onde foram encontrados os trabalhadores resgatados.

A Zara foi convocada a prestar depoimento à CPI por, segundo Bezerra, não ter assumido a responsabilidade sobre o caso e por ter deixado de promover alterações em seu sistema de produção de modo que a situação não se repita. Segundo o deputado, a exploração de trabalhadores faz parte do modelo produtivo da marca, não sendo algo pontual. Ele cita como exemplo a denúncia de trabalho escravo envolvendo peças da empresa em abril de 2013 na Argentina, ocorrida após o flagrante no Brasil.

Durante a audiência dessa quarta-feira, a CPI do Trabalho Escravo apontou que a Zara descumpriu o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o MTE e o Ministério Público do Trabalho (MPT) em dezembro de 2011, documento que contém providências que a empresa deve tomar para que não aconteçam mais casos de trabalho escravo na sua cadeia de produção. Segundo o deputado Carlos Bezerra, informações obtidas pela CPI dão conta da ocorrência de irregularidades trabalhistas na cadeia produtiva da marca após a assinatura do acordo.

De acordo com o TAC, além de se comprometer a realizar vistorias em todos os seus fornecedores e subcontratados no mínimo uma vez a cada seis meses e a manter constantemente atualizada a relação dessas empresas para uso do MPT e do MTE na verificação do cumprimento do acordo, a Zara é obrigada a, caso problemas sejam encontrados, “tomar providências para saná-los por meio de um plano de ação e em notificar as autoridades sobre o fato”, o que não teria ocorrido. O TAC prevê multas em caso de descumprimento dessas obrigações.

Um dos casos citados por Bezerra é o da ND Confecções Limitada ME, oficina de Itapevi (SP) apontada pela marca como sua subcontratada a partir de fevereiro de 2012. Em maio do mesmo ano, a confecção demitiu todos seus trabalhadores e parou de funcionar. Em ação judicial contra a empresa, sete ex-funcionários acusam-na de não pagar os salários referentes ao mês de maio, não recolher corretamente o FGTS, não pagar as verbas rescisórias e não homologar a demissão de parte dos trabalhadores nos órgãos competentes, impedindo que tivessem acesso ao seguro desemprego.

“A Zara não comunicou a nenhuma autoridade nenhuma irregularidade constatada na cadeia produtiva. Chama a atenção o fato que, não bastasse que não tenha havido a comunicação da irregularidades, essa confecção tenha permanecido na lista das subcontratadas até julho de 2013. Mais de um ano depois de deixar de funcionar, permanecia como empresa parte da cadeia produtiva da marca. Fica a pergunta: o TAC determina que todos os fornecedores e subcontratadas sejam vistoriados uma vez a cada seis meses. Se a Zara cumpre a determinação, como se justifica que isso tenha acontecido?”, questionou o presidente da CPI durante a audiência.

Após passar alguns minutos dizendo que desconhecia o caso e ser auxiliado por assessores que o acompanhavam, o representante da marca afirmou que a empresa havia proposto um acordo amistoso entre as partes. Em seguida, afirmou que desde 2011 a Zara vem reforçando o controle sobre sua cadeia produtiva, com a realização frequente de auditorias em oficinas fornecedoras, e fazendo investimentos em iniciativas de capacitação de trabalhadores e fornecedores.

Para Bezerra, no entanto, é “clara a dificuldade da Zara no monitoramento dessa cadeia”. Para ele, se em casos evidentes com o da ND Confecções existem falhas de monitoramento, em situações como a redução de trabalhadores a condições análogas à escravidão, “algo escondido, que acontece lá embaixo, com terceirizados, quarteirizados”, a tendência é ser pior. “Ontem vocês apresentaram uma iniciativa que daria transparência à cadeia produtiva. Mas, pela fala do senhor, isso é praticamente impossível.”

O presidente da CPI fez referência ao anúncio do desenvolvimento de um aplicativo que, segundo a empresa afirmou em coletiva de imprensa realizada na terça-feira, 20, trará informações a respeito da produção de todas as peças fabricadas em território brasileiro. Segundo explicou João Braga, a proposta consiste numa etiqueta com código QR por meio da qual o comprador, com o auxílio de um celular, pode obter informações sobre o fornecedor da peça, com nome e endereço, além da quantidade de trabalhadores contratados e o resultado e data da auditoria realizada no local. De acordo com Braga, o projeto será lançado no Brasil para posteriormente ser aplicado em outros países. “O que mudou na fiscalização da Zara? Qual a veracidade dessas informações que vocês vão fornecer por meio desse aplicativo se quem audita a Zara é a própria Zara?”, questionou Bezerra.

“Lista suja'' – Apesar de ter assinado o TAC com o Ministério do Trabalho e Emprego e com o Ministério Público do Trabalho, a Zara nunca assumiu a responsabilidade sobre o caso de trabalho escravo em sua cadeia produtiva. A marca tem buscado a não responsabilização na Justiça. Uma das medidas é o questionamento da constitucionalidade do cadastro oficial de empregadores flagrados com trabalho escravo mantido pelo MTE, a chamada “lista suja”. Tal iniciativa resultou na suspensão da Zara no Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.

Os representantes da Zara insistem que não tinham conhecimento sobre a subcontratação de oficinas promovidas por suas fornecedoras. A alegação é que quem teria obtido lucro com a exploração foi a intermediária, e não a marca. Em abril, ao julgar a ação referente ao resgate de costureiros subcontratados pela intermediária AHA, o juiz Alvaro Emanuel de Oliveira Simões, da 3ª Vara do Trabalho de São Paulo, negou o recurso da Zara e cassou a liminar que impedia a inserção na “lista suja”. Na sentença, o juiz afirmou que houve na terceirização “fraude escancarada” e que a subordinação dos costureiros à Inditex, grupo que controla a Zara, era clara.

A Zara recorreu e conseguiu reverter a decisão. Em 30 de abril, a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, voltou a determinar que a inclusão da empresa no cadastro de empregadores flagrados seja suspensa até que o processo seja julgado em definitivo. A juíza destacou, em sua decisão, que a Zara “se comprometeu a cumprir diversas obrigações e arcar com investimentos em prol da solução dos problemas abordados pela fiscalização” e que apresentou “documentos que demonstram sua atuação positiva no que tange às obrigações assumidas”.

Na audiência dessa quarta-feira, o deputado Carlos Bezerra Jr. lamentou a tentativa da Zara de questionar a lista suja. “A Zara tem duas faces. Apresenta-se à sociedade com uma face marqueteira, que promove uma série de ações de monitoramento e controle, que a gente percebe claramente que são instrumentos de marketing. Coloca-se como parceira do poder público. Isso sob os holofotes. No subterrâneo, monta uma máquina de estrutura de assessoria jurídica para tentar destruir o principal instrumento do país de combate ao trabalho escravo, que é a lista suja. Um instrumento que custou sangue, suor e lágrimas de muita gente. Nada mudou, a única coisa que mudou foi o marketing”, protestou.

Em resposta, João Braga afirmou que a Zara repudia “veementemente” qualquer violação de direitos humanos. “Temos agido de uma forma correta, transparente. Realizamos uma série de ações previstas no TAC e outras extra TAC. É um compromisso a longo prazo, de supressão de uma questão muito importante, que é a precarização do trabalho. Em relação à lista suja, reafirmo que não somos contra nenhum mecanismo de defesa, nem de combate, nem de luta às condições degradantes. Estamos apenas exercendo nosso direito de defesa.”

Durante a audiência dessa quarta-feira da CPI do Trabalho Escravo da Alesp, foi aprovada a convocação da M. Officer, que no dia 6 de maio mais uma vez teve trabalhadores resgatados na sua cadeia de produção.

superficial, consumista e exibicionista


Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada

maio 25th, 2014 




Marcelo Rubens Paiva escreveu um excelente texto denúncia sobre este acinte agressivo da Ellus, cujo desfile teve inspiração militar (saudades dos tempos da ditadura militar, Ellus?)

