quarta-feira, 30 de março de 2011

fórum da igualdade

Coletiva de imprensa divulga o I Fórum da Igualdade



O presidente da seção gaúcha da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Celso Woyciechowski, concede entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira, às 14 horas, para divulgar o I Fórum da Igualdade – Não há liberdade, sem igualdade, evento promovido pela Coordenação dos Movimentos Sociais e CUT-RS. A coletiva ocorrerá na sala José Lutzenberger, 4° andar da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O I Fórum da Igualdade será realizado nos dias 11 e 12 de abril de 2011, no Auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa. O tema da primeira edição do evento será a democratização da comunicação. (Confira a programação do encontro)

quem censura quem(?)

Novos atentados: aumenta cerco à mídia independente


Jornalismo B



Na última segunda-feira (28/3) foi amplamente divulgado na internet mais um caso de censura a um blogueiro. Agora foi no Paraná, onde o governador Beto Richa (PSDB) tem uma relação um tanto conflituosa com a liberdade de opinião – já desde a época em que foi prefeito da capital do Estado, Curitiba. Depois de, através da Justiça, impedir a publicação das pesquisas que indicavam crescimento de seu oponente na disputa pelo governo, Richa também atacou o blogueiro Esmael Morais.

Acostumado a atacar verbalmente blogs críticos a suas gestões, o governador do Paraná resolveu levar à Justiça seu ideal de silêncio. Esta, leal ao governo estadual e não muito afeita às liberdades, condenou Esmael a retirar do seu blog todas as postagens consideradas ofensivas ao governador. Das cerca de 20 mil postagens, mais de mil citavam Beto Richa. Após solicitação do blogueiro para que o juiz determinasse quais eram ofensivas, por volta de 500 posts foram tirados do ar.

Ressalte-se que ofensas pessoais devem ser coibidas, a internet também não pode ser uma terra sem lei, mas críticas e denúncias políticas tiradas do ar pela Justiça constitui censura por parte desta e atentado à liberdade de expressão por parte do reclamante, principalmente sendo ele o ocupante de um cargo público, que deve satisfações à sociedade sobre todos os seus atos políticos.

Na mesma semana em que as informações acima foram publicadas pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, um blogueiro carioca Ricardo Gama, que costuma publicar posts críticos à prefeitura e à polícia do Rio de Janeiro, recebeu três tiros na capital fluminense. Segundo o delegado do caso, ”nós temos ali várias pessoas que poderiam ter se sentido ofendidas ou mesmo que poderiam ter como objetivo silenciar o que ele vinha escrevendo”. Ou seja, chances de ataque ao direito de se expressar de Ricardo.

Não esqueçamos que as agressões à liberdade de blogueiros passam também pela mídia dominante. O jornal Folha de S. Paulo, por exemplo, desde o ano passado tenta calar (e, de certa forma, consegue) os conteúdos produzidos pelo blog Falha de S. Paulo. No Rio Grande do Sul, o fotógrafo Ronaldo Bernardi, do Grupo RBS, processou o jornalista e blogueiro Wladymir Ungaretti e a Justiça determinou que Ungaretti retirasse de seu blog as referências a Bernardi e ao jornal Zero Hora.

A velha mídia, de modo geral, cala ou estimula as constantes tentativas de censura a blogueiros por todo o país. Enquanto isso, seguem se proliferando propostas para a constituição de um marco regulatório para a internet. É fundamental que aconteça, sem dúvida, mas em termos democráticos, de forma a ser construído também pelos blogueiros e que resguarde os direitos de informação, crítica e expressão de opiniões diversas. De grão em grão, a Justiça e diversos atores sociais vêm tentando enfraquecer o enorme poder mobilizador e disseminador da internet. Não se pode permitir que o novo marco feche a tampa desse caixão.

Postado por Alexandre Haubrich
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Procuradoria dos Direitos do Cidadão

MP é acionado para processar Bolsonaro

Tijolaço

O site Rede Brasil Atual publica uma matéria do jornalista João Peres onde faço algumas declarações sobre a representação ao Ministério Público contra o deputado Jair Bolsonaro. Faço apenas a retificação de que  a ação – felizmente – não é de minha iniciativa, mas de todo o grupo de parlamentares.

Transcrevo um trecho da matéria e, a seguir, a representação feita à Procuradora Gilda Pereira Carvalho, chefe da Procuradoria dos Direitos do Cidadão.

“Ao perceber a repercussão negativa de sua declaração, o deputado emitiu nota na qual defende que não entendeu a pergunta feita por Preta Gil e que sua posição referia-se a um namoro com um gay, e não com um negro. “Não sou homofóbico e respeito as posições de cada um; com relação ao racismo, meus inúmeros amigos e funcionários afrodescendentes podem responder por mim.”
Brizola Neto considera que é evidente que Bolsonaro compreendeu perfeitamente a questão e acredita que o argumento se trata de um artifício para escapar de uma condenação por racismo. A questão é que o crime de homofobia não é tipificado pela legislação brasileira, embora exista um projeto a respeito em tramitação no Congresso desde 2006, ao passo que o crime de racismo é inafiançável e rende até cinco anos de prisão.
“Pela primeira vez a gente vê o deputado Bolsonaro se intimidar com as questões que costumeiramente ele declara. Vejo um recuo dele porque sabe que pode ser criminalizado e ele pode sofrer vários problemas”, defende Brizola.”

Agora à tarde, o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, protocolou na Câmara representação por quebra de decoro parlamentar contra  Bolsonaro (PP-RJ), que, segundo a ordem fez declarações que  ” extrapolaram a olhos vistos a liberdade de expressão” e violaram “a lei e a Constituição”,

já temos o ronaldinho do minério de ferro

 O Grande Negócio do Governo Fernando Henrique

BAITASAR

O Professor levanta as mãos, abre a boca duas três quatro vezes

"baitasar, temos o ronaldinho no mengão e o agnelli na mineração, cada um por um milhão."

Todo esse salário (sic) pro marajá comprar navio chinês (parece que só a Petrobrás gosta da Indústria Nacional Naval) e comprar aviãozinho da concorrente da nossa Embraer

"guri, esse deve ser amigo do jênio."

Digo ao Professor que isso é coisa do FHC

"baitasar, isso me lembra a frase: Sorria, você estava sendo roubado."

O Professor e a redação (eu) ficamos um minuto em silêncio pelo Zé Alencar, mas não podemos deixar de aplaudir em pé esse Mantega. O Ministro é muito bom, um brigador do povo

"baitasar, a Dilma termina o que o Nunca Dantes não conseguiu terminar."

Professor, é jogo de xadrez, não pode ter pressa.

A gente vai fazendo a Revolução sem disparar um tiro

"é isso, aí."

A denúncia dos marajás da Vale


Tijolaço




Posto aí em cima o vídeo da fala que proferi, agora há pouco no plenário da Câmara, tornando pública a vergonha que, a partir da informação de Paulo Henrique Amorim, tive a sorte de encontrar documentada: a Vale paga salários de R$ 1 milhão por mês – isso mesmo, R$ 1 milhão – a seus executivos e, como isso é uma média, certamente o sr. Roger Agnelli embola bem mais que isso, para adotar uma política de sangria desatada de exportação de minérios que pertencem ao povo, não investir em siderurgia e encomendar lá na China os navios que vão transportar, mundo afora, nosso ferro.
Onde está a mídia moralista, que faz escândalos – e alguns justos – quando uma empresa estatal tem salários mais elevados e não vê estes, 30, 40, 50, cem vezes maiores?
Quem vai escrever colunas sobre os marajás de Carajás?