Uma empresa denunciada na Justiça pelo uso de trabalho escravo resolveu ‘protestar’ em suas camisetas, vendidas por módicos 100,00, para consumidores com complexo de colonizado desfilarem desinformação autodepreciativa pelos mundinhos fashion que essa gente frequenta.

Será que todo consumidor com complexo de vira-latas que está usando uma camiseta pela qual desembolsou 100 reais sabe que a peça foi produzida por trabalho análogo à escravidão?

O que exatamente esta gente superficial, consumista e exibicionista faz para o bem do país?

Onde será que estarão Cauã Reymond, os gerentes da Ellus e os coxinhas da moda durante a copa? Trabalhando para melhorar o Brasil ou em suas festinhas vips depois de cada jogo?

Vamos entrar na onda do #protestoEllus: exigimos celeridade da Justiça para julgar a Ellus pela denúncia feita pela procuradora Carolina Vieira Mercante em 2012, que instaurou um inquérito civil e convocou representantes da Etiqueta Ellus através da portaria 1083/2012. O Processo corre na 2ª Região do Ministério de Trabalho, vamos acompanhar e pressionar a Justiça.

Vamos exigir que a Ellus vá para um país adiantado e deixe de explorar os trabalhadores brasileiros. Que os coxinhas vira-latas importem suas camisetas sem noção.

Vamos exigir que os Cauãs Raimundos, os Ronaldos da vida não apareçam nos estádios durante a Copa, afinal o ‘Brasil atrasado’ está sediando o campeonato.

Vamos exigir que modelos e consumidores desta marca desrespeitosa e fora da lei sejam menos exibicionistas, passem a ler mais e falar menos bobagem por meio de seus corpos sarados de mentes vazias.




Dilma e Lula precisam ser mais Brizola…

Ellus do pessimismo
Crônica de um povo que resiste ao “caos”


publicada sábado, 24/05/2014 às 20:09 e atualizada sábado, 24/05/2014 às 20:09


Escrevinhador



O Brasil precisa mudar mais. E não voltar a ser o paraíso dos mervais, jabores, aécios, armínios e dos patéticos que amam a Ellus e detestam o povo brasileiro.

por Rodrigo Vianna




Povão não segue o modismo patético: mal-humorada, e mal-educada, é a elite brasileira

Começo da noite numa quinta-feira friorenta em São Paulo. O barbeiro que cuida do que restou de meu cabelo recebe-me preocupado: “Rodrigo, o que tá acontecendo no Brasil?” E ele mesmo responde: “acho que estão querendo derrubar o PT”.

O barbeiro está ressabiado com a onda de violência e pessimismo. Além da barbearia, mantem um pequeno sítio no interior paulista – onde produz mel. Comprou, com financiamento do PRONAF, caminhonete nova para transportar o produto… Longe de ser petista, ele se tornou fã de Lula. E observa tudo, inclusive a onda midiática antiBrasil, como um apicultor observa suas abelhas: há muito zumbido, risco de picadas; mas é preciso produzir o mel.

Corte para 24 horas antes. A moça que faz a limpeza em casa pede pra ir embora mais cedo. “Está uma bagunça na zona sul, Seu Rodrigo. O terminal de ônibus está fechado. Esse povo não tá contente com nada?”. Ela faz planos de abrir um pequeno comércio com o marido. Não leva uma vida maravilhosa. Longe disso. Mas sabe avaliar o que era o Brasil há 10 anos. E o que é hoje.

Conto isso tudo para meu filho, de 18 anos. E ele diz que o garçom – que o atendia dia desses num boteco em São Paulo - também mostrava desconfiança diante do “caos” que emana das telas e das ruas: “isso aí é jogada política, pra mudar de governo na eleição.”

Sim, o povão está começando a fazer sua leitura dos fatos… Como dizia Brizola (clique aqui, para relembrar o discurso memorável do velho Leonel, durante campanha no Rio, em que ele dizia como enfrentar a Globo e seus aliados):


“As pessoas sozinhas, apenas com seus valores originais de ser humano, no uso da razão e do bom senso, sozinhas, se defendem, constroem uma espécie de uma carapaça, de uma proteção entorno da sua mente, de seus valores culturais, daquilo que é original na nossa gente, esse povo assimila o que lhe interessa e se defende da pressão [midiática] contra sua cultura, contra seus valores, contra seu pensamento autêntico.”

Novo corte. Recolho umas camisas sociais, e sigo até a lavanderia perto de casa. A placa salta da vitrine: ”precisa-se de ajudante”. Lá dentro, fila de clientes. O atendimento é gentil e eficiente: típico do povo brasileiro (entre numa lavanderia em Paris ou Londres, e compare).

Mal-humorada é a elite que compra as camisetas da Ellus… A marca – acusada de usar trabalho escravo – estampa em suas camisetas: “abaixo este Brasil atrasado”.

Penso na taxa de desemprego no Brasil (abaixo de 5%), enquanto sigo para outro bairro. Tento parar o carro num estacionamento lotado. Nova placa: “precisa-se de manobrista”. Converso com o rapaz que me atende: “tá faltando gente pra trabalhar?” E ele: “o patrão subiu até o salário inicial, acho que agora vai conseguir um pra me ajudar aqui com os carros”.

Volto a minhas conjecturas. Quem só convive em círculos de classe média deve acreditar que o Brasil está à beira do caos. A classe média está com raiva, muita raiva. E a cobertura midiática reflete essa raiva. Insufla a raiva, dissemina a raiva.

Parte do povão acaba contaminada pelo clima de “caos”. Mas outra parte, enorme, observa tudo com muita inteligência – feito o garçom, a moça da limpeza ou o meu barbeiro. Matreiro, ele encerrou a conversa na quinta-feira com uma piscadela: ”eles querem derrubar a mulher do Lula [assim ele chama a Dilma], mas a gente está entendendo bem o que tá acontecendo…”

Essa desconfiança com o que se vê nas telas da TV, e essa impressionante resistência ao bombardeio midiático são a explicação para que Dilma siga com 40% dos votos em meio ao clima de “pega, esfola e mata”.

Dilma e Lula não travaram o combate simbólico, não mostraram de forma didática que 30 milhões de brasileiros saíram da miséria graças a políticas públicas. Esse salto gigantesco não veio (apenas) do esforço individual. É fruto da política. A mesma “política” esculhambada nas rodas de bar, nas ruas, nas telas e nos comentários-padrão de leitores de grandes portais da internet.

Fiz essa pergunta a Lula, na entrevista aos blogueiros há pouco mais de um mês. “Por que o PT abriu mão do combate simbólico?” E ele: “combate simbólico? mas minha eleição e a de Dilma já são o símbolo”.

O operário-presidente. A mulher-presidente. Símbolos poderosos, de fato… Talvez isso também explique porque uma parte gigantesca da população brasileira permaneça impermeável à onda de ódio e pessimismo.

Mas é um erro contar apenas com a resistência e a capacidade de análise do povão brasileiro. Ele parece ter compreendido que não há (ainda) um outro projeto para o país. E que a turma sem projeto quer botar fogo no que conseguimos construir a duras penas…

O povão resiste. Mas é preciso oferecer novo projeto: com mais mudança, mais democracia, mais justiça.

O Brasil precisa mudar mais. E não voltar a ser o paraíso dos mervais, jabores, aécios, armínios e dos patéticos que amam a Ellus e detestam o povo brasileiro.

O Brasil precisa de uma liderança que aponte caminhos. Dilma precisa ser a Dilma do Primeiro de Maio, e não a Dilma do omelete com Ana Maria Braga.

Dilma e Lula precisam ser mais Brizola… Aliás, no mesmo discurso citado acima, o líder trabalhista explicava didaticamente:


“A causa deles é tão ruim, é tão miserável, é tao infeliz, que com tudo isso [o aparato midiático] na mão, eles não conseguem pressionar praticamente a ninguém.”

Precisamos de uns 20 anos de progresso!


LUIZA: TÁ RUIM ? VENDE
O NEGÓCIO E VAI EMBORA !


Luiza foi quem mandou o e-mail ao colonista da GloboNews …

Conversa Afiada




Saiu no Diário Catarinense:

“ESTÁ TÃO RUIM? ENTÃO, VENDE O NEGÓCIO E MUDA DE PAÍS!”

diz LUIZA TRAJANO


Empresária mantém o viés otimista pelo Brasil, conta como a empresa precisou se reorganizar depois de quase dobrar de tamanho e diz ser garota-propaganda daquilo que dá certo

Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, presidente do conselho de administração da rede de lojas Magazine Luiza, é diferente da maioria dos empresários brasileiros. Não só pelo fato de ser mulher — é uma das poucas na posição —, mas pelo viés otimista que enxerga o Brasil. Enquanto boa parte da iniciativa privada adota tom mais ácido ao falar das ações do atual governo, essa paulista de Franca afirma que prefere ver o copo “meio cheio” em vez de “meio vazio”e diz não temer ser vista como garota-propaganda do Planalto.

De tão identificada com a rede que comanda, Luiza é associada à marca. Na realidade, o nome vem da tia, Luiza Trajano Donato, que comprou uma pequena loja de presentes em 1957, A Cristaleira, com o marido Pelegrino José Donato.

Depois de quase dobrar de tamanho entre 2007 e 2010, a empresa sentiu as dores do crescimento. Em 2012, amargou prejuízo de R$ 6,7 milhões, resultado que empurrou o preço das ações para baixo e obrigou a empresa a diminuir o ritmo de expansão. Novas aquisições estão fora dos planos este ano, diz Luiza.

A meta em 2014 é crescer de forma sustentada. Para isso, conta com o bom desempenho das vendas no Rio Grande do Sul, que costuma visitar com bastante frequência. O hino rio-grandense ela já sabe de cor. Falta só aprender a tomar chimarrão.

Enquanto outras redes destacam a qualidade do produto ou o preço mais barato, o slogan da Magazine Luiza faz um convite: vem ser feliz!. Luiza Trajano é uma mulher feliz?
Eu sou muito feliz (risos). Felicidade é muito você aceitar as coisas da maneira como vêm. Há quatro anos, perdi meu marido subitamente e foi muito triste. Mas acredito que as coisas sempre vêm para que as pessoas possam desenvolver, melhorar. Lógico, sofremos, temos problemas. Mas felicidade é muito simples. É preciso querer ser feliz. Agradecer o que acontece de bom. Detesto a frase “era feliz e não sabia”. Quando meu marido morreu, a única coisa que me consolava era isso. Eu era feliz e tinha sabido aproveitar isso.

O que a faz rir à toa?
Meus netos e boas vendas. Fico muito alegre vendo as pessoas crescendo e conseguindo vencer os obstáculos. Pessoas com garra e determinação, que não reclamam muito das coisas. Gente que faz acontecer, de princípios, que luta por uma causa.


Uma de suas marcas é o otimismo sobre o Brasil. É avaliação de cenário ou é nato?
Não é que eu seja otimista e ache que tudo está certo. Apenas costumo ressaltar também as coisas positivas. Vivemos uma onda de pessimismo. O Brasil incluiu 5 milhões de pessoas no mercado de trabalho e parece que não foi nada. Uma década atrás, quando tínhamos uma loja com 50 vagas ficavam 2 mil pessoas na fila por um emprego.


E agora, mudou?
Agora abrimos uma outra filial na mesma cidade no interior de São Paulo, Rio Preto, tinha só 100 pessoas. E metade já tinha emprego. Sou daquelas que gosta de ver o copo do lado cheio. O lado vazio tem muita gente para mostrar. O Brasil precisa de líderes que também saibam ver o lado positivo.


Há motivos para as queixas dos empresários?
Eu costumo dizer para os colegas empresários que pensam muito negativo: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país”. Trabalha aqui, ganha dinheiro aqui e acha que está tudo ruim? O Brasil é nosso. Não adianta eu reclamar de mim mesma. À medida que eu estou reclamando do país eu estou reclamando de mim. O que eu posso fazer para ajudar? Não é um otimismo sem participação. É se sentir responsável por construir um país melhor. Quem se sente responsável não aponta dedo.


Há um certo ranço do mercado em relação ao governo?
A campanha eleitoral começou muito cedo este ano e isso traz muita coisa à tona. Temos muitos problemas para vencer. A infraestrutura está sendo enfrentada. Mesmo assim, temos conquistas. O país passou por uma crise global (2008) quase ileso. Afetou todo mundo e nós não sentimos. Dia desses recebi um empresário espanhol que me contou que os jovens na Espanha não têm emprego. E nossos jovens têm. Há coisas para melhorar, mas só nós conseguiremos isso. A renda triplicou em 10 anos.


A senhora fez sucesso nas redes sociais quando corrigiu Diogo Mainardi, no programa Manhattan Connection, sobre inadimplência no varejo. Mandou mesmo o e-mail a ele?
Nunca mandei um e-mail ou carta de retorno para ele. Tudo que andam dizendo na internet é mentira. A única coisa que fiz foi agradecer as milhares de mensagens de apoio que recebi. Tenho um respeito muito grande por toda a equipe do Manhattan. O que aconteceu é que eu sou uma pessoa preocupada com a inadimplência. Toda segunda-feira, recebo dados atualizados, tanto da minha empresa quanto dados gerais. Inadimplência é igual a cupim, corrói o negócio por dentro. Nem sou tão ligada em números, mas esse tema é algo que acompanho muito de perto. Mesmo tendo certeza do contrário, quando o Diogo Mainardi disse que a inadimplência havia aumentado eu não retruquei. Apenas disse que ia encaminhar o e-mail. Mas nunca enviei. O que tem é muita gente aí escrevendo mensagens falsas no meu nome.

Por que a resposta da senhora fez sucesso entre os jovens?
Eu me assusto com o pessimismo dos jovens. Eles vivem uma fase sem esperança, e de repente alguém mostra o copo cheio, o que o país tem de bom. E também porque o número que eu dei estava certo. E na semana seguinte foram divulgados dados mostrando que o país estava com os índices mais baixos de inadimplência.


O estilo da resposta contribuiu para a repercussão?
A forma como conduzi, firme, sem ser agressiva, também ajudou. Não sou analista de comunicação, mas acho que foi isso. Era uma coisa que tinha de ser. Não me preparei. Tinha chegado aquele dia mesmo dos Estados Unidos. Nunca mais vou ser tão inocente (pausa). Apesar de que, no programa do João Dória, fui do mesmo jeito (risos).


A inadimplência preocupa? Os índices voltaram a subir no início deste ano…
Continua em queda. A prova disso é que os bancos têm aprovado mais crédito. Teve um pouquinho de alta sim, o que é comum para o período.


Ainda há espaço para expandir o consumo no Brasil?
Falar em opção por consumo ou por infraestrutura é um erro. Infraestrutura é necessária, mas para garantir não é preciso abrir mão do consumo. Sem consumo não tem emprego. No Brasil só 54% da população tem máquina de lavar, só 10% tem televisão de tela plana e só 1% tem ar-condicionado. E ainda precisamos construir 23 milhões de casas para ter um nível satisfatório de igualdade social para um país em desenvolvimento. Nenhuma indústria vive sem consumo. Nos Estados Unidos, as pessoas já estão na oitava geração de TVs de tela plana. A gente ainda precisa de uns 20 anos de progresso.

(…)


Clique aqui para ver “Luiza afoga Mainardi num copo vazio”.

E aqui para ler “Luiza desmoraliza a capital da Colônia”.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Operação Rodin: 29 réus condenados!