Mandava quem podia, obedece quem tem padrinho

Da coluna Radar, de Lauro Jardim:

Na semana passada, quando Roger Agnelli ainda lutava por sua permanência na Vale, um senador integrante da bancada da mineradora foi acionado para atacar Guido Mantega no plenário. Precavido, o tal senador ligou antes para o Bradesco para saber se era isso mesmo o que tinha que ser feito. A resposta foi “não”. E ele, evidentemente, calou-se.

Há, como se vê, o Partido do “Sigo as Determinações do Bradesco”.

Mas o banco, que detém apenas 17,1% das ações da Valepar, a controladora daempresa, sabe que está acabando a era do “Vale o que o Bradesco mandar”.

O “jênio” empresarial de Roger Agnelli

Tijolaço



Hoje a Folha publica uma matéria informando que Tito Martins, que ingressou como funcionário de carreira da Vale em 1985, será o novo presidente da empresa. Não conheço seu pensamento e, portanto, não posso comentar.

Mas chamo atenção para o gráfico que o jornal publica – e eu reproduzo abaixo – sobre o crescimento dos lucros da empresa no período Agnelli, os longos 10 anos desde 2001, quando passaram de R$ 3 bi para R$ 30 bi.

Uma evolução enorme, de fato.

Só que, pra variar, os nossos competentes jornalistas de economia esquecem de mencionar a evolução dos preços da mercadoria que a empresa de Agnelli vende; minério de ferro.

Eu, como não sou jornalista, gastei três minutos no Google para obter a informação. E coloco junto o gráfico de preços, desde 2001, do minério de ferro vendido a partir do Porto da Madeira, terminal da vale no porto de Itaqui, no Maranhão, por onde se escoa a produção de Carajás.

Coloco o gráfico dos preços, no mesmo período, debaixo do gráfico dos lucros. E aí fica claro que, com o preço subindo de 27 para 190 dólares (caiu 10% de fevereiro para março), de onde vem a tão festejada “competência” gerencial milagrosa de Roger Agnelli.

Ninguém nega, aliás, que ele seja bom administrador, do ponto de vista empresarial. Aliás, com um salário de mais de R$ 1 milhão por mês, não se esperaria o desempenho de um gerente de botequim, com todo respeito a estes trabalhadores.

Mas a pergunta que não quer calar é: porque se esconde da população que o tal sucesso estrondoso da Vale vem do fato de que o minério de ferro, que constitucionalmente é propriedade do povo brasileiro, ter se tornado uma “commodity” muito mais valiosa nesta década.
Será que é porque isso lhes evidencia a cumplicidade com o crime de lesa-pátria que Fernando Henrique e José Serra cometeram ao vendê-la por uma ninharia, na bacia das almas?

parece que o bicho vai pegar

Bolsonaro diz que é surdo, não racista. É reincidente

Tijolaço




Reproduzo, abaixo, a matéria do Terra sobre a representação que fizemos, ontem, contra o deputado Jair Bolsonaro. E acima, um vídeo de 2008, enviado pela leitora Maria Luiza, onde o valente deputado ameaça dar um tapa na então deputada Maria do Rosário, hoje Ministra-chefe da Secretaria dos Direitos Humanos, a quem chama de “vagabunda”.



Bolsonaro diz que não é racista e que entendeu a pergunta sobre o que faria se o filho se apaixonasse por uma negra como “por um gay”. Disse e repito, conversa de quem viu que, nessa, ele se revelou de tal forma que, de fato, podem haver consequências.

E vocês sabem que só quem tem coragem, mesmo, assume o que diz e as enfrenta. Ontem, na tribuna da Câmara, ele já deu mostras de que quer sair pela tangente e ficar impune, como ficou no episódio do vídeo.
Quero destacar que a iniciativa de agora, tomada por um grupo expressivo de deputados , tem muito mais força que a ação de um ou outro, isoladamente. Na reunião de ontem, ficou acertado que vamos manter a ação conjunta, até para continuar exercendo pressão para que o caso não vá para a gaveta. Pressão na qual você pode ajudar, dando seu apoio pelo e-mail cdh@camara.gov.br.

Leia a matéria do Terra, da repórter Luciana Cobucci:


Mais de 20 deputados protocolaram nesta terça-feira três representações contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pelas declarações consideradas racistas feitas ao programa CQC, da TV Bandeirantes, veiculado na noite de segunda-feira. Hoje, ele pediu sua própria convocação pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara para prestar esclarecimentos sobre a entrevista.
Durante o programa, em resposta à cantora Preta Gil, que perguntou ao deputado o que ele faria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra, Bolsonaro respondeu: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”. O deputado afirmou em nota divulgada nesta terça-feira que entendeu errado a pergunta e achou que a artista se referia a uma relação homossexual.
“Se eu fosse racista, nunca diria isso na televisão, não sou louco. Mas não tenho qualquer problema com isso, tenho funcionários negros, minha esposa é afrodescendente, e meu sogro é mais negro que mulato”, afirmou. Bolsonaro se defendeu dizendo que não é homofóbico, mas acredita que “o Estado brasileiro não pode apoiar esse tipo de comportamento que atenta contra a família e o lar dos brasileiros”.
De acordo com o deputado Brizola Neto (PDT-RJ), uma das representações foi feita pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), com um pedido de abertura de processo contra Bolsonaro no Conselho de Ética da Casa. Além disso, os parlamentares também ofereceram denúncia ao Ministério Público Federal.
“Consideramos as declarações dele racistas. Ele pode sofrer um processo penal. O Ministério Público não precisaria ser provocado, mas foi e vai se manifestar e abrir um processo contra ele (Bolsonaro). O Código Penal prevê até prisão para o crime de racismo”, disse o deputado Brizola Neto.
Além disso, o conteúdo das declarações de Bolsonaro será levado ao Conselho Nacional de Direitos Humanos para que ele “tome as providências necessárias”, segundo Brizola Neto. Além do pedetista, subscrevem as representações o deputado Jean Wyllis (Psol-RJ), militante da causa gay e homossexual assumido, e Manuela d’Ávila (PCdoB-RS).

grande Zé!

Bessinha presta homenagem a José Alencar

Esse Bessinha …

tem vezes que copiar é bom

Gays, lésbicas e transgêneros. Igualdade ! Direito !


Jean Willys: está na hora de copiar a Argentina


Nesta terça-feira foi lançada no Congresso a Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT.

Ela pretende dar apoio a um projeto de lei que a senadora Marta Suplicy desencavou no Senado e criminaliza a homofobia.

Tal qual o racismo é criminalizado.

E, além disso, assegurar o direito sucessório, de herança, união civil e o direito à adequação dos nomes em documentos civis às pessoas Trans que desejem fazê-lo.

Como lembrou o deputado Jean Willys (PSOL-RJ), no programa Entrevista Record, que foi ao ar nesta terça feira, na Record News:

Já está na hora de o  Brasil copiar a Argentina !

(O mesmo processo mimético deveria mandar para a cadeira os torturadores do regime militar – clique aqui para ir a “Leituras para estragar o dia do Cel. Ustra”.)

Willys faz parte desta Frente e também de outra, a Frente pela defesa de uma Ley de Medios – clique aqui para ler o que Emiliano José escreveu, aqui, neste ansioso blog, sobre a matéria.

Diz Willys: não se pode impedir que alguém odeie o homossexual.

Só que não pode manifestar isso de público.

Transformar o ódio em ação repressiva.

(Como se faz rotineiramente na Avenida Paulista.)

E depois botar a culpa no homossexual: quem manda ele frequentar esses lugares.

Ou como diria o nobre deputado Bolsonaro: quem manda viver nessa promiscuidade ?

O que Willys quer não é muito.

É o que a Revolução Francesa de 1789 assegurou aos cidadãos de uma República.

Igualdade !

Direito !


Paulo Henrique Amorim

preces para todas as vitórias... boa sorte

Preces para Victoria



Nesta quarta-feira, minha filha Victoria entra novamente no ringue da vida contra a enfermidade que a fustiga desde há 12 anos, quando chegou a este mundo.

Será tentada nova gastrostomia (perfuração do abdome e do estômago para colocação de sonda para alimentação enteral), pois a primeira, feita no final de 2009, fracassou.

Desde agosto do ano passado, Victoria se alimenta por sonda nasal. Durante esse período, passou de 19 para 32 quilos e literalmente floresceu.

Agora, fortalecida, como a foto acima mostra, terá que enfrentar novamente esse inimigo cruel ao qual minha corajosa filha tem dado tanto trabalho.

Como em outras oportunidades, peço, para ela, preces dos crentes ou energia dos que não acalentam fé religiosa. É só o que me resta fazer por ela, agora. Infelizmente.

Volto a postar no fim do dia, espero

no tempo dos urubus...

A face rude, cruel e mesquinha do PIG



Há momentos em que a dor deve se colocar a serviço da virtude. Combater os atos mesquinhos e desumanos, muitas vezes tem que ser feito assim. Há, pois, que recordar o último ataque vil que o gigante José Alencar sofreu, entre 22 de julho e 30 de agosto de 2010, da parte de gente que, em seus delírios de poder, não hesitou em fustigar um homem no mais difícil momento de sua vida, quando travava seus últimos combates.

O Brasil vivia a campanha eleitoral mais suja de sua história recente quando a Globo atiçou um de seus soldados mais truculentos contra alguém que teve que suportar insultos e sucessivas humilhações em meio àquela loucura que se apossou daqueles que, mais uma vez, viam esvair por entre seus dedos a chance de voltarem ao poder através do despachante que escalaram para lhes representar os interesses.

Um blogueiro da Globo, em menos de um mês, disparou verdadeira saraivada de posts nos quais, no momento de maior empenho por demonstrar aos patrões do que é capaz de fazer sob suas ordens, chegou a qualificar esse homem que tanta saudade deixará como sendo alguém “rude, cruel e mesquinho”, adjetivos que, agora, fica fácil demonstrar que se aplicam muito mais ao pistoleiro da família Marinho.

Não reproduzirei os ataques, mas, se alguém tiver dúvida de sua natureza ou mórbida curiosidade, pode encontrá-los aqui,  aqui,  aqui,  aqui,  aqui,  aqui e, principalmente,  aqui.

os lucros com a nossa saúde

Médicos vão parar dia 7 contra os planos de saúde

BAITASAR

Pegando carona, novamente, com o Viomundo

"guri, escreve aí..."

Pergunto sobre o que, afinal?

O Professor entrou correndo na redação do blog do baitasar esquecido das boas maneiras de cumprimentar

"eu quero a CPMF, chega dessa gentiti lucrar com a minha desgraça e ainda ser muito mal atendido."

Peço calma ao Professor

"plano da saúde? Abro mão do meu e vamos investir no SUS."

Aprendi que nestas horas é preciso deixar o Professor se desabafar de si mesmo

enquanto o SUS for só para pobre não muda, precisamos convencer a classe média (sempre eles) que esse serviço de nos curar não precisa dar lucro, mas precisa se responsabilizar com atendimento de verdade e não fingimento."

Pergunto ao Professor como se faz isso

"já está acontecendo."

Onde?

"aqui"

Professor, eu sinto muito, mas não acredito

"pois vá acreditando..."


do Brasília Confidencial, dica do Cido Araújo

Pelo menos 160 mil médicos contratados por todos os planos de saúde vão cruzar os braços no dia 7.
Não darão consultas nem farão exames, em protesto contra os baixos honorários que recebem, contra a interferência das seguradoras em seu trabalho e pelo que chamam de incapacidade da Agência Nacional de Saúde Suplementar para regular o diálogo entre os planos e os prestadores de serviços. A manifestação foi articulada pela Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Segundo comunicado do Conselho Federal de Medicina, “as 1060 operadoras de planos de saúde devem faturar mais de R$ 70 bilhões em 2011. E nos últimos sete anos, enquanto o valor da consulta subiu apenas 44%, a movimentação financeira das empresas teve incremento de 129%, passando de R$ 28 bilhões para R$ 64,2 bilhões”.

A associação Proteste, que defende os direitos do consumidor, disse ontem que o protesto é legítimo, mas que a paralisação dos médicos não pode prejudicar os atendimentos de emergência. A Proteste orienta os pacientes a agendar consultas em outra data para evitar transtornos no dia da greve. As três entidades representativas dos médicos asseguram que os procedimentos de urgência e emergência serão mantidos, mas as consultas e os exames serão remarcados.

heróis anônimos

O salvamento


Pergunto ao Professor se devemos publicar essa reportagem que vimos no Viomundo

"e por que não, baitasar?"

Todos na redação (eu) estamos com dúvidas

"dúvidas sobre o quê?"

Evitar o sensacionalismo

"guri, tu não acha que é um bom momento para escrever sobre as nossas solidariedades e irresponsabilidades dirigindo nossos carrões e caminhões?"

Lembro do atropelamento dos ciclistas em Porto Alegre e do nosso transporte de massas metrô e ônibus

"e o transporte coletivo é um serviço para atender a população ou apenas as ganas de lucro do dono da empresa de ônibus?"

E as cargas pesadas que poderiam viajar de trem

"e por que não viajam? Quem destruiu a nossa malha ferroviária? Por que?"

Mundo complicado

"são as nossas escolhas..."

Vilas Gaúcha e Icaraí - Porto Alegre

Câmara na Comunidade - Vilas Gaúcha e Icaraí receberam os vereadores

Vereadora Sofia Cavedon

A Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereadora Sofia Cavedon (PT), junto com os vereadores Carlos Todeschini (PT), Elias Vidal (PPS), Toni Proença (PPS) e vereadora Fernanda Melchionna (PSol), visitou na manhã desta sexta-feira (25), as vilas Gaúcha, no Morro Santa Tereza, e a Icaraí, no Cristal. As visitas às comunidades, nas sextas-feiras, fazem parte do programa Câmara na Comunidade, promovido pela Casa Legislativa, e tem por objetivo conhecer a situação em que vivem moradores de locais da cidade que apresentam problemas de infraestrutura e encaminhar soluções junto a órgãos da prefeitura.

Vila Gaúcha

foto jonathan heckler /cmpa
Na Vila Gaúcha, Morro Santa Teresa, os vereadores percorreram a comunidade, acompanhados pelo presidente da Associação de Moradores, Darci Campos dos Santos, e representantes do DMLU e DEP.

A Vila, que abriga cerca de cinco mil famílias, não possui iluminação externa, dificultando a locomoção dos moradores durante a noite. Outro problema constatado é o esgoto que está com os canos expostos, por cima das calçadas, e as bocas de lobo não suportando a demanda de água em dias de chuvas fortes, causando constantes alagações. O acúmulo do lixo é outro problema apontado pelas lideranças comunitárias. Segundo eles os agentes do DMLU não conseguem entrar na comunidade, gerando pilhas de lixo e entulhos nas vias de entrada da localidade. “A única área de lazer para as crianças é um campo de futebol em péssimas condições que, além de tudo, serve como depósito de lixo para habitantes da região e de fora”, afirmou o presidente da Associação.