RS: Justiça condena 29 réus em fraude no Detran



Todos os condenados terão que devolver mais de R$ 90 milhões ao Detran, valor atualizado do dano causado aos cofres públicos

Terra Notícias



A Justiça Federal de Santa Maria condenou 29 réus da Operação Rodin, que investigou uma fraude nos contratos firmados entre duas fundações da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio Grande do Sul entre 2003 e 2007. As penas para os réus variam entre dois e 38 anos de prisão, além de multa.

Deflagrada em 6 de novembro de 2007 pela Polícia Federal, a chamada Operação Rodin deu origem a dez ações penais e três ações de improbidade administrativa que tramitam na 3ª Vara Federal de Santa Maria. O processo principal tinha 32 réus e mais de 90 mil páginas. Ao longo de seu andamento, foram ouvidas mais de 300 testemunhas e proferidas mais de 200 decisões. O esquema teria desviado R$ 44 milhões Detran-RS.

Saiba Mais:


RS: Yeda volta a ser ré em processo por fraudes no Detran


Três réus foram absolvidos de todas as imputações. Foi decretada a perda do cargo público e da aposentadoria de cinco réus que ocupavam cargos na UFSM e no Detran à época dos fatos. Todos os condenados foram responsabilizados, solidariamente, pela devolução ao órgão de trânsito da quantia de R$ 90.625.575,96, montante mínimo do dano causado ao erário público, em valores atualizados.

Contra a sentença cabe recurso, que será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

A operação Rodin


 Desencadeada em 6 de novembro de 2007 pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público, a Operação Rodin descobriu um esquema de desvio de recursos do Detran por meio da utilização de fundações universitárias e empresas administradas por laranjas. Segundo a PF, a fraude lesou os cofres públicos da autarquia em R$ 44 milhões.

Conforme a investigação, sem a abertura de licitações, a organização efetuava contratos para avaliação teórica e prática na habilitação de condutores de veículos automotores com fundação de apoio universitário. Os serviços eram prestados com a utilização da estrutura física e de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Na fraude, os responsáveis efetuavam subcontratações ilegais, cujos serviços, quando prestados, eram superfaturados.

A ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius voltou em fevereiro a ser ré em uma das ações de improbidade administrativa originadas na operação. A tramitação do processo estava suspensa em relação à ex-governadora desde agosto de 2011, no aguardo de confirmação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a competência da Justiça Federal de 1º Grau para processar e julgar governadores de Estado. Em fevereiro, o juiz Loraci Flores de Lima, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, determinou o prosseguimento da ação em relação à Yeda.

De acordo com a Justiça Federal, a decisão do STJ foi publicada em outubro passado. Em janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a retomada do andamento processual contra Yeda. Ainda há recurso da defesa da ex-governadora pendente no Supremo Tribunal Federal (STF), mas, de acordo com o MPF, não há previsão de efeito suspensivo que impeça o julgamento em Santa Maria.

o carapááálida faz xixi na sua cabeça e depois brinca que é água mineral... e ocÊ?

A brincadeira da mídia com a opinião pública



 
 

É inacreditável o nível de autossuficiência atingido pelos grupos de mídia, na fase mais crítica da sua história.
 
Meses e meses batendo nos gastos da Copa, ajudando a criar essa barafunda informacional, de misturar investimentos em estádios com gastos orçamentários, criticando os "elefantes brancos", anotando cada detalhe incompleto de obras que ainda não estavam prontas, ignorando o enorme investimento na imagem do país.
 
De repente, como num passe de mágica, fazem uma pausa e, em conjunto, passam a enxergar as virtudes da Copa - maior evento publicitário do ano para eles.
 
O Estadão solta enorme matéria sobre "a Copa das Copas", lembra o óbvio - vai ser o evento de maior visibilidade para o Brasil, em sua história. 14 mil jornalistas levando a imagem do país para todos os cantos, o maior público de televisão para um evento.
 
A Folha dá o óbvio incompleto: a informação de que os gastos com a Copa representam um naco dos gastos com educação. Não ousou explicar que são recursos dierentes, que financiamentos não podem ser confundidos com gastos orçamentários, que gastos com obras são permanentes. Mas vá lá!
 
O que é impressionante é supor que se pode brincar dessa maneira com a opinião de seus leitores, levá-las para onde quiser, ao sabor da manchete do momento, da estratégia de ocasião. Será que não há uma cabeça estratégica para explicar que essa desconsideração para com o leitor é veneno na veia da credibilidade?
 
Dia desses o Ministro Aldo Rabello ao que parece assimilou as críticas contra sua ausência dos debates da Copa e deu uma boa entrevista a TV Brasil, com números e argumentos sólidos.
 
A explicação para a anomia do governo com o tema foi chocante. O marqueteiro do Palácio desaconselhou qualquer campanha de esclarecimento porque, segundo ele, as pessoas não estavam associando Copa com governo e a campanha poderia estabelecer essa associação.

Parece que o Galo Missioneiro vem de novo!

 Fator Olívio pode provocar reviravolta na campanha eleitoral no RS


SUL 21


 


O assunto, que deve ser resolvido nos próximos dias, vem sendo conduzido com muita cautela dentro do PT, PCdoB, demais partidos aliados e da coordenação da pré-candidatura de Tarso Genro. A ordem é evitar qualquer tipo de desentendimento ou divisão. O mais difícil, no momento, parece ser convencer o próprio Olívio. (Foto: Gabinete Digital)

Marco Weissheimer

A possibilidade do ex-governador Olívio Dutra (PT) ser candidato ao Senado provocou um pequeno terremoto no cenário eleitoral no Rio Grande do Sul. A confirmação dessa possibilidade representaria uma reviravolta significativa em um quadro que já aparecia acomodado com a candidatura de Lasier Martins (PDT) aparecendo como grande favorita e as desistências de Pedro Simon e Germano Rigotto, pelo PMDB, abrindo espaço para a candidatura de Beto Albuquerque. O PCdoB estaria disposto a abrir mão da candidatura de Emilia Fernandes para o Senado, desde que fosse para Olívio, o que foi comunicado numa recente visita que dirigentes do partido fizeram ao ex-governador. A resistência maior partiria do próprio Olívio que não morre de amores pela ideia, mas estaria disposto a enfrentar a disputa desde que essa escolha não provocasse nenhuma desavença ou disputa interna.

A confirmação do nome de Olívio para o Senado significaria, entre outras coisas, um golpe considerável na candidatura de Beto Albuquerque, pois ocuparia um espaço político mais à esquerda que ele necessita conquistar caso queira vencer a disputa com Lasier Martins. Em relação a esse último, acrescentaria um significativo grau de dificuldade a uma campanha que se apresentava como relativamente tranquila, segundo a avaliação da maioria dos analistas políticos do Estado.

A disputa teria um elemento simbólico muito forte, afinal de contas, o jornalista Lasier Martins foi, durante o governo Olívio, um de seus mais ferrenhos críticos, seja em seus espaços na rádio Gaúcha quanto nos programas Conversas Cruzadas, da TV COM, que alimentava um inesgotável cardápio de pautas negativas contra o governo. Esse ingrediente ficaria ainda mais apimentado considerando a candidatura de Ana Amélia Lemos, outra integrante o chamado PRBS, para o governo do Estado. A disputa majoritária no Rio Grande do Sul formalizaria, do ponto de vista eleitoral, uma disputa que vem sendo travada no Estado há mais de uma década.

Além disso, a presença de Olívio e Tarso numa mesma chapa majoritária teria um significado histórico muito forte, animando a militância do PT e dos partidos aliados do atual governo. Pelo peso que tem, seu nome aumentaria as chances não só na disputa para o Senado, mas representaria também importante reforço para Tarso Genro e Dilma Rousseff.