Os vereadores comprometeram-se em levar a situação ao Executivo Municipal através de pedidos de providência. Eles consideram importante uma ação para reabilitar o campo de futebol para o lazer das crianças e adolescentes, evitando também o acúmulo de lixo. “Se aqui tivesse um campo bom, com parque para as crianças, os moradores não teriam coragem de jogar lixo”, concluiu o vereador Toni Proença.

Vila Icaraí

foto jonathan heckler /cmpa
Os vereadores, Elias Vidal e Fernanda Melchionna, também acompanharam a presidente Sofia Cavedon, na visita a Vila Icaraí, que será removida devido à ampliação da Avenida Tronco, na Zona Sul da Capital.

A Avenida, hoje composta de duas pistas que correm por fora de um córrego, receberá mais uma pista de cada lado, um corredor de ônibus e uma ciclovia em um dos lados. As famílias que atualmente residem ao lado da rodovia serão removidas e transferidas do local.

Os moradores estão apreensivos para onde serão realocados. Eles afirmam que ainda não sabem ao certo para onde a Prefeitura os levará. A informação de que pode ser para a Zona Norte da cidade não está sendo bem aceita pela comunidade, pois muitos moram na região Sul há mais de 50 anos.

A Câmara, através da Comissão de Urbanização, Transporte e Habitação (Cuthab), irá realizar reunião na própria comunidade, com data a ser definida, para debaterem o destino das famílias. “Eles precisam saber para onde vão o quanto antes”, disse a presidente Sofia Cavedon.

Jorn. Marta Resing/5405 - Com a colaboração de Rafael Raffa (Jornalista em formação).
Assessoria de Imprensa da Presidência

terça-feira, 29 de março de 2011

a jóia da coroa

Zero Hora em campanha por Ana Amélia


Zero Hora esperou apenas a trégua dos 100 dias de início de governo para começar a campanha para as próximas eleições.

Depois de muito negar, a representante da RBS e integrante da bancada ruralista no Congresso nacional, Ana Amélia Lemos, admitiu a possibilidade de disputar a prefeitura de Porto Alegre ou o governo do estado.

O que era óbvio até para as pedrinhas da calçada, quanto mais para o grupo de comunicação que geriu a política Ana Amélia, foi finalmente admitido pela senadora e pelo jornal, na Página 10 de hoje (29). Favorecida pela imagem repetida à exaustão durante décadas na telinha, a política agora chega com fome para disputar com a esquerda e levar o PP e os interesses de seus principais representados, os latifundiários, para a cadeira do governador.

estudem jovens, mas não marquem como infamantes os sem-diploma

Os sem-diploma



Assim como Lula e José Alencar fizeram pela educação do povo, fiz pela instrução formal dos meus filhos. E, assim como o ex-presidente e seu ex-vice, que acaba de cruzar os umbrais da história, tampouco tirei meu diploma – revoltei-me com o sistema e fui estudar em casa.

Como eles, pela falta de diploma enfrentei preconceito no trabalho remunerado (comércio), no meio social e até no jornalismo – e olhem que não tirá-lo foi opção minha, não da vida que Deus me deu. Sei como é duro, pois, vencer o preconceito, sobretudo quando é velado.

Não, não teria a insanidade de me comparar com Lula ou com Alencar para além da coincidência óbvia sobre diploma. Comparo a eles, sim, todos os brasileiros que não têm diploma, mas que provam que um pedaço de papel não muda o que a pessoa é.

Estudem, jovens. Tirem vossos diplomas. Exorto-vos como sempre exortei meus filhos, dando-lhes as melhores condições de estudar através de escolas caras, viagens, livros, bens culturais em geral. Mas jamais estigmatizem os sem-diploma, como fizeram as gerações que vos antecederam.

Nenhum pedaço de papel substitui o talento. Nenhum professor ensina inteligência. Todos são capazes de aprender, se estudarem. Nem que, como fiz, sem outro mentor que não você mesmo, pois certamente se dedicará a instruir-se como mestre algum faria.

desqualificar políticos(?) hum... isso tudo me parece m....

CQC e o direitoso típico: Jair Bolsonaro

Baitasar

Pegando carona com a gurizada do Chapéu do Sol

Hoje, o Professor e a redação do blog do baitasar (eu) estiveram em reunião permanente O chimarrão (correndo solto de mão em mão) acariciando nossas mãos e aquecendo nossas gargantas, enquanto discutimos o post do Chapéu do Sol sobre o CQC e o direitoso do Bolsonaro.

O bar da ladeira fechou (para tristeza geral), as gurias conseguiram um financiamento e estão abrindo um restaurante mais chique. Essas também mudaram de classe.

De qualquer maneira o chimarrão tem aquecido nossas discussões sobre o momento histórico que vivemos no Brasil

"baitasar, elegemos um retirante nordestino e o homem mudou os nossos destinos. Em outubro, elegemos uma mulher, terrorista (sic), assaltante de banco (sic), presa, torturada pela ditadura militar e civil cristã. Esses bolsonaros não sabem o que fazem para parar essa história de pobre vencendo e mulher mandando."

Repito ao professor que tenho dúvidas se o preconceito e o racismo são bandeiras encasteladas nas redações, edições e mesas de áudio

"guri, se fosse o contrário, essa gentiti da caneta e microfone estaria colocando sonhos nas cabeças de nossos jovens."

Lembro do sonho de jogar bola, manequim, novelas. Desisto quando o olhar do Professor me acusa de ingênuo útil

"baitasar, bastava eles mostrarem todos os dias a lei federal 12.202 de 14 de janeiro de 2010."

Pergunto sobre a lei

"o estudante ou a estudante pobre que desejar estudar medicina ou ser professor ou professora terá do Estado Brasileiro o financiamento. E pagará esse financiamento com o seu trabalho, lá na saúde familiar, junto das populações pobres."

Isso é revolução!

PROUNI - Formatura 1ª turma de Medicina



"baitasar, é isso que esses racistas não conseguem aceitar."

O Professor tem razão.

Aqueles que financiam a deseducação nós já conhecemos.

Agora, precisamos conhecer os nomes dauqeles que estão financiando a educação dos brasileiros e brasileiras, de verdade!

Sem historinhas de benemerêmcia ou auto-ajuda, mas como um direito de cidadania.

"baitasar, tenho um nome na ponta da língua..."


CQC e o direitoso típico: Jair Bolsonaro


Chapéu do Sol

Posted on 29/03/2011 by Daniel Legal

Desde 2008, o programa CQC vem alavancando a audiência capenga da Rede Bandeirantes. A mistura de jornalismo, política e humor fez sucesso entre o público jovem, cansado da fórmula já esgotada dos telejornais tradicionais. Com um formato atraente, inovador (talvez nem tanto, afinal não é novidade nenhuma ironizar os políticos na mídia – Honoré Daumier fazia a mesma coisa com suas charges no século XIX), o CQC ridiculariza o quanto pode os parlamentares, que se tornam vítimas de sua própria ignorância. Dessa forma, os políticos entrevistados acabam perdendo qualquer credibilidade, pois se transformaram em objeto de riso e escárnio. Porém, é preciso perceber a intencionalidade que existe por trás disso. Na mídia, nada é por acaso. O humor, usado desse jeito, pode também conformar telespectador, que talvez passe a associar à política com o deboche. Assim, questões que deveriam ser sérias viram motivos de risada, mas não de questionamento.

É verdade que algumas pessoas irão assistir ao programa com um olhar crítico, inquietando-se com as situações mostrada, só que essas não parecem representar a maioria. De qualquer forma, este post quer mesmo destacar algo que aconteceu na edição de ontem, 28 de março. No quadro “O povo quer saber”, que convida personalidades a responder perguntas da população, o entrevistado foi o deputado federal Jair Bolsonaro, do PP. Militar de carreira, é um dos parlamentares mais reacionários do País. Impressiona como alguém com a mente tão tacanha conseguiu se eleger a um cargo público: defende a ditadura militar, flerta com a tortura, é contra o casamento gay, entre outras barbaridades. Óbvio que tudo isso se refletiu na entrevista, que foi editada e montada justamente para causar polêmica.

O CQC chamou a cantora Preta Gil para fazer uma pergunta ao deputado “conservador” (eufemismo). Bolsonaro foi questionado sobre o que ele faria se um de seus filhos se apaixonasse por uma negra. A resposta, que me dá nojo até de digitar, foi esta:

“Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro este risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambientes, como lamentavelmente é o teu”.

Racismo diluído em palavras estúpidas. A fala derradeira foi deixada para o final do quadro, depois que um mar de asneiras já havia sido cuspido pelo “progressista”. O pior é ver Marcelo Tas, âncora do programa, tentando defende-lo a todo o custo, porque talvez Bolsonaro não tivesse entendido as perguntas direito. Mais uma vez, o objetivo é claro: provocar polêmicas à toa e aumentar o IBOPE. A produção do CQC sabia o que ia acontecer. Hoje, o nome do deputado entrou nos trending topics do tuíter. Publicidade gratuita a um reacionário.

Alguns vão apoiar o deputado, afirmando que ele “apenas expressou sua opinião” que não é “a modinha do politicamente correto”. Mas, como sempre, esquecem que liberdade de opinião implica em aceitar as conseqüências do que foi dito. A frase dele é racista, o que é crime. Se Bolsonaro acredita mesmo que todos são iguais perante a lei, como justificou no programa para atacar as cotas, então, para não ser hipócrita, deve aceitar a punição pelos seus atos sem apelar para a sua imunidade parlamentar.

essa gentiti também quer esterilizar moradores de rua

Preta Gil vai processar Bolsonaro. Não, não somos racistas


Promiscuidade ?


O Conversa Afiada reproduz post do Tijolaço:

Racismo com imunidade parlamentar?


Eu me orgulho de pertencer a um partido que fez o racismo ser crime neste país, com a Lei Caó.


Eu me orgulho de pertencer a um partido que tem como um de seus fundadores um homem como Abdias do Nascimento, que tem 97 anos de luta pela igualdade racial.


Por tudo isso, não posso ficar calado diante de absurdo que foi o comentário do sr. Jair Bolsonaro, de quem também me orgulho de ser um adversário político, esta madrugada, no programa CQC,  da Band.


A cantora Preta Gil, filha do grande Gilberto Gil, perguntou o que ele faria se um de seus filhos casasse com uma negra. Bolsonaro respondeu que os filhos dele são bem educados e “não viveram num lar promíscuo como o dela”.


Porque promíscuo? Porque era de negros, como Gil?


Bolsonaro, como deputado, não está acima das leis. E, graças a Deus, uma das leis é a que faz do racismo um crime inafiançável.


A Constituição que este senhor jurou diz que racismo é crime.


Se não é crime, meu Deus, defender como ele faz a tortura, a prisão e o homicídio políticos praticados pela ditadura, então que seja crime o racismo.


Ou vamos ter de ver os deputados da direita dizerem que não estão criticando os negros, mas os “morenos escuros”, como disse outro dia um parlamentar do DEM em relação ao Ministro Joaquim Barbosa, do STF?


Nem sei se uma retratação do Deputado Bolsonaro, a esta altura, é suficiente. Vejamos se o Ministério Público, tão cioso da letra da lei ao enfrentar a esquerda, tem a coragem de enfrentar a direita…
PS. Vejo, pelo Twitter, que Preta Gil já acionou advogados para processar Bolsonaro. Parabéns, é a atitude digna e civilizada. Conte com meu apoio militante.


Assista ao vídeo que poderia se intitular “Não, não somos homofóbicos nem racistas”:



Em tempo: confira post do Os Amigos do Presidente Lula:


Filho de Bolsonaro tem projeto para facilitar esterilização de moradores de rua

O deputado racista, que disse em um programa de TV que não gosta de negros, perguntou também em entrevista ao Terra Magazine: “meu filho tem de queimar r… pra ter direito a bolsa de estudo?. Leia o documento mostrando que o filho de Bolsonaro tem projeto para facilitar esterilização de moradores de rua. Clique na imagem para ler

486 criminosos da ditadura

Argentina condenou 486 por crimes na ditadura




Argentina já colocou na prisão 486 acusados por crimes durante a ditadura

Da Carta Capital

Entre eles, três ex-presidentes da República foram condenados. Naquele período, mais de 30 mil argentinos foram mortos ou se encontram desaparecidos

Ao contrário do que ocorre no Brasil, na Argentina, lugar de torturador é na cadeia, mesmo que esse tenha sido presidente do país. Por conta dos crimes cometidos pelo governo nos últimos anos de chumbo de lá (1976-1983), três presidentes-militares que governaram o país no período foram julgados e presos.

Segundo entidades de direitos humanos, um total de 486 ex-militares do Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias e forças nacionais envolvidos em mais de 30 mil mortes ou desaparecimentos  no período, foram julgados e presos, sem direito a recursos, nos últimos cinco anos graças a anulação de leis que travavam julgamentos, promulgadas em 2006, pelo governo Néstor Kirchner (2003-2007).

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo publicada neste domingo 27 não existe paralelo com qualquer país da América Latina, Leste Europeu ou África, que tenha prendido seus torturadores sem a necessidade de um tribunal especial ou de exceção. Como aconteceu com o ex-presidente Jorge Videla, que foi condenado à prisão perpétua aos 85 anos por crimes de sequestro e tortura. Reynaldo Bignone, também ex-presidente, pegou pena de 25 anos.

Um dos próximos processos a ter julgamento é o da chamada “Operação Condor”, uma aliança militar entre os países da América do Sul sob regime ditatorial.

Por outro lado, segundo a reportagem da Folha, a Justiça Militar argentina processou 350 militantes de esquerda enquanto no Brasil a justiça processou 7.400 e no Chile 6 mil, durante os anos de suas respectivas ditaduras. Uma demonstração clara de que, por lá, a via judicial não era o caminho mais usado para que o governo enfrentasse seus opositores.