Seja como for, essa questão deve ser resolvido nos próximos dias. O assunto vem sendo conduzido com muita cautela dentro do PT e da coordenação da pré-candidatura de Tarso. A ordem é evitar qualquer tipo de desentendimento e divisão. Olívio só será candidato se, em primeiro lugar, ele quiser é claro, e se o PCdoB e demais partidos estiverem de acordo com a mudança na chapa para o Senado. Satisfeitas essas duas condições, o Galo Missioneiro vai ajeitar a bigode e se preparar para espraiar sua candidatura pelo Rio Grande, soprando o braseiro da cidadania, como ele costuma dizer.
Olívio Dutra, PRBS, RBS, Tarso

quinta-feira, 22 de maio de 2014

esses são contra cubanos e a favor do quê... mesmo? da nossa saúde? mas bah, tchê!


Audiência pública na Assembleia Legislativa critica proposta de adoção de diferença de classe no SUS



SUL 21





Representantes de prefeituras e de entidades foram unânimes nas críticas à proposta|Foto: Marcos Eifler/Agência ALRS

Marco Weissheimer

A audiência pública promovida nesta quinta-feira (22) pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia gaúcha expressou uma ampla contrariedade à proposta de adotar diferença de classe no internamento hospitalar pelo Sistema Único de Saúde (SUS), defendida pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). Prefeitos, representantes da Secretaria Estadual da Saúde, de secretarias municipais da Saúde, de sindicatos e entidades da área defenderam a manutenção do atual modelo e criticaram a posição do Cremers. A Comissão de Assuntos Municipais decidiu encaminhar um documento contra a proposta de diferença de classe para o Supremo Tribunal Federal (STF) que realizará uma audiência pública sobre o tema no próximo dia 26 de maio.

O ministro Dias Toffoli, do STF, relator do Recurso Extraordinário nº 581488, convocou essa audiência pública para ouvir depoimentos de autoridades e especialistas



Dias Toffoli convocou audiência pública para ouvir entidades|Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr

sobre a chamada “diferença de classe” no internamento hospitalar pelo SUS. O recurso foi interposto pelo Cremers contra decisão da Justiça Federal da 4ª Região desfavorável à pretensão da entidade de restabelecer essa prática, proibida no país desde 1991. A diferença de classe, sustenta o Cremers, traz a possibilidade de melhoria no tipo de acomodação do paciente e a contratação de profissional de sua preferência, mediante o pagamento da diferença.

Julgamento terá repercussão geral

Em 2012, os ministros do STF deliberaram que o julgamento terá repercussão geral, o que significa que a decisão que for tomada neste caso será aplicada em situações idênticas pelas instâncias inferiores. O recurso do Cremers tramita no STF desde 2008.

A decisão da Justiça Federal teve origem em uma ação civil pública movida pelo Cremers, em 2003, contra o Município de Canela, na qual pedia que o município, na condição de gestor municipal do SUS, permitisse a adoção da prática da “diferença de classe”. O TRF da 4ª. Região rejeitou o pedido, julgando este tipo de pagamento improcedente. O Conselho Regional de Medicina também ingressou com ações contra os municípios de Giruá e Serafina Correa. Em 2010, o STF decidiu em favor da diferença de classe na ação contra a prefeitura de Giruá.

A posição do Cremers

O Cremers defende que “aquela pessoa que tenha condições e possa pagar negocie com o prestador de serviço (hospital) e com o médico um atendimento em outras acomodações e por um valor de honorários maior, arcando o SUS unicamente com o que teria de suportar de qualquer forma”, conforme diz nota assinada pelo advogado Jorge Perrone de Oliveira, coordenador da Assessoria Jurídica do Cremers. A nota acrescenta:

“Da igual sorte, o atendimento aos outros pacientes, que não tem condições, seguirá da forma oferecida pelo SUS, já que o direito é de todos e a todos deve ser garantido. É evidente que se o atendimento se der em hospital público, cujo atendimento é única e exclusivamente pelo SUS, não será possível a busca dessa diferença”.

“Pode ser o fim do SUS”, alerta advogado

Mas esse não foi o entendimento da maioria dos participantes da audiência na manhã desta quinta-feira, na Assembleia gaúcha. Além de criticar a proposta da diferença de classe, também condenaram o critério de escolha dos convidados que terão direito a se manifestar na audiência pública que ocorrerá no Supremo. Entre eles, não está nem representantes de usuários do SUS nem de entidades responsáveis pelo controle social do sistema. O representante do Sindicato dos Servidores Públicos do RS, Claudio Augustin, criticou o fato de que nenhuma representação dos usuários do SUS será ouvida na audiência do STF. O presidente da Comissão de Assuntos Municipais, deputado Marcelo Moraes (PTB), prometeu incluir essa queixa no documento que será encaminhado para o STF.

Procurador do município de Canela, o advogado Gladimir Chile destacou a importância do julgamento da ação contra Canela, pois essa decisão será extensiva a todos os pacientes do SUS. Se a diferença de classe ganhar, afirmou, “será o fim do SUS e voltaremos ao passado, no tempo do INAMPS”. Gladimir Chile observou ainda que o Cremers, na ação que ingressou na Justiça, “solicita a internação hospitalar sem a necessária triagem, o que institucionalizaria furar a fila; e que o paciente possa escolher seu médico, credenciado ou não ao SUS, o que é outra aberração. Isso nem os planos de saúde privado fazem”, acrescentou. Se a decisão do STF for favorável à diferença de classe, concluiu, o SUS irá quebrar e quem tiver condições de pagar terá prioridade no atendimento, engrossando ainda mais as filas nas entradas dos hospitais.

Representando a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), o prefeito de Giruá, Ângelo Thomas, relatou que a ação do Conselho Regional de Medicina contra seu município foi indeferida em todas as instâncias anteriores, mas, para a surpresa de todos, foi revertida no Supremo Tribunal Federal. “Queremos que o STF reveja a decisão de Giruá e não a estenda a todos os municípios do país”, defendeu. Na mesma linha, a representante da União dos Vereadores do RS (Uvergs), Evania Nunes, disse que a entidade proporá que todas as câmaras de vereadores encaminhem ao STF moções de repúdio à proposta de adoção da diferença de classe.



Marcos Lobato (D) disse que proposta é”corporativista”|Foto: Marcos Eifler


“Iniciativa egoísta e corporativista”

Marcos Lobato, da Secretaria Estadual da Saúde, disse que o Estado é contrário à diferença de classe, por entender que ela rompe com o princípio de universalidade do SUS e colocando a sobrevivência do próprio sistema em risco. Lobato observou que mais de 50% dos hospitais no Rio Grande do Sul são totalmente privados ou têm alguma área destinada a atendimentos privados. Se a decisão do STF for favorável ao pagamento da diferença de classe, acrescentou, o número de leitos para o SUS seria reduzido e a única solução para o Estado seria construir milhares de leitos públicos e trazer programas como o Mais Médicos para os hospitais também. Lobato classificou a iniciativa do Cremers como “egoísta e corporativista”.


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Sugestão do baitasar:

"Acabar com os planos de saúde. Todos seremos atendidos pelo SUS. Sem comércio, sem balcões de negociação. O direito à vida com saúde!"

Delírios...

assim fica difícil... tudo é culpa do PT


A culpa é do PT

maio 22nd, 2014 

by mariafro



Dia desses eu cometi uma inverdade com a minha rede e devo pedir desculpas.

Eu havia dito que após a recuperação do Estado durante os governos Lula e Dilma e o incremento da economia, o Brasil tinha atingido baixas taxas de desemprego, nos níveis da Suécia.

O IBGE acabou de divulgar a taxa de desemprego no Brasil e fui comparar com as da Suécia e dos Estados Unidos. Abaixo a comparação das taxas. Peço desculpas por nivelar as taxas, a do Brasil está bem menor, quase a metade da taxa de desemprego da Suécia. Dizemos que um país está em situação de pleno emprego quando ele atinge uma taxa de desemprego menor do que 5%. É o caso do Brasil. Tudo culpa do PT.

Para quem quiser conferir por si mesmo, escolha os países e os indicadores: http://pt.tradingeconomics.com/brazil/indicators


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quarta-feira, 21 de maio de 2014

os coxinhas tem vez que pegam carona... tem vez que chamam de baderna. esses coxinhas!


Como a oposição errou a mão e virou o fio


21 de maio de 2014 | 11:22 

Autor: Fernando Brito




A oposição, que contava com uma reedição das manifestações de junho passado para crescer eleitoralmente parece ter errado a mão.

No Rio e em São Paulo, os grupos dissidentes dos sindicatos conseguiram, na base da surpresa, obter algum sucesso, mas em apenas um quesito: criar transtornos para a população.

Em Recife, a greve da PM, idem.

No dia seguinte, exatamente por serem uma “carona política”, começaram a esvaziar-se.

Nada a ver com o direito e a justiça de suas reivindicações.

Mas mudou a percepção da população.

Notem como a direita e a mídia relutam em assumir um apoio às manifestações.

E a direita ” coxinha” fala em baderna.

Só que, agora, não há a repressão violenta e estúpida do ano passado.

E estes grupos ficam do tamanho que têm.

Tratados como devem ser, dentro da democracia.

O dever dos governantes é apelar e trabalhar para que isso se dissolva e para que a população seja respeitada.

Mas não a cassetete ou bala de borracha, que não é respeito, é burrice.

Como é covardia também uma greve-surpresa, que é desonesta contra os também trabalhadores que dependem dos ônibus para voltar para suas casas.

Respeito á população é essencial e começa para informação, para que que ela saiba quem está fazendo o que, e com quem.

E que quem a está agredindo não é o Estado.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Dilma Bolada


A mídia concentrada e reacionária vai investigar a denúncia do criador de Dilma Bolada?


maio 20th, 2014 

by mariafro


Toda a rede social especialmente twitter e facebook e também a grande mídia e geeks conhecem o estudante de publicidade carioca, Jeferson Monteiro, nascido em Bonsucesso na Baixada Fluminense. Ele é o criador do perfil Dilma Bolada e das bem-humoradas sacadas que humaniza a presidenta a ponto de fazer uma montagem de Dilma fazendo selfie de camisolão no banheiro dando boa noite à nação.





Nadando contra a corrente preconceituosa e sexista das centenas de perfis criados para ofender a presidenta, o perfil Dilma Bolada sempre provocou o riso pelo caminho da humanização da primeira mulher eleita para governar o Brasil.

Confesso que a primeira vez que vi o perfil e senti sua força fiquei com medo de ser algo criado para atacar Dilma, procurei saber quem era e durante um bom tempo acompanhei as postagens do perfil. Minha preocupação era porque o perfil de fato é criativo e a ‘pegada’ dele atrai muitos seguidores. Jeferson não fala apenas para petistas e consegue unir a presidenta e Valeska Popozuda e nos fazer rir. Não aquele riso escroto do escárnio preconceituoso típico da mídia reacionária ou dos padrão ‘humor’ preconceituoso CQC. A gente ri de uma característica forte de Dilma, quase uma Mônica de Maurício de Souza, dando bronca em ministros, em chefes de Estado como Obama, conversando com roqueiro, andando de moto, desfilando diva, rainha da nação nos chatíssimos eventos internacionais. Jeferson consegue fazer da agenda oficial da presidenta algo bem humorado. Eu acho que, sem sombra de dúvida, o perfil fictício de Dilma Bolada contribuiu mais que a SECOM inteira para positivar a imagem de Dilma nas redes sociais, que é atacada diuturnamente na mídia monopolista e reacionária que não raro usa do sexismo em suas detratações e consegue ampla reverberação de seus ataques na rede.


Sempre soube que Jeferson seria assediado para que se fizesse uso partidário de sua criação. A oposição tentou inclusive tirá-lo do ar aludindo campanha eleitoral e foi derrotada. Jeferson chegou a anunciar o fim do perfil para a tristeza de mais de um milhão de seus seguidores.

Ele foi atacado como os blogueiros progressistas são atacados diuturnamente por não se somarem ao coro reacionário contra as políticas públicas implementadas pelos governos petistas.

Foi então que ontem ele denunciou no Facebook em seu perfil pessoal que uma agência a serviço dos tucanos e intermediada por um mineiro ‘marqueteiro digital’, Pedro Guadalupe que, de acordo com Jeferson, trabalha para o PSDB e que criou um outro perfil também intitulado Dilma Bolada, mas que além do nome nada tinha a ver com o perfil criado por Jeferson e chegou a ameaçá-lo na disputa pelo nome “Dilma Bolada”.

Quem está fora das redes sociais não tem a dimensão do valor agregado que um perfil com mais de um milhão de seguidores, com crescimento orgânico (ou seja, sem uso de publicidade do Facebook para engordar seguidores e curtidas em posts) pode valer no mercado das campanhas eleitorais e de campanhas publicitárias. Não é pouco dinheiro, é dinheiro pra realizar sonhos de viagens e casa própria e sobrar alguns trocados.

Num país em que a mídia concentrada fizesse jornalismo, num país onde a Justiça Eleitoral agisse para garantir a lisura do processo, a denúncia de Jeferson Monteiro seria um escândalo e mereceria rigor na apuração. Mas, de acordo com a denúncia do criador de Dilma Bolada foi uma agência a serviço dos tucanos, então não teremos a grande mídia reacionária investigando e esclarecendo qual agência, quanto ofereceu, em que moldes se daria a compra do perfil, para quais usos, quais as provas da denúncia etc. Teremos claro, fora dos grandes meios de concentração midiática, alguns poucos jornalistas que não abandonaram o papel de comunicação social do fazer jornalístico, investigando isso.

Quanto a mídia gorda de publicidade, concentrada e reacionária, ela tem mais o que fazer, como:

~Divulgar~ um perfil cópia da criação de Jeferson em matéria de jornal quando o perfil ‘original’ Aécio Boladasso tinha uma única curtida;

Continuar uníssona e diuturnamente na campanha #afundaBrasil, mostrando como Brasil nada presta, todas as instituições estão falidas e a ~culpa~ é sempre do PT;

Distorcer, manipular e tirar fora do contexto uma piada de Lula dita no encontro dos blogueiros, ou ainda fazer enquete com bebês para medir seu ânimo diante das apresentações no palco da Viradinha cultural…

Enfim, nossa mídia ‘séria’ está muito ocupada fazendo campanha contra os governos e lideranças petistas pra fazer jornalismo.





Abaixo a denúncia de Jeferson Monteiro



DILMA BOLADA: NÃO ESTÁ A VENDA!

Pois bem, como todos sabem há 4 anos eu criei a Dilma Bolada. Desde então minha vida mudou muito devido a isso. Conheci diversas pessoas, lugares e aprendi um monte de coisa. A minha personagem trouxe uma releitura da vida cotidiana da mulher que governa o nosso país, o tom pessoal sempre foi o mesmo, a exaltação e exacerbação da figura de poder de Dilma. Dilma essa que eu sempre admirei, ainda quando Ministra do Presidente Lula, e que resolvi lá em 2010 criar uma conta fake para assegurar o nome de usuário para que terceiro não o usassem de má fé. Bem, o resto dessa história vocês já sabem.

Tudo ocorrera muito bem até que a repercussão e a influência da Dilma Bolada começou a ganhar destaque na mídia de uma forma geral. Isso acabou atraindo a atenção de pessoas que não simpatizavam com a Dilma verdadeira, a Presidenta. Em meados do ano passado, eu tive um sério problema com uma pessoa chamada Pedro Guadalupe(que hoje trabalha para o PSDB). Pra quem não sabe, Guadalupe é um auto-intitulado “marketeiro digital” que atua em Minas Gerais(mas na verdade a especialidade dele é mesmo comprar uns bots, inflar páginas, spam, umas montagens ~engraçadas~ toscas tudo com o engajamento tendendo a zero). Ele já trabalhou para o PT e agora está com o PSDB. Pois bem, ano passado esse mesmo Pedro Guadalupe criou uma página também chamada “Dilma Bolada” e ameaçou dizendo que caso eu não me juntasse a ele e apoiasse quem ele apoiava, ele iria tomar o nome “Dilma Bolada” de mim e derrubar a minha solicitação de registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial(INPI), ele não apenas me mandou mensagens dizendo como expôs isso no Twitter onde todos puderam ver o caráter do sujeito. Eu, obviamente, ignorei e tudo que ele falara foi de fato um blefe.