Leia outros textos de Geral

Memória, Verdade e Justiça

Inicia nesta quarta seminário “Memória, Verdade e Justiça: Marcas das Ditaduras do Cone Sul”

Começa nesta quarta, em Porto Alegre, o seminário Memória, Verdade e Justiça: Marcas das Ditaduras do Cone Sul, uma promoção da Escola do Legislativo Romildo Bolzan, da Assembleia gaúcha, das secretarias estaduais da Administração e dos Recursos Humanos e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Serão três dias de programação, em três locais diferentes: Memorial do Rio Grande do Sul (quarta), Plenarinho da Assembleia (quinta) e Salão de Atos II da UFRGS (sexta). A abertura do evento, amanhã, está marcada para às 18h30min, no Memorial (Rua Sete de Setembro, 1020, Centro). Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas. A programação completa é a seguinte:

30 de março, no Memorial do Rio Grande do Sul
18h30 – Pocket show: Cale-se: as músicas censuradas pela ditadura militar, promovido pelo Teatro de Arena
19h – Mesa: “Ditaduras de Segurança Nacional: o Sequestro de Crianças”
Convidados:
Camilo Casariego Celiberti,
Edson Teles,
Exibição de Documentário
Mediação: Ananda Simões Fernandes, Historiadora do Arquivo Histórico do RS


31 de março, na Assembleia Legislativa (Plenarinho)
18h30 – Apresentação musical: Raul Ellwanger, músico e compositor
19h – Mesa: “Memórias da Resistência no Rio Grande do Sul”
Convidados:
Raul Pont
Sereno Chaise
Antenor Ferrari
Mediação: Cesar Augusto Guazzelli, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS, e Jeferson Fernandes, deputado, presidente da Escola do Legislativo


1º de abril, na UFRGS (Salão de Atos II)
18h – Intervenção teatral: Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
19h – Mesa: “Memória, Verdade e Justiça: Os Direitos Humanos e os Deveres do Estado”
Convidados:
Maria do Rosário
Suzana Lisbôa
Estela de Carlotto
Luis Puig
Mediação: Enrique Serra Padrós, professor do IFCH/UFRGS

Frente Ampla e Don Jose

Os 40 anos de um ato histórico no Uruguai



No dia 25 de março foi realizada uma grande manifestação em Montevidéu para marcar os 40 anos do primeiro ato público promovido pela Frente Ampla, coalizão de partidos de esquerda e centro-esquerda que governa hoje o Uruguai. Foi uma grande festa que contou com a presença de Lula e outros líderes políticos latino-americanos. É uma das experiências mais ricas da esquerda latino-americana. Aqui vai uma pequena homenagem: A Don José, o hino popular uruguaio, em um spot que embalou a campanha que elegeu Pepe Mujica presidente do país. (Essa é pra ti, Gustavo)

um homem bom em vida

“Todo mundo era bom depois de morrer.
Alencar era bom em vida”, chorou Lula



Extraído do blog Os Amigos do Presidente Lula:


Foi em prantos que a presidenta Dilma e Lula falaram da morte de José Alencar, pouco depois de serem informados pelo médico do ex-vice-presidente.
“Todo mundo era bom depois de morrer. Alencar era bom em vida”, chorou Lula.


A visita de ambos a Portugal foi encurtada. Lula dedicará a Alencar o título de doutor honoris causa na Universidade de Coimbra, na manhã de quarta-feira, e ambos voltam ao Brasil em seguida. A presidenta cancelou a agenda oficial em Portugal que deveria ocorrer na quarta-feira à tarde.

A presidenta informou que a família de Alencar aceitou que o corpo seja velado no Palácio do Planalto. O governo decretará luto oficial de sete dias. (com informações do Valor)

um grande brasileiro

José Alencar a PHA:
Não tenho medo da morte, mas da desonra

Publicado em 29/03/2011

Conversa Afiada



O problema é saber quem é o Pelé


Em homenagem ao grande brasileiro José Alencar, o Conversa Afiada republica post de 29 de março de 2010:


José Alencar a PHA: Não tenho medo da morte, mas da desonra


29/março/2010 17:26


O Conversa Afiada re-exibe entrevista que o vice-presidente José Alencar deu a Paulo Henrique Amorim, para o programa Domingo Espetacular.


Abaixo a íntegra da entrevista:

Paulo Henrique Amorim – Dr. José de Alencar, o senhor acaba de sair do hospital.

José de Alencar – É verdade.

Paulo Henrique Amorim – O que o senhor fez lá?

José de Alencar – Eu fiz quimioterapia. Porque eu faço duas semanas e uma não.

Paulo Henrique Amorim – E como é que está a situação?

José de Alencar – Olha, eu digo para você que é um sucesso absoluto. É um sucesso absoluto. É até surpreendente o que está acontecendo porque a gente tem que considerar que trata de um verdadeiro milagre. É uma coisa extraordinária. Graças a Deus!

A Doença

Paulo Henrique Amorim – Essa é uma cena em que os brasileiros já acostumaram José Alencar sai do hospital. Às vezes, de pé. Às vezes, numa cadeira de rodas. Mas, sempre sorridente. E com uma disposição de não se entregar nunca.

Paulo Henrique Amorim – O senhor pode assumir qualquer compromisso de trabalho, de política…

José de Alencar – Bem, eu não parei, eu tenho. Eu passei por quinze cirurgias. Eu parei porque parei de ir na operação. Eu cheguei a sancionar lei da UTI. Eu não parei de trabalhar.

Paulo Henrique Amorim – O senhor vai se aposentar?

José de Alencar – Eu não tenho medo da morte.

Paulo Henrique Amorim – Nenhum medo?

José de Alencar – Não. Eu tenho medo da desonra. Porque o homem honrado, especialmente, o homem que milita na vida pública honrado, ele não morre nunca. Agora, se ele for um camarada desonrado, ele morre em vida.

Paulo Henrique Amorim – José Alencar já fez quinze cirurgias contra o câncer. O primeiro tumor, ele descobriu doze anos atrás. E de lá para cá foi uma guerra. Uma guerra que ele trava com tranqüilidade.

Paulo Henrique Amorim – O senhor não perde uma noite de sono com por causa do câncer?

José Alencar – Não. Nunca perdi um minuto de sono por causa disso.

Paulo Henrique Amorim – O senhor é um dos poucos homens públicos que se tem notícias no Brasil que trata do câncer e da doença sem nenhuma inibição.

José Alencar – Ninguém não tem nada a ver com o câncer do José Alencar. Mas, todos os brasileiros têm a ver com o câncer de um vice-presidente da República. Então, eu tenho o dever de ser transparente. Isso é dever.

Paulo Henrique Amorim – Em 2006, apareceu um novo tumor mais agressivo. E a batalha ficou mais difícil.

José Alencar – Esse câncer que foi descoberto em julho de 2006. Já foram oito operações só este tumor porque ele é recorrente.

Paulo Henrique Amorim – Parece que o senhor já não tem mais tanta certeza… (risos)

José Alencar – Não. Porque ele é recorrente. Só no ano passado foram três.

Paulo Henrique Amorim – Como é que o senhor arruma força para isso?

José Alencar – O trabalho, né. O trabalho é uma coisa muito boa. Eu nunca parei.

Paulo Henrique Amorim – Se o senhor não fosse vice-presidente da República ou empresário, o senhor não teria o acesso de medicina de ponta que o Brasil tem.

José Alencar – De vez em quando me acontece um certo complexo de culpa. Porque eu sou vice-presidente da República e as pessoas não têm, de um modo geral, esse tratamento que eu tenho tido. Será que nós não podemos fazer isso para todo mundo, meu Deus?

O Negociante

Paulo Henrique Amorim – José Alencar Gomes da Silva nasceu em Muriaé, na Zona da Mata de Minas Gerais. Ele começou a trabalhar cedo como vendedor. Saiu de casa e precisou morar num hotel.

José Alencar – E nesse hotel eu morava.. Só que eu não podia pagar o quarto, então eu morava na cama que foi armada para mim no corredor do hotel. Eu morei ali um ano e meio. (risos).

Paulo Henrique Amorim – Era preciso negociar isso com a dona do hotel.

José Alencar – Quanto a senhora vai me cobrar? Ela falou: 280. Não, dona Maria, a senhora pode me fazer um preço melhor. Afinal de contas, eu vou morar no corredor. (risos). Então, ela riu muito e falou: 250. Eu ofereci 200. Ela diz que não: 220. Eu falei está bem. Então, com roupa lavada. (risos).

Paulo Henrique Amorim – O negociante.

José Alencar – Negociante eu sempre fui.

Paulo Henrique Amorim – A fama de melhor vendedor de Muriaé fez com que um comerciante convidasse José Alencar para trabalhar em outra cidade, Caratinga. Ele era menor de idade e precisou pedir ao

José Alencar – O papai concordou que eu fosse. Mas, sempre me recomendando: “Meu filho, cuidado com quem você vai andar. E outra coisa, lembra-se sempre que o importante na vida é poder voltar”. Voltar a uma casa, voltar a uma família, voltar a uma cidade, voltar a uma instituição.

Paulo Henrique Amorim – O senhor montou uma das maiores empresas do Brasil.

José Alencar – Mas, ela não começou assim. Ela começou menor. (risos).

Paulo Henrique Amorim – A empresa de José Alencar é a Coteminas. Uma das maiores empresas do Brasil. E a maior no mundo no setor de tecidos. Uma multinacional que vale um bilhão de dólares. Desde que se tornou vice-presidente, José Alencar deixou a empresa com o filho.

O vice-presidente

José Alencar – Eu toda a vida gostei de política. Eu quando era menino ajudava a escrever os nomes dos candidatos nas porteiras.

Paulo Henrique Amorim – Como é que o senhor conheceu Lula?

José Alencar – Eu conheci Lula como um grande líder sindical. Tanto que votei nele no segundo turno em 1989, mas ele não me conhecia.

Paulo Henrique Amorim – José Alencar e Lula. Os dois se conheceram apenas dois anos antes de Lula se tornar presidente. Foi quando José Alencar comemorou 50 anos de empresário. Ele fez um discurso e Lula estava ao lado. Quando o discurso acabou tinha decidido.

José Alencar – Quando eu terminei de falar. Ele falou com o José Dirceu que estava ao lado dele no plenário. “Olha, eu encontrei a pessoa a quem devo convidar para vice-presidente”.

Paulo Henrique Amorim – E quando Lula chegou e disse assim: “Dr. José Alencar, eu quero o senhor para ser o meu vice”. O senhor tomou um susto?

José Alencar – Não. Para começar, Lula sabia que eu não era doutor. (risos). Então, ele nunca me chamou de doutor. (risos).

Paulo Henrique Amorim – Tá bom. José Alencar…

José Alencar – E, provavelmente, uma das razões pelas as quais que ele me convidou foi essa. (risos). Se eu fosse doutor, ele já ficava na inferioridade. (risos). Assim, a gente ficava mais ou menos empatados. Como ele fala: “Nós dois analfabetos”. (risos).

Paulo Henrique Amorim – O presidente Lula uma vez falou que “eu e José Alencar somos como Pelé e Tostão. A gente nem precisa olhar para o outro que a gente sabe o que o outro está fazendo e está pensando”. É assim mesmo. Pelé e Tostão?

José Alencar – Eu tenho que saber quem é o Pelé. (risos).

O Futuro

Paulo Henrique Amorim – Esta semana José Alencar voltou ao hospital. Desta vez, para receber uma boa notícia. O médico diz que ele reage excepcionalmente bem ao tratamento. A palavra é excepcionalmente.

José Alencar – Então, chegou a menina com o boletim para ele [médico] ver para ele assinar. Então, ele leu e falou assim: “Tudo bem. Mas, vamos adjetivar isso daqui”.

Paulo Henrique Amorim – O fato excepcional é que os tumores, em vez de crescer como costuma acontecer, diminuíram de tamanho. E aí fica a pergunta. O político José Alencar vai ser candidato a quê este ano?

José Alencar – Candidato meu mesmo, eu não serei. Eu poderei ser candidato se for preciso. Qualquer cargo no Legislativo para mim seria muito mais adequado tendo em vista a idade. Não é problema de saúde porque saúde eu estou bem. Há outra coisa, se eu não estiver bem, eu não me candidato de forma alguma.

Paulo Henrique Amorim – José Alencar é uma unanimidade. Quem gosta do presidente Lula, gosta de José Alencar. Quem não gosta do presidente Lula, gosta de José Alencar. O que vai acontecer no futuro, ele não sabe. Mas, José Alencar não se importa. Ele não vai mudar nada.

Paulo Henrique Amorim – Se o doutores chegassem no senhor e dizer assim: “Dr. José Alencar, o senhor está definitivamente curado”. O que o senhor pensa que reagiria?

José Alencar – Tomar um gole para comemorar, não é. Primeira coisa… (risos).

Paulo Henrique Amorim – Tomar um gole?

José Alencar – Para comemorar. (risos).

Paulo Henrique Amorim – Uma cachacinha mineira, não é? (risos). E se o médico chegar e disser assim: “Dr. José Alencar, o senhor tem poucos dias de vida”. E aí?

José Alencar – Eu não acredito nele porque quem sabe é Deus. Eu costumo dizer: se Deus quiser me levar, Ele não precisa de câncer para isso. Se Ele não quiser que eu vá, todavia, não há câncer que me leve. E eu estou desconfiado que Ele não quer que eu vá agora não. (risos).

Paulo Henrique Amorim – Quero votar no senhor. Meu título de eleitor é no Rio de Janeiro, mas precisamos dar um jeito nisso. (risos).

José Alencar – Todas as pessoas do Rio podem votar em Minas. Você sabia o porquê?

Paulo Henrique Amorim – Como?

José Alencar – Porque o Rio é uma das melhores coisas que Minas possui.

Paulo Henrique Amorim – Um momentinho.

José Alencar – No coração.

Paulo Henrique Amorim – Ah, bom. (risos).

José Alencar – Possui no coração. (risos).

segunda-feira, 28 de março de 2011

em nome do pai e de quem mais?

Padre que abençoava voos da morte é denunciado enquanto rezava missa na Argentina



Stella Calloni – La Jornada (*)

Um padre que abençoava militares argentinos e os voos da morte por meio dos quais a ditadura jogava presos políticos-desaparecidos vivos no mar, foi localizado por jovens militantes em uma paróquia de San Martín, na província de Buenos Aires, e denunciado publicamente enquanto rezava a missa. O padre Alberto Angel Zanchetta, que em 2009 foi aposentado como capitão de fragata e capelão da Marinha, continua exercendo o sacerdócio em paróquias da capital argentina e arredores, apoiado pelo cardeal Jorge Bergoglio.



Entre os anos 1975 e 1976, Zanchetta serviu na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), considerada o maior centro clandestino de detenção da ditadura e onde desapareceram cerca de 5 mil pessoas. Depois que o Ministério da Defesa, comandado pela advogada Nilda Garré, determinou a remoção de Zanchetta em 2009, o jornal Página/12 descobriu-o em uma igreja do antigo bairro de San Telmo.

Diante do escândalo, a cúpula da Igreja Católica enviou-o para Itália por um tempo e acreditando que tudo havia caído no esquecimento, decidiu reintegrá-lo à paróquia da localidade de 3 de fevereiro, próxima da de San Martín, onde ele foi novamente localizado por familiares dos desaparecidos e sobreviventes. No dia 6 de março, o padre foi enviado então para a paróquia de San Martín, mas ele foi mais uma vez localizado por familiares de desaparecidos que alertaram os moradores do lugar.