Dito isto, vamos aos fatos:

Há algumas semanas uma agência de publicidade entrou em contato comigo para conversar. Eu naturalmente aceitei porque é normal as agências procurarem blogueiros e influenciadores para parcerias, eventos, etc. Então, um dos diretores então marcou uma reunião por videconferência e me explicou do que se tratava: a agência que administra diversas páginas aqui no Facebook disse que estava interessada em me convidar para o “casting” deles pois viam em mim um “potencial muito grande”. Primeiramente eles quiseram saber se eu estava coordenando ou tinha algum contato com a direção do PT, ao negar eles foram direto ao assunto: a agência tinha um plano de venda de apoio político das suas páginas para as Eleições Presidenciais deste ano. Ou seja, diversas páginas que todos curtem, gostam e recebem conteúdo diários, iriam fazer campanha eleitoral para o candidato que fechasse um contrato milionário com eles e iria assim difamar os opositores, praticamente um “mensalet”. Na hora que ele me disse isso, eu fiquei meio que sem reação. A naturalidade com que tudo era dito, era realmente inacreditável. Quando eu pedi para que me fosse detalhado o plano, ele me adiantou que já havia tentado fazer acordou ou reunião com a Equipe do PSB(Eduardo Campos) e PT(Dilma Rousseff) mas que não obtivera sucesso. Contudo, ele afirmou que o PSDB de Aécio Neves ficou muito interessado na transição e que havia chances de fecharem com eles. Eu concordei e disse que era bem o estilo tucano de ser e que provavelmente obteriam sucesso nas negociações.

Ao fim da conversa, ele perguntou se eu toparia fazer parte dos “talentos” dele para que fosse feita a negociação com a turma do PSDB. Para a supresa dele eu aceitei. Por sua reação ele provavelmente deu pulos de alegria. Ele não estava acreditando que já tinha o maior trunfo nas mãos: eu, com a Dilma Bolada, para o ninho tucano. (HAHAHA – SABE DE NADA INOCENTE!)

Aos finalmentes: uns dias depois, o cara me retorna o contato dizendo que falou com o Pedro Guadalupe, membro da equipe digital de Aécio Neves, que por sua vez queria falar comigo. Nem deu tempo d’eu responder: o próprio Pedro Guadalupe me enviou um e-mail ansioso se fazendo de amigo, no melhor estilo “lobo em pele de cordeiro” num cinismo sem igual e como se nunca tivesse feito nada pra mim, querendo saber se era mesmo verdade que Dilma Bolada, estava a venda para aproveitar a personagem e usar o seu “capital político/poder para mudar opiniões” dos internautas. Confirmei que eu tinha falado com a Agência e que tudo deveria ser tratado por via dela. A tal agência, por sua vez, disse que eles queriam que eu assinasse um CONTRATO DE EXCLUSIVIDADE para garantir uma amarra da Dilma Bolada a eles e que pudessem efetuar a transação com os tucanos. Eu, é claro, não assinei coisa alguma. Fui em frente, levando a coisa só pra saber até onde ia a cara de pau. Informei que só assinaria após que estivesse tudo acertado e depois que falassem de como seria de fato o tal esquema. Diante disso, na semana passada, a Agência combinou com Pedro Guadalupe uma reunião com os dirigentes responsáveis pelo veredicto final…

Pra mim foi o bastante. Eu, como vocês podem ver, não esperei o tal veredicto. Resolvi expor tudo isso aqui porque eu há mais de 1 ano venho sido constantemente atacado por pessoas dessa corja. Sujos e cínicos que têm a capacidade de inventarem mentiras absurdas que vão desde histórias de que mantenho “ligação direta com a Presidenta” até “de sou pago com o dinheiro público e recebo R$120 mil/mês” como foi dito recentemente num blog de simpatizantes tucanos. Não Pedro Guadalupe, eu não quero o dinheiro sujo de vocês. Diferentemente de você eu tenho caráter. Mas é esse o tipo de gente, que Aécio que diz com a maior cara de pau do mundo que “não vai tolerar campanha suja na internet” mantém na equipe, em contato constante com sua irmã, fazendo o possível e impossível para atacar a honra das pessoas e espalhar todo esse chorume de desinformação na internet. É lamentável que tenhamos chegado a um ponto tão baixo.

Por fim, eu queria dizer que nem todo mundo tem seu preço. E que eu e nem a minha criação estão a venda, nunca estiveram. Eu esperei ansiosamente pra escrever isso: vocês podem comprar quem quiserem mas a mim não. O que eu faço não há dinheiro no mundo que pague. Vocês deveriam ter sido um pouquinho mais espertos e terem tido o feeling pra saber que eu não sou e nunca vou ser como vocês. Lealdade não se compra e nem se vende.
RALA TUCANADA!



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segunda-feira, 19 de maio de 2014

três pilares de dominação. e ocê acha que não?


Stedile: Juristas estão acovardados diante dos desmandos de Barbosa


publicado em 18 de maio de 2014 às 22:42

Viomundo



João Pedro Stedile: ”O imperador Joaquim Barbosa está passando por cima da lei e fazendo clara perseguição a José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha”

por Conceição Lemes

Existe em São Paulo um comitê unitário, de caráter nacional, que acompanha o desenrolar da Ação Penal 470 (AP 470), o chamado mensalão.

Formado por representantes de movimentos sociais, entidades de defesa dos direitos humanos, PT, CUT e militantes históricos, ele é voltado apenas aos quatro réus petistas: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha.

Pois esse comitê, criado desde as prisões em novembro do ano passado, está muito preocupado com os desdobramentos do processo, que têm como protagonista o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O imperador Joaquim Barbosa está passando por cima da lei e fazendo clara perseguição aos réus José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha”, diz José Pedro Stedile, líder do MST e integrante do comitê. ”A sociedade, inclusive o PT, está parada em relação a essas violações de direitos e nós decidimos reagir.”

O comitê realizará algumas atividades para denunciar a esdrúxula situação.

Entre elas, um manifesto, assinado por entidades e personalidades e dirigido ao Supremo.

A entrega será dia 29 de maio. Representantes de entidades, movimentos sociais e personalidades vão se reunir na Catedral de Brasília, às 14h. De lá, caminharão até o STF, onde protocolarão o documento. O anúncio dessa ação foi feito no 4º Encontro Nacional de Blogueir@s e Ativistas Digitais, realizado em São Paulo.

O documento, que está sendo preparado, tratará de quatro temas políticos.

Stedile antecipou-os ao Viomundo:

Primeiro: A decisão do imperador Joaquim Barbosa de cancelar o direito dos presos em ter trabalho fora é um perigo à democracia brasileira.

Barbosa rompe um direito constitucional do preso. Cria jurisprudência que, segundo estimativas mais otimistas, pode afetar 100 mil presos brasileiros que cumprem pena e trabalham fora do presídio. Só em Brasília teria ao redor de 500 nessa condição.

E o pior. Fere todo o debate de direitos humanos que está sendo construído na sociedade brasileira de que as penas têm de ser educativas. O encarceramento deve ser reservado aos crimes hediondos.

Segundo: O que Joaquim Barbosa fez é uma ilegalidade. Fere a lei. Ele como maior magistrado tem de respeitar a lei. O caso sobretudo demonstra a que ponto chegou o nosso Judiciário. A sociedade brasileira está refém da postura pessoal de um cidadão, porque Joaquim Barbosa é um cidadão brasileiro tanto quanto eu.

Terceiro: Nós somos solidários aos quatro réus que estão sendo vítimas de Joaquim Barbosa. E que isso fique público, pois eles estão sendo injustiçados. São presos políticos do campo da esquerda.

Quarto: Nós queremos que os recursos que os advogados desses réus já apresentaram sejam julgados o mais breve possível pelo pleno do STF.

“Do jeito que Joaquim Barbosa é prepotente, pode deixar o julgamento dos recursos para depois das eleições e até para depois do final do seu mandato como presidente do STF, em novembro. Isso é um absurdo”, indigna-se Stedile. “Como até o Ives Gandra disse na imprensa: isso gerou uma injustiça tal que os réus têm o direito de exigir indenização do Estado brasileiro pelos problemas morais e pela falta de liberdade que estão tendo nesses seis meses completamente fora da sentença que o tribunal tomou.”

Para Stedile, é uma vergonha a postura dos juristas em geral ao caso.

“Os operadores do Direito, como eles dizem, foram achincalhados, estão acovardados diante desses desmandos de Joaquim Barbosa”, afirma. “Espero que despertem, porque isso não é um problema dos quatro réus. É um problema da democracia brasileira e dos perigos que essa jurisprudência pode causar.”

O fato é que o caso está causando revolta nos movimentos sociais e gerando a convicção de que o Brasil precisa urgentemente de uma reforma política.

“Uma reforma do sistema político brasileiro, que mude não só sistema eleitoral, o financiamento de campanha, mas sobretudo uma reforma do poder Judiciário, junto com as demais instituições, e uma reforma [da legislação relativa aos] dos meios de comunicação”, defende Stedile. “Sem mudar esses três pilares de dominação, nós não teremos uma democracia de verdade no Brasil.”

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O Golpe Suave


Blog do Miro


¿Como entender mejor las razones de la estrategia golpista que está llevando a cabo la oligarquía Venezolana en contra del proceso bolivariano?

¿De que se trata este famoso "golpe suave"?

Esta es una semilla de autodefensa mediática de la Universidad Popular del Buen Vivir




Vida que segue sem respostas


Quando? Algumas perguntas ainda à espera de respostas

Balaio do Kotscho:


Por Ricardo Kotscho


Como perguntar não ofende, gostaria que alguém me respondesse:

* Quando Gilmar Mendes vai devolver o processo que veta o financiamento de empresas privadas em campanhas eleitorais, que já foi aprovado por 6 a 1 pela maioria do STF, no momento em que o ministro pediu vista e impediu o final do julgamento no começo de abril? Só depois das eleições para que não possa entrar em vigor já este ano?

* Quando o governo paulista vai admitir que, apesar da inauguração do volume morto, já está faltando água em várias regiões do interior e da capital do Estado? Só depois das eleições? Não seria mais correto iniciar já um racionamento programado, antes que a situação se agrave ainda mais e não tenhamos mais água para racionar?

* Quando é que os internautas cada vez mais ensandecidos para ver quem é mais grosseiro no Fla-Flu em que se transformou a disputa política vão se convencer de que as redes sociais não são portas de banheiro?

* Quando é que oposição e situação vão parar de se acusar mutuamente e começarão a discutir os reais problemas do país na campanha eleitoral, apontando caminhos e renovando esperanças em lugar de jogar a culpa de todos os nossos males no adversário?

* Quando o governo Dilma vai sair da toca para enfrentar com ações e argumentos a ofensiva da mídia e da oposição? Só depois das eleições?

* Quando é que vão parar as manifestações contra a Copa do Mundo no Brasil? Só depois da Copa? Ou das eleições?

* Quando é que vai ser julgado o mensalão tucano e o cartel do trensalão em São Paulo? Só depois que os crimes prescreverem?

* Quando é que os ministros Mercadante e Mantega começarão a falar a mesma língua? Só depois das eleições?

Teria muitas outras perguntas a fazer neste domingo cinzento de outono, mas se alguém puder me tirar as dúvidas acima já ficarei bem satisfeito.

Vida que segue.

sinto muito, mas o jornalismo do carapááálida é canalha!


Virada Cultural: velha mídia quer acabar com a alegria do povo


publicada segunda-feira, 19/05/2014 às 13:02 e atualizada segunda-feira, 19/05/2014 às 13:54

Escrevinhador




Público da Virada Cultural no Palco São João, no sábado à noite

Por Igor Felippe, no Escrevinhador

A Virada Cultural, que chegou à 10ª edição neste ano, é a principal atividade cultural da cidade de São Paulo. A jornada de 24 horas de música, arte, teatro, culinária e humor leva a cada ano milhões às ruas do centro da cidade.

O sucesso da Virada conseguiu mexer na relação dos paulistanos com o espaço público e com a cidade. Gente de todas as regiões e classes sociais passou a fazer das ruas e vielas do centro um lugar de diversão e lazer.

Arrisco a dizer que essa jornada anual está na raiz das manifestações que tomaram a cidade em junho, porque tirou muitos paulistanos dos shoppings e colocou nas ruas.

A Virada cumpre também um papel de contrapor o estigma do medo, da violência e do crack carregado pelo centro, que se torna polo cultural da cidade por 24 horas. Assim, ajuda a unir uma cidade cheia de contradições e problemas sociais. No entanto, não encerra essas questões.

São Paulo é uma cidade complexa de 10 milhões de habitantes, extremamente desigual e, consequentemente, violenta. Uma metrópole dessa dimensão, que não cresceu com base no planejamento urbano, se impõe de forma violenta a toda a população.

A intensa velocidade da vida, os problemas cotidianos, a raiva com o trânsito, o medo do crime, o trabalho pesado, a falta de tempo para o lazer estressam e frustram os paulistanos.

A grandiosidade da Virada Cultural abre justamente a porta para a população viver conjuntamente, uma vez por ano, um período que, de certa forma, rompe com a dinâmica do sofrimento cotidiano.

A questão é que a Virada não resolve os problemas da cidade. Aliás, não foi criada com essa pretensão… E os problemas da cidade se manifestam durante uma atividade que reúne milhares de pessoas, em forma de roubos, arrastões, brigas e agressões. Essas formas de expressão da violência da cidade, que se reproduzem diariamente em São Paulo, acontecem durante a Virada.

Essas acontecimentos são lamentáveis, mas correspondem à realidade cotidiana da cidade. E a Virada não é um evento isolado no tempo e no espaço, independente das contradições da cidade.

No entanto, a cobertura da velha mídia isola o evento do contexto e superdimensiona esses episódios, criando uma narrativa de violência generalizada e sem controle e irresponsabilidade do poder público. Paralelamente, apontam problemas na organização e na programação do evento, como atrasos e adiamentos.

A mídia constrói um raciocínio lógico que, ao mesmo tempo em que ignora o quadro geral de violência do dia a dia e deslegitima o evento, aponta como solução a extinção ou desidratação da Virada Cultural.

Para isso, a velha mídia cria um clima de medo e desmotivação para desmoralizar a atividade e desgastar a gestão do prefeito Fernando Haddad. Não é coincidência que a Folha apresenta hoje uma reportagem com a seguinte manchete: “Prefeitura não cogita acabar com a Virada, segundo secretário da Cultura”.

Participei das 10 edições da Virada Cultural. Nunca fui roubado, mas conheço pessoas que foram. Já tive que esperar dentro de um restaurante o término de uma briga, que se transformou em um arrastão. No entanto, partilhei momentos maravilhosos junto com amigos, ao lado de milhares de pessoas, em apresentações maravilhosas de grandes artistas.

A alegria do povo na rua, curtindo o show do Luiz Melodia e dançando os sambas de Monarco e Teresa Cristina, demonstra a riqueza da Virada Cultural, que deve ser fortalecida, inclusive como um motor cultural para enfrentar os problemas sociais vividos cotidianamente pelos paulistanos.

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