Quase ao terminar a missa, no último domingo, um grupo de militantes da Juventude Peronista Evita e familiares de vítimas seguiram atentamente seu sermão, carregado de intrigas políticas. Um dos jovens levantou-se, interrompeu a missa e disse a todos os assistentes que aquele padre havia estado na ESMA durante a ditadura, enquanto seus companheiros distribuíam um panfleto contendo um alerta aos moradores. “Na igreja de seu bairro um assassino está rezando a missa” – denunciava o panfleto.

No dia seguinte, integrantes da Pastoral Social pediram ao bispo da região que retirasse Zanchetta da paróquia. A comunidade espera agora uma decisão da Cúria, enquanto seguem aparecendo cartazes dizendo que, como aconteceu com os nazistas, os assassinos da ditadura serão buscados não importa onde forem.

No livro El vuelo, de Horacio Verbistky, o ex-capitão da Marinha, Adolfo Scilingo – preso atualmente na Espanha – fez sua primeira revelação sobre sua participação nos vôos da morte. Ele relatou que no regresso do primeiro vôo em que atuou jogando pessoas ao mar se sentiu muito mal e se aproximou de um capelão da Marinha, que o acalmou dizendo que era uma morte cristã porque as vítimas não sofriam.
A organização Hijos (de desaparecidos) solicitou a um juiz federal que denuncie Zanchetta, que juntamente com outro capelão, Luiz Antonio Manceñido, são apontados como confessores dos militares da Marinha, já tendo sido reconhecidos por sobreviventes.

(*) Matéria do La Jornada, com tradução publicada na Carta Maior.

será(?)

Agnelli não quer que
a gente saiba quanto ele ganha

Uma singela homenagem aos que venderam a Vale na bacia das almas


A Comissão de Valores Mobiliários estabeleceu uma regra para companhias abertas, negociadas em Bolsa.

Um amigo navegante que lê com muita emoção a urubóloga Miriam Leitão telefona para contar que o Roger – é como ela se refere a ele – entrou com uma liminar para impedir que a CVM soubesse quanto ele ganha.

A CVM exige (quer dizer, a CVM não exige, ela implora) que as empresas informem o maior e o menor salário das diretorias.

Deve ser para saber se os executivos profissionais brasileiros  – como o Roger – fazem como seus pares nos Estados Unidos: as empresas quebram e eles ficam ricos.

O processo está em andamento.

É possível que o sucessor do Roger seja constrangido a abrir o jogo.

Este ansioso blogueiro, por exemplo, acionista da Vale, gostaria muito de saber quanto os executivos da empresa ganham.

Quer dizer, o ansioso blogueiro sabe.

O amigo navegante contou que os oito diretores da Vale – veja bem, amigo navegante – os oito diretores ganham R$ 80 milhões por ano.

Deve dar uma bobagem de um milhão por mês para cada um.

Bobagem.

Coisa pouca.

Muito executivo americano deve chorar de inveja.

Executivo europeu, então, coitado, chora no meio feio.

E o Roger ?

Bem, o Roger I e Único deve ganhar bem mais que um milhão por mês.

Fora os dois jatinhos.

Embora, como se sabe, ele prefira o Bombardier.

Onde já se viu o Roger andar de Legacy da Embraer ?

Não se esqueça, amigo navegante, de acompanhar a notável contribuição que ele deu ao PiG (*), com uma verba publicitária de fazer inveja às Casas Bahia.

Como se a Vale vendesse colchão !

O amigo navegante conta também uma excentricidade do Roger: o centro de informática da Vale fica no exterior.

Quer dizer: a única coisa brasileira de que ele realmente gosta é do minério de ferro.

Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

essa poesia gauchada é para o Mantega

Galo de rinha - Jayme Caetano Braum


O Professor manda por e-mail essa do cancioneiro gaúcho.

Diz que é pro guri do Mantega aguentá firme em cima da sela

"baitasar, manda avisar que a gente ta com ele."

As intrigas correm atrás do dinheiro... e o povo(?) que se torne defunto

"guri, já vai avisando que não aprovo rinha de galo, mas não pude deixar passar a simbologia da briga dos galos e as lutas em Brasília."


as intrigas que correm atrás do dinheiro... e o povo(?) que se torne defunto

A “roda presa” quer derrubar Guido Mantega


Tijolaço



Nos sites internacionais, o minério de ferro cai 10%. No jornal O Globo, o fato de as ações da Vale cairem 3,95% é culpa de Dilma e de Guido Mantega.
Continua a todo o vapor a campanha da mídia contra o ministro Guido Mantega. Que ninguém se iluda: Mantega, que volta e meia dava declarações com um excesso de franqueza que permitiam explorações, está sabiamente calado, porque sabe que está naquelas situações de filme policial americano, onde dizem: “tudo o que você disser poderá e será usado contra você”.

Hoje é o Correio Brasiliense quem entra na roda, com um artigo que leva o explícito título de “A culpa é de Mantega”. Nele, diz-se que “nos contatos que estão sendo feitos por emissários de Dilma Rousseff com respeitados economistas, todos são unânimes em dizer que as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência para o sistema de metas de inflacionárias, embutem o que eles chamam de prêmio de risco devido ao histórico do ministro da Fazenda.”

Segundo eu sei e o mundo inteiro sabe, o histórico de Mantega é ter gerido a política determinada por Lula para que o Brasil pudesse fazer da crise mundial uma “marolinha”.

Mantega vai ter de se segurar para enfrentar “a maldição dos tubarões”. Primeiro, porque o Banco central não está cedendo às pressões para fazer aumentos mais altos nas taxas de juros, preferindo outras formas de restringir a liquidez, formas que não dão lucros aos que especulam com a dívida pública. Ontem mesmo o diretor de Assuntos Internacionais do banco, Luiz Pereira da Silva, defendeu no Canadá esta política, contra as pressões do FMI por mais aumento de juros.

E, claro, vai ter de passar pelo “terrorismo de mercado” que não perdoa a saída de Roger Agnelli do comando da Vale. Não por ele, Agnelli, só um bagaço de laranja para eles, mas pelo fato de que uma direção que oriente a grande empresa como parceira de um projeto nacional ter, necessariamente, de passar a investir mais, em lugar de dar privilégios exagerados à distribuição de lucros.

Porque quando é para dar lucro, nem passa pela cabeça desta gente preocupar-se com inflação. Querem ver? Em fins de 2008, quando a crise mundial campeava solta a vale protagonizou aumentos exagerados no preço interno do aço.

Agora, a mídia faz escândalo com uma queda de até 3,95% – dependendo do tipo de ação, a queda é menor -  nas ações da Vale sem dizer uma palavra sobre o fato de que o minério de ferro, desde fevereiro, enfrenta uma tendência de redução de preços: depois de atingir um pico em fevereiro, caiu, em média, 10% de lá para cá. O assunto é manchete em O Globo, em  matéria para assinantes reproduzida aqui.
Mas nossos jornalistas talvez não tenham acesso à internet, não é?

Porque dizer que uma empresa que vende basicamente minério esteja perdendo por “instabilidade política” porque suas ações ((nem todas, repito) caíram 3,95% quando o que ela vende caiu 10% só pode ser ignorância, não é?

Ou, em lugar de jornalismo, alguns façam é lobby